A seqüência de eventos que caracteriza a maturação da menina durante a puberdade é muito variável, mas vida de regra:
1. Uma das características mais notáveis da puberdade é a aceleração da velocidade de crescimento, cuja máxima velocidade em estatura é, em média, 10,3 centímetros por ano no menino e 9,0 centímetros por ano na menina.
2. O crescimento das mamas encabeça a seqüência do desenvolvimento da menina. Aparecimento do broto mamário, que começa com um “carocinho” dolorido que incomoda a menina indica que a criança está entrando na puberdade. É seguido pelo desenvolvimento dos pelos pubianos e por uma aceleração do crescimento. Em alguns casos pode acontecer o inverso: primeiro aparecem os pelos pubianos e depois as mamas.
Formação do broto mamário
Broto mamário
Broto mamário
3. É normal que as mamas cresçam de forma assimétrica, ou seja, uma cresça mais que a outra. Com o tempo elas acabam adquirindo o mesmo volume, forma e tamanho.
Desenvolvimento assimétrico normal das mamas
Desenvolvimento das mamas – vista lateral
Desenvolvimento das mamas – vista frontal
4. O que não pode acontecer é uma mama crescer e a outra nem iniciar o crescimento.
Amastria
Assimetria mamária
5. Caso isso aconteça com sua filha, é imprescindível que você procure ajuda de um profissional especializado. Não perca tempo esperando que a “natureza” dê jeito.
6. Aparecimento de um corrimento espesso, esbranquiçado e sem cheiro que a menina raramente percebe, mas que provoca um enorme susto nas mães. Esse corrimento é resultado do amadurecimento do canal vaginal e do útero que estão trocando suas células infantis por células maduras. Se a menina não faz uma boa higiene, pelo menos uma vez por dia, esse corrimento pode provocar assaduras doloridas e muito incômodas pois como é resultante de decomposição de células, ele tem caráter ácido e “queima” a pele da genitália de menina, além de aparecer mau cheiro.
Esfregaço vaginal de menina antes da puberdade
Esfregaço vaginal de menina durante a puberdade
Lesão (assadura) causada pela acidez da leucorréia fisiológica (corrimento)
7. Muitas vezes a menina começa a relatar prurido vulvar (coceira na genitália), mas geralmente essa coceira é produzida pelos primeiros pelos pubianos que, no início, são finos e crespos. Se “enrolam” e suas pontas acabam por penetrar por entre os lábios da vulva causando a coceira. Nesse caso, basta apenas a mãe ensinar à filha como fazer para cortá-los para acabar com a coceira (o difícil é justamente isso: a mãe perceber o problema e ter a coragem de instruir a filha).
Na figura acima vê-se uma a pubarca em menina de 10 anos. Repare os pelos finos que penetram no meato
Na figura acima vê-se uma sequência de imagens comparativas da evolução da pubarca (clique para ampliar)
8. Outra queixa constante e a “dor na barriga”, geralmente uma cólica em região do baixo ventre que incomoda a menina e também assusta as mães. A cólica nada mais é que o crescimento do corpo do útero em direção ao abdome e que empurra o mesentério produzindo a dor.
Desenho esquemático do desenvolvimento do útero, do nascimento à maturidade
9. A menina começa a alargar a pelve (quadris), criando a chamada “cinturinha”. O normal é a mulher ter a pelve (quadris) mais largos que os ombros. O alargamento da pelve é importante para uma futura gestação, pois uma pelve estreita dificulta a passagem do bebê na hora do nascimento e geralmente o parto acaba em cesariana
Desenho esquemático do alargamento da pelve
10. Além da pelve, começam a crescer o clitóris, os pequenos lábios (ninfas) e também os grandes lábios ficam mais largos e espessos.
11. A primeira menstruação ocorre cerca de um ano depois dos “estirões” de crescimento, coincidindo com a fase de desaceleração máxima do crescimento e, embora marque um estágio de amadurecimento uterino, não significa que a menina tenha atingido um estagio de função reprodutora completa, pois os ciclos iniciais são geralmente anovulatórios, havendo um período de esterilidade na adolescência que dura em média, um ano após a primeira menstruação.
12. Um dos sinais de que a primeira menstruação está próxima é a alteração de humor na menina que poucas semanas antes de menstruar pela primeira vez fica irritada com facilidade. Briga com todos e com tudo. Vive de mal com a vida. Sente enjôos, dores de cabeça e cólicas. O corrimento também aumenta. Algumas meninas chegam a ter desmaios e até convulsões (ataques iguais à epilepsia) poucos dias antes de menstruarem pela primeira vez, mas isso não é nada grave.
13. Outra coisa que deve ser ressaltada é o fato de a primeira menstruação não ser um sinal de que a menina está pronta para iniciar uma vida sexual ativa. Ela não tem ainda nem corpo e muito menos cabeça para uma relação sexual. Sua genitália ainda não tem a elasticidade e nem a maturidade necessária para uma penetração e caso ela tente iniciar um relacionamento sexual completo, pode acontecer desde um desajuste emocional, devido às fortes dores que, com certeza ela sentirá, até o aparecimento de fístula ano-vaginal, uma ruptura do assoalho posterior da vagina, comunicando-a com o reto e surgindo o doloroso e incômodo anus vaginal que consiste da saída de fezes pelo canal vaginal.
Ânus vaginal

Na figura acima observa-se o desenvolvimento físico:
- à esquerda: infância
- centro: durante a puberdade (na faixa de 13 anos)
- à direita: a mulher adulta.
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O desenvolvimento mamário é um dos primeiros sinais da puberdade. Começa em torno dos 9 anos de idade e depende da ação de esteróides sexuais (estrogênios e progestogênios) e de outros hormônios: prolactina, somatotropina, tireoxina, insulina e corticóides.
Hipertrofia mamária: frente
Hipertrofia mamária: lateral
Irmãs. A da direita aos 12 anos com desenvolvimento normal. A da esquerda, com 15 anos, puberdade tardia
Lina Medina Menstruou aos 8 meses, engravidou antes dos 5 anos de idade e foi mãe com 5 anos e 8 meses
Lina Medina, aos 7 anos, com seu filho, Geraldo Medina, com um ano de idade, junto com o médico que fez o parto (cesariana)
Telarca em criança de dois anos e meio
Câncer de adrenal: desenvolvimento do tórax e dos membros superiores da criança
Câncer de adrenal: aspecto dos membros inferiores. Mesma criança da figura anterior
Câncer de adrenal: aspecto da vulva. Mesma criança da figura anterior
Puberdade precoce: telarca em menina de cinco anos
Pubarca. Mesmo caso da figura anterior
Aspecto da pelve. Mesmo caso da figura anterior
Vaginograma revelando septo vaginal transverso
Hiperplasia de pequenos lábios
Assimetria labial em criança
Assimetria labial em púbere (12 anos)
Agenesia do clítoris
Hipertrofia do clítoris
Hipertrofia do clítoris em adolescente
Pólipos himenais
Himem imperfurado
Hímen imperfurado em criança
Hipertrofia do orifício himenal
Agenesia vaginal
Útero unicórnico
Útero didelfo
Útero didelfo – aspecto cirúrgico
Abaulamento do abdome por criptomenorréia
Drenagem do hematocolpo
Aspecto final da himenectomia
Necrose de útero. Aspecto externo
Necrose de útero. Aspecto interno
Forma de Morris.
Genitália com vagina terminando em fundo cego.
Forma de Lubs
Forma de Lubs. Aspecto da genitália externa
Forma de Reifenstein – genitália externa
Síndrome de Ulrich-Turner