Augusto Stellfeld
Richard Gordon e sua assustadora história da medicina
Energia para a musculação!
Paracelso e os grandes alquimistas da Idade Média
“Apenas os idiotas pensam que a alquimia é o conhecimento de como obter ouro. O objetivo da alquimia é procurar descobrir novos remédios”.
Paracelso.
Esta opinião começou a ganhar terreno na renascença, quando viveu, no século XVI d.C. um cavalheiro alemão chamado PHILLIPUS AUREULUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHELNEHM, conhecido e eternizado pela alcunha de PARACELSO e que passou a observar os métodos terapêuticos e logo apresentou suas conclusões: GALENO fora um simplório e seus discípulos e colegas eram todos imbecis. Disse isso e fugiu da cidade, acusado de feitiçaria, como aconteceria inúmeras vezes durante sua agitada carreira. Na realidade ele perambulava à noite pelos cemitérios estudando os fogos-fátuos, como eram chamadas as labaredas de fogo que saíam dos túmulos e consideradas como bruxaria ou coisa do demônio, mas que sabe-se hoje, nada mais é do que os gases metano e nitrogênio que se desprendem dos corpos em decomposição (e de qualquer tipo de matéria orgânica, pois veja-se aí o biogás) e, em contato com faíscas elétricas oriundas de raios entram em ignição e provocam o fenômeno chamado no Brasil de boitatá. Era também praticante da astrologia. Era tão feiticeiro quanto os médicos de sua época e pelo menos tentava uma “feitiçaria experimental”. Conquanto tenha provavelmente fulminado menos pacientes com seus experimentos, procurava os caminhos da ciência.
Desenvolvendo uma alquimia prática, PARACELSO procurava instruir-se não apenas nas universidades, mas também em seus passeios pelo campo entre lavradores, pastores, parteiras. Seu grande mérito foi o de ter colocado a alquimia a serviço da cura dos doentes, Naquelas épocas constituiu uma grande inovação o emprego de substâncias minerais na preparação de medicamentos. E a investigação, feita por PARACELSO, resultou em novos e mais ativos medicamentos. Sob sua influência, muitos alquimistas abandonaram definitivamente a busca da “Pedra Filosofal” e se dedicaram à preparação de drogas, pomadas, corantes, xaropes, perfumes.
PARACELSO tornou-se popular e conquistou inúmeros clientes, o que indica que ele matava menos gente e de maneira mais suave que os médicos tradicionais. Esse fato pareceu a seus colegas e aos médicos da época, uma abominável perfídia e, pelo que se sabe, o ilustre e irreverente cavalheiro chamado PHILLIPUS AURELUS THEOPHRATUS BOMBASTUS VON HOHENHEIM, popularmente chamado Paracelso acabou assassinado em 1541, por sicários a mando de seus inimigos, mas deixando seguidores, os iatroquímicos, que são os FARMACÊUTICOS-BIOQUÍMICOS de hoje, e que preservaram e estenderam suas contribuições à moderna farmacologia.
Os iatroquímicos ampliaram, de modo um tanto confuso, o conhecimento das drogas e popularizaram os extratos vegetais à base de álcool, as tinturas e as água minerais. Mas a maior contribuição de Paracelso foi romper com a tradição e iniciar a observação científica na terapêutica. Tanto ele como seus discípulos haviam se propostos a uma tarefa impossível.
Embora até o início do século XVIII não se tenha feito um estudo sistematizado da composição e propriedades dos corpos, nas numerosas experiências alquímicas foram descobertas diversas substâncias e compostos.
No século I, Dioscórides descobriu o meio de preparar o acetato de chumbo e o vitríolo verde (ácido sulfúrico). Os alquimistas árabes descobriram a água-régia (mistura de ácido clorídrico com ácido nítrico), o nitrato de prata, as propriedades químicas do salitre.
Geber
Entre os alquimistas árabes destacou-se JABIR IBN HAYYAN, nascido em 721 e falecido em 813d. C., conhecido na Europa como Geber e que por volta do ano 750d.C. já contava com uma ciência avançada de fusão de metais, obtendo o anidrido arsênico e o ácido nítrico. Atribui-se ao monge denominado Alberto Magno (1193-1280) a produção do arsênico derivado do anidrido arsênico.
Valentino
O monge alquimista Basílio Valentino, que viveu na Renascença, descobriu o antimônio e o ácido clorídrico.
Libavius
Por volta de 1616d.C., Andréas Libavius produziu o acetato de chumbo, o ácido canfórico e o sulfato de amônio. Também os processos químicos de destilação, filtração e sublimação, bem como suas aparelhagens, já haviam sido descritos e utilizados pelos alquimistas árabes.
Nos laboratórios fantásticos, com fórmulas enigmáticas, metais e líquidos de cores e odores estranhos, os alquimistas medievais eram homens que pareciam ter assinado um pacto com o diabo. Por isso foram muitas vezes perseguidos e condenados à morte, acusados de feitiçaria. No entanto, dessa paixão, muitas vezes paga com a própria vida, surgiu o espírito de pesquisa que caracteriza a ciência atual. Ela certamente teria perdido tempo, não fossem os sonhos e crenças dos alquimistas.
Maimonides
Maimonides (1135-1204d.C.) além de descrever a depressão de uma maneira clínica detalhada, ainda recomendou um programa de higiene para uma saúde mental sólida.
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Os Árabes
As artes e as letras na Idade Média
Durante a Idade Média a Igreja foi o refúgio das letras e das artes. As invasões dos bárbaros desorganizaram a cultura romana e fizeram, em muitos casos, retroceder a ciência e as artes. Graças aos monges, em seus conventos, puderam salvar-se numerosos documentos antigos e preservar-se a cultura que chegou até nós. Continue lendo
As Cruzadas
Durante os séculos VII, VIII e IX os árabes eram donos da Terra Santa, ou seja, a Palestina, onde ficam os lugares onde nasceu, viveu e morreu Jesus Cristo. Os árabes, apesar de islamitas não criavam embaraços às visitas dos cristãos a seus lugares santos. Anualmente, milhares de cristãos europeus seguiam em peregrinação para a Palestina e de lá voltavam sem serem molestados.
Os Fenícios e a difusão da cultura oriental
Habitando estreita faixa de terra, entre o Mediterrâneo e os montes Líbano e Anti-Líbano, os fenícios cedo se lançaram ao comércio marítimo. Foram os dignos sucessores dos cretenses que, desde o século XIV a.C., tinham sido afastados do Mediterrâneo pela destruição de sua civilização. Os habitantes da ilha de Creta, formaram uma admirável civilização pré-helênica com notável arquitetura e elevado grau de desenvolvimento filosófico e científico. Desapareceu de forma ainda um tanto obscura. Continue lendo
Infecção por HPV com alterações borderline
Ilustrações prévias desta série têm apresentados casos no quais a infecção por HPV era a única anormalidade. Problemas diagnósticos aumentam quando além desta há anormalidade nuclear borderline à discariose. Em casos onde são diagnosticadas células discarióticas, a conduta do caso seguirá o que é normalmente previsto para o grau de neoplasia intra-epitelial (Kaufman et al., 1983), e mesmo quando as alterações são borderline, é aconselhável recorrer-se à colposcopia e biópsia uma vez que a superfície queratótica pode prevenir esfoliação de mais células anormais.

134. Infecção por HPV: discariose leve. Neste caso o esfregaço cervical contém coilocitose com células levemente discarióticas. (X 320)

135. Infecção por HPV com NIC I: biópsia colposcópica. Esta biópsia foi feita do caso ilustrado em 134. NIC I é visto no tecido infectado. (H&E, X 80)

136. Infecção por HPV com NIC I: biópsia colposcópica. Em maior aumento a normalidade nuclear acentuada presente na coilocitose pode ser vista. (H&E X 320)

137. Infecção por HPV. Para complementação, um exame de imunocitoquímica na identificação da infecção do HPV é apresentado. Este campo mostra uma reação positiva em uma escama isolada presente no esfregaço cervical. (Fosfatase imunoalcalina, X 400)

138. Infecção por HPV: biópsia da cérvix. Uma reação similar é vista na secção da biópsia cervical. (Fosfatase inumoalcalina, X 160)
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