Gametogênese

1 Espermatogênese

Os espermatozóides originam-se nos órgãos reprodutores masculinos ou testículos, através de uma sequência denominada espermatogênese. Se for considerado grosseiramente, o processo consiste do crescimento da célula, duas divisões celulares sucessivas e uma metamorfose das células resultantes, de corpos esféricos e estáticos a espermatozóides alongados e móveis. A espermatogênese é iniciada em estado diplóide (2n) ou não reduzida, nas células germinativas denominadas espermatogônias, que crescem e se transformam em espermatócitos primários. Estes espermatócitos primários entram logo em divisão meiótica (primeira divisão) e cada um produz dois espermatócitos secundários. Cada espermatócito secundário, por sua vez, entra na segunda divisão meiótica para produzir duas espermátides. Cada espermátide logo muda de forma, desenvolve um flagelo e torna-se um espermatozóide maduro.

Enquanto as células se dividem duas vezes, os cromossomos duplicam-se apenas uma vez. A redução do número cromossômico de 2n para n é feita na primeira divisão meiótica. As unidades de duas cromátides resultantes da divisão reducional são as cromátides-irmãs, sendo que o DNA de uma delas é proveniente da replicação anterior. Elas separam-se na segunda divisão meiótica, cada uma tornando-se parte de um espermatozóide maduro diferente. (3:35).

Os meninos nascem sem nenhuma espermatogônia nos testículos e também sem atividade nas células de sertóri que nem se diferenciaram, ainda, em células intersticiais de Leydig e essa diferenciação só ocorrerá após os seis anos de vida, quando as células de sertóri começam a se diferenciar transformando-se em células de Leydig que começam a estimular a diferenciação do epitélio interno dos túbulos seminíferos, fazendo com que ele converta suas células em espermatogônias (1:80).

2 Ovogênese

A ovogênese é essencialmente igual à espermatogênese no que se refere à divisão nuclear, mas com relação ao citoplasma é muito diferente. Durante a ovogênese, muito mais material nutritivo é acumulado em comparação com a espermatogênese. As células resultantes são de tamanho desigual. O material nutritivo (vitelo) não está dividido igulamente para as quatro células resultantes da sequência meiótica. Uma célula grande retém essencialmente todo o vitelo, enquanto as outras, denominadas corpúsculos polares, recebem muito pouco (3:40-41).

As diferenças de tamanho entre as quatro células deve-se ao deslocamento do núcleo do ovócito para a periferia, quando da síntese do vitelo. Como o núcleo está na periferia e a divisão ocorre geralmente onde se encontra o núcleo, formar-se-ão duas células diferentes, uma maior, o ovócito secundário que sai do ovário, e um glóbulo polar que é reabsorvido pelo ovário (5).

As ovogônias formam-se entre o final do segundo e o final do terceiro mês de vida intrauterina. Os ovócitos primários formam-se entre o final do terceiro mês e o final do sétimo mês de vida intrauterina, entrando em estado de latência ou parada de desenvolvimento denominada dictióteno ficando acima até o início da puberdade, quando farão sua primeira divisão reducional e passarão a ovócitos secundários, sendo esses que saem do ovário e, se fecundados, farão outra divisão, agora equacional, formando os óvulos e os segundos glóbulos polares. Não é o óvulo que sai do ovário e sim ovócito de segunda ordem (1:79,173; e 5).

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Vaginite

Nas crianças, as paredes vaginais são constituídas de poucas camadas de células, em decorrência da ação estrogênica deficiente, e facilita a ação dos agentes inflamatórios.

Se o agente causal não for identificado, a vaginite será rotulada como inespecífica. A inflamação vaginal é facilitada por alguns fatores: desnutrição, masturbação frequente, maus hábitos de higiene e presença de corpos estranhos. É relativamente frequência localização de focos infecciosos a distância: no aparelho respiratório, na pele e no aparelho urinário. Considerando-se que, na vagina de crianças sadias, encontra-se flora mista integrada por estilococus, estreptococus, E. coli e outras bactérias, acredita-se que seu poder patogênico somente se manifesta se houver baixa de resistência do organismo.

Caso o agente inflamatório seja identificado, a vaginite é considerado específica, podendo ser causada por: Naesseria gonorrhoeae, Haemophilus influenzae, Candida albicans, Trichomonas vaginalis e Enterobius vermicularis, este último conhecido vulgarmente por oxiuros..

Vaginite gonocócica

Tricomoníase

Candidíase

Vulvovaginite por Enteróbius

Corpos estranhos na vagina são muito comuns, especialmente a partir dos três anos de idade, quando a criança começa a explorar e conhecer seu corpo e descobrir as regiões prazerosas, podendo ser encontrado pedaços de vagem, feijão, plástico, pedaços de lápis (especialmente lápis de cor pequeno), palitos, bem como fiapos de algodão ou tiras de tecido de calcinhas ou plástico/gel de fraldas descartáveis.Corpos estranhas produzem, além de corrimentos e mau cheiro, inflamação com dor local e febre, que podem ser percebidos pelo estado de prostração da criança.Na imagem abaixo vê-se um pedaço de tecido de algodão em vagina de criança de 3 anos. Provavelmente seja um fragmento que se desprendeu do forro de alguma calcinha.

Propedêutica
A queixa principal é de corrimento que, frequentemente causa ardor, disúria e prurido vulvar. O exame da vagina revela suas paredes hiperemiadas, e o corrimento com características que pode sugerir o agente causal: amarelo e bolhoso, tricomonas; Branco e fluido , haemofilus, Branco, em placas aderentes com aspecto de leite talhado, candida. Corpos estranhos na vagina causa inflamação aguda.

Na tabela abaixo encontram-se os tipos de corrimento e seus possíveis diagnósticos:

Indicam se o seguintes exames complementares para diagnóstico etiológico da vaginite:
– exame direta em gota pendente para pesquisa de tricomonas.
– bacterioscópico para avaliação da flora vaginal e pesquisa de fungos e gonococos.
– cultura para identificação de bactérias, fungos e haemofilus.
– exame microscópico em campo escuro para identificação de treponema.
– swab anal para identificação de enteróbios.

Tratamento

Vários esquemas terapêuticos tem sido empregados para o tratamento da vaginite, levando-se em consideração duas circunstâncias: o agente não é identificado – vaginite inespecífica; agente identificado – vaginite específica.

Vaginite inespecífica

  • cuidados de higiene da vulva do intróito vaginal e, à base de sabão neutro e desinfetantes.
  • aplicações locais de cremes vaginais indicados, usando-se aplicador de pequeno calibre, introduzidos através do hímen.
  • em casos resistentes, lança-se mão de uma das seguintes medidas:
  1. antibiótico de largo espectro por via oral ou parenteral.
  2. creme de antibiótico em aplicações vaginais.
  3. creme de Estrogênios em aplicações vaginais.
  4. vermífugos, caso necessário

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Cervicite

A ação estrogênica que se faz sentir mais intensamente na época da puberdade, é responsável pelo ectrópio endocervical encontrado comumente naquele período. O epitélio glandular fica em contato direto com a cavidade vaginal, e se inflama secundariamente, caracterizando a cervicite.

Dois fragmentos de rocha e um caco de porcelana introduzido na vagina, por uma adolescente, com finalidade contraceptiva

Diagnóstico

Corrimento rebelde a vários tratamentos instituídos, leva à suspeita de Cervicite. A colpovirgoscopia é recurso valioso o para visualizar o colo que, em casos de cervicite, se apresenta com halo avermelhado em torno do óstio uterino. Não raro encontrar se secreção catarral aderente ao colo, provinda do canal cervical.

Embora o carcinoma de colo de útero seja excepcional na infância e na puberdade, o seguintes exames complementares podem ser empregados:
– colpocitologia oncótica – material colhido através do colpovirgoscópio.
– Teste de Schiller.
– colposcopia: este exame requer a colocação de espetáculo, sendo necessária infiltrar hialuronidase no períneo, para provocar relaxamento de suas estruturas músculo-aponevróticas.
– biópsia do colo: será praticadas seus exames anteriormente citados a indicarem.

Tratamento

A integridade himenal e a conveniência de medidas terapêuticas agressivas ao epitélio endocervical, são dois fatores que tornam difícil o tratamento da Cervicite e adolescentes. É necessário lembrar também, que existe movimentação constante dos limite da endocérvice, ou seja, na junção escamo-colunar. Assim, o ectrópio endocervical pode tornar-se menos extenso ou regredir espontaneamente. Sem, no entanto, persistir o foco inflamatório e o corrimento molestar a paciente, está indicado tratamento.

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Farmacêuticos-bioquímicos podem fazer diagnóstico do câncer de mama e de colo uterino

O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, no dia 29 de abril de 2008, a lei nº 11.664, que dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o segmento dos cânceres de colo uterino e de mama no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a lei, os Farmacêuticos-bioquímicos são profissionais aptos a fazer o diagnóstico das doenças. Continue lendo

Cistos ou ovos de Naboth

As glândulas mucosas (glândulas de Naboth) no colo uterino podem ficar cheias de secreção devido ao bloqueio no ducto ou passagem da glândula. Conforme as secreções se acumulam, um nódulo arredondado e liso pode se formar sob a superfície do colo do útero e se tornar grande o suficiente para ser visto ou sentido durante um exame. Cada cisto aparece como uma elevação pequena e branca, como uma pústula. Os cistos podem ocorrer isoladamente ou em grupos e, embora não sejam uma ameaça à saúde, são indicativos de infecção passada ou recente ou de irritação no colo do útero. Os cistos são mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, especialmente naquelas que já tiveram filhos. Continue lendo