Chernobyl, 40 anos depois

Há exatos quarenta anos o reator número 4 da Usina Nuclear Vladimir Lenin, em Pripyat, na Ucrânia, explodiu.

Não bastasse a contaminação nuclear, há uma história que só se descobriu há pouco tempo atrás: após o desastre o combustível do reator, em estado de lava, incandescente, estava prestes a penetrar no subsolo e, em contato com o lençol freático abaixo da usina, explodir e exterminar praticamente toda o continente europeu.

O desastre só foi evitado graças aos mineiros de Tula, uma região Ucrânia, que cavaram um túnel por baixo do reator e concretaram o fundo, impedindo que a lava radioativa penetrasse na terra.

Todos os mineiros morreram devido a doenças associadas à radiação após terminarem o obra e salvar boa parte da humanidade, mas ninguém fala nada sobre eles, ninguém se lembra deles e menos ainda prestam-lhes as devidas honras e homenagens.

Chernobyil não era o nome da usina, mas sim de um conjunto de enormes antenas de rádio construídas a poucos quilômetros de distância e que espionavam as comunicações dos EUA e seus aliados, no auge da guerra fria, e que também foram perdidas com o desastre, pois não puderam mais receber manutenção. O nome das antenas espiãs, velhas conhecidas dos EUA, acabou associado ao desastre e dando nome ao reator número 4, que explodiu.

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