Como mostrado anteriormente, muito do material coletado da cavidade endometrial é na forma de fragmentos de tecidos ou microbiópsias. Quando concentrados dentro de um bloco celular e processados histologicamente, cortes são semelhantes aos da curetagem endometrial. Esta tem a vantagem de mostrar o padrão tecidual, mas morfologia celular individual pode ser desapercebida, Como o bloco consiste de múltiplos fragmentos com uma variedade de aspectos histológicos, é essencial fazer cortes seriados do bloco, examinando cada parte corte.
Adenocarcinoma do endométrio
Citologia dos aspirados endometriais
As dificuldades no diagnostico de lesões endometriais através de células presentes no material cervicovaginal têm sido ilustradas. Espera-se que o resultado seja mais seguro com material bem preservado, aspirado diretamente da cavidade uterina. Excelentes resultados têm sido obtidos por alguns (Morse et al., 1982; Skaarland, 1986), mas a interpretação é ainda difícil e além da perícia citológica, destreza considerável é necessária na coleta do aspirado. Continue lendo
Mola hidatiforme
Adenocarcinoma do endométrio perdido na curetagem
É importante lembrar que o adenocarcinoma do endométrio pode ser perdido pela curetagem (Butler et al., 1971). Devido a isto, ênfase oportuna deve ser dada na presença de células colunares malignas no esfregaço, e uma curetagem negativa não excluiriam investigação adicional. Continue lendo
Carcinoma adenoescamoso e adenocantoma do endométrio
Não é excepcional ter alterações escamóides benignas em um adenocarcinoma do endométrio, e esta condição é chamada adenocantoma, Mais raramente o componente escamoso é também maligno e a lesão é então um carcinoma adenoescamoso. A distinção é importante por causa do prognóstico menos favorável no caso de carcinoma adenoescamoso. O diagnóstico é normalmente feito histologicamente, embora a probabilidade de um componente escamoso possa ser predita pela presença de células escamosas anormais no esfregaço. Contudo não é normalmente possível decidir se tais células escamosas são benignas ou malignas. Casos 6 e 7 ilustram este fato. Continue lendo
Exemplos de adenocarcinoma do endométrio
Semelhanças entre células endometriais malignas e reativas
Estes exemplos aos pares demonstram a dificuldade era estabelecer o grau de anormalidade esperada pelo aspecto de células endometriais atípicas como as vistas no esfregaço cervicovaginal. Há de ser Lembrado que as células vieram da cavidade uterina, no fluido menstrual ou seroso, e algum grau de degeneração seria esperado. Em cada um destes pares o exemplo de adenocarcinoma é apresentado primeiro. Em todos estes casos a curetagem foi essencial para estabelecer o diagnostico.
Par 1

271 Adenocarcinoma (cortesia Dr. J. K. Frost, John Hopkins Hospital). (x 280)

272 Reação ao DIU. Este fragmento de tecido mostra vacuolização citoplasmática e estão presentes os nucléolos proeminentes. Contudo, não existe nenhuma irregularidade da cromatina nuclear. (x 250)
Par 2

273 Adenocarcinoma. Os núcleos neste grupo de células não sôo mais que discarióticos, mas adenocarcinoma de endométrio foi descoberto na curetagem. (x 250)

274 Pólipo endometrial infectado. Esta fotografia demonstra a necessária prudência quando a degeneração nuclear está presente. Necrose coagulativa faz o padrão de cromatina nuclear coagulativa faz o padrão de cromatina nuclear parecer mais anormal do que as células em 273. Esta mulher tinha um pó1ipo endometrial que apareceu através do orifício externo. Nenhuma evidência de malignidade foi achada. (x 250)
Par 3

275 Adenocarcinoma. Os núcleos neste fragmento mostram um padrão de cromatina irregular assim também como vacuolização do citoplasma, polimorfos nos vacúolos. (x 250)

276 Hiperplasia cística do endométrio. Curetagem mostrou somente hiperplasia cística nesta mulher, mas será visto que a anormalidade nuclear é tão acentuada quanto aquela vista em 275. (x 250)
Par 4

277 Adenocarcinoma. Este é um outro exemplo de presença de núcleos discarióticos nas células as quais formam um Rícino vacuolado. Na paciente foi mais tarde diagnosticado por curetagem um adenocarcinoma do endométrio. (x 250)

278 Hiperplasia atípica do endométrio. Comparação com este campo mostra anormalidade nuclear muito semelhante. A comparação da morfologia celular entre carcinoma bem diferenciado e hiperplasia atípica é menos surpreendente, pois estes podem ser difíceis distinguir no corte histológico da curetagem. X (250)
- Exemplos de adenocarcinoma do endométrio
- Carcinoma adenoescamoso e adenocantoma do endométrio
- Adenocarcinoma do endométrio perdido na curetagem
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Citologia endometrial
É usual ver células endometriais no esfregaço cervicovaginal relacionadas à menstruação e exemplos são mostrados no Capítulo 1. Na presença de adenocarcinoma do endométrio a esfoliação profusa no diagnóstico de células malignas ocorre em, talvez, 20% dos casos; em outros 20% pode não haver esfoliação e nenhuma característica para causar suspeitas de patologia endometrial. Na maioria restante, embora células diagnosticadas não sejam vistas, pode haver características as quais indicam a necessidade de investigação adicional. O diagnóstico final deve ser histológico. Continue lendo
Casos variados
O carcinoma da cérvix pode ser tanto do tipo adenoescamoso como escamoso. Nestes casos tanto um como ambos os elementos podem ser in situ ou invasivos.
Caso 1: Carcinoma adenoescamoso combinado (Cortesia de Dr. J.K. Frost John Hopkins Hospital)

244 Células escamosas malignas. Este campo contém um grupo de células escamosas malignas com uma célula levemente discariótica. (x 280)

245 Fragmentos acinares. Fragmentos acinares malignos são vistos em outro campo do mesmo esfregaço. Um girino encontra-se sobre um dos ácinos. Ambos, carcinoma de células escamosas invasivas e adenocarcinoma, estavam presentes na biópsia. (x 280)
Caso 2: Adenocarcinoma com NIC III (cortesia Dr. A. Kertesz, Merthyr Tydfil)

246 Discariose severa. Este campo apresenta lâminas e grupos de células severamente discarióticas, mas há também um indício de estrutura papilar. (x 250)

247 Adenocarcinoma com NIC III: cone biópsia. O cone biópsia mostrou áreas de NIC III. Neste campo células coadunares residuais benignas estão presentes na superfície. (H & E, x 62)

248 Adenocarcinoma com NIC III: cone biópsia. Outra secção mostrou um adenocarcinoma bem diferenciado do tipo endocervical. (H & E, x 62)
Caso 3: Adenocarcinoma In Situ
Este caso é incluído já que a aparência citológica mostra muita das características consideradas como diagnósticos de adenocarcinoma in situ (Ayer et al., 1987).

249 Glândula endocervical. Este campo mostra uma glândula em perfil com pseudo-estratificação. (x 80)

250 Glândula endocervical. Neste quadro a superfície do epitélio colunar das glândulas esfoliou com glândula em forma de dedo projetando-se do estroma. (x 80)

251 Células colunares discarióticas. Em outro lugar do esfregaço uma camada de células discarióticas indiferenciadas pode ser comparada com uma placa de células colunares discarióticas. Notar o nucléolo evidente e o núcleo pálido na célula glandular (flecha). (x 160)

252 Borda em forma de asa. Este campo apresenta uma abertura glandular com pseudo-estratificação. Notar a borda em forma de asa sobre a superfície. Ayer et al. consideram ser esta uma importante característica diagnóstica. (x 160)

253 Adenocarcinoma in situ: cone biópsia. Este corte mostra um adenocarcinoma in situ bem diferenciado. (H & E, x 16)

254 Adenocarcinoma in situ: cone biópsia. Isto é visto mais claramente em aumento maior. (H & E, x 160)

255 Adenocarcinoma in-sito: cone biópsia. Áreas de metaplasia escamosa estão presentes as quais mostram focos de muco residual corados em vermelho com PAS-diastase. O componente de adenocarcinoma in sito é também fortemente positivo para muco. (PAS-diastase, x 160)
Caso 4: Melanoma maligno de cérvix (cortesia Edgware General Hospital)

256 Melanoma maligno. Pigmento é visto no grupo de células neste campo. (x 160)

257 Melanoma maligno. Em aumento maior irregularidades do padrão de cromatina nuclear podem ser vistas através da deposição de pigmento espesso. Em particular, notar os macronucléolos debilmente discerníveis. Estes podem ser uma importante característica diagnostica nos casos de melanoma amelanótico (ver 336 e 339). (x 400)

258 Melanoma maligno: biópsia cervical. Compare as células componentes do tecido com aquelas vistas no esfregaço cervical. Notar os macronucléolos. (H & E, x 160)
Caso 5: Carcinoma basoescamoso da cérvix

259 Células malignas pobremente diferenciadas. Um grupo de células malignas pobremente diferenciadas é visto neste campo. Elas não mostram nenhuma característica sugerindo diferenciação Celular escamosa ou colunas. (x 250)

260 Carcinoma basoescamoso da cérvix: biópsia cervical. Em pequeno aumento ninhos de células tumorais são vistos no estroma. Este foi diagnosticado como um carcinoma de células basoescamosas. (H & E, x 18)

261 Carcinoma da cérvix basoescamoso: biópsia cervical. Em aumento maior as células tumorais podem ser comparadas com aquelas vistas no esfregaço cervical. Notar a coloração mais escura das células endoteliais. (H & E, x 250)
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