Uma crônica de natal

Ao que tudo indica, durante os dois primeiros séculos cristãos e quase metade do seguinte, os discípulos e fiéis seguidores de Jesus de Nazaré, chamado o Cristo (= Ungido ou Messias), não festejaram a data do seu nascimento. Foram, coincidentemente, os séculos de perseguição, da Igreja nas catacumbas e de milhares de cristãos assassinados pela sua fé, admirados e venerados sob a designação de mártires ou testemunhas. Não se descarta a hipótese de que a rudeza dos tempos não era propícia à festa e de que, pouco a pouco, caiu no esquecimento o dia natalício do Senhor. Se é que esse dia foi jamais conhecido. Ninguém sabe e pode dizer se entre os semitas, na cultura e na religião judaica do tempo de Jesus, estariam em voga as comemorações natalícias. Continue lendo

Voar como os pássaros

Conquistas de Santos Dumont beneficiaram-se de trabalhos anteriores e deixaram legado para desenvolvimento de naves para futuras viagens espaciais.Por improvável que possa parecer tudo talvez tenha começado com a inclinação do eixo da Terra. A sucessão das estações, quase sempre, restringia a oferta de alimentos. Com isso, manadas deslocavam-se para regiões mais promissoras e, no rastro de animais em migração, seguiram os primeiros bandos de caçadores humanos.

Os obstáculos de rios e lagos, ainda hoje vencidos por rebanhos migratórios em determinadas regiões da África, foram transpostos por caçadores primitivos sobre troncos de árvores, as primeiras embarcações. Continue lendo

Quem lucra com o tráfico de órgãos?

Yves Mamou
Editor de economia do Le MondeA associação suíça Actares – que defende a ética na administração das empresas – aproveitou a assembléia geral dos acionistas da companhia farmacêutica multinacional Roche, na terça-feira (04/03) para acusar o seu diretor-geral, Franz Humer, de “estar tirando proveito indiretamente” do florescente mercado de “transplantes forçados de órgãos” na China.
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Primeira faculdade do Brasil completa 200 anos

WANDERLEY PREITE SOBRINHO
Colaboração para a Folha Online

A primeira faculdade do Brasil comemora 200 anos nesta segunda-feira. Fundada por dom João 6º logo depois da família real portuguesa desembarcar em Salvador (BA), a Fameb (Faculdade de Medicina da Bahia) simboliza o início da independência cultural do Brasil.

A chegada da família real portuguesa no Brasil foi fundamental para a criação da faculdade. Antes disso, Portugal não permitia a criação de nenhuma faculdade em suas colônias. Nas possessões espanholas, existiam universidades desde o século 16.

A primeira escola de ensino superior do país foi inaugurada no dia 18 de fevereiro de 1808, oito dias antes da partida da família real para o Rio de Janeiro. Ela foi instalada no Hospital Real Militar, que ocupava as dependências do Colégio dos Jesuítas, no Largo do Terreno de Jesus. Continue lendo