Colesterol: a verdade sobre um falso vilão

O ciclopentano peridro-fenantreno, ou colesterol, eleito pela mídia jornalística, televisiva e também pelos fabricantes de margarina como o inimigo público número um, na verdade é uma das mais importantes moléculas do organismo humano.

“O colesterol é a pequena partícula que recebeu mais atenção na biologia. Treze prêmios Nobel foram dados a cientistas que dedicaram grande parte de suas carreiras ao colesterol. Desde que foi isolado de cálculos biliares em 1784, tem exercido uma fascinação quase hipnótica em cientistas das mais diversas áreas da ciência e da medicina…

O colesterol é uma molécula com face de Janus. A mesma propriedade que o torna útil nas membranas celulares, sua absoluta insolubilidade em água, também o torna letal.” (BROWN, M. S.; GOLDSTEIN, J. L., 1985).

O colesterol foi eleito pela mídia jornalística como o grande vilão do final do segundo milênio e, como é uma molécula orgânica de poucos Angstrons de tamanho, não pode se “defender” e muito menos tem o direito de resposta, jamais podendo listar, ele próprio, suas utilidades e seus benefícios. Não lhe é dado sequer a prerrogativa de mostrar sua importância e sua indispensabilidade no curso normal da evolução do corpo humano, desde o nascimento até a senilidade. Não pode dizer a ninguém que é o principal responsável pela manutenção da estabilidade estrutural da membrana do eritrócito. Não pode atestar, com absoluta justiça, que é a partir dele – colesterol, que o organismo sintetiza hormônios esteróides importantíssimos ao funcionamento e regulação do metabolismo, os glicocorticóides (cortisol) e os hormônios sexuais indispensáveis a diferenciação sexual secundária e também às funções sexuais humanas (ereção do pênis, ovocitulação, libido, e etc.). Enfim, essa é a molécula mais injustiçada de todos os tempos.

Porque o colesterol foi eleito vilão?

Ao bem da verdade, o colesterol tem seu lado perigoso, mas só afeta as pessoas sedentárias, de vida desregrada. O libelo acusatório veemente de sua letalidade interessa diretamente à indústria alimentícia, mais especificamente aos fabricantes de margarinas e maioneses industrializadas que semeiam pânico entre os espectadores leigos através de uma mentira absurda e conseguem vender seus produtos alegando que eles são isentos de colesterol. Também interessa a muitos médicos, em especial aos cardiologistas e também a muitos pseudo-cientistas, pessoas de inteligência rara, cultura mediana e ignorância profunda, que só querem se aparecer e lançam na televisão, jornais, revistas, folhetos e outros, matérias sem um mínimo de critério cientifico com o único fito de se lançarem e/ou valorizarem suas “carreiras”.

Objetivo desse artigo:

Mostrar aos interessados que o colesterol não é o vilão que a industria procura demonstrar e que ao par dos perigos que pode trazer para os “folgados de plantão”, ele é uma das moléculas mais importantes do organismo humano e sua “carência” pode ocasionar mais prejuízos do que benefícios e estes vão desde hemopatias (distúrbios no sangue), disfunções sexuais das mais variadas, até sérios problemas de metabolismo e regulação homeostáticas.

Referências
BROWN, M. S.; GOLDSTEIN, J. L. A Receptor-mediated pathway for cholesterol homeostasis. Nobel Lecture. NobelPrize.org. Nobel Prize Outreach AB 1998.<https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1985/brown/lecture/>Acesso em: 5/9/1998

Publicado originalmente em dezembro de 1998.

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Robert Koch

Enquanto Pasteur era responsável por uma onda de entusiasmo nas Universidades européias, entre os anos 1860 e 1870, o recém formado Heinrich Hermann Robert Koch (Clausthal, 11 de dezembro de 1843 — Baden-Baden, 27 de maio de 1910) estava fora desse mundo científico. Andava à cavalo à noite pelas estradas da Prússia (atualmente parte integrante da República Federal da Alemanha), para atender às mulheres de fazendeiros que davam à luz. Era um mero médico de província, que, para se casar com Emmy Freatz, pusera de lado a ambição de ter uma vida de aventuras, longe dali. Continue lendo

Neurose ou Psiconeurose

A neurose é basicamente uma doença do comportamento mal adaptado, desajustado ou mal aprendido. É fruto de situações frustrantes vivenciadas, nas quais houve o aparecimento de ansiedade, desilusão, medo ou pavor, distúrbios somáticos ou ainda em conjunção com desordens em algum órgão ou aparelho vital.

As psiconeuroses classificam-se em seis grupos, de acordo com a sintomatologia específica e a queixa principal mais frequentemente encontrada.

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