Durante a Idade Média a Igreja foi o refúgio das letras e das artes. As invasões dos bárbaros desorganizaram a cultura romana e fizeram, em muitos casos, retroceder a ciência e as artes. Graças aos monges, em seus conventos, puderam salvar-se numerosos documentos antigos e preservar-se a cultura que chegou até nós. Continue lendo
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As Cruzadas
Durante os séculos VII, VIII e IX os árabes eram donos da Terra Santa, ou seja, a Palestina, onde ficam os lugares onde nasceu, viveu e morreu Jesus Cristo. Os árabes, apesar de islamitas não criavam embaraços às visitas dos cristãos a seus lugares santos. Anualmente, milhares de cristãos europeus seguiam em peregrinação para a Palestina e de lá voltavam sem serem molestados.
Os Fenícios e a difusão da cultura oriental
Habitando estreita faixa de terra, entre o Mediterrâneo e os montes Líbano e Anti-Líbano, os fenícios cedo se lançaram ao comércio marítimo. Foram os dignos sucessores dos cretenses que, desde o século XIV a.C., tinham sido afastados do Mediterrâneo pela destruição de sua civilização. Os habitantes da ilha de Creta, formaram uma admirável civilização pré-helênica com notável arquitetura e elevado grau de desenvolvimento filosófico e científico. Desapareceu de forma ainda um tanto obscura. Continue lendo
Referências bibliográficas
- ANTONINI, V. Farmacologia e comportamento humano. Curitiba : [sn] 1993.
- BOLSANELLO, A. Genética médica prática. Rio : LTC, 1978.
- GARDNER, E, et all. Genética. Rio : Ed. Guanabara, 1986.
- MOORE, K. The Developing Human: Clinically Oriented Embryology, 8th Edition. Philadelphia PA USA : Saunders Elsevier, 2008
- ZAGO, D, et all. Embriologia humana e comparada. Curitiba : PRAC-UFPR, 1990
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Malformações
Malformação é um caráter que compromete a integridade de uma pessoa (2:11) e pode ser eliciada por diversos fatores. Continue lendo
A terceira semana
1 Gastrulação Continue lendo
A segunda semana
Implantação
Quando o blastocisto finalmente faz contato com o endométrio, as células do trofoblasto atacam vigorosamente as células endometriais destruindo-as e perfurando o endométrio até cavar nele um verdadeiro ninho (por isso nidação). O rompimento de vasos forma lacunas de sangue que alimentam o blastocisto. O endométrio, então, recobre o blastocisto e forma em torno dele uma cápsula de tecido modificado, cuja modificação chama-se reação decidual, porque o tecido endometrial se transforma em decídua (que desce) a ser expulsa no parto. A cápsula vai crescendo dentro do útero conservando o embrião em seu interior. O aspecto mais importante disso é que o embrião não cresce na luz uterina, ficando a salvo das contrações uterinas que poderiam expulsá-lo (5).
O trofoblasto primitivo regride na decídua capsular e forma uma camada lisa por baixo dele, o córion liso. Junto à decídua basal, o trofoblasto forma o córion frondoso, de onde se originará a parte fetal da placenta. A decídua basal, por baixo do córion frondoso originará a parte materna da placenta (5).
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A primeira semana
1 A fertilização
Fertilização é o nome dado à união dos gametas masculinos e femininos para formar um novo ser vivo (5).
A fertilização depende de dois fatores: 1. a capacitação dos espermatozóides e 2. da reação acrossomal.
1.1 Capacitação dos espermatozóides
O espermatozóide sai do trato genital masculino revestido por glicoproteínas formadas por galactose ligada à N-acetilglucosamina (GlcNac) que contém ou envolvem as glicosiltransferases espermáticas e a capacitação do espermatozóide se dá pela remoção do revestimento glicoprotéico, deixando as enzimas glicosiltransferases à mostra, o que permite ao espermatozóide se ligar no receptor específico que contém N-acetilglucosamina, na membrana do ovócito (3:44).
1.2 Reação acrossomal
Ao encontrar o receptor, o espermatozóide liga-se a este e libera enzimas hidrolíticas contidas em seu acrossomo, “furando”, literalmente, a membrana do ovócito e ativando ou desencadeando a segunda divisão meiótica, pela qual o ovócito, agora contendo dentro de si a cabeça do espermatozóide, se transforma em óvulo e libera o segundo glóbulo polar. Ao penetrar no ovócito, o espermatozóide (ou o próprio ovócito) aciona um mecanismo que impede a entrada de outros espermatozóides, pois se isso ocorresse, como por exemplo no caso de dois espermatozóides penetrarem, ter-se-ia um indivíduo triplóide (3n). Embora Burns, em seu livro Genética: uma introdução à hereditariedade descreva um caso de triploidia, apresentando uma fotografia do afetado, a maioria dos geneticistas são unânimes em afirmar que o normal é apenas um espermatozóide fecundar o ovócito e que o triploide é um fenômeno quase impossível (3:73).
2 Pareamento dos cromossomos
O pareamento dos cromossomos é a fecundação, propriamente dita, pois cada cromátide procurará sua homóloga no cariótipo do gameta oposto e ligar-se-á restabelecendo novamente o número diplóide de cromossomos (2n). É após esse fenômeno que se inicia a embriogênese e nesse momento o óvulo se transforma em ovo ou zigoto (5).
3 Segmentação ou clivagem
Consiste em uma série de divisões celulares (mitoses) em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024, de razão ou R = 2) até formar um aglomerado multicelular compacto parecido com uma amora, o que dá justamente a designação de mórula. Cada célula formada na clivagem leva o nome de blastômero (5).
A clivagem é simultânea à caminhada até o útero, que ocorre impelida pelo batimento dos cílios tubários, lentamente, até chegar ao útero, após uns quatro dias de viagem (5).
A mórula, após esta “longa” viagem, penetra no útero e ali fica solta por uns dois dias preparando o ataque que fará ao endométrio para implantar-se. A essas alturas a progesterona já terá preparado o endométrio para sustentar o embrião (5).
Normalmente, dentro do útero, a mórula se transforma em uma “bolha sólida de líquido”, chamada de blástula, que agora se denomina blastocisto e agrega em seu interior as células que formarão o embrião, e no exterior, o trofoblasto, que dará origem à placenta (5).
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Viabilidade dos gametas
A questão da viabilidade dos gametas é um pouco controversa, pois os pesquisadores não apontam um tempo determinado de fertilidade que seja consenso, quer seja: para Moore (4:17) o ovócito II é fecundado doze horas após sua liberação do ovário, enquanto outros defendem que a vida fértil do ovócito II é no máximo seis horas (2:125).
Quanto aos espermatozóides existe a mesma controvérsia. Muitos pesquisadores atestam que os espermatozóides X podem sobreviver por até 48 horas no trato genital feminino e são mais lentos que os espermatozóides Y, que vivem apenas 24 horas e ainda, estes mesmos pesquisadores dão até “receitas” de como engravidar de menino ou menina (2:126). Para Moore (4:17) os espermatozóides não passam de 24 horas de vida.
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Transporte de gametas
O ovócito secundário rompe a membrana do ovário e “cai nas garras” das fímbrias tubárias que “dedilham-no” para dentro do infundíbulo sendo, daí, empurrado em direção ao útero pelos batimentos (movimentos) dos cílios e somente chegará ao útero se for fecundado, caso contrário, “ficará pelo caminho mesmo”, ou seja: se degenerará e será absorvido.
Os espermatozóides são lançados na vagina por contração da próstata e, como são adeptos de filosofias como “a união faz a força”, “um por todos e todos por um”, “unidos venceremos”, e “juntos chegaremos lá”, vão “rolando” o esperma através dos movimentos de seus flagelos, vão subindo. Alguns milhões se degeneram já na cérvice, especialmente os menos viáveis.
Dos 200 a 600 milhões que dão a “largada” na próstata, apenas algumas centenas chegarão ao sítio de fecundação e apenas um penetrará no ovócito. Esta é a parte injusta da filosofia dos espermatozóides, pois um empurra o outro e só um é “escolhido” (3:42 e 4:17).
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