Hospital de Belém

O HOSPITAL DE BELÉM, em Londres, fundado em 1247, foi convertido ao “tratamento e cura dos lunáticos” (termo utilizado pelos historiadores) em 1547 por ordem o Rei Henrique VIII (o mesmo que decretou o Ato de Supremacia, pelo qual desligou a Igreja inglesa da Igreja Católica, criando a Igreja Anglicana, da qual o soberano inglês é o chefe).

Seu nome deu lugar à que se colocasse a alcunha de DEBLAN que é sinônimo de “Casa de Orates”, e que tem o mesmo significado de Manicômio ou de confusão desordenada.

Em certas ocasiões, o público em geral era autorizado a visitar o hospital para se divertir às custas dos alienados.

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Malleus Maleficarum

Após a desintegração do Império Romano do Ocidente, voltaram à tona as explicações sobrenaturais e demoníacas sobre os distúrbios mentais, explicações essas impostas pelos clérigos que buscavam na Bíblia Sagrada, os motivos que Deus utilizava para condenar os homens e um deles, segundo a Sagrada Escritura, era a loucura, que significava a apropriação da alma por Satanás e os médicos da época, que diziam sim à tudo o que a Igreja Católica alegava, passaram, por determinação eclesiástica, a aplicar tratamentos cruéis, brutais e punitivos, horrendamente desumanos e repugnantes aos doentes mentais e atingindo seu ponto mais baixo, negro e insano, com a publicação em 1487d.C. do livro Malleus Maleficarum, no qual o tratamento prescrito era a tortura e a morte. Isso tudo atravessou a idade média, terminando apenas por volta do ano 1500d.C.

Leia mais sobre o Malleus Maleficarum aqui

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Portugal

Em Portugal, desde 1521, quando D. Manoel instituiu o “Regimento do Físico-Mor do Reino”, que é o primeiro texto legislativo farmacêutico, estabeleceu-se o princípio de que apenas os farmacêuticos, então chamados “boticários”, poderiam “assentar” botica, ou seja, ser proprietários de farmácia, após exame de conhecimento realizado por um júri constituído pelo Físico-Mor, pelos físicos da Corte e pelos boticários do Rei e da Rainha. Continue lendo

Itália

Na Itália, a abertura de farmácias é exclusiva de farmacêutico e não existe rede de farmácias no país. No caso de licença para abertura de farmácias em região urbana com mais de 5.000 habitantes, os farmacêuticos candidatos devem possuir determinada experiência profissional (Artigo 3.º da Lei n.º 475, de 2 de abril de 1968, relativa ao serviço farmacêutico, e Artigo 1.º da Lei n.º 221, de 8 de março de 1968, que regula a atividade dos farmacêuticos rurais). Continue lendo

França

A França é um dos países pioneiros no campo dos medicamentos; a primeira Escola de Farmácia, completamente separada da Escola de Medicina, foi fundada no século XVI; foi, também, o Rei Luís XV da França que mandou suspender o uso da palavra “boticário”, passando os profissionais de remédios a se chamarem “farmacêuticos”. Hoje existem no país 24 cursos de Farmácia e 45.000 farmacêuticos. Tal como acontece na maioria dos países, é na farmácia pública (comercial) que trabalha a maioria dos farmacêuticos franceses. Na França existem 20.967 farmácias. Continue lendo