HERMANN EBBINGHAUS (1850-1909) Poucos anos depois de Wundt ter afirmado não ser possível fazer experimentos com processos mentais superiores, um psicólogo então desconhecido, trabalhando sozinho e longe de qualquer centro de psicologia, começou a fazer bem-sucedidos experimentos com esses processos. Continue lendo
Dewey
Quando se considera o funcionalismo uma escola distinta de psicologia, em vez de uma orientação ou atitude, JOHN DEWEY (1859-1952) – ver história da educação, quinta parte – costuma receber o crédito de incitador desse movimento. Cita-se um artigo publicado por ele em 1806 como um marco no estabelecimento formal do funcionalismo; Dewey exerceu uma grande influência nessa escola de pensamento, muito embora tenham sido poucos os seus anos de contribuição ativa à psicologia. Continue lendo
Delay
JEAN P. L. DELAY (1907-) foi o precursor do emprego de derivados da fenotiazina, principalmente a clorpromazina no tratamento das psicoses, por volta de 1952, na França. Continue lendo
Grandes vultos da Psicologia
Software Público Livre
Um exemplo para o Brasil e para o mundo. Continue lendo
Introdução
Colaboradores
Viver, e não ter a vergonha de ser feliz
Paulo Ubiratan, um médico de Porto Alegre, RS, em entrevista a uma TV local, foi questionado sobre vários conselhos que sempre nos são dados… Continue lendo
A bravata de Pettenkofer
Quando Koch apresentou o resultado de sua pesquisa com o cólera morbus, um cientista chamado Pettenkofer realizou a bravata que o tornou célebre, ao referir-se aos meios de cultura em forma de caldo contendo vibriões: “Então o senhor garante que esse caldo de bacilos me matará se eu o tomar?” Perguntando e girando entre os dedos um tubo de ensaio contendo um caldo amarelo. O Dr. Koch respondeu muito sério: a dose contida no tubo era suficiente para matar de cólera meio batalhão de granadeiros. E então, para o espanto dos membros da Academia Imperial de Medicina, em Berlim, onde a cena se desenrolava, o Professor Pettenkofer tomou um pequeno pedaço de pão que levava consigo, derramou-lhe por cima o caldo do tubo e comeu.
“Pois lhe garanto, caro Dr. Koch, que vou até engordar com estes inofensivos bacilos”, riu Pettenkofer. “Os bacilos não causam doença nenhuma. Pega-se uma doença porque se está predisposto a ela. Os bacilos nada têm a ver com isso”.
O fato é que Pettenkofer nunca pegou cólera, nem demonstrou sintoma algum da doença. E, sempre que se encontrava com Koch, arreliava-o de bom humor: “Muito bons seus bacilos, Dr. Koch. Ótimos para o chá das cinco com torradas”.
A corajosa (ou inconsciente) demonstração de Pettenkofer convenceu muita gente de que os bacilos não tinham nada a ver com a causa da cólera. Com seu riso irônico e bem-humorado, Pettenkofer ia e vinha entre os médicos, dizendo “Ora, os bacilos”. E sua boa saúde testemunhava por ele. Mas o fato é que ele não tinha razão: Koch fizera uma descoberta fundamental na história das ciências da saúde. Apenas, como se demonstraria depois, nem todas as pessoas são sensíveis a qualquer doença, a qualquer hora.
Existem resistências naturais e adquiridas por imunização, que defendem as pessoas dos microscópicos e onipresentes causadores das moléstias e Pettenkofer era resistente ao bacilo da cólera. A história se encarregou de provar que este estava enganado, apesar de sua coragem. Coragem que não era, não é, e jamais será rara entre os cientistas. Vários deles se auto-inocularam para provar suas hipóteses, e muitos morreram nos anos heróicos da bacteriologia.
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Definição de Farmacêutico do Jornal Gazeta do Povo de Curitiba
“Esta figura tão conhecida, que movida pela melhor das intenções, parece guardar sempre no bolso do jaleco a cura para todos os males.” Continue lendo