Transiberiana: a mais longa ferrovia do mundo

De 1891 a 1904, milhares de operários enfrentaram frio, fome e epidemias para criar a linha férrea que atravessa a Rússia, projeto faraônico que quase não chegou ao fim.


Mapa da Transiberiana de 1897

por Claude Mossé

Para aqueles que tiveram o privilégio de percorrê-lo, ele é bem mais do que uma experiência. Uma referência, um mito. Impossível esquecê-lo. Basta evocar o rolamento do caminho de ferro na imensidão siberiana – caleidoscópio de paisagens diversas – para despertar a curiosidade. A ferrovia mais longa do mundo – quase 10 mil quilômetros, um quarto da circunferência da Terra na altura do Equador – ainda inflama os espíritos.

Na taiga, entre as colinas e montes pelados, os complexos industriais do rio Ural ao lago Baikal – o mais profundo do planeta, localizado no sul da Sibéria – da Europa à Ásia, os vagões fora de moda repintados nas cores da Rússia pós-comunista oferecem um passeio ferroviário excepcional. No século XXI, essa linha de trem – cuja construção exigiu que florestas inteiras fossem abatidas, rios desviados, milhares de quilômetros de trilhos instalados e centenas de pontes construídas – ainda surpreende pelo gigantismo. Antes da ferrovia, para atravessar a Sibéria, utilizava-se o trakt, uma estrada de cascalho, mantida sob os cuidados de presidiários ou de mujiques, os exilados voluntários, para que os negociantes, militares e adversários banidos – tais como os dezembristas, os primeiros a se revoltar, em 1825, contra o regime czarista – não tivessem os ossos deslocados nas carroças ou trenós, a cada quilômetro.

Os pioneiros
Quando se iniciaram as obras, em 1890, Anton Tchekhov, viajando pelo trakt com destino à Ilha Sacalina, escreveu: “Eis-me em Ecaterimburgo (onde, em 1918, foram executados o czar Nicolau II e sua família), eu tenho o pé direito na Europa e o esquerdo na Ásia”. Se viajasse na década seguinte, poderia ter chegado de trem. Foi o tempo gasto para a instalação de 10 mil quilômetros de trilhos. Engenheiros e operários pagaram caro para construir esse colosso em tão pouco tempo.

Tudo começou em 1867, depois que o Império Russo, em dificuldades financeiras por conta da Guerra da Crimeia (1853-1856), vendeu o Alasca para os EUA. O governo russo percebeu, que a Sibéria, terra selvagem e de exílio onde somente os negociantes de pele faziam fortuna, dispunha de riquezas ainda não exploradas, entre elas as enormes jazidas de ouro. Como transportá-las, se não fosse por ferrovia? Assim, nasceu a ideia da Transiberiana. Desde que o projeto da ferrovia se tornou conhecido, as sugestões se multiplicaram – algumas delirantes, como a de comboios puxados por cavalos, na falta de carvão para alimentar as locomotivas a vapor…

Iniciativa militar
As autoridades czaristas compreenderam rapidamente a importância econômica e estratégica de um trem que ligasse Moscou a Vladivostok, a jovem cidade construída em frente ao Japão, rival histórico da Rússia. Após o conflito franco-prussiano de 1870, a diplomacia russa percebeu que, no caso de guerra com os japoneses, a ferrovia seria um meio eficaz para transportar as tropas – o que foi confirmado em 1904. Pode-se dizer que a Transiberiana foi, a princípio, construída por militares e para militares.

Em 1875, a publicação do romance Michel Strogoff , de Júlio Verne, apresenta as terras desconhecidas da Sibéria Oriental ao grande público. O entusiasmo foi tamanho que, de forma inesperada, os chineses, invejosos da publicidade dada a essa região, interromperam as exportações de chá para a Rússia. Fosse boiardo ou mujique, ninguém ficou indiferente a essa medida: um dia inteiro sem chá era tão insuportável que, na Transiberiana do século XXI, continua-se a dar mais atenção à manutenção do samovar – um em cada carro – do que à do eixos…


Para o ministro das Finanças Serguei Witte, ardor e fé eram fundamentais para uma obra tão monumental. Retrato do Ministro das Finanças e membro do Conselho de Estado Sergei Yulyevich Witte, óleo sobre tela, Ilya Repin, 1903

Embora no final do século XIX, o trem existisse somente nos documentos do Comitê das linhas férreas, a colonização das terras aráveis siberianas se acelerou. As pressões sobre o czar Alexandre III se intensificaram. O barão Korf, governador da Sibéria Oriental, repete que, do lado de Vladivostok, a via férrea seria uma espécie de muralha contra toda e qualquer invasão chinesa ou japonesa. Seu filho, o czareviche Nicolau, reteve a lição. Num documento assinado de próprio punho e datado de 29 de março de 1891, ele sela o destino da Transiberiana – ignorando que, 27 anos mais tarde, ele faria, naquela ferrovia, sua última viagem.

Diante de um casebre de madeira, ele instalou em Vladivostok o primeiro trilho. Para Serguei de Witte, ministro das Finanças, tanto o ardor quanto a fé nessas obras tornaram-se uma necessidade. As responsabilidades eram enormes: definir um traçado, achar materiais, recrutar os operários, que precisariam ser alimentados e alojados e ainda trabalhariam em condições climáticas extremas. Primeira decisão: a construção deveria ocorrer, simultaneamente, em três grandes áreas. Uma dificuldade maior surgiu: a travessia do lago Baikal.

A Sibéria não dispunha de estaleiros navais. Os comboios atravessavam essa extensão de água, verdadeiro mar interior, numa barca construída na Inglaterra e enviada em peças isoladas pelos trechos da linha já finalizados. De vocação militar, no início, a ferrovia devia ser protegida. Daí, a ideia de expandir em 11 centímetros a largura dos trilhos, fixada na Europa e na Ásia a 1,52 metro.

Os construtores foram declarados “heróis da pátria”, uma homenagem modesta para quem sofreu tanto. Após um dia inteiro cavando, atulhando, instalando vigas e trilhos, os trabalhadores eram transportados em carroças pelo trakt, de volta aos casebres de madeira mofada dispostos por seções de 5 km, distância que eles deveriam percorrer em caso de neve, vento ou calor escaldante, e sob o ataque constante de mosquitos. O abastecimento de provisões, água potável – e vodca – era problemático. Fossem engenheiros ou operários, esses homens famintos podiam se transformar em animais selvagens, capazes de estrangular um camarada por uma simples migalha de pão.

Milhares ficaram cegos
Algumas estelas ao longo do caminho lembram aos passageiros que ali ocorreram mortes, muitas mortes. O ministro Witte escreveu um relatório destinado ao czar, que se solidarizou, ordenando somente a substituição dos defuntos por novas levas de trabalhadores – ninguém na capital procurou criar um serviço de saúde. Entre as vítimas figuram milhares de operários que ficaram cegos por causa de picadas de insetos.

Após a morte de Alexandre III, em 1894, boiardos e mujiques imploraram para que Nicolau II interrompesse as obras. O Transiberiana talvez nunca tivesse sido concluída não fosse a contribuição do rico industrial belga Georges Nagelmackers. Inventor dos vagões-leito, sob a sigla Pullman, ele sugere a Witte o lançamento de um trem “confortável” e chega a oferecer de presente um vagão-igreja. As obras, não mais sob tutela militar, continuam. Gustav Eiffel, o pai da torre, sempre à procura de um bom negócio, propõe o fornecimento de todo o percurso de vigotas metálicas.

Meretrizes de toda a Europa
Quilômetro após quilômetro, o trilho avançava pela floresta boreal. Witte tem, então, uma revelação: o que falta aos homens? Mulheres! Por meio de pequenos anúncios, prostitutas, bem pagas, são trazidas de toda a Europa – e não da perversa Ásia! O czar concorda. Quantos siberianos são descendentes de meretrizes das calçadas de Paris!

Estação de Krasnoyarsk, na Rússia, em agosto de 2006Estação de Krasnoyarsk, na Rússia, em agosto de 2006

Considerando que os industriais seriam os principais beneficiários do trem, Nagelmackers recorre aos mais afortunados. Sem resultado. Ele sopra, então, a Witte uma ideia, banal hoje em dia, mas original em 1898: uma viagem para a imprensa, de Moscou a Tomsk. Três carros com dois leitos, um vagão-salão com piano, uma cozinha delicada preparada por Auguste Escoffier. Oriundo da Côte d’Azur, esse chefe fez as delícias dos ricos russos, para os quais a Riviera é a antecâmara do paraíso. Todos aprovam a ideia, com exceção do czar: ele não queria que os estrangeiros tomassem conhecimento das terríveis condições de trabalho nas obras. A solução foi dar folga para todos os trabalhadores de 5 a 25 de agosto, durante toda a viagem, que se faz ao longo de 3 500 km. Os relatos dessa “fabulosa Sibéria” transbordavam de entusiasmo – mas nenhuma palavra sobre os deportados. O luxo oferecido justificava uma tal dissimulação?

O czar, entretanto, se voltou contra Witte por causa de gastos não justificados; o ministro das Finanças invocou epidemias, chuvas, rebeliões rapidamente reprimidas dos aldeões incompetentes empregados à força… E manteve seu cargo. Em 1903, a Transiberiana foi concluída. A partir do ano seguinte, ela provou sua utilidade. Quando, na noite de 9 de fevereiro, uma armada japonesa atracou em Port-Arthur, o czar, humilhado, gritou: “Que as tropas sejam enviadas pela ferrovia!”. Sim, mas… Sem dúvida instalados muito rapidamente, os trilhos entre Khabarovsk e Vladivostok apresentam vários defeitos. E o que tinha que acontecer, aconteceu: perto de Tchita, o trem descarrilou numa floresta, uma zona pouco povoada onde faltam provisões e água doce. Alguns militares morrem, outros perdem a razão ou fogem para a estepe – uma vasta escolha de presas para os ursos, tigres e lobos.

Assim, apesar da derrota, a Transiberiana mostrou sua utilidade e sua fragilidade.

Trem da insurreição
Até 1916, os trens circularam. No ano seguinte, Churchill declarou: “A Batalha do Marne também foi ganha na linha do trem Transiberiano.” A Sibéria não era somente uma terra de deportação; o trem facilitava a rebelião, a linha de trem tornou-se símbolo da insurreição. Os amotinados, quando não eram fuzilados diante dos vagões, eles usam a sala de reunião.

Em 1918, após a revolução, o general tcheco Kolchak, tendo ocupado as estações, fez espalhar a existência de um Estado independente com o qual se sonhava. Mas em vão: ele é executado pelos milicianos soviéticos. Pai do Exército Vermelho, Trotski instala cinco vagões como casa, escritório e centro de espionagem cobrindo toda a Sibéria. De 1922 a 1940, Stalin instala próximo às vias os infames gulags, campos de trabalhos forçados.

Não nos enganemos: se civis e militares russos mantêm amáveis conversas – sob os olhos da provonitsa, a ferromoça que reina entre samovares e passageiros, o “trem n° 1”, sempre lotado, também facilita o desenvolvimento de práticas mafiosas. Sem, no entanto, espantar os cavalos selvagens que galopam através das montanhas Altai e da imensidão siberiana…

Claude Mossé é jornalista e autor de livro sobre a Transiberiana

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GAMA G T (GGT) – Aspectos Laboratoriais

A Gama G T (Gama glutamil transferase) é uma enzima encontrada em vários orgãos: fígado,rim e em menores concentrações no baço, trato biliar, pâncreas, intestino, coração e cérebro. No fígado, esta enzima está localizada nos canalículos das células hepáticas e nas células epiteliais dos ductos biliares e devido a esta localização característica, a enzima aparece alterada em quase todas as desordens hepatobiliares. Nas células do parênquima hepático a GGT se localiza tipicamente no retículo endoplasmático liso estando sujeita à indução microssomal hepática e fazendo dela um marcador sanguíneo sensível à agressões hepáticas induzidas por álcool e medicamentos. Sua principal função é catalisar a transferência de aminoácidos e peptídeos através das membranas celulares, síntese protéica e peptídica e regulação dos níveis teciduais de glutationa.

Desde que a GGT está envolvida no catabolismo da glutationa, estudos recentes demonstram um novo papel como biomarcador de stress oxidativo e eventos microinflamatórios e da mesma forma que a Proteina C Reativa, surge um novo cenário para esta enzima, como marcador de risco para doenças cardiovasculares e síndrome metabólica. Alguns estudos já tem demonstrado que níveis elevados de GGT em pessoas com insuficiência cardíaca estão associados com risco elevado de mortes, mas o mecanismo para essa associação não está bem esclarecido.

A GGT sérica é muito sensível à alterações da função hepática, estando aumentada na maioria das doenças que causam danos agudos ao fígado e vias hepatobiliares (hepatites agudas e crônicas, cirrose, colestases e pancreatites). Ela possui maior especificidade que a fosfatase alcalina (ALP) e a transaminase oxalacética(TGO) para avaliar doenças hepáticas.

Valores elevados de GGT em pacientes sem icterícia com câncer, são um seguro indicador de metástases hepáticas.

Normalmente, a GGT possui baixa concentração no sangue, porém quando há uma lesão hepática ou quando há obstrução dos ductos biliares que transportam a bile ao intestino, causados por tumores ou cálculos, o nível sanguíneo de GGT é o primeiro a aumentar dentre as enzimas do fígado. No entanto, a dosagem da GGT não é muito específica, sendo incapaz de diferenciar doenças decorrentes de danos ao fígado tais como como: câncer, hepatite viral, bem como condições não-hepáticas, como a síndrome coronariana aguda ou insuficiência cardíaca congestiva.

A dosagem de GGT também é utilizada na avaliação da ingestão aguda ou crônica de bebidas alcoólicas. Ingestão de pequenas quantidades de álcool, já são suficientes para aumentar a GGT no sangue. Níveis mais elevados são encontrados em indivíduos que ingerem habitualmente acima de duas ou três doses/dia. Ela pode ser utilizada para triagem de alcoolismo ou para monitorar o uso e/ou abuso de álcool em indivíduos sob tratamento de alcoolismo ou hepatite alcoólica (controle de tratamento).

A Gama-glutamil transferase (GGT) pode ser útil para determinar a causa de uma elevação de fosfatase alcalina (ALP). Ambas, ALP e GGT, se elevam em doenças das vias biliares e do fígado, mas apenas ALP estará elevada na doença óssea. Portanto, se o nível de GGT é normal em uma pessoa com um a ALP elevada, a causa mais provável é de doença óssea.

A ingestão de medicamentos afeta a atividade da GGT: níveis elevados ocorrem por indução enzimática e são observados no uso de fenitoína, carbamazepina e barbitúricos(fenobarbital), drogas antiinflamatórias não-esteróides, antibióticos, bloqueadores dos receptores de histamina, antifúngicos, antidepressivos, acetaminofen e hormônios como a testosterona e tabagismo. Clofibrato e contraceptivos orais podem diminuir os seus níveis.

Outras patologias e condições onde se observa elevação da GGT: mononucleose, carcinomas, lupus, hipertireoidismo, infarto agudo do miocárdio( 4 a 10 dias após) e obesidade mórbida.

Dr. CLAUDIO CASTRO MACIEL
Coordenador da Bioquímica

Referências:
Site Labtestsonline.org
Pubilicação técnica Analisa Gold

*Este material tem caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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Nasa migra computadores do Windows para Linux

A Nasa, agência espacial americana, decidiu migrar os sistemas dos computadores da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) do Windows para Linux. O objetivo, diz a agência, é ter um sistema operacional confiável, com bom desempenho e de baixo custo.

Segundo a Linux Foundation, a ideia da Nasa de mudar o sistema das máquinas não é nova. Mas só agora a migração foi colocada em prática.

A Nasa acredita que os funcionários precisam de um sistema estável e confiável que possa ser modificado conforme as necessidades. Além disso, considera difícil ter suporte técnico a quase 400 quilômetros da Terra, onde está a ISS.

Os astronautas da ISS e funcionários da área de TI usarão computadores portáteis com Debian 6, codinome “Squeeze” da distribuição comercial livre do Linux.

A Nasa firmou uma parceria com a Linux Foundation para criar dois cursos e, assim, introduzir o Linux aos astronautas e ensinar como desenvolver aplicações para o sistema. Apesar de já estar confirmado o uso do Debian 6, as formações irão preparar os funcionários para várias distribuições, como Scientific Linux.

Além dos equipamentos pessoais dos astronautas, o Linux será o sistema operacional do robô Robonaut (R2), projetado para assumir determinadas tarefas dos astronautas. A Nasa acredita que a capacidade do Linux ajudará os desenvolvedores a garantir que o R2 possa ser produtivo na ISS.

http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/nasa-migra-computadores-do-windows-para-linux-09052013-36.shl

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Por que é tão difícil tornar-se adulto?

Por que é tão difícil tornar-se adulto?

1ª) Porque é muito mais fácil culparmos os outros do que nos responsabilizarmos por nossas escolhas e atitudes.

2ª) Porque é muito mais fácil vivermos com nossas ilusões do que encararmos a realidade.

3ª) Porque é muito mais fácil buscarmos alguém que cuide de nós, que aceitarmos que cabe só a nós cuidarmos de nós mesmos.

4ª) Porque precisamos aceitar que não controlamos a vida e que cabe a nós somente aceitar e responder ao que ela nos traz.

5ª) Porque precisamos ter clareza que não somos “donos” dos outros e o que nos cabe é aceitar e viver com aquilo que eles decidem sobre a vida deles.

6ª) Porque é muito difícil aceitar que a vida não está contra ou a nosso favor, ela é somente a vida e acontece sem que o que pensamos ou queremos seja levado em conta.

7ª) Porque é muito mais fácil nos sentirmos vítimas do que protagonistas da nossa história.

8ª) Porque é muito difícil perceber que o mundo não “gira ao redor do nosso umbigo”.

9ª) Porque não é fácil aceitar que a vida não nos deve nada, que ela não é justa ou injusta e que sermos “bonzinhos” não nos garante um passaporte contra o sofrimento.

10ª) Porque é difícil lidar com a constatação que existe um “espaço vital” existencial em que somos absolutamente sós, e nesse, ninguém pode nos fazer companhia.

11ª) Porque precisamos aceitar, sem reclamação ou revolta (que são absolutamente inócuas, ou pior, contraproducentes) que a vida é feita de luz e sombra; de perdas e ganhos.

12ª) Porque precisamos aceitar que não existe essa coisa de verdade absoluta e que cabe a nós decidirmos nossas escolhas em uma “nuvem” de ambiguidade e incertezas.

São inúmeras as razões; sim, é difícil tornar-se adulto. E, claro que adulto no sentido pleno, em termos não só físico, que todos se tornam, mas do ponto de vista psicológico, social, ético e espiritual.

Tornar-se adulto no seu sentido completo parece, de fato, algo muito difícil, penoso, sofrido e coisa rara hoje em dia: nossa cultura infantilizada e massificada não ajuda em nada. É por isso que vemos tanta gente com 30, 40, 50 anos agindo como adolescentes ou até mesmo como bebês, emocionalmente falando!

Tornar-se de fato um ser humano adulto é uma escolha, uma busca, um processo e uma conquista. É ao aceitarmos a vida nos seus próprios termos e de nos tornarmos pessoas de fato maduras, que adquirimos a posse da liberdade de buscar sermos nós mesmos em nossa plenitude. É ao dizermos SIM à nossa condição humana e a nosso processo de crescimento e maturidade que tomamos a vida em nossas mãos e podemos usufruir a aventura de estarmos realmente VIVOS.

http://www2.uol.com.br/vyaestelar/por_que_e_dificil_tornar_se_adulto.htm

Autora do artigo: Cristina Balieiro

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Redimensionando imagens em lote(Batch Process) com Gimp

O Gimp como todo programa de edição de imagens possuí o processamento em lote de
imagens(batch), o problema do Gimp é que ele não é instalado por padrão, na verdade ele é um plugin separado, então é preciso instalá-lo por fora, mas é bastante simples, no Ubuntu basta:
1 sudo apt-get install gimp-plugin-registry

E ele fica disponível no menu Filtros

Ele abrirá uma janela, pedindo que selecione as imagens;

Após selecionar as imagens que deseja redimensionar vá em na aba Resize. Ele permite o redimensionamento relativo e absoluto, sendo que para o absoluto oferece as opções:

Exactly: Que redimensiona para exatamente as dimensões fornecidas distorcendo a imagens se necessário.
Padded: Coloca a imagem dentro da área informada e preenche o espaço sobrando com a cor de fundo selecionada na paleta do Gimp.
Inside: Redimensiona a imagem para caber dentro da área informada.
OutSize: Redimensiona a imagem para ser maior que área informada, sendo que a menor dimensão da imagem irá caber dentro da área.

Na aba Rename podemos selecionar o diretório de destino das imagens redimensionadas e adicionar prefixos nas imagens etc.

Por fim na aba Output selecionamos o formato da imagens redimensionadas.

Basta agora clicar em start que muito trabalho foi poupado!

O plugin tem várias outras opções como Turn (Girar Imagem), Blur (Embaçar), Colour (Colorir, incluindo auto-colorir e aplicar escala de cinza) e Sharpen.

Era isso T++ !

http://www.botecodigital.info/linux/redimensionando-imagens-em-lotebatch-process-com-gimp/#.UZUNCcoueLw

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STF declara inconstitucional contratação de 11,5 mil servidores no Acre

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o artigo 37 da Constituição do Acre que permitiu a efetivação de 11.554 servidores públicos estaduais em quadros considerados temporários. Este contingente não prestou concurso público, contrariando o que prevê a Constituição Federal de 1988. As contratações irregulares estão identificadas até 31 de dezembro de 1994.

A efetivação é nula, entendeu o STF, que acolheu os argumentos de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) movida pela Procuradoria-Geral da República. A PGR também questiona uma emenda à Constituição do Acre que, em 2005, “legaliza” as contratações.

O voto do relator, ministro Dias Toffoli, foi seguido pelos demais membros da corte. Os cargos estão distribuídos em secretarias, autarquias, fundações públicas, empresas de economia mista e, ainda, nos poderes Legislativo e Judiciário.

O governo do Acre recebeu prazo de 12 meses para a regularização dos chamados funcionários irregulares, do contrários todos os contratos devem ser cancelados. O prazo começa a valer quando a ata sobre a sessão de ontem for publicada.

“Esse tempo de um ano serviria para a Administração Pública do Acre realizar os necessários concursos públicos, a nomeação e posse dos aprovados para esses cargos, a fim de evitar prejuízos aos serviços públicos essenciais à população”, diz um comunicado do STF.
Outro lado

O procurador-geral do Estado, Rodrigo Neves, disse que as contratações estão consolidadas ao longo dos anos. “Nós temos lutado para manter esses servidores trabalhando, mas neste momento são saberia dizer o que vai ocorrer de fato”, informou o procurador.

O secretário de Comunicação do Governo do Acre, Leonildo Rosas, informou que “a decisão do STF ainda não foi oficializada para nós”. Ele não soube informar quais orientações jurídicas o governo vai seguir a partir de agora.

O governo do Acre, segundo Neves, abriu questionamentos que possivelmente serão analisados pelo STF na sessão desta quinta-feira. “Apenas o núcleo da Adin movida pela Procuradoria da República foi examinada. Estamos acompanhando o caso em Brasília e esperamos novos desdobramentos da decisão, pelo próprio STF, para saber como vai ser a repercussão dentro do governo.”

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/05/16/stf-declara-inconstitucional-contratacao-de-115-mil-servidores-no-acre.htm

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Os filósofos da Ilustração

Por Ricardo Bergamini

Montesquieu

O barão de Montesquieu (1689-1755), francês, é o autor das Cartas Persas (1721), sátira política, social e religiosa de toda a sociedade francesa.

Sua obra-mestra – “O espírito das Leis” (1748) -, meditada e preparada durante vinte anos, é um monumento de filosofia política. Nela analisa todas as formas de governo, louva o sistema inglês (monarquia constitucional e parlamentar) e prescreve a absoluta necessidade da separação das funções do Estado em três poderes diferentes e independentes: executivo, legislativo e judiciário.

Voltaire

François-Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido pelo nome de Voltaire – constitui a personagem mais relevante da Ilustração.

Por causa de uns escritos satíricos, é exilado a Sully-sur-Loire e, depois encarcerado na Bastilha. Em 1726 é desterrado à Inglaterra, onde permanece três anos. Como Montesquieu, Voltaire ficou impressionado com a liberdade política dos ingleses, com seu progresso científico e a importância social aos sábios e aos homens de letras. De volta à França, publicou as “Cartas Filosóficas” nas quais:

– Louva o regime liberal inglês e afirma a sua superioridade no governo, no comércio e na religião;

– Expõe as doutrinas de Locke;

– Ataca a autoridade absoluta e despótica do rei da França, a arbitrariedade, a intolerância religiosa e a autoridade do clero.

O livro foi considerado subversivo: “cartas escandalosas e contrárias à religião e aos bons costumes”. Condenado, Voltaire fugiu para não ser encarcerado novamente. O livro foi queimado, pelo carrasco, em praça pública.

Foi intransigente defensor da liberdade individual. Achava brutal e odiosa toda restrição à liberdade de opinião e de expressão. Numa carta a um seu adversário escreveu a frase que costuma citar-se como o símbolo da suprema tolerância intelectual, do respeito democrático à opinião alheia: “Não concordo com uma só palavra sequer do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dize-lo”.

A repressão que Voltaire mais odiava era a da tirania organizada pela religião. Explodia a sua indignação contra a “monstruosa crueldade da igreja”, que torturava e queimava homens bons, honestos e inteligentes, por terem ousado duvidar dos seus dogmas.

Rousseau

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), suíço-francês, natural de Genebra, filho de artesão, foi um indivíduo desajustado, de psiquismo doentio, de espírito melancólico, sonhador e sentimental. Influiu muito no romantismo, na Ilustração, nas novas teorias pedagógicas e na Revolução Francesa.

Rousseau expôs suas idéias no “Discurso sobre a origem da desigualdade” (1755) e na sua obra-mestra, o “Contrato Social“ (1762). Todos os homens são livres e iguais; mas a vida social se baseia num contrato e cada um dos contratantes priva-se da sua liberdade e compromete-se se submeter ao interesse e à vontade da maioria.

Para Rousseau o coração, não o cérebro; eis o verdadeiro caminho da natureza. Ele conduz mais certeiramente à felicidade, do que as lucubrações frias e artificiais do intelecto. “O homem que pensa, diz Rousseau, é um animal depravado”.

– Exaltou a liberdade individual;

– Condenou a propriedade privada como causa essencial da miséria da sociedade humana;

– Pregou a igualdade das massas e proclamou o povo “único soberano”;

– Glorificou a vida do “bom selvagem”, cuja liberdade e inocência de homem primitivo contrastavam com o despotismo, a fraqueza e a corrupção da sociedade “civilizada”;

– Apregoou a volta à natureza;

No seu romance filosófico-pedagógico Emílio (ou Da Educação), afirmou que o homem nasce bom, mas é a educação da sociedade que o torna mau.

Quanto à filosofia política de Rousseau, ela tem sido, certamente, a suprema inspiradora do moderno ideal de democracia.

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O silêncio dos culpados e o barulho dos inocentes

Na edição deste sábado, dia 15, da folha de são paulo, o comandante-geral da polícia militar, coronel benedito roberto meira disse que os repórteres deveriam saber se posicionar na cobertura de confrontos.

Disse ele que, se não quiserem se machucar, ficassem atrás da linha dos policiais.
pura verdade.

Em direção aos policiais, as armas eram os gritos de “fora a repressão”, “sem violência”, “abaixo a tarifa” e outras palavras de ordem que poderiam machucar somente ouvidinhos muito sensíveis, não os de profissionais tão acostumados aos estampidos de tiros e bombas.
na linha de frente dos manifestantes, ninguém com pau, pedras ou qualquer outro instrumento de guerra, como demonstram as centenas de fotos espalhadas pela web, jornais e revistas.

Tiros de borracha podem matar. e se não matam, podem causar sérios danos. machucam, mutilam e se a intenção é dispersar, são totalmente dispensáveis.
vítimas desses tiros, jornalistas acabaram não só por cobrir o evento, mas por abrir os olhos intactos de seus patrões e editores.

A partir de quinta o tom da cobertura mudou radicalmente. finalmente percebeu-se que essa movimentação toda não trata dos R$0,20 da passagem mas é muito mais o reflexo do descontentamento generalizado. tarifas, educação, saúde, caos urbano, violência, inflação, corrupção, descaso.

Prova disso, a sonora vaia que a presidente dilma levou ontem na abertura da copa das confederações, em brasília.

Enquanto o pau comia fora do estádio entre polícia e manifestantes, os 70 mil pagantes mostraram todo o seu descontentamento a uma presidente que se portou como uma colegial tomando um pito do diretor da escola na frente dos pais.

O constrangimento era visível e ela se limitou a recitar a frase decorada e dar como aberto o campeonato.

As câmeras focalizavam Joseph Blatter e Dilma. José Maria Marin, desafeto da presidente, foi cortado fora.

ê, edição!
mas o que tem me chamado a atenção nos últimos dias, é o estrondoso silêncio da classe política, a verdadeira culpada por tudo isso.

Nenhum representante do povo nas ruas, nenhum dando declarações, nenhum se posicionando contra ou a favor.

Nem mesmo o arroz de festa das causas perdidas, o senador eduardo suplicy, deu as caras.
certamente estão muito ocupados nos bastidores tentando achar uma solução para o impasse que as manifestações têm causado ao destino de seus partidos.

Declarações ou posicionamento desastrados podem melar algumas intenções para as eleições do ano que vem.

A imobilidade do prefeito haddad, político que respeita as decisões do partido, pode ser o resultado desse imbróglio em que o pt se meteu.

A governador alckmin, por sua vez, tem menos a perder. endurecendo, ele pode tentar agradar a ala da chamada “onda conservadora”, especialmente de são paulo.

Dilma parece cada vez mais se isolar no poder. se isolar e ser isolada.

As balas de borracha do fracasso nas urnas dóem para esse povo. melhor não botar o nariz na rua.

Não sou dado a teorias da conspiração mas não posso deixar de imaginar uma situação de fritura da atual presidente e uma eleição disputada com a volta de um lula salvador da pátria.

Não sei.

Fica registrado aqui e só o tempo dirá.

Blog do Orlando

http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2013/06/16/o-silencio-dos-culpados-e-o-barulho-dos-inocentes/

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Médicos formados terão de atuar dois anos no SUS, anuncia governo; curso de medicina terá oito anos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (8) que médicos brasileiros recém-formados que ingressarem nos cursos a partir de janeiro de 2015 serão obrigados a trabalhar os dois primeiros anos no SUS (Sistema Único de Saúde). O tempo do curso de medicina subirá de seis para oito anos também a partir de 2015.

As medidas foram anunciadas junto com o Programa Mais Médicos, pacote de ações do governo federal para ampliar e descentralizar a oferta de médicos no país. O programa será criado por medida provisória assinada hoje pela presidenta Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

Em pronunciamento feito na tarde desta segunda (8) em Brasília, Mercadante afirmou também que serão criadas 3.615 vagas em medicina nas universidades federais até 2017 –1.815 nos cursos já existentes e 1.800 em novos cursos, que serão criados em 60 municípios que não dispõem de cursos de medicina –atualmente, os cursos estão distribuídos em 57 municípios.

O ministro anunciou também medidas para que as universidades particulares ampliem as vagas nos próximos quatro anos. A meta do governo é criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017, somando as vagas públicas e particulares. O governo também irá contratar 3.154 docentes e 1.882 técnicos-administrativos para as universidades federais.

Segundo o governo federal, a quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios. Todas as prefeituras poderão se inscrever no programa, mas o foco será em 1.582 áreas consideradas prioritárias, incluindo 1.290 municípios de alta vulnerabilidade social, 201 cidades de regiões metropolitanas, 66 cidades com mais de 80 mil habitantes de baixa receita pública per capita e 25 distritos de saúde indígena.

Os municípios que receberem esses médicos precisarão oferecer moradia e alimentação aos profissionais.

Estrangeiros

O programa ofertará bolsa federal de R$ 10 mil a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob a supervisão de instituições públicas de ensino.

Para selecionar os profissionais, serão lançados três editais: um para atração de médicos, outro para adesão dos municípios interessados em recebe-los, e um último para escolher as instituições supervisoras.

No caso dos médicos, poderão participar médicos formados no Brasil e também no exterior, que só serão chamados a ocupar as vagas que não tiverem sido preenchidas por brasileiros.

Só poderão participar médicos estrangeiros com conhecimento de língua portuguesa, com autorização para exercer medicina no seu país de origem e que forem de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes for superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para mil habitantes.

Todos os médicos estrangeiros passarão por um curso de especialização em Atenção Básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino. Eles ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.

Com o registro temporário, os médicos estrangeiros não receberão a validação do seu diploma, o que daria a eles o direito de atuar em qualquer parte do país.

Educação

A partir de janeiro de 2015, todos os alunos que ingressarem nos cursos de medicina, tanto em faculdades públicas ou privadas, terão que trabalhar dois anos no SUS. Nesse período, eles continuarão vinculados à faculdade e receberão bolsa custeada pelo governo federal. Durante esses dois anos, os estudantes receberão uma autorização provisória para exercício da medicina. Só depois da aprovação nessa etapa é que a autorização será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina.

Esse segundo ciclo de formação fará parte do curso convencional de medicina e poderá ser aproveitado como uma das etapas da residência ou pós-graduação caso o profissional opte por uma especialização no ramo da atenção básica.

Esse modelo é inspirado em países como Inglaterra e Suécia, onde os estudantes passam por um período de treinamento com registro provisório para só depois exercer a profissão com o registro definitivo.

Os dois anos de treinamento no SUS não eliminarão o internato realizado no quinto e no sexto anos do curso de medicina, período em que os estudantes passam por diversas áreas da saúde. De acordo com informações do governo, a diferença é que, ao atuar no SUS, irão assumir gradativamente mais responsabilidades, “exercendo de fato procedimentos médicos em UBS e urgência e emergência”.

No mês passado, já haviam sido anunciadas 12 mil novas vagas de residência médica até 2017. Dessas, 4.000 serão abertas até 2015. Com a alteração no currículo de medicina, o governo espera que entrem na atenção básica 20,5 mil médicos em 2021.

Quadro da saúde pública

O gargalo da saúde pública do Brasil não se limita à quantidade de médicos: há problemas de distribuição e fixação dos profissionais, de infraestrutura e de financiamento. Os dados mais recentes, divulgados em fevereiro deste ano, mostram que o país tem dois médicos a cada mil habitantes (o dado do Ministério da Saúde é um pouco diferente: 1,83 médico para cada mil). A média mundial é de 1,4.

O Ministério da Saúde pretende alcançar 2,5 médicos para cada mil pessoas – índice similar ao da Inglaterra, que tem 2,7. E, para suprir o déficit, quer trazer estrangeiros para atuar em áreas distantes e nas periferias sem a necessidade de revalidação do diploma, com um contrato temporário de até três anos e salário de R$ 10 mil. Segundo o governo, para atingir essa meta, o país teria de ter mais 168.424 médicos.

Porém, a proposta do governo Dilma Rousseff de recorrer a profissionais do exterior para suprir a falta de médicos no sistema de saúde nacional foi recebida com mais resistência por parte de organizações da categoria e se tornou alvo de manifestações em várias partes do país.

À parte aos protestos da classe médica, o governo federal vai abrir cerca de 10 mil vagas para médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do país. O salário deles deve ficar em torno de R$ 10 mil. A carga horária e outros detalhes serão anunciados nesta tarde pr

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/08/medicos-formados-terao-de-atuar-dois-anos-no-sus-anuncia-governo.htm

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Governo quer dobrar número de municípios com curso de medicina

A política de expansão do número de vagas de medicina no país vai dobrar o número de municípios que hoje abrigam a graduação.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), hoje todos os cursos de medicina no Brasil estão concentrados em 57 cidades. A intenção é que novos cursos sejam abertos em 60 novos municípios, chegando a um total de 117 até 2017.

“O nosso modelo de expansão são faculdades com poucos médicos. Somos o segundo país com maior número de faculdades, mas quando olhamos o número de matrículas e concluintes, é muito aquém do que a população brasileira precisa hoje e precisará no futuro”, disse Mercadante em cerimônia no Palácio do Planalto.

O governo anuncia na tarde desta segunda-feira (8) uma série de medidas para a área de saúde, como as regras para “importação” de médicos estrangeiros e ampliação da graduação de medicina. Segundo o ministro, hoje o Brasil tem uma proporção de 0,84 ingressantes para cada 10 mil habitantes, “patamar muito pequeno” para a necessidade nacional, argumentou.

CONCURSO

O ministro afirmou que como parte das novas vagas, estimadas em cerca de 12 mil, estarão nas federais, haverá concurso para contratação de 3.154 novos professores e 1.881 técnicos administrativos.

A maior parte das novas vagas estará nas regiões nordeste e sudeste e serão abertas a partir de uma nova lógica: o governo vai passar a indicar onde elas serão criadas. Assim, critérios como relevância do curso para a população e necessidades do SUS (Sistema Único de Saúde) serão considerados.(FLÁVIA FOREQUE, JOHANNA NUBLAT, TAI NALON E BRENO COSTA)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/07/1308043-governo-quer-dobrar-numero-de-municipios-com-curso-de-medicina.shtml

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