Cinco atalhos de teclado importantes no Windows 8

Adoro atalhos de teclado, especialmente aqueles que me ajudam a navegar mais facilmente pelo sistema. E se há um lugar onde é necessário mais facilidade, é no Windows 8. O novo sistema operacional da Microsoft foi criticado (inclusive por mim) por ser pouco intuitivo, com várias funções e recursos úteis e populares (como o comando “Desligar”) em locais difíceis de encontrar. http://pcworld.uol.com.br/especiais/windows8/

Leia também
10 dicas para dominar o Windows 8 http://goo.gl/xKIEJ

Muitas vezes o teclado é mais rápido, ou prático, que o mouse ou a tela sensível ao toque. Conheça cinco atalhos para ganhar mais agilidade no seu dia-a-dia com o novo Windows

Felizmente, a Microsoft não se esqueceu de colocar alguns atalhos de teclado úteis no Windows 8. Aqui estão cinco deles que você deveria aprender rapidinho:

Windows+C: Abre uma barra de ferramentas (chamada pela Microsoft de “Charms Bar”) na lateral direita da tela, com acesso rápido a funções como busca, compartilhamento e configurações.

Windows+D: Abre o bom e velho Desktop. Uma vez nele, pressionar Windows+D novamente minimiza/restaura todas as janelas, como no Windows 7. Para voltar à tela Iniciar, pressione a tecla Windows.

Windows+I: Acesso direto ao painel de configuração, onde você irá encontrar, entre outras opções, um botão para desligar o PC.

Windows+PrintScrn: Tira um screenshot, uma “foto” da tela, e a salva (no formato PNG) em uma subpasta chamada Screenshots dentro de sua pasta de imagens.

Windows+X: abre um menu com atalhos para opções de gerenciamento de energia, gerenciar de dispositivos, gerenciamento de discos e o prompt de comando.

Pronto, estes são os cinco atalhos de teclado do Windows 8 que todo usuário deve conhecer. Encontrou outros que acha interessantes? Compartilhe-os com os outros leitores deixando um comentário abaixo.

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Cinco ações para proteger os dados de sua empresa

Todos os dias dezenas de dados sensíveis, como cláusulas confidenciais de contratos, valores de salários e até planos de ação para lançar novos produtos ou serviços, circulam pelas redes internas de empresas de todos os portes. Com a adoção de serviços de computação em nuvem, então, esses dados podem ser acessados a partir de qualquer dispositivo, em qualquer lugar do mundo.

Os ganhos de produtividade e a mobilidade oferecida pelos novos sistemas de tecnologia, no entanto, não precisam estar acompanhados de aumento nos riscos de perder informações. De acordo com Francisco de Godoy, especialista em segurança da informação da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), o investimento em ferramentas de criptografia, backup e software de verificação de códigos maliciosos pode tornar altamente segura a troca de dados entre colaboradores.

Edvaldo Santos, analista de segurança da consultoria Arcor, alerta, no entanto, para a necessidade das empresas em treinar seus funcionários para cumprir políticas de segurança de dados. “Há muitos recursos tecnológicos eficazes para proteger informações privadas. Em qualquer caso, contudo, o elemento humano é sempre uma parte sensível. Se os colaboradores não forem treinados adequadamente, todo o investimento em software e sistemas seguros poderá se perder”, diz Santos.

Veja as cinco ações mais importantes que uma empresa deve tomar para proteger seus dados, de acordo os especialistas Edvaldo Santos e Francisco de Gogoy.

1. Adote a criptografia – Arquivos com relatórios sensíveis, como planilhas financeiras, planos de marketing e minutas de contratos, devem ser protegidos por sistemas de criptografia. Há diversas soluções disponíveis no mercado, algumas gratuitas, que transformam o arquivo em um conjunto de códigos indecifrável. A não ser, é claro, por quem possui a senha para abri-lo. Esse cuidado protege dados sensíveis que circulam por e-mail ou estão guardados em notebooks ou smartphones, que podem ser perdidos ou roubados.

2. Exija o uso de senhas fortes – De nada adianta o investimento em criptografia ou redes de dados privativas, como as VPNs, se os colaboradores criarem senhas fracas, com poucos dígitos e combinações simples, como data de nascimento, número do telefone ou nome do time de futebol. Segundo os especialistas, o ideal é exigir a criação de senhas com oito ou mais caracteres, misturando o uso de letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais, como vírgulas ou asterisco. Além disso, as senhas devem expirar em prazos regulares, forçando a troca da chave de acesso.

3. Adote Redes Privadas Virtuais (VPNs, sigla em inglês) – É o nome que se dá ao tipo de conexão privada entre um dispositivo autenticado e a nuvem de uma empresa ou a internet. Assim, o smartphone de um executivo com acesso a dados restritos da empresa deve fazer login numa VPN, uma rede por onde só trafegam usuários autenticados e sem a interferência de terceiros, que poderiam “capturar” dados que circulam numa conexão comum, como um Wi-Fi público, por exemplo.

4. Adote termos de confidencialidade – Muitas vezes, funcionários, colaboradores terceirizados e fornecedores de serviços de TI precisam acessar dados confidenciais de sua empresa para realizar suas tarefas cotidianas. A recomendação dos especialistas é que as empresas acordem termos de confidencialidade com esses agentes. Além de aumentar o grau de comprometimento dos colaboradores com a segurança da informação, esse cuidado também dá proteção legal à empresa no caso de vazamentos de dados.

5. Treine seus funcionários – A recomendação mais importante dos especialistas é para que as empresas invistam em treinamentos de segurança. Os colaboradores não podem, por exemplo, criar uma senha difícil e, depois, deixá-la anotada em um pedaço de papel sobre a mesa. Ou, ainda, compartilhar a senha com colegas e amigos do escritório. O treinamento, além de ensinar aspectos técnicos da proteção de dados, deve ser capaz de engajar os colaboradores para que compreendam as ameaças virtuais e os graves prejuízos que podem causar à empresa caso não cumpram as medidas indicadas para proteção dos dados.

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Cesar Brod: O Programa TI Maior e o Software Livre, ou não

A coluna Cesar Brod desta semana traz o artigo O Programa TI Maior e o Software Livre, ou não….

O artigo na integra encontra-se em http://www.Dicas-L.com.br/brod/brod_201211222036.php
Resumo

Nosso ingênuo colunista Cesar Brod acredita que o governo brasileiro deveria abandonar a distinção entre software livre e proprietário e simplesmente definir que “tecnologia de hardware, software e serviços é toda aquela passível de pleno acesso à sua forma de construção, seja na forma de especificações, código-fonte de software, processos ou qualquer tipo de conhecimento que constitua a sua base. O conhecimento desta tecnologia, assim definida, será de acesso público a toda e qualquer pessoa (jurídica ou física).” Pra acabar com qualquer confusão mesmo!

RSS: http://www.Dicas-L.com.br/brod/index.xml

Obrigado,

Rubens

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Informática

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Grupo quer ampliar remédio sem prescrição

CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO

Um outro debate em curso no mundo das farmácias é o aumento da oferta de medicamentos isentos de prescrição médica.

Existe um grupo de trabalho na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) discutindo a reclassificação de vários produtos que hoje são vendidos com exigência de prescrição médica.

Segundo levantamento da Abimip (Associação Brasileira dos Medicamentos Isentos de Prescrição), se isso fosse aprovado, seria possível eliminar 200 milhões de receitas médicas por ano.

Dados do WSMI (World Self-Medication Industry) mostram que a Nova Zelândia é o país com mais medicamentos isentos de prescrição, num total de 143, seguido pela Coreia com 134. Na Argentina são 67.

No Brasil, há 32 categorias de medicamentos isentos de prescrição (MIPs).

“O país está muito atrasado nessa área. Deveria se concentrar no controle dos medicamentos com maiores riscos sanitários”, diz Sergio Mena Barreto, presidente -executivo da Abrafarma.

Segundo ele, não se justifica haver tantas substâncias sob prescrição quando o nível de segurança delas já está bem estabelecido.

Um exemplo é o omeprazol, medicamento que possui ação como antiácido, com mais de 20 anos de uso.

Hoje, 23 milhões de unidades são vendidas por ano, sendo que mais de 80% ocorre por procura espontânea.

“Com o valor gasto em uma consulta para ter uma receita de um medicamento para tratar um simples sintoma como dor muscular, é possível comprar um frasco de medicamento para tratar a hepatite C”, diz Aurélio Saez, um dos diretores da Abimip.

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Farmacêutico poderá prescrever remédios vendidos sem receita

Uma nova resolução do CFF (Conselho Federal de Farmácia) autoriza os farmacêuticos a prescreverem remédios que não exijam prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos.

A medida será publicada na próxima quarta no “Diário Oficial da União” e tem 180 dias para ser implantada.

Com a norma, eles poderão tratar o que chamam de “transtornos menores”, como uma dor de cabeça ou diarreia. O cliente que chegar ao balcão da farmácia para comprar um analgésico poderá passar por uma “consulta” e receber um receituário com a assinatura e o carimbo do farmacêutico.

A prescrição, no entanto, não será obrigatória.

Outra ideia, mas que ainda depende de acordos para vigorar, é que os farmacêuticos possam renovar receitas médicas em casos de algumas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.

O paciente passaria pelo médico, receberia o diagnóstico e a primeira receita. A partir daí, o farmacêutico poderia orientar e assumir os cuidados do doente (medir a glicemia ou a pressão arterial) e, se tudo estiver bem, repetir a receita do médico.

A medida é polêmica e deve provocar reação das entidades médicas. “A lei do Ato Médico abriu brecha para qualquer um prescrever medicamentos. É bem complicado”, reagiu Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo).

A lei, aprovada em junho, deixou de prever como exclusivo do médico o ato de prescrever tratamentos após os vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff.

Para Azevedo, o diagnóstico de “qualquer doença” e os respectivos tratamentos são atribuições exclusivas do médico. “Uma simples aspirina pode matar. Pode causar reação alérgica, sangramentos. De quem será a responsabilidade legal por esse doente?”

Do farmacêutico, garante o presidente do CFF, Walter Jorge João. “Estamos tendo essa coragem de dar mais responsabilidade ao farmacêutico. Ele não é profissional só do medicamento, ele também tem que cuidar do paciente.”

Segundo ele, tendo um papel mais ativo, o farmacêutico poderá reverter a cultura da automedicação do brasileiro. “O Brasil é o quinto país que mais se automedica no mundo. E isso resulta em muitos casos de intoxicação por medicamentos.”

REPETIR RECEITA

Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias), discorda do argumento. “Isso é bobagem. Só 3% das intoxicações são por automedicação. Prescrever receita para medicamentos isento de prescrição é um paradoxo. São drogas seguras, de baixíssimo risco”, diz.

Para ele, os farmacêuticos deveriam concentrar esforços para poder renovar o receituário médico, função que já desempenham nos EUA.

“Lá eles podem, inclusive, mudar a dosagem de um remédio prescrito pelo médico. O farmacêutico brasileiro precisa ser mais bem visto. Ele é muito desvalorizado, especialmente pelos médicos.”

Em nota, o CFM (Conselho Federal de Medicina) informa que “aguardará a publicação da norma e tomará a providências cabíveis”.

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O alarmante futuro da medicina

A ciência moderna deu ao mundo a possibilidade da evolução rápida, através da genética prática, bem como a possibilidade de sua destruição rápida e total através das armas nucleares.

Agora nós agarramos as doenças por suas moléculas. Pode ser identificado o gene que causa – por exemplo – a anemia falciforme hereditária. ou hemofilia, ou a fibrose cística. Ou a hemofilia, ou a fibrose cística. Ou a coréia de Huntington, que permite uma saúde perfeita na juventude, depois condena seu herdeiro a 10 anos de demência e morte.

Todas essas vitimas não-nascidas podem ser poupadas por meio do aborto, ou talvez evitadas pela escolha genética dos parceiros. “Tendo observado os hábitos de casamento dos homens durante alguns anos, não estou otimista sobre o futuro dessa forma de abordagem resolveu o professor de medicina de Oxford, Sir David John Weatherall (1933). Acrescenta, também sensatamente, ao lobby dos que acham que os pacientes devem decidir: “Pais (e pacientes) procuram o médico esperando ajuda, e o conselheiro muitas vezes deve estar preparado para oferecer conselho ativo, a fim de ajudar e partilhar da tomada de decisão. Na verdade o clinico sensível geralmente nota o alívio dos pais quando uma parte do peso de uma decisão tão importante é retirada dos seus ombros.”

A falha de sermos mortais, caro Brutus, não está em nós, mas nos nossos genes. É triste para a medicina o fato de os nossos esforços para prevenir certas doenças terem sido até aqui inúteis e confusos. Cigarros e álcool matam, bem como a glutonaria e a preguiça, mas muitas pessoas com excesso de peso chegam a uma idade avançada sem nenhum exercício além o de erguer o braço para acender a luz. Estamos começando a ver agora os genes causadores da diabetes, do câncer do cólon, da hipertensão, do enrijecimento das artérias. Logo apanharemos e jogaremos fora os genes que provocam outras doenças comuns. Mais tarde, seremos capazes de implantar outros, mais desejáveis. Se um casal quer filhos ruivos como Mozart e inteligentes como Einstein, que joguem críquete como Jack Hobs, sem problema. o homem estende a mão para a suprema habilidade de controlar o ambiente e a si mesmo. A utopia paira, ameaçadora, no ar.

Isso se tornará tão importante para a humanidade que haverá programas de televisão sobre o assunto. Os grandes e os bons, que querem ser maiores e melhores, vão se reunir em grandes convenções. Pessoas importantes expressarão suas crenças e seus preconceitos mais profundos, que geralmente são permutáveis. Os políticos, para quem a eternidade é a próxima eleição, semearão idéias floridas para ganhar votos. A tolerância será explodida alegremente pelas dignas organizações familiares que confundem a importância da vida humana com a sua. Como o aborto e a pesquisa do embrião, o compromisso moral vai evoluir para leis que salvem as aparências, acreditando que estão salvando suas almas. Nossa inteligência cria problemas que nossa inteligência não sabe resolver. Volta, Sócrates, pedimos desculpas pela cicuta.

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Retrocesso ao Darwinismo

Como Lister descobriu a assepsia, sem saber coisa alguma sobre estreptococos, e Lind curou o escorbuto sem conhecer a vitamina C, assim também Darwin fundou a genética, sem saber coisa alguma sobre o ADN.

Charles Robert Darwin (1809-82) passou cinco anos, desde o Natal de 1831, navegando pelos mares do sul a bordo do HMS Beagle, de 242 toneladas, 90 pés de comprimento, três mastros, o tamanho de iate de um dos mais modestos milionários. Uma vez que viajava com 73 passageiros, não deviam ter muito conforto. Ele navegou de Devon até o Rio, deu a volta no Cabo Horn e fez escala na Nova Zelândia e na Austrália, antes de passar pelo Cabo da Boa Esperança e voltar para casa, atravessando novamente o Atlântico Sul até o Brasil, antes de chegar a Famouth, no dia 2 de outubro de 1836 Em 16 de setembro de 1835 Darwin aportou nas ilhas Galápagos, na costa do Equador no oceano Pacifico, e lá ele viu a eternidade nos tentilhões.

Galápago é a palavra espanhola para tartaruga. Nas ilhas, Darwin encontrou tartarugas enormes, do tamanho de porcos de raça. Darwin explorou as 12 ilhas Galápagos durante um mês. Descobriu, entusiasmado, que os repteis. pássaros, peixes, insetos e plantas das ilhas eram um pouco diferentes dos que existiam no resto do mundo. Eram até diferentes de ilha para ilha. Os tentilhões tinham bicos curtos e fortes para quebrar as nozes, numa das ilhas. Em outra, onde não havia nozes, seu bicos eram mais delicados, próprios para apanhar insetos. Bicos longos para encontrar as larvas, em outra ainda. Os tentilhões viviam em função dos seus bicos, que haviam evoluído através de gerações e gerações para comer o que existia no lugar em que viviam. Darwin achou que devia haver alguma coisa nessa particularidade.

Quando desembarcou, Darwin recebeu uma herança de 5.000 libras por ano. Comprou uma casa enorme em Downe, Kent, além de Orpington (aberta à visitação, bom pub local). Nela passou 23 anos pensando nos tentilhões das Galápagos, antes de publicar A origem das espécies por meio da seleção natural, em 1859. Foi abalado pela ameaça inesperada de perder a glória de sua descoberta, surgida em junho, antes da publicação do seu livro, na pessoa de Alfred Russell Wallace (1822-1913), um naturalista que tivera a mesma idéia. Foi como Rosy e Watson.

A suspeita de que os animais e as plantas do mundo não eram réplicas idênticas dos originais criados na oficina celeste há muito tempo se esboçava na mente humana, desde a Babilônia (onde se interessavam pela variedade das crinas dos cavalos). Essas mentes incluíam as de Bacon, Buffon, Goethe, Lamarck, Herbert Spencer e Sir Charles Lyell. Lyell era um geólogo, que deu a Darwin a idéia de interpretar a continuação do presente por meio da evolução do passado. Idéias genéticas ocorreram também ao monge Gregor Johann Mendel (1822-84), da Morávia, que cruzou as variedades de ervilhas comuns,  plantadas por ele em Brno, em 1853, e que permaneceram invisíveis no ar científico até o fim do século. Ocorreu também ao avô de Darwin, Dr. Erasmus. Nesse meio tempo, Darwin havia casado com uma prima em primeiro grau, teve 10 filhos, dos quais sete sobreviveram, e finalmente foi vitimado pela hipocondria.

A afirmação de Darwin de que Sir Thomas Browne havia sugerido, no seu Religio Medici que o Genesis não era tão confiável quanto os horários das estradas de ferro vitorianas foi considerada uma afronta da ciência à Igreja. A discussão chegou ao auge em 30 de junho de 1860, entre os soluços e desmaios das senhoras, no Museu da Universidade, ao lado de Parks, em Oxford.

A Igreja tinha um caso. Todos sabiam que o mundo fora criado em 4004 a.C., às 9 horas da manha de domingo, 23 de outubro, como havia calculado uns dois séculos antes o arcebispo de Armagh e vice-chanceler da Universidade de Cambridge. Assim em quem acreditar? Em Darwin ou na palavra de Deus?

“Soapy Sam” Wilberforce, bispo de Oxford, saiu em campo para arrasar Darwin” na trigésima reunião anual da Associação Britânica para o Avanço da Ciência, convenientemente realizada na frente da casa episcopal. O bispo repudiou sarcasticamente um dos que duvidavam de modo hostil da Igreja: “Será através da sua avó ou do seu avô que o Sr. Huxley afirma descender dos macacos?” A vespa cientifica, com seu pince-nez, Dr. Thomas Henry Hudey (1825-95), replicou: “Certamente eu preferiria descender de um macaco do que de um homem que prostitui sua educação e sua eloquência à adoração do preconceito e da mentira.” Esse atrevimento era tão chocante quando jogar tinta nas meias do falecido Dr. Amold Rugby. Um dos detratores de Darwin na hora do chá, em Oxford, era o vice-almirante Robert Fitz Roy, ex-capitão do Beagle, que havia lido um artigo sobre “Tempestades britânicas” e agora brandia sua Bíblia com fúria violenta contra o antigo companheiro de bordo, e que cinco anos depois cortou a própria garganta.

O pensamento de Darwin continua conosco. As vítimas da anemia falciforme ultrapassavam em número os sobreviventes da malária. E hoje existem brancos e negros no planeta porque as pessoas com pele negra levam mais tempo para fabricar – através da luz do sol – a vitamina D nos seus organismos. A falta da vitamina D causa raquitismo e osteomalacia. Quando o homem deixou o sol equatorial para o norte frio, a procura de alimento, só os de pele branca sobreviveram e se multiplicaram tornando-se cada vez mais brancos. (Isso pode ser bobagem. As mulheres asiáticas, na Grã-Bretanha, ficam com os ossos quebradiços porque comem chapattis, que contém fitato, o qual evita a absorção da vitamina D. Mas isso também pode ser tolice. Assim são as alarmantes piadas da medicina.)

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Genes

A genética é uma matéria tão opaca e tediosa quanto a filosofia teológica, mas, como essa filosofa, contém o segredo da vida eterna.

  • A hereditariedade está nos cromossomos, entre fios de cabelos negros e muito crespos, obviamente vistos no microscópio, dentro do núcleo de cada célula.
  • Esses fios de cabelos em 44 pares de cromossomos, e dois mais, um cromossomo X mais um X, nas mulheres, e um cromossomo X mais um Y nos homens.
  • Todas as células de qualquer corpo tem o mesmo número de cromossomos idênticos, exceto as células sexuais, que têm mais a metade desse número. Quando esses cromossomos sexuais femininos e masculinos se encontram, depois do encontro do homem com a mulher, se o Y gosta mais do Y, eles têm um  menino, se gosta mais de um X, uma menina.
  • Os cromossomos consistem em genes.
  • Os genes são compostos de várias hélices de ADN de comprimentos diferentes. São grupos de muitos nucleotídeos, que são substâncias químicas constituídas de nitrogênio, açúcar pentose e fosfato. A ordem desses  nucleotídeos diferencia um gene do outro.
  • Os genes de cada pessoa são diferentes de todos os outros, exceto no caso de gêmeos idênticos,

O número de células no corpo e três, seguido por doze zeros, uma porção. O ADN em cada célula tem mais ou menos dois metros de comprimento. Se for desenrolado completamente, pode ir à Lua e voltar 8.000 vezes. É bastante fino. Os geneticistas gostam de dar essa  informação para mostrar a dificuldade do estudo que herdam.

Mesmo assim, a genética começa a estruturar um mapa chamado genoma, que mostra quais os genes que refletem várias doenças. Cada gene anormal, responsável por uma determinada doença, está sempre no mesmo lugar do seu cromossomo. Desse modo é possível identificar o gene que causa, por exemplo, a anemia falciforme em cada cromossomo examinado. Os entusiastas podem-se movimentar com uma seringa tirando amostras de sangue nos casamentos e nos funerais.

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A hélice dupla

Desde 1799, a cervejaria Green King, de Bury St. Edmunds, fornece cerveja Abbot aos  estudantes de graduação de Cambridge. Ela flui deliciosamente no Eagle Pub, em Botoph Lane, perto do Laboratório Cavendish e na frente da Escola de Medicina, na Down Street, onde os mais inteligentes costumavam almoçar. Para os estudantes de medicina, os físicos e químicos do Cavendish eram um grupo diferente, que teve uma das muitas especulações mundiais confirmadas pela descoberta da hélice dupla da molécula ADN.

A estrutura foi descrita em 1953 pelo americano James Dewey Watson (1928) e o inglês  Francis Harry Compton Crick (1916). A idéia não era nova, e data de 1519 Francisco I da França, um ano antes do seu encontro com Henrique VIII no Field of the Cloth of Gold, começou a construir o Château de Chambord. No meio da torre da casa da guarda há uma magnífica escada em espiral como duas hélices superpostas, que nunca se encontram. No centro há aberturas decorativas que permitem enxergar de  uma hélice para a outra. Pode ser vista nos dias de visita dos Châteaux do Loire. (Muscadet é excelente, e os rillettes de porceau berre Blanc.)

A escada dupla, em Cambridge, tinha no lado externo dois corrimões sinuosos de fosfato de sacarose, os degraus são compostos das bases adenina, tiamina, guanina e citosina, unidades me pares pelo hidrogênio, que representa o eixo central. A espiral é chamada ADN – ácido desoxirribonucléico. O ARN é o padrão para as proteínas que formam células do corpo, de desenhos variados, mas todas com escadas espirais de ADN.

A descoberta do esqueleto arquitetônico do ADN deu origem a um livro de suspense fascinante, leve, erudito, escrito por James Watson, no gênero de Dorothy Sayers, na época.

Os personagens são:

  • (1) O próprio. O intruso de Chicago nos aconchegos e esnobes claustros de Cambridge. Extremamente inteligente, ambicioso, impetuoso, intuitivo, encantadoramente gauche, sociável, com uma queda para viagens ao exterior.
  • (2) Francis Crick, de Mill Hill, em Londres, de fala rápida e sonora com uma risada trovejante, entendido em teorias sobre a estrutura da proteína, incentivado por Watson para continuar a investigar as idéias numerosas que nascem no seu cérebro. Recentemente casado pela primeira vez morando perto do único restaurante chinês de Cambridge.
  • (3) Maurice Hugh Frederick Walkins (1916), biofíco no King’s College, no Strand, Londres. Solteiro e cavalheiro inglês.
  • (4) Rosalind Franklin (1920-56) A Dama Negra dos cromossomos. Newnham, depois pesquisa do carvão. Especializou-se primeiro em metas e minerais. Usou essa técnica para investigar o ADN, independentemente. No laboratório Maurice Wilkins, do King’s, que aceitava mulheres cientistas com a intrigada obediência com que os fazendeiros, durante a guerra, recebiam as Moças de Land De uma família judia de banqueiros, ricos, morava elegante no bairro de South Ken e viajava para o exterior em terceira classe com pouco dinheiro, para conhecer o mundo, Solteira, não amada e, ao que parece ninguém gostava dela.
  • (5) Linus Carl Pauling (1901), professor de química no Instituto de Tecnologa da Califórnia, candidato ao premio Nobel, vitima de McCarthy, a ameaça invisível.

O enredo era a corrida para descobrir o mistério do ADN, que todos temiam fosse ganha pelo poderoso e rico americano Pauling. Há ciúmes fascinantes, duplicidades, conspirações, vaidades e atitudes teatrais. Watson odiava os vestidos de Rosalind Franklin e seu mau gosto de intelectual afetada, criticava seus penteados, sua maquiagem e a achava mal-humorada, intolerante e rabugenta. Insistia em chamá-la de “Rosy”, o que a deixava furiosa. No Cavendish ele se consolava dizendo que “o melhor lugar para uma feminista era no laboratório de outra pessoa”.

A descrição de uma visita de Watson ao Kings, no stand:

“De repente Rosy veio do outro lado do balco do laboratório, que nos separava, e caminhou para mim. Temendo que, na sua fúria me atacasse, eu… recuei rapidamente para a porta aberta.”

O assalto –  quem sabe, assassinato? – foi evitado pela cavalheiresca intervenção de Maurice Wilkins. Essa cena desagradável jamais teria acontecido entre médicos, embora um comunicado do presidente na sociedade Real de Medicina, em 1963, mencione troca de socos entre Sir Peter Freyer e Hurry Fenwick, devido a uma controvérsia sobre métodos de remoção da próstata.

 O professor de física de Cavendish era Sir William Lawrence Bragg (1890-1971), prêmio Nobel de física com sua cristalografa dos raios X 1915. Como qualquer chefe de laboratório, ele devia preferir uma vida calma às rusgas e entusiasmos dos assistentes mais novos, cujo trabalho, ele sabia por experiência, podia estremecer o mundo ou ser completamente sem valor.

 Porém, Sir Lawrence sentiu-se na obrigação de contribuir com um prefácio para o livro desdenhoso de Watson, A hélice dupla, no qual ele usa uma franqueza parecida com a do diarista Pepys. Evidentemente, ele era um mestre da atenuação solene.

 Watson venceu a corrida. Ou foi ejetado para o posto? A investigação dos cristais de ADN por meio dos raios X, feita por Rosy, começou a desembaraçar sua estrutura molecular, entre janeiro de 1951 e junho de 1952. No dia 6 de fevereiro de 1953, Wilkins (de modo pouco elegante) mostrou uma das radiografas de Rosy para Watson, que exclamou: “Veja, aqui está a hélice e aquela maldita mulher não a vê. Então, talvez Rosy tenha sido a primeira a descobrir a idéia reprodutora do século. Mas, no meio do entusiasmo, ninguém lembrou de perguntar. Ela nunca se conformou. Morreu de câncer na primavera de 1958, aos 37 anos. Trinta e quatro anos depois, a English Heritage resolveu por uma placa no seu apartamento.

 A Hélice Dupla foi brevemente proclamada por Watson e Crick num artigo de 900 palavras, na revista Nature, de abril de 1953. Porém, Crick havia anunciado: “Nós encontramos o segredo da vida!”  tomando sua cerveja Abbot, durante almoço no Eagle.

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