Redimensionando imagens em lote(Batch Process) com Gimp

O Gimp como todo programa de edição de imagens possuí o processamento em lote de
imagens(batch), o problema do Gimp é que ele não é instalado por padrão, na verdade ele é um plugin separado, então é preciso instalá-lo por fora, mas é bastante simples, no Ubuntu basta:
1 sudo apt-get install gimp-plugin-registry

E ele fica disponível no menu Filtros

Ele abrirá uma janela, pedindo que selecione as imagens;

Após selecionar as imagens que deseja redimensionar vá em na aba Resize. Ele permite o redimensionamento relativo e absoluto, sendo que para o absoluto oferece as opções:

Exactly: Que redimensiona para exatamente as dimensões fornecidas distorcendo a imagens se necessário.
Padded: Coloca a imagem dentro da área informada e preenche o espaço sobrando com a cor de fundo selecionada na paleta do Gimp.
Inside: Redimensiona a imagem para caber dentro da área informada.
OutSize: Redimensiona a imagem para ser maior que área informada, sendo que a menor dimensão da imagem irá caber dentro da área.

Na aba Rename podemos selecionar o diretório de destino das imagens redimensionadas e adicionar prefixos nas imagens etc.

Por fim na aba Output selecionamos o formato da imagens redimensionadas.

Basta agora clicar em start que muito trabalho foi poupado!

O plugin tem várias outras opções como Turn (Girar Imagem), Blur (Embaçar), Colour (Colorir, incluindo auto-colorir e aplicar escala de cinza) e Sharpen.

Era isso T++ !

http://www.botecodigital.info/linux/redimensionando-imagens-em-lotebatch-process-com-gimp/#.UZUNCcoueLw

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STF declara inconstitucional contratação de 11,5 mil servidores no Acre

O Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional o artigo 37 da Constituição do Acre que permitiu a efetivação de 11.554 servidores públicos estaduais em quadros considerados temporários. Este contingente não prestou concurso público, contrariando o que prevê a Constituição Federal de 1988. As contratações irregulares estão identificadas até 31 de dezembro de 1994.

A efetivação é nula, entendeu o STF, que acolheu os argumentos de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) movida pela Procuradoria-Geral da República. A PGR também questiona uma emenda à Constituição do Acre que, em 2005, “legaliza” as contratações.

O voto do relator, ministro Dias Toffoli, foi seguido pelos demais membros da corte. Os cargos estão distribuídos em secretarias, autarquias, fundações públicas, empresas de economia mista e, ainda, nos poderes Legislativo e Judiciário.

O governo do Acre recebeu prazo de 12 meses para a regularização dos chamados funcionários irregulares, do contrários todos os contratos devem ser cancelados. O prazo começa a valer quando a ata sobre a sessão de ontem for publicada.

“Esse tempo de um ano serviria para a Administração Pública do Acre realizar os necessários concursos públicos, a nomeação e posse dos aprovados para esses cargos, a fim de evitar prejuízos aos serviços públicos essenciais à população”, diz um comunicado do STF.
Outro lado

O procurador-geral do Estado, Rodrigo Neves, disse que as contratações estão consolidadas ao longo dos anos. “Nós temos lutado para manter esses servidores trabalhando, mas neste momento são saberia dizer o que vai ocorrer de fato”, informou o procurador.

O secretário de Comunicação do Governo do Acre, Leonildo Rosas, informou que “a decisão do STF ainda não foi oficializada para nós”. Ele não soube informar quais orientações jurídicas o governo vai seguir a partir de agora.

O governo do Acre, segundo Neves, abriu questionamentos que possivelmente serão analisados pelo STF na sessão desta quinta-feira. “Apenas o núcleo da Adin movida pela Procuradoria da República foi examinada. Estamos acompanhando o caso em Brasília e esperamos novos desdobramentos da decisão, pelo próprio STF, para saber como vai ser a repercussão dentro do governo.”

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/05/16/stf-declara-inconstitucional-contratacao-de-115-mil-servidores-no-acre.htm

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Os filósofos da Ilustração

Por Ricardo Bergamini

Montesquieu

O barão de Montesquieu (1689-1755), francês, é o autor das Cartas Persas (1721), sátira política, social e religiosa de toda a sociedade francesa.

Sua obra-mestra – “O espírito das Leis” (1748) -, meditada e preparada durante vinte anos, é um monumento de filosofia política. Nela analisa todas as formas de governo, louva o sistema inglês (monarquia constitucional e parlamentar) e prescreve a absoluta necessidade da separação das funções do Estado em três poderes diferentes e independentes: executivo, legislativo e judiciário.

Voltaire

François-Marie Arouet (1694-1778), mais conhecido pelo nome de Voltaire – constitui a personagem mais relevante da Ilustração.

Por causa de uns escritos satíricos, é exilado a Sully-sur-Loire e, depois encarcerado na Bastilha. Em 1726 é desterrado à Inglaterra, onde permanece três anos. Como Montesquieu, Voltaire ficou impressionado com a liberdade política dos ingleses, com seu progresso científico e a importância social aos sábios e aos homens de letras. De volta à França, publicou as “Cartas Filosóficas” nas quais:

– Louva o regime liberal inglês e afirma a sua superioridade no governo, no comércio e na religião;

– Expõe as doutrinas de Locke;

– Ataca a autoridade absoluta e despótica do rei da França, a arbitrariedade, a intolerância religiosa e a autoridade do clero.

O livro foi considerado subversivo: “cartas escandalosas e contrárias à religião e aos bons costumes”. Condenado, Voltaire fugiu para não ser encarcerado novamente. O livro foi queimado, pelo carrasco, em praça pública.

Foi intransigente defensor da liberdade individual. Achava brutal e odiosa toda restrição à liberdade de opinião e de expressão. Numa carta a um seu adversário escreveu a frase que costuma citar-se como o símbolo da suprema tolerância intelectual, do respeito democrático à opinião alheia: “Não concordo com uma só palavra sequer do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dize-lo”.

A repressão que Voltaire mais odiava era a da tirania organizada pela religião. Explodia a sua indignação contra a “monstruosa crueldade da igreja”, que torturava e queimava homens bons, honestos e inteligentes, por terem ousado duvidar dos seus dogmas.

Rousseau

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), suíço-francês, natural de Genebra, filho de artesão, foi um indivíduo desajustado, de psiquismo doentio, de espírito melancólico, sonhador e sentimental. Influiu muito no romantismo, na Ilustração, nas novas teorias pedagógicas e na Revolução Francesa.

Rousseau expôs suas idéias no “Discurso sobre a origem da desigualdade” (1755) e na sua obra-mestra, o “Contrato Social“ (1762). Todos os homens são livres e iguais; mas a vida social se baseia num contrato e cada um dos contratantes priva-se da sua liberdade e compromete-se se submeter ao interesse e à vontade da maioria.

Para Rousseau o coração, não o cérebro; eis o verdadeiro caminho da natureza. Ele conduz mais certeiramente à felicidade, do que as lucubrações frias e artificiais do intelecto. “O homem que pensa, diz Rousseau, é um animal depravado”.

– Exaltou a liberdade individual;

– Condenou a propriedade privada como causa essencial da miséria da sociedade humana;

– Pregou a igualdade das massas e proclamou o povo “único soberano”;

– Glorificou a vida do “bom selvagem”, cuja liberdade e inocência de homem primitivo contrastavam com o despotismo, a fraqueza e a corrupção da sociedade “civilizada”;

– Apregoou a volta à natureza;

No seu romance filosófico-pedagógico Emílio (ou Da Educação), afirmou que o homem nasce bom, mas é a educação da sociedade que o torna mau.

Quanto à filosofia política de Rousseau, ela tem sido, certamente, a suprema inspiradora do moderno ideal de democracia.

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O silêncio dos culpados e o barulho dos inocentes

Na edição deste sábado, dia 15, da folha de são paulo, o comandante-geral da polícia militar, coronel benedito roberto meira disse que os repórteres deveriam saber se posicionar na cobertura de confrontos.

Disse ele que, se não quiserem se machucar, ficassem atrás da linha dos policiais.
pura verdade.

Em direção aos policiais, as armas eram os gritos de “fora a repressão”, “sem violência”, “abaixo a tarifa” e outras palavras de ordem que poderiam machucar somente ouvidinhos muito sensíveis, não os de profissionais tão acostumados aos estampidos de tiros e bombas.
na linha de frente dos manifestantes, ninguém com pau, pedras ou qualquer outro instrumento de guerra, como demonstram as centenas de fotos espalhadas pela web, jornais e revistas.

Tiros de borracha podem matar. e se não matam, podem causar sérios danos. machucam, mutilam e se a intenção é dispersar, são totalmente dispensáveis.
vítimas desses tiros, jornalistas acabaram não só por cobrir o evento, mas por abrir os olhos intactos de seus patrões e editores.

A partir de quinta o tom da cobertura mudou radicalmente. finalmente percebeu-se que essa movimentação toda não trata dos R$0,20 da passagem mas é muito mais o reflexo do descontentamento generalizado. tarifas, educação, saúde, caos urbano, violência, inflação, corrupção, descaso.

Prova disso, a sonora vaia que a presidente dilma levou ontem na abertura da copa das confederações, em brasília.

Enquanto o pau comia fora do estádio entre polícia e manifestantes, os 70 mil pagantes mostraram todo o seu descontentamento a uma presidente que se portou como uma colegial tomando um pito do diretor da escola na frente dos pais.

O constrangimento era visível e ela se limitou a recitar a frase decorada e dar como aberto o campeonato.

As câmeras focalizavam Joseph Blatter e Dilma. José Maria Marin, desafeto da presidente, foi cortado fora.

ê, edição!
mas o que tem me chamado a atenção nos últimos dias, é o estrondoso silêncio da classe política, a verdadeira culpada por tudo isso.

Nenhum representante do povo nas ruas, nenhum dando declarações, nenhum se posicionando contra ou a favor.

Nem mesmo o arroz de festa das causas perdidas, o senador eduardo suplicy, deu as caras.
certamente estão muito ocupados nos bastidores tentando achar uma solução para o impasse que as manifestações têm causado ao destino de seus partidos.

Declarações ou posicionamento desastrados podem melar algumas intenções para as eleições do ano que vem.

A imobilidade do prefeito haddad, político que respeita as decisões do partido, pode ser o resultado desse imbróglio em que o pt se meteu.

A governador alckmin, por sua vez, tem menos a perder. endurecendo, ele pode tentar agradar a ala da chamada “onda conservadora”, especialmente de são paulo.

Dilma parece cada vez mais se isolar no poder. se isolar e ser isolada.

As balas de borracha do fracasso nas urnas dóem para esse povo. melhor não botar o nariz na rua.

Não sou dado a teorias da conspiração mas não posso deixar de imaginar uma situação de fritura da atual presidente e uma eleição disputada com a volta de um lula salvador da pátria.

Não sei.

Fica registrado aqui e só o tempo dirá.

Blog do Orlando

http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2013/06/16/o-silencio-dos-culpados-e-o-barulho-dos-inocentes/

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Médicos formados terão de atuar dois anos no SUS, anuncia governo; curso de medicina terá oito anos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (8) que médicos brasileiros recém-formados que ingressarem nos cursos a partir de janeiro de 2015 serão obrigados a trabalhar os dois primeiros anos no SUS (Sistema Único de Saúde). O tempo do curso de medicina subirá de seis para oito anos também a partir de 2015.

As medidas foram anunciadas junto com o Programa Mais Médicos, pacote de ações do governo federal para ampliar e descentralizar a oferta de médicos no país. O programa será criado por medida provisória assinada hoje pela presidenta Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

Em pronunciamento feito na tarde desta segunda (8) em Brasília, Mercadante afirmou também que serão criadas 3.615 vagas em medicina nas universidades federais até 2017 –1.815 nos cursos já existentes e 1.800 em novos cursos, que serão criados em 60 municípios que não dispõem de cursos de medicina –atualmente, os cursos estão distribuídos em 57 municípios.

O ministro anunciou também medidas para que as universidades particulares ampliem as vagas nos próximos quatro anos. A meta do governo é criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017, somando as vagas públicas e particulares. O governo também irá contratar 3.154 docentes e 1.882 técnicos-administrativos para as universidades federais.

Segundo o governo federal, a quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios. Todas as prefeituras poderão se inscrever no programa, mas o foco será em 1.582 áreas consideradas prioritárias, incluindo 1.290 municípios de alta vulnerabilidade social, 201 cidades de regiões metropolitanas, 66 cidades com mais de 80 mil habitantes de baixa receita pública per capita e 25 distritos de saúde indígena.

Os municípios que receberem esses médicos precisarão oferecer moradia e alimentação aos profissionais.

Estrangeiros

O programa ofertará bolsa federal de R$ 10 mil a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob a supervisão de instituições públicas de ensino.

Para selecionar os profissionais, serão lançados três editais: um para atração de médicos, outro para adesão dos municípios interessados em recebe-los, e um último para escolher as instituições supervisoras.

No caso dos médicos, poderão participar médicos formados no Brasil e também no exterior, que só serão chamados a ocupar as vagas que não tiverem sido preenchidas por brasileiros.

Só poderão participar médicos estrangeiros com conhecimento de língua portuguesa, com autorização para exercer medicina no seu país de origem e que forem de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes for superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para mil habitantes.

Todos os médicos estrangeiros passarão por um curso de especialização em Atenção Básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino. Eles ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.

Com o registro temporário, os médicos estrangeiros não receberão a validação do seu diploma, o que daria a eles o direito de atuar em qualquer parte do país.

Educação

A partir de janeiro de 2015, todos os alunos que ingressarem nos cursos de medicina, tanto em faculdades públicas ou privadas, terão que trabalhar dois anos no SUS. Nesse período, eles continuarão vinculados à faculdade e receberão bolsa custeada pelo governo federal. Durante esses dois anos, os estudantes receberão uma autorização provisória para exercício da medicina. Só depois da aprovação nessa etapa é que a autorização será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina.

Esse segundo ciclo de formação fará parte do curso convencional de medicina e poderá ser aproveitado como uma das etapas da residência ou pós-graduação caso o profissional opte por uma especialização no ramo da atenção básica.

Esse modelo é inspirado em países como Inglaterra e Suécia, onde os estudantes passam por um período de treinamento com registro provisório para só depois exercer a profissão com o registro definitivo.

Os dois anos de treinamento no SUS não eliminarão o internato realizado no quinto e no sexto anos do curso de medicina, período em que os estudantes passam por diversas áreas da saúde. De acordo com informações do governo, a diferença é que, ao atuar no SUS, irão assumir gradativamente mais responsabilidades, “exercendo de fato procedimentos médicos em UBS e urgência e emergência”.

No mês passado, já haviam sido anunciadas 12 mil novas vagas de residência médica até 2017. Dessas, 4.000 serão abertas até 2015. Com a alteração no currículo de medicina, o governo espera que entrem na atenção básica 20,5 mil médicos em 2021.

Quadro da saúde pública

O gargalo da saúde pública do Brasil não se limita à quantidade de médicos: há problemas de distribuição e fixação dos profissionais, de infraestrutura e de financiamento. Os dados mais recentes, divulgados em fevereiro deste ano, mostram que o país tem dois médicos a cada mil habitantes (o dado do Ministério da Saúde é um pouco diferente: 1,83 médico para cada mil). A média mundial é de 1,4.

O Ministério da Saúde pretende alcançar 2,5 médicos para cada mil pessoas – índice similar ao da Inglaterra, que tem 2,7. E, para suprir o déficit, quer trazer estrangeiros para atuar em áreas distantes e nas periferias sem a necessidade de revalidação do diploma, com um contrato temporário de até três anos e salário de R$ 10 mil. Segundo o governo, para atingir essa meta, o país teria de ter mais 168.424 médicos.

Porém, a proposta do governo Dilma Rousseff de recorrer a profissionais do exterior para suprir a falta de médicos no sistema de saúde nacional foi recebida com mais resistência por parte de organizações da categoria e se tornou alvo de manifestações em várias partes do país.

À parte aos protestos da classe médica, o governo federal vai abrir cerca de 10 mil vagas para médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do país. O salário deles deve ficar em torno de R$ 10 mil. A carga horária e outros detalhes serão anunciados nesta tarde pr

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/08/medicos-formados-terao-de-atuar-dois-anos-no-sus-anuncia-governo.htm

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Governo quer dobrar número de municípios com curso de medicina

A política de expansão do número de vagas de medicina no país vai dobrar o número de municípios que hoje abrigam a graduação.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), hoje todos os cursos de medicina no Brasil estão concentrados em 57 cidades. A intenção é que novos cursos sejam abertos em 60 novos municípios, chegando a um total de 117 até 2017.

“O nosso modelo de expansão são faculdades com poucos médicos. Somos o segundo país com maior número de faculdades, mas quando olhamos o número de matrículas e concluintes, é muito aquém do que a população brasileira precisa hoje e precisará no futuro”, disse Mercadante em cerimônia no Palácio do Planalto.

O governo anuncia na tarde desta segunda-feira (8) uma série de medidas para a área de saúde, como as regras para “importação” de médicos estrangeiros e ampliação da graduação de medicina. Segundo o ministro, hoje o Brasil tem uma proporção de 0,84 ingressantes para cada 10 mil habitantes, “patamar muito pequeno” para a necessidade nacional, argumentou.

CONCURSO

O ministro afirmou que como parte das novas vagas, estimadas em cerca de 12 mil, estarão nas federais, haverá concurso para contratação de 3.154 novos professores e 1.881 técnicos administrativos.

A maior parte das novas vagas estará nas regiões nordeste e sudeste e serão abertas a partir de uma nova lógica: o governo vai passar a indicar onde elas serão criadas. Assim, critérios como relevância do curso para a população e necessidades do SUS (Sistema Único de Saúde) serão considerados.(FLÁVIA FOREQUE, JOHANNA NUBLAT, TAI NALON E BRENO COSTA)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/07/1308043-governo-quer-dobrar-numero-de-municipios-com-curso-de-medicina.shtml

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Quem manda na Internet? O roteador

Publicada em 10/07/2013 10:28

Diante das revelações sobre o monitoramento de e-mails, telefonemas e outras formas de comunicação no Brasil pelos EUA, o governo brasileira pretende retomar o debate sobre mudanças na gestão da internet. Mira na ICANN, Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, como o nome mesmo diz, uma empresa sediada na Califórnia encarregada de organizar a atribuição de “nomes e números” na Internet. Uma tarefa fundamental para a rede funcionar, mas longe de representar algum controle. E sem qualquer relação com o atual escândalo dos grampos.

Seria o equivalente a descobrir que alguém está espionando o conteúdo das cartas e atacar o correio pelo fato dele definir o CEP das ruas. Ou melhor: atacar a lista telefônica da internet, quando o grampo, de fato, ocorre na linha telefônica. Os servidores-raiz da Internet, administrados pela ICANN, nada tem a ver com o tráfego da rede. Eles são a raíz da “agenda” que transforma um nome em um número IP.

Há hoje dezenas de servidores espelho dos servidores-raiz, localizados em solo americano, espalhados pelo mundo. O próprio Brasil mantém mais de uma dúzia deles. Se houver algum absurdo, certamente a coordenação da ICANN se quebrará e o tráfego internet poderá fluir por outras rotas, na América do Sul e na Europa. Mais que isso, a ICANN tem contratos com essas entidades, como é o caso do NIC.br, vinculado ao Comitê gestor da Internet, bo Brasil, mas não interfere neles. O .br criou sua árvore e a gerencia com autonomia. Não precisamos perguntar a ninguém se cobramos 30 reais anuais pelo registro de domínios ou se o registro é gratuito, se criamos o ECO.BR ou o JUS.BR, ou não…

Como diz o pioneiro da Internet, Jon Postel, “os servidores-raiz sabem que procuramos algo pelo nome e o traduzem para um endereço IP”. Apenas isso. Roteamento é algo totalmente diferente e não administrado pela ICANN, nem por ninguém. Um protocolo específico – o BGP – faz com que hierarquicamente as operadoras troquem em sua bordas as informações de que trecho de rede se encontra atrás de cada borda. E isso é dinâmico…

Estivesse realmente preocupado e indignado com a espionagem, melhor faria o Itamaraty se levasse à ONU e à UIT um pleito para fazer o governo americano explicar o projeto Communications Assistance for Law Enforcement Act 2 (CALEA2), como bem lembrou o pesquisador e ativista Gustavo Gindre. Gestado pelo Federal Bureau of Investigation, promove uma ampla reforma das leis de vigilância que tornam mais fácil grampear pessoas que se comunicam usando a Internet. Como? Obrigação a criação de “portas dos fundos” nos equipamentos de rede, da infraestrutura aos dispositivos terminais, como os celulares, computadores e roteadores domésticos, lembra Gindre. Aí sim, mora o perigo, não na ICANN.

Erra o governo brasileiro em não separar a governança global da Internet em dois grandes ramos, cada um com características e desafios específicos: a governança dos recursos críticos (nomes de domínio e números IP) e a governança relacionada a temas que geralmente são alvo de políticas públicas, como a privacidade, o acesso à infraestrutura e a conteúdos, a segurança, dentre outros.

Mas erra por desconhecimento ou por conveniência?

Faz tempo que o governo brasileiro defende _ e perde, no âmbito internacional _ que a ICANN deixe de ser a responsável pela organização dos nomes e números da Internet, em nome de uma governança multilateral da internet. A última derrota foi em dezembro passado, durante a Conferência Mundial das Telecomunicações de Dubai (WCIT-12), quando os países membros da UIT estiveram perto de aprovar resoluções que teriam dado atribuições da ICANN à entidade, possibilitando às nações que pedem censura maior voz na coordenação do sistema de Domain Name System (DNS).

É sabido e notório que o atual governo brasileiro considera a ICANN excessivamente americana. “Um controle norte-americano da internet”, costuma dizer o ministro Paulo Bernardo. Mas isso é uma falsa verdade.

É verdade que, hoje, qualquer conflito jurídico entre países envolvendo domínios Internet seria resolvido conforme a legislação da Califórnia. E que o desejo do Brasil, como o da maioria dos países, incluindo aqueles integrantes da União Europeia, é o de que a ICANN tivesse um caráter mais independente, localizada em território neutro. O problema é como fazer isso.

Certamente, defender que o controle da internet passe para a UIT _ como aparentemente defende Paulo Bernardo, junto com Rússia, China, Arábia Saudita e África do Sul _ não é a melhor forma. Pode impactar negativamente o mercado e o princípio basilar da Internet de neutralidade da rede. A governança dos recursos críticos deve se tornar mais democrática, sem que isso comprometa o bom funcionamento técnico do sistema.

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Há outros dois caminhos possíveis: a própria ICANN deve sofrer modificações para libertá-la dos vínculos com o governo americano (o que já vem acontecendo) e a criação de um órgão de supervisão, que não interfira no dia a dia do funcionamento técnico da rede, mas seja acionado caso problemas venham a acontecer – uma espécie de órgão gestor de crises.

A julgar pelas declarações do embaixador Tovar Nunes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty acredita que o clima de indignação pós revelação da atuação da Agência Nacional de Segurança norte-america (NSA)e seu programa Prism, pode favorecer a volta dos debates sobre essas opções. Para reativar na ONU as discussões para a democratização no gerenciamento dos recursos críticos da rede, o governobrasileiro pretende buscar apoio de países da União Europeia. Muitos países membro, a França entre eles, estão incomodados com o fato dos EUA ter o poder de controlar a integração constante da internet na economia capitalista transnacional, através da Internet Assigned Numbers Authority (Iana), ligada por contrato ao Ministério do Comércio, e hoje membro ativo da ICANN.

E, como bem diz Owen DeLong, pesquisador e evangelista IPv6, ainda que o ICANN tenha poder significativo sobre a Internet, existem controles e formas de contrabalançar esse poder. O processo de controle de recursos de numeração, por exemplo, é muito limitado, e é restringido pela necessidade de consenso com os RIRs (N.T.: Registros Regionais da Internet), organizações que seguem processos transparentes.

A nós, cabe torcer para que o bom senso prevaleça, apesar de todo o escândalo em torno do Prism. Até porque, os debates sobre liberdade de expressão, privacidade, acesso à infraestrutura e aos conteúdos, principalmente, segurança, se fazem muito mais urgentes, hoje, do que as atribuições da ICANN.

Onde quer que se viva, não faltam razões para temer que a relativa abertura da internet seja corrompida, manipulada ou parasitada. Seja pelos exércitos de censores, pelas “grandes muralhas eletrônicas” erguidas no Irã ou na China, pelos centros de escuta da NSA, que monitoram o conjunto das comunicações eletrônicas que passam por cabos e satélites norte-americanos, ou pelas empresas comerciais (Gooogle, Facebook, Microsoft, etc), ligadas ao Prism.

Em artigo recente, Dan Schiller, professor de comunicação na universidade Urbana-Champaign (Illinois), autor de How to think about information, lembra que empresas norte-americanas, como Facebook e Google, transformaram a web em uma “máquina de monitoramento” que absorve todos os dados comercialmente exploráveis sobre o comportamento dos internautas. Talvez aí resida o maior dos problemas.

Schiller lembra também que os padrões técnicos da Internet foram estabelecidos por duas outras agências norte-americanas, a Internet Engineering Task Force (IETF) e a Internet Architecture Board (IAB), elas próprias integradas a outra organização sem fins lucrativos, a Internet Society. “Em vista de sua composição e de seu financiamento, não é surpreendente que essas organizações deem mais atenção aos interesses dos Estados Unidos do que às solicitações dos usuários”, afirma o professor.

Na opinião dele, a atual transição para a “computação em nuvem” (cloud computing), cujos principais atores são norte-americanos, deve aumentar ainda mais a dependência da rede em relação aos Estados Unidos. O desequilíbrio estrutural do controle da internet garante a supremacia norte-americana no ciberespaço, tanto no plano comercial como no militar, deixando pouca margem a outros países para regular, apertar ou afrouxar o sistema de acordo com seus próprios interesses.

“Por meio de várias medidas técnicas e legislativas, cada país é, certamente, capaz de exercer um grau de soberania sobre o ramo “nacional” da rede, mas sob a supervisão bem próxima do policial planetário. Desse ponto de vista, como observa o estudioso Milton Mueller, a internet é uma ferramenta de política norte-americana de globalismo unilateral.” Como resolver? A Índia, há anos, tem uma proposta: a criação, pela ONU, de um Comitê para Políticas Relacionadas à Internet (CIRP) como forma de democratizar a governança global da Internet.

O Comitê das Nações Unidas para Políticas Relacionadas à Internet (CIRP) lidaria com questões como o papel e as responsabilidades dos intermediários da Internet (mecanismos de busca, sites de relacionamento pessoal), comércio eletrônico, fluxos de dados transnacionais, propriedade intelectual e acesso ao conhecimento, comércio e impostos, mídia online, diversidade cultural, privacidade, segurança, direitos humanos, etc. Hoje, são aplicadas globalmente tanto a lei norte-americana – na medida em que a maioria das empresas monopolistas da Internet estão baseadas nos Estados Unidos, bem como muitos dos fabricantes de equipamentos de rede – quanto estruturas políticas desenvolvidas por grupos de países ricos, como a OCDE.

Na opinião de Parminder Jeet Singh, diretor executivo da IT for Change, é importante não ignorar o grave risco no âmbito mundial colocado pelo aumento da concentração de poderes – sejam econômicos, sociais, políticos ou culturais – nas mãos de entidades políticas do hemisfério Norte (principalmente os Estados Unidos) e de umas poucas empresas de Internet, monopolistas e globais. “O mais importante é observar como estes poderes políticos e econômicos se fundem num novo complexo digital-político, que tem tudo para se tornar um dos principais desafios globais num futuro próximo”, escreveu em artigo recente.

De fato, a proposta do CIRP oferece uma alternativa mais viável para os países em desenvolvimento do que propostas mais autoritárias aventadas por países como China e Rússia, ou políticas de controle técnico que são concebidas na União Internacional de Telecomunicações (ITU).

A ver.

http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/07/10/quem-manda-na-internet-o-roteador/

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CFM diz que médicos se sentem traídos por Padilha após vetos

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), Roberto D’Ávila, afirmou, nesta quinta-feira (11), que a presidente Dilma Rousseff foi “muito mal assessorada” ao vetar trechos da lei do “Ato Médico”, “revelando incompetência do seu assessor para a saúde”. Disse ainda que a nova lei é um ‘monstro’.

Perguntado sobre a quem exatamente se referia, D’Ávila apontou para o ministro Alexandre Padilha (Saúde). “Só existe um assessor na área da saúde próximo a ela, infelizmente é um médico”.

A presidente Dilma vetou os principais trechos da proposta que regulamenta a profissão do médico, sob o argumento de que traria impactos negativos ao SUS.

Foram vetados dez trechos no total, entre eles a espinha dorsal da proposta: a que estabelece como atividades privativas do médico a formulação do diagnóstico das doenças e a prescrição terapêutica.

Segundo a justificativa dada para o veto, o trecho “impediria a continuidade de inúmeros programas do SUS que funcionam a partir da atuação integrada dos profissionais de saúde. Poderia comprometer as políticas públicas da área da saúde, além de introduzir elevado risco de judicialização da matéria”.

O “Ato Médico” foi alvo de grande polêmica ao longo da década de tramitação no Congresso, separando de um lado as entidades médicas –que respaldavam a proposta– e as demais profissões da saúde –que a rejeitavam.

O presidente do CFM questionou a intenção política do ministro tanto pelo veto parcial quanto pelo programa “Mais Médicos”, lançado na segunda-feira (8) e que propõe a abertura do país ao médico estrangeiro. “Penso que é motivado por interesses outros, talvez eleitorais”, disse em coletiva nesta quinta.

Nos onze anos de tramitação, o projeto do “Ato Médico” foi fortemente defendido pelo conselho e rejeitado pelas demais profissões da saúde.

D’Ávila afirmou que os médicos se sentem traídos pelos conselhos das demais profissões da saúde, que teriam fechado um acordo em torno do texto aprovado pelo Congresso, e pelo próprio ministro Padilha.

Frente a isso, o presidente do CFM diz que vai propor ao plenário do conselho que a entidade abandone todas as comissões e câmaras técnicas que integra na esfera do governo federal. “Há uma grave crise (…) Não há mais confiança.”

D’Ávila disse que os médicos tentarão mobilizar o Congresso, para que derrube os vetos “autoritários” que criaram uma lei “mutilada” e vazia, na sua avaliação.

“[A lei] é um monstro que fala em coisas, tira coisas do médico, não diz o que é privativo. Não sei dizer o que significa, não significa nada”, disse.

Para o CFM, os vetos parciais não vão dar autorização para que as demais profissões da saúde passem a realizar procedimentos que não faziam até então. “As outras profissões continuam com as restrições de suas leis.”

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Plebiscito, NÃO

Diante dos protestos por todo o Brasil, a presidente Dilma anunciou que vai realizar um plebiscito sobre a reforma política. Não quis e não quer saber de referendo. Por que será?

Você vai entender a jogada da Dilma e seus comparsas ao ver como fica o cidadão no caso de um Plebiscito ou de um Referendo?

Qual a diferença entre um e o outro?

Num PLEBISCITO, – para usar uma linguagem bem simples, – é como se perguntassem a você: Pizza ou Cachorro Quente?

Você escolhe um dos dois quitutes. Vamos dizer que o preferido seja o Cachorro Quente. Aí entra a cozinha (o CONGRESSO) e determina como vai ser preparado. Ou seja, você escolheu e não sabe se vai ser de salsicha ou linguiça, se terá batata-palha ou não e qual o tempero. Você receberá um cachorro quente. Se vai te satisfazer, isto não interessa à cozinha, pois alegará que serviu o que você pediu.

Num REFERENDO, a cozinha ( o CONGRESSO) te apresenta o Cachorro Quente já pronto e você, ao ver como foi preparado e os ingredientes que há nele, decide se vai ou não querê-lo. Ou seja, antes de decidir, você sabe como foi feito, qual o recheio e os temperos. No referendo você decide se vai ou não comer o cachorro quente, sabendo se é ou não se seu agrado. Não lhe empurram um cachorro quente goela abaixo…

PRESTE MUITA ATENÇÃO NO QUE QUEREM QUE VOCÊ ENGULA !!!

PLEBISCITO É ENGANAÇÃO. É A SAÍDA QUE A DILMA ENCONTROU COM AJUDA DE SEUS COMPARSAS PARA SUPERAR A CRISE CRIADA PELOS PROTESTOS POPULARES.

COM O PLEBISCITO O GOVERNO QUER GANHAR TEMPO E DESVIAR A ATENÇÃO DO FOCO DO MOVIMENTO.

OS ATUAIS GOVERNANTES E PARLAMENTARES PERDERAM IRREMEDIAVELMENTE A CONFIANÇA DO POVO.

É INGENUIDADE PENSAR QUE ELES FARÃO A REFORMA POLÍTICA DE QUE O PAÍS NECESSITA, POIS CONTRARIA SEUS INTERESSES PESSOAIS.

A DILMA E OS POLÍTICOS NÃO ENTENDERAM O RECADO DAS RUAS.

NÃO QUEREMOS PLEBISCITO NEM REFORMA FEITA POR CORRUPTOS!

As ruas mostraram que a propaganda lulo-petista, exaustivamente repetida nos últimos dez anos, é uma farsa. Os manifestantes, ao exigirem “mais saúde e educação”, “mais hospitais e menos estádios”, “mais segurança”, “menos impostos” “chega de corrupção” etc, mostraram que os problemas cruciais do País continuam sem solução, e escancararam o abismo entre o discurso oficial e a realidade.

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Alerta dos espíritos

MENSAGEM PSICOFÔNICA ALERTANDO O BRASIL
(Vejam a preocupação dos Espíritos no final)

Fonte: Jornal Notícias do Movimento Espírita – Araçatuba, 25/06/2013

(Mensagem psicofonica recebida por Marlene Nobre em 19/6/2013 no Grupo Espírita Cairbar Schutel.

A médium esclarece que José Maria da Silva Paranhos Jr. (Barão do Rio Branco) assumiu a autoria da mensagem, mas que o mentor deixou claro que falava em nome de uma falange.

Fazem parte dela e estavam ali presentes: Pedro de Alcântara, Bezerra de Menezes, Rui Barbosa, Tiradentes, Freitas Nobre, Frei Caneca, Cairbar Schutel e inúmeros outros brasileiros ilustres.)

“Caros irmãos! O Brasil vive hoje um momento delicado de sua história.

Brasileiros, na sua maioria irmãos nossos ainda jovens na vestimenta física, exprimem nas ruas suas angústias, incertezas e mesmo revoltas subjacentes, acumuladas ao longo de decênios de insatisfação, ante a falta de respostas concretas com relação ao futuro e ao destino real que almejam para suas existências.

É preciso que as forças vivas da nação aglutinem-se em torno de todas as figuras históricas e heróicas, que serviram com idealismo ao País, a fim de encontrarem soluções justas aos anseios legítimos das pessoas, que se vêem, cada vez mais, entregues a si mesmas, sem contar com o respaldo de interlocutores compassivos, que façam do diálogo um instrumento real de crescimento e aprimoramento da sociedade como um todo.

As reivindicações diversas expressam o grau de insatisfação popular com o aumento crescente da coleta de impostos, com os desvios de dinheiro público e com o mau emprego de bens e patrimônios da Nação, responsáveis por frustrações repetidas, principalmente, dos mais jovens, ante a precariedade de investimentos nas áreas essenciais como saúde e educação, entre outras.

As insatisfações são dirigidas principalmente aos que têm a responsabilidade de cuidar das questões político-administrativas do País, pedindo especial atenção aos projetos que verdadeiramente interessam ao bem-estar e ao progresso da coletividade.

Há algum tempo esses interesses vêm sendo administrados, em determinados setores do País, por espíritos que se locupletam indebitamente da rica produção nacional, espoliando o País justamente no momento em que avança para o seu mais amplo desenvolvimento. Continuam encarcerados no egocentrismo, na visão estreita do personalismo inferior, incapazes de enxergar as necessidades do conjunto, formado pela grande família brasileira, que deveria na verdade ser a usufrutuária dos bens produzidos.

Por isso, meus amigos, enfrentamos, na hora presente, momentos difíceis que exigem oração, vigilância, cautela.

Permita Jesus a união das criaturas nobres, que já despertaram para as verdadeiras responsabilidades sociais e democráticas, dentro de uma visão holística e abrangente, que contemple todos os setores da sociedade em suas necessidades espirituais mais profundas.

Que essas forças vivas, verdadeiras estacas de sustentação do Brasil livre, possam defendê-lo dos movimentos radicais, que buscam nessas horas difíceis lançá-lo nos caminhos da violência, na tentativa de usurpar-lhe o clima pacífico, seu apanágio maior, desde a fundação.

Meus irmãos, o tempo é de vigilância, de cuidado, de oração.

Que todos se unam em torno dessas forças vivas, que estão voltadas para a espiritualidade superior, a fim de que possam neutralizar os arremessos das trevas, promovendo as mudanças necessárias, mas sem violência.

Há pouco mais de 20 anos, seguindo a voz das ruas, os poderes constituídos destituíram um presidente da república; a partir de então, era de se esperar que os responsáveis pelos destinos da nação priorizassem em suas ações a probidade administrativa em todas as áreas, mantendo como objetivo maior a distribuição mais justa e igualitária da riqueza.

Era de se esperar que amadurecessem, procurando servir às camadas mais pobres da população, e, sobretudo, à valorosa Nação, que lhes deu o berço, e que foi dotada pelo Criador de grandes jazidas naturais, do maior reservatório de água do mundo e que permanece emoldurada pela beleza ímpar de sua natureza exuberante.

O mundo cibernético, todavia, abriu imensas possibilidades para que as gargantas se exprimissem em conjunto, em uníssono, e os jovens saíram às ruas. Mas se isso representou um avanço nas formas de expressão das almas, trouxe também imensas preocupações quanto aos rumos do País, porque não se sabe se as forças negativas tomarão a frente, tentando impedir o cumprimento da importante missão que o Brasil tem a desempenhar perante si mesmo e perante as demais nações do mundo.

Por isso, meus amigos, diante do mostruário desta noite, solicitamos silêncio, meditação, prece e, sobretudo, entranhado amor pelo País que vos recebeu de braços abertos depois de inúmeras encarnações de falência para vos reabilitardes perante o Pai. Que Ele nos abençoe!

Recebido de Nelio Possobom

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