Ciclo ovariano e menstrual

Ao contrário do que muitos pesquisadores afirmam, os ciclos reprodutivos não se iniciam com a menarca, mas sim após um ano e meio a dois anos após a primeira menstruação quando o tálamo assume o comando da produção de FSH.

As primeiras menstruações são irregulares, ora escassas (oligomenorréia), ora abundantes (metrorragia hemorrágica), com dores (dismenorreias) ou em intervalos irregulares (amenorreias secundárias), sendo comum vir a primeira menstruação e só retornar após cinco ou seis meses ou até um ano.

Também pode vir e repetir após uns quinze a vinte dias. Isso tudo é devido à falta de controle do tálamo sobre a síntese de FSH (1:190).

No primeiro dia do ciclo inicia-se a proliferação das células que vão constituir o folículo de Graff, sob influência do FSH. O folículo produz estrogênio que, após o quinto dia do ciclo, inicia a proliferação do endométrio, até que começa a secreção de LH, que provoca a ruptura da teca proliferativa e da membrana externa do ovário, liberando o ovócito de segunda ordem para o exterior.

O folículo de Graff transforma-se em corpo lúteo e passa a produzir progesterona que, a partir do décimo quarto dia do ciclo, intensifica a proliferação do endométrio, preparando-o para a nidação e alojamento do embrião no caso de gravidez.

Se não ocorrer a fecundação, o corpo lúteo involui e por volta do vigésimo oitavo dia caem as taxas dos hormônios fazendo com que o endométrio proliferativo se descole e liquefaça, exteriorizando-se sob a forma de menstruação (2:161; 1:173 e 4:15).

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Comparação entre espermatozóide e óvulo

Óvulos e espermatozóides apresentam nítidas diferenças. Enquanto o “óvulo” (ovócito II) é grande, esférico e estático, só movimentando-se através do batimento dos cílios tubários, os espermatozóides são pequenos, móveis, alongados e flagelados (monotríqueos).

Comparação

Além das diferenças morfológicas vistas acima e descritas no item 2, existem ainda diferenças na carga cromossômica. Os “óvulos” (ovócitos II) apresentam 22 autossomos e um cromossomo X sexual, enquanto os espermatozóides podem apresentar ou 22 autossomos e um X sexual, ou 22 autossomos e um Y sexual. A união de um espermatozóide 22AX com um ovócito dará um indivíduo do sexo feminino, enquanto a união de um espermatozóide 22AY com um ovócito dará um indivíduo do sexo masculino. Esse fenômeno evidencia o fato de que é o espermatozóide quem determina o sexo na espécie humana (4:13; 3:46 e 5).

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Gametogênese

1 Espermatogênese

Os espermatozóides originam-se nos órgãos reprodutores masculinos ou testículos, através de uma sequência denominada espermatogênese. Se for considerado grosseiramente, o processo consiste do crescimento da célula, duas divisões celulares sucessivas e uma metamorfose das células resultantes, de corpos esféricos e estáticos a espermatozóides alongados e móveis. A espermatogênese é iniciada em estado diplóide (2n) ou não reduzida, nas células germinativas denominadas espermatogônias, que crescem e se transformam em espermatócitos primários. Estes espermatócitos primários entram logo em divisão meiótica (primeira divisão) e cada um produz dois espermatócitos secundários. Cada espermatócito secundário, por sua vez, entra na segunda divisão meiótica para produzir duas espermátides. Cada espermátide logo muda de forma, desenvolve um flagelo e torna-se um espermatozóide maduro.

Enquanto as células se dividem duas vezes, os cromossomos duplicam-se apenas uma vez. A redução do número cromossômico de 2n para n é feita na primeira divisão meiótica. As unidades de duas cromátides resultantes da divisão reducional são as cromátides-irmãs, sendo que o DNA de uma delas é proveniente da replicação anterior. Elas separam-se na segunda divisão meiótica, cada uma tornando-se parte de um espermatozóide maduro diferente. (3:35).

Os meninos nascem sem nenhuma espermatogônia nos testículos e também sem atividade nas células de sertóri que nem se diferenciaram, ainda, em células intersticiais de Leydig e essa diferenciação só ocorrerá após os seis anos de vida, quando as células de sertóri começam a se diferenciar transformando-se em células de Leydig que começam a estimular a diferenciação do epitélio interno dos túbulos seminíferos, fazendo com que ele converta suas células em espermatogônias (1:80).

2 Ovogênese

A ovogênese é essencialmente igual à espermatogênese no que se refere à divisão nuclear, mas com relação ao citoplasma é muito diferente. Durante a ovogênese, muito mais material nutritivo é acumulado em comparação com a espermatogênese. As células resultantes são de tamanho desigual. O material nutritivo (vitelo) não está dividido igulamente para as quatro células resultantes da sequência meiótica. Uma célula grande retém essencialmente todo o vitelo, enquanto as outras, denominadas corpúsculos polares, recebem muito pouco (3:40-41).

As diferenças de tamanho entre as quatro células deve-se ao deslocamento do núcleo do ovócito para a periferia, quando da síntese do vitelo. Como o núcleo está na periferia e a divisão ocorre geralmente onde se encontra o núcleo, formar-se-ão duas células diferentes, uma maior, o ovócito secundário que sai do ovário, e um glóbulo polar que é reabsorvido pelo ovário (5).

As ovogônias formam-se entre o final do segundo e o final do terceiro mês de vida intrauterina. Os ovócitos primários formam-se entre o final do terceiro mês e o final do sétimo mês de vida intrauterina, entrando em estado de latência ou parada de desenvolvimento denominada dictióteno ficando acima até o início da puberdade, quando farão sua primeira divisão reducional e passarão a ovócitos secundários, sendo esses que saem do ovário e, se fecundados, farão outra divisão, agora equacional, formando os óvulos e os segundos glóbulos polares. Não é o óvulo que sai do ovário e sim ovócito de segunda ordem (1:79,173; e 5).

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Farmacêuticos-bioquímicos podem fazer diagnóstico do câncer de mama e de colo uterino

O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, no dia 29 de abril de 2008, a lei nº 11.664, que dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o segmento dos cânceres de colo uterino e de mama no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a lei, os Farmacêuticos-bioquímicos são profissionais aptos a fazer o diagnóstico das doenças. Continue lendo

Cistos ou ovos de Naboth

As glândulas mucosas (glândulas de Naboth) no colo uterino podem ficar cheias de secreção devido ao bloqueio no ducto ou passagem da glândula. Conforme as secreções se acumulam, um nódulo arredondado e liso pode se formar sob a superfície do colo do útero e se tornar grande o suficiente para ser visto ou sentido durante um exame. Cada cisto aparece como uma elevação pequena e branca, como uma pústula. Os cistos podem ocorrer isoladamente ou em grupos e, embora não sejam uma ameaça à saúde, são indicativos de infecção passada ou recente ou de irritação no colo do útero. Os cistos são mais comuns em mulheres em idade reprodutiva, especialmente naquelas que já tiveram filhos. Continue lendo