__ __ __ __ _____ _ _ _____ _ _ _ | \/ | \ \ / / | __ \ (_) | | / ____| | | | | | \ / |_ __\ V / | |__) | __ ___ ____ _| |_ ___ | (___ | |__ ___| | | | |\/| | '__|> < | ___/ '__| \ \ / / _` | __/ _ \ \___ \| '_ \ / _ \ | | | | | | |_ / . \ | | | | | |\ V / (_| | || __/ ____) | | | | __/ | | |_| |_|_(_)_/ \_\ |_| |_| |_| \_/ \__,_|\__\___| |_____/|_| |_|\___V 2.1 if you need WebShell for Seo everyday contact me on Telegram Telegram Address : @jackleetFor_More_Tools:
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<title>Um perfil antropol�gico dos principais grupos humanos que procuram
hospitais</title>
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<div style="text-align: center;"><br>
<h3>Um perfil antropol�gico dos principais grupos humanos que procuram
hospitais </h3>
<div style="text-align: justify;"> <br>
</div>
</div>
<br>
11 de junho de 2009 | Autor: antonini</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"><span
style="color: blue;">O PIMBA</span> (<span style="color: blue;">P</span>obre/<span
style="color: blue;">I</span>mundo/<span style="color: blue;">M</span>ulambento/<span
style="color: blue;">B</span>�bado/<span style="color: blue;">A</span>tropelado):</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Grupo formado por adultos jovens que chegam � emerg�ncia em estado
lastim�vel, com um cheiro insuport�vel, enchendo o saco do m�dico
assistente, arrancando todas as pun�es venosas, isso quando n�o
est�o cheio de escoria�es e cortes que obrigam o plantonista a
gastar horas com suturas chatas. Normalmente chegam em hor�rios
inconvenientes, como troca de plant�o, no meio da madrugada, hora do
almo�o e na hora do seu hor�rio noturno. Possuem em comum uma
citoquina, a mulambi na, que os protege das mais tem�veis feridas.
Normalmente quando tomam banho ou ficam s�brios a mulambina fica
indetect�vel e o paciente evolui para coma e choque. Em PIMBA foi
detectado uma citoquina variante, a banditina, muito mais potente,
que o fazem sobreviver a, por exem plo, 14 tiros de AR-15 na
barriga. </span></p>
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"><span
style="color: blue;">A CRACA</span> = Pior pesadelo dos m�dicos
plantonistas.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Grupo formado por idosos, principalmente mulheres, sempre com mais
de 70 anos. Chegam sempre faltando 20 minutos para a hora da troca
de plant�o ou quando vc est� ocupado com v�rios casos.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Trazidas p elos familiares em cadeira de rodas, todos com cara de
muito assustados. N�o conseguem andar, falar, colaborar, ver, ouvir
ou sentir. Em muitos casos s�o pessoas que j� passaram do quarto AVC
e possuem, al�m de DM e HAS, v�rias doen�as por sistema/aparelho.
O m�dico � obrigado a medir press�o e fazer exame
f�sico nas posi�es mais variadas e inusitadas, ao mesmo tempo que
tem que ficar escutando os familiares, loucos para se livrarem do
abacaxi, dizendo que ela �n�o pode ter alta� e �precisa ficar
internada�. Ap�s gastar v�rias horas ouvindo queixas dos familiares
e gemidos, descobre-se que era apenas uma desidrata��o.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Quando o m�dico tem azar, descobre que foi broncoaspira��o e precisa
intubar uma velhinha n�o colaborativa com uma cifose t�o intensa que
se ficar em dec�bito dorsal, ela tomba para o lado, e o pior, o pe
sco�o � curto e torto obrigando a voc� enfiar o laringo enviesado. O
problema � que sempre quando vc acaba de intubar, a velhinha p�ra e
morre. A merda � explicar aos familiares� </span></p>
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"><span
style="color: blue;">O GRIPADO</span> = Grupo mais numeroso das
emerg�ncias:</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
S�o pessoas que n�o toleram uma leve tosse, faringite ou cefal�ia,
acham que 37 graus � febre mortal e v�o te aporrinhar, sempre
chegando em grupos de 4 ou 5 de uma vez s�.. O principal hor�rio de
chegada � quando a sua refei��o chega e nos 30 minutos antes do fim
do plant�o diurno. Todos tem plano de sa�de e �j� que tem plano, tem
mais � que gastar�.
Quando d�-se o diagn�stico, eles normalmente
falam que �j� sabiam� e �n�o precisa prescrever porque eu tenho o
rem�dio em casa�. Uma parcela �que est� no m�dico� e come�a a
fazer um hist�rico de queixas e sintomas que tiveram ao longo de
suas infelizes vidas e querem que o m�dico (�aquele fdp que n�o
trabalha�) resolva tudo naquele momento. </span></p>
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"><span
style="color: blue;">O PITI</span> = Figura hist�rica das
emerg�ncias.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
A defini��o envolve toda a sorte de mulheres que chegam � emerg�ncia
dando ataques hist�ricos e/ou alegando sintomas incompat�veis com a
cl�nica e exame normal. Por tr�s, sempre uma hist�ria de brigas com
namorados, maridos, filhos, etc.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
No PITI CL�SSICO, a pessoa chega com contratura de todos os membros,
boca e olhos, parece estar possu�da Possui o sinal do el�stico
(Quando o m�dico estica o bra�o, a paciente puxa de volta) e o
patognom�nico sinal do flutter ocular (Ao pousar os dedos sobre as
p�lpebras for�adamente fechadas, o m�dico sente no dedo uma n�tida
fibrila��o, resultante do esfor�o gerado pela contratura).</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Ao contr�rio da pessoa desmaiada, ao tentar-se abrir as p�lpebras, a
paciente as fecha de volta (sinal do pseudo-rebote palpebral). O
PITI CL�SSICO � tratado com uma breve psicoterapia. Basta prometer,
em alto som, um tratamento que seja humilhante e muito doloroso e
que n�o se importa com isso porque a paciente est� mesmo desmaiada e
�n�o ir� sentir�. Em poucos segundos a pessoa volta ao normal e
deseja ir embora. Existe as variantes PITI F L�CIDA, quando a
paciente chega �desfalecida�, carregada no colo pelo companheiro, e
esta sempre tem uns quilinhos a mais (gorda feia).</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
A variante PITIZINHA � nada menos a filha da PITIZEIRA que ao chegar
na emerg�ncia e ver a m�e no leito d� tamb�m um ataque hist�rico.
Apesar da vontade de bater na cara da mulher, o m�dico � obrigado a
ocupar mais um leito e fazer a �psicoterapia�.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Apesar de n�o ser comum, o PITI masculino, quando ocorre, costuma
ser mais grave e indica investiga��o de etiologia pr�pria, como
hist�ria familiar (criado pela av�), exame f�sico com pesquisa de
prega furicular, sinal do pseudo-flapping, pseudo-anquilose
cervical, lordose acentuada, sinal da ma�� e teste de HIV. </span></p>
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; color: #0000ff; font-family: 'times new roman';">O
ESPERTALH�O:</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Normalmente homens, adultos jovens que chegam sempre em hor�rios que
n�o os do almo�o, caf� da manh� ou noite. Come�am com uma hist�ria
comprida, com v�rios sinais e sintomas incompat�veis, associa�es
entre exposi��o e sintomas exdr�xulos, cl�nica incompat�vel. At�
que, quando voc� est� para pedir uma Kaiser, eles revelam a que
vieram: �me d� o dia doutor�, pois n�o podem ou n�o foram trabalhar
hoje. Existe a variante CARA DE PAU, que pede atestados para o resto
da semana e s� aparece nas quartas ou quintas e a variante CRETINO,
que pede atestados para dias anteriores j� devidamente enforcados. </span></p>
<p><span style="font-weight: bold; color: #0000ff; font-family: 'times new roman';">O
DOUTOR:</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Normalmente pessoas de meia idade. J� chegam dizendo a doen�a que
t�m, o rem�dio que devem tomar e os exames que devem ser
solicitados.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Ao chamar esse paciente de �colega� e perguntar �aonde o sr./sra. se
formou� eles reagem espantados, sem gra�a e dizem que n�o s�o
m�dicos mas que �mais de uma dezena de m�dicos j� falaram o que ele
tem� e que �somente o que foi pedido faz efeito nele�. Existe a
variante �CHECK-UP�, pessoas que procuram emerg�ncias para fazer
�check-up� e/ou solicitar exames por conta pr�pria.</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Em comum s�o o total desconhecimento do que est�o fazendo e a
solicita��o de exames que n�o ter�o NENHUM progn�stico em sua
expectativa de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: bold; font-size: 16px; color: #0000ff; font-family: 'times new roman';">A
FILHA DA PUTA:</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">
Grupo feminino heterog�neo que sempre aparece na emerg�ncia �s
2:00am pelos motivos mais idiotas poss�veis como gripe, faringite,
dor no ded�o e outras emerg�ncias urgent�ssimas. A frase padr�o �
�em primeiro lugar bom dia, doutor. Me desculpa por estar aqui a
essa hora, mas�.�</span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; color: #0000ff; font-family: 'times new roman';">A
MELHOR M�E DO MUNDO<br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">Variante
pedi�trica, parece no PSI a partir das 22h da noite. Seu rebento-
que est� praticamente pendurado no lustre do consult�rio, est�
obviamente muito doente, gripado, o nariz escorre e � obvio � ele
n�o come absolutamente NADA. Quando questionada sobre a frequencia
com que vai ao consult�rio do pediatra, a mesma responde que n�o
precisa mais passar de rotina, que o colega pediatra deu �alta�- o
que n�o existe na puericultura at� os 12 anos!!! Quando informada
do diagn�stico, solta imediatamente a frase- � Vou chamar meu
marido- voc� pode repeir PRA ELE o que est� falando pra
mim???!!!!� Como se o diagn�stico mudasse frente a pais
trogloditas e mal educados, normalmente ausentes, que resolvem ser
machos na frente do pediatra do PS. Existem as variantes- �Vou
chamar minha m�e�- no caso, av� do pimpolho ( uma senhora
muuuuuuuuuito mais exper iente com uma verruga no nariz e vassoura
no corredor)�</span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; color: #0000bf; font-family: 'times new roman';">PAIN
(PAIS INTERNETS)</span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">Estes
s�o �timos� sabem exatamente tudo que seu newborn baby, de apenas
640gr que nasceu na maca, sem pre natal, por ITU n�o tratada, que
voc� pediatra infeliz de plant�o sup�em que a felizarda mamy
tenha�apresentam e poder�o vir a apresentar., afinal leram
TUDO na internet, o que voc� levou aproximadamente 10 anos para
aprender�Perguntam mais de mil vezes para que servem TODAS as
luzinhas em volta da �chocadeira� e inclusive d�o palpites na
conduta m�dica- tipo-� Ele est� com muito rem�dio na veia, por
isso n�o acorda!! !� ou ainda fazem coment�rio de quem
realmente entende do assunto e compreendeu toda a situa��o: � Mas
doutora, quando ele vai poder mamar no peito?� � tipo com 640gr,
intubado, com dopa/dobuta e etc� ainda: �Mas tirando tudo isso ele
t� bem? Assim� alta mais ou menos pra quando heim???�- Essa �
�tima!!!!</span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"><span
style="color: #0000ff;">POR FIM- TEMOS OS <a href="http://p.a.re/"
target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color: #0000ff;">P.A.RE</span></a>.
( PAIS ALTAMENTE RELIGIOSOS</span>) <span style="color: #0000ff;">OU
CARINHOSAMENTE CONHECIDOS COMO AM�M:</span></span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">Esse
grupo de pais, geralmente de prematuros ou beb�s graves, s�o
�timos, n�o pela f�, � claro, mas pela corela��o que eles fazem
dos m�dico s de plant�o. Quando informados da situa��o grave,
Jesus � o plantonista da noite sempre vai ajudar, at� Deus, o
diarista da manh� chegar, � claro�.mas quando o beb� evolui mal�.�
Pai, seu beb� est� muito grave� Jesus vai aben�oar�. Pai, seu beb�
n�o teve melhora� Deus t� olhando por n�s� Pai, seu beb�
infelizmente faleceu- M�dico filha da puta que n�o fez nada,eu n�o
estava nem sabendo que meu filho estava t�o grave!!! Quero uma
c�pia do prontu�rio�.!�</span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-size: 16px; font-family: 'times new roman';"> </span><br>
<span style="font-weight: bold; font-size: 16px; font-family: 'times new roman';">TEM
QUE TER UMA PACI�NCIA�.</span></span></p>
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