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<title>Tumores pr�-hist�ricos colocam em debate o peso da vida moderna no
c�ncer</title>
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<h3>Tumores pr�-hist�ricos colocam em debate o peso da vida moderna no
c�ncer<br>
</h3>
<div style="text-align: justify;">
<div class="posttitle">
<div class="date"> 8 de janeiro de 2011 | Autor: <a href="http://antonini.ddns.net/com/?author=1"
title="Posts de antonini" rel="author">antonini</a> </div>
</div>
<p style="text-align: justify;">Quando escavaram uma colina de
sepultamento na regi�o russa de Tuva, h� aproximadamente dez anos,
os arque�logos literalmente encontraram ouro. Encurvados no ch�o
de uma sala interna havia dois esqueletos, um homem e uma mulher,
cercados por indument�rias reais de 27 s�culos atr�s: toucas e
mantos adornados com imagens de ouro de cavalos, panteras e outros
animais sagrados.<span id="more-13375"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img src="../img/tumores_pre-historicos.jpg"
alt="" align="right">Mas para os paleopatologistas � estudiosos
das doen�as antigas -, o tesouro mais rico era a abund�ncia de
tumores em praticamente todos os ossos do corpo masculino. O
diagn�stico: o caso de c�ncer na pr�stata mais antigo de que se
tem not�cia.</p>
<p style="text-align: justify;">A pr�stata em si j� havia se
desintegrado h� muito tempo. Por�m, c�lulas malignas da gl�ndula
haviam migrado seguindo um padr�o familiar, deixando cicatrizes
identific�veis. Prote�nas extra�das do osso testaram positivo para
PSA (sigla em ingl�s para ant�geno prost�tico espec�fico).</p>
<p style="text-align: justify;">Frequentemente considerado uma
doen�a moderna, o c�ncer sempre esteve conosco. Onde os cientistas
discordam � sobre o quanto ele foi amplificado pelos doces e
amargos frutos da civiliza��o. Ao longo das d�cadas, arque�logos
descobriram cerca de 200 casos poss�veis de c�ncer datando de
tempos pr�-hist�ricos. No entanto, considerando-se as dificuldades
de extrair estat�sticas de ossos antigos, isso significa pouco ou
muito?</p>
<p style="text-align: justify;">Um recente relat�rio de dois
egipt�logos, publicado na revista �Nature Reviews: Cancer�,
revisou a literatura, concluindo que existe uma �arrebatadora
raridade de perversidades� em antigos restos mortais humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">�A raridade do c�ncer na antiguidade
sugere que tais fatores se limitam a sociedades que s�o afetadas
por quest�es da vida moderna, como o uso do tabaco e a polui��o
industrial�, escreveram os autores, A. Rosalie David, da
Universidade de Manchester, e Michael R. Zimmerman, da
Universidade Villanova. Tamb�m entram na lista obesidade, h�bitos
alimentares, pr�ticas sexuais e reprodutivas, e outros fatores
frequentemente alterados pela civiliza��o.</p>
<p style="text-align: justify;">Na internet, relatos da m�dia
fizeram a quest�o soar inequ�voca: �O c�ncer � uma doen�a criada
pelo homem�; �A cura para o c�ncer: viver como em nos velhos
tempos�. Mesmo assim, muitos especialistas m�dicos e arque�logos
n�o ficaram t�o impressionados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Expectativa de vida</strong></p>
<p style="text-align: justify;">�N�o existem raz�es para achar que o
c�ncer � uma doen�a nova�, disse Robert A. Weinberg, um
pesquisador de c�ncer do Instituto Whitehead de Pesquisa
Biom�dica, em Cambridge, Massachusetts, e autor do livro did�tico
�A Biologia do C�ncer�. �Em tempos passados, a doen�a era menos
comum porque as pessoas acabavam morrendo cedo, por outros
motivos�.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra considera��o, segundo ele, � a
revolu��o na tecnologia m�dica: �Hoje, n�s diagnosticamos muitos
c�nceres � de mama e de pr�stata � que, em �pocas passadas, teriam
passado despercebidos e sido levados ao t�mulo quando a pessoa
morresse de outras causas, n�o relacionadas�.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com tudo isso sendo
contabilizado, existe um problema fundamental em estimar a
ocorr�ncia de c�ncer na antiguidade. Duzentos casos podem n�o
parecer muito. Mas a escassez de evid�ncias n�o � uma prova de
escassez. Tumores podem permanecer ocultos dentro dos ossos, e
aqueles que fazem seu caminho para fora podem fazer com que o osso
se desintegre e desapare�a. Mesmo com todos os esfor�os dos
arque�logos, somente uma fra��o da pilha de ossos humanos foi
coletada, sendo imposs�vel saber o que permanece escondido por
baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Anne L. Grauer, presidente da
Associa��o de Paleopatologia e antrop�loga da Universidade Loyola
de Chicago, estima que existam cerca de 100 mil esqueletos nas
cole�es osteol�gicas do mundo todo, e uma grande maioria n�o foi
examinada por raios-X ou estudada com t�cnicas mais modernas.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo uma an�lise da Ag�ncia de
Refer�ncia da Popula��o, o total acumulado de todos que viveram e
morreram at� o ano 1 d.C. j� se aproximava de 50 bilh�es, e havia
quase dobrado em 1750 (essa an�lise refuta a comum afirma��o de
que haveria mais pessoas vivas hoje do que o total que j� viveu na
terra). Se essa conta se confirmar, o n�mero de esqueletos no
banco de dados arqueol�gico mal representaria um d�cimo mil�simo
de 1 por cento do total.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa min�scula amostra, nem todos
os restos mortais est�o completos. �Por um bom tempo, os
arque�logos s� coletaram cr�nios�, afirmou Heather J.H. Edgar,
curadora de osteologia humana do Museu Maxwell de Antropologia da
Universidade do Novo M�xico. �Para a maioria, n�o h� como saber o
que o resto dos esqueletos poderia dizer sobre a sa�de daquelas
pessoas�.</p>
<p style="text-align: justify;">Ent�o como os cientistas podem
avaliar, por exemplo, a import�ncia dos poucos exemplos
fossilizados de osteossarcoma, um raro c�ncer nos ossos que afeta
principalmente pessoas jovens? O caso mais antigo foi
provavelmente encontrado em 1932, pelo antrop�logo Louis Leakey,
num parente pr�-hist�rico do homem. Hoje, a incid�ncia anual de
osteossarcoma entre jovens com menos de 20 anos � de
aproximadamente cinco casos a cada 1 milh�o de pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">�Seria preciso examinar dez mil
indiv�duos para encontrar um caso�, disse Mel Greaves, professor
de biologia celular no Instituto de Pesquisa do C�ncer, na
Inglaterra, e autor de �Cancer: The Evolutionary Legacy� (C�ncer:
O legado evolutivo, em tradu��o livre). Ainda n�o foi examinado um
n�mero suficiente de restos mortais adolescentes, disse ele, para
chegar a uma conclus�o significativa.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem mais complica�es: mais de
99% dos casos de c�ncer se originam n�o nos ossos, mas em �rg�os
mais macios, que entram rapidamente em decl�nio. A menos que o
c�ncer se espalhe para os ossos, ele provavelmente n�o ser�
registrado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>M�mias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Teoricamente, as m�mias antigas
seriam uma exce��o. Por�m, tamb�m aqui as descobertas foram
poucas.</p>
<p style="text-align: justify;">Apenas em raras ocasi�es os
patologistas conseguem colocar as m�os numa m�mia comparativamente
recente, como Ferrante 1� de Aragon, rei de N�poles, morto em
1494. Quando seu corpo foi autopsiado, cinco s�culos depois,
descobriram que um adenocarcinoma, que come�a em tecidos
glandulares, havia se espalhado aos m�sculos da bacia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estudo molecular revelou um erro
tipogr�fico num gene que regula a divis�o celular � um G havia se
tornado um A -, o que sugeria c�ncer colorretal. A causa, segundo
os autores, poderia ser um consumo exagerado de carne vermelha.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, centenas de
m�mias eg�pcias e sulamericanas geraram alguns outros casos. Um
raro tumor, chamado rabdomiosarcoma, foi encontrado no rosto de
uma crian�a chilena que viveu em algum ponto entre 300 e 600 d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Zimmerman, coautor da recente
revis�o, descobriu um carcinoma retal numa m�mia do per�odo entre
200 e 400 d.C., e ele confirmou o diagn�stico com uma an�lise
microsc�pica do tecido � a primeira, segundo ele, na
paleopatologia eg�pcia.</p>
<p style="text-align: justify;">�A verdade � que o n�mero de m�mias
e esqueletos realmente antigos com evid�ncias de c�ncer �
insignificante�, explicou ele. �Simplesmente n�o conseguimos
encontrar nada como a incid�ncia moderna de c�ncer�.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora a expectativa de vida m�dia
fosse menor no Egito antigo do que atualmente, Zimmerman afirma
que muitos indiv�duos, especialmente os ricos, viviam tempo o
bastante para contrair outras doen�as degenerativas. Sendo assim,
por que n�o o c�ncer?</p>
<p style="text-align: justify;">Outros especialistas sugeriram que a
maioria dos tumores teria sido destru�da pelos invasivos rituais
da mumifica��o eg�pcia. Por�m, num estudo publicado em 1977,
Zimmerman mostrou que era poss�vel as evid�ncias sobreviverem.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um experimento, ele coletou o
f�gado de um paciente moderno que havia sucumbido ao c�ncer
metast�tico no c�lon, o secou num forno e em seguida o reidratou �
demonstrando, segundo ele, que �as caracter�sticas do c�ncer s�o
bem preservadas pela mumifica��o, e que tumores mumificados ficam,
na realidade, mais bem preservados que o tecido comum�.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Esqueletos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quanto aos esqueletos, por�m, o
problema permanece: considerando-se o tamanho reduzido da amostra,
exatamente quanto de c�ncer os cientistas deveriam esperar
encontrar?</p>
<p style="text-align: justify;">Para se ter uma ideia por alto, Tony
Waldron, paleopatologista da University College London, analisou
relatos de mortalidade humana de 1901 a 1905 � per�odo recente o
bastante para garantir registros razoavelmente bons, e antigo o
bastante para evitar contaminar os dados com, por exemplo, o pico
do c�ncer de pulm�o nas �ltimas d�cadas devido � popularidade do
cigarro.</p>
<p style="text-align: justify;">Contabilizando varia�es na
expectativa de vida e a probabilidade de diferentes males se
espalharem aos ossos, ele estimou que, numa �montagem
arqueol�gica�, o c�ncer poderia ser esperado em menos de 2% dos
esqueletos masculinos, e entre 4 e 7% dos esqueletos femininos.</p>
<p style="text-align: justify;">Andreas G. Nerlich e colegas, em
Munique, testaram a previs�o em 905 esqueletos de duas necr�poles
eg�pcias da antiguidade. Com a ajuda de raios-X e exames de
tomografia computadorizada, eles diagnosticaram cinco c�nceres �
n�mero compat�vel com as expectativas de Waldron. E, conforme
previam suas estat�sticas, 13 c�nceres foram encontrados em 2.547
restos mortais enterrados num oss�rio do sul da Alemanha entre
1400 e 1800 d.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Para ambos os grupos, segundo os
autores, os tumores malignos �n�o apareceram numa quantidade
significativamente menor que a esperada�, em compara��o com a
Inglaterra do in�cio do s�culo 20. Eles conclu�ram que �a atual
eleva��o da frequ�ncia de tumores nas popula�es presentes est�
muito mais relacionada ao aumento da expectativa de vida do que a
fatores b�sicos ambientais ou gen�ticos�.</p>
<p style="text-align: justify;">Com t�o pouco material para
prosseguir, a arqueologia pode nunca obter uma resposta
definitiva. �Podemos dizer que o c�ncer certamente existia, e
provavelmente numa frequ�ncia menor do que a atual�, disse Arthur
C. Aufderheide, professor em�rito de patologia na Universidade de
Minnesota e co-autor da Enciclop�dia de Paleopatologia de
Cambridge. Esse pode ser o m�ximo de certeza que jamais teremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme os cientistas continuam
investigando, pode haver algum consolo em saber que o c�ncer n�o �
inteiramente culpa da civiliza��o. No curso natural da vida, as
c�lulas de uma criatura precisam estar constantemente se dividindo
� milh�es de vezes por segundo. Algumas vezes, algo sair� errado.</p>
<p style="text-align: justify;">�Quando voc� cria complexos
organismos multicelulares e permite que c�lulas individuais
proliferem, o c�ncer se torna uma inevitabilidade�, disse
Weinberg, do Instituto Whitehead. �Ele � simplesmente uma
consequ�ncia da crescente entropia, crescente desordem�.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele n�o estava sendo fatalista. Ao
longo das gera�es, os corpos criaram barreiras formid�veis para
manter c�lulas rebeldes na linha. Parar de fumar, perder peso,
comer alimentos saud�veis e tomar outras medidas preventivas pode
adiar o c�ncer por d�cadas. At� morrermos de outra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">�Se viv�ssemos por tempo
suficiente�, observou Weinberg, �mais cedo ou mais tarde todos n�s
ter�amos c�ncer�.</p>
<div id="credito-texto">
<div id="autor">Por <strong>George Johnson</strong></div>
<div id="local-noticia">The New York Times</div>
<div>Transcrito do <strong>UOL Not�cias</strong></div>
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</div>
</div>
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