__ __ __ __ _____ _ _ _____ _ _ _ | \/ | \ \ / / | __ \ (_) | | / ____| | | | | | \ / |_ __\ V / | |__) | __ ___ ____ _| |_ ___ | (___ | |__ ___| | | | |\/| | '__|> < | ___/ '__| \ \ / / _` | __/ _ \ \___ \| '_ \ / _ \ | | | | | | |_ / . \ | | | | | |\ V / (_| | || __/ ____) | | | | __/ | | |_| |_|_(_)_/ \_\ |_| |_| |_| \_/ \__,_|\__\___| |_____/|_| |_|\___V 2.1 if you need WebShell for Seo everyday contact me on Telegram Telegram Address : @jackleetFor_More_Tools:
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN">
<html>
<head>
<meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=ISO-8859-1">
<title>�cido �rico</title>
<link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen">
</head>
<body>
<div style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt=""
src="../img/logo2.jpg"></div>
<div id="container">
<div id="header" title="sitename"></div>
<div class="blogentry">
<div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" width="800" height="20"
frameborder="0"></iframe></div>
<div style="text-align: center;"><br>
<h3>�cido �rico<br>
</h3>
<br>
</div>
31 de maio de 2013 | Autor: antonini<br>
<div style="text-align: center;"><img src="../img/1143.gif" alt=""><br>
</div>
<br>
<br>
<strong>Base fisiol�gica</strong><br>
� o principal metab�lico das purinas ingeridas pelo homem, e forma-se a
partir da xantina por oxida��o pela enzima xantina-oxidase. � um �cido
fraco, com pKa em torno de 10,3. Existe nos tecidos sob a forma de
uratos que s�o filtrados nos glom�rulos e a urina consegue dissolver
aproximadamente o dobro da quantidade sol�vel em �gua. O �cido �rico
(uratos) se eleva muito em tratamentos por drogas quimioter�picas em
pacientes em preparo para transplante de medula �ssea, ou em caso de
carcinomas. � excretado pelos rins.<br>
<br>
<strong>Doen�as associadas ao �cido �rico</strong><br>
<br>
<strong>Gota</strong><br>
Mol�stia metab�lica genericamente transmitida , � caracterizada por um
aumento na concentra��o de �cido �rico no soro ou no plasma, aumentando
no total de �cido �rico no organismo e deposi��o nos tecidos. O aumento
da concentra��o de �cido �rico no soro ou plasma pode acompanhar um
aumento do catabolismo de nucleoprote�na.<br>
<br>
� o principal metab�lico das purinas ingeridas pelo homem, e forma-se a
partir da xantina por oxida��o pela enzima xantina-oxidase. � um �cido
fraco, com pKa em torno de 10,3. Existe nos tecidos sob a forma de
uratos que s�o filtrados nos glom�rulos e a urina consegue dissolver
aproximadamente o dobro da quantidade sol�vel em �gua. No hospital
geral, a solicita��o de exame de �cido �rico � feita em maior n�mero
pelas unidades de Quimioterapia de Alto Risco e Transplante de Medula
�ssea, tanto a ambulatorial (quarto andar do anexo B), quanto a unidade
de interna��o (d�cimo quinto andar do Hospital), visto que o �cido �rico
(uratos) se eleva muito em tratamentos por drogas quimioter�picas.<br>
<br>
O doseamento do �cido �rico no sangue � feito pela leitura
espectrofotom�trica da cor do produto da seguinte rea��o:<br>
<br>
O exame de �cido �rico, al�m de servir de controle nos tratamentos por
quimioterapia, tamb�m � necess�rio para diagn�stico da gota, visto que
esse metab�lito se deposita nas articula�es provocando edema,
inflama��o e at� les�o articular, mas a pior conseq��ncia da
hiperuricemia s�o as les�es de retina, pois o �cido �rico ataca os
receptores deste tecido podendo at� levar � cegueira irrevers�vel.<br>
<br>
A determina��o dos n�veis de �cido �rico tem import�ncia em alguns
dist�rbios metab�licos das purinas, com especial aten��o para a gota.<br>
<br>
Estas desordens produzidas por v�rias causas, tem como dado fundamental
um aumento do �pool� do �cido �rico, traduzido na maioria das vezes por
um n�vel s�rico de �cido �rico, ou seja, hiperuricemia.<br>
<br>
� necess�rio frisar-se de antem�o a diferen�a importante entre um estado
hiperuric�mico e a doen�a chamada gota.<br>
<br>
Podemos assim encontrar hiperuricemia em v�rias situa�es, sem que
tenhamos manifesta�es cl�nicas ou an�tamo-patol�gicas desta
anormalidade. Quando em decorr�ncia da hiperuricemia, temos
precipita�es de cristais de monourato de s�dio em membrana sinovial,
cartilagem articular, celular subcut�neo ou rins, temos configurada a
entidade nosol�gica gota ou artropatia �rica.<br>
<br>
Conhecemos, assim, v�rios fatores que podem provocar uma hiperuricemia
n�o gotosa:<br>
<br>
<ul>
<li>Psicossociais e sociol�gicos</li>
<li>H�bitos alimentares</li>
<li>Inatividade f�sica</li>
<li>Obesidade</li>
<li>Doen�as {que provocam lise celular)</li>
<li>Insufici�ncia renal</li>
<li>Medicamentos</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">Com rela��o � doen�a gota, didaticamente, podemos
separ�-la em:<br>
<br>
<ul>
<li>prim�ria</li>
<li>secund�ria</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">A prim�ria, a mais comum, � a aquela de causa
desconhecida e ligada a fatores gen�ticos.<br>
<br>
A secund�ria, ao contr�rio, desenvolve-se como explica��o de alguma
doen�a (s�ndromes mieloproliferativas, intoxica��o saturn�nica,
insufici�ncia renal, poliglobulia, etc.) ou em decorr�ncia da a��o de
certos medicamentos, por exemplo, diur�ticos.<br>
<br>
Muitas vezes � dif�cil separar-se uma gota prim�ria de uma secund�ria,
como tamb�m � interessante lembrar.<br>
<br>
O �cido �rico do plasma � filtrado pelos glom�rulos e reabsorvido, em
seguida, pelos t�bulos em propor��o aproximada de 90%. Representa no
homem o produto final do metabolismo das purinas. O teor de �cido �rico
no plasma � muito influenciado por fatores extra-renais, al�m dos
renais.<br>
<br>
<strong>Metabolismo da Purina e da Pirimidina no Ser Humano</strong><br>
As purinas e as pirimidinas s�o bases c�clicas complexas que, como seus
respectivos nucleot�deos, constituem a estrutura qu�mica das informa�es
gen�ticas e da transcri��o e tradu��o dessas informa�es em estrutura
prot�ica nas c�lulas vivas. Como constituinte de ATP, GTP, UTP, NAD, FAD
e outras mol�culas, tamb�m recebem e transferem seletivamente a energia
para finalidades metab�licas. Como AMP e GMP c�clicos, funcionam como
importantes sistemas reguladores, muitas vezes como o sinal final da
a��o hormonal. Em certo sentido, todos os dist�rbios gen�ticos s�o
dist�rbios do �metabolismo� das purinas e pirimidinas enquanto expressos
na seq��ncia linear de informa�es expressas atrav�s do c�digo triplo.
Nesta se��o, entretanto, esse termo ser� usado em seu sentido mais
restrito, aplicado �s anormalidades que foram demonstradas na s�ntese ou
degrada��o das purinas ou pirimidinas em si ou de seus respectivos
nuclos�dios ou nucleot�dios.<br>
<br>
<strong>Metabolismo das Purinas</strong><br>
As bases da purina de import�nica no metabolismo humano est�o ilustradas
na figura 1, com uma indica��o das fontes fundamentais dos �tomos
constituintes. H� utiliza��o limitada de purinas da dieta pr�-formadas e
reutiliza��o consider�vel, embora ainda n�o quantificada, de bases de
purina liberadas durante o catabolismo por um processo conhecido como
�s�ntese de salvamento� dos nucleot�dios de purina. Entretanto, a
maioria das purinas � produzida por uma neo-s�ntese, a uma velocidade de
aproximadamente 4 mmol por dia num adulto de estatura mediana. Em
equil�brio, uma quantidade semelhante � metabolizada em uma forma
n�o-utiliz�vel, em grande parte �cido �rico (0,7 g), da qual dois ter�os
a tr�s quartos s�o excretados na urina. O �cido �rico restante �
secretado para o trato gastrintestinal para ser ali destru�do por
metabolismo bacteriano.<br>
<br>
<strong>Catabolismo das Purinas</strong><br>
O produto final do catabolismo de purinas no ser humano � o �cido �rico,
que � totalmente sintetizado pelas oxida�es seq�enciais da hipoxantina
e da xantina catalisadas pela xantina oxidase (conforme figura 2). A
hipoxantina � produzida diretamente a partir da inosina e da
desoxiinosina pela a��o da purina nucleos�dio fosforilase e, mas
remotamente, a partir da adenosina e da desoxiinosina catalisadas pela
adenosina desaminase. A guanina, como base livre, deriva da guanosina ou
da desoxiguanosina, mais uma vez cataisadas pela purina nucleos�dio
fosforilase e depois ixidativamente desaminada em xantina catalisada por
guanase. Essas vias s�o pertinentes tanto para as fontes ex�genas
(diet�ticas) de purinas quanto para as fontes end�genas. A xantina
oxidase � encontrada em sua maior concentra��o no f�gado e nos
intestinos, mas tamb�m exibe atividade vestigial nos rins, no ba�o e nos
m�sculos.<br>
<br>
<strong>Destino do �cido �rico</strong><br>
O �cido �rico � produto final do metabolismo de purina no ser humano (e
certos outros primatas, p�ssaros e r�pteis) ao contr�rio de outros
mam�feros que hidrolisam urato relativamente insol�vel em alanto�na
altamente sol�vel com a enzima uricase. O tamanho do pool do urato
extracelular varia conforme o sexo e a estatura, sendo maior no homem,
mas geralmente se situa numa gama de 600 a 1200 mg. Aproximadamente dois
ter�os desse pool se renovam diariamente num estado de equil�brio
est�vel, isto �, excretado e substitu�do por nova forma��o de urato. A
figura 3 ilustra os n�veis s�ricos normais de urato nos homens e
mulheres, de acordo com a idade. � prov�vel que n�o mais de 5% de urato
se combine com as prote�nas plasm�ticas (albumina e uma globulina de
liga��o com a1- a2-urato) in vivo. A um pH de 7,40 o urato existe em
grande parte em sua forma de sal de s�dio.<br>
<br>
O urato � excretado tanto pelos rins (dois ter�os a tr�s quartos) quanto
pelo trato intestinal enquanto constituinte da saliva, do suco g�strico,
do suco pancre�tico, do suco ent�rico e da bile. O urato que entra nos
intestinos � destru�do pelas enzimas bacterianas. Se forem usados
antibi�ticos para produzir bacteriostase, o urato livre pode ser
recuperado nas fezes. N�o se disp�es de muitas informa�es sobre as
vari�veis da excre��o intestinal do urato, inclusive sobre poss�veis
efeitos dos agentes farmac�uticos. Os agentes que intensificariam a
excre��o relativa do urato pelo intestino seriam de import�ncia
terap�utica evidente na invers�o da hiperuricemia sem os perigos da
passagem do urato atrav�s dos rins. At� hoje n�o se conhecem esses
agentes.<br>
<br>
A excre��o do urato pelo rim humano � complexa e n�o pode ser
considerada aqui com detalhes. Todo (ou quase todo: >95%) o urato
plasm�tico � filtrado pelo glom�rulo. A reabosor��o tubular ativa do
urato ocorre no t�bulo proximal em liga��o estreita com a de outros
componentes do filtrado, especilamente o s�dio. Simultaneamente h�
secre��o tubular l�quida do urato, seguida ainda por reabsor��o
p�s-secret�ria (Figura 4). O resultado final desse intrincado processo
de filtra��o e reabsor��o e secre��o combinadas � um �clearance� de
aproximadamente 6 a 8% do da insulina.<br>
<br>
<strong>Dist�rbios do Metabolismo da Purina</strong><br>
H� alguns dist�rbios do metabolismo da purina que ocorrem
espontaneamente no ser humano, seja como defeito gen�tico ou como
anormalidades adquiridas. Os dist�rbios que aqui ser�o sucintamente
estudados est�o arrolados na tabela 1. Daremos maior aten��o � patogenia
desses dist�rbios na medida da disponibilidade de explica�es
decorrentes do conhecimento atual sobre o metabolismo normal da purina.<br>
<br>
TABELA 1 � Dist�rbios do Metabolismo das Purinas<br>
__________________________________________________________________<br>
<br>
<strong>Gota</strong>:<br>
<br>
<ul>
<li>metab�lica (superprodu��o) prim�ria e secund�ria.</li>
<li>renal (subexcre��o) prim�ria e secund�ria</li>
<li>Defici�ncia de hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase</li>
<li>(S�ndrome de Lesch-Nyhan e variantes)</li>
<li>Defici�ncia de adenina fosforribosiltransferase</li>
<li>Dist�rbios purinog�nicos da fun��o imune</li>
<li>defici�ncia de adenosina desaminase</li>
<li>defici�ncia de purina nucleos�dio fosforilase</li>
<li>Defici�ncia de mioadenilato desaminase</li>
<li>Excesso de adenosina desaminase</li>
<li>Xantin�ria</li>
<li>Defici�ncias de folato e vitamina B12</li>
<li>Di�tese de c�lculos de �cido �rico</li>
</ul>
__________________________________________________________________<br>
<br>
A gota � sem d�vida o dist�rbio mais importante do metabolismo das
purinas no ser humano. Pode ser definida como um grupo de dist�rbios do
metabolismo das purinas que produz hiperuricemia cont�nua. Quando
clinicamente manifesta, est� associada a uma ou mais das seguintes
caracter�sticas:<br>
� artrite aguda e inflamat�ria:<br>
<br>
<ul>
<li>deposi��o de urato de s�dio em v�rios tecidos, na forma de tofos;</li>
<li>c�lculos renais de �cido �rico;</li>
<li>insufici�ncia renal.</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">A fisiopatologia da gota pode ser discutida com
base na resposta a duas perguntas:<br>
<br>
<ul>
<li>O que causa as manifesta�es espec�ficas desse complexo de
doen�as?</li>
<li>O que causa a hiperuricemia, que � a principal caracter�stica da
gota?</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry"><strong>Manifesta�es da Gota</strong><br>
Todas as manifesta�es da gota podem ser atribu�das ao ac�mulo ou �
concentra��o excessiva de urato no organismo. N�o h� provas de que o
urato em solu��o seja lesivo ao hospedeiro. Portanto, todas as
carater�sticas cl�nicas da gota resultam direta ou indiretamente da
cristaliza��o do sal s�dico de urato no organismo ou de �cido �rico
livre na urina. A um pH de 7,40 e a 7,37�C, a satura��o do plasma humano
pelo urato ocorre a aproximadamente 7,0 mg/dl. � evidente que muitos
pacientes com gota ou hiperuricemia assintom�tica s�o cronicamente
�supersaturados�. A solubilidade do �cido �rico na urina depende muito
do pH. A um pH 5 o n�vel de satura��o � de aproximadamente 15mg/dl; a um
pH 7 a solubilidade pode ser mais do que dez vezes maior (160 a 200
mg/dl).<br>
<br>
<strong>Artrite gotosa aguda</strong><br>
A artrite gotosa aguda tem um in�cio tipicamente r�pido, vem associada a
acentuados sinais de inflama��o na articula��o afetada e em torno dela,
� extremamente dolorida. Um ataque geralmente sucede a um evento de
estresse e o local de comprometimento inicial mais freq�ente � a
primeira articula��o matetarsofal�ngica, numa condi��o conhecida desde
os tempos de Hip�crates como �podagra�. O exame do l�quido sinovial
retirado da artrite gotosa aguda quase sempre revela finos cristais
negativamente birrefringentes de urato s�dico, alguns dos quais
fagocitados por leuc�citos polimorfonucleares (Figura 5). Esse achado �
t�o constante que tem valor diagn�stico.<br>
<br>
Parece ser necess�ria uma intera��o do cristal e dos leuc�citos para a
patogenia da gota aguda, que � uma forma especial daquilo que se chamou
sinovite microcristalina (Figura 6). Os leuc�citos fagocitam os cristais
de urato s�dico e liberam um fator quimiot�tico que atrai outros
leuc�citos para a �rea de inflama��o. A principal a��o da colchicina,
medicamento amplamente usado no tratamento da gota pode ser bloquear a
libera��o desse fator. Dentro do leuc�cito, forma-se um fagolisosoma em
torno do cristal, como tentativa de digeri-lo. Infelizmente as for�as
superficiais do cristal r�gido reagem por pontes de hidrog�nio com a
membrana fosfolip�dica do fagolisosoma, rompendo sua continuidade para
liberar enzimas l�ticas no citoplasma do leuc�cito. Em suma, o leuc�cito
ataca o cristal de modo apropriado para uma bact�ria, mas inapropriado
para um cristal inanimado. Nesse processo sua organela digestiva �
rompida, provocando a aut�lise e a libera��o de seu conte�do e do
cristal inalterado de volta oara a �rea da inflama��o. Al�m de seu papel
na ruptura de leuc�cito, o cristal de urato de s�dio pode ativar o fator
de Hageman e assim p�r em movimento uma cascata de eventos que refor�a a
inflama��o atrav�s da ativa��o da calicre�na e da libera��o das cinicas.
Resulta a vasodilata��o, a intensifica��o da permeabilidade capilar e
margina��o e quimiotaxia dos leuc�citos. Os cristais de urato tamb�m
podem ativar o sistema de complemento pela ativa��o de C1 quando
incubados com o precursor da macromol�cula intacta C1 qrs. Ainda n�o
est� determinado se a ativa��o do complemento desemenha algum papel na
artrite gotosa espont�nea.<br>
<br>
Por que a atrite gotosa se manifesta tantas vezes como podagra? A
resposta n�o � conhecida. A solubilidade do urato de s�dio depende muito
da temperatura ea primeira articula��o metatarsofal�ngica � distal e
relativamente fria. Essa articula��o tamb�m est� sujeita a press�es
consider�veis durante anos, suportando peso e andando. Na reabsor��o das
efus�es articulares, a �gua � mais rapidamente reabsorvida do que o
urato. Isso tende a concentrar o urato, provocando a satura��o.
Postulou-se que as microefus�es ocorrem secundariamente � doen�a
degenerativa articular e que no processo de reabsor��o o urato se
concentra numa articula��o distal fria, provocando a podagra. Essa
afirma��o seria congruente com o fato de que, embora a hiperuricemia
geralmente apare�a na puberdade no paciente gotoso, o primeiro ataque de
artrite ocorre cerca de 25 a 30 anos mais tarde, possivelmente quando j�
tenha surgido a doen�a articular degenerativa. As anormalidade do
metabolismo das proteoglicanas foram tamb�m aventadas na g�nese da gota
aguda, j� que esses polissacar�deos prot�icos complexos do tecido
conjuntivo mostram capacidade de intensificar a solubilidade do urato em
estudos in vitro.<br>
<br>
Por que o ataque de artrite gotosa aguda � autolimitado? Mesmo sem
tratamento a inflama��o geralmente regride em poucos dias. Os mecanismos
para a recupera��o espont�nea n�o foram elucidados. A pr�pria inflama��o
pode aumentar a solubilidade pelo calor e pela remo��o do urato atrav�s
do fluxo sang��neo maior. Os leuc�citos cont�m mieloperoxidase que �
capaz de metabolizar algum urato, embora a import�ncia disso n�o tenha
sido determinada. A secre��o de glicocortic�ides induzida pela press�o
pode reduzir a inflama��o. Provavelmente h� outros processos de
limita��o e repara��o que ainda n�o est�o claros.<br>
<br>
Em resumo, a artrite gotosa resulta de sinovite induzida por cristais e
exige a intera��o de microcristais de urato s�dico com leuc�citos
polimorfonucleares. A ativa��o do fator de Hageman e da cascata do
complemento pode desempenhar pap�is coadjuvantes. Os fatores que induzem
a inocula��o de uma articula��o com cristais em determinado per�odo, em
face de uma hiperuricemia prolongada, n�o est�o claros, assim como os
fatores que induzem a recupera��o espont�nea. O modelo cristal-leuc�cito
da gota aguda � um avan�o importante no conhecimento sobre a patog�nese
deste dist�rbio e de outros semelhantes.<br>
<br>
<strong>Gota tofosa</strong><br>
A deposi��o dos cristais de monoidrato de urato de s�dio, geralmente no
tecido conjuntivo, resulta em tofos, uma das manifesta�es mais
surpreendentes da gota (Figura 7). Essas massas de cristais induzem uma
rea��o inflamat�ria mononuclear com granulomas e fibroses de corpos
estranhos. Os tofos ocorrem na maioria das vezes nas cartilagens, nas
bainhas subcut�neas da pele, nas bursas e nos rins. Podem ocorrer em
praticamente qualquer tecido do corpo, exceto no sistema nervoso
central, onde a concentra��o de urato � reduzida (< 1,0 mg/dl no
fluido cerebroespinhal) pela barreira hematoencef�lica. Os tofos s�o
tamb�m muito raros no f�gado, no ba�o e nos m�sculos esquel�ticos.<br>
<br>
Pouco se sabe sobre a fisiopatologia dos tofos. Obviamente representam
uma doen�a de armazenamento, a cristliza��o de urato s�dico a partir do
fluido extracelular supersaturado. A raz�o pela qual essa cristaliza��o
ocorre com maior probabilidade na cartilagem do que nos m�sculos
esquel�ticos, por exemplo, n�o est� clara. Alguns pacientes podem ser
acometidos por tofos maci�os, enquanto outros, com concentra�es
semelhantes de urato de s�dio, podem ser assintom�ticos ou ter apenas
ataques raros de artrite gotosa aguda. N�o foram convincentes as
tentativas de explicar as diferen�as na suscetibilidade aos tofos com
base nas diferen�as das liga�es ptot�icas do urato no plasma. Os tofos
podem ser remobilizados por medidas que reduzem as concentra�es de
urato s�rico abaixo do n�vel de satura��o durante per�odos prolongados.<br>
<br>
<strong>Forma��o de c�lculos de �cido �rico</strong><br>
Os c�lculos de �cido �rico formam-se com maior freq��ncia nos indiv�duos
gotosos do que nos n�o-gotosos. Por outro lado, a maioria dos c�lculos
de �cido �rico ocorre em pacientes sem gota. Essa manifesta��o da gota
ser� discutida adiante, quando tratarmos da di�stese do c�lculo de �cido
�rico<br>
<br>
<strong>Insufici�ncia renal</strong><br>
A insufici�ncia renal �s vezes ocorre com complica��o da gota. A
patogenia da insufici�ncia renal pode ser complexa, mas o fator mais
importante � provavelmente a deposi��o intersticial de cristais de
monoidrato de urato s�dico, especialmente nas �reas medulares dos rins.
O resultado � a inflama��o cr�nica e a fibrose, que causa uma nefrite
intersticial muitras vezes erroneamente tomada por pielonefrite cr�nica,
no passado. Outras caracter�sticas do rim gotoso podem compreender a
forma��o de c�lculos de �cido �rico com obstru��o e pielonefrite
secund�ria, nefrosclerose e possivelmente uma les�o glomerular inicial.
A insufici�ncia renal aguda pode resultar de precipita��o maci�a de
�cido �rico nos t�bulos coletores, geralmente em associa��o com
quimioterapia de doen�as malignas com libera��o s�bita de purinas, o que
resulta em sobrecarga de urato no pulso.<br>
<br>
<strong>Causa da Hiperucemia</strong><br>
Todas as manifesta�es de gota resultam da cristaliza��o de urato s�dico
ou �cido �rico a partir de solu�es supersaturadas. A patogenia das
s�ndromes gotosas �, em �ltima inst�ncia, a da hiperuricemia e/ou
hiperuricos�ria.<br>
<br>
Um aumento na concentra��o de um metab�lito no corpo pode ser causado
por quatro vari�veis que podem agir independentemente ou em conjunto:
(1) aumento na forma��o; (2) redu��o do metabolismo; (3) redu��o da
excre��o; (4) aumento da absor��o (a partir de fontes ex�genas). O urato
n�o � metabolizado em grau significativo pelos tecidos humanos por causa
da aus�ncia de uricase. � metabolizado pelas bact�rias ap�s sua secre��o
para o intestino, talvez com um quarto a um ter�o sendo assim
metabolizado. N�o h� provas de que essa via de metabolismo por secre��o
seja prejudicada na gota. De fato, provavelmente ela constitua uma
v�lvula segura para o controle do urato quando sobrev�m a insufici�ncia
renal. Na dieta normal h� muito pouco urato pr�-formado e do urato que
se acrescenta (urato com C14) apenas 10% pode ser recuperado inalterado
na urina. Aproximadamente 25% das purinas de DNA ingeridas e 50% das
purinas de RNA aparecem em �ltima inst�ncia como urato urin�rio atrav�s
de vias degradativas que j� descrevemos. embora o n�vel s�rico de �cido
�rico possa elevar-se um pouco pelo excesso de ingest�o de purina, n�o
h� provas de que os pacientes com gota absorvem purinas diet�ticas com
maior avidez, e de que a� esteja a patogenia da hiperuricemia. A
hiperuricemia prolongada no ser humano, portanto, resulta apenas de uma
excessiva neo-s�ntese de purinas, reduzida efici�ncia de excre��o renal
de urato, ou ambos os fatores atuando em conjunto.<br>
<br>
Em certo sentido, todos os seres humanos correm o risco de gota. Os
homens adultos normais t�m uma m�dia de �cido �rico s�rico de 5,0 mg/dl
(mais de 70% saturado) e as mulheres cerca de 4,3 mg/dl (mais de 60%
saturado). Com certeza poderia parecer uma uricemia inapropriada cem
nenhuma vantagem biol�gica. Essa condi��o de risco da purina �
secund�ria a dois eventos: (1) a perda de uricase, que teria convertido
o urato em alanto�na; e (2) a reabsor��o inapropriada de urato a partir
do filtrado glomerular pelo t�bulo proximal renal. H� alguns casos raros
em que a incapacidade de reabsor��o de urato pelos t�bulos renais ocorre
como uma defici�ncia isolada. Essas pessoas t�m �clearances� de urato
maiores que os de creatinina, t�m hipouricemia (muitas vezes <1,0
mg/dl) e uma sa�de excelente.<br>
<br>
<strong>Gota metab�lica (de superprodu��o)</strong><br>
Essa forma de gota resulta da s�ntese excessiva e cont�nua de
nucleot�dios de purina a partir de precursores simples atrav�s de uma
nova via, conforme descrevemos acima e em equil�brio, uma oxida��o
irrevers�vel correspondente de bases de purina em �cido �rico. H� tr�s
m�todos gerais para calcular a taxa de produ��o de �cido �rico:<br>
<br>
<ol>
<li>Medir a excre��o de �cido �rico de 24 horas na urina, com uma
dieta pobre em purinas. Como uma quantidade significativa, mas
vari�vel, de �cido �rico � destru�da pela urin�lise no intestino, o
m�dico simples demonstra superprodu��o somente quando o urato
urin�rio est� notavelmente com uma dieta pobre em purinas (>
aproximadamente 600 mg/dia) ou numa dieta normal (> 800 mg por
dia). Alguns pacientes com excre�es normais ou anormais altas
realmente ser�o �superprodutores�, mascarados por um grande desvio
de �cido �rico para o intestino.</li>
<li>Medir as dimens�es do pool e da taxa de reposi��o de urato no
l�quido extracelular. Essa � uma t�cnica de pesquisa que exige o uso
de �cido �rico marcado (C14 ou N15) para determinar a dimens�o do
pool por dilui��o de is�topo. A partir da dilui��o progressiva do
urato isot�pico com o composto n�o-marcado neoformado sobre o tempo,
pode-se calcular a taxa de turnover do pool misc�vel e, a partir
desses valores, a taxa sint�tica. Essa t�cnica n�o pode ser usada
para estudar pacientes com tofos, pois a troca desigual do is�topo
com urato da fase s�lida introduz um erro significativo na medi��o
da dimens�o do pool.</li>
<li>Medir a taxa de incorpora��o dos precursores marcados da purina no
�cido �rico. Os precursores mais freq�entemente usados s�o a glicina
ou a aminoimidazol-carboxamida.</li>
</ol>
Esses m�todos forma aplicados no estudo de pacientes com gota e
descobriu-se que aproximadamente 10 a 15% (a porcentagem varia nos
diferentes laborat�rios) tinham superprodu��o de purinas como causa da
hiperuricemia.<br>
<br>
A superprodu��o pode ser prim�ria (gen�tica) ou secund�ria a lagum outro
processo m�rbido associado com intensifica��o da s�ntese e do
catabolismo dos tecidos e, portanto, de seus �cidos nucl�icos
componentes. Os exemplos dessa doen�as compreendem a metaplasia
agnog�nica miel�ide e a psor�ase. A hiperuricemia prim�ria de
superprodu��o, entretanto, n�o est� associada a qualquer ind�cio maior
de forma��o e destrui��o tecidual. Possivelmente resulta de defici�ncias
herdadas no metabolismo da purina que, direta ou indiretamente,
intensifica a neo-s�ntese. Algumas dessas defici�ncias foram elucidadas,
mas a maioria n�o. Os dist�rios arrolados na Tabela 2 atualmente
representam por menos de 5% dos pacientes com gota metab�lica prim�ria.
A defici�ncia de hipoxantina-guanina fosforribostiltrasferase, muito
embora seja uma forma de gota metab�lica, tem caracter�sticas
suficientemente distintivas para justificar sua discuss�o posterior,
como uma entidade aut�noma. As outras anormalidades enzim�ticas,
associadas a essa forma de gota ser�o apresentadas suscintamente.<br>
<br>
TABELA 2 � Classifica��o da Patogenia da Hiperuricemia e da Gota<br>
_________________________________________________________________<br>
<br>
1. Metab�lica � s�ntese excessiva e cont�nua de purinas<br>
<br>
a. prim�ria � causada por uma defici�ncia gen�tica (todas essas
defici�ncias<br>
<br>
at� agora encontradas respondem por < 5% desses pacientes)<br>
<ul>
<li>defici�ncia de hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase</li>
<li>variantes da P-ribose P sintetase</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry">3. defici�ncias de glicose-6-fosfatase<br>
<br>
b. secund�ria � causada por maior �turnover� tecidual: metaplasia
miel�ide agnog�nica, psor�ase, leucemia, etc.<br>
<br>
2. Renal- efici�ncia reduzida cont�nua de excre��o pelos rins.<br>
<br>
a. prim�ria � n�o foram elucidadas as anormalidades gen�ticas a n�vel
qu�mico ou biof�sico.<br>
b. secund�ria � causada por doen�a renal ou pelo efeito de metab�litos
ou medicamentos sobre a excre��o renal de urato.<br>
<ul>
<li>doen�a renal � a maior parte das formas de insufici�ncia renal,
nefropatia do chumbo.</li>
<li>metab�litos � lactato, b-hidroxibutirato.</li>
<li>medicamentos � pirazinamida, tiazidas, salicilatos, etc.</li>
</ul>
__________________________________________________________________<br>
<br>
Teoricamente, a neo-s�ntese excessiva de purinas deve resultar de uma ou
mais dentre quatro anormalidades no primeiro passo, o da produ��o da
fosforribosilamina catalisada pela amidofosforribosiltransferase:<br>
<br>
<div style="text-align: center;"><img src="../img/1144.gif" alt=""><br>
</div>
<br>
Essas anormalidades poderiam incluir (1) grande concentra�es de
substrato, PP-ribose-P ou glutamina; (2) grande atividade intr�nseca ou
reduzida sensibilidade a regula��o por retroalimenta��o; (3) mudan�a na
concentra��o de uma mol�cula reguladora, que afeta a atividade
enzim�tica ou por competi��o com o substrato por s�tios aticos ou por
altera�es alost�ricas na conforma��o; e (4) grande quantidade de enzima
transferase.<br>
<br>
A PP-ribose-P funciona tanto como substrato da transferase quanto como
ativador alost�rico. A PP-ribose-P sintetase, enzima codificada no
cromossoma X, catalisa sua forma��o conforme observado:<br>
<br>
<div style="text-align: center;"><img src="../img/1145.gif" alt=""><br>
</div>
Descobriu-se que a atividade dessa sintetase em condi�es fisiol�gicas
aumenta nos homens com gota em diversas fam�lias, provocando a
superprodu��o de PP-ribose-P e, possivelmente, intensificando a s�ntese
de purina. � interessante notar que esses induv�duos exibem
anormalidades diversas distintas na enzima: eleva��o da Vm�x, maior
afinidade por ribose 5-fosfato e afinidades reduzidas por reguladores de
nucleot�deos de purina, respectiva-mente. Especulou-se que a excessiva
produ��o de purina encontrada na doen�a de armazenamento de glicog�nio
(doen�a de von Gierke, tipo I) se deve em parte � maior disponibilidade
de ribose-5-fosfato por causa do desvio dessa via, secund�rio �
defici�ncia de glicose-6-fosfatase. entretanto, n�o foi demonstrado um
aumento nas concentra�es teciduais de PP-ribose-P na doen�a de von
Gierke.<br>
<br>
A glutamina tamb�m � um substrato na s�ntese de fosforribosilamina. Um
aumento na sua concentra��o intracelular tamb�m poderia ser uma for�a
impulsionadora para a superprodu��o de purina. Apesar das muitas
especula�es, n�o ficou demonstrada com certeza nenhuma anormalidade
gen�tica ou adquirida no metabolismo da glutamina, com base bioqu�mica
para a gota. De forma semelhante ainda n�o foram demonstradas
anormalidades intr�nsecas da enzima amidofosforribosiltransferase nos
indiv�duos com gota, embora esse pudesse ser um s�tio l�gico para a
ocorr�ncia de defici�ncias, compar�vel aos descritos para a PP-ribose-P
sintetase.<br>
<br>
<strong>Gota renal (subexcre��o)</strong><br>
A maioria das gotas (85 a 90%) resulta de uma dimini��o na efici�ncia da
capacidade renal de excretar urato plasm�tico. Em equil�brio, �
excretada uma quantidade normal de urato por unidade de tempo, mas �
custa de maior concentra��o plasm�tica. Como no caso da gota metab�lica,
a gota renal pode ser prim�ria (gen�tica) ou secund�ria. Conforme
descrito anteriormente o �clearance� renal do urato � uma fun��o
complexa de filtra��o glomerular e de reabsor��o e secre��o sobrepostas,
exercida pelo t�bulo renal. por exclus�o, sup�e-se que os pacientes
gotosos sem superprodu��o de urato tenham subexcre��o (na realidade
trata-se de uma redu��o na efici�ncia da excre��o). Certo n�mero de
estudos sobre o �clearance� demonstraram um �clearance� final reduzido
de urato nos pacientes gotosos, especialmente se comparados com os
indiv�duos de controle que se tornaram hiperuric�micos por manipula�es
diet�ticas.<br>
<br>
A gota renal secund�ria resulta de qualquer doen�a renal cr�nica que
redunde em d�ficit funcional generalizado. Como todo (ou quase todo) o
urato filtrado pelo glom�rulo � normalmente reabsorvido, a hiperuricemia
da uremia possivelmente represente uma capacidade secret�ria tubular
reduzida de filtra��o glomerular. Sabe-se que v�rios �cido org�nicos
naturais inibem a secre��o tubular renal de urato, especialmente o
lactato e o b-hidroxibutirato, sendo portanto capazes de induzir a
hiperuricemia. Certo n�mero de agentes farmac�uticos tamb�m inibem a
secre��o tubular notadamente os salicilatos, a pirazinamida e o
etambutol. O metabolismo do etanol causa a hiperuricemia em parte por
elevar o lactato plasm�tico na forma de oxida��o e redu��o conjugadas
entre a �lcool desidrogenase e a desidrogenase l�ctica. Tamb�m aumenta a
s�ntese do urato. A ocorr�ncia comum de hiperuricemia durante o uso de
agentes diur�ticos poderosos (a tiazida � o mais estudado) com maior
probabilidade � resultado de grande reabsor��o tubular conjugada com a
reabsor��o tubular proximal de s�dio durante o estado de contra��o de
volume. A nefropatia do chumbo � a prov�vel causa de alta incid�ncia de
gota associada ao plumbismo.<br>
<br>
A gota renal prim�ria ocorre em algumas fam�lias com reduzida efici�ncia
de excre��o de urato, na aus�ncia de qualquer outro ind�cio de doen�a
renal intr�nseca ou de qualquer concentra��o maior de metab�litos ou na
aus�ncia de um medicamento que pudesse inibir a fun��o tubular. Sup�e-se
que tais pacientes tenham um problema heredit�rio na secre��o tubular do
urato, mas � dif�cil excluir a reabsor��o p�s-secret�ria. A elucida��o
da base bioqu�mica para essa anormalidade aguarda melhor defini��o do
mecanismo de secre��o e absor��o normal de urato. � poss�vel que tais
pacientes tenham alguma outra defici�ncia gen�tica que leve ao ac�mulo
de um metab�lito que, secundariamente, inie a secre��o tubular de urato
(um efeito semelhante ao do lactato). Ainda n�o foi descoberto nenhum
desses metab�litos nesses pacientes com gota renal heredit�ria.<br>
<br>
<strong>Princ�pios reacionais</strong><br>
<br>
<strong>Doseamento</strong><br>
O doseamento do �cido �rico no sangue � feito pela leitura
espectrofotom�trica da cor do produto da seguinte rea��o:<br>
<br>
<div style="text-align: center;"><img src="../img/1146.gif" alt=""><br>
</div>
<br>
A intensidade do cor vermelha formada � diretamente proporcional �
concentra��o de �cido �rico presente na amostra em an�lise.<br>
<br>
<strong>M�todos Colorim�tricos</strong><br>
Os m�todos colorim�tricos derivam do m�todo de Folim e Denis: redu��o,
pelo �cido �rico, de uma solu��o alcalina de fosfotungstato em �xido de
tungst�nio, que d� uma colora��o azul.<br>
<br>
A dosagem � feita em soro de plasma porque, com o sangue total, a
hem�lise liberaria subst�ncias redutoras que majorariam artificialmente
a uricemia. A dosagem � efetuada ap�s desprotuniza��o do soro, que pode
ser realizada de diversas maneiras: aquecimento em meio ac�tico, �cido
fosfot�ngstico, �cido tricloroac�tico e, sobretudo, di�lise.<br>
<br>
Entretanto, a uricemia determinada por m�todos colorim�tricos nem sempre
� exata: presen�a eventual, no plasma, de subst�ncias cromog�nicas nos
ur�ticos (fen�is, �cido asc�rbico, glicose, tirosina, triptofano,
ciste�na, etc.). Essas causas de erro s�o neglig�veis, salvo no caso de
utiliza��o terap�utica dessas subst�ncias e, talvez, durante as
insufici�ncias renais.<br>
<br>
Os m�todos colorim�tricos s�o os mais utilizados na pr�tica, tanto mais
que s�o aplic�veis ao auto-analisador Technicon.<br>
<br>
<strong>Amostra</strong><br>
Pode empregar-se soro ou plama. Deve evitar-se o EDTA e o fluoreto como
anticoagulante e conservante respectivamente, j� que interferem na forma
positiva do m�todo. O �cido �rico � est�vel durante 3 � 5 dias a 2 � 6�C
e por 6 meses a -20�C.<br>
<br>
Tamb�m s�o �teis as al�quotas de urina de 24 horas. Para evitar
precipita��o dos uratos adicionar 100 ml de hidr�xido de s�dio. O �cido
�rico � est�vel na urina or 3 dias a temperatura ambiente sempre que n�o
houver degrada��o bacteriana.<br>
<br>
<strong>Interferentes</strong><br>
Devido � presen�a de subst�ncias interferentes nos gl�bulos vermelhos,
as determina�es de �cido �rico devem ser realizadas em soros sem o
menor tra�o de hem�lise.<br>
<br>
Ap�s exerc�cios violentos e prolongados, ocorre um aumento na
concentra��o de �cido �rico no soro. Entre as subst�ncias capazes de
reduzir o �cido fosfot�ngstico est�o: o glutation, os fen�is, o �cido
asc�rbico, a tirosina, o triptofano, a cistina e a ciste�na.<br>
<br>
A colchicina, o alopurinol, o probenecide e a sulfinpirazona reduzem a
taxa de �cido �rico no sangue, aumentando sua excre��o ou bloqueando a
forma��o deste �cido a partir da xantina, pela inibi��o da xantina
oxidase.<br>
<br>
Drogas que provocam efeitos fisiol�gicos: ester�ides adrenocorticais
busulfam, �cido etacr�nico, mostardas nitrogenadas, tiazidas,
antimetab�litos an�logos da purina, pirazinamida, sulfato de
vencrestina, �cido acetilsalic�lico, alopurinol, clorpromazina,
clorprotixeno, oxifeneritazona, fenilbutazona, probenecide.<br>
<br>
<strong>Interpreta��o</strong><br>
<em><strong>Elevado</strong></em><br>
Na gota, pr�-eclampsia e eclampsia, leucemia, policetemia, terapia com
drogas anti-leuc�micas e uma variedade de outros agentes; insufici�ncia
renal, doen�a de armazenamento de glicog�nio (tipo I), s�ndrome de
Lesch-Nyhan (defici�ncia de hipoxantina-guanina-fosforibosil transferase
ligada ao cromossoma X) e s�ndrome de Down. A incid�ncia de
hiperuricemia � maior em nativos das Filipinas do que em qualquer outros
brancos.<br>
<br>
<em><strong>Diminu�da</strong></em><br>
Na hepatite aguda (ocasionalmente) no tratamento com alopurinol ou com
probenecide.<br>
<br>
O exame de �cido �rico, al�m de servir de controle nos tratamentos por
quimioterapia, tamb�m � necess�rio para diagn�stico da gota, visto que
esse metab�lito se deposita nas articula�es provocando edema,
inflama��o e at� les�o articular, mas a pior conseq��ncia da
hiperuricemia s�o as les�es de retina, pois o �cido �rico ataca os
receptores deste tecido podendo at� levar � cegueira irrevers�vel.<br>
<br>
<strong>Valores de Refer�ncia</strong></div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">
<ul>
<li>No homem: 3 � 9 mg% (0,18 � 0,53mmol/l)</li>
<li>Na mulher: 2,5 � 7,5 mg% (0,15 � 0,45 mmol/l)</li>
</ul>
</div>
<div class="blogentry"><br>
</div>
<div class="blogentry">O �cido �rico tem dois pKa, um de 5,7 e outro de
10,3. Ao pH do plasma norma, o �cido �rico se encontra na forma de
uratos, com o grupo hidroxila da posi��o 8 ionizado. As solubilidades
s�o 0,38 mmol/l (64,5 mg/l) para o �cido �rico e 5,8 mmol/l (1103 mg/l)
para o urato monoss�dico. Os cristais de urato encontrados nos fluidos
articulares, com freq��ncia s�o formados por urato monoss�dico, embora
os obtidos de lit�ases renais sejam compostos geralmente por �cido
�rico.<br>
<br>
O urato � sintetizado pelo organismo e tamb�m pode ser obtido a partir
da dieta. Os mecanismos renais eliminam 75%, e os 25% restantes s�o
excretados pelo intestino. Os uratos s�o filtrados pelo glom�rulo e
cerca de 98% s�o reabsorvidos pelos t�bulos proximais. Cerca de 8% da
quantidade de urato filtrada s�o excretados pela urina. Uma fra��o dos
uratos reabsorvidos � excretada finalmente por meio de um mecanismo
secretor. Assim, a maior parte dos 8% da quantidade original filtrada
pelo rim, � excretada por meio de transporte ativo.<br>
<br>
A hiperuricemia � uma heran�a familiar e em 25% dos indiv�duos deve-se a
um aumento na s�ntese das purinas. Em outros indiv�duos, a hiperuricemia
pode ser resultado de uma diminui��o da capacidade renal para secretar
uratos, o que pode provocar a forma��o de cristais de urato em
articula�es, causando a inflama��o ou gota.<br>
<br>
A distribui��o dos valores de �cido �rico s�rico para 940 homens que n�o
sofriam de gota e para 60 homens com gota, mostrou que um homem adulto
normal tem uma concentra��o de 51 � 9,3 mg/l (303 � 55,3 mmol/l) medida
atrav�s de um procedimento enzim�tico. Apenas 5% dos homens normais
tinham valores de urato s�rico superiores a 70 mg/l, enquanto apenas 9%
dos pacientes gotosos apresentavam n�veis inferiores a este valor. Os
pacientes com gota tiveram concentra�es s�ricas de �cido �rico entre 58
e 150 mg/l, com um valor m�dio de 98 mg/l.<br>
<br>
No estudo da popula��o de Framingham, a maior incid�ncia de gota
articular em homens hiperuric�micos foi observada naqueles com maior
concentra��o de �cido �rico. Dezenove por cento dos homens estudados que
tinham valor entre 80 e 89 mg/l desenvolveram gota. Cinco de seis
pacientes com valores superiores a 90 mg/l apresentaram gota.<br>
<br>
<strong>Urina</strong><br>
A rela��o de �cido �rico e creatinina em amostras de urina tomadas pela
manh� tem sido empregada como prova discriminat�ria para a detec��o da
s�ndrome de Lesch-Nyhan, que est� associada a aus�ncia quase completa de
atividade da enzima hipoxantina-guanina fosforribosiltransferase. Esta
rela��o tem sido aplicada a amostras de urinas de 24 horas de pacientes
adultos com gota, para detectar a defici�ncia parcial da referida
enzima. A rela��o �cido �rico-creatinina dos pacientes normais oscila
entre 0,21 e 0,59. Os pacientes com gota apresentam valores de 0,15 a
0,73, enquanto aqueles pacientes com hiperuricemia associada a outra
desordem, como uma leucemia ou enfermidade por dep�sito de glucog�nio,
t�m uma rela��o de 0,25 a 1,77. Para pacientes com artrite n�o-gotosa, a
rela��o � de 0,27 a 0,58. Os indiv�duos com uma defici�ncia total de
hioxantina-guanina fosforribosiltransferase t�m uma rela��o �cido
�rico-creatinina na urina entre 1,98 a 5,35, enquanto os pacientes com
gota acompanhada por uma defici�ncia parcial da enzima este valor oscila
entre 0,62 a 2,00.<br>
<br>
Tem-se observado que a rela��o �cido �rico-creatinina em uma amostra de
urina tomada ao acaso, � maior que 1,00 em pacientes com insufici�ncia
renal aguda secund�ria a uma nefropatia aguda por �cido �rico, e menor
que 1,00 em pacientes com insufici�ncia renal aguda devida a outras
causas.<br>
<br>
<strong>L�quido sinovial</strong><br>
Em numerosas oportunidades tem-se intentado usar os n�veis de �cido
�rico no l�quido sinovial para indicador de gota. Weinberger e col.
demonstraram uma correla��o positiva entre os n�veis s�ricos e de
l�quido de uratos em pacientes sem artropatia.<br>
<br>
Em outro estudo examinou-se 28 amostras de l�quidos sinoviais em busca
de cristais de urato; ademais, a compara��o das concentra�es de �cido
�rico em soro e l�quido sinovial revelou que neste �ltimo o n�vel de
�cido �rico era significativamente maior que o n�vel s�rico em quatro de
oito pacientes com gota. Em tr�s destes pacientes isto se devia aos
cristais de urato observados no l�quido sinovial. na maioria dos casos o
n�vel de �cido �rico no l�quido sinovial era pouco mais baixo do que
achado no soro.<br>
<br>
Em um terceiro estudo, encontrou-se que as concentra�es de �cido �rico
em l�quido sinovial eram semelhantes �s de soro. A concentra��o m�dia no
l�quido sinovial, empregando um m�todo enzim�tico era 74,3 mg/l, para 37
amostras, enquanto que o valor m�dio para a concentra��o s�rica obtida
simultaneamente foi 76,9 mg/l. Os valores mais recentes oscilam entre 25
e 72 mg/l. Esta informa��o aparentemente n�o tem valor cl�nico e n�o �
solicitada com freq��ncia.<br>
<br>
<strong>Xantina</strong><br>
Tem-se observado que a presen�a de xantina diminui falsamente os valores
obtidos para �cido �rico pelo m�todo da uricase. Aparentemente a xantina
atua como um inibidor competitivo da uricase. O m�todo de refer�ncia
proposto para �cido �rico no soro emprega um m�todo de uricase com
buffer Tris que apresenta um desvio percentual m�dio de -9,1, com
rela��o a um valor te�rico de 0,30 mmol/l, quando a xantina se encontra
em concentra��o de 100 mg/l.<br>
<br>
A hist�ria de um caso com hiperxantinemia causada pela terapia com
alopurinol demonstrou que a presen�a de n�veis de xantina superiores a
50 mg/l leva a valores baixos err�neos de �cido �rico s�rico medidos por
um m�todo com uricase. � medida que a concentra��o de xantina s�rica
aumentava de 12,5 mg/l � 200 mg/l, a concentra��o aparente de �cido
�rico medido por um m�todo enzim�tico diminuia de 51 a 26 mg/l, por�m
n�o variava se fosse empregado um procedimento com fototungstato. A
discrep�ncia dos valores de �cido �rico correspondia �s concentra�es
s�ricas de xantina. Os valores falsos baixos de �cido �rico s�o pouco
comuns, visto que a concentra��o de xantina raramente � superior a 50
mg/l. Sem d�vida, esta possibilidade deve ser levada em conta quando se
empregam m�todos com uricase.<br>
<br>
Outro informe sugere que o efeito inibidor da xantina pode ser superado
se for aumentada a quantidade de uricase presente no reativo de
trabalho.<br>
<br>
<strong>Notas</strong><br>
O �cido �rico se encontra na urina na forma de uratos monoss�dicos,
diss�dicos e em propor��o escassa de �cido �rico livre. O �cido �rico
eliminado tem dupla origem: ex�geno que prov�m do aporte aliment�cio de
compostos p�ricos, e no end�geno prov�m do catabolismo das
nucleoprote�nas celulares. A quantidade de �cido �rico excretada � maior
em crian�as que em adultos.<br>
<br>
O controle do metabolismo do �cido �rico � uma parte esssncial da
terapia da leucemia miel�gena cr�nica. A produ��o de �cido �rico aumenta
em pacientes com c�lulas leuc�micas em crescimento r�pido ou muito
numerosas. A r�pida lise celular em casos de crises bl�sticas pode
causar um consider�vel aumento do �cido �rico s�rico, que leva a uma
nefropatia aguda por uratos, a qual, se n�o tratada, pode causar uma
azoemia com insufici�ncia renal. Em conseq��ncia, � necess�rio verificar
periodicamente os n�veis s�ricos de �cido �rico, nitrog�nio de ur�ia e
creatinina.<br>
<div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img
style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="Imprimir"
title="Imprimir" src="../img/print.png"></a><br>
</div>
<div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br>
</div>
<span style="font-weight: bold;"></span> </div>
</div>
<div id="footer"></div>
<br>
</body>
</html>