__ __ __ __ _____ _ _ _____ _ _ _ | \/ | \ \ / / | __ \ (_) | | / ____| | | | | | \ / |_ __\ V / | |__) | __ ___ ____ _| |_ ___ | (___ | |__ ___| | | | |\/| | '__|> < | ___/ '__| \ \ / / _` | __/ _ \ \___ \| '_ \ / _ \ | | | | | | |_ / . \ | | | | | |\ V / (_| | || __/ ____) | | | | __/ | | |_| |_|_(_)_/ \_\ |_| |_| |_| \_/ \__,_|\__\___| |_____/|_| |_|\___V 2.1 if you need WebShell for Seo everyday contact me on Telegram Telegram Address : @jackleetFor_More_Tools:
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<title>Assist�ncia farmac�utica no uso da talidomida</title>
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<h3 style=" text-align: center;" class="art-PostHeader">Assist�ncia
farmac�utica no uso da talidomida</h3>
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<p style="text-align: justify;"><img style="width: 300px; height: 172px; float: left;"
class="alignleft size-medium wp-image-13345" title="Estrutura qu�mica da talidomida"
src="../img/talidomida-300x172.png" alt="Estrutura qu�mica da talidomida">Em
2006, cientistas japoneses descobriram de que maneira a talidomida
interfere no desenvolvimento dos fetos (testes em animais) e ocasiona
a sua m�-forma��o. </p>
<p style="text-align: justify;">A talidomida tem um potencial
terap�utico que n�o pode ser desprezado. A descoberta de como se d� o
seu efeito teratog�nico abre uma possibilidade de uma reformula��o em
sua estrutura qu�mica, com vistas a que seu uso seja mais seguro, que
essa possibilidade � algo a se pensar e se viabilizar. Contudo, �
imprescind�vel que o farmac�utico esteja � frente da dispensa��o desse
medicamento, nos hospitais da rede SUS (sistema �nico de sa�de), para
orientar os seus usu�rios e evitar as graves rea�es indesej�veis que
o produto pode gerar. A observa��o � do diretor tesoureiro do conselho
federal de farm�cia, Edson Taki, referindo-se �s discuss�es acerca das
possibilidades farmacol�gicas do produto. A talidomida � uma
alternativa terap�utica para o tratamento da Hansen�ase, mieloma
m�ltiplo, doen�as cr�nico-degenerativas e algumas doen�as oportunistas
que afetam portadores de HIV.</p>
<p style="text-align: justify;"><img style="width: 297px; height: 170px; float: right;"
class="alignright size-full wp-image-13346" title="Feto abortado devido aos efeitos da talidomida"
src="../img/talidomida-2.jpg" alt="Feto abortado devido aos efeitos da talidomida">Para
o
dirigente do conselho federal de farm�cia, o servi�o p�blico de sa�de
precisaria contar com o farmac�utico para proceder a dispensa��o da
talidomida, em hospitais. Acrescentou que o vazio de informa�es
t�cnico-cient�ficas que envolve dispensa��o do medicamento, nos
hospitais do servi�o p�blico, devido � aus�ncia de profissionais
farmac�uticos, nesses estabelecimentos, � inaceit�vel e n�o pode mais
continuar. �Essa desses assist�ncia farmac�utica deixa pouco usu�rio
do medicamento em situa��o de inseguran�a, ou seja, mais vulner�vel
aos efeitos nocivos do produto�, alerta Edson Taki.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a talidomida indicada
principalmente no tratamento da Hansen�ase. Mas pode ter um espectro
muito maior que possibilidades terap�uticas. A lei 10.651, de 16 de
abril de 2003, prev� que o medicamento seja usado no tratamento de
mieloma m�ltiplo (tipo de c�ncer), doen�as cr�nico-degenerativas e
algumas oportunistas que afetam portadores de HIV.</p>
<p style="text-align: justify;"><img style="border: 0px solid; width: 295px; height: 448px; float: left;"
class="alignleft size-full wp-image-13347" title="Rec�m-nato com focomelia causada pela talidomida"
src="../img/talidomida-5a.jpg" alt="Rec�m-nato com focomelia causada pela talidomida">Para
Edson
Taki,
se a talidomida abre novas janelas terap�uticas, ent�o, que elas sejam
devidamente estudados pelo governo. �O que n�o se pode perder de vista
os benef�cios oferecidos por esse medicamento, por conta do
desconhecimento que erros cometidos, no passado. A talidomida gerou
malforma�es em fetos e at� a morte. � preciso extrair desse
medicamento todas as vantagens que ela era oferecer para a sa�de�,
acrescenta o diretor do conselho federal de farm�cia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Hist�rico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A talidomida foi lan�ada em 1956, como
antigripal. logo, se tornou um dos mais populares medicamentos, na
Europa, principalmente, na Alemanha, seu pa�s de origem. Os alem�es
diziam tratar-se de um produto �inteiramente at�xico e completamente
seguro�. Era vendido sem prescri��o m�dica.</p>
<p style="text-align: justify;">Associada a outras subst�ncias, as
indica�es da talidomida estenderam se a tosse, asma, dor de cabe�a e
enj�os para mulheres gr�vidas. Foi usada, livremente, em 46 pa�ses.
Para o laborat�rio Grunenthal, que a sintetizou, a talidomida � � um
medicamento para tratar alergias. Acabou sendo eficaz, tamb�m, na
indu��o do sono profundo e duradouro.</p>
<p style="text-align: justify;">S� a partir de 1959, desconfiou-se que o
uso da talidomida estava associado ao nascimento de milhares de beb�s
com malforma�es, principalmente, nos membros ou extremidades. Grande
n�mero de crian�as eram natimortas ou morreram, logo ap�s o
nascimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Alvo de pol�micas, em v�rias partes do
mundo, a talidomida, enfim, teve seu efeito teratog�nico confirmado,
na d�cada de 60. A descoberta foi um marco na hist�ria dos
medicamentos, pois, at� ent�o, esse efeito era pouco testado.</p>
<p style="text-align: justify;"><img style="width: 293px; height: 291px; float: right;"
class="alignright size-full wp-image-13349" title="Focomelia" src="../img/talidomida-3.jpg"
alt="Focomelia">Atualmente, as quest�es sobre o risco X benef�cio do
seu uso divide opini�o de profissionais da �rea de sa�de, e a
descoberta de como ela age, ocasionando as m�s forma�es em fetos � o
que pode gerar uma reformula��o segura do medicamento � reacendem a
pol�mica. O nascimento de milhares de beb�s com uma forma��o nos
bra�os e pernas, filhos de mulheres que usaram a talidomida, � um
fen�meno conhecido como focomelia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Proibi��o</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, o medicamento foi proibido,
mas voltou a ser indicado em casos espec�ficos, como mieloma m�ltiplo
(tipo de c�ncer), doen�as cr�nico-degenerativas, algumas doen�as
oportunistas que afetam portadores de HIV, mas principalmente no
tratamento da Hansen�ase.</p>
<p style="text-align: justify;">As indica�es terap�uticas da talidomida
com maior sustenta��o cient�fica s�o os casos graves de rea��o
hans�nica tipo II (eritema nodoso hans�nico) e mieloma m�ltiplo
refrat�ria � quimioterapia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Modifica��o na estrutura</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No in�cio de 2010, cientistas japoneses
descobriram de que maneira a talidomida interfere no desenvolvimento
dos fetos (testes em animais) e o caso na sua m�-forma��o. O f�rmaco
age, ligando-se a uma enzima chamada creblon, que � de extrema
import�ncia para o desenvolvimento dos membros, nos primeiros meses de
gesta��o, tornando-a inativa. A descoberta pode orientar uma
modifica��o da estrutura qu�mica da talidomida, para que cause menos
efeitos adversos.</p>
<p style="text-align: justify;">O farmac�utico Rog�rio Hoefler,
pesquisador do centro brasileiro de informa�es sobre medicamentos
(CEBRIM), departamento do Conselho Federal de Farm�cia (CFF), acredita
que essa descoberta pode ocasionar uma reformula��o que torne seguro o
medicamento. Por�m, os gastos com esse processo poder�o ser muito
altos e envolverem v�rias quest�es. �Ainda que eventualmente
interessantes, e talvez promissores, os resultados de estudos em
animais podem levar muitos anos, at� que sejam aplic�veis em humanos,
na fase cl�nica. Inclusive, isso pode nunca acontecer�, salienta o
farmac�utico do CEBRIM.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Hoefler, a majorit�ria
quantidade de subst�ncias promissoras � exclu�da (por toxicidade,
dificuldade farmacot�cnica ou mesmo por falta de interesse econ�mico)
nos estudos pr�-cl�nicos e cl�nicos, nunca vindo a ser introduzida na
cl�nica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cautela</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para o farmac�utico, o tratamento com
talidomida envolve quest�es muito delicadas. � Devido ao elevado risco
associado a este f�rmaco, seu uso s� se justifica em situa�es de real
e insubstitu�vel benef�cio aos pacientes, sobretudo quando
consideramos as limita�es do controle. Sou a favor do uso da
talidomida, nesses casos, mas com muita cautela �, afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Hoefler, para as indica�es
terap�uticas ainda n�o estabelecidas, o uso seria razo�vel em
protocolos de pesquisa respons�veis, que priorizem o bem-estar do
paciente e que fiz em minha reconhec�-los reais benef�cios do f�rmaco.
Em muitos casos, a efic�cia da talidomida ainda n�o foi estabelecida,
ou a rela��o benef�cio-risco pode ser desfavor�vel ao paciente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acompanhamento farmac�utico</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento do farmac�utico no
tratamento com talidomida � indispens�vel, assim, como em qualquer
outra terapia. � No caso da talidomida, faz-se, ainda, mais
imprescind�vel, pois existem falhas na conscientiza��o sobre a
gravidade do uso do medicamento. Ainda hoje, nascem crian�as com
deformidades, em fun��o do uso desse medicamento � alerta Dr. Rog�rio
Hoefler. Existem casos em que erroneamente se toma talidomida como
abortivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe ao farmac�utico, como profissional
aliado do bem-estar da sociedade e dispon�vel para tirar d�vidas,
desempenhar um papel conscientizador sobre os riscos do medicamento. O
diretor-tesoureiro do CFF, Edison Taki, acrescenta que o profissional
da sa�de que � a maior autoridade medicamento � o Farmac�utico � n�o
pode, em hip�tese alguma, est� ausente, n�o s� do ato de dispensa��o,
bem como de todo o processo de assist�ncia envolvendo o produto
(aquisi��o, transporte, armazenamento e orienta��o, inclusive o
cuidado em domic�lio, se for preciso). E mais: �O farmac�utico precisa
estar no centro das discuss�es sobre o produto e fornecer informa�es
embasadas que justifiquem ou n�o o uso da talidomida, pois esta � uma
responsabilidade sua �, enfatiza Edison Taki.</p>
<p style="text-align: justify;">J� Rog�rio Hoefler acrescenta que o
farmac�utico deve certificar-se de que o medicamento est� sendo
empregado em indica�es devidamente aprovadas pelo Minist�rio da Sa�de
e orientar, tamb�m, os prescritores sobre os riscos envolvidos no uso
do f�rmaco.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre que poss�vel, pede Hoefler, o
farmac�utico deve manter um registro dos usu�rios de talidomida e
acompanhar os desfechos do tratamento. E, ainda, manter-se atualizado
sobre os estudos de efic�cia e seguran�a do medicamento, bem como
sobre as normas oficiais que regulamentam a sua prescre��o e
dispensa��o.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil o comercializa��o da
talidomida � proibida. O medicamento s� � produzido em laborat�rios
p�blicos e indicado sob uma rigorosa legisla��o. O paciente recebe
junto ao medicamento, o Termo de Esclarecimento para Usu�rio de
Talidomida e um Termo de Responsabilidade que deve ser preenchido e
assinado pelo m�dico prescritor. Recebe, ainda, a notifica��o de
receita pr�pria para a talidomida. Nesse cen�rio, o farmac�utico, como
o �ltimo profissional de sa�de a ter contato com o paciente,
dispensando o medicamento, tem um importante papel esclarecedor e
conscientizador.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uso em tratamento de doen�as</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Existem especula�es dos benef�cios da
talidomida em diversos tratamentos, mas, al�m da Hansen�ase, mieloma
m�ltiplo, doen�as cr�nico-degenerativas e algumas doen�as oportunistas
que afetam portadores de HIV, n�o h� sustentabilidade cient�fica para
tais afirma�es em outros casos. � O que se tem certeza � de que seus
efeitos teratog�nicos existem e fizeram muitas v�timas. O benef�cio
tem que ser avaliado, diante dos riscos que s�o reais � reitera o Dr.
Rog�rio Hoefler.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Outros efeitos adversos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Al�m de ser teratog�nica, a talidomida
est� associada diversos efeitos adversos graves, como neuropatia
perif�rica, trombose venosa profunda, neutropenia, leucopenia, e
erup�es cut�neas, entre outros. Alguns estudos demonstraram aumento
de mortalidade com o uso de este medicamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A utiliza��o da talidomida em ensaios
cl�nicos deve ser registrada e submetida � aprova��o do Comit�
Nacional de �tica em Pesquisa (CONEP). O uso emp�rico da talidomida,
fora desse controle, � inaceit�vel e fere princ�pios �ticos
fundamentais como n�o-malefici�ncia, benefic�ncia e justi�a, e o
C�digo de �tica da Profiss�o Farmac�utica.</p>
<p style="text-align: justify;">�O aproveitamento das possibilidades
terap�uticas da talidomida devem ser algo a se pensar, a ser
viabilizado, porque a humanidade n�o pode desperdi�ar aquilo que a
talidomida tem de terap�utico. Mas o medicamento tem que ser
rigorosamente estudado com bases em protocolos. Agora, com a
descoberta de como se d� a sua a��o teratog�nica, pode ser vi�vel uma
reformula��o da estrutura molecular do f�rmacos, para garantir a
seguran�a aos usu�rios �, ponderou Edison Taki.</p>
<p style="text-align: justify;">Rog�rio Hoefler lembrou que, no Brasil,
estudos para a avalia��o dos potenciais benef�cios terap�uticos da
talidomida j� s�o feitos, h� muitos anos, em centros de refer�ncia
como a Universidade de S�o Paulo e o Hospital Universit�rio de
Bras�lia. � � preciso base cient�fica que justifique o uso. Por
enquanto, n�o existem resultados concretos do benef�cio em muitos
casos �, alerta.</p>
<p style="text-align: justify;">A talidomida integra a Rela��o Nacional
de Medicamentos Essenciais (RENAME) para uso exclusivo nas rea�es de
tipo 2 (eritema nodoso) em que houver quadros cl�nicos de
comprometimento de nervos, irite ou iridociclite, orquiepididimite,
m�os e p�s reacionais, glomerulonefrite, eritema nodoso necrozante,
vasculites e artrites. A talidomida n�o causa supress�o do cortisol e
outros efeitos adversos que surgem com o uso prolongado dos
cortic�ides. No entanto est� associada � neuropatia perif�rica e
trombose venosa profunda.</p>
<p style="text-align: justify;">A prednisona � considerada primeira
op��o no tratamento de eritema nodoso hans�nico nos casos de mulheres
em idade f�rtil. O tratamento com talidomida � proibido para mulheres
em idade f�rtil, salvo raras exce�es. A associa��o do f�rmaco com
anticoncepcionais pode anular os efeitos contraceptivos. Em casos
excepcionais de indica�es para mulheres em idade f�rtil, �
recomendada a abstin�ncia sexual ou o uso de v�rios m�todos
contraceptivos aliados.</p>
<p style="text-align: justify;">Para homens em tratamento com a
talidomida, a RDC 140/2003, da ANVISA, prev� que sejam informadas na
bula do medicamento as seguintes recomenda�es: �os homens que
utilizam a talidomida e mant�m vida sexual ativa com mulheres em idade
f�rtil, mesmo tendo sido submetidos a vasectomia, devem ser orientados
a adotar o uso de preservativo, durante o tratamento� e, ainda �sobre
a import�ncia dos usu�rios de n�o doar sangue ou esperma�.</p>
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