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<title>Os Romanos</title>
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Os Romanos
</h2>
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</div>
</div>
<h4 style="text-align: justify;"><span id="more-5949"></span>Roma
– Da Fundação à
República</h4>
<p style="text-align: justify;">A
península italiana, situada no
meio do Mediterrâneo, estava povoada, já no
século
VIII a.C., por vários grupos distintos. Destes,
destacavam-se os
etruscos, os italiotas, os gregos, os gauleses e outros. Os gauleses
habitavam a Gália Cisalpina, os gregos, a Magna
Grécia,
os etruscos, a Etrúria (atual Toscana), os italiotas, outras
áreas da península.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
mais importantes de todos esses
povos foram os etruscos. De origem asiática, ocupando
férteis solos da Itália centro-ocidental, logo
desenvolveram avançada civilização.
Durante cerca
de 5 séculos, lavradores, comerciantes e artistas etruscos
estenderam sua influência pelo Mediterrâneo,
mantendo
relações com os vizinhos peninsulares e
continentais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<span class="shutterset_singlepic603"><img
style="width: 300px; height: 192px; float: left;"
class="ngg-singlepic ngg-left" src="../img/603.jpg"
alt="A loba que amamentou Rômulo e Remo"
title="A loba que amamentou Rômulo e Remo"></span>No
ano de 753 a.C., segundo a tradição, foi fundada
Roma,
às margens do rio Tibre, na região do
Lácio. O
fundador da cidade teria sido Rômulo. Este, juntamente com
seu
irmão Remo, foi alimentado por uma loba, após
terem sido
abandonados por ordem de Amúlio, rei de Alba, a Longa.
Após a fundação de Roma,
Rômulo assassinou
seu irmão, tornando-se o primeiro rei da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante
o reinado de Rômulo, como
a cidade não possuísse mulheres, foi organizada
uma
grande festa, à qual compareceram os Sabinos, suas filhas e
esposas. A uma ordem de Rômulo, seus companheiros raptam as
mulheres Sabinas, fazendo-as, daí por diante, suas esposas.
Estava resolvido o problema da sobrevivência da
população romana.</p>
<p style="text-align: justify;">Após
a morte de Rômulo,
desaparecido numa tempestade e, desde então, adorado como um
Deus (Quirino), Roma teve mais 6 reis. Seus sucessores foram: Numa
Pompílio (legislador e organizador de um
calendário);
Túlio Ostílio (que guerreou contra Alba a Longa);
Anco
Márcio (construtor do porto de Óstia);
Tarquínio
Prisco (construtor de um sistema de esgotos – cloacas
– da
cidade); Sérvio Túlio (que fortificou as muralhas
e
defesas); Tarquínio, o Soberbo (que concluiu o templo de
Júpiter – o Capitólio).</p>
<p style="text-align: justify;">Os
3 últimos reis eram de origem
etrusca. Seu governo caracterizou-se por grandes melhoramentos
públicos, mas os romanos não os aceitavam sem
suspeita.
Apesar do poder do rei ser bastante limitado pelo Senado (formado pelos
cidadãos ricos, ou patrícios) o reinado do
último
Tarquínio foi muito agitado. Procurando apoio nos plebeus
(pobres, sem direitos políticos), Tarquínio, o
Soberbo,
foi deposto em 510 a.C. pelos patrícios, que proclamaram a
República.</p>
<p style="text-align: justify;">Com
a proclamação da
República, Roma passou a ser governada por 2
cônsules
eleitos anualmente pelo Senado. Durante as guerras, ou
épocas de
crise, um deles era nomeado ditador pelo prazo de seis meses. Sua
palavra era a lei e a grande autoridade de que estava investido
facilitava a solução dos problemas da
República.</p>
<p style="text-align: justify;">O
Senado, em épocas normais, era
o maior poder da República. Formado, inicialmente, por 300
cidadãos, tinha muitos privilégios e grande
prestígio. Além dos senadores e dos
cônsules, a
República romana tinha os censores (que cuidavam dos bons
costumes e contavam a população); os questores
(que
cobravam os impostos); os pretores (juizes); os edis,
responsáveis pelo bom estado dos edifícios e
pelos jogos
anuais; os pontífices (sacerdotes responsáveis
pelos
cultos).</p>
<p style="text-align: justify;">No
início da República a
população romana estava dividida em
patrícios
(privilegiados) e plebeus (destituídos dos direitos mais
elementares). A situação destes
últimos
agravava-se após as guerras, de que voltavam endividados.
Eram,
muitas vezes, transformados em escravos com toda a família
por
causa da sua impossibilidade de saldar as contas. Além disso
suas terras eram tomadas pelos patrícios, seus credores.</p>
<p style="text-align: justify;">Levados
ao desespero pela falta de
direitos e pelo agravamento de sua situação, os
plebeus
iniciam uma luta para obterem melhor condição
social.
Retiram-se da cidade para o Monte Aventino, resolvidos a fundar uma
nova cidade. Os patrícios, vendo que sem os plebeus Roma
estaria
perdida, resolvem ceder. A partir de então a plebe conquista
o
direito de ser defendida pelos tribunos da plebe, que tinham direito de
veto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais
tarde os plebeus conseguem fazer
com que as leis da República sejam escritas, para que todos
as
conhecessem. Foi a Lei das 12 Tábuas – gravadas em
lâminas de bronze e afixadas no Fórum. A seguir,
não sem muita luta, os plebeus conseguem o direito de se
casarem
com patrícias. Aos poucos vão desaparecendo as
diferenças entre as duas classes.</p>
<p style="text-align: justify;">A
próxima conquista foi o
direito de acesso ao consulado e aos demais cargos da
República.
Ao chegar o ano 300 a.C., praticamente havia em Roma uma só
classe, pelo menos no que respeitava aos direitos civis. Entretanto, a
influência do dinheiro dava aos ricos o verdadeiro controle
da
República.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde
a fundação Roma
não parou de crescer. Ainda ao tempo dos reis as cidades
vizinhas foram, pouco a pouco, submetidas ao controle romano. O
domínio de Roma sobre seus vizinhos e rivais não
se fez
sem sangue. Duras foram as lutas travadas contra os etruscos, os
Volcos, os Équos e outros. Algumas vezes a cidade caiu e foi
cruelmente saqueada.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos
poucos, porém, os romanos
dominam a Itália central. Ao norte, os gauleses, que
já
haviam devastado a cidade anteriormente, foram sempre um inimigo a ser
atacado. Ao cabo de sangrentas lutas, por meio século, os
gauleses são detidos e confinados às montanhas do
norte.</p>
<p style="text-align: justify;">A
expansão da República
não podia parar. Ao sul estava a Magna Grécia,
povoada
pelos gregos, com ricas cidade prometendo generosos tributos.
É
iniciada a conquista. Algumas cidades submetem-se sem resist6encia.</p>
<p style="text-align: justify;">Tarento,
uma delas, pode auxílio
a Pirro, rei do Épiro, que lança elefantes no
combate aos
romanos. Após sangrentas lutas, Pirro sai vencedor, mas
à
custa de quase todo seu exército. Pirro teria exclamado
“mais outra vitória dessas e estou
perdido…”.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
romanos voltam à carga. Pirro
é vencido e retira-se para a Grécia. O sul da
Itália fica submetido à autoridade romana.</p>
<p style="text-align: justify;">Com
o domínio da Magna
Grécia os romanos passam a ter um vizinho
indesejável:
Cartago. Essa rica cidade do norte da África tinha o
domínio da Sicília. Os cartagineses, povo
navegador, em
franca expansão pelo Mediterrâneo, passam a
incomodar os
romanos em seu projeto imperialista. O choque de Roma e Cartago era
iminente. Foi o que veio a chamar-se de Guerras Púnicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Roma
esperava apenas um pretexto para
atacar sua rival. Este chegou, quando Messina foi atacada pelo rei de
Siracusa, com o apoio de Cartago. Roma veio em socorro de Messina,
iniciando a primeira guerra púnica que duraria 20 anos. Os
soldados cartagineses eram quase todos mercenários. Apesar
disso, sob o comando de Amílcar Barca, conseguem alguns
triunfos
contra os romanos na Sicília.</p>
<p style="text-align: justify;">No
mar, apesar de superiores, os
cartagineses acabam por sofrer várias derrotas. Desanimados,
resolvem pedir paz a Roma. Enviam o próprio cônsul
romano
Régulo, que caíra prisioneiro, com a
missão de
propor a paz. Régulo, porém, aconselha seus
patrícios a continuar a guerra. Ao voltar a Cartago, como
castigo, é supliciado dentro de um barril cheio de
lâminas, posto a rolar por uma encosta.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao
fim da guerra, Cartago perde a
Sicília, a Córsega e a Sardenha. Assim, os
romanos
dominam todo o sul da península. A seguir, vão
combater
mais uma vez os gauleses, no norte.</p>
<p style="text-align: justify;">Derrotados
na primeira guerra, os
cartagineses preparam-se para à desforra. Amílcar
Barca
conquista a Espanha, onde se recupera da perda da Sicília. A
Espanha era rica de cereais, além de ferro, prata e ouro.
Ali, o
grande general reorganiza seu exército.</p>
<p style="text-align: justify;">Morto
Amílcar, sucede-o seu
filho Aníbal. Educado para ter ódio a Roma,
Aníbal
jura vencer a grande inimiga de sua pátria. Parte da Espanha
à frente de 100 mil homens e 37 elefantes. Atravessa os
Pirineus
e os Alpes, suportando o frio intenso de seus cumes nevados, e
alcança a Itália.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao
chegar à planície do
Pó, perdera metade de seu exército. Apesar disso
derrotou
por 3 vezes as forças romanas que foram
alcançá-lo. A seguir, parecia querer atacar Roma.
A
cidade de Roma. A cidade tomou-se de pânico.</p>
<p style="text-align: justify;">Entretanto,
o grande cartaginês
preferiu esperar, acampado em Cápua, reforços de
sua
terra. Esses reforços tardaram. Finalmente, as tropas
cartaginesas que lhe vinham ao encontro, sob o comando de
Asdrúbal, seu irmão, são derrotados.
(Batalha de
Metauro).</p>
<p style="text-align: justify;">Os
romanos atacam e conquistam a
Espanha. A seguir, para forçar Aníbal a deixar a
Itália, desembarcam na África. Aníbal
parte em
socorro de sua terra, mas é derrotado em Zama (202 a.C.)
pelas
tropas do romano Cipião.</p>
<p style="text-align: justify;">Severa
foi a pena imposta a Cartago
pelos romanos. Obrigada a pagar pesada
indenização, assim
mesmo ficava proibida de fazer guerra a outros povos sem ordem do
senador romano. Enquanto isso, em Roma, o senador Catão
iniciava
intensa campanha contra Cartago. Todos os seus discursos eram
encerrados com a frase “Delenda Cartago” (Cartago
precisa
ser destruída). Pouco a pouco os romanos vão-se
convencendo dessa necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Faltava,
porém, o pretexto para
a nova guerra. Este chegou, quando Cartago é atacada pelo
rei da
Numídia, Massinissa. Apesar dos protestos cartagineses, o
senado
romano não lhes deu atenção. Cartago
resolve
defender-se, atacando Massinissa. Os romanos acusam Cartago de haver
violado o tratado de paz e lhes impõem a entrega de todos os
seus navios e o abandono da cidade. Deveriam fundar outra, no interior
da África.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal
ordem era absurda e Cartago a
rejeita. Os romanos atacam a cidade, que resiste ferozmente. Apesar da
heróica resistência cartaginesa os romanos
avançam
palmo a palmo. Ao fim, as forças de Cipião
Emiliano
arrasam totalmente a cidade (146 a.C.).</p>
<h4 style="text-align: justify;">Uma
Origem Lendária</h4>
<p style="text-align: justify;">As
origens de Roma estão
situadas no século VIII a.C. Nos primeiros tempos a cidade
foi
tão insignificante que passou despercebida. Mais tarde,
já então centro urbano de um povo em franca
expansão, surgem lendas que procuram ligar a origem de Roma
à cidade de Alba, a Longa, ou mesmo, à distante
Tróia.</p>
<p style="text-align: justify;">A
lenda mais conhecida conta que os
reis de Alba, a Longa, descendiam de Enéias, o famoso
troiano,
que se refugiara na Itália após o
incêndio de sua
cidade. Númitor, rei que havia sido destronado por seu
irmão, Amúlio, tinha uma filha –
Réia
Sílvia. Esta, sacerdotisa do templo de Vesta, inspirou
violenta
paixão ao deus Marte e deu à luz dois
gêmeos:
Rômulo e Remo. Os meninos foram lançados ao rio
Tibre, em
uma cesta, por Amúlio, que queria desfazer-se deles.
Descendo o
rio, a cesta foi parar aos pés do Monte Palatino, onde uma
loba
a achou e amamentou as crianças. Mais tarde, um pastor as
encontrou, tomando-as sob sua proteção. Sabedores
de sua
origem, os irmãos voltam a Alba, a Longa, destronam
Amúlio e repõem seu avô no trono. Em
753 a.C. ambos
fundam Roma, às margens do rio Tibre.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra
lenda conta simplesmente que
Enéias, fugindo de Tróia após seu
incêndio,
estabelece-se no Lácio e funda Roma. Essa lenda é
contada
por Virgílio.</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer
que tenha sido sua verdadeira
origem, o fato é que Roma, mercê de sua excelente
localização (às margens do Tibre e
sobre colinas
estratégicas), expandiu-se sempre. Logo se estendia sobre 7
colinas (Palatino, Capitólio, Aventino, Quirinal, Viminal,
Célio e Esquillino). Ainda ao tempo dos reis serviu-se de um
porto (Óstia) que lhe dava acesso ao mar, antecipando o
futuro
expansionismo que iria transformar o Mediterrâneo num
“lago” romano.<a class="shutterset_singlepic387"
title="O suicídio de Lucrécia Borjia"
href="http://antonini.med.br/blog/wp-content/gallery/hfar/800px-joerg_breu_the_elder_-_the_suicide_of_lucretia.jpg"><br>
</a><br>
<a
href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/wp-content/gallery/historia/604.jpg"
title="" class="shutterset_singlepic604"> </a><a
href="../paginas/hfar-os_romanos-imagem-1.html"><img
style="border: 0px solid ; float: right; width: 320px; height: 221px;"
class="ngg-singlepic ngg-right" src="../img/604__320x240_604.jpg"
alt="clique para ampliar" title="clique para ampliar"></a>
De 753 a 510 a.C., Roma foi uma monarquia. Consta que teve 7 reis, os 3
últimos de origem etrusca. Durante a realeza a cidade era
dotada
de prédios modestos, sendo a vida do povo bastante simples.
Ao
lado do rei havia o Senado, dividindo a responsabilidade do governo. O
último rei foi deposto por um golpe de estado desfechado
pelos
patrícios sob a alegação de
legítima defesa
da honra de Lucrécia, uma jovem patrícia que
teria sido
violentada por um dos netos de Tarquínio O Soberbo, que
proclamou a República.</p>
<h4 style="text-align: justify;">As
Eficientes Legiões Romanas</h4>
<p style="text-align: justify;"><span class="shutterset_singlepic388"><br>
<a
href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/wp-content/gallery/historia/605.gif"
title="" class="shutterset_singlepic605"> </a><a
href="../paginas/hfar-os_romanos-imagem-2.html"><img
style="border: 0px solid ; width: 189px; height: 240px; float: left;"
class="ngg-singlepic ngg-left" src="../img/605__320x240_605.gif"
alt="clique para ampliar" title="clique para ampliar"></a>
</span>Na época nenhum
povo teve uma organização
militar superior à dos romanos. Baseava-se ela na cega
obediência do soldado a seus chefes, através de
uma
rígida disciplina militar.</p>
<p style="text-align: justify;">O
chefe (dux) tinha sob suas ordens os
legados, decuriões e centuriões. As
legiões eram
compostas de 5 a 6 mil homens. A infantaria ligeira (velites), a
cavalaria (equites) e a artilharia formavam corpos bem adestrados,
revelando seu excelente conhecimento bélico nos combates. A
artilharia empregava máquinas de ataque como catapultas e
aríetes para forçar as portas das fortalezas.</p>
<p style="text-align: justify;">O
soldado covarde era morto a pauladas
por seus próprios companheiros. Em caso de motim, ao
invés de todo o grupo ser punido, escolhia-se um soldado em
cada
vez, que era executado (dizimar). A carreira militar, graças
à régia paga e aos privilégios que
acumulou com o
tempo, era muito atraente. Os soldados eram treinados no Campo de Marte
(às margens do Tibre) e seus exercícios eram,
basicamente, corridas, assaltos, manejo de espada,
natação, marchas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">As
armas eram muito variadas.
geralmente, além do escudo, possuíam uma espada
curta de
dois fios e uma lança (pilum), que atiravam contra o
inimigo.
Além do escudo, protegiam a cabeça com um
capacete e o
corpo com armaduras e perneiras.</p>
<p style="text-align: justify;">A
legião romana dividia-se em
manípulos durante os combates. Era superior à
falange
macedônica, mas em luta contra a cavalaria, levava
desvantagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
legionários romanos eram
notáveis no cerco de fortalezas ou cidades. Formavam
cinturões ao redor da área sitiada, cavavam
trincheiras e
tentavam vencer as muralhas através de torres de assalto
providas de rodas. Às vezes cavavam túneis e
penetravam
na cidade pelo subsolo. Outras, arrombavam as portas com poderosos
aríetes. Quando atacavam a defesa da praça de
guerra,
avançavam em grupo, protegidos pelos escudos ao alto das
cabeças, o que lhes dava o aspecto de gigantescas tartarugas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">De
Conquistados a Conquistadores</h4>
<p style="text-align: justify;">Desde
os primeiros tempos de sua
existência, Roma esteve em guerra. Inicialmente foram lutas
em
defesa de sua sobrevivência, quando sofreu ataques de seus
vizinhos. Os gauleses foram um de seus mais sérios inimigos.
Invadindo a Itália, pelo norte, atacaram primeiro os
etruscos.
Em 390 a.C. derrotaram os romanos junto às margens do rio
Allia,
afluente do Tibre. Apavorada, a população
abandonou a
cidade, nela apenas ficando alguns bravos, sitiados no
Capitólio
por 7 meses. Numa madrugada os defensores foram acordados pelo grasnar
dos gansos sagrados, denunciando um ataque dos gauleses, que os
sitiavam. Finalmente, depois de receberem mil libras de ouro como
indenização, os gauleses retiraram-se e os
romanos
regressaram à sua cidade saqueada.</p>
<p style="text-align: justify;">Após
esses duros dias, Roma
aperfeiçoou sua defesa. Fortificou pontos
estratégicos,
adestrou seus soldados e passou à ofensiva. Primeiramente
anexou
a Campânia, venceu os Samnitas e apossou-se da parte central
da
Itália. A seguir atacou para o norte, expulsando os gauleses
do
Vale do Pó. Depois expandiu-se para o sul, onde venceu os
gregos
da Magna Grécia (sul da Itália e
Sicília).
Já então, os romanos eram donos de toda a
Itália.
A seguir, tiveram lugar as guerras Púnicas, ao fim das quais
Cartago foi riscada do mapa. Restavam-lhes, apenas, o resto do mundo
para conquistar. Isso, porém, seria feito mais tarde,
meticulosamente, ao tempo do Império.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Roma
– do Apogeu à
Decadência</h4>
<p style="text-align: justify;">Após
ter realizado grandes
conquistas a República romana foi agitada por violentas
lutas
internas de caráter social. Prevaleciam as
condições injustas dos patrícios
privilegiados e
dos plebeus quase sem nenhum direito. Numerosos foram os plebeus
arruinados pelas guerras. Suas terras tomadas pelos
patrícios
como pagamento de dívidas, iam-se concentrando na
mão de
alguns privilegiados, ficando a maioria desprovida de suas propriedades.</p>
<p style="text-align: justify;">
</p>
<p style="text-align: justify;">
<span class="shutterset_singlepic606"><img
style="float: left; width: 300px; height: 273px;"
class="ngg-singlepic ngg-right" src="../img/606.jpg"
alt="Os irmãos Graco" title="Os irmãos Graco"></span>Dois
irmãos, Caio e Tibério Graco, levantaram-se
contra
esse estado de coisas. Pretendiam eles redistribuir as terras
públicas, então em poder da nobreza, para os
desocupados.
Com isso esperavam aumentar a produção
agrícola e
acabar com o grande número de pessoas sem trabalho. Estas se
acumulavam em Roma, dando lugar a desordens.</p>
<p style="text-align: justify;">Tibério
Graco, autor da
tentativa de reforma agrária, ficou marcado pelos
proprietários. Apesar de aprovada, sua lei não
conseguiu
ser aplicada corretamente por causa da sabotagem. O próprio
Tibério foi assassinado a pauladas, na companhia de 300
companheiros, pelos senadores romanos, seus inimigos. (133 a.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Caio
Graco, eleito tribuno pouco
depois, retomou os planos de seu infeliz irmão. Fundou
colônias agrícolas, fornecendo alimentos para as
classes
pobres, lutando pela mais justa distribuição das
terras
da República. Entretanto, pouco depois, novo golpe dos
senadores
é tramado contra ele. Para não ser aprisionado,
pede a um
escravo que o mate; três mil de seus seguidores
são
brutalmente assassinados (121 a.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Seguem-se
anos de grande
agitação. Generais passam a dirigir os
acontecimentos.
Alguns defendem os plebeus, como Mário; outros, os
patrícios, como Sila. Ambos, além de rivais,
executaram
cruéis repressões contra seus inimigos. Foram
anos de
lutas sangrentas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais
tarde o poder fica nas mãos
de Pompeu. Este alia-se a Júlio César, seu sogro
e a
Crasso, romano de grande fortuna. Forma-se o Primeiro Triunvirato.
Graças ao apoio de seus companheiros, Júlio
César
é feito cônsul.</p>
<p style="text-align: justify;">Dotado
de grande capacidade de trabalho
e de brilhante inteligência, César logo se
destaca.
É designado para realizar a conquista das Gálias
(atual
França). Crasso é enviado para conquistar o
Oriente.
Pompeu fica em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto
César consegue vencer
os gauleses graças a seu brilho militar, Pompeu
começa a
temê-lo, devido ao seu crescente prestígio em
Roma.
Apoiado pelo Senado, Pompeu ordena a César que licencie suas
tropas. Desobedecendo a Pompeu, César marcha com seu
exército contra Roma. Pompeu foge para o Egito, onde
é
assassinado, ao chegar, por ordem de Ptolomeu, que pretendia agradar a
César.</p>
<p style="text-align: justify;">Indignado,
Júlio César
vai ao Egito, destrona Ptolomeu, colocando sua irmã
Cleópatra no poder. Em seguida, dá combate ao rei
do
Ponto e aos generais de Pompeu na África e na Espanha. A
todos
vence.</p>
<p style="text-align: justify;">Regressando
a Roma, César
é feito ditador. Recebendo honrarias e títulos do
Senado,
César começa a revelar seus dotes de grande
estadista.
Dá terras à plebe, reforma o
calendário, obriga os
ricos proprietários a dar trabalho aos homens livres
desocupados
em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;">Espírito
nobre, perdoa seus
antigos inimigos, a muitos dando cargos em seu governo. Entretanto,
despertando desconfianças entre os nobres, que temiam viesse
César tornar-se rei, é traiçoeiramente
assassinado
em pleno Senado (15 de março de 44 a.C.). Entre seus
assassinos
estava seu filho adotivo, Bruthus.</p>
<p style="text-align: justify;">Morto
César, o cônsul
Marco Antônio agita a população contra
os
assassinos que fogem.</p>
<p style="text-align: justify;">Marco
Antônio, novo senhor de
Roma, passa a liderar a vida da República. Eis
porém que
Otávio um sobrinho-neto de César, e seu herdeiro,
passa a
reivindicar o poder, apoiado pelo grande orador Cícero e
Otávio. Após breve luta contra Marco
Antônio, ambos
fazem com Lépido um acordo político, formando o
2.º
Triunvirato. Saindo em perseguição a Bruthus e
Cassius,
os autores da conspiração contra
César, os
triúnviros derrotam as tropas em fuga. Cassius e Bruthus
suicidam-se. A seguir, o Triunvirato divide o território da
República: Lépido, a África;
Otávio, a
Itália e o Ocidente; Marco Antônio, o Oriente.</p>
<p style="text-align: justify;">Lépido
logo é afastado.
Otávio procura manter a ordem em seus domínios.
Marco
Antônio, derrotado no Oriente refugia-se no Egito, onde se
casa
com Cleópatra. Comete, entretanto, alguns atos que provocam
revolta. Entre eles estava a doação, aos filhos
de
Cleópatra, de pedaços do território
romano.</p>
<p style="text-align: justify;">Com
ordem do Senado para combater Marco
Antônio, Otávio parte para o Egito. Vencido na
batalha
naval de Ácio (31 a.C.), Marco Antônio suicida-se.</p>
<p style="text-align: justify;">
</p>
<div style="text-align: justify;" id="attachment_5957">
<span class="shutterset_singlepic607"><img
style="float: right; width: 200px; height: 300px;"
class="ngg-singlepic ngg-left" src="../img/607.jpg" alt="Cleópatra"
title="Cleópatra"></span>Para
não ser levada prisioneira a Roma, Cleópatra
também se mata, deixando-se picar por uma serpente venenosa.
O
Egito é transformado em província romana. Tal
fato marca
o fim da República.</div>
<p style="text-align: justify;">Só
no governo, Otávio
absorve toda a fonte do poder. Recebe os títulos de
Imperador e
de Príncipe do Senado. Depois o de Augusto. Embora mantendo,
na
aparência, todas as instituições
republicanas,
Otávio transforma Roma num Império.</p>
<p style="text-align: justify;">Augusto,
como é então
chamado, demonstrou dotes de excelente administrador. Dividiu o
Império Romano em províncias, nomeou para cada
uma delas
eficientes governantes, aos quais fiscalizava. Qualquer
violência
praticada contra um cidadão das províncias podia
ser
julgada pelo Imperador em Roma.</p>
<p style="text-align: justify;">Regularizou-se
a cobrança de
impostos. O exército foi reorganizado e levado às
fronteiras do Império. Combateu-se o crime. A
população de Roma e das províncias foi
contada
através de um recenseamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Roma
transformou-se. Majestosos
edifícios foram levantados. O povo tinha
espetáculos
públicos de gladiadores, além de receber
víveres
do Estado. Augusto disse: “recebi uma cidade de tijolos e
deixo
uma cidade de mármore.”</p>
<p style="text-align: justify;">Após
governar durante 44 anos,
Augusto morreu no ano 14 da Era Cristã. Seu governo foi a
fase
de ouro de Roma, comparado ao século de Péricles,
em
Atenas. Houve longo período de paz. Grandes poetas
abrilhantaram
a cultura (Virgílio – as
“Bucólicas”,
Horácio –
“Sátiras”, Ovídio
– “Metamorfoses”). Também o
grande historiador
romano Tito Lívio foi de sua época.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez
o mais transcendental fato
ocorrido durante o governo de Augusto tenha sido, porém, o
nascimento de Jesus Cristo, em Belém de Judá,
então uma das províncias de Roma.</p>
<p style="text-align: justify;">Após
Augusto seguem-se seus
sucessores em número de 10, conhecidos por 12
Césares
(incluindo Júlio César e o próprio
Augusto). Os 4
primeiros foram da família de César:
Tibério,
Calígula, Cláudio e Nero. Apesar de prosseguir a
prosperidade do Império, nenhum deles conseguiu ter o brilho
de
Augusto. Calígula, por exemplo, era louco. Sedento de sangue
mandou matar milhares de infelizes, além de nomear seu
cavalo,
Incitatus, senador.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo
o Imperador considerado divino,
sua palavra tinha força de lei. Nero, apesar de louco, era
obedecido cegamente. Entre seus atos mais conhecidos constam: o
assassínio de sua mãe, de seu irmão,
da esposa e
de seus mestres, além de ter incendiado Roma. Acusando desse
ato
os cristãos, patrocinou a primeira
perseguição da
história aos seguidores de Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outros
dos 12 Césares dignos de
realce foram os chamados Flávios: Vespasiano – bom
administrador; Tito – que tomou Jerusalém;
Domiciano, que
pelo seu gênio cruel lembrava Nero. Durante o governo de Tito
houve uma erupção do Vesúvio que
sepultou sob as
cinzas as cidades de Pompéia, Herculana e
Estábias.</p>
<p style="text-align: justify;">Após
os 12 Césares, Roma
foi governada pelos Antoninos. Foi quando as fronteiras do
Império atingiram sua maior extensão. Merecem
citação: Nerva, Trajano, Adriano, Antonino Pio,
Marco
Aurélio e Cômodo. Durante o reinado dos Antoninos,
Roma
conheceu pontos altos e baixos. Dos bons governos de Trajano e Adriano
à perseguição dos cristãos
(Marco
Aurélio) ou à loucura (Cômodo).</p>
<p style="text-align: justify;">Após
os Antonini (plural de
Antoninvs em latim) veio a fase final de Roma, como Estado. A
decadência acelerava-se. Muito grande, o Império
era
difícil de administrar.</p>
<p style="text-align: justify;">Surgem
rivalidades freqüentes.
Generais disputam o trono, apoiados por suas tropas. Há
longos
períodos de desordem, Diocleciano consegue deter
momentaneamente
o caos, restabelecendo a ordem no exército. Ordena,
também, a mais violenta perseguição
aos
cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
cristãos eram perseguidos,
muitas vezes jogados às feras nas arenas, porque sua
doutrina
entrava em conflito com a idéia da divindade do Imperador.
Milhares de homens, mulheres e crianças foram sacrificados
pela
sua fé. Apesar disso, seu número aumentava sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Até
mesmo na nobreza romana e na
própria família imperial, surgiram
cristãos.
Assim, em 312, o novo imperador de Roma, Constantino, resolve
também converter-se ao cristianismo. Assim fazendo, torna a
nova
religião oficial. Para nova sede do Império
Romano
é construída Constantinopla, magnificamente
situada entre
a Europa e a Ásia.</p>
<p style="text-align: justify;">Após
a morte de Teodósio
(395), seus filhos resolvem dividir o Império Romano.
Arcádio torna-se o dono do Império Romano do
Oriente, com
sede em Constantinopla. Honório, do Império
Romano do
Ocidente, com sede em Roma. Para alguns, o ano de 395 marca,
também, o fim da Idade Antiga. Outros preferem considerar,
como
limite, a data da queda de Roma sob os bárbaros de Odoacro
(476).</p>
<h4 style="text-align: justify;">A
Prosperidade Gerou a Ociosidade</h4>
<p style="text-align: justify;">A
vida humilde e simples que levavam os
romanos até o século I a.C. foi profundamente
alterada
com as conquistas. Verdadeiras multidões de escravos
chegavam
anualmente à cidade, onde eram colocados a
serviço das
famílias patrícias. No século I os
escravos
romanos foram calculados em 1 milhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma
família patrícia
possuía, às vezes, centenas e até
milhares de
escravos. Isso levou os costumes romanos, de início severos,
ao
relaxamento. Os patrícios viviam em festas e, sob o menor
pretexto, matavam seus escravos. Às vezes davam
vazão a
seus instintos perversos, torturando pobres homens ou mulheres.
Não eram raros os escravos marcados a ferro em brasa no
próprio rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
territórios conquistados
pelos romanos eram administrados por pretores ou encarregados, que
procuravam cobrar impostos muitas vezes escorchantes. Graças
a
isso crescia a fortuna de certas famílias e a prosperidade
da
República (mais tarde Império).</p>
<p style="text-align: justify;">Grande
parte dos tributos cobrados por
Roma ia em forma de gêneros. Assim, o trigo e outros cereais
chegavam da Sicília, da Espanha ou da África em
grande
quantidade. Isso levou ao abandono da lavoura nas
imediações da capital e à
invasão de Roma
pelas multidões de ex-lavradores. A partir de
então,
milhares de desempregados viviam pelas ruas, dependendo da
distribuição de pão, feita pelo
Estado, para sua
sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">Era
preciso ocupar, outra vez, as
terras improdutivas ao redor de Roma, para onde deveriam ir essas
multidões de ex-lavradores. Essa foi uma das
razões da
luta dos irmãos Graco (Caio e Tibério) e, mais
tarde, de
Mário e Sila, em prol de reformas sociais.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Os
Doze Césares</h4>
<p style="text-align: justify;">1
– <strong>Júlio
César</strong>
– Depois da morte de Pompeu, governa Roma
com sabedoria e discernimento. Dá terra à plebe;
reforma
o Calendário; realiza reformas sociais. É
assassinado por
Bruthus (seu filho adotivo) e outros senadores, no dia 15 de
março de 44 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Na
verdade, Júlio César
jamais recebeu o título de Imperador, sendo aclamado e
entronado
em Roma antiga como Ditador Perpétuo, em cuja
função ele morreu. Além de Ditador
Perpétuo, também foi declarado Sumo
Pontífice de
Roma, sendo, portanto, o chefe e líder espiritual dos
romanos.
Em outros palavras, os Doze Césares na realidade eram apenas
Onze.</p>
<p style="text-align: justify;">2
-<strong> Augusto</strong>
–
Herdeiro de Júlio César (e seu sobrinho),
Otávio
recebe o título de Augusto no ano 27 a.C., após o
fim do
2.º Triunvirato. Governou em paz o Império (a pax
romana).
Cercou-se de artistas e filósofos, embelezando Roma e
aumentando
seu poder. Morre no ano 14 da Era Cristã, sendo deificado.
Em
latim, Augusto significa Divino.</p>
<p style="text-align: justify;">3
– <strong>Tibério</strong>
– Filho adotivo de Augusto, governa com justiça
nos
primeiros anos. O fim de seu reinado é sangrento, tendo
mandado
matar senadores suspeitos de conspiração. Foi
assassinado
em Capri, onde vivia (37 d.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">4
– <strong>Calígula</strong>
– Notabilizou-se pela loucura e desvarios de seu governo.
Obrigava o povo a adorá-lo no lugar de Júpiter e
nomeou
seu cavalo – Incitatus – senador do
Império. Embora
muitos historiadores famosos atestem que a
nomeação de
Incitatus fora um ato de loucura, na realidade, Calígula
queria
mesmo era dizer alto e em bom tom aos senadores do império
que
para ele – Calígula – os senadores
valiam tanto
quanto seu cavalo. Foi assassinado no ano 41, pelo prefeito da guarda
pretoriana.</p>
<p style="text-align: justify;">5
– <strong>Cláudio</strong>
– Proclamado Imperador pelos assassinos de
Calígula,
governou com justiça. Entretanto, não
pôde impedir
os crimes de suas esposas Messalina e Agripina, terminando por ser
envenenado por esta última.</p>
<p style="text-align: justify;">6
– <strong>Nero</strong>
– Levado ao trono por sua mãe, Agripina, no ano
54, Nero
foi o mais louco dos imperadores de Roma. Sanguinário, manda
matar seu irmão Britânico (filho de
Cláudio), sua
mãe Agripina, sua esposa Otávia, seus mestres
Burro e
Sêneca, o poeta Lucano e Pompéia, que matou com
violento
pontapé. Julgando-se poeta, manda incendiar Roma para
inspirar-se a compor um poema sobre o fim de Tróia. O fogo
alastrou-se pela cidade durante 17 dias. Para fugir à
revolta
popular, acusa os cristãos de incendiários e
leva-os ao
martírio no Coliseu, entregues às feras, ou
transformados
em tochas humanas, para iluminar as ruas. Diante da revolta das
legiões sublevadas pelo general Galba, suicida-se
declarando:
“Que grande artista perde o mundo!”</p>
<p style="text-align: justify;">7
– <strong>Galba</strong>
– 8 – <strong>Oton</strong>
e 9 – <strong>Vitélio</strong>
– Governaram em um período de grande desordem.</p>
<p style="text-align: justify;">10
– <strong>Vespasiano</strong>
– Nomeado pelas tropas do Oriente, pertencia à
família Flávia. Durante seu governo (69-79)
procurou
recuperar tudo o que Nero havia destruído, especialmente as
finanças e a disciplina militar.</p>
<p style="text-align: justify;">11
– <strong>Tito</strong>
– Filho de Vespasiano, foi um homem virtuoso que procurava
praticar o bem. Em seu governo (ano de 79d.C.) houve a
destruição das cidades de Pompéia e
Herculana pela
erupção do vulcão Vesúvio.
Governou de 79 a
81. Apesar de ser virtuoso mandou destruir Jerusalém, cujo
templo foi arrasado, e fez dispersar os judeus pelo mundo (a
diáspora).</p>
<p style="text-align: justify;">12
– <strong>Domiciano</strong>
– Irmão de Tito, reinou de 81 a 96. Era mau e
vingativo.
Lembrava um segundo Nero. Perseguiu os cristãos e mandou
matar
vários cidadãos que julgava inimigos seus.
Terminou
assassinado por um grupo de que fazia parte sua própria
esposa.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Antoninos,
Flávios e Outros
Imperadores</h4>
<p style="text-align: justify;">Após
os 12 Césares
reinaram os Antoninos e os Flávios. Nessa época
as
fronteiras imperiais atingiram sua maior extensão. Desses
imperadores merecem menção:</p>
<p style="text-align: justify;">1
– <strong>Nerva</strong>
– Governou de 96 a 98. Era já idoso e
notabilizou-se pelo
saber jurídico.</p>
<p style="text-align: justify;">2
– <strong>Trajano</strong>
– Reinou de 98 a 117. Era filho adotivo de Nerva. Fez
excelente
governo, levou as fronteiras imperiais até a
Índia;
construiu estradas, aquedutos, pontes e belos edifícios.
Está imortalizado na famosa Coluna Trajana, em Roma.
Entretanto,
mandou perseguir os cristãos, outra vez.</p>
<p style="text-align: justify;">3
– <strong>Adriano</strong>
– (117-138) – Excelente administrador. Governou
Roma em uma
época de paz interna.</p>
<p>
<span class="shutterset_singlepic608"><img
style="float: left; width: 238px; height: 300px;"
class="ngg-singlepic ngg-right" src="../img/608.jpg"
alt="Antoninvs Pivs ou Antonino Pio"
title="Antoninvs Pivs ou Antonino Pio"></span>4
– <strong>Antoninvs
Pivs ou Antonino Pio</strong>
(138-161)
– Notabilizou-se pela administração
primorosa e
sábia legislação, sabendo, como
poucos,
administrar os problemas internos e conciliando suas
decisões
com os ditames jurídicos dos códigos vigentes em
sua
época, sem valer-se das prerrogativas absolutistas de seu
posto
de Imperador. Antonino Pio pode ser chamado de primeiro democrata
verdadeiro de Roma antiga. Em seu governo todos os cientistas,
literatos e religiosos da época, inclusive os
cristãos
eram respeitados, não havendo registro de qualquer
perseguição aos cristãos ordenada por
Antonino Pio.</p>
<p style="text-align: justify;">5
– <strong>Marco
Aurélio</strong>
– Filósofo, cultor das Letras e das Artes
(161-180).
Guerreou os bárbaros do Oriente (partas) e os germanos do
Danúbio. Ordenou mais uma perseguição
aos
cristãos.</p>
<p style="text-align: justify;">6
– <strong>Cômodo</strong>
– Filho de Marco Aurélio (180 a 192),
celebrizou-se pela
loucura. Seu amor ao crime lembrava Nero. Acabou assassinado, em
palácio.</p>
<p style="text-align: justify;">Segue-se
longo período de
desordens. Os imperadores de então somente se mantinham no
poder
à custa das armas. O assassinato tornou-se rotina. Cada
exército pretendia fazer imperador seu comandante. 25
imperadores se sucederam no período de 94 anos
(século
III d.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto
o povo só queria
“pão e circo”, Roma chegou a ter 30
imperadores
diferentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Dessa
fase citam-se: Caracala
(211-217); Heliogábalo (218-222); Alexandre Severo
(222-235).
Diocleciano (284-305) realizou bom governo. Restabeleceu a disciplina
militar, fez reformas políticas e administrativas. Dividiu o
Império em 4 partes, dando as outras 3 a seus amigos
(Tetrarquia). Constantino (311-324), percebendo a importância
do
Cristianismo, abraçou-o e o tornou a religião
oficial do
Estado. Fundou Constantinopla e a fez capital do Império.
Segue-se uma fase de divisão do Império
até que
chega ao poder Teodósio (379-395). Defendeu a fé
cristã e conseguiu manter a unidade do Império.
Combateu
os godos (bárbaros) e um levante em Tessalônica.
Ao
morrer, dividiu o Império, dando a cada um de seus filhos
uma
parte. O Império Romano do Ocidente coube a
Honório. O
Império Romano do Oriente a Arcádio. Tal fato,
ocorrido
em 395, é considerado por alguns historiadores como o fim da
Idade Antiga e o começo da Idade Média.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Direito
Romano: Raiz das Nossas Leis</h4>
<p style="text-align: justify;">A
contribuição romana
mais importante para o progresso da humanidade foi, sem
dúvida,
as suas leis. Ainda hoje a maioria das nações
civilizadas
tem sua legislação fundamental baseada no Direito
Romano.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa
preocupação
legalista dos romanos foi, por sua vez, o segredo que manteve unidos
povos tão diferentes em distâncias tão
grandes da
sede do Império, sob a soberania dos Césares.</p>
<p style="text-align: justify;">As
primeiras leis escritas em Roma
foram as Leis das Doze Tábuas, que refundiam o direito dos
costumes, até então transmitidos oralmente.
Graças
a elas, os plebeus tiveram garantias para sua sobrevivência
social frente aos desmandos dos patrícios.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao
tempo de Júlio César o
Direito foi enriquecido com sábias leis, que regulavam desde
problemas políticos, sociais e econômicos
até os de
natureza familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">O
jurisconsulto Juliano publicou o
chamado Edito Perpétuo (uma
codificação do Direito
Civil).</p>
<p style="text-align: justify;">As
leis republicanas, que davam um
poder desmesurado ao Pater familiae foram, mais tarde, abrandadas. A
mulher teve reconhecido seu papel na família e na sociedade,
na
qual desfrutava de um prestígio relativamente grande.</p>
<p style="text-align: justify;">Merecem
destaque como legisladores
Papiniano e Ulpiano (autor de Disputationes e Institutiones).</p>
<p style="text-align: justify;">Durante
o reinado de Diocleciano foram
publicados os códigos Gregoriano e Hermogeniano.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais
tarde, seguindo a linha dos
imperadores romanos do Ocidente, Justiniano, Imperador do Oriente,
daria sua contribuição para o
aperfeiçoamento das
leis romanas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como
já se disse, muitas dessas
leis estão presentes, ainda, em nossos códigos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">A
Opulência Degradou os Costumes</h4>
<p style="text-align: justify;">Durante
a República, os costumes
romanos eram muito severos. A autoridade máxima, na
família, cabia ao pai (Pater familiae) a quem deviam
obediência: sua esposa, os filhos, clientes e todos os demais
dependentes. Com o tempo, porém, a mãe conquistou
uma
posição mais elevada, quase igualando a do pai.
No
recinto do lar, a mulher dedicava-se a tarefas leves, como manejar a
roca e o fuso e a manter o fogo sagrado diante dos altares dos deuses
lares (culto dos antepassados).</p>
<p style="text-align: justify;">Os
jovens eram educados no sentido de
serem fortes para a guerra. No Campo de Marte, aprendiam a manejar a
espada, a lançar discos e lanças, a correr, a
saltar, a
nadar e a cavalgar. Aprendiam a obedecer, para depois saberem mandar.</p>
<p style="text-align: justify;">Com
o Império, as conquistas
romanas foram de tal vulto, que os povos vencidos inundaram Roma de
tributos e escravos. O ouro, a prata, o marfim, a abundância
exagerada levou a família romana a perder seus antigos
costumes
moderados, substituindo-os pelo luxo e pela devassidão. A
corrupção dos costumes foi-se acelerando, a
partir do
século I da Era Cristã. “Os
aristocratas viviam com
um luxo indescritível. Enquanto isso os homens livres
permaneciam na miséria e os escravos levavam uma vida
duríssima: às vezes era mais barato adquirir
escravos
novos do que alimentar e cuidar dos que já
tinham.” Isso
levou Roma a degenerar. Os costumes corromperam-se por toda sorte de
vícios e, os soldados romanos já não
queriam
combater pois se haviam afeminado, em grande número. Aos
profetas do apocalipse de plantão, que pregam o fim do mundo
no
final desse milênio, aqui vai uma
contradição a um
dos fatos mostrados por eles como prenúncio do
Juízo
Final – o homossexualismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse
fenômeno é tão
antigo quanto a humanidade e basta ver pelo texto que até
nas
legiões romanas essa aberração
já era
descrita entre os soldados e também na corte, até
mesmo
entre os imperadores (veja em Fúlvio Suetônio, a
História dos Doze Césares da Editora Ediouro).
Incesto,
estupro de crianças, perversões sexuais,
então,
nem se fala!.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal
fato levou o Império a
contratar milhares de soldados mercenários, recrutados entre
os
povos vizinhos de suas fronteiras (bárbaros). As antigas
legiões, orgulho de Roma, estavam agora mesclados de
germanos,
que defendiam o Império a troco de dinheiro. Enquanto havia
recursos, os milhares de soldados bárbaros recebiam seus
soldos
regularmente e continuavam a defender o Imperador. Nos
séculos
III, IV e V, a decadência romana acentuou-se, gerando o caos
financeiro, apesar do aumento vertiginoso dos impostos.</p>
<p style="text-align: justify;">A
necessidade de pagar os
mercenários de suas legiões levou o
Império a
dar-lhes terras, à falta de dinheiro. Nessas terras, dentro
de
suas fronteiras, instalaram-se milhares de famílias
bárbaras, antecipando, com sua presença
física,
embora pacificamente, o fim das instituições
romanas.
Pouco depois começariam as invasões dos
bárbaros,
estas de caráter não pacífico. Elas
iriam selar o
destino do maior império da História da
humanidade,
até então.</p>
<h4 style="text-align: justify;">As
Artes e a Filosofia</h4>
<p style="text-align: justify;">As
artes romanas não podem ser
comparadas com as gregas, sem dúvida superiores. Mas
refletem,
profundamente, sua influência. Na arquitetura, destaca-se o
uso
de colunas variantes do estilo coríntio, além de
influências orientais (arcos, abóbadas, etc.).</p>
<p style="text-align: justify;">Na
escultura merecem destaque as
estátuas de imperadores, concebidas e executadas com
atenção especial, por causa de sua natureza
divina (o
imperador era cultuado como deus). Os baixos-relevos da Coluna Trajana
e o da de Marco Aurélio são dignos de
menção.</p>
<p style="text-align: justify;">A
pintura romana é pouco
conhecida porque a maioria se perdeu. As
escavações de
Pompéia, contudo, revelam algumas de grande beleza,
realizadas
sob a forma de afrescos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mosaicos
– Os romanos
desenvolveram a arte de fabricar mosaicos, com que eram pavimentadas
suas residências. Alguns são de uma beleza
admirável.</p>
<p style="text-align: justify;">A
literatura foi bastante rica. A
língua latina muito ajudou os escritores romanos, pela sua
riqueza e flexibilidade. Muitas obras são de destaque. No
século III, a.C., temos uma tradução
da
Odisséia para o latim, obra do escravo grego
Lívio
Andrônico. Plauto (254-184) a.C. escreveu 140
comédias.
Terêncio (190-159 a.C.) escreveu “O verdugo de si
mesmo” (Carrasco de Si Mesmo) e outras peças. O
tempo mais
fértil para as artes romanas foi o de Augusto e de seu
ministro
Mecenas, protetor dos artistas. É dessa época
Virgílio (70-20 a.C.) autor das
“Bucólicas”,
“Geórgicas” e da
“Eneida”, onde,
à maneira de Homero, narra a volta de Enéias, da
Guerra
de Tróia. Ovídio (43-7 a.C.),
contemporâneo de
Virgílio, escreveu “A arte de Amar” e
“Metamorfoses”; Horácio (65-8 a.C.)
escreveu odes,
sátiras e epístolas; Fedro, à
semelhança do
grego Esopo, escreveu várias fábulas.</p>
<p style="text-align: justify;">A
oratória teve vários
vultos, em geral, de políticos. Entre os maiores:
Catão,
Cipião o Africano e os irmãos Graco. O maior de
todos foi
Cícero. No Senado combateu Catilina, com suas
Catilinárias e Marco Antônio, com suas
Filípicas.
Deixou, também, escritos como “Da
Velhice” e
“A República”.</p>
<p style="text-align: justify;">Historiadores
Roma tece alguns grandes
nomes. Entre eles devem ser citados Júlio César
(A Guerra
das Gálias ou Debello Gallico, em latim), Tito
Lívio
(História de Roma, em 142 volumes), Caius Petronius
(historiador
dos costumes e da lendas e tradições romanas e
que acabou
se suicidando devido à depressão que a
degradação moral e
corrupção dos costumes
romanos lhe inflingiu) e Fulvio Suetonio (Os Doze Césares).</p>
<p style="text-align: justify;">Na
filosofia destaca-se Sêneca
(4-65), mestre de Nero e sua vítima (foi por ele obrigado a
cortar suas veias, segundo a história oficial. Na verdade,
Sêneca foi mesmo é trucidado pelas mãos
próprias de Nero e não por
indução ou ordem
sua. Deixou escritos “Da Ira” e
“Epístolas a
Lucílio”.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Um
Povo Prático</h4>
<p style="text-align: justify;">Se
pudéssemos resumir numa
só frase as diferenças de temperamento das
culturas grega
e romana, diríamos que, enquanto os gregos eram idealistas e
teóricos, os romanos eram práticos acima de tudo.
Os
gregos preocupavam-se com seus problemas filosóficos,
procurando
o sentido das coisas do universo que os cercava. Sua ciência
era
especulativa. Pesquisava-se pelo amor à pesquisa. Os
romanos,
por outro lado, procuravam tirar partido imediato de seus
conhecimentos, aplicando-os em coisas práticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Como
exemplo disso, podemos citar os
estudos de astronomia, em Roma, que resultaram na reforma do
calendário, realizada por ordem de Júlio
César, no
ano 47 a.C. Ou na aplicação da
matemática,
física e geometria na construção de
magistrais
obras públicas (aquedutos, circos, palácios,
etc.). Ou,
ainda, no mapeamento das terras do Império, mandado executar
do
ano 49 ao 19 a.C.</p>
<p style="text-align: justify;">Grande
parte do progresso cultural
romano deve-se à contribuição dos
gregos, levados
de sua terra à sede do Império, muitas vezes como
escravos. Ali trabalhavam nos mais diversos misteres, muitas vezes de
maneira anônima, produzindo obras
“romanas”. Muitas
peças de escultura romana foram produzidas por gregos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Dioscorydes</h4>
<p style="text-align: justify;">
<span class="shutterset_singlepic609"><img
style="float: right; width: 168px; height: 213px;"
class="ngg-singlepic ngg-left" src="../img/609.jpg" alt="Dioscorydes"
title="Dioscorydes"></span>PEDANYUS
DIOSCORYDES, um
botânico grego que se interessava
muito por plantas e acompanhava as legiões romanas durante
as
campanhas militares, no tempo dos Césares. Fazia, naqueles
tempos, o que se pode chamar hoje de “testes
farmacológicos” com drogas vegetais e, durante a
campanha
das Gáleas (Gálea Cisalpina, que atualmente
constitui-se
parte do sudeste da França, sul da Áustria e
norte da
Itália), no histórico DEBELLO GALLICO, campanha
militar
empreendida por Júlio César com o objetivo de
debelar os
gauleses e livrar Roma do perigo dos cruéis ataques e saques
destes, descobriu uma enorme variedade de plantas e testou-as em seus
companheiros de tropa. Naquela mesma época, durante a
campanha
militar, ele identificou a droga ÓPIO, separando a
fração do látex da
fração ativa,
isso no ano 77a.C., sendo por isso, considerado o
responsável
pela identificação dos primeiros dependentes de
Ópio que a humanidade tem notícia.</p>
<p style="text-align: center;"><span class="shutterset_singlepic389"><br>
<span class="shutterset_singlepic610">
<img style="border: 0px solid ; width: 652px; height: 422px;"
class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/610.jpg"
alt="Pedanyus Dioscorides" title="Pedanyus Dioscorides"></span></span></p>
<h4 style="text-align: justify;">Alguns
Aspectos Resumidos da Vida
Romana</h4>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Os
ETRUSCOS</strong> – Dos
primitivos habitantes da
península italiana, os etruscos foram os que
alcançaram
mais desenvolvida civilização.
Originários da
Ásia Menor, estabeleceram-se na Itália central,
ao lado
dos latinos, Úmbrios e Sabinos. Na região da
atual
Toscana fundaram cidades, construíram pontes, abriram
caminhos,
secaram pântanos, canalizaram rios e melhoraram o
país que
habitaram. Foram muito religiosos, tributando culto aos antepassados.</li>
<li><strong>A
FAMÍLIA</strong>
– Nas origens de Roma, a
família estava estruturada rigidamente ao redor de um chefe
– o Pater familiae – obedecido pelos filhos
– filii
– mais do que o próprio rei. Os representantes de
cada
família compunham o Senado, que dividia a autoridade do
poder
com o rei.</li>
<li><strong>A
SOCIEDADE</strong> – As
classes sociais da Roma
antiga eram: a dos patrícios – donos das terras e
grupo
dominante – os estrangeiros e os escravos. Ao redor dos
patrícios e sob sua proteção, estavam
os clientes,
que eram homens livres e formavam, juntamente com seus protetores, o
populus romano.</li>
<li><strong>LUTAS
SOCIAIS</strong> – Durante
a
República, Roma foi palco de violentas lutas de
caráter
social. Os patrícios, donos das terras e de grande
número
de escravos, gozavam de privilégios que aumentavam cada vez
mais. Os plebeus, empobrecidos pelas guerras, degradavam-se
socialmente, a ponto de terem feito, talvez, a primeira greve da
História, retirando-se de Roma e recusando-se a voltar, a
não ser em troca de reformas sociais. Apesar disso e dos
rios de
sangue que correram pelos anos seguintes, os plebeus vão
conquistando, progressivamente, mais direitos (o Tributo da plebe; a
Lei das 12 Tábuas; a eleição de um dos
cônsules; o casamento com patrícios e outras). Ao
fim,
legalmente, desapareceram as diferenças entre
patrícios e
plebeus, passando a ser, ambos, simplesmente cidadãos
romanos.</li>
<li><strong>AS
LEGIÕES</strong>
– Além do seu
papel de defender Roma e expandir suas fronteiras, as
legiões
realizavam outros notáveis serviços. Entre eles
estava a
drenagem de pântanos e a construção de
pontes e
estradas. Além disso, fundavam cidades. Algumas delas:
Mogúncia, Bonn, Colônia, Basiléia e
Lion.</li>
<li><strong>AI
DOS VENCIDOS</strong> – Os
vencidos pelas
legiões eram transformados em escravos e seus bens
repartidos
entre os soldados.</li>
<li><strong>OS
GRACO</strong> – Os
irmãos Tibério
e Caio Graco foram grandes lutadores pela causa dos plebeus. Tentaram
fazer a reforma agrária em Roma, despertando o
ódio dos
patrícios, que se haviam apoderado das terras do Estado.
Foram
assassinados, junto com centenas de seus seguidores.</li>
<li><strong>O
CALENDÁRIO</strong>
– Júlio
César realizou uma reforma no Calendário, no ano
47 a.C.
Para isso contou com a colaboração de um
astrônomo
grego (Sosígenes), que criou o chamado dia bissexto
(bio-sexto-calendas). Morto César, Marco Antônio
para
honrá-lo, mudou o nome do sétimo mês
(“Quintilis”) para “Julius”.
Mais tarde, o
mês “Sextilis” foi mudado para
“Augustus”
em homenagem a Augusto.</li>
<li><strong>GEOGRAFIA</strong>
– Além de mapear todas as
terras do Império entre os anos 44 e 19 a.C., os romanos
publicaram a monumental “Geografia”(em 16 volumes)
de
Estrabon, baseada nos textos de Hiparco e Eratóstenes. Por
ela
ficou conhecido todo o mundo antigo. Mais tarde (44 da Era
Cristã), Pompônio Mela publicou o primeiro tratado
completo de geografia: “De situ orbis”.</li>
<li><strong>ALQUIMIA</strong>
– Era praticada em Roma,
principalmente por escravos gregos ou outros estrangeiros. Os maiores
alquimistas foram Asclepíades e Cláudio Galeno.
Este foi
célebre anatomista.</li>
<li><strong>JÚLIO
CESAR</strong> –
Extraordinário
tribuno, escritor e historiador, o jovem patrício
Júlio
César teve fulminante carreira política e
militar.
Juntamente com Pompeu e Crasso formou o 1.º Triunvirato.
Conquistou as Gálias, cuja história registrou em
magnífica linguagem. Rompido O Triunvirato, César
venceu
seus rivais nas batalhas de Farsália (Grécia),
Tapso
(África) e Munda (Espanha). Senhor único do
poder,
recebeu o título de “Pontifex
Máximus”.
Reduzindo as atribuições do Senado, empreendeu
uma
série de reformas sociais, políticas e
jurídicas.
Distribuiu terras e fundou colônias, para lá
canalizando
os desocupados de Roma. Modificou o Calendário e construiu
belíssimos edifícios. Sua obra inspirou a inveja
de
muitos, sendo assassinado por conspiradores no dia 15 de
março
do ano 44 a.C.</li>
<li><strong>MARCO
ANTÔNIO</strong>
– Os amigos de
César apressaram-se em vingar sua morte. À frente
deles
colocou-se Marco Antônio, mais tarde associado a
Lépido e
a Otávio (2.º Triunvirato). Enviado para o Egito,
com
finalidades punitivas, Marco Antônio apaixonou-se pela rainha
Cleópatra com quem se casou. Mais tarde, perseguido pelas
tropas
de Otávio, Marco Antônio suicidou-se.
Cleópatra o
imitou.</li>
<li><strong>JESUS
CRISTO</strong> – Numa das
províncias
romanas (a Palestina), nasceu uma criança durante o reinado
do
Imperador Augusto. Essa criança veio a ser, nos anos
seguintes,
o pregador de uma nova e revolucionária doutrina, que iria
pôr em choque todos os costumes da época. Pregando
o amor,
num mundo de ódio, e a adoração a um
Deus
único e espiritual, sua doutrina chocou-se com o culto
pagão dos romanos a seus Imperadores. Isso gerou
várias
perseguições aos cristãos.
Até que, sob
Constantino, o Cristianismo foi reconhecido como doutrina oficial do
Estado romano.</li>
<li><strong>AQUEDUTOS</strong>
– Construídos de pedra ou
de alvenaria, levavam água às cidades. Somente
para Roma
os aquedutos “Aqua Martia”, “Aqua
Appia” e
“Aqua Claudia” conduziam, diariamente, mais de 2
milhões de metros cúbicos de água.
Além doa
aquedutos da capital, os romanos também os
construíram
nas províncias. (Espanha, frança, etc.).</li>
<li><strong>CIRCOS</strong>
– Eram, talvez, a diversão
predileta do povo. Neles reuniam-se multidões que deliravam,
vendo lutas de gladiadores, corridas, ou cristãos
lançados às feras. O chamado Circo
Máximo era um
teatro duplo, de forma circular. Exigiu o trabalho de várias
gerações, ficando concluído ao tempo
de Tito.
Abrigava quase 90 mil pessoas. No dia de sua
inauguração
foram sacrificados mais de 5 mil animais, em luta com gladiadores.
Tinha 3 pisos e media 156 metros de diâmetro. A arena tinha
86
por 54 metros.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>TEMPLOS</strong>
– Os
romanos construíram templos muito semelhantes aos dos gregos.</li>
<li><strong>PALÁCIOS</strong>
– Foram
construções esmeradas, onde a grandiosidade da
arquitetura era exaltada pelo mármore dos pisos, por paredes
e
colunas, além da estatuária e dos baixos-relevos.</li>
<li><strong>ARCOS</strong>
– Foram construídos para
comemorar feitos de alguns imperadores. Os mais famosos são
o de
Tito (exaltando seu triunfo sobre os judeus) e o Triplo de
Sétimo Severo, em Roma.</li>
<li><strong>COLUNAS</strong>
– Monumentos de grandes
dimensões (a de Trajano tem 42 metros de altura),
são
decoradas com baixos-relevos da base ao cimo.</li>
<li><strong>CIÊNCIA
APLICADA</strong> – Como
já
foi dito, os romanos foram um povo prático, que procurava
aplicar os conhecimentos científicos em proveito de sua
vida.
Assim Plínio, o Velho, publicou uma
“História
Natural” que contém ensinamentos sobre agricultura
e
pecuária.</li>
<li><strong>ARQUITETURA</strong>
– O romano foi um povo
construtor de grandes obras públicas. Entre elas destacam-se
imensos aquedutos, alguns com centenas de metros de comprimento e
dezenas de altura. Usavam muito o arco, invenção
mesopotâmica, levada para a Itália pelos etruscos.
Além disso, edificaram grandes circos, teatros ao ar livre,
onde
eram exibidas corridas de carros, lutas contra feras ou combate de
gladiadores. Muitos palácios também foram
edificados.
Usaram colunas, a exemplo dos gregos, especialmente de estilo
coríntio, com algumas modificações.
Também
empregaram abóbadas em algumas obras (como no
Panteão de
Roma), sob influência oriental.</li>
</ul>
<h4 style="text-align: justify;">A
queda de Roma – o final da
Idade Antiga</h4>
<p style="text-align: justify;">A
outrora majestosa, poderosa e
invencível Roma cai, sob o domínio de Odoacro,
rei dos
Hérulos, que destrona o jovem Rômulo
Augústulo e,
apesar de não aceitar o título de Rei de Roma,
coroa-se
Rei da Itália e estabelece a sede seu reinado e Ravena.</p>
<p style="text-align: justify;">Com
as grandes invasões, termina
o Império Romano (476) e a chamada História
Antiga
clássica. Começa a Idade Média, que se
irá
prolongar por 10 séculos (até 1453 com a queda do
Império Romano do Oriente, ou Constantinopla,
também
chamada de Bizâncio). A união de povos da mais
variada
origem (germanos, eslavos, Mongóis) com os antigos romanos
irá dar origem ao europeu moderno. por outro lado, os povos
invasores, apesar de muita destruição causada em
monumentos e tesouros dos romanos, acabaram aceitando sua cultura. As
línguas européias modernas refletem a
influência do
latim. A religião cristã é a
predominante em toda
a Europa. O Direito Romano é a base da sua
legislação ainda hoje. As fronteiras dos
países
europeus, apesar da sua constante mudança, ainda guardam
muita
relação com aquelas que se estabeleceram nos
antigos
reinos bárbaros, edificados sob a ruína do
outrora
invencível Império Romano.</p>
<div style="text-align: right;">
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