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<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=ISO-8859-1"> <title>As Cruzadas</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font></center> <br> <h2 style="text-align: center;" class="art-PostHeader"> As Cruzadas </h2> <div class="art-PostMetadataHeader"> <div class="art-PostHeaderIcons art-metadata-icons"><a href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/?author=1" title="Posts de heinz" rel="author"><br> </a> </div> </div> <p style="text-align: justify;">Durante os séculos VII, VIII e IX os árabes eram donos da Terra Santa, ou seja, a Palestina, onde ficam os lugares onde nasceu, viveu e morreu Jesus Cristo. Os árabes, apesar de islamitas não criavam embaraços às visitas dos cristãos a seus lugares santos. Anualmente, milhares de cristãos europeus seguiam em peregrinação para a Palestina e de lá voltavam sem serem molestados.</p> <p style="text-align: justify;">A partir de 1078 os turcos seldjúcidas, convertidos ao islamismo, tornam-se donos da Terra Santa. Ao contrário dos árabes, eram intolerantes e fanáticos e passam a maltratar os peregrinos cristãos. Tal fato é narrado na Europa por vários sobreviventes que voltavam da Palestina, em especial por um frade, Pedro, o Eremita. Ele passa a percorrer a Europa, pregando a necessidade de libertar os lugares santos, dos turcos intolerantes.</p> <p style="text-align: justify;"><span id="more-6024"></span></p> <p style="text-align: justify;">O próprio Papa Urbano II, após o concílio de Clermont, exorta os nobres e o povo cristão para formarem poderoso exército de libertação da Terra Santa. Tal obra exigia tempo e preparação. Os mais impacientes não quiseram esperar e lançaram-se, juntamente com Pedro, o Eremita, em uma vanguarda totalmente desorganizada. Seu fim foi trágico, tendo todos perecido em combate e doenças.</p> <p style="text-align: justify;">A Primeira Cruzada saiu da Europa em 1096. Era formada por 1 milhão de pessoas, 400 mil das quais combatentes. Partindo da França, atravessou a Europa Oriental chegando a Constantinopla. A seguir sitiou a poderosa cidade de Antióquia, que caiu, após um cerco de 8 meses.</p> <p style="text-align: justify;">Após difícil vitória contra os turcos, esgotados, famintos e sedentos, reduzidos a pouco mais de 40 mil soldados, os cristãos avistam Jerusalém. Caem de joelhos. Muitos choram de contentamento.</p> <p style="text-align: justify;">Mas a tomada de Jerusalém foi dura. Sem água, sem víveres e reduzidos em número, os cristãos combatem rua a rua, casa a casa. O sangue chega a atingir o tornozelo dos lutadores, tal a carnificina. Morrem 10 mil soldados cristãos, mas a cidade é conquistada.</p> <p style="text-align: justify;">Os cruzados resolvem estabelecer um reino em Jerusalém. É escolhido para chefiá-lo Godofredo de Bulhão, que recusa o título de rei, mas aceita o de duque, defensor da Terra Santa. A cidade foi tomada pelos cristãos numa 6.ª<strong> </strong>feira, exatamente à hora da morte de Cristo (15-7-1099).</p> <p style="text-align: justify;">Os turcos, porém, não saem das vizinhanças, buscando uma oportunidade para retomar a cidade. É o que ocorre anos após (1187). Nessa campanha brilha o famoso sultão Saladino.</p> <p style="text-align: justify;">Expulsos da Terra Santa, os cristãos tentam organizar novas Cruzadas. Merece menção a terceira, chefiada pelos reis Luís e Filipe da França, Ricardo Coração-de-Leão, da Inglaterra e Frederico Barba-Roxa, Imperador da Alemanha. Este último morre afogado num rio da Ásia Menor.</p> <p style="text-align: justify;">Os dois outros chefes sitiam a fortaleza de São João D’Acre. Tanto tempo durou esse sítio que chegou a estabelecer-se uma trégua amistosa entre Saladino e seus rivais que trataram diplomaticamente do problema militar, sem a crueldade das batalhas anteriores.</p> <p style="text-align: justify;">A Quarta Cruzada, embora com os mesmos objetivos das anteriores, desviou sua rota e tomou Constantinopla. Os venezianos que dela participaram tinham em vista o importante local para garantir uma rota comercial. No futuro, ela lhes seria muito útil.</p> <p style="text-align: justify;">A Sétima Cruzada foi chefiada pelo piedoso rei Luís IX, da França (São Luís). Seu destino foi o Egito, onde o rei francês caiu prisioneiro. Libertado, através de elevado resgate, Luís IX partiu para a Palestina, onde ficou famoso pela sua piedade. Mais tarde, chefia a oitava e última Cruzada contra Tunis, onde morre de peste.</p> <p style="text-align: justify;">O principal objetivo declarado das Cruzadas não foi alcançado (a libertação da Palestina). Os turcos foram os vencedores dos cristãos e de lá só saíram por outras razões. Entretanto, as Cruzadas deixaram conseqüências notáveis no campo científico, cultural, político, econômico e social. Graças a elas os povos do Oriente transmitiram aos cristãos do Ocidente muitos ensinamentos. Possibilitaram-lhes dar um gigantesco passo à frente, nos séculos seguintes, em direção à Idade Moderna.</p> <h4 style="text-align: justify;">A Cruz Contra o Crescente</h4> <p style="text-align: justify;">Durante os séculos XI, XII e XIII ocorreram na Europa e no Oriente Próximo várias lutas entre cristãos e muçulmanos. Essas lutas, travadas por expedições de cristãos contra forças islamitas, tanto no Oriente Próximo como na África, receberam o nome de Cruzadas.</p> <p style="text-align: justify;">As causas das Cruzadas foram várias. Apesar de; em primeiro plano, estar o pretexto da libertação dos lugares sagrados, na Terra Santa, outros fatores concorreram para levar milhares de europeus ao distante Oriente, a maioria dos quais para uma viagem sem volta. Entre as causas das Cruzadas podemos citar:</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Symbol;">·</span> <strong>o fervor religioso reinante na época</strong> – aguçado pela pregação de monges como Pedro, o Eremita. Ele narrava, a multidões revoltadas, os maus tratos sofridos pelos peregrinos cristãos à Palestina, dominada pelos turcos seldjúcidas;</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Symbol;">·</span> <strong>a hostilidade existente entre as comunidades cristãs e islamitas</strong> – ambas preocupadas em fazer prosélitos e expandir o número de fiéis, universalizando-se. O choque entre eles dificilmente poderia ser evitado;</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Symbol;">·</span> <strong>o desejo e interesse dos papas de estender sua influência na área do Império do Oriente</strong> – onde vicejava outra forma de catolicismo não romano;</p> <p style="text-align: justify;"><span style="font-family: Symbol;">·</span> <strong>o espírito aventureiro</strong> – próprio da época de ouro do feudalismo. Predominava entre os altos senhores feudais e os humildes servos da gleba o mesmo amor à aventura e o sentimento romântico da luta por um ideal.</p> <p style="text-align: justify;">Para essas expedições, nem sempre bem sucedidas, a Igreja Católica dava seu pleno aval. O próprio Papa Urbano II (que pregou a primeira Cruzada) prometia o perdão dos pecados e a eterna bem-aventurança a favor dos que dela participassem: “Vós, os que haveis praticado fratricídio, vós, os que haveis tomado as armas contra vossos próprios pais, vós, que haveis matado por dinheiro e haveis roubado a propriedade alheia, vós, que haveis arruinado viúvas e órfãos, buscai agora a salvação em Jerusalém. Se é que quereis as vossas próprias almas, livrai-as da culpa de vossos pecados, que assim o quer Deus…”</p> <h4 style="text-align: justify;">Resenha das Campanhas dos Cruzados</h4> <ul style="text-align: justify;"> <li style="text-align: justify;"><strong>FRACASSO MILITAR</strong> – Do ponto de vista militar, as Cruzadas são consideradas um fracasso. Milhares de vidas foram sacrificadas, sem que os objetivos fundamentais (a conquista dos lugares santos) fossem alcançados.</li> <li style="text-align: justify;"><strong>CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS </strong>- As cruzadas foram de extraordinária influência nas transformações sociais ocorridas na Europa. A morte de milhares de grandes senhores feudais e o empobrecimento dos sobreviventes levaram ao aumento do poder real e à formação das monarquias fortes. Isso caracterizaria o Estado moderno europeu.</li> <li style="text-align: justify;"><strong>CONSEQÜÊNCIAS RELIGIOSAS</strong>– A aproximação forçada entre cristãos e muçulmanos levou à diminuição do fanatismo inicial, que gerou as Cruzadas. O conhecimento recíproco dos povos em guerra mostrou, que nenhum deles era tão mau como parecia a princípio. Começa uma Era de maior tolerância religiosa.</li> <li style="text-align: justify;"><strong>AS CRUZADAS E A CIÊNCIA </strong>- Os cristãos aprenderam bastante nos seus contatos com os muçulmanos. Bastante mais desenvolvidos cientificamente, os islamitas, transmitiram aos cruzados vários conhecimentos: o papel, o açúcar, o álcool, o espelho de vidro, os vidros artisticamente trabalhados, o aço de alta qualidade de suas armas, os tecidos finos e muitos outros.</li> <li style="text-align: justify;"><strong>ORDENS MILITARES </strong>- Durante a fase das Cruzadas foram criadas várias Ordens militares entre as quais a dos Hospitalários e a dos Templários – a mais famosa de todas. Na realidade, esta ordem era um braço da Maçonaria Medieval, que naqueles tempos era intimamente ligada à Igreja Católica.</li> </ul> <p style="text-align: justify;"> </p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>1.ª Cruzada: 1.095 – 1.099</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Pedro, o Eremita; Godofredo de Bulhão. O primeiro grupo (de Pedro, o Eremita) foi Quase todo destroçado, pelo seu despreparo. Godofredo de Bulhão, após heróicos sacrifícios, consegue tomar Jerusalém.</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>2.ª Cruzada: 1.147 – 1.149</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Luís VII de França Conrado III da Alemanha. Mais de 150 mil cristãos são dizimados na Ásia Menor, embora tenham alcançado a Palestina. Os franceses desistem da Cruzada, por fracassarem na tomada de Damasco.</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>3.ª Cruzada: 1.189 – 1.192</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Frederico Barba-Roxa, Filipe Augusto, Ricardo Coração-de-Leão. Após inúmeras aventuras, a 3.ª Cruzada apenas conseguiu que fosse permitida aos cristãos, desarmados e em pequenos grupos, a visita aos lugares santos de Jerusalém</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>4.ª Cruzada: 1.202 – 1.204<br> </strong></em><br> > Vários (franceses e venezianos). Os objetivos religiosos foram substituídos por interesses comerciais. O Papa perdeu o controle da Cruzada. Os expedicionários fundaram o Império Latino de Constantinopla.</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>5.ª Cruzada: 1.212 – 1.221</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Vários, entre os quais André II, rei da Hungria. Conquistou Damieta, após cerco trabalhoso. Apesar disso, pouco proveito trouxe para os cristãos.</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>6.ª Cruzada: 1.228 – 1.229</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Frederico II (das Duas Sicílias, o mesmo que separou a medicina da farmácia). Contou com a oposição do Papa Gregório IX. Conseguiu trégua por 10 anos entre cristãos e muçulmanos.</p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>7.ª Cruzada: 1.248 – 1.254</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Luís IX de França (São Luís). Após grande esforço para reunir cruzados, Luís IX caiu prisioneiro dos islamitas. Para ser libertado, paga pesada indenização.</p> <p style="text-align: center;"> <a href="../paginas/hfar-as_cruzadas.htmlimagem-1.html" title="" class="shutterset_singlepic638"> <img style="border: 0px solid ; width: 169px; height: 240px;" class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/638__320x240_638.jpg" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar"></a></p> <p style="text-align: center;"><strong><em>Luís IX ou São Luís</em></strong></p> <p style="text-align: justify;"><em><strong>8.ª Cruzada: 1.270</strong></em></p> <p style="text-align: justify;">> Luís IX de França (São Luís). Após recobrar a liberdade, Luís IX começa a organizar outra Cruzada. Desembarca em Tunis (África), mas logo é atacado pela peste e morre sem ter atingido seu objetivo.</p> <h4 style="text-align: justify;">A Igreja e sua lutas na Idade Média</h4> <p style="text-align: justify;">A interferência do feudalismo no seio da Igreja gerou crises que tiveram de ser trabalhosamente combatidas. Alguns suseranos conseguiram ascendência sobre seus vassalos-prelados e aproveitaram-se para praticar vários atos atentatórios contra os bons princípios da fé. Entre eles estava o do comércio de títulos e direitos eclesiásticos, o da nomeação de pessoas não dotadas para cargos religiosos, a degradação de costumes em conventos, contrariando as normas do viver cristão.</p> <p style="text-align: justify;">Contra isso levantaram-se alguns notáveis vultos da Igreja, como São Gregório VII, que proibiu a qualquer leigo o direito de investir alguém em cargos religiosos. Isso gerou sério conflito com o Imperador Henrique IV, que acabou sendo excomungado. Mais tarde, arrependido, Henrique IV foi em peregrinação a Canossa, onde vivia o Papa, sendo afinal perdoado. Tempos depois Henrique IV reagiu e atacou Roma. Gregório VII escapou graças ao auxílio dos normandos. Somente em 1122 foi solucionado o conflito, pela Concordata de Worms.</p> <p style="text-align: justify;">O mais notável Papa da Idade Média foi Inocêncio III, promotor da 4ª Cruzada. Tendo morrido em 1216, deixou, como uma de suas mais importantes obras, o Concílio de Latrão.</p> <p style="text-align: justify;">Bonifácio VIII, por sua vez, envolveu-se contra o rei Filipe o Belo, em defesa do patrimônio da Igreja. O rei, através de emissários, desacatou-o e intimou-o a renunciar. Morreu em 1303. Com sua morte acentua-se o declínio do poder político (temporal) dos papas.</p> <p style="text-align: justify;">Em 1054 ocorreu o Cisma Grego (a separação da Igreja Católica Romana da Igreja do Oriente – Constantinopla). Em 1309 houve o Cisma do Ocidente – a separação da Igreja Católica Romana, com sede em Roma, daquela com sede em Avignon (França) onde reinou um Papa rebelde. Em 1418 o Concílio de Constança restabeleceu a unidade da Igreja Ocidental, elegendo um único Papa, sob o consenso geral.</p> <h4 style="text-align: justify;">A evangelização dos Bárbaros e o combate às heresias</h4> <p style="text-align: justify;">Durante a Idade Média coube à Igreja um papel preponderante entre as instituições existentes. Enquanto desmoronava o poder e a organização do Império Romano ante a invasão dos bárbaros, o prestígio do Papa crescia sempre. Mesmo os bárbaros eram quase todos cristãos, apesar de muitos serem praticantes de confissões não católicas.</p> <p style="text-align: justify;">Os bárbaros haviam sido evangelizados por missionários, especialmente os da ordem de São bento. Entre os principais missionários que se destacaram na conversão dos bárbaros estão: São Patrício (Irlanda); São Columba (Escócia); São Columbano (Alemanha do Sul); Santo Agostinho (Inglaterra); São Bonifácio (Alemanha do Centro).</p> <p style="text-align: justify;">Os bárbaros eram a princípio hereges, isto é, aceitavam crenças condenadas pela Igreja Católica.</p> <p style="text-align: justify;">A maioria era ariana e, em virtude disso, houve duro período de perseguição dos católicos (do Império Romano) pelos dominadores bárbaros. Com o tempo, porém, os chefes bárbaros converteram-se ao catolicismo e cessou o período de perseguições. Com isso o poder do Papa cresceu ainda mais, aumentando seu rebanho.</p> <p style="text-align: justify;">Apesar da conversão dos bárbaros, algumas outras heresias tiveram lugar durante a Idade Média. Uma delas foi a dos Valdenses (que negava o sacerdócio e vários sacramentos). Foi severamente combatida com excomunhão, mas deixou sementes que mais tarde germinariam no movimento de João Huss e de Calvino (a Reforma Protestante). Outra heresia, esta mais difícil de vencer, foi a dos Albigenses. Após luta muitas vezes sangrenta, resistindo durante 20 anos a uma cruzada contra eles dirigida, só foi vencida pela Inquisição.</p> <h4 style="text-align: justify;">Alguns Aspectos da Religião na Idade Média <br> </h4> <ul style="text-align: justify;"> <li><strong>OS VÂNDALOS</strong> – Os únicos bárbaros que resistiram à conversão ao catolicismo foram os vândalos, que continuaram arianos. Contra eles foi enviada forte expedição por ordem de Justiniano, sob o comando do general Belisário. Os vândalos foram vencidos e seu reino africano destruído.</li> <li><strong>SANTO AGOSTINHO</strong> – O missionário que se celebrizou por converter os bárbaros da Inglaterra, auxiliado por 40 monges beneditinos, não é o mesmo Santo Agostinho, bispo de Hipona. Este viveu de 354 a 430, enquanto o evangelizador dos ingleses é dos séculos VI e VII.</li> <li><strong>INQUISIÇÃO</strong> – Foi um tribunal religioso instituído originalmente para combater a heresia dos albigenses. Após o período de investigações sobre os suspeitos de heresia, os considerados culpados eram entregues ao Estado, para que fossem punidos. A Inquisição foi instalada em vários países europeus. Talvez a mais severa de todas tenha sido a espanhola, instituída em 1480, pelos reis católicos (Fernando e Isabel). Não foram raros os condenados a terríveis castigos como o da fogueira, após bárbaras torturas e sofrimentos físicos e morais. Foi o maior inimigo que a Alquimia teve em todos os tempos. Grandes alquimistas foram torturados e mortos como hereges após julgamento sumário em que eram acusados de heresias e bruxaria por tribunal composto pelos médicos e clérigos que, temendo o poder dos alquimistas, os condenavam à revelia, sem o menor escrúpulo, baseando-se unicamente em suas convicções mesquinhas, levianas e criminosas. Sob a alegação de que o herege deveria ser purificado pela dor, nossos irmãos alquimistas eram dissecados em público, tendo suas vísceras arrancadas “in vivo” pelos carrascos e, quando o sopro da vida estava prestes a abandonar o corpo do nosso compenheiro, ele era finalmente decapitado, após sofrer os piores suplícios imagináveis. Esse vergonhoso Tribunal do “Santo Ofício” é a mancha que envergonha a Igreja Católica Apostólica Romana até os dias de hoje e foi, sem nenhuma dúvida, o maior entrave ao desenvolvimento das ciências em todos os tempos. Não pensem os leitores que o Tribunal da Santa Inquisição foi extinto porque ele não foi. Mesmo com o empenho do Papa João XXIII (Ângelo Roncalli), a congregação dos cardeais ainda conseguiu mantê-lo, mudando-lhe apenas o nome: Congregação da Santa Sé.</li> <li style="text-align: justify;"><strong>FEUDALISMO ECLESIÁSTICO</strong> – Durante a Idade Média, também a Igreja participou da engrenagem feudal. Houve bispos-condes, arcebispos – duques, com seus feudos recebidos de suseranos leigos, em retribuição a serviços prestados. Por sua vez, os prelados tinham seus vassalos, com todas as regras do sistema feudal. Isso favoreceu o crescimento temporal da Igreja, pelo aumento de suas propriedades. Por outro lado gerou o comprometimento de sua autoridade espiritual, muitas vezes sofrendo danosa interferência de suseranos leigos.</li> </ul> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="Imprimir" title="Imprimir" src="../img/print.png"></a></div> <span style="text-decoration: underline;"><br> </span> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </body> </html>