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  <title>O Egito Antigo</title>
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</b></font></center>
<br>
<h2 style="text-align: center;" class="art-PostHeader">
O Egito Antigo
</h2>
<div class="art-PostMetadataHeader">
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 href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/?author=1"
 title="Posts de heinz" rel="author"><br>
</a>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;">Uma
das primeiras
civiliza&ccedil;&otilde;es que o homem construiu desenvolveu-se
no
nordeste da &Aacute;frica. Ali, a partir do quarto
mil&ecirc;nio antes
de Cristo (4.000 a.C.), come&ccedil;aram a chegar povos
origin&aacute;rios da &Aacute;sia, estabelecendo-se
&agrave;s margens
do rio Nilo. Formaram pequenos estados aut&ocirc;nomos denominados <strong>Nomos.<span
 id="more-5894"></span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Toda
a &aacute;rea nordeste da
&Aacute;frica n&atilde;o passa de um grande deserto. Apenas
interrompido pelo rio Nilo. &Agrave;s suas margens estendem-se um
extenso o&aacute;sis alongado, onde, gra&ccedil;as
&agrave;s cheias
anuais foi poss&iacute;vel desenvolver-se a agricultura de cereais,
da
vinha, do papiro, da cebola e do l&oacute;tus. Ap&oacute;s as
enchentes, as margens ficavam cobertas de rico solo de
aluvi&atilde;o,
deixado pelo rio, imediatamente aproveitado pelos agricultores.</p>
<p style="text-align: justify;">As
cheias do Nilo, para serem bem
aproveitadas pelos primitivos eg&iacute;pcios, exigiam grandes
obras de
engenharia, entre as quais a abertura de canais de
irriga&ccedil;&atilde;o, a constru&ccedil;&atilde;o de
a&ccedil;udes, a
drenagem de p&acirc;ntanos, al&eacute;m de um criterioso e
complexo
sistema de divis&atilde;o de propriedades, cujos limites tinham de
ser
restabelecidos, muitas vezes, ap&oacute;s as &aacute;guas
baixarem. Por
isso, acredita-se terem sido os eg&iacute;pcios os descobridores da
<strong>Geometria</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A
necessidade de construir grandes obra
p&uacute;blicas e a de defender-se contra inimigos comuns levou os
Nomos do Baixo Egito (regi&atilde;o do Delta) a se unirem, formando
um
s&oacute; reino. Mais tarde, os Nomos do alto Egito (sul),
tamb&eacute;m se uniram. Finalmente, em 3.200 a.C., o
fara&oacute;
Men&eacute;s unificou os dois reinos sob sua autoridade. Com
Men&eacute;s come&ccedil;a a longa hist&oacute;ria
pol&iacute;tica do
Egito, que se estende atrav&eacute;s de quase 3 mil anos,
abrangendo 26
dinastias.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante
t&atilde;o longo espa&ccedil;o
de tempo o Egito conheceu per&iacute;odos de gl&oacute;ria e de
esplendor. Enfrentou, tamb&eacute;m, fases de extrema
mis&eacute;ria,
sofreu invas&otilde;es e foi dominado por pot&ecirc;ncias
estrangeiras.
Sua grandeza, por&eacute;m, venceu o tempo e chegou at&eacute;
n&oacute;s atrav&eacute;s das grande obras de arquitetura que
construiu
e dos tesouros cient&iacute;ficos e art&iacute;sticos nelas
abrigados.</p>
<p style="text-align: justify;">A
hist&oacute;ria do Antigo Egito pode
ser dividida em tr&ecirc;s fases: a do <strong>Antigo</strong>,
a do <strong>M&eacute;dio</strong>
e a do <strong>Novo
Imp&eacute;rio</strong>. Na
primeira, iniciada por
Men&eacute;s, a capital ficava em <strong>Tinis</strong>,
depois em <strong>Menfis</strong>.
Durante o antigo imp&eacute;rio foram constru&iacute;das
enormes
edifica&ccedil;&otilde;es em pedra, trazidas de longa
dist&acirc;ncia
atrav&eacute;s da areia do deserto. S&atilde;o dessa fase as
famosas <strong>pir&acirc;mides</strong>
da plan&iacute;cie de <strong>Gize</strong>
&ndash; a de <strong>Queops,
</strong>a de <strong>Qu&eacute;fren
</strong>e a de <strong>Miquerinos
</strong>- constru&iacute;das
pelos fara&oacute;s que lhes deram o nome
para lhes servirem de t&uacute;mulos colossais. A primeira delas,
por
exemplo, media 146 metros de altura.</p>
<p style="text-align: justify;">Os
gastos excessivos dos fara&oacute;s
com suas obras e a enorme carga de impostos gerou o descontentamento
geral. Os nobres, fortalecidos, desrespeitam a autoridade real e
estabelecem uma fase de regime feudal. Foi o fim do Antigo
Imp&eacute;rio. O <strong>M&eacute;dio
Imp&eacute;rio</strong>, com a
capital em Tebas, tem in&iacute;cio em 2.100 a.C.. Um dos
fara&oacute;s
mais not&aacute;veis desse per&iacute;odo foi <strong>Amenen&aacute;
III</strong>, que realizou grandes
obras p&uacute;blicas, abrindo
canais de irriga&ccedil;&atilde;o e construindo
a&ccedil;udes.</p>
<p style="text-align: justify;">De
1750 a 1580 a.C., o Egito &eacute;
invadido e dominado pelos <strong>Hicsos</strong>,
povos semitas,
pastores, que venceram militarmente os eg&iacute;pcios. Os
invasores
tinham cavalos e carros de combate, at&eacute; ent&atilde;o
desconhecidos no vale do Nilo. Durante a ocupa&ccedil;&atilde;o
dos
Hicsos os hebreus viveram algum tempo no Egito at&eacute; que, sob
a
lideran&ccedil;a de Mois&eacute;s, regressaram &agrave;
Palestina, sua
terra de origem.</p>
<p style="text-align: justify;">Ap&oacute;s
a expuls&atilde;o dos
Hicsos em 1580 a. C., come&ccedil;a o <strong>Novo
Imp&eacute;rio.</strong>
Talvez estimulado pelas lutas travadas contra o estrangeiro invasores,
teve in&iacute;cio uma fase de grandes vit&oacute;rias
militares. <strong>Tutm&eacute;s
III</strong> invade a
&Aacute;sia, atingindo o rio Eufrates depois de
dominar a S&iacute;ria. Para defender a costa oriental do
Mediterr&acirc;neo, constr&oacute;i poderosa frota de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Amen&oacute;fis
IV </strong>(1380-1392
a.C.), cognominado <strong>AKENATHON</strong>,
que traduz-se por <strong><em>Aton
</em></strong>(deus
sol) <strong><em>est&aacute;
contente</em></strong>,
tenta impor a cren&ccedil;a em um s&oacute; Deus (<strong><em>Aton</em></strong>).
Sua morte prematura impede-o de obter &ecirc;xito. Os sacerdotes
reagem, restabelecendo o polite&iacute;smo, atrav&eacute;s de <strong>Tutanc&acirc;mon</strong>,
primo de <strong>Amen&oacute;fis
IV</strong>, feito novo
fara&oacute;.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro
fara&oacute; conquistador foi <strong>Rams&eacute;s
II</strong>. Al&eacute;m de
construir templos, monumentos e canais,
travou luta contra os <strong><em>hititas</em></strong>,
povo asi&aacute;tico que j&aacute; conhecia o uso do ferro.
Essa guerra
terminou com uma alian&ccedil;a, celebrada pelo casamento de <strong>Rams&eacute;s
II</strong> com uma princesa hitita.</p>
<p style="text-align: justify;">Ap&oacute;s
a morte de <strong>Rams&eacute;s
II</strong>, o Egito passa a sofrer
invas&otilde;es. Primeiro os <strong>et&iacute;opes</strong>;
a seguir os <strong>ass&iacute;rios</strong>.
Ap&oacute;s dura luta, o
fara&oacute; <strong>Psam&eacute;tico
I </strong>consegue
expuls&aacute;-los e muda a capital para a cidade de <strong>Sa&iacute;s</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Seu
filho e sucessor, o fara&oacute; <strong>Necau</strong>,
notabilizou-se por ter ordenado aos <strong>fen&iacute;cios</strong>,
sob a chefia de <strong>Hamon</strong>,
que fizessem o contorno da
&Aacute;frica, partido do Mar Vermelho e retornando pelo
Mediterr&acirc;neo. 2 mil anos depois, <strong>Vasco
da Gama</strong>
faria essa viagem em sentido contr&aacute;rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Ap&oacute;s
<strong>Necau</strong>,
a
decad&ecirc;ncia do Egito acentua-se. Sob <strong>Psam&eacute;tico
III</strong>
o pa&iacute;s &eacute; dominado por <strong>Cambises</strong>,
rei dos
<strong>Persas</strong>
(batalha de <strong>Pelusa </strong>-
525
a.C.).</p>
<p style="text-align: justify;">Em
332 a.C., <strong>Alexandre da
Maced&ocirc;nia</strong> vence
os Persas e domina do Egito, onde funda,
no delta do Nilo, a cidade de <strong>Alexandria</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Morto
<strong>Alexandre</strong>,
o
Egito reconquista temporariamente sua autonomia. Sob <strong>Cle&oacute;patra</strong>,
por&eacute;m, &eacute; conquistado pelos <strong>Romanos,
</strong>que
o transformam numa prov&iacute;ncia do seu imp&eacute;rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois
de ter sido parte do <strong>Imp&eacute;rio
Romano do Oriente</strong>, o Egito
cai em poder dos &aacute;rabes, que
forte influ&ecirc;ncia passaram a exercer sobre a
regi&atilde;o.
Alterou-se a composi&ccedil;&atilde;o &eacute;tnica do
pa&iacute;s,
hoje de supremacia &aacute;rabe. Dos antigos eg&iacute;pcios
restam os <strong>fel&aacute;s</strong>,
humildes agricultores de pele escura, ombros largos e olhos rasgados,
que plantam algod&atilde;o, legumes e hortali&ccedil;as, nas
mesmas
terras onde seus antepassados constru&iacute;ram a primeira
civiliza&ccedil;&atilde;o da humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os
Templos Eg&iacute;pcios</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os
eg&iacute;pcios foram
not&aacute;veis construtores de templos de dimens&otilde;es
colossais.
Os melhores exemplos s&atilde;o os de <strong>Karnak</strong>
e de <strong>Luxor</strong>.
Embora no come&ccedil;o da hist&oacute;ria os templos fossem
modestos,
no per&iacute;odo <strong>Menfita</strong>
foi poss&iacute;vel
levantar os dois gigantescos citados acima. O de <strong>Karnak</strong>
era precedido por uma extensa avenida ladeada de esfinges e na sua
entrada estavam dois gigantescos blocos em forma de tronco de
pir&acirc;mide. Com 134 colunas imensas sustentando-lhe o teto,
apenas
uma das salas de <strong>Karnak</strong>
media 500 metros de
comprimento por 100 metros de largura. Nesses templos gigantescos o
fara&oacute; oficiava os mist&eacute;rios de sua
religi&atilde;o. Os
templos tinha uma parte p&uacute;blica. A seguir vinha a sala <strong>hip&oacute;stila</strong>,
sempre em meio &agrave; penumbra, onde o deus aparecia. Ali
tamb&eacute;m se faziam as oferendas, e somente podiam permanecer
os
sacerdotes, que devia ser <strong><em>puros</em></strong>.
Outra
pe&ccedil;a do templo era o <strong>santu&aacute;rio</strong>,
local
reservado ao deus. A seu redor outras pe&ccedil;as menores,
sacristia,
armaz&eacute;ns para oferendas, sacr&aacute;rios e locais para
ritos
secretos. Os &uacute;nicos que podiam permanecer em tais recintos
eram
os sacerdotes de alto n&iacute;vel, e o fara&oacute;.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos
templos eram praticados todos os
tratamentos, cirurgias e as mumifica&ccedil;&otilde;es, cujo
processo,
revelado pelo historiador grego <strong>Her&oacute;doto</strong>,
est&aacute; descrito a frente. Todas t&eacute;cnicas
terap&ecirc;uticas
e tratamentos eg&iacute;pcios eram feitos sob os
ausp&iacute;cios dos
deuses e em seus nomes pelos sacerdotes e com a aquiesc&ecirc;ncia
do
fara&oacute;, o <strong>deus
vivo do Egito</strong>. Nas salas
p&uacute;blicas eram tratados os homens e mulheres simples,
enquanto os
escriba, os militares, os sacerdotes e o fara&oacute; eram
atendidos,
de acordo com sua import&acirc;ncia hier&aacute;rquica, em
salas
especiais.</p>
<p style="text-align: center;">
<span class="shutterset_singlepic592"><img
 style="border: 0px solid ; width: 614px; height: 428px;"
 class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/592.jpg"
 alt="clique para ampliar" title="clique para ampliar"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os
Deuses Dos Eg&iacute;pcios</strong></p>
<p style="text-align: justify;">No
Egito havia centena de deuses. No
come&ccedil;o de sua hist&oacute;ria s&atilde;o
representados por
figuras de animais ou plantas. Assim, o falc&atilde;o &eacute; <strong>H&oacute;rus</strong>;
o c&atilde;o &eacute; <strong>An&uacute;bis</strong>;
o crocodilo <strong>Sebek</strong>;
o tronco, <strong>Os&iacute;ris</strong>.
Ao fim da segunda dinastia
aparecem os deuses com corpo humano e cabe&ccedil;a de animal. Na
terceira dinastia os deuses surgem com a forma humana completa. A
estatu&aacute;ria encarrega-se de produzir milhares de figuras
desses
deuses, por&eacute;m s&atilde;o adorados sob a forma de animais
vivos.
&Eacute; o caso do boi <strong>&Aacute;pis</strong>,
encarna&ccedil;&atilde;o de <strong>Pt&aacute;</strong>,
deus de <strong>Menfis</strong>.
Era negro, tinha pequena mancha triangular na cabe&ccedil;a e uma
&aacute;guia de asas abertas em seu dorso. Vivia em um templo onde
era
adorado, tendo a seu servi&ccedil;o v&aacute;rias sacerdotisas.
A
trindade maior do Egito era formada por <strong>Os&iacute;ris</strong>
(confundido com o rio Nilo ou o Sol), <strong>&Iacute;sis</strong>,
sua esposa (a Lua ou a terra f&eacute;rtil) e <strong>H&oacute;rus</strong>
seu filho. Al&eacute;m dessa trindade, destacavam-se os deuses
locais,
tais como <strong>R&aacute;</strong>
ou <strong>Amon-R&aacute;.</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como
se Faziam as M&uacute;mias
Eg&iacute;pcias</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Para
preservar os cad&aacute;veres do
apodrecimento, os eg&iacute;pcios desenvolveram uma
t&eacute;cnica de
embalsamamento extraordin&aacute;ria. Muitas de suas
m&uacute;mias
alcan&ccedil;aram mais de 5 mil anos, conservando
not&aacute;vel
integridade. O processo completo de mumifica&ccedil;&atilde;o
&eacute;
ainda desconhecido, mas, gra&ccedil;as a alguns textos da
&eacute;poca,
entre os quais o do grego Her&oacute;doto, sabe-se que era um
trabalho
meticuloso e altamente t&eacute;cnico. Os eg&iacute;pcios
acreditavam
que o homem tinha corpo e alma. Esta dividia-se em duas: <strong><em>Ba,</em></strong>
a alma espiritual e <strong><em>Ka</em></strong>,
a alma
corp&oacute;rea. <strong><em>Ka</em></strong>,
ao voltar da viagem ao
al&eacute;m, encarnaria no morto fazendo-o voltar &agrave;
vida. Para
isso era necess&aacute;rio conservar bem os corpos e,
al&eacute;m
disso, identific&aacute;-los com pinturas nos
sarc&oacute;fagos, tal e
qual tinham sido em vida e colocar nos t&uacute;mulos suas riquezas
acumuladas durante a vida para que ele vivesse entre seus pertences
para toda a eternidade.</p>
<p>O processo de
mumifica&ccedil;&atilde;o foi assim descrito por <strong>Her&oacute;doto<em>:</em></strong></p>
<p style="padding-left: 120px; text-align: justify;"><strong><em>&ldquo;tiram-lhe,
primeiro, o c&eacute;rebro, por meio de um ferro recurvado que
introduzem nas narinas, e com o aux&iacute;lio de drogas que
injetam na
cabe&ccedil;a*. Fazem, em seguida, uma incis&atilde;o no ventre
com uma
pedra cortante da Eti&oacute;pia. Tiram por esta abertura os
intestinos, que s&atilde;o lavados, passados por vinho de palma e
por
aromas; enchem, seguidamente , o ventre de mirra, de canela e de outros
perfumes, depois do que o cosem cuidadosamente. Terminado isto, salgam
o corpo e cobrem-no de natr&atilde;o durante 70 dias. Acabado esse
prazo, lavam o corpo e envolvem-no inteiramente com faixas de
linho&rdquo;.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">*
Com certeza utilizavam &aacute;cidos
fortes para digerir os tecidos intracranianos.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo
esse tratamento dos corpos eram
feitos pelos Sacerdotes-alquimistas de alto n&iacute;vel e com o
consentimento e a supervis&atilde;o do fara&oacute;.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Porqu&ecirc;
se Faziam as
M&uacute;mias?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao
morrer, a alma do eg&iacute;pcio era
levada ao <strong>Tribunal de
Os&iacute;ris</strong>, formado
por 42
deuses juizes, onde seu cora&ccedil;&atilde;o era pesado em uma
balan&ccedil;a de pratos. Se seus pecados fossem muitos, era
condenado
aos supl&iacute;cios dos infernos. Se fosse inocente, ganharia o
direito de viver no para&iacute;so. Retornando da longa viagem ao
al&eacute;m, reencarnando no corpo e vivendo junto com seus
despojos,
navegando no barco solar na eterna viagem diurna no sentido terra-sol,
navegando atrav&eacute;s do rio solar, ou seja, os raios solares
que
ligam a terra ao sol, o caminho de ida, e retornando ao anoitecer, pelo
rio subterr&acirc;neo que trazia a noite e a lua, como acreditavam
eles, sendo por isso que os mortos eram enterrados juntos com seus
tesouros e riquezas e juntamente com um barco solar, ornado em ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">Para
ajudar as almas no seu julgamento,
eram depositadas c&oacute;pias do <strong><em>Livro
dos Mortos</em></strong>
nos t&uacute;mulos. Nele se encontram uma
declara&ccedil;&atilde;o que
deveria ser recitada diante do tribunal, mencionando as grande virtudes
do morto, a fim de ganhar o c&eacute;u. Eis um de seus trechos mais
curiosos:</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 120px;"><em><strong>&ldquo;Gl&oacute;ria
a ti, Senhor da Verdade e da Justi&ccedil;a! Gl&oacute;ria a
ti, Grande
Deus, Senhor da Verdade e da Justi&ccedil;a! A ti vim, meu Senhor,
e a
ti me apresento para contemplar as tuas
perfei&ccedil;&otilde;es.
Porque te conhe&ccedil;o, conhe&ccedil;o o teu nome e os nomes
das
quarenta e duas divindades que est&atilde;o contigo na Sala da
Verdade
e da Justi&ccedil;a, vivendo dos despojos dos pecadores e
fartando-se
do seu sangue, no dia em que se pesam as palavras perante
Os&iacute;ris, o a voz Justa: Duplo Esp&iacute;rito, Senhor da
Verdade
e da Justi&ccedil;a; trouxe-vos a verdade e destru&iacute; por
v&oacute;s, a mentira. N&atilde;o cometi qualquer fraude contra
os
homens; n&atilde;o atormentei as vi&uacute;vas; n&atilde;o
menti em
tribunal; n&atilde;o sei o que &eacute; m&aacute;
f&eacute;; nada fiz
de proibido; n&atilde;o obriguei o capataz de trabalhadores a fazer
diariamente mais do que o trabalho devido; n&atilde;o fui
negligente;
n&atilde;o estive ocioso; nada fiz de abomin&aacute;vel aos
deuses;
n&atilde;o prejudiquei o escravo perante o seu senhor;
n&atilde;o fiz
padecer fome; n&atilde;o fiz chorar; n&atilde;o matei;
n&atilde;o
ordenei morta &agrave; trai&ccedil;&atilde;o;
n&atilde;o defraudei
ningu&eacute;m; n&atilde;o tirei os p&atilde;es do templo;
n&atilde;o
subtrai as oferendas dos deuses; n&atilde;o roubei nem as
provis&otilde;es nem as ligaduras dos mortos; n&atilde;o auferi
lucros
fraudulentos; n&atilde;o alterei as medidas dos cereais;
n&atilde;o
usurpei terras; n&atilde;o tive ganhos ileg&iacute;timos por
meio dos
pesos do prato da balan&ccedil;a; n&atilde;o tirei o leite da
boca dos
meninos; n&atilde;o cacei com rede as aves divinas; n&atilde;o
pesquei
os peixes sagrados nos seus tanques; n&atilde;o cortei a
&aacute;gua na
sua passagem; n&atilde;o apaguei o fogo sagrado na sua hora;
n&atilde;o
violei o divino c&eacute;u nas suas oferendas escolhidas;
n&atilde;o
escorracei os bois das propriedades divinas; n&atilde;o afastei
qualquer deus ao passar. Sou puro! Sou puro! Sou puro!&rdquo;</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os
Grandes Legados
Eg&iacute;pcios Para Alquimia e Para as Ci&ecirc;ncias Atuais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os
<strong>Eg&iacute;pcios</strong>
tamb&eacute;m se preocuparam com o tratamento de
doen&ccedil;as, mas
ativeram-se a investigar as causas internas das enfermidades e fizeram
aquelas que foram as primeiras cirurgias de que a hist&oacute;ria
tem
not&iacute;cia.</p>
<p style="text-align: justify;">Descobriram
que no centro do
cr&acirc;nio existia um lugar que, se nele aparecesse uma
esp&eacute;cie de <strong>pedra</strong>,
o indiv&iacute;duo ficava
louco e, para curar a loucura, eles fizeram as primeiras <strong>neurocirurgias
</strong>que se tem
not&iacute;cia e o mais incr&iacute;vel disso,
&eacute; que o paciente sobrevivia ao ato cir&uacute;rgico,
abobado,
alienado e vegetante, mas sobrevivia, pois muitas m&uacute;mias
encontradas apresentavam tecido de cicatriza&ccedil;&atilde;o
&oacute;ssea no cr&acirc;nio, em forma de<strong>
trepanagem</strong>
(trepana&ccedil;&atilde;o &eacute; a t&eacute;cnica
cir&uacute;rgica
empregada para abertura da caixa encef&aacute;lica). A<strong>
pedra</strong>
que eles descobriram nada mais &eacute; do que o <strong>corpo
caloso</strong>
do <strong>girus do
c&iacute;ngulo</strong> que, de
acordo com as
descobertas de <strong>PAPEZ e
McLIN,</strong> est&aacute;
diretamente
ligado aos processos mentais, afetivos e comportamentais e atualmente
se acredita que todos as psicoses e psiconeuroses nada mais
s&atilde;o
que disfun&ccedil;&otilde;es bioqu&iacute;micas e/ou
fisiol&oacute;gicas do <strong>girus
do c&iacute;ngulo</strong> ou
das
&aacute;reas coligadas que juntamente com este, formam o <strong>CENTRO
L&Iacute;MBICO,</strong> que
&eacute; a sede de toda a g&ecirc;nese de
comportamentos e emo&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta
pr&aacute;tica cir&uacute;rgica
desenvolvida pelos eg&iacute;pcios ganhou fama e atravessou os
s&eacute;culos, perdurando at&eacute; a idade m&eacute;dia
e recebendo
o nome de <strong>lobotomia</strong>,
at&eacute; ser abandonada devido
aos insistentes apelos dos humanistas da &eacute;poca que
consideravam
este tipo de tratamento cruel e desumano. Na primeira metade do
s&eacute;culo atual (s&eacute;culo XX), um
neurocirurgi&atilde;o
espanhol chamado <strong>ANT&Ocirc;NIO
CAETANO DE ABRERO FREIRE</strong>
<strong>EGAS MONIZ</strong>
ressuscitou a t&eacute;cnica, por volta de
1935, aperfei&ccedil;oando a mesma, e criando a psicocirurgia,
adaptando-a ao tratamento de alguns tipos de psicoses e das epilepsias
refrat&aacute;rias &agrave; medicamentos, ganhando, com isso, o
pr&ecirc;mio Nobel de Medicina. A <strong>lobotomia</strong>
de Egas
Munis &eacute; bem diferente da <strong>cingul&eacute;ctomia</strong>
dos eg&iacute;pcios, pois na primeira se faz a
ressec&ccedil;&atilde;o
de um ramo de comunica&ccedil;&atilde;o entre os dois
hemisf&eacute;rios cerebrais, mais precisamente a <strong>comissura
anterior</strong>, enquanto na
segunda se retira cirurgicamente o <strong>girus
do c&iacute;ngulo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos
Eg&iacute;pcios se deve o
in&iacute;cio da produ&ccedil;&atilde;o de
f&aacute;rmacos
fitoter&aacute;picos. Se devem ainda o in&iacute;cio da <strong>farmacognosia</strong>
e da <strong>farmacot&eacute;cnica,
</strong>e ainda se deve aos
eg&iacute;pcios a cria&ccedil;&atilde;o da <strong>contabilidade</strong>
e do profissional <strong>contador</strong>,
atrav&eacute;s da figura
do<strong> escriba</strong>
que, onde quer que o Farmac&ecirc;utico
estivesse trabalhando, sempre tinha junto, um escriba (o personagem
sentado &agrave; direita, com papiro sobre o colo) registrando
tudo,
para desespero do botic&aacute;rio.</p>
<p style="text-align: center;">
<span class="shutterset_singlepic593"><img
 style="border: 0px solid ; width: 648px; height: 427px;"
 class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/593.jpg" alt=""></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os
Hititas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Foi
um povo guerreiro que habitou o
territ&oacute;rio da atual Turquia, a pen&iacute;nsula da
Anat&oacute;lia. Fortemente centralizado, o poder de seus reis
permitiu
grande avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico em
rela&ccedil;&atilde;o aos
povos vizinhos. Os hititas foram um dos primeiros a conhecer e a
utilizar o ferro. Com isso obtiveram grandes vantagens nas batalhas
travadas contra inimigos, que estavam ainda na idade do bronze. Os
hititas tiveram rela&ccedil;&otilde;es, nem sempre amistosas,
com os
povos da Mesopot&acirc;mia e Fen&iacute;cia, al&eacute;m do
Egito.
Estiveram em guerra contra Rams&eacute;s II a qual terminou com uma
alian&ccedil;a obtida pelo casamento de uma sua princesa com o
fara&oacute; eg&iacute;pcio.</p>
<div style="text-align: right;">
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