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<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset="UTF-8"> <title>Inflamações genitais altas</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font></center> <br> <h2 style="text-align: center;" class="art-PostHeader">Inflamações genitais altas</h2> <br> <p style="text-align: justify;">Considera-se de localização alta, a inflamação dos órgãos genitais situados acima do óstio uterino, com comprometimento do peritônio pélvico. As inflamações genitais altas não são frequentes na infância e na adolescência, pois, a atividade sexual e os ciclos grávido-puerperais raramente ocorrem naquela as fases da vida feminina.<span id="more-1714"></span></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Causas</strong></p> <p style="text-align: justify;">Bactéria sépticas (estreptococus, estafilococus, colibacilos, proteus e pseudomonas), gonococos e bacilo de Koch, são agentes infecciosos causadores de infecção pélvica. Cada um deles tem sua via de acesso preferencial. As bactérias sépticas valem-se de soluções de continuidade dos epitélios de revestimento, propagando se pelas vias linfática e sanguínea. O gonococo caminha em superfície, e atinge os órgãos pélvicos, ultrapassando o istmo uterino, a partir da infecção da cérvice. A tuberculose genital localiza-se, preferencialmente, nas tubas e no peritônio pélvico, sendo de localização secundária; admite-se que os focos primário se situem nos pulmões ou no trato gastrointestinais, e que a propagação se faça por via sanguínea. Todo processo inflamatório apresenta três fases em sua evolução: aguda, subaguda e crônica.</p> <p style="text-align: justify;">Os casos mais graves de infecção séptica de adolescentes decorrem de ciclos grávido-puerperais. Partos realizados a domicílio e abortamentos praticados em condições precárias de assepsia, ocasionam a infecção. Partindo da decídua, as bactérias atingem o miométrio e para pagam-se as demais estruturas comprometendo o peritônio pélvico e toda a cavidade abdominal.</p> <p style="text-align: justify;">A gonococcia alta é mais rara na infância na adolescência, mas são descritos casos de ascensão do gonococo, que compromete preferencialmente os anexos.</p> <p style="text-align: justify;">A tuberculose genital tem evolução peculiar, não ocorrendo, em geral, a fase aguda no processo inflamatório. As tubas e o peritônio pélvico são comprometidos inicialmente,, e o endométrio é atingido em cerca de 50% dos casos.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico</strong></p> <p style="text-align: justify;">As informações sépticas e gonocócicas, de um lado, e as tuberculosas de outro, tem características próprias, com referência a seus aspectos clínicos.</p> <p style="text-align: justify;">Inflamações sépticas e gonocócicas</p> <p style="text-align: justify;">A anamnese revelará a ocorrência de atividade sexual, e de abortamentos e partos recentes.</p> <p style="text-align: justify;">A fase aguda da inflamação é caracterizada por dor intensa no hipogástrio nas fossas e ilíacas. A temperatura corporal é elevada. Náuseas, vômitos e sudorese, podem acompanhar o quadro sintomático. À palpação do abdome há intensa reação dolorosa; a manobra de descompressão brusca é, quase sempre, positiva. Coleções purulentas e eventualmente formadas encontram-se na pelve e em localizações mais altas: goteira parieto-cólica, espaço subfrênico e bloqueadas por alças intestinais. O toque é dificultado pela reação dolorosa intensa. O exame especular revela a saída de sangue e / ou secreção purulenta pelo colo do útero. O exame físico geral é da maior importância para se ajuizar da gravidade do quadro. As faces de sofrimento e o aspecto das mucosas devem ser observadas. A diurese deve ser rigorosamente controlada.</p> <p style="text-align: justify;">Indicam-se os seguintes exames complementares:<br> - Hemograma.<br> - Hemossedimentação – para registro inicial e controle de tratamento.<br> - punção do fundo de saco de Douglas: se o toque revelar abscesso pélvico.<br> - cultura e antibiograma: o material pode ser colhido pela pulsão referido no item 3, ou, no decorrer de laparotomia, por ocasião da drenagem de abscessos situados no abdome.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Infecção tuberculosa</strong></p> <p style="text-align: justify;">A sintomatologia não é característica. Algumas referências colhidas pela na anamnese poderão, no entanto, conduzir à suspeita diagnóstica: dor hipogástrica, febrícula vespertina, anorexia e emagrecimento, antecedentes pessoais ou familiares da doença, antibioticoterapia anterior sem resultado, ciclos hipooligomenorréicos ou amenorréia secundária. Pelo exame físico geral, pode-se constatar panículo adiposo escasso e temperatura corporal discretamente elevada. O exame do abdome pode revelardor à palpação profunda no hipogástrio e nas forças ilíacas. O abdome pode apresentar se difusamente aumentado de volume, dando a impressão de conter formação cística; tal se verifica na presença de ascite bloqueada por alças intestinais e pelo epicolon.</p> <p style="text-align: justify;">Recorre-se a exames complementares para confirmação da tuberculose genital:<br> - radiografia do tórax.<br> - reação de Mantoux.<br> - curetagem de prova: o material obtida destinado exame histopatológico e inoculação em cobaias.<br> - laparoscopia.<br> - Laparotomia exploratória e biópsia de lesões suspeitas.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Tratamento</strong></p> <p style="text-align: justify;">As medidas terapêuticas às seria adotadas têm dupla finalidade: combater a infecção e promover a recuperação morfológica e funcional dos órgãos afetados. Este último aspecto é da maior importância, tendo em vista a idade das pacientes, as quais se deve assegurar a capacidade reprodutora. A atitude conservadora recomendável porém, nem sempre pode ser adotada, pois em certos casos, a infecção põe em risco a vida das pacientes.</p> <p style="text-align: center;"><a href="../paginas/inflamacal_genital_alta-imagem-1.html"><img style="border: 0px solid ; width: 320px; height: 209px;" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar" src="../img/462__320x240_462.jpg"></a></p> <p style="text-align: center;">Necrose de útero. Aspecto externo</p> <p style="text-align: center;"><a href="../paginas/inflamacal_genital_alta-imagem-2.html"><img style="border: 0px solid ; width: 320px; height: 209px;" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar" src="../img/463__320x240_463.jpg"></a></p> <a href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/wp-content/gallery/puberdade/463.jpg" title="" class="shutterset_singlepic463"> </a> <div style="text-align: center;">Necrose de útero. Aspecto interno </div> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()">Imprimir</a></div> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </body> </html>