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<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset="UTF-8"> <title>Freud</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font> <div style="text-align: justify;"><br> </div> <font class="option" color="#000000"><b> </b></font></center> <br> <h2 style="text-align: center;" class="art-PostHeader"> Freud </h2> <div class="art-PostMetadataHeader"> <div class="art-PostHeaderIcons art-metadata-icons"><a href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/?author=1" title="Posts de heinz" rel="author"><br> </a> </div> </div> <p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cienciasdasaude.org/portal/wp-content/gallery/historia/738.jpg" title="" class="shutterset_singlepic738"> </a><a href="../paginas/hfar-freud-1.html"><img style="border: 0px solid ; width: 113px; height: 160px; float: left;" class="ngg-singlepic ngg-left" src="../img/738__320x240_738.jpg" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar"></a> <strong>SIGMUND FREUD</strong> (1856-1939) iniciou uma revolução intelectual histórica na visão que o homem tem do próprio homem com o desenvolvimento de sua teoria psicanalítica. Considerava que as forças inconscientes eram altamente significativas como causa do distúrbio mental e emocional. Ao desenvolver a psicanálise como um método de tratamento e investigação, deu grande relevância à sexualidade e à amnésia infantil; os princípios do prazer e da realidade; a psicodinâmica; o complexo de Édipo, a inveja do pênis; as lembranças ocultas, a rivalidade entre irmãos; a cena primária; as bases do id, do ego e do superego; a teoria da libido; os mecanismos da repressão e outros mecanismos de defesa; e o emprego terapêutico do divã, a livre associação, a análise dos sonhos, das parapraxis, a resistência e as transferências.<span id="more-6933"></span></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Viena d’Áustria</strong>, fins do século XIX. Perante um público composto quase inteiramente por médicos, <strong>Freud</strong> desenvolve sua teoria sobre sexualidade infantil. Imbuídos dos preconceitos da época, os ouvintes não admitem que as reações infantis tenham ligações com o sexo e, após violenta discussão com o orador, saem indignados.</p> <p style="text-align: justify;">Realmente, poucos personagens do mundo da ciência suscitam tão acirrada polêmica quanto <strong>Freud</strong>, o criador da psicanálise. E poucas pessoas se entregam de maneira tão completa e apaixonada à pesquisa do mistério que é a alma humana.</p> <p style="text-align: justify;">No dia 06 de maio de 1856, nasce <strong>Freud</strong> em Freiberg, na Morávia, Áustria, hoje Pribor, Tchecoslováquia. Filho de Jakob Freud e Amalie Natanshon, modestos comerciantes judeus. Aos 4 anos de idade, Freud muda-se com a família para Viena, onde passará a maior parte de sua vida.</p> <p style="text-align: justify;">Primeiro da classe desde o início de sua vida escolar, o jovem Freud revela-se extraordinariamente dotado para a química e a botânica. Atraído pelos trabalhos de Darwin, interessa-se pela pesquisa científica. Influenciado pela obra <strong><em>A Natureza</em></strong>, de Goethe, ingressa na Faculdade de Medicina de Viena, em 1873.</p> <p style="text-align: justify;">Mas no meio universitário encontra obstinada reação anti-semítica. No entanto, o fato não o abala: <strong><em>“Jamais aceitarei que devesse ter vergonha de minha origem ou, como diziam, de minha raça” – </em></strong>afirmara num trecho de sua autobiografia. Além de ter que enfrentar o preconceito, o jovem estudante vive momentos difíceis em família. Com a quebra da bolsa de valores de Viena, Jakob Freud ficou falido. Para sobreviver, sua família é obrigada a aceitar a ajuda de parentes.</p> <p style="text-align: justify;">Durante o curso de medicina, Freud fez experiências com a <strong>cocaína</strong>. Usou-a, ofereceu à sua noiva, às suas irmãs e aos seus amigos, sendo responsável pela introdução da substância na prática médica. Entusiasmado com ela, descobriu que a cocaína curava sua depressão e ajudava na indigestão quase crônica. Freud estava convencido de Ter encontrado uma droga milagrosa que curaria da ciática ao enjôo marítimo, e lhe daria a fama e o reconhecimento que ansiava.</p> <p style="text-align: justify;">Mas isso não iria acontecer. Um dos colegas médicos de Freud, depois de ouvir suas conversas casuais sobre a droga, fez suas próprias experiências e descobriu que a cocaína podia ser usada para anestesiar o olho humano, possibilitando pela primeira vez a cirurgia ocular. Freud publicou um artigo sobre os usos e benefícios da cocaína em 1884, sendo esse trabalho considerado parcialmente responsável pela epidemia do uso de cocaína que varreu a Europa e os Estados Unidos, durando até quase toda a década de 20.</p> <p style="text-align: justify;">Freud foi criticado por defender o uso da cocaína fora da cirurgia do olho e por difundir essa peste no mundo. Pelo resto da vida, ele tentou deliberadamente apagar toda lembrança do seu endosso à cocaína, chegando a omitir referências ao seu trabalho em sua própria bibliografia. Por muitos anos, acreditava-se que Freud parara de usar a cocaína dos dias de escola médica, mas descobriu-se recentemente que ele usou a droga por mais dez anos, até aproximadamente sua meia idade.</p> <p style="text-align: justify;">Em 1876, ainda estudante, Sigmund começa a interessar-se por neurologia, e a trabalhar com pesquisas sobre o assunto, com o <strong>Professor Ernst Brücke. </strong>Aí conhece <strong>Joseph Breuer</strong>, que se tornará mais tarde seu grande amigo e colaborador.</p> <p style="text-align: justify;">Em 1881, conclui seu curso de medicina. Sua tese de doutoramento versa sobra o sistema nervoso. E resolve seguir por esse caminho, especializando-se em neurologia. Durante vários anos, trabalha numa clínica para crianças, onde descobre um tipo de paralisia cerebral e escreve um ensaio sobre a afasia – problema de fala proveniente de distúrbios psicológicos.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Freud </strong>já é quase independente. Não recebe mais ajuda da família, mas sim de médicos amigos, em particular de <strong>Joseph Breuer</strong>, com quem passou a trabalhar. Breuer transmite-lhe o resultado de certas experiências que fizera no campo neurológico e conhece sua experiência em um caso de histeria que havia melhorado após tratamento pela hipnose. <strong>Sigmund</strong> entusiasma-se com a experiência. Dedica-se com afinco a estudar o assunto, não só em teoria mas principalmente na prática.</p> <p style="text-align: justify;">Acreditando ser a hipnose a solução para as perturbações mentais, muda-se para Paris, em 1885, a fim de estudar com <strong>Jean Martin Charcot</strong>. A técnica do grande neurologista, que aplica o hipnotismo nos pacientes de sua clínica, torna-se motivo de debate nos meios médicos, mas influencia, ao mesmo tempo, muitos deles. Como Sigmund Freud e Breuer, Charcot também acreditava que a histeria deve ser tratada sob o ponto de vista psicológico e não como doença orgânica. São raros os que pensam assim. A maioria dos médicos ainda prefere seguir o lema: <strong><em>mens sana in corpore sano</em></strong> – um corpo são significa, obrigatoriamente, a presença de mente também sadia</p> <p style="text-align: justify;">Em abril de 1886, Freud retorna a Viena, onde retoma seu trabalho ao lado de Breuer. E abre seu próprio consultório para clientes particulares. Em setembro do mesmo ano, casa-se com <strong>Martha Bernays</strong>.</p> <p style="text-align: justify;">Em seu consultório, Freud aplica o sistema da hipnose aliado ao método da <strong><em>catarse</em></strong>: libertando-se da emoção reprimida, o paciente revive, no sono hipnótico, as experiências que motivaram sua angústia; revelam-se, assim, as “bases” do seu desajuste. Preciosas informações sobre os conflitos inconscientes surgem desse trabalho.</p> <p style="text-align: justify;">Essa informações colhidas na prática serão mais tarde descritas no livro elaborado em colaboração com Breuer: <strong><em>Estudos Sobre a Histeria.</em></strong> Aos poucos, surgem dificuldades. Os resultados da hipnose são muito relativos: os problemas mais profundos permanecem impenetráveis. Freud substitui o sistema da hipnose pelo da <strong><em>associação livre</em></strong>: o paciente é levado a dizer livremente tudo o que lhe ocorre, à medida que o médico faz perguntas ou menciona certas frases ou eventos. Por essa técnica, o indivíduo muitas vezes acaba relatando fatos que ocorreram há muito tempo e permaneciam “guardados” em seu subconsciente. E, segundo Freud, muitos desses acontecimentos remotos teriam sido esquecidos justamente como um mecanismo de defesa, por serem origem de fortes choques emocionais.</p> <p style="text-align: justify;">Segundo Freud, ainda, a personalidade estaria composta de três camadas: o <strong><em>Id, </em></strong>o <strong><em>Ego</em></strong> e o <strong><em>Superego</em></strong>. O Id é concebido como sendo a parte mais antiga da mente, inteiramente inconsciente e voltada para a formação dos impulsos, sendo por isso o seu repositório e por isso não apresenta conflitos. O Ego corresponde aproximadamente ao sistema executor das demanda do Id, sendo que é ele o organizador das defesas, assegura a adaptação à realidade , regula os conflitos, faz a censura e representa a razão, a percepção, a memória. O superego é o representante dos aspectos restritivos da psique, ou seja, é quem regula as demandas do Id e a sua execução pelo Ego. Seria as conseqüências das regras impostas pelos pais e convenções sociais.</p> <p style="text-align: justify;">Durante o período que poderia ser chamado de “primórdios da psicanálise”, Freud observou e deteve-se a analisar o que entrevia no inconsciente de seus pacientes. Chegou à convicção de que todos os problemas psicológicos que se manifestam na vida adulta tem raízes na infância. Suas teorias originam ferrenhas polêmicas nos meios intelectuais; ganhou inimigos exaltados.</p> <p style="text-align: justify;">A Psicanálise seguia seu caminho. Após esses passos iniciais, Freud começou a entrever uma nova chave para desvendar o mundo oculto da mente. Muitas vezes em seus relatos a respeito das experiências vividas, os pacientes discorriam sobre sonhos que haviam causado impressão profunda. Se inconsciente estava a raiz dos problemas, o sonho poderia ser um caminho para trazer à tona os sentimentos e emoções reprimidos. Imaginou que o sonho poderia funcionar como uma espécie de “válvula” para liberar o choque entre a vontade (do consciente, o Ego) e o instinto (do inconsciente, o Id).</p> <p style="text-align: justify;">Freud foi o primeiro a interessar-se cientificamente pelos sonhos. considerava o estudo e a interpretação dos sonhos como um passo importantíssimo no sentido de transformar a psicologia em verdadeira ciência. Até então, o assunto só preocupara feiticeiros, astrólogos e adivinhos.</p> <p style="text-align: justify;">Aprofundou-se no assunto, passou a considerar a interpretação dos sonhos como um dos melhores métodos para vasculhar o mundo subconsciente dos indivíduos. Os conflitos entre o consciente e o inconsciente “escapam” durante o sono, por meio de símbolos, na maioria das vezes surrealistas. A aparente incoerência de determinados sonhos, as seqüências absurdas, os súbitos cortes e mudanças davam a chave de sua significação, quando interpretados por meio e <strong>símbolos</strong> e da <strong>“<em>livre associação”</em></strong></p> <p style="text-align: justify;">A partir desse estudo, formulou a sua teoria para explicar as neuroses.</p> <p style="text-align: justify;">Durante os dez anos em que trabalhou na elaboração de suas principais teorias, Freud esteve só. Em 1906, juntaram-se a ele alguns colegas e discípulos que iriam posteriormente complementar e continuar a sua obra: <strong>Alfred Adler, Carl Gustav Jung, Sandor Ferenczi, Wilhelm Steckel, Otto Rank.</strong></p> <p style="text-align: justify;">Em 1908, reuniram-se no primeiro <strong>Congresso Internacional de Psicanálise.</strong> Pouco depois fundaram a <strong>Associação Internacional de Psicanálise</strong>, com sucursais em vários países. Começaram a editar revistas especializadas, e divulgar os resultados obtidos em Viena para o mundo inteiro. A fama das novas teorias logo alcança outros continentes. O renome de Freud chega aos Estados Unidos; em 1909, ele pronuncia uma série de conferências na Universidade de Worcester, em Massachusetts, as célebres <strong><em>Cinco Lições em Psicanálise</em></strong>. É o primeiro reconhecimento acadêmico internacional.</p> <p style="text-align: justify;">No ano de 1912, seu colaborador <strong>Adler</strong> se separa dele, em 1913, <strong>Jung</strong> e a seguir <strong>Steckel</strong>. Os caminhos seguidos no estudo e na pesquisa já começam a divergir, embora o ponto de partida tenha sido o mesmo. Mas as novas teorias não tiravam o mérito de Freud. Ao contrário, valorizaram-no: foi a partir das idéias dele que elas puderam surgir. E a partir dele, o interesse pelo homem e por seus problemas mais profundos intensificou-se e aperfeiçoou-se.</p> <p style="text-align: justify;">Com a eclosão da <strong>Primeira Guerra Mundial</strong>, Freud enfrenta um ambiente hostil, carregado de ódio contra os judeus. Os últimos anos de sua vida coincidem com a expansão <strong>Nazista</strong> na Europa. E há já dezesseis anos ele sofre de câncer no maxilar. Além da doença, é atrozmente perseguido por causa de suas idéias. Seus livros são queimados em praça pública, junto com muitos outros de autores judeus. A alegação era a de serem perniciosos por conterem “uma pornografia especialmente judaica”.</p> <p style="text-align: center;"> <a href="../paginas/hfar-freud-2.html" title="" class="shutterset_singlepic739"> <img style="border: 0px solid ; width: 160px; height: 122px; float: right;" class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/739__320x240_739.jpg" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar"></a></p> <p style="text-align: justify;">Seus bens são confiscados e sua biblioteca é queimada. Está com 81 anos quando <strong>Hitler</strong> invade a Áustria. Seus amigos insistem para que abandone o país. Mas aquela é sua pátria, não quer deixá-la. Retiram-lhe o passaporte e proíbem-no de trabalhar. Graças à intervenção de Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, consegue deixar o país e chegar ileso à Inglaterra. Mas morre um ano depois, vitimado pelo câncer.</p> <p style="text-align: justify;">Hoje, é certo que suas teorias revolucionárias para a época abriram novas perspectivas para a exploração dos problemas do homem. Sua teoria e sua terapia psicanalista foram desenvolvidas e modificadas pelos seus seguidores, enriquecendo-as. Passou a constituir um instrumento obrigatório de pesquisa e interpretação em todos os domínios das ciências humanas. Além disso, as aplicações da psicanálise à crítica artística e literária são extremamente amplas e fecundas.</p> <h4>Principais obras de Freud</h4> <ul> <li style="text-align: justify;">Interpretação dos Sonhos – 1900;</li> <li style="text-align: justify;">Psicopatologia da Vida Cotidiana – 1904;</li> <li style="text-align: justify;">Recordação Infantil de Leonardo da Vinci – 1910;</li> <li style="text-align: justify;">Totem e Tabu – 1912;</li> <li style="text-align: justify;">Introdução à Psicanálise – 1916-17;</li> <li style="text-align: justify;">Psicanálise e Teoria da Libido – 1918;</li> <li style="text-align: justify;">Mais Além do Princípio do Prazer – 1920;</li> <li style="text-align: justify;">Psicologia das Massas e Análise do Ego – 1921;</li> <li style="text-align: justify;">O Ego e o Id – 1923;</li> <li style="text-align: justify;">Neurose e Psicose – 1923;</li> <li style="text-align: justify;">Minha Vida e a Psicanálise – 1925;</li> <li style="text-align: justify;">Inibição, Sintoma e Angústia – 1926.</li> </ul> <p style="text-align: justify;">No Brasil, as obras de Freud foram organizadas em uma enciclopédia de 28 volumes publicados pela <strong>Editora</strong> <strong>Imago</strong>, na qual são encontrados todos os trabalhos do <strong>Mestre</strong>.</p> <p style="text-align: justify;">O grande mérito de <strong>Freud</strong> foi abordar temas considerados tabus e imorais em sua época, como por exemplo a sexualidade e ainda, atribuir à ela, grande parte dos problemas psíquicos.</p> <p style="text-align: justify;">A psicanálise, como afirmara <strong>Bleuler,</strong> corretamente, diga-se de passagem,<strong> </strong>acabou se transformando em dogma, não por obra do próprio <strong>Freud</strong>, pois ele mesmo afirmava que <strong><em>“algum dia a ciência terá máquinas e métodos que descobrirão as causas e os mecanismos que levam aos distúrbios mentais na própria constituição do ser humano, mas por enquanto só posso explicá-los unicamente via minha percepção e observações clínicas e por isso o faço de acordo com minhas concepções científicas”</em></strong> mas seus discípulos e seguidores não entenderam o máxima do <strong>Mestre Freud</strong> e acabaram por dogmatizar a psicanálise transformando uma teoria em uma <strong>máxima cientificamente comprovada </strong>ou em uma <strong>ciência exata</strong>, mas essa valendo unicamente para eles psicanalistas. A teoria do <strong>Complexo de Édipo </strong>é vista de forma resumida em capítulo mais a frente, enquanto a obra que serviu de inspiração para <strong>Freud </strong>criar sua teoria da formação de personalidade, a qual chama-se <strong>ÉDIPO-REI</strong>, uma tragédia <strong>grega</strong> escrita por <strong>SÓFOCLES</strong>, por volta do ano 430a.C. está resumida aqui, como se segue.</p> <h4 style="text-align: justify;">Édipo-Rei</h4> <p style="text-align: center;"> <a href="../paginas/hfar-freud-3.html" title="" class="shutterset_singlepic740"> <img style="border: 0px solid ; width: 160px; height: 107px; float: left;" class="ngg-singlepic ngg-center" src="../img/740__320x240_740.jpg" alt="Clique para ampliar" title="Clique para ampliar"></a></p> <p style="text-align: justify;">A narrativa se inicia com o Rei Édipo recebendo, à escadaria de seu palácio, um grupo de jovens e idosos, liderados pelo <strong>Sacerdote</strong>, vindo estes a suplicar-lhe que encontrasse uma forma de livrar <strong>Tebas</strong> do mal que afligia a cidade e causava a destruição, a dor e a morte de todos.</p> <p style="text-align: justify;">Pois eis que o Rei Édipo, já sabendo dos suplícios pelos quais passava seus súditos, estes lhe causando muita dor e provocando-lhe incontido choro, já havia ordenado que seu cunhado <strong>Creonte</strong> fosse ao templo do deus <strong>Apolo</strong> em <strong>Delfos</strong> consultar os oráculos do deus <strong>Sol</strong> a mister de descobrir qual a natureza do mal que se abatia sobre Tebas e como extirpá-lo.</p> <p style="text-align: justify;">Voltando Creonte à Tebas, trouxe este as determinações do deus: <strong>APOLO, indignado com o assassínio do rei LAIOS, exigia ou o sangue ou o desterro do criminoso, fosse ele quem o fosse.</strong></p> <p style="text-align: justify;">Ao ouvir Creonte, Édipo disse não ter conhecido o Rei Laios pois este já era morto quando chegou à Tebas e, decifrando o terrível enigma da <strong>Esfinge</strong>, derrotou-a e sendo por isso feito rei de Tebas e ainda, desposando a viuva de Laios, <strong>Jocasta</strong>, com a qual teve filhos e filhas e por isso, alienou-se no dever tanto moral quanto divino de elucidar esse assassínio e punir os culpados. Para isso, iniciou a investigação, interpelando o Sacerdote, que também ouvira as ordens do deus, sobre o motivo de não se ter investigado a morte de seu antecessor e este lhe afirmou que devido à ameaça da esfinge, todos eram obrigados a deixarem de lado as coisas duvidosas para se aterem unicamente à rotina e a vida cotidiana.</p> <p style="text-align: justify;">Primeiramente interrogou Creonte que afirmou ter o Rei Laios sucumbido nas mãos de salteadores (<em>assaltantes que se espreitam à beira dos caminhos</em>) e que todos haviam sido mortos, à exceção do <strong>Pastor</strong> que conseguira fugir e veio ter à cidade trazendo a nefasta notícia.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>Creonte</strong>, sábio e profundo conhecedor do povo tebano, sugeriu ao Rei que mandasse chamar <strong>Tirésias</strong>, o vidente cego para que esse adivinhasse quem era o assassino e onde se escondia, ao que consentiu Édipo. Chamado <strong>Tirésias</strong>, este disse que o assassino era o próprio Rei Édipo, em cumprimento ao destino traçado a ele pelo deus ao nascer e que determinava: <strong>tu, Édipo, um dia matarás teu pai e desposarás tua mãe</strong>.</p> <p style="text-align: justify;">Esta profecia não era estranha à Édipo que já a conhecia de muito e por isso mesmo fugiu de sua terra natal <strong>Corintos,</strong> para que ela não se cumprisse.</p> <p style="text-align: justify;">Discutiu Édipo com Tirésias, expulsando-o do palácio e voltando-se, após isso, contra Creonte, acusando-o de estar usando o vidente para destroná-lo e ficar com o poder. Após acirrada discussão, Édipo sentencia Creonte ao desterro, por escolha deste, mas heis que <strong>Jocasta</strong>, a rainha intervém e apazigua os ânimos, e quando Édipo aproveita para interrogar-lha sobre o local e o tempo da morte de Laios e esta lhe revela que este fora trucidado onde se bifurcam os caminhos de <strong>Delfos </strong>e <strong>Dáulia, </strong>e o tempo era o mesmo da aparição de Édipo em Tebas. Neste momento, Édipo foi tomado de horrível pressentimento e perguntou como era o rei Laios e como era seu séquito e, após a descrição e Jocasta, teve o pressentimento de que ele próprio havia matado Laios devido a uma discussão que teve ao encontrá-lo com seu séquito no local onde Jocasta havia descrito. Para ter a certeza de que não fora ele quem matara o Rei Laios, mandou chamar o servo sobrevivente para interrogá-lo e descobrir se fora um ou um bando que matara o séquito do rei Laios.</p> <p style="text-align: justify;">Enquanto aguarda a chegada do Pastor, Jocasta o interroga sobre o porque de sua aflição e Édipo lhe conta da profecia e diz que a ela que para não matar seu pai, o Rei <strong>Políbio</strong>, de <strong>Corintos</strong> e não acabar por desposar <strong>Mérope</strong>, de <strong>Dórios</strong>, ele fugiu de sua cidade e vagou pelo mundo até que um dia, a caminho de Tebas encontrou um cortejo que, pela força o obrigou a sair do caminho, mas Édipo, ao reagir, matou a todos, menos o pastor e, para tirar essa imensa dúvida da cabeça, apesar de que ainda não tenha se dado conta de que o homem que ele havia matado era seu próprio pai, pediu que lhe trouxessem o pastor.</p> <p style="text-align: justify;">Antes que o pastor chegasse, apresentou-se no palácio um <strong>Emissário</strong> de <strong>Corintos</strong>, que a procura de Édipo, apresentou-se à <strong>Jocasta</strong>, trazendo a notícia de que, pela morte de seu pai <strong>Políbio</strong>, o povo de<strong> Corintos</strong> o queria fazer <strong>Rei do Istmo. Jocasta</strong>, ao receber a notícia e sabendo da profecia, mandou a <strong>Aia</strong> chamar Édipo, imediatamente para vir ter com o emissário. Chegando à presença do emissário e recebendo a notícia, Édipo o interrogou acerca das circunstâncias da morte de seu pai. Morte completamente natural e ao ser interpelado por <strong>Jocasta </strong>sobre voltar para <strong>Corintos</strong>, Édipo perguntou ao emissário se sua mãe ainda vivia e, com a resposta era afirmativa, disse à <strong>Jocasta</strong> que ainda assim a profecia poderia ser cumprida e, ao ouvir isso, o emissário perguntou a Édipo, como súdito que também o era, o porquê de não voltar à terra natal e Édipo dizendo-lhe que não era segredo nenhum, contou-lhe a profecia. Ao ouvir isso, o emissário revelou-lhe que não era filho legítimo de <strong>Políbio </strong>e <strong>Merópe</strong>, mas sim adotivo, pois ambos não puderam gerar prole e, ouvindo isso, seu coração se sobressaltou e, ainda ao chegar o <strong>Pastor,</strong> pelo qual Édipo esperava para interrogá-lo, o mesmo foi reconhecido pelo emissário como o homem que entregou Édipo ainda criança para que o criasse. Neste momento, revelou-se todo o desfecho da profecia que havia há muito se cumprido: <strong>Édipo matara o próprio pai naquela bifurcação e, ao decifrar o enigma da esfinge, tomara o poder em Tebas e desposara sua própria mãe, com quem teve filhos e filhas.</strong></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Jocasta</strong> sabendo que os deuses tramaram um destino infeliz para aquele filho, colocou em seus pés um grampo e mandou que o <strong>Pastor </strong>o levasse para longe e o matasse, mas chegando ao <strong>Ciretão</strong>, o Pastor ficou com pena daquela criança e o entregou ao <strong>emissário</strong> que também pastoreava por aqueles lados àquelas épocas e este o recebeu e entregou à <strong>Políbio </strong>e <strong>Merópe</strong>, por não terem filhos, o criaram e, quando o <strong>Príncipe Édipo de Corintos</strong> soube da profecia, fugiu do país (a cidade-estado de Corintos) e seguiu-se enredo da narrativa.</p> <p style="text-align: justify;">Ao conhecer a narrativa do emissário que disse ser Édipo filho adotivo de <strong>Políbio</strong> e ao ouvi-lo contar a história do grampo, sendo que a cicatriz do grampo é que deu o nome <strong>Édipo, </strong>que significa <strong>pés inchados</strong>, <strong>Jocasta</strong> imediatamente se apercebeu da verdade e implorou para que Édipo deixasse o caso de lado e se esquecesse dele, antevendo a desgraça que estava por vir, mas este, teimoso e atávico quis ir até o fim e, por isso, <strong>Jocasta </strong>se suicidou por enforcamento e Édipo, quando descobriu seu crime, foi até o quarto de sua <strong>mãe-esposa</strong> e vendo-a morta, pegou seus alfinetes de ouro furando-se os olhos e amaldiçoando-se, pedindo à <strong>Creonte </strong>que assumisse o governo, cuidasse de suas pobres e desgraçadas filhas e ainda, que <strong>Creonte</strong> o sentenciasse de acordo com a vontade do deus <strong>Apolo</strong>. E assim se fez. Creonte, a pedido do próprio <strong>Édipo</strong> o mandou embora em degredo.</p> <p style="text-align: justify;">Da mesma forma que <strong>Freud, JUNG </strong>também buscou inspiração na mitologia grega para compor sua teoria da personalidade que será vista mais a frente.</p> <div style="text-align: right;"> <div style="text-align: right;"> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="" src="../img/print.png" align="middle"></a></div> </div> </div> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </body> </html>