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<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset="UTF-8"> <title>Hemorragia uterina disfuncional</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font></center> <br> <div style="text-align: center;"> <h2 class="art-PostHeader">Hemorragia uterina disfuncional </h2> <p style="text-align: justify;"><span class="content">É freqüente ocorrência de menstruações profusas ou prolongadas, sem maior significado clínico, durante o primeiro ano subseqüente à menarca. No entanto, as perdas sanguíneas são, em certos casos, tão intensas, que afetam o estado geral da adolescente. Se não apresenta causa orgânica, tal distúrbio caracteriza a hemorragia uterina disfuncional. Este tipo de disfunção menstrual se apresenta sob duas formas clínicas: hipermenorragia e metrorragia.<span id="more-1710"></span></span></p> <p style="text-align: justify;"><strong>Causas</strong></p> <p style="text-align: justify;">A labilidade psíquica é evidente na puberdade. As emoções desempenham papel importante ao influir no eixo hipotálamo-hipofisário. Embora ainda não seja um órgão funcionalmente maduro, o hipotálamo vai adquirindo a capacidade de desempenhar sua função cíclica. Em conseqüência, a adeno-hipófise secreta FSH e LH em níveis inadequados para, agindo sobre os ovários, determinar a ovulação. Assim, na puberdade, os ciclos são em geral anovulatórios e, freqüentemente, os níveis de estrogênios são baixos. Nos ovários, não se encontram os corpos lúteos, e os folículos crescem e maturam irregularmente. O útero é normalmente hipoplásico e o endométrio é, não raro, hipotrófico.</p> <p style="text-align: justify;">A puberdade é fase transitória, na qual a produção dos estrogênios não se faz dentro do ritmo necessário a determinar, pelo mecanismo do “feedback”, as ações estimuladoras e frenadoras sobre o hipotálamo. Acresce o fato de estar ausente a progesterona, hormônio de ação complementar indispensável na metabolização dos estrogênios. O déficit hormonal referido é a causa imediata das irregularidades menstruais que se verificam na adolescência.</p> <p style="text-align: justify;">Além dos fatores apontados, as disfunções do fígado, da tireóide e das adrenais, podem surgir na puberdade. Sendo inegável a interação funcional de todos os componentes do sistema glandular, o funcionamento de qualquer daquelas glândulas se reflete na secreção dos esteróides sexuais. Então, incluímos na etiopatologia da hemorragia uterina disfuncional, as perturbações funcionais das glândulas referidas.</p> <div style="text-align: justify;"></div> <p style="text-align: justify;"><strong>Diagnóstico</strong></p> <p style="text-align: justify;">Para o tratamento da hemorragia uterina disfuncional, é imperiosa a realização do exame ginecológico e do exame físico geral. Na puberdade, a hemorragia genital de causas orgânicas é mais rara do que na fase adulta; quase sempre as perdas sanguíneas excessivas têm causa hormonal. O toque retal, eventualmente feitos sob narcose, e a vaginoscopia, são imprescindíveis para a formulação do diagnóstico.</p> <div style="text-align: justify;"></div> <p style="text-align: justify;"><strong>Alguns exames complementares são de utilidade.</strong></p> <p style="text-align: justify;">Hemograma, coagulograma, contagem de plaquetas, tempo de sangramento, tempo de coagulação e mielograma, permitem fazer diagnóstico diferencial com as discrasias sanguíneas, tipo Verlhof e anemia aplástica, que podem se traduzir clinicamente por metrorragia na adolescência.</p> <p style="text-align: justify;">Provas funcionais do fígado, das adrenais e da tireóide, confirmam ou refutam a participação destas glândulas na disfunção menstrual.</p> <p style="text-align: justify;">Ecografia da pelve e/ou laparoscopia são de valor no diagnóstico de pequenos tumores anexiais funcionantes.</p> <p style="text-align: justify;">Certas entidades patológicas, quando ocorrem na puberdade, podem determinar sangramento genital: carúncula uretral, prolapso de uretra, vaginite aguda, sarcoma botróide, pólipo mucoso cervical e tumor feminizante do ovário.</p> <div style="text-align: justify;"></div> <p style="text-align: justify;"><strong>Tratamento<br> </strong>Discretas perturbações do ritmo menstrual na puberdade, não requerem tratamento. Conduta expectante, acompanhada de orientação à adolescente, pode esclarecer o fenômeno fisiológico. Somente as perdas sanguíneas profusas ou continuadas, que prejudicam o estado geral da paciente, exigem tratamento. Este poderá ser de urgência, visando a estancar a hemorragia, ou de manutenção, para garantir a continuidade dos ciclos regulares.</p> </div> <font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font> <div style="text-align: right;"> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="Imprimir" title="Imprimir" src="../img/print.png"></a></div> </div> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </body> </html>