__ __ __ __ _____ _ _ _____ _ _ _ | \/ | \ \ / / | __ \ (_) | | / ____| | | | | | \ / |_ __\ V / | |__) | __ ___ ____ _| |_ ___ | (___ | |__ ___| | | | |\/| | '__|> < | ___/ '__| \ \ / / _` | __/ _ \ \___ \| '_ \ / _ \ | | | | | | |_ / . \ | | | | | |\ V / (_| | || __/ ____) | | | | __/ | | |_| |_|_(_)_/ \_\ |_| |_| |_| \_/ \__,_|\__\___| |_____/|_| |_|\___V 2.1 if you need WebShell for Seo everyday contact me on Telegram Telegram Address : @jackleetFor_More_Tools:
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<title>Talidomida</title>
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<div style="text-align: center;"><br>
<h3>Talidomida<br>
</h3>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;"><br>
22 de dezembro de 2010 | Autor: antonini<br>
</div>
<div style="text-align: justify;"><br>
</div>
<div style="text-align: justify;">Em 2006, cientistas japoneses
descobriram de que maneira a talidomida interfere no desenvolvimento
dos fetos (testes em animais) e ocasiona a sua m�-forma��o.<br>
<br>
<img src="../img/estrutura_talidomida.jpg" alt="" align="left">A
talidomida tem um potencial terap�utico que n�o pode ser desprezado.
A descoberta de como se d� o seu efeito teratog�nico abre uma
possibilidade de uma reformula��o em sua estrutura qu�mica, com
vistas a que seu uso seja mais seguro, que essa possibilidade � algo
a se pensar e se viabilizar. Contudo, � imprescind�vel que o
farmac�utico esteja � frente da dispensa��o desse medicamento, nos
hospitais da rede SUS (sistema �nico de sa�de), para orientar os
seus usu�rios e evitar as graves rea�es indesej�veis que o produto
pode gerar. A observa��o � do diretor tesoureiro do conselho federal
de farm�cia, Edson Taki, referindo-se �s discuss�es acerca das
possibilidades farmacol�gicas do produto. A talidomida � uma
alternativa terap�utica para o tratamento da Hansen�ase, mieloma
m�ltiplo, doen�as cr�nico-degenerativas e algumas doen�as
oportunistas que afetam portadores de HIV.<br>
<br>
<img src="../img/focomelia.jpg" alt="" align="right">Para o
dirigente do conselho federal de farm�cia, o servi�o p�blico de
sa�de precisaria contar com o farmac�utico para proceder a
dispensa��o da talidomida, em hospitais. Acrescentou que o vazio de
informa�es t�cnico-cient�ficas que envolve dispensa��o do
medicamento, nos hospitais do servi�o p�blico, devido � aus�ncia de
profissionais farmac�uticos, nesses estabelecimentos, � inaceit�vel
e n�o pode mais continuar. �Essa desses assist�ncia farmac�utica
deixa pouco usu�rio do medicamento em situa��o de inseguran�a, ou
seja, mais vulner�vel aos efeitos nocivos do produto�, alerta Edson
Taki.<br>
<br>
No Brasil, a talidomida indicada principalmente no tratamento da
Hansen�ase. Mas pode ter um espectro muito maior que possibilidades
terap�uticas. A lei 10.651, de 16 de abril de 2003, prev� que o
medicamento seja usado no tratamento de mieloma m�ltiplo (tipo de
c�ncer), doen�as cr�nico-degenerativas e algumas oportunistas que
afetam portadores de HIV.<br>
<br>
Para Edson Taki, se a talidomida abre novas janelas terap�uticas,
ent�o, que elas sejam devidamente estudados pelo governo. �O que n�o
se pode perder de vista os benef�cios oferecidos por esse
medicamento, por conta do desconhecimento que erros cometidos, no
passado. A talidomida gerou malforma�es em fetos e at� a morte. �
preciso extrair desse medicamento todas as vantagens que ela era
oferecer para a sa�de�, acrescenta o diretor do conselho federal de
farm�cia.<br>
Hist�rico<br>
<br>
A talidomida foi lan�ada em 1956, como antigripal. logo, se tornou
um dos mais populares medicamentos, na Europa, principalmente, na
Alemanha, seu pa�s de origem. Os alem�es diziam tratar-se de um
produto �inteiramente at�xico e completamente seguro�. Era vendido
sem prescri��o m�dica.<br>
<br>
<img src="../img/talidomida.jpg" alt="" align="left">Associada a
outras subst�ncias, as indica�es da talidomida estenderam se a
tosse, asma, dor de cabe�a e enj�os para mulheres gr�vidas. Foi
usada, livremente, em 46 pa�ses. Para o laborat�rio Grunenthal, que
a sintetizou, a talidomida � � um medicamento para tratar alergias.
Acabou sendo eficaz, tamb�m, na indu��o do sono profundo e
duradouro.<br>
<br>
S� a partir de 1959, desconfiou-se que o uso da talidomida estava
associado ao nascimento de milhares de beb�s com malforma�es,
principalmente, nos membros ou extremidades. Grande n�mero de
crian�as eram natimortas ou morreram, logo ap�s o nascimento.<br>
<br>
Alvo de pol�micas, em v�rias partes do mundo, a talidomida, enfim,
teve seu efeito teratog�nico confirmado, na d�cada de 60. A
descoberta foi um marco na hist�ria dos medicamentos, pois, at�
ent�o, esse efeito era pouco testado.<br>
<br>
<br>
<br>
Atualmente, as quest�es sobre o disco benef�cio do seu uso de vi
minha opini�o de profissionais da �rea de sa�de, e a descoberta de
como ela age, ocasionando as m�s forma�es em fetos � o que pode
gerar uma reformula��o segura do medicamento � reacendem a pol�mica.
O nascimento de milhares de beb�s com uma forma��o nos bra�os e
pernas, filhos de mulheres que usaram a talidomida, � um fen�meno
conhecido como focomelia.<br>
Proibi��o<br>
<br>
No Brasil, o medicamento foi proibido, mas voltou a ser indicado em
casos espec�ficos, como mieloma m�ltiplo (tipo de c�ncer), doen�as
cr�nico-degenerativas, algumas doen�as oportunistas que afetam
portadores de HIV, mas principalmente no tratamento da Hansen�ase.<br>
<br>
As indica�es terap�uticas da talidomida com maior sustenta��o
cient�fica s�o os casos graves de rea��o hans�nica tipo II (eritema
nodoso hans�nico) e mieloma m�ltiplo refrat�ria � quimioterapia.<br>
<br>
<strong> Modifica��o na estrutura</strong><br>
<br>
No in�cio de 2010, cientistas japoneses descobriram de que maneira a
talidomida interfere no desenvolvimento dos fetos (testes em
animais) e o caso na sua m�-forma��o. O f�rmaco age, ligando-se a
uma enzima chamada creblon, que � de extrema import�ncia para o
desenvolvimento dos membros, nos primeiros meses de gesta��o,
tornando-a inativa. A descoberta pode orientar uma modifica��o da
estrutura qu�mica da talidomida, para que cause menos efeitos
adversos.<br>
<br>
<img src="../img/talidomida-3.jpg" alt="" align="right">O
farmac�utico Rog�rio Hoefler, pesquisador do centro brasileiro de
informa�es sobre medicamentos (CEBRIM), departamento do Conselho
Federal de Farm�cia (CFF), acredita que essa descoberta pode
ocasionar uma reformula��o que torne seguro o medicamento. Por�m, os
gastos com esse processo poder�o ser muito altos e envolverem v�rias
quest�es. �Ainda que eventualmente interessantes, e talvez
promissores, os resultados de estudos em animais podem levar muitos
anos, at� que sejam aplic�veis em humanos, na fase cl�nica.
Inclusive, isso pode nunca acontecer�, salienta o farmac�utico do
CEBRIM.<br>
<br>
Segundo Hoefler, a majorit�ria quantidade de subst�ncias promissoras
� exclu�da (por toxicidade, dificuldade farmacot�cnica ou mesmo por
falta de interesse econ�mico) nos estudos pr�-cl�nicos e cl�nicos,
nunca vindo a ser introduzida na cl�nica.<br>
<br>
<strong>Cautela</strong><br>
<br>
<img src="../img/talidomida-5.jpg" alt="" style="width: 333px; height: 482px;"
align="left">Para o farmac�utico, o tratamento com talidomida
envolve quest�es muito delicadas. � Devido ao elevado risco
associado a este f�rmaco, seu uso s� se justifica em situa�es de
real e insubstitu�vel benef�cio aos pacientes, sobretudo quando
consideramos as limita�es do controle. Sou a favor do uso da
talidomida, nesses casos, mas com muita cautela �, afirma.<br>
<br>
Segundo Hoefler, para as indica�es terap�uticas ainda n�o
estabelecidas, o uso seria razo�vel em protocolos de pesquisa
respons�veis, que priorizem o bem-estar do paciente e que fiz em
minha reconhec�-los reais benef�cios do f�rmaco. Em muitos casos, a
efic�cia da talidomida ainda n�o foi estabelecida, ou a rela��o
benef�cio-risco pode ser desfavor�vel ao paciente.<br>
<br>
<strong>Acompanhamento farmac�utico</strong><br>
<br>
O acompanhamento do farmac�utico no tratamento com talidomida �
indispens�vel, assim, como em qualquer outra terapia. � No caso da
talidomida, faz-se, ainda, mais imprescind�vel, pois existem falhas
na conscientiza��o sobre a gravidade do uso do medicamento. Ainda
hoje, nascem crian�as com deformidades, em fun��o do uso desse
medicamento � alerta Dr. Rog�rio Hoefler. Existem casos em que
erroneamente se toma talidomida como abortivo.<br>
<br>
Cabe ao farmac�utico, como profissional aliado do bem-estar da
sociedade e dispon�vel para tirar d�vidas, desempenhar um papel
conscientizador sobre os riscos do medicamento. O diretor-tesoureiro
do CFF, Edison Taki, acrescenta que o profissional da sa�de que � a
maior autoridade medicamento � o Farmac�utico � n�o pode, em
hip�tese alguma, est� ausente, n�o s� do ato de dispensa��o, bem
como de todo o processo de assist�ncia envolvendo o produto
(aquisi��o, transporte, armazenamento e orienta��o, inclusive o
cuidado em domic�lio, se for preciso). E mais: �O farmac�utico
precisa estar no centro das discuss�es sobre o produto e fornecer
informa�es embasadas que justifiquem ou n�o o uso da talidomida,
pois esta � uma responsabilidade sua �, enfatiza Edison Taki.<br>
<br>
J� Rog�rio Hoefler acrescenta que o farmac�utico deve certificar-se
de que o medicamento est� sendo empregado em indica�es devidamente
aprovadas pelo Minist�rio da Sa�de e orientar, tamb�m, os
prescritores sobre os riscos envolvidos no uso do f�rmaco.<br>
<br>
<strong> Acompanhamento</strong><br>
<br>
Sempre que poss�vel, pede Hoefler, o farmac�utico deve manter um
registro dos usu�rios de talidomida e acompanhar os desfechos do
tratamento. E, ainda, manter-se atualizado sobre os estudos de
efic�cia e seguran�a do medicamento, bem como sobre as normas
oficiais que regulamentam a sua prescre��o e dispensa��o.<br>
<br>
No Brasil o comercializa��o da talidomida � proibida. O medicamento
s� � produzido em laborat�rios p�blicos e indicado sob uma rigorosa
legisla��o. O paciente recebe junto ao medicamento, o Termo de
Esclarecimento para Usu�rio de Talidomida e um Termo de
Responsabilidade que deve ser preenchido e assinado pelo m�dico
prescritor. Recebe, ainda, a notifica��o de receita pr�pria para a
talidomida. Nesse cen�rio, o farmac�utico, como o �ltimo
profissional de sa�de a ter contato com o paciente, dispensando o
medicamento, tem um importante papel esclarecedor e conscientizador.<br>
<br>
<strong> Uso em tratamento de doen�as</strong><br>
<br>
Existem especula�es dos benef�cios da talidomida em diversos
tratamentos, mas, al�m da Hansen�ase, mieloma m�ltiplo, doen�as
cr�nico-degenerativas e algumas doen�as oportunistas que afetam
portadores de HIV, n�o h� sustentabilidade cient�fica para tais
afirma�es em outros casos. � O que se tem certeza � de que seus
efeitos teratog�nicos existem e fizeram muitas v�timas. O benef�cio
tem que ser avaliado, diante dos riscos que s�o reais � reitera o
Dr. Rog�rio Hoefler.<br>
<br>
<strong> Outros efeitos adversos</strong><br>
<br>
Al�m de ser teratog�nica, a talidomida est� associada diversos
efeitos adversos graves, como neuropatia perif�rica, trombose venosa
profunda, neutropenia, leucopenia, e erup�es cut�neas, entre
outros. Alguns estudos demonstraram aumento de mortalidade com o uso
de este medicamento.<br>
<br>
A utiliza��o da talidomida em ensaios cl�nicos deve ser registrada e
submetida � aprova��o do Comit� Nacional de �tica em Pesquisa
(CONEP). O uso emp�rico da talidomida, fora desse controle, �
inaceit�vel e fere princ�pios �ticos fundamentais como
n�o-malefici�ncia, benefic�ncia e justi�a, e o C�digo de �tica da
Profiss�o Farmac�utica.<br>
<br>
�O aproveitamento das possibilidades terap�uticas da talidomida
devem ser algo a se pensar, a ser viabilizado, porque a humanidade
n�o pode desperdi�ar aquilo que a talidomida tem de terap�utico. Mas
o medicamento tem que ser rigorosamente estudado com bases em
protocolos. Agora, com a descoberta de como se d� a sua a��o
teratog�nica, pode ser vi�vel uma reformula��o da estrutura
molecular do f�rmacos, para garantir a seguran�a aos usu�rios �,
ponderou Edison Taki.<br>
<br>
Rog�rio Hoefler lembrou que, no Brasil, estudos para a avalia��o dos
potenciais benef�cios terap�uticos da talidomida j� s�o feitos, h�
muitos anos, em centros de refer�ncia como a Universidade de S�o
Paulo e o Hospital Universit�rio de Bras�lia. � � preciso base
cient�fica que justifique o uso. Por enquanto, n�o existem
resultados concretos do benef�cio em muitos casos �, alerta.<br>
<br>
A talidomida integra a Rela��o Nacional de Medicamentos Essenciais
(RENAME) para uso exclusivo nas rea�es de tipo 2 (eritema nodoso)
em que houver quadros cl�nicos de comprometimento de nervos, irite
ou iridociclite, orquiepididimite, m�os e p�s reacionais,
glomerulonefrite, eritema nodoso necrozante, vasculites e artrites.
A talidomida n�o causa supress�o do cortisol e outros efeitos
adversos que surgem com o uso prolongado dos cortic�ides. No entanto
est� associada � neuropatia perif�rica e trombose venosa profunda.<br>
<br>
A prednisona � considerada primeira op��o no tratamento de eritema
nodoso hans�nico nos casos de mulheres em idade f�rtil. O tratamento
com talidomida � proibido para mulheres em idade f�rtil, salvo raras
exce�es. A associa��o do f�rmaco com anticoncepcionais pode anular
os efeitos contraceptivos. Em casos excepcionais de indica�es para
mulheres em idade f�rtil, � recomendada a abstin�ncia sexual ou o
uso de v�rios m�todos contraceptivos aliados.<br>
<br>
Para homens em tratamento com a talidomida, a RDC 140/2003, da
ANVISA, prev� que sejam informadas na bula do medicamento as
seguintes recomenda�es: �os homens que utilizam a talidomida e
mant�m vida sexual ativa com mulheres em idade f�rtil, mesmo tendo
sido submetidos a vasectomia, devem ser orientados a adotar o uso de
preservativo, durante o tratamento� e, ainda �sobre a import�ncia
dos usu�rios de n�o doar sangue ou esperma�.<br>
</div>
</div>
<br>
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