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<TITLE>O PSIQUISMO E OS HORM�NIOS</TITLE>
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<P><A NAME="_Toc371097023"><A NAME="_Toc390797755"><A NAME="_Toc396752022"><A NAME="_Toc426543612"><HR></P>
<B><FONT SIZE=2><P ALIGN="CENTER">[</B></FONT><A HREF="#_Toc426799861"><B><FONT SIZE=2>O PSIQUISMO E OS HORMÔNIOS</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>]</P>
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<B><I><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426799861">O PSIQUISMO E OS HORMÔNIOS</A></A></A></A></A> </P>
</I></FONT><P ALIGN="CENTER"> </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Este capítulo é fruto da observação de várias crianças durante o período compreendido entre o final da infância, início da puberdade e início da adolescência, mais precisamente, entre os nove e os quinze anos de idade.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Observamos e acompanhamos o desenvolvimento de dez crianças, sendo quadro meninos e seis meninas, anotando dados como estatura, peso corporal e, especialmente, os comportamentos durante o processar da puberdade, consultando na literatura endocrinológica o hormônio ou conjunto de hormônios que poderiam estar atuando com maior intensidade nas crianças durante cada fase observada.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Queremos deixar claro que, este capítulo, por ser fruto de observação direta e pesquisa bibliográfica, não encontra embasamento em nenhum outro trabalho do gênero, pois apesar de procurar exaustivamente em diversas bibliotecas especializadas, não encontrou-se nenhum documento clínico que trouxesse tal estudo e, por isso, os conceitos aqui emitidos são de nossa inteira responsabilidade, cabendo ao leitor o direito de contestá-los ou aceitá-los.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Quando pensamos em psiquismo, nos vem à mente, em primeiro plano, as experiências vivenciais, os afetos recebidos, os conhecimentos adquiridos, o amor experimentado e o prazer obtido nisso tudo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Quando pensamos em distúrbios psíquicos, imediatamente os associamos à frustrações ou decepções decorrentes da impossibilidade ou falha na consumação das experiências prazerosas vividas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">O psiquismo humano não se altera apenas por frustrações, ansiedade ou drogas químicas externas ingeridas, mas também por outro tipo de droga indispensável ao funcionamento do organismo e por ele mesmo produzida através de conjuntos de células especializadas e diferenciadas chamadas glândulas. Estas substâncias são os hormônios, os responsáveis pela regulação, maturação e reprodução do organismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">O homem começa a receber influências hormonais mesmo dentro do útero materno pois, durante a gestação, é alta a taxa de progesterona que atravessa a placenta e atua nas bases cromossômicas do ser em formação, inscrevendo características peculiares inerentes ao estado psíquico da mãe.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Quando a gestação é desejada e planejada, os hormônios gestacionais consolidam as características psíquicas transmitidas geneticamente e previne erros genéticos que podem determinar características esquizóides, traços psicopáticos ou mesmo a implantação destas patologias por fragmentação de um alelo ou erro na combinação dos nucleotídeos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os hormônios gestógenos ainda fortalecem a barreira placentária impedindo que hormônios adrenérgicos e anticorpos atravessem-na, podendo causar danos ao embrião ou ao feto em desenvolvimento.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A criança gestada nestas condições, dificilmente apresentará em sua vida, problemas psíquicos de cunho orgânico, pois não podemos esquecer o fato de a personalidade ser formada pela união do temperamento, que é herdado geneticamente com o caráter adquirido do meio, participando os dois com cinqüenta por cento de responsabilidade sobre a formação da personalidade.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Quando a gestação é acidental, não planejada e indesejada, os progestógenos pouco atuam e os adrenérgicos da mãe atravessam a placenta entrando na circulação fetal. Uma vez dentro da circulação fetal eles atravessam as paredes das células neuronais ainda em formação, indo atuar no núcleo, produzindo modificações ou inscrevendo moldes de hipersecreção de adrenérgicos que vão, no ser que vem ao mundo, determinar o aparecimento de rebeldia, hiperatividade, irritabilidade, agressividade exacerbada, desajustes afetivos e sociais os mais diversos possíveis e imagináveis.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma vez chegada ao mundo, a criança responderá de acordo com sua carga genética programada, seus hormônios e suas experiências captadas do meio pelo seu aparato sensório-motor e cognitivo. A partir daí, seus hormônios atuarão sobre seu psiquismo em dosagens e efeitos tais como foram programados nos cromossomos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A primeira vista, os hormônios não parecem ser tão atuantes e importantes na formação e no amadurecimento do psiquismo, mas um detalhe anatômico mostra a real dimensão do papel deles, comprovando a importância dos mesmos para as respostas comportamentais e emotivas do ser humano.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A glândula mestra do sistema endócrino chama-se <I>hipófise </I>e situa-se na base do cérebro, alojada numa depressão óssea chamada<B><I> cela túrcica</B></I> e ligada ao <I>hipotálamo</I> pelo <I>infundíbulo</I> que prende a hipófise ao <B><I>túber sinério</B></I> e ainda contém em seu interior feixes nervosos que fazem a troca de estímulos entre a hipófise, o hipotálamo e o tálamo. Pois bem, pouco acima da hipófise localiza-se o<I> lobo límbico</I>, a sede dos comportamentos e das emoções. O lobo límbico está ligado ao hipotálamo e à hipófise diretamente através de terminações nervosas e, portanto, as emoções podem influenciar a produção dos hormônios, tanto quanto os hormônios podem interferir na decodificação de estímulos e na elaboração de respostas emocionais.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Para melhor compreendermos os efeitos dos hormônios sobre o psiquismo, estudaremos suas sedes, as glândulas onde são produzidos e os efeitos diretos ou indiretos que acreditamos exercer os hormônios sobre o psiquismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY"> </P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426543613"><A NAME="_Toc426799862">Hipotálamo</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">O hipotálamo não produz hormônios, mas elabora, regula e emite os impulsos neuronais que vão à hipófise estimular a produção dos hormônios.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">O centro límbico pode interferir na eletrofisiogênese dos fatores de liberação do hipotálamo, especialmente nas mulheres que, enfrentando problemas sociais ou afetivos sérios, sobrecarregando o centro límbico, comumente esta sobrecarga extravasa através das inervações, alterando os fatores de liberação F.S.H. ou de L.H. e L.T.H., causando amenorréia, vulgarmente chamada de falta de menstruação.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY"> </P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426543614"><A NAME="_Toc426799863">Hipófise</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">É a glândula mestra do sistema endócrino. A hipófise estimula e regula as funções das outras glândulas do organismo dividindo-se em <I><U>adeno-hipófise</I></U> e <I><U>neuro-hipófise</I></U>.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426543615"><A NAME="_Toc426799864">Adeno-hipófise</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Na adeno-hipófise são produzidos os hormônios somatotróficos, ou seja, hormônios responsáveis pelo desenvolvimento e maturação das estruturas musculares, reprodutoras, metabólicas, emocionais e também pela regulação da secreção de outras glândulas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os hormônios secretados pela adeno-hipófise não atuam diretamente sobre as estruturas por ele desenvolvidas, mas estimulam as funções da glândula a qual aquela estrutura está associada.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A adeno-hipófise produz sete hormônios trófico-estimulantes que veremos a seguir.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">A.C.T.H. ou hormônio adreno-córtico-trófico. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Estimula o córtex da adrenal a produzir adrenalina, nor-epinefrina e iso-norepinefrina. Estes três são responsáveis por funções vitais como freqüência cardíaca, força de contração ventricular, vasoconstrição e também atuam como neurotransmissores nas sinapses adrenérgicas do córtex motor, centro de associação e no lobo límbico.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A hipersecreção de A.C.T.H. pode produzir hiperatividade do córtex da adrenal com conseqüente aumento na secreção de hormônios adrenérgicos, podendo estes determinar ansiedade, agitação psicomotora, irritabilidade e agressividade.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">L.H. ou hormônio luteinizante. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">No homem o L.H. desenvolve as <I>células de SERTORI</I> e estimula a diferenciação destas em <I>células intersticiais de LEYDIG </I>no testículo. As células de LEYDIG produzem a <I>testosterona</I> que vai promover o desenvolvimento físico e psicossexual do homem.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na mulher o L.H. estimula o desenvolvimento das células intersticiais induzindo-as a produzir <I><U>dihidroepiandrosterona</I></U> e <I><U>androstenediona</I></U>, dois hormônios androgênicos que, em altas dosagens, podem determinar agressividade, distúrbios de comportamento e adaptação e, ainda, virilização e esterilidade feminina. Em baixas dosagens, pode ocasionar apatia, letargia, lassidão e desinteresse.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na puberdade a hipersecreção de L.H. culmina, no homem, com elevação na secreção de testosterona e produz agitação, ansiedade, cefaléia, instabilidade emocional, distúrbios de comportamento e até episódios convulsivos não são raros.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na menina púbere pode determinar, além dos distúrbios de comportamento e emoção, virilização com aparecimento de hirsutismo, oligomenorréia e amenorréia.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">F.S.H. ou Hormônio folículo-estimulante. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">No homem o F.S.H. estimula o desenvolvimento do epitélio seminífero e não atua no psiquismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na mulher o F.S.H. desenvolve os folículos de GRAFF estimulando a produção dos estrogênios. Com os estrogênios surgem os caracteres sexuais secundários na mulher: o desenvolvimento da vulva com alargamento dos grandes lábios; crescimento e pigmentação das ninfas (pequenos lábios); pigmentação do tecido cutâneo; crescimento e desenvolvimento do clitóris; epitelização e diferenciação da vagina; crescimento transversal e longitudinal da vagina; crescimento do útero; tubas; proliferação do endométrio; pubarca (pelos genitais); telarca (mamas); desenvolvimento da cintura pélvica e, principalmente, o amadurecimento psicossexual da mulher.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Altas dosagens de estrogênios podem determinar ansiedade, cefaléias, agitação psicomotora, descoordenação, instabilidade emocional e comumente, episódios convulsivos, especialmente pouco antes da menarca (primeira menstruação).</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">P.R.L. ou Prolactina. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">No homem presente em pequeníssimas quantidades, mas não se sabe a fonte secretora. Determina, ao que parece, apenas ginecomastia transitória no início da puberdade em crianças normais. Em meninos portadores de síndrome de KLINNERFELTER, parece que determina o retardo mental, a ginecomastia permanente e o infantilismo genital com atrofia dos testículos, estes presentes mas rudimentares e hipoplasia do pênis.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na mulher desenvolve as mamas (telarca) e estimula a lactogênese. Atua no corpo lúteo estimulando a produção de progesterona. A progesterona determina a proliferação do endométrio durante o ciclo menstrual e quando sua dosagem cai, aparece a menorragia de supressão ou menstruação.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">No psiquismo as altas dosagens de prolactina e progesterona podem determinar confusão mental, distúrbios de comportamento, instabilidade emocional e também <I>"déficits"</I> intelectuais.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">G.H. ou Hormônio do crescimento (somatotrofina). </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Promove o crescimento dos músculos, dos órgãos, das cartilagens epifisiais e atua sobre gorduras, hidratos de carbono e proteínas, sobre minerais e vitaminas. É tecnicamente chamado de <I>somatotrofina</I> ou, simplesmente, <I>anabolizante</I>.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Não exerce ação direta sobre o psiquismo, mas atua no desenvolvimento das estruturas neuronais e límbicas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">T.S.H. ou Hormônio tireotrófico. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O T.S.H. atua na tireóide estimulando a secreção de <B>triodo-tironina</B> (<B>T<SUB>3</B></SUB>), precursor da <B>tireoxina</B> (<B>T<SUB>4</B></SUB>).</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Este último atua sobre o metabolismo celular regulando a velocidade e a taxa do metabolismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Hiperdosagens produz ansiedade, agitação, anorexia, excitabilidade, irritabilidade, agressividade e instabilidade emocional.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Hipodosagens determinam letargia, hiperorexia (apetite exagerado), apatia, depressão psíquica, indiferença, além de distúrbios do aprendizado e raciocínio.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">M.S.H. ou Hormônio melanóforo-estimulante. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Estimula a produção da <B>melanina</B> nos <B>melanócitos</B>, pigmento que dá coloração à pele.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Não atua no psiquismo.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426543616"><A NAME="_Toc426799865">Neuro-hipófise</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Neuro-hipófise é a porção posterior da hipófise e produz apenas dois hormônios: a <B>oxitocina</B> e o <B>A.D.H.</B> ou <I>hormônio anti-diurético.</P>
</I><B><P ALIGN="JUSTIFY">Oxitocina. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">A oxitocina é responsável pela contração do alvéolo mamário na ejeção do leite e pelas contrações uterinas no trabalho de parto. É liberada por estimulação do mamilo por sucção durante o aleitamento ou pela distensão da parede vaginal no trabalho de parto. Não atua no psiquismo.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">A.D.H. ou Hormônio anti-diurético. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Hormônio responsável pela regulação das funções de hemodiálise do sangue nos rins, onde controla a quantidade de água e sais minerais a serem eliminados pela urina.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Altas dosagens determinam reabsorção excessiva de sais minerais e água ocasionando com isso, aumento na tensão arterial e irritações de tecidos muscular e nervoso com formação de edema causando cefaléia, mal-estar, vertigens, desconforto geral e até convulsões.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Hipossecreção de A.D.H. produz hiperfiltração e eliminação excessiva de sais minerais e água, acarretando fraqueza, letargia, acinesia, apatia, sonolência e depressão. Este quadro é chamado clinicamente de <I><U>diabetes insipidus</U>.</P>
</I><P ALIGN="JUSTIFY"> </P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426543617"><A NAME="_Toc426799866">Pâncreas</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">O pâncreas é uma glândula de secreção mista, localizado na cavidade abdominal, pouco abaixo do estômago.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">É dito glândula mista porque tem funções exócrinas e endócrinas ao mesmo tempo. Exócrinas porque produz pancreatina e carbonato ácido de sódio (<B>bicarbonato de sódio - NaHCO<SUB>3</B></SUB>), e lança-os diretamente na luz do intestino delgado. Possui função endócrina ao produzir insulina nas <I>ilótas de</I> <I>LANGHERAN</I> e lançá-la diretamente na corrente sangüínea.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A pancreatina e o bicarbonato de sódio não nos interessa, pois são desprovidos de efeitos psicoativos, nem chegando a serem absorvidos nas microvilosidades intestinais.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A insulina é de nosso sumo interesse e constitui-se parte integrante deste estudo. Ela é sintetizada nas células beta das<I> ilótas de LANGHERAN</I> pelos ribossomas e retículo endoplasmático. Exerce ação sobre o metabolismo da glicose e sobre a síntese do glicogênio no fígado e, além disso, é um neurotransmissor ligado aos processos emotivos de raciocínio, pois, através de pesquisas em animais descobriu-se que a insulina modula a secreção da aldonina, que parece ser o mediador responsável pelos processos eletroquímicos da consciência, raciocínio, conduta e emoções não mórbidos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY"> </P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426543618"><A NAME="_Toc426799867">Adrenais</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Além dos hormônios adrenérgicos, as adrenais produzem hormônios glicocorticais que têm a função de regular as funções homeostáticas celulares como absorção de minerais pela parede das células, retenção de íons e têm ações antiinflamatórias sobre processos endógenos e muitas outras funções.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Suas hiperdosagens determinam transtornos psíquicos desde agitação e euforia, até depressão e psicose.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Sua carência produz estados psíquicos condizentes aos distúrbios eliciados pela sua supressão.</P>
<P ALIGN="CENTER"> </P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426543619"><A NAME="_Toc426799868">A Evolução do Psiquismo e os Hormônios Sexuais</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Toda criança nasce, obviamente, com seu sexo genético e fisiológico programado em seus cromossomos, bem como as características pessoais, orgânicas e temperamentais que irá desenvolver com o processar da existência.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A menina já nasce com, aproximadamente, quatrocentos mil ovócitos primários em seus minúsculos ovários. Estes ovócitos estão envoltos em células foliculares precursoras do folículo de GRAFF e produzem pequenas quantidades de estrógenos, suficiente para conservar as estruturas genitais e bloquear a liberação do <I>hormônio folículo estimulante</I> e impedir a maturação sexual precoce.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Este estrogênio, embora em baixíssimas dosagens é suficiente para atuar no centro límbico e produzir um certo grau de amadurecimento que coloca as meninas em posição de desenvolvimento emocional adiantado em relação aos meninos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma menina de dez anos não brinca de bonecas. Ela prefere a companhia de amigas mais velhas, sua <I>patota</I>, onde ela pode discutir moda, sexualidade, paqueras e tudo mais que desejar ou necessitar, enquanto os meninos só chegarão a este estágio após os treze anos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os meninos nascem sem nenhuma espermatogônia, sequer nos testículos e também sem atividade nas <I>células de SERTORI</I> que nem se diferenciaram ainda em <I>células intersticiais de LEYDIG</I> e por isso não produzem testosterona gonádica alguma, desenvolvendo-se no decorrer da infância, única e exclusivamente da testosterona produzidas nas adrenais a partir da <I>androstenediona</I>, até os seis anos, quando as <I>células de SERTORI</I> se diferenciam e se transformam em<I> células intersticiais de LEYDIG</I> e começam a funcionar e a estimular a diferenciação do epitélio interno dos túbulos seminíferos e a transformar suas células em espermatogônias.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Esta diferença de seis anos no início da produção de hormônios gonádicos entre meninos e meninas explica, claramente, o motivo de as meninas amadurecerem mais cedo que os meninos, a se portarem maduramente mais cedo, isso no plano psíquico.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na puberdade, a menina já conta com esse amadurecimento, sendo capaz de encarar com mais naturalidade, de discutir e revelar aspectos de seu desenvolvimento genital, isto se ela for bem orientada, preparada e esclarecida sobre suas transformações físicas, enquanto os meninos, mesmo com a instalação da puberdade, ainda são imaturos psiquicamente e após a diferenciação sexual, tornam-se mais inibidos. Se inquiridos sobre seu desenvolvimento genital, retraem-se, enrubescem-se e ficam ansiosos. Ainda conservam a infantilidade, os hábitos e brincadeiras da infância e relutam muito em abandonar o corpo e o mundo infantil para assumir a postura e atitudes do adulto e, com isso, instala-se uma grande parcela dos conflitos da puberdade e adolescência masculina, pois, se por um lado estão as boas recordações e momentos de prazer da infância, do outro está o desenvolvimento físico, o qual ele não pediu e nem desejou, a puxá-lo em direção à vida e ao mundo dos adultos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As meninas, como já experimentaram uma certa maturidade emocional, esperam, ansiosamente, pela pubarca (aparecimento dos pelos genitais e axilares), pela telarca (aparecimento das mamas) e, mais ainda, pela menarca (primeira menstruação) que, normalmente e secretamente, lhes é motivo de orgulho.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Nas meninas o aumento nas taxas de estrogênios, o aparecimento da prolactina e da progesterona vão consolidando o amadurecimento do psiquismo, embora elas continuem apresentando reações infantis isoladas por mais algum tempo dentro da adolescência. Se estas taxas hormonais forem elevadas produzirão uma série de transtornos e desconfortos físicos. Se forem baixas determinarão, além de atrasos no desenvolvimento físico, dificuldades na maturação do psiquismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Como dissemos no princípio deste capítulo, os dados aqui apresentados são resultados de observações colhidos ao acaso e depois estudados sistematicamente e exaustivamente, cumprindo-nos o dever de lembrar ao leitor sua tarefa em aceitar ou contestar os dados e conclusão aqui apresentados.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na idade adulta, após terem vencido todos os conflitos da puberdade e adolescência, o homem passa a exibir uma forma de comportamento mais arrojado, autodeterminado, seguro de si e muitas vezes hostil e agressivo, determinado pela consolidação do amadurecimento do psiquismo, enquanto as mulheres apresentam uma personalidade de autopreservação, cautela compreensão e busca de si mesma, resultando dos efeitos conjuntos dos vários hormônios presentes constantemente em sua circulação sangüínea, mas podendo apresentar oscilações e flutuações de comportamento decorrentes da fase do ciclo em que se encontra e do hormônio predominante nesta fase.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma mulher que foi ensinada a valorizar sua sexualidade, a se orgulhar de ser mulher e de seu próprio corpo de mulher, dificilmente apresentará problemas psicossexuais ou genitais como impotência sexual, dismenorréia (cólicas menstruais), oligomenorréia (menstruação escassa) e amenorréia (falta de menstruação), mas, se ela foi educada para esconder tudo, para jamais revelar nada de si a ninguém, para ter vergonha de si mesma e de seu próprio corpo em sua condição de mulher, o resultado é, simplesmente, uma vida adulta, amorosa, sexual, conjugal e materna desastrosa, além de distúrbios orgânicos que, com toda certeza, lhe farão fiel e leal companhia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">No homem a supervalorização da sexualidade pode produzir o fenômeno dos supermachos e até manias sexuais, enquanto a depreciação sexual pode determinar impotência, homossexualidade, transexualismo e travestismo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Por volta dos quarenta anos, os ovários da mulher começam a diminuir a produção de hormônios e a atrofiarem-se levando as mulheres ao estado chamado de climatério feminino ou, vulgarmente designado por menopausa, onde aparecem instabilidades emocionais, alguns tipos de regressão psíquica e muita depressão em companhia de irritabilidade e agressividade, enquanto o homem não experimenta este tipo de climatério físico, mas apresenta outro tipo, determinado por causas psíquicas oriundas do medo da morte, da avaliação das metas atingidas, de sua realização pessoal e profissional, da angústia de não ter alcançado todos os seus objetivos e da tristeza de deixar tudo e todos neste mundo. Este tipo de climatério psíquico pode levar à irritabilidade, à depressão e, comumente, à impotência.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na velhice, homens e mulheres vivem, novamente, estados de reascenção e renascimento dos desejos, mas também preparam-se para o fim da vida de uma forma um tanto conformada.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Enfim, como vimos neste capítulo, não é apenas o ambiente ou os medicamentos que interferem no psiquismo, mas também os hormônios, os protetores e formadores do corpo e responsáveis pelo amadurecimento do psiquismo.</P></BODY>
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