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<B><FONT SIZE=2><P ALIGN="CENTER">[</B></FONT><A HREF="#_Toc426730048"><B><FONT SIZE=2>PSICOPATOLOGIA</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>]</P>
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<P ALIGN="CENTER">[</B></FONT><A HREF="#_Toc426730057"><B><FONT SIZE=2>Esquizofrenia</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>] [</B></FONT><A HREF="#_Toc426730058"><B><FONT SIZE=2>Esquizofrenia na inf&acirc;ncia</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B></FONT><A HREF="#_Toc426730059"><B><FONT SIZE=2>S&iacute;ndrome Bipolar ou Psicose Man&iacute;aco Depressiva</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>] [</B></FONT><A HREF="#_Toc426730060"><B><FONT SIZE=2>Psicoses Ex&oacute;genas</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>] </P>
<P ALIGN="CENTER">[</B></FONT><A HREF="#_Toc426730061"><B><FONT SIZE=2>Disfun&ccedil;&atilde;o Cerebral M&iacute;nima</B></FONT></A><B><FONT SIZE=2>]</P>
</B></FONT><P><HR></P>
<B><I><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426730048">PSICOPATOLOGIA</A></A></A></A></A></P>
</B></I></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Nos t&oacute;picos relativos &agrave; psicofarmacologia faremos men&ccedil;&atilde;o aos efeitos ps&iacute;quicos dos medicamentos, mas o faremos de maneira superficial, em forma de cita&ccedil;&atilde;o de efeitos psicog&ecirc;nicos indesej&aacute;veis e por isso estamos incluindo este cap&iacute;tulo, o qual versa sobre as estruturas da personalidade, objetivando dar mais clareza &agrave;s descri&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o apresentadas mais adiante.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na grande maioria das iatrogenias medicamentosas, a atua&ccedil;&atilde;o do psicof&aacute;rmaco elicia o aparecimento de focos psic&oacute;ticos ou tra&ccedil;os esquizofr&ecirc;nicos latentes ou, ainda, pode produzir a forma&ccedil;&atilde;o de n&uacute;cleos neur&oacute;ticos ou mecanismos de defesa do psiquismo. Os mecanismos de defesa, uma vez eliciados e utilizados, se surtirem resultados, podem acabar se tornando condicionados e integrantes da sintomatologia de personalidade neur&oacute;ticas ou mesmo psic&oacute;ticas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Durante mil&ecirc;nios os homens v&ecirc;m se preocupando com os fen&ocirc;menos da mente, em especial com os estados alucinat&oacute;rios onde o sujeito, em surto, afirma estar em contato com deuses, esp&iacute;ritos ou dem&ocirc;nios, fazendo, muitas vezes, seus semelhantes ou acreditarem nele e o venerarem, ou ent&atilde;o, puni-lo e at&eacute; mesmo elimin&aacute;-lo da sociedade por meio de banimento ou morte.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os primeiros povos a atribuir uma causa org&acirc;nica aos dist&uacute;rbios mentais, foram os eg&iacute;pcios. Acreditando eles que a loucura era causada por uma esp&eacute;cie de pedra (podendo ser o giro do c&iacute;ngulo, pois, o mesmo apresenta aspecto caloso), surgida no c&eacute;rebro dos doentes e, para acabarem com a doen&ccedil;a, faziam verdadeiras neurocirurgias, das quais se tem comprova&ccedil;&atilde;o pelo exame do cr&acirc;nio de m&uacute;mias submetidas, a sua &eacute;poca de vida, a este tratamento e, conforme constata&ccedil;&atilde;o da cicatriza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea do campo operat&oacute;rio, o paciente havia sobrevivido ao ato cir&uacute;rgico. Esta teoria e modo de tratamento perdurou at&eacute; a idade m&eacute;dia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os gregos se contrapuseram &agrave; teoria eg&iacute;pcia dizendo que a causa da loucura era devida ao ambiente e &agrave; natureza e prescrevia como tratamento a interna&ccedil;&atilde;o em casas ou mesmo est&acirc;ncias onde os doentes faziam exerc&iacute;cios, caminhadas, banhos em fontes t&eacute;rmicas, jogos e, especialmente, estudos e discuss&otilde;es filos&oacute;ficas. Estes locais de tratamento foram os <I>Ascl&eacute;pios</I>, os primeiros hospitais de que se tem not&iacute;cia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Seguiram a esses dois pressupostos e m&eacute;todos, s&eacute;culos de discuss&otilde;es durante os quais duas correntes se digladiaram: a corrente organicista, de inspira&ccedil;&atilde;o eg&iacute;pcia e a corrente ambientalista, de origem grega, at&eacute; que ao final do s&eacute;culo XIX Sigmund FREUD prop&ocirc;s uma teoria, a <I>Teoria do Complexo de &Eacute;dipo</I>, que foi o ponto de partida para as mais recentes descobertas cient&iacute;ficas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <I>Teoria do Complexo de &Eacute;dipo</I> preconiza que a personalidade evolui em forma de fases ou est&aacute;gios e, ainda teoria, que a personalidade tem tr&ecirc;s estruturas ps&iacute;quicas. As estruturas s&atilde;o o ID, o EGO e o SUPEREGO, e os est&aacute;gios s&atilde;o o <B>complexo materno</B>, o <B>complexo de castra&ccedil;&atilde;o</B> e o <B>complexo paterno</B>, respectivamente.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Ao nascer, a crian&ccedil;a &eacute; um ser desprogramado e vazio, desprovido de aparatos de diferencia&ccedil;&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o, isso segundo a teoria de FREUD. Seus desejos s&atilde;o instintivos, a fome, o frio, o calor, a dor e a irritabilidade frente &agrave; agress&otilde;es s&atilde;o comunicados de uma &uacute;nica forma, a qual a crian&ccedil;a j&aacute; nasce sabendo fazer, chorando.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Esta &eacute; a primeira fase do complexo materno, onde a crian&ccedil;a reage apenas aos desconfortos f&iacute;sicos e cinest&eacute;sicos, n&atilde;o discriminando pai, m&atilde;e, tio, av&ocirc;, av&oacute; e outros. Ela nasce apenas com uma carga de impulsos biol&oacute;gicos, o ID. Aos poucos o beb&ecirc; come&ccedil;a a discriminar os tra&ccedil;os f&iacute;sicos da m&atilde;e e diferenci&aacute;-los dos outros e neste momento instala-se a rela&ccedil;&atilde;o bi-pessoal, onde a crian&ccedil;a sente que a m&atilde;e &eacute; seu &uacute;nico meio de obten&ccedil;&atilde;o de prazer e tamb&eacute;m se acha o &uacute;nico objeto de prazer da m&atilde;e e, n&atilde;o tem pai, irm&atilde;os, ningu&eacute;m mais. Esta etapa do complexo materno &eacute; denominada <B>c&eacute;lula narc&iacute;sica</B> e aqui o ID emite os impulsos e estes s&atilde;o satisfeitos pela m&atilde;e.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Aos poucos, a crian&ccedil;a come&ccedil;a a perceber que ela n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica na vida da m&atilde;e, come&ccedil;a a perceber que tem pai e que a m&atilde;e tamb&eacute;m lhe d&aacute; aten&ccedil;&atilde;o. No in&iacute;cio a crian&ccedil;a reage, mas acaba se conformando com a competi&ccedil;&atilde;o e passa para o segundo est&aacute;gio. Nesta etapa do complexo materno, inicia-se a forma&ccedil;&atilde;o do ego, a forma&ccedil;&atilde;o da capacidade de decidir e executar por si mesmo as demandas do ID.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Se, ao reagir &agrave; competi&ccedil;&atilde;o pelo amor materno, os pais n&atilde;o mantiverem seu lugar no relacionamento e o competidor se afastar e deixar continuar o funcionamento da c&eacute;lula narc&iacute;sica, o ego em forma&ccedil;&atilde;o se fragmentar&aacute; dando, segundo a teoria, origem &agrave;s psicoses. Mas, se a crian&ccedil;a aceitou as regras da triangula&ccedil;&atilde;o e consegue abandonar a c&eacute;lula narc&iacute;sica, ela entra ent&atilde;o no est&aacute;gio do complexo de castra&ccedil;&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">No complexo de castra&ccedil;&atilde;o, a crian&ccedil;a aprender&aacute; o n&atilde;o e introjetar&aacute; os limites, sendo que isto j&aacute; se iniciou com o abandono do complexo materno. Se a crian&ccedil;a obtiver aprova&ccedil;&atilde;o integral em tudo o que fizer, certo ou errado, por parte dos pais, ela n&atilde;o ter&aacute; o senso interno, o senso de justi&ccedil;a, de propriedade e de lei. Pensar&aacute; que tudo lhe pertence, pessoas e objetos. Que tudo ela pode fazer e tudo o que fizer est&aacute; correto, e, se isto acontecer, instala-se, segundo as concep&ccedil;&otilde;es da linha psicanal&iacute;tica, a psicopatia, a mais grave das doen&ccedil;as mentais, pois, n&atilde;o tem cura, medicamento ou terapia e o resultado, geralmente, s&atilde;o crimes de furto, homic&iacute;dios, latroc&iacute;nios, viol&ecirc;ncia sexual e muitas outras atrocidades.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Mas, se os pais impuserem os limites, o n&atilde;o, o certo, o errado, a lei, come&ccedil;ar&aacute; a se formar o sensor interno, o superego que tem por fun&ccedil;&atilde;o, regular as demandas do ID e as possibilidades &eacute;ticas, morais e legais de sua execu&ccedil;&atilde;o por parte do ego. Se isto acontecer, a crian&ccedil;a entra no terceiro, &uacute;ltimo e mais doloroso complexo, o <I>complexo paterno</I>.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Ap&oacute;s ter superado a frustra&ccedil;&atilde;o de entrarem outras pessoas na rela&ccedil;&atilde;o objetal com a m&atilde;e, ap&oacute;s haver tolerado todos os n&atilde;os, n&atilde;o fa&ccedil;a isso; isso n&atilde;o pode; &eacute; proibido; e muitas outras negativas limitantes, a crian&ccedil;a agora ter&aacute; ainda de suportar a frustra&ccedil;&atilde;o de, ao encontrar seu objeto de amor do sexo oposto, identificar-se com o genitor do pr&oacute;prio sexo para atrair o genitor do sexo oposto, ter&aacute; de abandon&aacute;-lo e partir em busca de outro que n&atilde;o seja seu pai e sua m&atilde;e.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">No complexo paterno consolida-se a identifica&ccedil;&atilde;o sexual e a crian&ccedil;a come&ccedil;a a interessar-se pelos integrantes do sexo oposto, passando a copiar ou imitar o pai ou a m&atilde;e para atrair seu objeto de amor heterossexual ou mais precisamente: uma menina se apaixona pelo pai e para atra&iacute;-lo, utiliza o batom da m&atilde;e, cal&ccedil;a o sapato da m&atilde;e, veste a roupa da m&atilde;e e imita os comportamentos e atitudes da m&atilde;e para conquistar o amor do pai. Se o genitor do mesmo sexo rivaliza a rela&ccedil;&atilde;o e come&ccedil;a a competir com a crian&ccedil;a em seu amor incestuoso, ele estar&aacute; refor&ccedil;ando a situa&ccedil;&atilde;o e dificultando a sa&iacute;da da crian&ccedil;a do complexo de &Eacute;dipo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">No complexo paterno a menina, por exemplo, ama o pai mas teme a hostilidade e o castigo da m&atilde;e e se houver amea&ccedil;as concretas disso, pode surgir o p&acirc;nico e o medo excessivo e instalar-se aqui a neurose f&oacute;bica que ser&aacute; projetada ou simbolizada em algum objeto, situa&ccedil;&atilde;o ou animal.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Se houver a rivaliza&ccedil;&atilde;o e o castigo &eacute; imposto pela m&atilde;e &agrave; filha, pode surgir da&iacute; a neurose hist&eacute;rica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Quando a crian&ccedil;a se apercebe que a m&atilde;e &eacute; do pai ou que o pai &eacute; da m&atilde;e e ela tem que procurar um parceiro, sai do complexo de &Eacute;dipo, levando consigo um resqu&iacute;cio inconsciente da paix&atilde;o incestuosa que experimentou na inf&acirc;ncia, o ci&uacute;me que &eacute; o resultado da frustra&ccedil;&atilde;o pela rivalidade do genitor do mesmo sexo, ou seja, aquele desejo de menina de que a m&atilde;e lhe desse o pai e por isso ela hostilizava a m&atilde;e, transforma-se no ci&uacute;me que poder&aacute; ser mais ou menos intenso, dependendo do grau de frustra&ccedil;&atilde;o enfrentado pela crian&ccedil;a na perda do seu amor incestuoso pelo pai ou pela m&atilde;e.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A teoria de FREUD explica, hipoteticamente, grande parte da forma&ccedil;&atilde;o da personalidade e suas patias, especialmente os dist&uacute;rbios neur&oacute;ticos onde encontramos falhas no aprendizado do comportamento, mas n&atilde;o explica corretamente as psicoses end&oacute;genas, como veremos adiante, neste cap&iacute;tulo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Conceitualmente, <B>psicopatologia</B> pode ser definido como o estudo das doen&ccedil;as da mente, pois <I>psique</I> significa mente, <I>path&oacute;s</I> traduz-se por doen&ccedil;as e <I>logos</I> significa estudo, sendo todos eles radicais de origem ling&uuml;&iacute;stica grega. A psicopatologia &eacute; a base da psicologia e da psiquiatria, pois todas as doen&ccedil;as mentais s&atilde;o enquadradas de forma sistem&aacute;tica e agrupadas de acordo com sua etiologia, padr&atilde;o de personalidade, psicodin&acirc;mica e sintomatologia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As doen&ccedil;as mentais se dividem em tr&ecirc;s grupos: psiconeurose, psicoses e psicopatias.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426730049"><A NAME="_Toc426543599">Neurose ou Psiconeurose</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A neurose &eacute; basicamente uma doen&ccedil;a do comportamento mal adaptado, desajustado ou mal aprendido. &Eacute; fruto de situa&ccedil;&otilde;es frustrantes vivenciadas, nas quais houve o aparecimento de ansiedade, desilus&atilde;o, medo ou pavor, dist&uacute;rbios som&aacute;ticos ou ainda em conjun&ccedil;&atilde;o com desordens em algum &oacute;rg&atilde;o ou aparelho vital.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As psiconeuroses classificam-se em seis grupos, de acordo com a sintomatologia espec&iacute;fica e a queixa principal mais freq&uuml;entemente encontrada.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730050"><A NAME="_Toc426543600">Neurose de Ansiedade</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A neurose de ansiedade &eacute; o resultado da experimenta&ccedil;&atilde;o constante e intensa da mesma, acabando esta, sendo condicionada e passando a desencadear-se ao menor ru&iacute;do estranho que o indiv&iacute;duo perceba ou frente a situa&ccedil;&otilde;es muitas vezes prazerosas e seguras, mas que por intui&ccedil;&atilde;o, o sujeito julga que tornar-se-&aacute; dolorosa e insegura.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A neurose de ansiedade se caracteriza pelos seguintes sintomas:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) ang&uacute;stia ou ansiedade constante;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) excita&ccedil;&atilde;o e euforia constante, sensa&ccedil;&atilde;o de estar el&eacute;trico;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) ins&ocirc;nia;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">d) preocupa&ccedil;&otilde;es constantes;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">e) temores excessivos;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">f) sintomas f&iacute;sicos:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- sudorese;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- taquicardia;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- tremores;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- anorexia ou hiperorexia, conforme o padr&atilde;o de personalidade do indiv&iacute;duo;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- hiperpn&eacute;ia;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- altera&ccedil;&otilde;es psicossom&aacute;ticas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A etiologia da neurose de ansiedade pode estar ligada ao padr&atilde;o de personalidade, educa&ccedil;&atilde;o recebida, hipersecre&ccedil;&atilde;o de adrenalina ou comprometimentos cognitivos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Caracteriza-se, basicamente, por uma dificuldade em lidar com o momento presente, o que produz uma sensa&ccedil;&atilde;o de desastre iminente ou medo intenso.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730051"><A NAME="_Toc426543601">Neurose Depressiva</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A neurose depressiva caracteriza-se, como a pr&oacute;pria denomina&ccedil;&atilde;o expressa, por uma intensa depress&atilde;o, associada &agrave; apatia e indiferen&ccedil;a.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Sua sintomatologia consta de:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) t&ocirc;nus depressivo;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) egodistonia;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) humor baixo;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">d) falta de iniciativa;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">e) sensa&ccedil;&atilde;o de agress&atilde;o pelo mundo exterior;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">f) ins&ocirc;nia ou despertar precoce com sono interrompido ou pesadelos;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">g) sensa&ccedil;&atilde;o de auto acusa&ccedil;&atilde;o;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">h) culpa, a qual n&atilde;o sabe nem do que e muito menos porqu&ecirc;;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">i) anorexia mais pronunciada que no ansioso;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">j) diminui&ccedil;&atilde;o do interesse sexual.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Caracteriza-se por uma perda interior relacionada com sentimentos de ambival&ecirc;ncia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730052"><A NAME="_Toc426543602">Neurose F&oacute;bica</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Na neurose f&oacute;bica temos o quadro sintom&aacute;tico b&aacute;sico fundado nos medos (<B>F&oacute;bhos<SUB>gr</SUB> = medo</B>).</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Existem v&aacute;rios tipos de fobias:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) agorafobia ou medo de lugares abertos - pode ser conseq&uuml;&ecirc;ncia de experi&ecirc;ncias ansi&oacute;genas com o aparecimento de medo intenso em lugares abertos como campos, parques e outros;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) claustrofobia ou medo de lugares fechados - condicionamento de medo de lugar fechado como elevador, saunas, salas de reuni&otilde;es pequenas e outras;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) zoofobia ou medo de animais - pode ser condicionado pela agress&atilde;o sofrida por animal;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">d) acrofobia ou medo de lugares altos - pode ser ocasionado pelo medo de cair de algum lugar alto ou por medo ao ter viajado de avi&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Al&eacute;m destas, existem outras formas de <I>neuroses f&oacute;bicas condicionadas</I>, tais como a <I>hidrofobia</I>, a <I>necrofibia</I> e outras.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">N&atilde;o apenas o condicionamento pode determinar a neurose f&oacute;bica, mas tamb&eacute;m os deslocamentos de conflitos de um objeto desejado e proibido ou temido, mas aceito obrigatoriamente.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">FREUD nos descreve o caso do pequeno Hans, ilustrando com clareza a fobia neur&oacute;tica determinada por deslocamentos de conflito e ansiedade de uma situa&ccedil;&atilde;o de rela&ccedil;&atilde;o para uma situa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, mas real.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Hans era um menino de aproximadamente seis anos de idade e estava atravessando o est&aacute;gio paterno do complexo de &Eacute;dipo, e como neste est&aacute;gio o menino ama apaixonadamente a m&atilde;e e a deseja incestuosamente, passou a temer a hostilidade f&iacute;sica e moral do pai. Temendo ser mutilado ou castigado pelo pai, este muito severo e autorit&aacute;rio e, ainda por cima, n&atilde;o podendo expressar sua frustra&ccedil;&atilde;o, &oacute;dio e medo deste pai, passou a deslocar o conflito e a transferir seu medo para algo que representasse e simbolizasse a hostilidade e severidade do pai e, para isso, Hans investiu sua fobia nos cavalos, pois, estes s&atilde;o agitados e agressivos, segundo sua concep&ccedil;&atilde;o infantil.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A neurose f&oacute;bica eliciada por deslocamentos aparece na inf&acirc;ncia, mais especificamente, no est&aacute;gio paterno do complexo de &Eacute;dipo, enquanto as fobias neur&oacute;ticas de condicionamento podem aparecer em qualquer &eacute;poca da vida.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730053"><A NAME="_Toc426543603">Neurose Hipocondr&iacute;aca</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; a neurose caracterizada pela sensa&ccedil;&atilde;o de estar constantemente doente, possuindo os seguintes sintomas:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) mania de doen&ccedil;a;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) sensa&ccedil;&otilde;es variadas &agrave; n&iacute;vel de &oacute;rg&atilde;os;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) expressa ansiedade e dificuldade atrav&eacute;s de sintomas org&acirc;nicos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Sua psicodin&acirc;mica est&aacute; baseada num aumento da carga de representatividade dos &oacute;rg&atilde;os e pode ser determinada por uma afec&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica de longa dura&ccedil;&atilde;o onde houve condicionamento f&oacute;bico daquela patia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A hipocondria pode tamb&eacute;m ser um sintoma entre os muitos determinados pelo climat&eacute;rio masculino e feminino, especialmente, no climat&eacute;rio masculino, eliciado pelo medo da morte, que faz o homem apavorar-se frente a qualquer dor que apare&ccedil;a e a ingerir medicamentos desordenadamente e injustificadamente com efeitos, muitas vezes, desastrosos e mal&eacute;ficos para sua sa&uacute;de.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730054"><A NAME="_Toc426543604">Neurose Obsessivo-Compulsiva</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Neurose caracterizada por idea&ccedil;&otilde;es irracionais impostas ao consciente ou ent&atilde;o constitu&iacute;das de atos ritual&iacute;sticos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Obsess&atilde;o &eacute; processo ideativo persistente e irreal, imposto ao consciente contra a vontade do indiv&iacute;duo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A obsess&atilde;o pode aparecer em forma de d&uacute;vida, de surto de horr&iacute;veis tenta&ccedil;&otilde;es, de obsess&atilde;o de responsabilidade ou de repeti&ccedil;&otilde;es obsessivas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na forma de d&uacute;vidas, o indiv&iacute;duo n&atilde;o confia nem em sua percep&ccedil;&atilde;o, nem em sua mem&oacute;ria.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na forma de surto de horr&iacute;veis tenta&ccedil;&otilde;es, estabelece todo um conflito em cima de um fato irreal e, montado nele, organiza atos ritual&iacute;sticos para se livrar das id&eacute;ias obsessivas que o atormentam. Um exemplo cl&aacute;ssico deste tipo de obsess&atilde;o &eacute; a supersti&ccedil;&atilde;o e seus rituais, os talism&atilde;s e adora&ccedil;&otilde;es.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na forma de obsess&atilde;o de responsabilidade, o neur&oacute;tico sente-se respons&aacute;vel por tudo o que pode acontecer, por danos &agrave; pessoas, bens materiais e, por isso, torna-se um eterno vigilante.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na forma de repeti&ccedil;&otilde;es obsessivas, o indiv&iacute;duo repete constantemente e para si mesmo, frases ou versos musicais que expressam a id&eacute;ia que o persegue.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A compuls&atilde;o &eacute; o ato ritual&iacute;stico dito. &Eacute; o ritual organizado partindo da id&eacute;ia obsessiva, deslocando o conflito para situa&ccedil;&atilde;o real ou simb&oacute;lica que ir&aacute; aliviar o indiv&iacute;duo de sua obsess&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na neurose obsessivo-compulsiva existe o emprego de forma&ccedil;&atilde;o reativa, ou seja, utiliza sentimentos de complexos afetivos diametralmente opostos, atitudes contr&aacute;rias, tais como o desejo de sujar-se e a preocupa&ccedil;&atilde;o com a limpeza.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na etiologia da neurose obsessivo-compulsiva temos o padr&atilde;o de personalidade, os fatores ambientais e, basicamente, o conflito eterno entre controle e descontrole.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Psicanaliticamente falando, o obsessivo-compulsivo tem <I>superego</I> <I>hipertrofiado</I> e hiperatuante que reprime quase todos impulsos do ID.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A neurose obsessivo-compulsiva pode, al&eacute;m de confundir-se com a esquizofrenia, camuflar os sintomas desta.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730055"><A NAME="_Toc426543605">Neurose Hist&eacute;rica</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A neurose hist&eacute;rica &eacute; a mais complexa e dif&iacute;cil de se diagnosticar e tratar, acometendo cinco mulheres para cada homem e pode ser fruto da repress&atilde;o sexual no est&aacute;gio paterno do complexo de &Eacute;dipo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A designa&ccedil;&atilde;o <I>hist&eacute;rica</I> vem do grego, pois, <I>hysteron</I> traduz-se por &uacute;tero e como esta patia foi percebida entre as mulheres gregas j&aacute; naqueles tempos, deu-se esta denomina&ccedil;&atilde;o para o quadro de sintomas peculiares apresentados por um grande n&uacute;mero de mulheres daquela &eacute;poca.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os gregos acreditavam que as mulheres acometidas por esta doen&ccedil;a possu&iacute;am um &uacute;tero com longos tent&aacute;culos, iguais a um polvo, capazes de alcan&ccedil;ar o c&eacute;rebro e perturbarem a personalidade.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na neurose hist&eacute;rica encontramos dois grupos com sintomas caracter&iacute;sticos: neurose hist&eacute;rica conversiva e neurose hist&eacute;rica dissociativa.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Neurose hist&eacute;rica conversiva </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Apresenta em seu bojo sintomatol&oacute;gico a nega&ccedil;&atilde;o, repress&atilde;o, deslocamento, identifica&ccedil;&atilde;o e simboliza&ccedil;&atilde;o e caracteriza-se pela necessidade do neur&oacute;tico em chamar a aten&ccedil;&atilde;o sobre si, de seduzir, de vislumbrar e de conquistar a piedade dos outros, usando para isso, doen&ccedil;as com utiliza&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os alvo, usa de comportamentos fr&aacute;geis e delicados para atrair os outros.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Neurose hist&eacute;rica dissociativa</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Caracteriza-se por uma crise sintom&aacute;tica composta, basicamente, de dupla personalidade, sonambulismo, escrita autom&aacute;tica ou psicografia, transe medi&uacute;nico e evidenciando-se a proje&ccedil;&atilde;o da personalidade que lhe &eacute; frustrante, em outra que agrade o indiv&iacute;duo, a qual utiliza em lugar daquela que lhe &eacute; fonte de ang&uacute;stia e de ansiedade. Para melhor ilustrar esta patia, vamos utilizar um exemplo cl&aacute;ssico: "Um indiv&iacute;duo lutou grande parte de sua vida para conseguir graduar-se m&eacute;dico e n&atilde;o conseguiu. Sua personalidade pr&oacute;pria n&atilde;o lhe agrada pois ela &eacute; de um perdedor, de uma pessoa que n&atilde;o conseguiu seu intento e, para aliviar esta ansiedade, ele assume a postura de personalidade de um m&eacute;dico, come&ccedil;a a projetar-se em uma personalidade dissociada na qual ele pode satisfazer o desejo de um dia ter se graduado m&eacute;dico, surgindo, com isso, o transe medi&uacute;nico, comumente chamado de incorpora&ccedil;&atilde;o do esp&iacute;rito de m&eacute;dicos do passado, como o pol&ecirc;mico doutor FRITZ." A etiologia est&aacute; vinculada ao &Eacute;dipo e &agrave; imaturidade da personalidade.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426730056"><A NAME="_Toc426543606">Psicoses</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose &eacute; o nome dado &agrave; doen&ccedil;a onde existe uma total desestrutura&ccedil;&atilde;o e fragmenta&ccedil;&atilde;o da personalidade, pois, <I>psique</I> significa mente e <I>ose</I> traduz-se por destrui&ccedil;&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Acredita-se que as psicoses, especialmente as end&oacute;genas, sejam frutos da n&atilde;o ruptura da c&eacute;lula narc&iacute;sica do complexo materno do &Eacute;dipo, mas as descobertas da gen&eacute;tica, mais especificamente da <I>citogen&eacute;tica humana</I> e da <I>gen&eacute;tica de popula&ccedil;&otilde;es</I>, demonstram que as psicoses end&oacute;genas s&atilde;o frutos de muta&ccedil;&otilde;es cromoss&ocirc;micas ou de erros na transcri&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es do DNA no RNA mensageiro, onde este recebe incorretamente os c&oacute;digos daquele no que tange a codifica&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de determinadas enzimas ou prote&iacute;nas atuantes no sistema nervoso central.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Para verificar esta assertiva, fizemos um levantamento estat&iacute;stico em v&aacute;rios grupos familiares onde a psicose estava presente e constatamos que se trata de uma heran&ccedil;a autoss&ocirc;mica recessiva. Autoss&ocirc;mica por estar vinculada a cromossomos formadores do corpo e n&atilde;o predomina nem no sexo masculino nem no feminino, aparecendo nos dois; recessiva porque s&oacute; aparece em homozigose, em presen&ccedil;a de dois genes alelos condicionadores da anomalia.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na psicose temos altera&ccedil;&otilde;es profundas e importantes no pensamento, atividade, postura e atitudes gerais. Divide-se em dois grandes grupos: end&oacute;genas e ex&oacute;genas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Psicoses end&oacute;genas s&atilde;o aquelas n&atilde;o vinculadas a quadros org&acirc;nicos, tendo como causa muta&ccedil;&otilde;es g&ecirc;nicas onde um determinado par de alelos mutantes determinam a codifica&ccedil;&atilde;o de prote&iacute;nas que provocam altera&ccedil;&otilde;es no funcionamento do centro l&iacute;mbico e &aacute;reas conjugadas ocasionando, al&eacute;m de anomalias estruturais deste, os dist&uacute;rbios de personalidade qualificados como m&oacute;rbidos.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730057"><A NAME="_Toc426543607">Esquizofrenia</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">O conceito de esquizofrenia &eacute; utilizado, hoje em dia, como uma doen&ccedil;a, quando na verdade ele foi designado para dar nome a um quadro onde existiam certos comportamentos bizarros ou relativamente fora dos padr&otilde;es sociais e culturalmente aceitos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Embora o conceito seja amplamente discutido, os especialistas s&atilde;o un&acirc;nimes em enquadrar como esquiz&oacute;ides ou esquizofr&ecirc;nicos os indiv&iacute;duos que apresentam insociabilidade, inadapta&ccedil;&atilde;o, autodestrui&ccedil;&atilde;o impulsiva, emotividade imatura, distor&ccedil;&atilde;o e retraimento nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais e em casos mais graves, alucina&ccedil;&otilde;es e del&iacute;rios.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">O quadro que hoje, designamos por esquizofrenia, foi reconhecido em 1848 por John CONOLLY, no "Hanwell Asylum" da Inglaterra, o qual afirmou em suas "Crooniam Lectures" o seguinte e textualmente traduzido:</P>
<B><I><P ALIGN="JUSTIFY">Os jovens, com certa freq&uuml;&ecirc;ncia, mergulham em um estado que, at&eacute; certo ponto, assemelha-se &agrave; melancolia, sem que possa discernir qualquer causa de tristeza e, certamente, sem que haja qualquer m&aacute;goa espec&iacute;fica; tornam-se indolentes ou prosseguem em suas ocupa&ccedil;&otilde;es ou recrea&ccedil;&otilde;es habituais mecanicamente e sem interesse; o intelecto, as fei&ccedil;&otilde;es, as paix&otilde;es parecem inativos ou amortecidos e os pacientes acabam profundamente ap&aacute;ticos.</P>
</B></I><P ALIGN="JUSTIFY">Embora CONOLLY tenha feito a observa&ccedil;&atilde;o e o registro, foi apenas Eugene BLEULER quem, em 1911, designou para este quadro o termo esquizofrenia que significa <I>divis&atilde;o da mente</P>
</I><B><P ALIGN="JUSTIFY">Epidemiologia</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Atrav&eacute;s de estudos de MISHLER e SCOTH temos, estatisticamente, a comprova&ccedil;&atilde;o de que esquizofrenia &eacute; a mais incidente das psicoses, pois 0,3% da popula&ccedil;&atilde;o mundial pode estar sofrendo desta perturba&ccedil;&atilde;o. A qualquer momento, 0,15% t&ecirc;m probabilidade de vir a sofrer desta patologia e 0,02% podem estar sendo internados, em virtude deste acometimento.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Etiologia</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Como j&aacute; discorremos anteriormente, a esquizofrenia &eacute; determinada por genes alelos autoss&ocirc;micos e recessivos, transmitindo-se de gera&ccedil;&atilde;o em gera&ccedil;&atilde;o, atrav&eacute;s do c&oacute;digo gen&eacute;tico.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Instala&ccedil;&atilde;o da esquizofrenia </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">A idade de aparecimento vai desde o final da inf&acirc;ncia at&eacute; a meia-idade, embora a maior incid&ecirc;ncia esteja entre o final da adolesc&ecirc;ncia e o come&ccedil;o da idade adulta.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Tipos de esquizofrenia </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">a) tipos simples - neste tipo as perturba&ccedil;&otilde;es est&atilde;o ao n&iacute;vel de interesse, emo&ccedil;&atilde;o e atividade, as alucina&ccedil;&otilde;es s&atilde;o raras e passageiras, a instala&ccedil;&atilde;o &eacute; gradual e assume a forma de empobrecimento da personalidade;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) tipo hebefr&ecirc;nico - no tipo hebefr&ecirc;nico h&aacute; uma regress&atilde;o &agrave; personalidade infantil, o indiv&iacute;duo passa a agir e a se portar como crian&ccedil;a;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) tipo catat&ocirc;nico - compreende 5% das esquizofrenias, caracteriza-se por estados de rigidez muscular total, apatia e indiferen&ccedil;a social e ambiental;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">d) tipo paran&oacute;ide - no tipo paran&oacute;ide, os sintomas mais evidentes s&atilde;o as alucina&ccedil;&otilde;es e os del&iacute;rios, as perturba&ccedil;&otilde;es da associa&ccedil;&atilde;o e de afeto, lado a lado com o negativismo, o <I>del&iacute;rio de persegui&ccedil;&atilde;o</I> &eacute; o tipo mais encontrado na esquizofrenia paran&oacute;ide.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicopatologia</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na esquizofrenia existem altera&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de estruturas mentais como afeto, aten&ccedil;&atilde;o, pensamento e comunica&ccedil;&atilde;o, percep&ccedil;&atilde;o, impulso e a&ccedil;&atilde;o e apresenta ainda certas formas adicionadas como ambival&ecirc;ncia, negativismo e sugestividade:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) dist&uacute;rbios de afeto - na esquizofrenia h&aacute; um embotamento dos sentimentos mais refinados e um insidioso e progressivo estreitamento de interesses;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) aten&ccedil;&atilde;o - o dist&uacute;rbio de aten&ccedil;&atilde;o na esquizofrenia &eacute; resultado do gradual desinteresse que toma conta do sujeito na evolu&ccedil;&atilde;o do quadro esquizofr&ecirc;nico, a energia dispensada aos interesses &eacute; agora difusa e por isso n&atilde;o h&aacute; mais aten&ccedil;&atilde;o;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) pensamento e comunica&ccedil;&atilde;o - normalmente, a acep&ccedil;&atilde;o e associa&ccedil;&atilde;o de id&eacute;ias seguem uma ordem l&oacute;gica, mas no esquizofr&ecirc;nico n&atilde;o existe acep&ccedil;&atilde;o de forma ordenada, decorrendo da&iacute; a recep&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias id&eacute;ias ao mesmo tempo, devido a isso, suas associa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o prejudicadas e, em conseq&uuml;&ecirc;ncia, a elabora&ccedil;&atilde;o de respostas e toda a comunica&ccedil;&atilde;o ficam alterados;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">d) percep&ccedil;&atilde;o - na crian&ccedil;a esquizofr&ecirc;nica ou nos pacientes em primeiro est&aacute;gio da doen&ccedil;a, os est&iacute;mulos auditivos e visuais sensibilizam grandemente, enquanto nos casos profundos ou cr&ocirc;nicos existe uma indiferen&ccedil;a aos est&iacute;mulos ambientais;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">e) impulso e a&ccedil;&atilde;o - as atividades impulsivas do esquizofr&ecirc;nico derivam em grande parte de uma car&ecirc;ncia de integra&ccedil;&atilde;o, de associa&ccedil;&atilde;o, afetos e desejos com a exist&ecirc;ncia de objetivos incompat&iacute;veis, e com freq&uuml;&ecirc;ncias mut&aacute;veis;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">f) ambival&ecirc;ncia - pode se manifestar atrav&eacute;s de uma mescla inst&aacute;vel de amor e &oacute;dio, com varia&ccedil;&otilde;es de afei&ccedil;&otilde;es e &oacute;dio, levando as vezes, a epis&oacute;dios impulsivos, existem certos casos em que os impulsos de morte, geralmente impercept&iacute;veis, levam o paciente ao suic&iacute;dio ou a um homic&iacute;dio, a automutila&ccedil;&atilde;o impulsiva &eacute; um tanto comum, especialmente, no caso de atividades masturbat&oacute;rias do sujeito;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">g) anergia - constitui-se na absten&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de atividade, &eacute; uma deteriora&ccedil;&atilde;o nos h&aacute;bitos e pode ser considerada como uma retirada do mundo que ele, esquizofr&ecirc;nico, renuncia;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">h) negativismo e sugestibilidade - o negativismo &eacute; uma das formas que o esquiz&oacute;ide utiliza para hostilizar o ambiente, negando-se, antagonicamente, a fazer aquilo que as pessoas esperam dele, a sugestibilidade embora em alguns casos se manifesta de maneira oposta ao negativismo, tem o mesmo objetivo e caracteriza-se por uma forma de copiar ou representar situa&ccedil;&otilde;es tais como repeti&ccedil;&otilde;es ou remedeios de atos de pessoas objetivando hostilizar ou chamar a aten&ccedil;&atilde;o sobre si.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730058"><A NAME="_Toc426543608">Esquizofrenia na inf&acirc;ncia</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Existe muita controv&eacute;rsia a respeito da semelhan&ccedil;a ou da forma de manifesta&ccedil;&atilde;o entre a esquizofrenia no adulto r na crian&ccedil;a, e baseado no que vimos, anteriormente, vamos enfocar apenas o essencial sobre a esquizofrenia infantil:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) etiologia - as causas s&atilde;o, da mesma forma que nas manifesta&ccedil;&otilde;es nos adultos, gen&eacute;ticas e herdadas cromossomicamente;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) diagn&oacute;stico - os crit&eacute;rios n&atilde;o se acham bem definidos, um dos crit&eacute;rios utilizados &eacute; o de Lauretta BENDER e estabelece que a crian&ccedil;a esquizofr&ecirc;nica &eacute; regressiva, retardada, bloqueada, inibida, muda, autista, retra&iacute;da, fisicamente ast&ecirc;nica, insoci&aacute;vel e incapaz de relacionar-se, enquanto outras apresentam exatamente o oposto;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) progn&oacute;stico - &eacute; sempre reservado, pois, depende do tempo de in&iacute;cio, da forma da instala&ccedil;&atilde;o e outros fatores.</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730059"><A NAME="_Toc426543609">S&iacute;ndrome Bipolar ou Psicose Man&iacute;aco Depressiva</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Neste tipo de psicose encontramos a mania e a depress&atilde;o, geralmente juntas, mas em alguns casos, manifestam-se de forma isolada.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Tipo depressivo</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Apresenta apatia, anorexia, ins&ocirc;nia, irritabilidade, altera&ccedil;&atilde;o senso-perceptiva e alucina&ccedil;&otilde;es. No pensamento apresenta confus&atilde;o, fluxo ideativo com del&iacute;rios de menos valia ou grande valia, auto-acusa&ccedil;&atilde;o, sentimento ou del&iacute;rio de ru&iacute;na ou perda e ainda tend&ecirc;ncias ao suic&iacute;dio, pois sua personalidade fregmentada lhe infringe um sofrimento insuport&aacute;vel. Denota tamb&eacute;m diminui&ccedil;&atilde;o ou at&eacute; extin&ccedil;&atilde;o da libido.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Tipo man&iacute;aco </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">No tipo man&iacute;aco temos a tr&iacute;ade formada pelo aumento do fluxo de pensamento, a psicomotricidade e do humor. Acomete adultos jovens com idade limite de aproximadamente trinta e cinco anos, sendo quase imposs&iacute;vel aparecer no adolescente.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Melancolia Involutiva</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; um tipo de psicose que aparece ap&oacute;s a quinta d&eacute;cada de vida, ou mais precisamente, ap&oacute;s os quarenta anos de idade.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Caracteriza-se por depress&atilde;o constante e desestruturada, irritabilidade, id&eacute;ias de menos valia e desrealiza&ccedil;&atilde;o, queixas hipocondr&iacute;acas, apragmatismo, anorexia, ins&ocirc;nia e mais freq&uuml;entemente, tend&ecirc;ncias ao suic&iacute;dio.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Muitas mulheres, acometidas pela melancolia involutiva, apresentam hist&oacute;rico de puberdade e menarca tardias, geralmente acima dos quinze anos.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426730060"><A NAME="_Toc426543610">Psicoses Ex&oacute;genas</A></A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">S&atilde;o as psicoses desencadeadas por fatores externos, tais como contus&otilde;es, envelhecimento, intoxica&ccedil;&otilde;es ou infec&ccedil;&otilde;es do tecido nervoso e do centro l&iacute;mbico.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose traum&aacute;tica. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; desencadeada por contus&otilde;es no cr&acirc;nio com seq&uuml;elas no c&oacute;rtex motor e lobo l&iacute;mbico.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose t&oacute;xica. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Eliciada por intoxica&ccedil;&otilde;es ocasionadas por agentes qu&iacute;micos ingeridos, inalados ou absorvidos pela pele, por derrames de bilirrubina no per&iacute;odo neonatal ou durante afec&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas graves e tamb&eacute;m por <I>intoxica&ccedil;&otilde;es com medicamentos</P>
</I><B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose degenerativa. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose caracterizada pela atrofia ou degenera&ccedil;&atilde;o do lobo l&iacute;mbico ocasionada por dist&uacute;rbios na vasculariza&ccedil;&atilde;o ou absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes. &Eacute; comum em pessoas idosas sendo popularmente chamadas de<I> estado de caduquice.</P>
</I><B><P ALIGN="JUSTIFY">Psicose infecciosa. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Caracteriza-se pelo aparecimento de dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos ap&oacute;s doen&ccedil;as a v&iacute;rus como parotidite, sarampo ou por bact&eacute;rias como <I><U>meningococcus</I></U>, <I><U>staphilococcus</I></U>, <I><U>streptococcus</I></U>, bacilos e outros, que podem lesar o c&eacute;rebro.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os sintomas e manifesta&ccedil;&otilde;es das psicoses ex&oacute;genas s&atilde;o os mesmos das psicoses end&oacute;genas e por isso descrevemos as mesmas de uma forma breve e sucinta.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Algo um tanto dif&iacute;cil para as pessoas leigas compreenderem &eacute; a diferen&ccedil;a entre a neurose e a psicose. Pois bem, a neurose &eacute; caracterizada por dist&uacute;rbios do comportamento mal adaptado cujas bases s&atilde;o adquiridas ou por condicionamento ou por problemas e incidentes ocorridos nas fases edipianas, enquanto a psicose difere da neurose por ser uma doen&ccedil;a, uma s&iacute;ndrome na qual o comportamento n&atilde;o pode ser tratado pois n&atilde;o tem cura, quando na neurose todos os desajustes s&atilde;o trat&aacute;veis e cur&aacute;veis.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Para melhor compreens&atilde;o, vamos fazer uma grosseira analogia: o neur&oacute;tico constr&oacute;i seus castelos no ar, mas n&atilde;o habita nesses, enquanto o psic&oacute;tico os constr&oacute;i no ar e ainda mora dentro deles, e para eles o psic&oacute;logo ou o psiquiatra &eacute; aquele locador chato que vem cobrar o aluguel do castelo.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Outro exemplo esdr&uacute;xulo &eacute; o seguinte: numa opera&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica, para o psic&oacute;tico dois mais dois &eacute;, sempre e sem sombra de d&uacute;vida, igual a cinco, enquanto para o neur&oacute;tico os mesmos dois mais dois resultam sempre em quatro, mas, ele fica frustrado porque n&atilde;o pode ser cinco.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426730061"><A NAME="_Toc426543611">Disfun&ccedil;&atilde;o Cerebral M&iacute;nima</A></A></P>
</B></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Foi batizado em 1962 por PAINNE o quadro que apresenta manifesta&ccedil;&otilde;es tanto na esfera neurol&oacute;gica quanto na ps&iacute;quica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na esfera neurol&oacute;gica apresenta s&iacute;ndrome coreineiforme, a qual se caracteriza por tremores e movimentos desordenados do esqueleto apendicular superior (bra&ccedil;os); desajeitamento exagerado. O sindr&ocirc;mico &eacute; trapalh&atilde;o e desajeitado em seus atos e atitudes; hiper-reflexia, reflexos exacerbados em um &uacute;nico membro; mem&oacute;ria deficiente para formas e desenhos; deficiente no&ccedil;&atilde;o espacial; inaten&ccedil;&atilde;o t&aacute;ctil ou visual e eletroencefalografia fora dos padr&otilde;es normais de varia&ccedil;&atilde;o para a idade, compat&iacute;vel com a disritmia cerebral, pois apresenta aumento na freq&uuml;&ecirc;ncia das ondas cerebrais, n&atilde;o apresentando, no entanto, convuls&otilde;es nem cefal&eacute;ias.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na esfera ps&iacute;quica apresenta hiperatividade, a qual &eacute; o componente principal e que chama a aten&ccedil;&atilde;o para a suspeita de DCM na crian&ccedil;a; impulsividade; distra&ccedil;&atilde;o; tempo de aten&ccedil;&atilde;o diminu&iacute;do; baixa toler&acirc;ncia &agrave; frustra&ccedil;&atilde;o; preserva&ccedil;&atilde;o; padr&otilde;es concretos de pensamento com dificuldade na abstra&ccedil;&atilde;o; discalculias e birras.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A s&iacute;ndrome de PAINNE est&aacute; relacionada a uma heran&ccedil;a polig&ecirc;nica, aparentemente hol&acirc;ndrica, ligada ao sexo masculino que abrange:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">a) penetr&acirc;ncia no sexo masculino;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">b) um tipo especial ou diferente de neurotransmiss&atilde;o ou acep&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos no sistema nervoso central;</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">c) as crian&ccedil;as DCM j&aacute; nascem hiperexcit&aacute;veis, custando a dormir e respondendo paradoxalmente a qualquer tipo de calmante.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Muitos medicamentos produzem, quando administrados &agrave;s crian&ccedil;as, sintomas condizentes com a <I>disfun&ccedil;&atilde;o cerebral m&iacute;nima</I> e isso pode at&eacute; confundir especialistas pouco experimentados que, na hora de levantar a anamnese da crian&ccedil;a, esquecem-se de investigar a ocorr&ecirc;ncia de outros tratamentos cl&iacute;nicos com utiliza&ccedil;&atilde;o de medicamentos e rotulam a crian&ccedil;a de DCM e a envia para tratamento psicol&oacute;gico sem que haja esta necessidade. Foi por este motivo que inclu&iacute;mos esta breve disserta&ccedil;&atilde;o sobre os mecanismos sintom&aacute;ticos b&aacute;sicos da <I>disfun&ccedil;&atilde;o cerebral m&iacute;nima</I>.</P></BODY>
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