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<TITLE>REA��ES ADVERSAS � DROGAS</TITLE>
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<A NAME="_Toc371097016"><HR>
<B><P ALIGN="CENTER">[</B></a><A HREF="#_Toc426635221"><B>REA&Ccedil;&Otilde;ES ADVERSAS &Agrave; DROGAS</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635222"><B>Freq&uuml;&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia e as conseq&uuml;&ecirc;ncias das rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635223"><B>Problemas na determina&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es a drogas</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635224"><B>Defini&ccedil;&atilde;o imprecisa</B></A><B>] [</B><A HREF="#_Toc426635225"><B>Dados imprecisos sobre a prescri&ccedil;&atilde;o</B></A><B>] </P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635226"><B>Falta de uma rela&ccedil;&atilde;o causa/efeito aparente</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635227"><B>Fatores Predisponentes da Droga</B></A><B>] [</B><A HREF="#_Toc426635228"><B>Caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas</B></A><B>] </P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635229"><B>Vias de Administra&ccedil;&atilde;o</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635230"><B>Fatores Dependentes do M&eacute;dico e das Enfermeiras</B></A><B>] </P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635231"><B>Classifica&ccedil;&atilde;o de Rea&ccedil;&otilde;es Adversas a Drogas</B></A><B>]</P>
<P ALIGN="CENTER">[</B><A HREF="#_Toc426635232"><B>Gravidez e desenvolvimento fetal</B></A><B>] [</B><A HREF="#_Toc426635233"><B>Rea&ccedil;&otilde;es Diversas</B></A><B>]</P>
</B><P><HR>
<B><I><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426635221">REA&Ccedil;&Otilde;ES ADVERSAS &Agrave; DROGAS</A></A></A></A></A></P>
</B></I></FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Dois tipos de a&ccedil;&otilde;es podem ou n&atilde;o ser observados ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o de drogas: <B>a&ccedil;&otilde;es desejadas da droga,</B> aquelas que s&atilde;o desej&aacute;veis clinicamente e cujos efeitos ben&eacute;ficos s&atilde;o procurados pelo farmacoterap&ecirc;uta, e/ou <B>a&ccedil;&otilde;es indesej&aacute;veis da droga,</B> que s&atilde;o efeitos adicionais e n&atilde;o procurados primariamente. As a&ccedil;&otilde;es indesej&aacute;veis da droga podem trazer danos ou n&atilde;o; se trazem danos s&atilde;o chamados de <B>rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas s&atilde;o, conseq&uuml;entemente, uma faceta das <B>doen&ccedil;as iatrog&ecirc;nicas</B> que compreendem todo o espectro de efeitos adversos, produzidos involuntariamente pelos terapeutas enquanto tratam de seus clientes. As doen&ccedil;as iatrog&ecirc;nicas incluem n&atilde;o somente as les&otilde;es diretas que podem resultar da droga ou do procedimento diagn&oacute;stico ou terap&ecirc;utico, mas tamb&eacute;m estados de doen&ccedil;a que resultam de conflitos de personalidade entre o m&eacute;dico e o paciente.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma classifica&ccedil;&atilde;o dos efeitos das drogas em efeitos desejados e indesej&aacute;veis &eacute; insatisfat&oacute;ria, pois um mesmo efeito de determinada droga pode estar em um ou outro grupo, dependendo da situa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. A seda&ccedil;&atilde;o, por exemplo, obtida com o uso de drogas anti-histam&iacute;nicas, pode ser indesej&aacute;vel se ocorrer em motoristas de t&aacute;xi ou de &ocirc;nibus que est&atilde;o sendo tratados de rinite al&eacute;rgica, mas pode ser desej&aacute;vel quando a droga &eacute; utilizada como hipn&oacute;tico ou no tratamento de uma rea&ccedil;&atilde;o pruriginosa &agrave; droga, onde a seda&ccedil;&atilde;o &eacute; um efeito adicional "ben&eacute;fico". Assim, "adverso" &eacute; um dos muitos adjetivos qualificativos aplicados a efeitos de drogas. No passado, havia uma tend&ecirc;ncia a se classificar todos os efeitos n&atilde;o desejados como adversos, uma pr&aacute;tica que gerou alguma confus&atilde;o. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Apesar de se esperar que as drogas curem a maior parte das doen&ccedil;a sem perigo ou sem causar efeitos indesej&aacute;veis, o uso de qualquer droga inevitavelmente envolve algum risco. Tanto o paciente como o terapeuta devem reconhecer e aceitar isto. O terapeuta n&atilde;o deve nem se tornar um niilista terap&ecirc;utico por medo das rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas, nem deve prescrever de forma indiscriminada. Antes de administrar uma droga, ele deve considerar com cuidado seus poss&iacute;veis efeitos adversos em rela&ccedil;&atilde;o ao benef&iacute;cio terap&ecirc;utico potencial. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Idealmente a droga correta, no paciente correto, na dose correta (forma, dose, intervalo), pela via correta, no tempo correto e para a doen&ccedil;a correta, n&atilde;o provocar&aacute; efeito(s) adverso(s). Entretanto, <B>esta situa&ccedil;&atilde;o raramente ocorre</B>, pois nenhuma droga &eacute; t&atilde;o espec&iacute;fica a ponto de produzir somente os efeitos desejados em todos os pacientes. <B>Nenhuma droga clinicamente &uacute;til (nem mesmo placebo) &eacute; inteiramente desprovida de toxicidade.</B> As rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas tamb&eacute;m podem aparecer ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o da mesma ao paciente errado e para a doen&ccedil;a errada.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A express&atilde;o "rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas" n&atilde;o est&aacute; padronizada, e as distin&ccedil;&otilde;es, se existirem, entre <B>efeitos colaterais de drogas, idiossincrasias a drogas e doen&ccedil;as provocadas por drogas</B> ainda n&atilde;o t&ecirc;m uma forma claramente estabelecida. Devido a esta confus&atilde;o, a express&atilde;o compreens&iacute;vel "rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas" ser&aacute; usada para <B>resumir as maneiras pelas quais o uso de drogas pode causar dano ao paciente.</P>
</B><FONT FACE="Arial"><P><A NAME="_Toc426635222"></a><A NAME="_Toc426543356">Freq&uuml;&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia e as conseq&uuml;&ecirc;ncias das rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas.</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Devido &agrave;s dificuldades delineadas anteriormente e posteriormente, os dados sobre a freq&uuml;&ecirc;ncia e ocorr&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas tendem a minimizar o problema e devem ser interpretados cuidadosamente.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es adversas s&atilde;o respons&aacute;veis por 3-20% das admiss&otilde;es em hospitais, e 5-40% dos pacientes hospitalizados apresentam uma rea&ccedil;&atilde;o adversa a drogas. Al&eacute;m do mais, 30% dos pacientes admitidos por apresentarem uma rea&ccedil;&atilde;o a drogas t&ecirc;m uma rea&ccedil;&atilde;o posterior enquanto est&atilde;o no hospital e a perman&ecirc;ncia m&eacute;dia &eacute; duplicada para os pacientes que apresentam uma rea&ccedil;&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A "incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas aumentou nos &uacute;ltimos anos principalmente porque um n&uacute;mero maior de pessoas est&aacute; usando mais drogas, freq&uuml;entemente por um per&iacute;odo de tempo mais prolongado; mais drogas est&atilde;o sendo usadas conjuntamente sem um aumento paralelo do conhecimento de sua farmacocin&eacute;tica e das mol&eacute;stias para as quais elas est&atilde;o sendo administradas; a forma das mol&eacute;stias que est&atilde;o sendo tratadas est&aacute; mudando, isto &eacute;, uma porcentagem maior de pacientes mais velhos ou de outros com terapia imunossupressora cr&ocirc;nica etc. est&aacute; envolvida; e h&aacute; uma exposi&ccedil;&atilde;o maior a agentes ambientais que podem alterar a resposta a drogas.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426635223"></a><A NAME="_Toc426543357">Problemas na determina&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es a drogas</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A "incid&ecirc;ncia" de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas &eacute; bastante vari&aacute;vel, assim como o &eacute; a incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es a agentes espec&iacute;ficos. Os valores de incid&ecirc;ncia verdadeiros dependem de muitos fatores, alguns dos quais discutidos a frente.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635224"></a><A NAME="_Toc426543358">Defini&ccedil;&atilde;o imprecisa.</A> </P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">A defini&ccedil;&atilde;o de uma rea&ccedil;&atilde;o adversa a drogas &eacute; freq&uuml;entemente imprecisa. Por exemplo, para alguns terapeutas, a secura da boca, decorrente do uso de atropina, &eacute; uma resposta adversa &agrave; droga, enquanto que para outros, isto &eacute; meramente uma indica&ccedil;&atilde;o &uacute;til para se determinar a dose correta. Problemas semelhantes ocorrem com outras drogas como os anti-histam&iacute;nicos, que induzem seda&ccedil;&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As velocidades de rea&ccedil;&atilde;o diferem muito, dependendo do fato delas terem sido obtidas antecipadamente ou n&atilde;o, ou de como a rea&ccedil;&atilde;o foi definida, isto &eacute;, por impress&atilde;o cl&iacute;nica, testes bioqu&iacute;micos ou imunol&oacute;gicos, recusa da droga, etc.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635225"></a><A NAME="_Toc426543359">Dados imprecisos sobre a prescri&ccedil;&atilde;o</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Foi estimado que os m&eacute;dicos escrevem manualmente prescri&ccedil;&otilde;es para cerca de 80% de seus pacientes, e que cerca de dois milh&otilde;es de prescri&ccedil;&otilde;es s&atilde;o escritas de punho nos Estados Unidos. Entretanto, exceto em circunst&acirc;ncias especiais, como por exemplo no caso de droga nova que est&aacute; sendo testada ou de agentes como narc&oacute;ticos, n&atilde;o h&aacute; nenhum registro preciso sobre o uso de drogas prescritas ou de uso popular, ou seja n&atilde;o existe um controle formal, escrito ou documentado das prescri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas ou da venda de medicamentos ditos "populares". Se os valores relativos ao uso de drogas individualmente n&atilde;o s&atilde;o conhecidos, nenhuma medida da incid&ecirc;ncia real de rea&ccedil;&otilde;es adversas pode ser calculada, sendo <B>virtualmente imposs&iacute;vel obter a raz&atilde;o benef&iacute;cio/risco de qualquer agente com rela&ccedil;&atilde;o a qualquer paciente.</P>

<UL>
</B><P ALIGN="JUSTIFY"><LI>A obten&ccedil;&atilde;o de dados precisos sobre as prescri&ccedil;&otilde;es &eacute; complicada, por sua vez, pela exist&ecirc;ncia de numerosos problemas particularmente no que diz respeito a erros de enfermagem, &agrave; falta de coopera&ccedil;&atilde;o do paciente.</LI></P></UL>

<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635226"></a><A NAME="_Toc426543360">Falta de uma rela&ccedil;&atilde;o causa/efeito aparente</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Alguns efeitos adversos da irradia&ccedil;&atilde;o por raios-X, drogas teratog&ecirc;nicas ou antineopl&aacute;sicas podem n&atilde;o aparecer at&eacute; muitos anos depois dos indiv&iacute;duos terem tido contato com "o risco". Da mesma forma, efeitos adversos podem n&atilde;o aparecer antes de uma exposi&ccedil;&atilde;o prolongada &agrave; droga (retinopatia com cloroquina) ou, mesmo, podem continuar por muito tempo ap&oacute;s a retirada do agente agressor (a toxicidade renal e espinal por sais de ouro).</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Falha no relato das rea&ccedil;&otilde;es</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Nesta &eacute;poca, cientes de processos judiciais, muitos m&eacute;dicos podem n&atilde;o relatar rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas, por medo de reprimendas legais.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Erros na administra&ccedil;&atilde;o de drogas</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Estes erros s&atilde;o surpreendentemente comuns e sua ocorr&ecirc;ncia mascara a taxa de incid&ecirc;ncia. &Eacute; essencial determinar se um paciente que est&aacute; sob a suspeita de sofrer uma rea&ccedil;&atilde;o adversa &agrave; droga recebeu ou n&atilde;o a droga em quest&atilde;o. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Confus&atilde;o de pensamento</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Freq&uuml;entemente, falha-se no reconhecimento de que um sintoma novo que se desenvolveu com uma terapia &eacute;, na verdade, uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave; droga, ao inv&eacute;s de ser alguma manifesta&ccedil;&atilde;o do processo patol&oacute;gico. O terapeuta deve conservar um alto grau de suspeita.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">&#9;Desenvolvimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas a n&atilde;o-drogas</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Sintomas freq&uuml;entemente classificados como efeitos adversos s&atilde;o comuns. Um estudo com cerca de 414 estudantes universit&aacute;rios sadios e pessoal de um hospital <B>que n&atilde;o estavam tomando medicamentos</B>, indicou que 81% dos indiv&iacute;duos apresentou nas 72 horas precedentes uma variedade de sintomas. O n&uacute;mero de sintomas sentidos foi de 2 por pessoa e 10% dos indiv&iacute;duos apresentou seis ou mais.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Exposi&ccedil;&atilde;o a m&uacute;ltiplas drogas</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; raro o paciente que recebe uma &uacute;nica droga, ou seja, lhe &eacute; prescrito apenas um agente medicamentoso em uma prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. Assim, se uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave; droga se desenvolve durante a administra&ccedil;&atilde;o de m&uacute;ltiplas drogas, pode se tornar imposs&iacute;vel decidir que agente, se houver, &eacute; o respons&aacute;vel.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&#9;<B>Fatores que Predisp&otilde;em Rea&ccedil;&otilde;es Adversas a Drogas. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Embora muitas das vari&aacute;veis que influem na incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas sejam conhecidas, mesmo assim &eacute; imposs&iacute;vel estabelecer n&uacute;meros precisos sobre a ocorr&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. <B>Deve ser enfatizado, entretanto, que ainda assim &eacute; imposs&iacute;vel para muitos predizer que tipo de pacientes est&aacute; mais predisposto a sofrer rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="CENTER"><A NAME="_Toc426635227"></a><A NAME="_Toc426543361">Fatores Predisponentes da Droga</A></P>
</FONT><B><P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P>
</B><FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635228"></a><A NAME="_Toc426543362">Caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">V&aacute;rias caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas est&atilde;o associadas a certos tipos de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Grau de polaridade.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Drogas altamente polares (hidrossol&uacute;veis), por exemplo, diur&eacute;ticos tiaz&iacute;dicos, absorvidas com lentid&atilde;o pelo trato gastrintestinal e fundamentalmente excretadas pelo rim de forma inalterada, tendem a se acumular em pacientes com insufici&ecirc;ncia renal. Por outro lado, drogas n&atilde;o-polares (lipossol&uacute;veis), por exemplo, fenotiaz&iacute;nicos, barbit&uacute;ricos, s&atilde;o absorvidas com rapidez pelo trato gastrintestinal, mas insuficientemente eliminadas pelo rim e, al&eacute;m do mais, tendem a ligar-se a prote&iacute;nas e dependem de sistemas enzim&aacute;ticos hep&aacute;ticos para a sua metaboliza&ccedil;&atilde;o. Com freq&uuml;&ecirc;ncia, as drogas n&atilde;o-polares est&atilde;o associadas &agrave; indu&ccedil;&atilde;o enzim&aacute;tica. Assim, o conhecimento das caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas que determinam a polaridade, o pK<SUB>a</SUB> e o pH de uma droga pode facilitar na previs&atilde;o de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas em pacientes com mol&eacute;stias nos &oacute;rg&atilde;os excret&oacute;rios, e ainda na previs&atilde;o de intera&ccedil;&otilde;es de drogas ao n&iacute;vel de liga&ccedil;&atilde;o com prote&iacute;nas plasm&aacute;ticas e metabolismo hep&aacute;tico.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Propriedades &aacute;cidas e b&aacute;sicas</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&Aacute;cidos fracos (sulfonamidas, &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico, fenobarbital, etc.) s&atilde;o excretados de forma deficiente em urina &aacute;cida, mas excretados em quantidade suficientes em urina alcalina. Em oposi&ccedil;&atilde;o, bases fracas (anfetaminas, anti-histam&iacute;nicos etc.) s&atilde;o bem excretadas em uma urina &aacute;cida e insuficientemente excretadas em urina alcalina.. considera&ccedil;&otilde;es sobre o pH urin&aacute;rio e seu controle possibilitar&atilde;o um uso mais seguro de drogas, controlando-se sua excre&ccedil;&atilde;o (por exemplo, uma superdose de barbit&uacute;ricos), e evitando-se intera&ccedil;&otilde;es de drogas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Absor&ccedil;&atilde;o de luz ultravioleta</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Quase todas as drogas capazes de causar fotoalergia (fotossensibilidade) absorvem a luz ultravioleta, o que sugere algumas caracter&iacute;sticas qu&iacute;micas comuns.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Semelhan&ccedil;a qu&iacute;micas</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es adversas provocada por certos grupos qu&iacute;micos s&atilde;o previs&iacute;veis, embora elas possam ocorrer em drogas com a&ccedil;&otilde;es farmacol&oacute;gicas totalmente diferentes. Por exemplo, dano hep&aacute;tico produzido por uma <B>hidrazina</B> desenvolver-se-&aacute;, sem d&uacute;vida, com outro agente que tiver aquele grupo, e h&aacute; uma s&eacute;rie de drogas semelhantes &agrave; <B>anilina</B> que podem produzir hem&oacute;lise em indiv&iacute;duos com defici&ecirc;ncia de <B>glicose-6-fosfato-desidrogenase. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Do mesmo modo, as drogas relacionadas geralmente produzem sintomas de alergia em indiv&iacute;duos hipersens&iacute;veis a certos grupos qu&iacute;micos. Por exemplo, um paciente hipersens&iacute;vel a sulfonamidas, em geral apresenta ra&ccedil;&atilde;o cruzada com todas as sulfonamidas e com as drogas relacionadas quimicamente, as sulfonamidas, os diur&eacute;ticos tiaz&iacute;dicos e a acetazolamida.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Degrada&ccedil;&atilde;o da droga</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As drogas inst&aacute;veis s&atilde;o fornecidas com o seu respectivo prazo de validade, que indica o tempo durante o qual o fornecedor garante seu produto contra a decomposi&ccedil;&atilde;o, em condi&ccedil;&otilde;es normais de estoque. Se a droga &eacute; degradada, tr&ecirc;s problemas principais podem estar associados ao seu uso: o paciente &eacute; privado do ingrediente ativo, o produto degradado pode causar toxicidade (por exemplo, <B>s&iacute;ndrome de Fanconi-s&iacute;mile</B> com tetraciclina), e se alguns desses problemas ocorrem, o m&eacute;dico est&aacute; sujeito a uma a&ccedil;&atilde;o judicial.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As drogas n&atilde;o-expiradas (devido a condi&ccedil;&otilde;es adversas de estocagem) podem se degradar antes do tempo; as drogas com prazo expirado n&atilde;o est&atilde;o necessariamente alteradas, mas n&atilde;o devem ser usadas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Inequival&ecirc;ncia terap&ecirc;utica</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Amostras da mesma "droga", provenientes de fabricantes diferentes, apesar de conterem quantidades iguais de ingredientes ativos, quimicamente derivados, podem diferir quanto ao efeito terap&ecirc;utico, devido a uma <B>bioviabilidade</B> ou <B>biodisponibilidade </B>alterada. Apesar do grau de biodisponibilidade ser importante para muitos agentes terap&ecirc;uticos, &eacute; de import&acirc;ncia cr&iacute;tica para os pacientes estabilizados na terapia a longo prazo com droga antiepil&eacute;pticas, antibi&oacute;ticos, anticoagulantes, digit&aacute;licos e com agentes end&oacute;crinos. Por exemplo, a mudan&ccedil;a de um anticonvulsivante de um fabricante para outro, pode levar ao desencadeamento de novas crises epilept&oacute;ides, se a biodisponibilidade da nova formula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for igual &agrave; da prepara&ccedil;&atilde;o inicialmente utilizada pelo paciente. Outro exemplo cl&aacute;ssico &eacute; do digit&aacute;lico <B>Digoxina 0,25mg.</B> Se um paciente que estiver em uso da <B>Digoxina<FONT FACE="Symbol">&Ograve;</FONT> 0,25mg </B>do Laborat&oacute;rio Welcome e receber a <B>Digoxina 0,25mg</B> das Farm&aacute;cias da Central de Medicamentos, que adquire o produto de laborat&oacute;rios como a <B>FURP (Funda&ccedil;&atilde;o para o Rem&eacute;dio Popular)</B>, que &eacute; um fabricante id&ocirc;neo, mas que utiliza outro processo de fabrica&ccedil;&atilde;o, outra tecnologia farmac&ecirc;utica no preparo da <B>Digoxina 0,25mg</B>, o paciente, ao tomar este segundo medicamento, pode ir, na melhor das hip&oacute;teses, para no hospital por <B>subdose </B>ou por <B>overdose (superdose)</B> do f&aacute;rmaco, ou ainda chegar ao &oacute;bito.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Pureza da droga</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O comprimido ou a c&aacute;psula comum nada mais s&atilde;o de que uma prepara&ccedil;&atilde;o da droga pura. A presen&ccedil;a de itens adicionais deve-se a raz&otilde;es espec&iacute;ficas de formula&ccedil;&atilde;o farmac&ecirc;utica, e alguns deles assumem import&acirc;ncia quando se avalia a biodisponibilidade da droga e os problemas criados por uma falta de equival&ecirc;ncia gen&eacute;rica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; raro que os ingredientes ativos (da droga) de qualquer prepara&ccedil;&atilde;o n&atilde;o sejam aquilo que os fabricantes afirmam que s&atilde;o, mas v&aacute;rios erros e fraudes j&aacute; foram descobertos. Nos Estados Unidos, por exemplo, algumas prepara&ccedil;&otilde;es mais antigas de glicos&iacute;dios digit&aacute;licos continham estr&oacute;genos que causavam ginecomastia embara&ccedil;osa em muitos pacientes do sexo masculino, e uma epidemia secund&aacute;ria de puberdade precoce em meninas que tomavam isoniazida (um tuberculost&aacute;tico indicado no tratamento da tuberculose por <B><I>Micobacterium tuberculosis</B></I>) foi motivada por contamina&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina que preparava os comprimidos da droga, causada por horm&ocirc;nios sexuais femininos. Drogas impuras raramente chegam ao mercado norte-americano, <B>enquanto no Brasil ... Sem coment&aacute;rios! </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">&Eacute; mais comum que surjam quest&otilde;es no que diz respeito &agrave; seguran&ccedil;a ou aos perigos dos componentes das prepara&ccedil;&otilde;es de drogas. Por exemplo, o conte&uacute;do de s&oacute;dio de anti&aacute;cidos pode causar perigo a pacientes com fun&ccedil;&atilde;o cardiovascular comprometida, e muitas solu&ccedil;&otilde;es de drogas s&atilde;o contaminadas por bact&eacute;rias. Nos &uacute;ltimos anos tem-se feito uma publicidade consider&aacute;vel com rela&ccedil;&atilde;o aos perigos potenciais da mat&eacute;ria particulada (fibras) em solu&ccedil;&otilde;es para administra&ccedil;&atilde;o parenteral, especialmente a endovenosa.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635229"></a><A NAME="_Toc426543363">Vias de Administra&ccedil;&atilde;o.</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Em geral, rea&ccedil;&otilde;es adversas s&eacute;rias s&atilde;o mais comuns ap&oacute;s uma administra&ccedil;&atilde;o parenteral, particularmente por via intravenosa, comparadas com uma administra&ccedil;&atilde;o oral ou t&oacute;pica. Entretanto, a administra&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de algumas drogas, por exemplo, as penicilinas ou sulfonamidas, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia seguida de rea&ccedil;&otilde;es de sensibilidade que a administra&ccedil;&atilde;o parenteral ou oral das mesmas, respectivamente. Drogas "n&atilde;o-absorvidas" administradas com a finalidade de produzir um efeito na luz intestinal, por exemplo, o <B>grupo 4</B> das sulfonamidas, anti&aacute;cidos de magn&eacute;sio e de alum&iacute;nio e a neomicina, s&atilde;o absorvidos em pequeno grau. Sob condi&ccedil;&otilde;es normais, esta absor&ccedil;&atilde;o n&atilde;o causa danos, mas em casos de hipersensibilidade ao composto ou na presen&ccedil;a de &oacute;rg&atilde;o secret&oacute;rio comprometido, uma toxicidade pode se desenvolver facilmente. A toxicidade localizada tamb&eacute;m &eacute; comum quando s&atilde;o usadas vias espec&iacute;ficas de administra&ccedil;&atilde;o de droga, por exemplo, a tromboflebite devido a uma solu&ccedil;&atilde;o infundida IV, muito concentra ou a meningite qu&iacute;mica e as neuropatias etc., que se segue uma administra&ccedil;&atilde;o intratecal muito mal controlada.</P><DIR>
<DIR>

<B><P ALIGN="JUSTIFY">N&uacute;mero de Drogas Administradas </P></DIR>
</DIR>

</B><P ALIGN="JUSTIFY">Em um estudo epidemiol&oacute;gico detalhado de pacientes sob orienta&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, rea&ccedil;&otilde;es adversas aumentam <B>exponencialmente</B> com o n&uacute;mero de drogas dadas. Os tipos de medica&ccedil;&atilde;o dados a pacientes que recebiam um n&uacute;mero maior e um n&uacute;mero menor de drogas eram semelhantes. Al&eacute;m do mais, apesar dos pacientes que recebiam um n&uacute;mero maior de drogas apresentarem taxa de mortalidade maior e uma perman&ecirc;ncia mais longa no hospital que aqueles que recebiam um n&uacute;mero menor de drogas, os tipos de doen&ccedil;as nos dois grupos n&atilde;o eram diferentes. &Eacute; necess&aacute;ria uma sofistica&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel para avaliar a multipotencialidade de intera&ccedil;&otilde;es de drogas quando muitas drogas s&atilde;o dadas conjuntamente. <B>A rela&ccedil;&atilde;o "benef&iacute;cio/risco" para cada droga diminui quando drogas m&uacute;ltiplas s&atilde;o dadas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Doses das Drogas e Dura&ccedil;&atilde;o de Tratamento.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Em geral, quanto maior a dura&ccedil;&atilde;o do tratamento e mais alta a dose, maior a chance de desenvolvimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. Administra&ccedil;&otilde;es repetidas de curta dura&ccedil;&atilde;o, entretanto, tamb&eacute;m podem ser perigosas, a exemplo do que ocorre com antibi&oacute;ticos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A maior parte das respostas a drogas dependem da dose, mas as drogas pode ter mais que um efeito, caca um com um resposta diferente, por exemplo, seda&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&otilde;es anti-histam&iacute;nicas. Entretanto, quantidades diminutas de uma droga podem gerar um choque anafil&aacute;tico grave em indiv&iacute;duos hipersens&iacute;veis e este agente. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Soma de Efeitos Farmacol&oacute;gicos.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Se os efeitos farmacol&oacute;gicos de duas drogas s&atilde;o aditivos, podem aparecer rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. Um paciente que toma PAS, por exemplo, pode apresentar salicilismo ao tomar pequenas doses de &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico. Da mesma forma, o atropinismo pode se desenvolver rapidamente se um anti-histam&iacute;nico e um fenotiaz&iacute;nico forem combinados, visto que ambas as drogas possuem alguma atividade parassimpatol&iacute;tica.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Soma <U>positiva</U> de efeitos farmacol&oacute;gicos: <I>cinergismo.</B></I> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Um f&aacute;rmaco aumenta a atividade do outro e pode ser por <B>adi&ccedil;&atilde;o </B>ou <B>soma&ccedil;&atilde;o</B>, quando o efeito de um se adiciona ao outro. Matematicamente: </P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp16.GIF" WIDTH=364 HEIGHT=52></P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;ou por <B>potencia&ccedil;&atilde;o,</B> quando um ou ambos aumentam o efeito. Matematicamente falado:</P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp28.GIF" WIDTH=322 HEIGHT=46></P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Essas associa&ccedil;&otilde;es permitem que se reduzam as doses dos medicamentes sem preju&iacute;zo da efic&aacute;cia terap&ecirc;utica e o ganho nesta diminui&ccedil;&atilde;o de dose &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o e at&eacute; a extin&ccedil;&atilde;o de sua toxicidade. O exemplo mais comum desses tipos de associa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o os anest&eacute;sicos gerais que, quando administrados juntamente com um pr&eacute;-anest&eacute;sico, especialmente o <B>tionembutal</B>, ou mesmo a <B>prometazina</B>, tem sua dose terap&ecirc;utica efetiva reduzida drasticamente.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Combina&ccedil;&atilde;o de Drogas com Adjuvantes.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Adjuvantes combinados com drogas para administra&ccedil;&atilde;o parenteral, algumas vezes aumentam seu potencial sensibilizantes. Os exemplos podem incluir a <B>proca&iacute;na</B> ou a <B>benzatina </B>em prepara&ccedil;&otilde;es de <B>penicilina</B>, ou o uso de <B>heparina </B>em &oacute;leo.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Custo da Droga.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O alto custo de algumas drogas pode aumentar a taxa de n&atilde;o coopera&ccedil;&atilde;o de alguns pacientes (veja a frente).</P><DIR>
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<B><P ALIGN="JUSTIFY">Fatores Predisponentes do Paciente. </P></DIR>
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</B><P ALIGN="JUSTIFY">Muitas vari&aacute;veis do paciente podem alterar a farmacologia ou a farmacocin&eacute;tica das drogas, e produzir efeitos adversos. Atrav&eacute;s de dados obtidos de centros de computa&ccedil;&atilde;o, como por exemplo, o <B>Boston Collaborative Drug Surveillance Programme</B>, ser&aacute; poss&iacute;vel identificar, sem d&uacute;vida, muitos outros fatores importantes.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Idade.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Nos pontos extremos da vida, as fun&ccedil;&otilde;es de absor&ccedil;&atilde;o, metabolismo e excre&ccedil;&atilde;o podem ser imperfeitamente desenvolvidas, como no rec&eacute;m-nascido (em particular nos prematuros), ou diminu&iacute;da, como nos indiv&iacute;duos mias velhos. Al&eacute;m do mais, a resposta de certos tecidos e mecanismos homeost&aacute;ticos podem diferir das do adulto, e a capacidade do organismo para se opor a efeitos de drogas pode estar alterada. Assim, a terapia baseada nos dados de farmacocin&eacute;tica provindos de adultos pode levar a uma toxicidade inesperada.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Grupo de idade pedi&aacute;trica.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Comparadas com os adultos, as crian&ccedil;as t&ecirc;m um tr&acirc;nsito gastrintestinal mais r&aacute;pido, uma quantidade maior de &aacute;gua no organismo (70-75%, comparada com os 60% dos adultos), uma &aacute;rea de superf&iacute;cie maior, diferen&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o tecidual de drogas (por exemplo, a permeabilidade da barreira hemato-cerebral), uma velocidade de filtra&ccedil;&atilde;o glomerular e um fluxo plasm&aacute;tico renal relativamente baixo, prote&iacute;nas plasm&aacute;ticas que n&atilde;o se ligam a drogas e dificuldade (e portanto inseguran&ccedil;a) na terapia oral. Todos esses fatores interferem no aparecimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Grupo de idade geri&aacute;trica.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Na idade de 60-70 anos o risco de uma rea&ccedil;&atilde;o adversa a drogas &eacute; cerca de duas vezes maior que na idade adulta jovem. Este risco resulta de uma diminui&ccedil;&atilde;o no funcionamento dos &oacute;rg&atilde;os de absor&ccedil;&atilde;o, metabolismo e excre&ccedil;&atilde;o, devido &agrave; idade ou associado a doen&ccedil;as. Por exemplo, um paciente que n&atilde;o apresenta nenhum sintoma, com 65 anos de idade, pode ter perdido at&eacute; 50% de sua fun&ccedil;&atilde;o glomerular renal e tubular. A fun&ccedil;&atilde;o renal reduzida &eacute; acentuada por desidrata&ccedil;&atilde;o, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca congestiva, reten&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria, anormalidades eletrol&iacute;ticas, etc.. Assim, drogas excretadas pelo rim, como por exemplo, a digoxina e a fenilbutazona, podem atingir rapidamente altos n&iacute;veis plasm&aacute;ticos em pacientes de idade geri&aacute;trica, se a dose n&atilde;o for ajustada. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Pacientes geri&aacute;tricos podem apresentar uma sensibilidade reduzida (resposta) a algumas drogas, quando comparados, com adultos jovens. Assim, a perda gradual da sensibilidade a reflexos auton&ocirc;micos no SNC pode interferir na resposta de pacientes a drogas como a guanetidina. Da mesma forma, os fenotiaz&iacute;nicos s&atilde;o mais propensos a causar mol&eacute;stia de Parkinson na idade avan&ccedil;ada. Problemas emocionais e a arteriosclerose cerebral podem contribuir para um abuso n&atilde;o-intencional de drogas ou para uma submiss&atilde;o imperfeita.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Peso e composi&ccedil;&atilde;o Corp&oacute;rea.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Peso corp&oacute;reo, composi&ccedil;&atilde;o (gordura) e o grau de capacidade f&iacute;sica podem interferir no aparecimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. O <B>pentobarbital</B> (por exemplo, uma droga n&atilde;o-polar) acumula-se rapidamente no tecido adiposo, de onde &eacute; lentamente liberado para agir no SNC. Assim, a forma e o desvio do efeito farmacol&oacute;gico podem variar com a quantidade de gordura do organismo. </P><DIR>
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<B><P ALIGN="JUSTIFY">Sexo.</P></DIR>
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</B><P ALIGN="JUSTIFY">Apesar das v&aacute;rias diferen&ccedil;as observadas entre os sexos, na distribui&ccedil;&atilde;o, resposta e metabolismo das drogas que foram descritas em animais, elas n&atilde;o s&atilde;o (exceto aquelas associadas com a gravidez e a lacta&ccedil;&atilde;o) de import&acirc;ncia fundamental no homem. Os ester&oacute;ides anticoncepcionais orais retardam o metabolismo de certas drogas. Al&eacute;m do mais, estudos epidemiol&oacute;gicos mostraram que a incid&ecirc;ncia de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas &eacute; maior em mulheres, comparadas com homens, como por exemplo, a incid&ecirc;ncia de discrasias sang&uuml;&iacute;neas com fenilbutazona, aminopirina e cloranfenicol apresenta uma preponder&acirc;ncia inesperada de 3:1 em mulheres.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Diferen&ccedil;as de sexo interferem na gravidade de algumas doen&ccedil;as em homens, como por exemplo a hipertens&atilde;o essencial. Visto que a hipertens&atilde;o est&aacute; associada a um maior dano final dos &oacute;rg&atilde;os em homens, comparados com mulheres, drogas mais potentes tendem a ser usadas em homens. Assim, o sexo de um paciente &eacute; freq&uuml;entemente um fator importante no planejamento da terapia e, de forma indireta, no desenvolvimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Grupo Sang&uuml;&iacute;neo.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Associa&ccedil;&otilde;es entre o grupo sang&uuml;&iacute;neo e o estado secretor e os v&aacute;rios estados de mol&eacute;stias, apesar de inexplic&aacute;veis, s&atilde;o reconhecidas h&aacute; muitos anos. Foi recentemente verificado, por exemplo, que mulheres do grupo sang&uuml;&iacute;neo <B><U>A</B></U> s&atilde;o aproximadamente tr&ecirc;s vezes mais sujeitas a desenvolver tromboembolia quando em tratamento com os ester&oacute;ides orais que mulheres do grupo <B><U>O</B></U>.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Ra&ccedil;a, (Etnia) e Hereditariedade.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O estudo do controle gen&eacute;tico do metabolismo da droga faz parte da farmacogen&eacute;tica, e o polimorfismo gen&eacute;tico do metabolismo da droga pode ser respons&aacute;vel pela produ&ccedil;&atilde;o de rea&ccedil;&otilde;es adversas &agrave; mesma.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Temperamento.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O temperamento do paciente pode interferir no desenvolvimento de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. Indiv&iacute;duos emotivos, sens&iacute;veis, fracos, ast&ecirc;nicos, nervosos, hipocondr&iacute;acos, apresentam mais rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas e tendem a responder mais intensamente ao placebo que indiv&iacute;duos mais est&aacute;veis e est&oacute;icos. Pacientes geri&aacute;tricos podem mostrar maiores varia&ccedil;&otilde;es de humor devido &agrave; arteriosclerose cerebral e a outros fatores e, assim sofrem rea&ccedil;&otilde;es a drogas mais "subjetivas".</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Colora&ccedil;&atilde;o da pele.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">A presen&ccedil;a de melanina, na pele, protege contra as les&otilde;es provocadas por agentes externos, como por exemplo a energia radiante. Assim, a fotodermatite &eacute; rara em indiv&iacute;duos negros, mas &eacute; comum em caucasianos e, particularmente, nos albinos de qualquer ra&ccedil;a.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Ambiente e dieta.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O fen&oacute;tipo de cada organismo &eacute; o resultado da intera&ccedil;&atilde;o entre o seu perfil gen&eacute;tico e as influ&ecirc;ncias ambientais. Alimentos e drogas podem deprimir a absor&ccedil;&atilde;o de agentes terap&ecirc;uticos. Em pacientes que tomam inibidores da monoamino-oxidase, alimentos que cont&eacute;m tiramina (queijo, arenque em conserva, cerveja, vinho, etc.) podem ser fatais. A influ&ecirc;ncia precisa do fumo n&atilde;o est&aacute; claro. O fumo aumenta a atividade de algumas enzimas, notadamente da benzopireno-redutase e oxidases hep&aacute;ticas, e os fumantes inveterados s&atilde;o os menos propensos que os n&atilde;o-fumantes a ter rea&ccedil;&otilde;es com os benzodiazep&iacute;nicos. A exposi&ccedil;&atilde;o ao DDT e a outros inseticidas &eacute; inevit&aacute;vel para a maior parte das pessoas nos Estados Unidos, e alguns alimentos cont&ecirc;m at&eacute; 5ppm. (<B><U>p</B></U>artes <B><U>p</B></U>or <B><U>m</B></U>ilh&atilde;o) de DDT, uma concentra&ccedil;&atilde;o que produz indu&ccedil;&atilde;o enzim&aacute;tica nos animais. Muitas outras subst&acirc;ncias comuns produzem indu&ccedil;&atilde;o das enzimas e v&aacute;rios solventes industriais podem produzir les&atilde;o hep&aacute;tica ou renal. O excesso de calor ou de frio est&aacute; associado &agrave; hipovolemia ou &agrave; hipervolemia, respectivamente, ao desenvolvimento concomitante de mudan&ccedil;as de pH e nos eletr&oacute;litos dos fluidos org&acirc;nicos. A hip&oacute;xia (para os que vivem nas altas altitudes) &eacute; um est&iacute;mulo para a indu&ccedil;&atilde;o enzim&aacute;tica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A preserva&ccedil;&atilde;o do apetite, como por exemplo comer barro ou argila, pode ser associado a intera&ccedil;&otilde;es de drogas. Sem d&uacute;vida muitos fatores ambientais e da dieta s&atilde;o desconhecidos.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Predisposi&ccedil;&atilde;o &agrave; alergias.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Pacientes com di&aacute;steses al&eacute;rgicas (eczema, febre do feno, asma, urtic&aacute;ria, angioedema, etc.) est&atilde;o mais propensos a desenvolver alergias a drogas que indiv&iacute;duos n&atilde;o-hipersens&iacute;veis. Pacientes com uma doen&ccedil;a gastrointestinal ulcerativa podem desenvolver mais facilmente alergia a drogas administradas por via oral do que outros pacientes. Um paciente que tenha sofrido uma rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica a determinada droga, n&atilde;o deve ser exposto novamente a esta ou a outros agentes relacionados <B>sem total considera&ccedil;&atilde;o do risco de se provocar uma anafilaxia fatal.</B> Em um estudo, os barbit&uacute;ricos, as penicilinas, o meprobanato, a code&iacute;na e os diur&eacute;ticos tiaz&iacute;dicos foram responsabilizados por 70% das rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas constatadas. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Mol&eacute;stia concomitante.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Estados patol&oacute;gicos podem predispor a rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas de uma das cinco maneiras principais.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Mol&eacute;stias que necessitam de terapia com m&uacute;ltiplas drogas. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Em algumas mol&eacute;stias (por exemplo, infec&ccedil;&otilde;es, insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca congestiva), &eacute; necess&aacute;ria uma terapia com m&uacute;ltiplas drogas, uma situa&ccedil;&atilde;o que predisp&otilde;e a rea&ccedil;&otilde;es adversas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Mol&eacute;stias que afetam os &oacute;rg&atilde;os de absor&ccedil;&atilde;o, metabolismo e excre&ccedil;&atilde;o.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Mol&eacute;stias do trato gastrintestinal, a diarr&eacute;ia, a obstru&ccedil;&atilde;o, les&otilde;es ulcerativas, estados de m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o, anemia perniciosa, etc., est&atilde;o freq&uuml;entemente associadas &agrave; absor&ccedil;&atilde;o alterada de drogas, o que leva a rea&ccedil;&otilde;es adversas &agrave;s mesmas. Da mesma forma, as doen&ccedil;as renais ou hep&aacute;ticas, cong&ecirc;nitas ou adquiridas, podem alterar o metabolismo ou a excre&ccedil;&atilde;o de drogas ou dos metab&oacute;litos de drogas. No alcoolismo, a taxa de atividade da oxidase microssomal hep&aacute;tica &eacute; maior, enquanto que na cirrose avan&ccedil;ada pode estar reduzida. Semelhantemente, na doen&ccedil;a renal, as drogas que n&atilde;o s&atilde;o excretadas com rapidez podem produzir toxicidade grave, por exemplo, os antibi&oacute;ticos aminoglicos&iacute;dicos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Pouco se sabe sobre a forma pela qual os estados patol&oacute;gicos podem alterar a sensibilidade do tecido ou a manipula&ccedil;&atilde;o da droga. Muitas doen&ccedil;as est&atilde;o associadas &agrave; hipo ou hiper-proteinemia, mas n&atilde;o se sabe se a liga&ccedil;&atilde;o das drogas a prote&iacute;nas plasm&aacute;ticas est&aacute; alterada de forma mensur&aacute;vel ou n&atilde;o. Certamente, n&iacute;veis baixos de albumina s&eacute;rica est&atilde;o associados &agrave; toxicidade aumentada da difenilhidanto&iacute;na e da prednisona; a redu&ccedil;&atilde;o da liga&ccedil;&atilde;o de muitas prote&iacute;nas ocorre na uremia, por exemplo, as sulfonamidas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&#9;<B>Agravamento de doen&ccedil;as declaradas ou latentes.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As drogas podem agravar uma doen&ccedil;a declara ou podem precipitar uma doen&ccedil;a latente. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os agentes terap&ecirc;uticos podem produzir a hiperuricemia seja direta (etionamida, pirazinamida, diur&eacute;ticos tiaz&iacute;dicos, etc.) ou indiretamente (metotrexato), precipitando a gota. Os glicocortic&oacute;ides podem induzir o <I>diabetes mellitus<B> </B></I>atrav&eacute;s da neoglicog&ecirc;nese e de outros poss&iacute;veis mecanismos. Os barbit&uacute;ricos, atrav&eacute;s da depress&atilde;o da s&iacute;ntese do &aacute;cido <FONT FACE="Symbol">a</FONT> -aminolevul&iacute;nico, podem precipitar um ataque agudo de porf&iacute;ria. O bloqueio neuromuscular em pacientes com miastenia grave &eacute; acentuado por antibi&oacute;ticos aminoglicos&iacute;dicos e por v&aacute;rios agentes antimal&aacute;ricos. Em pacientes com a s&iacute;ndrome Criale-Najjar, a icter&iacute;cia pode ser provocada por drogas que sofrem glicurona&ccedil;&atilde;o, pois a glicuronil-transferase est&aacute; pouco desenvolvida em tais pacientes, e as drogas competem bem sucedidamente com a bilirrubina pela enzima.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&#9;<B>Rea&ccedil;&otilde;es adversas em pacientes com infec&ccedil;&otilde;es. </P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es a drogas s&atilde;o mais propensas a aparecer em pacientes com infec&ccedil;&otilde;es. A raz&atilde;o n&atilde;o est&aacute; clara mas, em condi&ccedil;&otilde;es experimentais, a toxicidade de algumas drogas no SNC &eacute; aumentada na presen&ccedil;a de febre.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Gravidez.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As maiores altera&ccedil;&otilde;es no funcionamento do organismo desenvolvem-se durante a gravidez. Foi sugerido, por exemplo, que a maior demanda do anabolismo prot&eacute;ico torna o f&iacute;gado mais suscept&iacute;vel a drogas como a tetraciclina, que deprime esta fun&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m do mais, durante a gravidez, o metabolismo de algumas drogas &eacute; retardado, por exemplo, da succinilcolina, e h&aacute; uma depress&atilde;o dos processos de transporte, que retiram as drogas (por exemplo, a bromossulfale&iacute;na) atrav&eacute;s da c&eacute;lula hep&aacute;tica. As mudan&ccedil;as na hemodin&acirc;mica e na fun&ccedil;&atilde;o renal podem alterar a libera&ccedil;&atilde;o e a resposta da droga. O feto pode sofrer rea&ccedil;&otilde;es adversas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Lacta&ccedil;&atilde;o.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Muitas drogas s&atilde;o excretadas atrav&eacute;s do leite e, assim, podem produzir efeitos adversos sobre o lactente.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Erros do paciente.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Os erros do paciente que influem nas rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas podem ser <B>a falha em tomar o medicamento como foi prescrito e/ou automedica&ccedil;&atilde;o,</B> que pode interferir na medica&ccedil;&atilde;o prescrita por intera&ccedil;&atilde;o de drogas.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">A falha em tomar o medicamento com prescrito.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os pacientes podem tomar uma quantidade maior ou menor daquela prescrita na dose; ambos os casos geralmente resultam em terapia sub&oacute;tima. A l&oacute;gica usual e enganadora em se tomar mais que a dose prescrita &eacute; <B><I>"se tr&ecirc;s dessas p&iacute;lulas por dia est&atilde;o me fazendo sentir melhor, seis por dia me far&atilde;o melhor duas vezes mais rapidamente". </B></I>Entretanto, uma medica&ccedil;&atilde;o irregular (falta de coopera&ccedil;&atilde;o do paciente) &eacute; mais comum que uma medica&ccedil;&atilde;o excessiva.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Falta de coopera&ccedil;&atilde;o do paciente.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Um estudo cuidados de quarenta pacientes ambulatoriais recebendo um total de 143 drogas diferentes em um cl&iacute;nica m&eacute;dica, mostrou que <B>somente 10% estavam tomando as drogas como prescritas.</B> Taxas de falta de coopera&ccedil;&atilde;o de 20-80% forma relatadas em estudos que envolviam antibi&oacute;ticos, anti&aacute;cidos, antidepressivos e antimal&aacute;ricos. A falta de coopera&ccedil;&atilde;o pode ser s&eacute;ria. Em 92% dos casos continuavam a tomar o digit&aacute;lico como prescrito, 83% persistiam em seu diur&eacute;tico tiaz&iacute;dico, e somente 60% continuavam a tomar a suplementa&ccedil;&atilde;o de pot&aacute;ssio.</P>

<UL>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>A falta de coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; mais dif&iacute;cil de se prever do que de se detectar, pois as causas s&atilde;o pouco entendidas. Correla&ccedil;&otilde;es entre a falta de coopera&ccedil;&atilde;o e a idade avan&ccedil;ada, ou renda baixa e estado s&oacute;cio-econ&ocirc;mico, o estado civil (viuvez, separa&ccedil;&atilde;o ou div&oacute;rcio) e o tipo de , ou dura&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a foram feitos, mas os resultados apresentados s&atilde;o inconstantes.</LI></P>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>Dois pontos est&atilde;o claros: a taxa de erros aumenta com a dose (um aumento do n&uacute;mero de comprimidos) e com o n&uacute;mero de drogas diferentes prescritas, e, em muitas circunst&acirc;ncias, a falha em aceitar os resultados deriva da falha do m&eacute;dico em informar de forma completa, ao paciente, todas as poss&iacute;veis conseq&uuml;&ecirc;ncias do uso da droga, sobre os objetivos do uso e sobre o seu esquema de dose.</LI></P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY"><LI>Conseq&uuml;&ecirc;ncias da falta de coopera&ccedil;&atilde;o.</B> </LI></P>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>As conseq&uuml;&ecirc;ncias da falta de coopera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es adversas ou falha terap&ecirc;utica aparente. Por exemplo, a falha em tomar antibi&oacute;ticos regularmente em geral leva &agrave; reincid&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o original, ao aparecimento de organismos resistentes ou &agrave; superinfec&ccedil;&atilde;o. Oportunamente, entretanto, nenhuma desvantagem pode ser observada. Por exemplo, em um estudo com a terapia de anti&aacute;cidos no tratamento da &uacute;lcera p&eacute;ptica, a falta de coopera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi associado ao aumento da morbidade, o que sugeriu que os anti&aacute;cidos podiam ter um papel m&iacute;nimo, se algum, na terapia.</LI></P>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>Visto que as taxas de falta de coopera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o altas, deve-se suspeitar que ela exista em todos os pacientes. Muitas t&eacute;cnicas s&atilde;o raramente seguras. Testes para pesquisar a droga ou o metab&oacute;lito da droga na urina ou fezes ou para pesquisar a presen&ccedil;a de marcador inerte (por exemplo, a floresc&ecirc;ncia produzida pela riboflavina) s&atilde;o mais satisfat&oacute;rios que a contagem de p&iacute;lulas, distribui&ccedil;&atilde;o especial da droga ou a quantifica&ccedil;&atilde;o do efeito mensur&aacute;vel (por exemplo, a boca seca com atropina). Testes que podem medir diretamente o efeito da droga (tempo de protrombina) s&atilde;o de maior valor.</LI></P>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>O melhor tratamento para a falta de coopera&ccedil;&atilde;o &eacute; a profilaxia. Os m&eacute;dicos devem explicar a droga ao paciente em detalhes, sublinhando seu nome, por que est&aacute; sendo administrada, como deve ser tomada e, especialmente, tomar o cuidado de <B>datilografar </B>ou <B>manuscrever a prescri&ccedil;&atilde;o com letra de forma e bem leg&iacute;vel. </B>Al&eacute;m do mais, drogas prescritas, drogas de uso popular, ou alimentos que podem interferir no agente devem ser identificados, &agrave; medida que eles seja conhecidos.</LI></P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY"><LI>Automedica&ccedil;&atilde;o.</B> </LI></P>
<P ALIGN="JUSTIFY"><LI>A automedica&ccedil;&atilde;o com drogas que foram usadas por prescri&ccedil;&otilde;es anteriores, ou com prepara&ccedil;&otilde;es de uso popular (t&ocirc;nicos, vitaminas, analg&eacute;sicos, laxantes, suplementos de ferro, etc.) s&atilde;o comuns, e podem levar a intera&ccedil;&otilde;es de drogas. Da mesma forma, deve-se tomar cuidado no que diz respeito a outras drogas que o paciente esteja tomando concomitantemente, sob prescri&ccedil;&otilde;es de outro m&eacute;dico. Uma das partes mais importantes da hist&oacute;ria do paciente &eacute; a indaga&ccedil;&atilde;o sobre a natureza e a dose de todas as "drogas" tomadas no passado imediato.</LI></P></UL>

<B><P ALIGN="JUSTIFY">Varia&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Muitas mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas ocorrem no organismo durante o dia, e essas fun&ccedil;&otilde;es se alteram caso o paciente esteja em repouso absoluto no leito. Al&eacute;m o mais, o repouso prolongado no leito est&aacute; associado a um volume plasm&aacute;tico reduzido e a uma fun&ccedil;&atilde;o cardiovascular diminu&iacute;da. Traumas de calor, a priva&ccedil;&atilde;o de fluidos e a falta de exerc&iacute;cio alteram a taxa de metabolismo das drogas, e efeitos circadianos, no que diz respeito &agrave; absor&ccedil;&atilde;o, ao metabolismo e &agrave; excre&ccedil;&atilde;o de drogas est&atilde;o agora sendo identificados. Desenvolvem-se varia&ccedil;&otilde;es no pH urin&aacute;rio, particularmente em rela&ccedil;&atilde;o a refei&ccedil;&otilde;es, e este fato pode alterar os efeitos das drogas. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Estado da microflora hospedeira.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O organismo humano normal &eacute; povoado por 60 ou mais microorganismos diferentes, particularmente no trato gastrintestinal. A import&acirc;ncia dessa microflora para o metabolismo de drogas s&oacute; agora est&aacute; sendo reconhecida. Pacientes estabilizados com anticoagulantes, por exemplo, geralmente precisam de um reajuste de dose se um antibi&oacute;tico de largo espectro &eacute; juntado a seu regime farmacoterap&ecirc;utico. Al&eacute;m do mais, a microflora bacteriana metaboliza o &aacute;cido chenodoxic&oacute;lico em &aacute;cido litoc&oacute;lico, um hepatot&oacute;xico em potencial.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635230"></a><A NAME="_Toc426543364">Fatores Dependentes do M&eacute;dico e das Enfermeiras.</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">Os fatores ligados ao m&eacute;dico e &agrave; enfermeiras foram parcialmente expostos nos fatores ligados ao hospedeiro, mas s&atilde;o aqui desenvolvidos de forma mais clara.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Fatores dependentes do m&eacute;dico</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Os m&eacute;dicos podem ser tentados a usar drogas quando pouco ou nenhum benef&iacute;cio cl&iacute;nico pode ser esperado, por exemplo, o uso profil&aacute;tico indevido de antibi&oacute;ticos sendo que esta atitude &eacute; a principal respons&aacute;vel pelo aparecimento de bact&eacute;rias cada vez mais resistentes aos antibi&oacute;ticos convencionais e at&eacute; aos mais potentes, como por exemplo, o <B><I>Staphylococcus aureus </I>meticilino-resistente,</B> uma muta&ccedil;&atilde;o do milenar <B><I>Staphylococcus aureus</B> </I>que at&eacute; bem pouco tempo era tratado com sucesso por antibi&oacute;ticos como a oxacilina, mas que hoje em dia n&atilde;o responde mais a esta, requerendo o uso de associa&ccedil;&otilde;es de <B>vancomicina 500mg </B>com <B>imipenem endovenoso</B> em conjunto com o <B>mupirocin 2% creme</B> para desalojar as col&ocirc;nias. Os m&eacute;dicos prescrevem antibi&oacute;ticos novos atendendo aos apelos das ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas e de seus representantes, sem de longe desconfiar que essa atitude pode trazer grandes preju&iacute;zos ao paciente e a pr&oacute;pria farmacoterapia. Muitos m&eacute;dicos tamb&eacute;m prescrevem glicos&iacute;dios cardioativos a pacientes com estenose a&oacute;rtica ou insufici&ecirc;ncia mitral, quando os benef&iacute;cios cl&iacute;nicos s&atilde;o m&iacute;nimos ou nulos. Sob estas circunst&acirc;ncias, os digit&aacute;licos podem atingir n&iacute;veis t&oacute;xicos, na tentativa de produzir alguma melhora cl&iacute;nica.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Fatores dependentes das enfermeiras</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Um certo grau de erro &eacute; inevit&aacute;vel em todo o desempenho humano, mas estudos indicaram que, em alguns hospitais onde a qualidade da farmacoterapia deveria estar no n&iacute;vel mais alto, 20-30% de todas as doses de medica&ccedil;&atilde;o eram incorretas ou prejudiciais. Um estudo cuidadoso de nove enfermeiras num hospital-escola indicou que, para cada seis doses de drogas ordenadas, era cometido um erro. Estatisticamente, 40% dos erros eram devidos &agrave; omiss&atilde;o de uma dose, 20% eram devido &agrave; administra&ccedil;&atilde;o de uma droga n&atilde;o ordenada, e 40% eram devido &agrave; administra&ccedil;&atilde;o de drogas nas horas erradas, na forma errada da dose, em uma dose extra ou em uma sub ou superdose. Os erros na medica&ccedil;&atilde;o aumentam logaritmicamente com o n&uacute;mero de drogas prescritas.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635231"></a><A NAME="_Toc426543365">Classifica&ccedil;&atilde;o de Rea&ccedil;&otilde;es Adversas a Drogas</A></P>
</FONT><P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas s&atilde;o dif&iacute;ceis de se classificar, devido &agrave;s diversas vari&aacute;veis ou fatores de "risco" que podem influir no seu desenvolvimento, e ao fato da defini&ccedil;&atilde;o de rea&ccedil;&atilde;o adversa &agrave; droga n&atilde;o ser clara. Uma classifica&ccedil;&atilde;o simples &eacute; dada aqui e, apesar de n&atilde;o totalmente compreens&iacute;vel, esta classifica&ccedil;&atilde;o auxiliar&aacute; a esclarecer este assunto heterog&ecirc;neo e complexo; muitas das categorias se sobrep&otilde;em. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es associadas ao efeito terap&ecirc;utico de drogas.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Muitas rea&ccedil;&otilde;es adversas s&atilde;o produzidas como prolongamento do efeito terap&ecirc;utico de drogas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <B>superdose </B>(ou estrangeiramente <B>"overdose"</B>) ocorre quando uma dose muito grande &eacute; administrada, por exemplo, a depress&atilde;o respirat&oacute;ria e o coma com os barbit&uacute;ricos, ou a hemorragia com os anticoagulantes. A superdose tamb&eacute;m pode ocorrer com doses terap&ecirc;uticas padr&atilde;o, devido a uma falha no metabolismo da droga e/ou na sua excre&ccedil;&atilde;o, por exemplo, a toxicidade causada por antibi&oacute;ticos na presen&ccedil;a da insufici&ecirc;ncia renal, a s&iacute;ndrome do "beb&ecirc; cinzento" (ou an&oacute;xia neonatal) com cloranfenicol ou a sensibilidade &agrave; succinilcolina.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Uma a&ccedil;&atilde;o terapeuticamente &uacute;til de uma droga pode ser prejudicial quando envolve um outro tecido al&eacute;m do &oacute;rg&atilde;o-alvo, por exemplo, com agentes auton&ocirc;micos ou antineopl&aacute;sicos (anticancer&iacute;genos).</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <B>depress&atilde;o da resist&ecirc;ncia ao hospedeiro</B> &eacute; um prolongamento direto do modo de a&ccedil;&atilde;o de muitas drogas que interferem na fun&ccedil;&atilde;o leucocit&aacute;ria, na atividade lisossomal e mecanismos imunol&oacute;gicos. Os exemplos podem ser dados pelos glicocortic&oacute;ides, imunossupressores, drogas antineopl&aacute;sicas e anticoncepcionais orais.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <B>depress&atilde;o de processos inflamat&oacute;rios e de recupera&ccedil;&atilde;o </B>constitui a base do uso dos agentes glicocortic&oacute;ides e de imunossupressores nas mol&eacute;culas auto-imunes e em algumas mol&eacute;stias inflamat&oacute;rias cr&ocirc;nicas, e para suprimir as rea&ccedil;&otilde;es de rejei&ccedil;&atilde;o a enxertos. Entretanto, em algumas infec&ccedil;&otilde;es quiescentes (por exemplo, &uacute;lcera p&eacute;ptica, cicatriza&ccedil;&atilde;o de ferida p&oacute;s-operat&oacute;ria) estes efeitos podem ser perigosos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <B>interfer&ecirc;ncia na flora normal do organismo</B> pode levar a uma infec&ccedil;&atilde;o intensa e, freq&uuml;entemente, torna-se um problema terap&ecirc;utico. Por exemplo, a supress&atilde;o por antibi&oacute;tico da flora bacteriana normal do intestino pode levar ao aparecimento de sintomas de defici&ecirc;ncia de vitamina B, ou a uma resposta alterada a anticoagulantes.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es associadas ao efeito n&atilde;o-terap&ecirc;utico de drogas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos farmacol&oacute;gicos diretos </B>s&atilde;o muito comuns. A tontura causada por anti-histam&iacute;nicos ou a constipa&ccedil;&atilde;o provocada por morfina s&atilde;o dois exemplos t&iacute;picos. As rea&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; <B>intensifica&ccedil;&atilde;o da mol&eacute;stia combinada </B>s&atilde;o de import&acirc;ncia muito grande. Assim, um paciente com &uacute;lcera p&eacute;ptica pode sofrer uma reincid&ecirc;ncia se tratado com cortic&oacute;ides, reserpina, &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico ou anticoagulantes. Da mesma forma, o coma hep&aacute;tico pode aparecer ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o de morfina, cloreto de am&ocirc;nio ou diur&eacute;ticos tiaz&iacute;dicos em indiv&iacute;duos com cirrose hep&aacute;tica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Muitas drogas causam <B>irrita&ccedil;&atilde;o local do tecido</B>. &Eacute; comum o aparecimento de sintomas nas partes mais altas do trato gastrintestinal (n&aacute;usea, v&ocirc;mitos, dispepsia, queima&ccedil;&atilde;o) ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o oral de antibi&oacute;ticos, prepara&ccedil;&otilde;es de ferro, &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico etc. Estes efeitos s&atilde;o considerados efeitos adversos fracos, e uma pequena redu&ccedil;&atilde;o da dose ou um espa&ccedil;amento apropriado da droga em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s refei&ccedil;&otilde;es reduz estes sintomas. Da mesma forma, inje&ccedil;&otilde;es parenterais hipert&ocirc;nicas ou hipot&ocirc;nicas podem causar edema local ou odor consider&aacute;veis. Ocasionalmente, um abcesso est&eacute;ril desenvolve-se ap&oacute;s uma inje&ccedil;&atilde;o parenteral grande ou ap&oacute;s repetidas inje&ccedil;&otilde;es, no mesmo m&uacute;sculo, de, por exemplo, um complexo ferro-dextran. As tetraciclinas s&atilde;o capazes de produzir tromboflebite (devido &agrave; irrita&ccedil;&atilde;o endotelial) ap&oacute;s uma administra&ccedil;&atilde;o intravenosa.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A <B>deposi&ccedil;&atilde;o de cristais da droga nos tecidos</B> pode se desenvolver no trato urin&aacute;rio, por exemplo, cristal&uacute;ria sulfonam&iacute;dica. Algumas t&ecirc;m a capacidade de produzir <B>bloqueio da absor&ccedil;&atilde;o de nutrientes</B>. Por exemplo, muitos agentes produzem a m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o. Da mesma forma, os barbit&uacute;ricos e a difenilhidanto&iacute;na podem bloquear a utiliza&ccedil;&atilde;o do &aacute;cido f&oacute;lico e da vitamina B<SUB>12</SUB>, o que provoca uma anemia megalobl&aacute;stica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos adversos retardados podem ser observados ap&oacute;s o uso de <B>drogas radioativas</B>. O di&oacute;xido de t&oacute;rio (Thorostrast<FONT FACE="Symbol">&Ograve;</FONT> ), por exemplo, quando usado durante muitos anos como sal radiopaco em arteriografia, &eacute; estocado no sistema ret&iacute;culo endotelial, e tem sido responsabilizado, ap&oacute;s uma lat&ecirc;ncia de at&eacute; vinte anos, pela produ&ccedil;&atilde;o de atrofia generalizada, fibrose e degenera&ccedil;&atilde;o maligna. Da mesma maneira, o uso de iodo radioativo (<B>I<SUP>131</B></SUP>) no tratamento de hipertireoidismo tem sido responsabilizado pelo desenvolvimento subseq&uuml;ente de carcinoma da tire&oacute;ide e leucemia.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es associadas a alergias.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es de hipersensibilidade (alergia) representam o maior grupo de rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas. Enquanto que muitas drogas s&atilde;o capazes de produzir rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas, a penicilina , a estreptomicina, as sulfonamidas e a quinidina s&atilde;o agressores not&oacute;rios. Para provocar uma rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica, a droga ou o metab&oacute;lito da droga (hapteno) deve se combinar rigorosamente com uma prote&iacute;na plasm&aacute;tica ou tecidual. Este processo &eacute; realizado pelo sistema ret&iacute;culo endotelial, com a produ&ccedil;&atilde;o final de anticorpos. Os anticorpos podem reagir tanto com o complexo como com o hapteno, mas o nosso conhecimento de sua produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; longe de ser claro. Os anticorpos contra a droga agressora ou o seu metab&oacute;lito n&atilde;o podem ser demonstrados em todos os casos de alergia a drogas, e a reexposi&ccedil;&atilde;o do paciente &agrave; droga original pode n&atilde;o iniciar uma rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas a drogas s&atilde;o classificadas em quatro grupos, de acordo com o tempo de manifesta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a introdu&ccedil;&atilde;o do ant&iacute;geno dentro do organismo, em <B>imediatas, aceleradas </B>e <B>retardadas, </B>foram estudas por <B>Gell e Coombs</B> e subdivididas em quatro grupos ou <B>tipos</B>. Os <B>tipos I, II</B>e<B> III </B>comp&otilde;em o grupo chamado de <B>rea&ccedil;&otilde;es imediatas</B> mediadas por <B>anticorpos.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas do <B>tipo I</B>, s&atilde;o anafil&oacute;ides e o anticorpo envolvido &eacute; a <B>IgE</B> (<B>Imunoglobulina E).</B> Tamb&eacute;m s&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es aceleradas, pois acontecem geralmente de minutos a no m&aacute;ximo uma ou duas horas ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o do ant&iacute;geno. Como exemplo, pode-se citar o caso da administra&ccedil;&atilde;o de penicilina benzatina (<B>Benzetacyl<FONT FACE="Symbol">&Ograve;</FONT> </B>) a um paciente hipersens&iacute;vel. Quando a penicilina &eacute; degrada, liga-se &agrave; <B>albumina</B>, uma prote&iacute;na plasm&aacute;tica transportadora, e forma uma mol&eacute;cula muito grande, ligando-se ao <B>linf&oacute;cito T<SUB>A</SUB> </B>(linf&oacute;cito T-auxiliar), que vai apresentar o ant&iacute;geno aos linf&oacute;citos <B>T </B>e aos linf&oacute;citos <B>B</B>, que produzem a <B>IgE</B>. Uma vez produzida a <B>IgE</B>, esta vai se ligar aos receptores de membrana dos mast&oacute;citos que reconhecem a por&ccedil;&atilde;o <B>Fc </B>da <B>IgE</B>. Uma vez ligada a <B>IgE</B> e em presen&ccedil;a de nova inocula&ccedil;&atilde;o de penicilina, a <B>IgE</B> vai ligar-se a penicilina e vai provocar a degranula&ccedil;&atilde;o do mast&oacute;cito, que cont&eacute;m em seu interior grande quantidade de gr&acirc;nulos ricos em histamina que provoca a rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Nos indiv&iacute;duos normais a produ&ccedil;&atilde;o de histamina end&oacute;gena, mesmo em pequenas quantidades, ativa o <B>linf&oacute;cito T<SUB>S</SUB> </B>(linf&oacute;cito T-supressor), encarregado da regula&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ntese de <B>IgE,</B> por mecanismo intracelular de degrada&ccedil;&atilde;o do <B>ATP</B> (adenosina tri-fosfato)em <B>AMP<SUB>C</SUB> 3�-5� </B>(adenosina monofosfato c&iacute;clico 3�-5�), que se estiver aumentado vai inibir a forma&ccedil;&atilde;o de mais <B>IgE. </B>Para se aumentar o <B>AMP<SUB>C</SUB> </B>na c&eacute;lula, tem que se ativar a enzima <B>adenil-ciclase</B> (ou <I>adenilato-ciclase</I>) por ativa&ccedil;&atilde;o dos receptores <FONT FACE="Symbol">b</FONT> -adren&eacute;rgicos da membrana celular e para isso se utilizam os cortic&oacute;ides que, al&eacute;m de ativar a adenil-ciclase, respons&aacute;vel pela degrada&ccedil;&atilde;o de <B>ATP</B> em <B>AMP<SUB>C</SUB> 3�-5�</B>, v&atilde;o tamb&eacute;m inibir a <B>fosfodiesterase</B>, a enzima que degrada o <B>AMP<SUB>C</SUB> 3�-5� </B>em <B>AMP</B> inativo.</P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp17.GIF" WIDTH=285 HEIGHT=70></P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;Nos indiv&iacute;duos al&eacute;rgicos a falha acontece exatamente na ativa&ccedil;&atilde;o do linf&oacute;cito T<SUB>S</SUB>. Al&eacute;m do papel importante desempenhado na rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica, a <B>IgE</B> tamb&eacute;m &eacute; essencial no combate as helmint&iacute;ases.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es al&eacute;rgicas do <B>tipo II</B>, ditas tamb&eacute;m de <B>rea&ccedil;&otilde;es citot&oacute;xicas</B>, aparecem em casos de <B>eritroblastose fetal, </B>ou <B>DHRN</B> que se traduz por doen&ccedil;a hemol&iacute;tica do recem-nato ou em transfus&otilde;es de sangue, quando existe incompatibilidade entre os grupos do doador e do receptor e ainda, em algumas hipersensibilidades a medicamentos como no caso do <B>Sedormide<FONT FACE="Symbol">&Ograve;</FONT> </B>, onde acontece a lise (ou ruptura) da membrana da plaqueta, condicionando o aparecimento de uma <B>p&uacute;rpura do Sedormide<FONT FACE="Symbol">&Ograve;</FONT> </B>, que nada mais &eacute; que um tipo de p&uacute;rpura trombocitop&ecirc;nica. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Este tipo de rea&ccedil;&atilde;o &eacute; provocado pelo ant&iacute;geno que se liga &agrave; c&eacute;lula-alvo (hem&aacute;ceas) atrav&eacute;s da <B>IgG </B>e <B>IgM.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">No <B>tipo III</B>, tem-se as chamadas <B>doen&ccedil;as por imunocomplexos</B> <B>Ag -Ac</B>. Existem pessoas que formam muitos anticorpos enquanto ainda existem muitos ant&iacute;genos na circula&ccedil;&atilde;o, formando, com isso, imunocomplexos muito grandes, os quais podem se depositar em tecidos vitais como por exemplo, nos rins. Na tabela pode ser visto um esquema desse tipo de sensibiliza&ccedil;&atilde;o.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Esquematicamente:</P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp29.GIF" WIDTH=260 HEIGHT=274></P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Os imunocomplexos induzem a agrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria e com isso, a forma&ccedil;&atilde;o de microtrombos e ainda se depositam e, para fagocitar o imunocomplexo, os neutr&oacute;filos s&atilde;o atra&iacute;dos por quimiotaxia e, como o imunocomplexo &eacute; grande e o macr&oacute;fago n&atilde;o consegue fagocit&aacute;-lo, libera, ent&atilde;o suas enzimas lisossomais que fazem a destrui&ccedil;&atilde;o do imunocomplexo, mas destruem tamb&eacute;m o tecido, iniciando o processo inflamat&oacute;rio que normalmente acompanha esse tipo de rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica. Quando a rea&ccedil;&atilde;o inflamat&oacute;ria &eacute; na pele, &eacute; chamada de <B>Rea&ccedil;&atilde;o de Arthus.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Na <B>doen&ccedil;a do soro</B>, o soro <B>xenog&ecirc;nico</B> (estranho ao organismo) quando cai no sangue &eacute; um ant&iacute;geno total que de forma livre no plasma vai ativar o complexo formando anticorpos e estes podem formar tamb&eacute;m os imunocomplexos e se depositarem nos rins, dando as nefrites ou nas articula&ccedil;&otilde;es, provocando as artrites.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Esquematicamente:</P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp18.GIF" WIDTH=580 HEIGHT=46></P>
<P ALIGN="JUSTIFY">As rea&ccedil;&otilde;es do <B>tipo IV</B> s&atilde;o mediadas por c&eacute;lulas. O anticorpo tem fun&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e esse tipo de rea&ccedil;&atilde;o &eacute; de manifesta&ccedil;&atilde;o tardia, podendo aparecer em alguns dias ap&oacute;s o contato com o ant&iacute;geno, ou ent&atilde;o levar at&eacute; semanas para desencadear a rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Tabela : <B><I><U>tipo de rea&ccedil;&otilde;es X tempo de aparecimento</B></I></U>&#9;</P>
<TABLE BORDER CELLSPACING=1 CELLPADDING=9 WIDTH=774>
<TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<P ALIGN="CENTER"><B><I>Tipo de Rea&ccedil;&atilde;o Retardada</B></I></TD>
<TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><I><P ALIGN="CENTER">Tempo de Aparecimento da Rea&ccedil;&atilde;o </B></I></TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>Jones-Motte</B></TD>
<TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>24 horas</B></TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>Contato</B></TD>
<TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>48-72 horas</B></TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>Tuberculina</B></TD>
<TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>48-72 horas</B></TD>
</TR>
<TR><TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>Granulomatosa</B></TD>
<TD WIDTH="50%" VALIGN="TOP">
<B><P>pelo menos 14 dias.</B></TD>
</TR>
</TABLE>

<B><P ALIGN="JUSTIFY">Jones-Motte</B> s&atilde;o os sobrenomes dos descobridores do infiltrado basof&iacute;lico produzido pela presen&ccedil;a de muitos bas&oacute;filos no local de uma rea&ccedil;&atilde;o al&eacute;rgica desse tipo.</P>
<P ALIGN="CENTER"><IMG SRC="imagens/fcomp19.GIF" WIDTH=496 HEIGHT=257></P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es associadas &agrave; luz do sol.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Sem d&uacute;vida, o mais importante fator ex&oacute;geno precipitante de rea&ccedil;&otilde;es &eacute; a luz do sol, e as rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fotot&oacute;xicas ou fotoal&eacute;rgicas. Al&eacute;m do mais, a fotossensibilidade de drogas foi documentada em, pelo menos tr&ecirc;s doen&ccedil;as, a <B>porf&iacute;ria</B>, o <B>l&uacute;pus eritematoso</B> e a <B>pelagra</B>. As rea&ccedil;&otilde;es fotot&oacute;xicas ocorrem quando uma subst&acirc;ncia n&atilde;o t&oacute;xica torna-se t&oacute;xica na pele de um paciente pela absor&ccedil;&atilde;o de fotoenergia. As rea&ccedil;&otilde;es fotoal&eacute;rgicas ocorrem quando a absor&ccedil;&atilde;o de energia de radia&ccedil;&atilde;o por um agente qu&iacute;mico transforma-o em um metab&oacute;lito que pode, ent&atilde;o, sensibilizar o paciente. A fotossensibiliza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode advir da exposi&ccedil;&atilde;o t&oacute;pica de v&aacute;rios compostos, particularmente de anti-s&eacute;pticos e antibi&oacute;ticos em sab&otilde;es, produtos para enxaguar os cabelos, xampus, perfumes e cremes anti-s&eacute;pticos. As drogas que produzem fotoalergia, absorvem a luz ultravioleta e a luz de faixa pr&oacute;xima &agrave; ultravioleta. Assim, a descolora&ccedil;&atilde;o azul ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; luz ultravioleta ocorre somente com derivados fenotiaz&iacute;nicos que s&atilde;o capazes de induzir a fotoalergia, n&atilde;o com outros representantes dessa classe. Mudan&ccedil;as semelhantes foram observadas com as tetraciclinas e com as sulfonamidas. As erup&ccedil;&otilde;es fotoal&eacute;rgicas podem persistir por longos per&iacute;odos ap&oacute;s o t&eacute;rmino da exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; droga. Freq&uuml;entemente, o paciente torna-se permanentemente sensibilizado &agrave; droga agressora, mesmo na aus&ecirc;ncia da luz solar.</P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635232"></a><A NAME="_Toc426543366">Gravidez e desenvolvimento fetal.</A></P>
</FONT><B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos na reprodu&ccedil;&atilde;o.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As drogas parassimpatol&iacute;ticas podem produzir a impot&ecirc;ncia. A torazina e os agentes psicofarmacol&oacute;gicos relacionados mostraram interferir na ejacula&ccedil;&atilde;o sem afetar o orgasmo. Os inibidores da monoamino-oxidase forma responsabilizados pelo aumento, e os agentes progestacionais pela diminui&ccedil;&atilde;o da fertilidade feminina.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos durante a desenvolvimento intra-uterino.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Os efeitos adversos de drogas s&atilde;o mais intensamente evidentes no feto e no neonato. A maioria das drogas com peso molecular de 1000 ou menos podem atravessar facilmente a barreira placent&aacute;ria. Os efeitos do v&iacute;rus da rub&eacute;ola (sarampo alem&atilde;o) durante o primeiro trimestre de gravidez s&atilde;o bem conhecidos. De maior import&acirc;ncia, e n&atilde;o reconhecido geralmente, &eacute; que muitas drogas podem causar efeitos semelhantes. O efeito de uma determinada droga administrada no in&iacute;cio da gravidez pode ser a morte do feto. Durante a g&ecirc;nese dos &oacute;rg&atilde;os, podem ocorrer malforma&ccedil;&otilde;es (em <B>gen&eacute;tica </B>n&atilde;o se usa o termo <I>deforma&ccedil;&atilde;o</I>, mas sim <B><I>malforma&ccedil;&atilde;o</B></I>). Nas fases mais avan&ccedil;adas da gravidez ou durante o parto, as drogas podem causar a morbidade fetal ou a morte. A morbidade no per&iacute;odo perinatal &eacute; mais comum nos prematuros. </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">A exposi&ccedil;&atilde;o a drogas durante a gravidez &eacute; comum, infelizmente. Estudos realizados mostraram que 82-92% das mulheres receberam pelo menos uma droga durante a gravidez, e quatro foi o n&uacute;mero de m&eacute;dio de drogas prescritas; 4% das pacientes receberam dez drogas ou mais.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">5.3.5.2.1 - Teratog&ecirc;nese.</B> O desastre da <B>talidomida</B> chamou a aten&ccedil;&atilde;o para o perigo potencial de administra&ccedil;&atilde;o de drogas durante a gravidez. A hist&oacute;ria da talidomida &eacute; a seguinte:</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">- uma empresa farmac&ecirc;utica alem&atilde; desenvolveu, pelos idos do final da d&eacute;cada de 1950, a talidomida, uma droga que induzia o sono sem deixar efeitos secund&aacute;rios do tipo <B><I>ressaca residual</B></I>. Depois aos efeitos colaterais aparentemente m&iacute;nimos, a talidomida foi industrializada e vendida em muitos pa&iacute;ses, com freq&uuml;&ecirc;ncia combinada com analg&eacute;sicos, hipn&oacute;ticos e antiinflamat&oacute;rios. Foram identificados cerca de 90 nomes diferentes sob os quais a talidomida foi vendida. Os primeiros casos de <B><I>focomelia</B></I> ou <B>bra&ccedil;os sem sela</B> foram constatados na Alemanha em setembro de 1960, e, da&iacute; por diante, de acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de da Alemanha, aproximadamente 6000 casos foram relatados s&oacute; naquele pa&iacute;s. Desses caso, cerca de metade foram &agrave; &oacute;bito. Al&eacute;m da focomelia, malforma&ccedil;&otilde;es do trato gastrintestinal, do pavilh&atilde;o auditivo e do cora&ccedil;&atilde;o foram observadas. Hemangiomas faciais eram muito comuns, mas os beb&ecirc;s era, de modo geral, mentalmente normais. Deve ser ressaltado que o &uacute;nico efeito adverso digno de nota em adultos &eacute; a neurite perif&eacute;rica.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Depois de comprovada a teratogenicidade da talidomida, ela foi condenada em todo o mundo e proibida a comercializa&ccedil;&atilde;o e o uso, mas atualmente a talidomida tem sido usada com sucesso como coadjuvante no tratamento de infec&ccedil;&otilde;es por <B><I>Micobacterium tuberculosis</B></I>, ou bacilo &aacute;lcool-&aacute;cido-resistente ou ainda <B>bacilo de Koch</B>, que produz uma doen&ccedil;a granulomatosa do pulm&atilde;o chamada de tuberculose, mas quando o paciente a receber a droga &eacute; do sexo feminino, em idade f&eacute;rtil e com vida sexual ativa, esta &eacute; obrigada a assinar um termo de compromisso, no qual se compromete a <B>n&atilde;o engravidar </B>durante o tratamento. Este procedimento de praticamente obrigar a paciente a assinar um termo de compromisso &eacute; rotina no <B>Hospital de Cl&iacute;nicas da Universidade Federal do Paran&aacute;</B> e <B>n&atilde;o</B> <B>deve</B>, e <B>nem pode</B>, ser encarado como um ato opressivo, antidemocr&aacute;tico, inconstitucional ou coisa similar, pois se busca, com isso, n&atilde;o apenas a seguran&ccedil;a dos m&eacute;dicos do Hospital ao prescrever este tratamento, mas tamb&eacute;m a seguran&ccedil;a da paciente que, se engravidar, certamente dar&aacute; a luz um afetado ou um sindr&ocirc;mico e que este com certeza trar&aacute;, al&eacute;m do sofrimento e gastos para a fam&iacute;lia, tamb&eacute;m encargos sociais e previdenci&aacute;rios que num pa&iacute;s como o nosso, s&atilde;o dif&iacute;ceis para nosso INSS arcar.<B><I> </P>
</B></I><P ALIGN="JUSTIFY">Considera-se, geralmente, que existe um per&iacute;odo cr&iacute;tico, durante a organog&ecirc;nese, para um determinado tecido ser afetado por agentes teratog&ecirc;nicos. Este per&iacute;odo coincide com o de maior atividade mit&oacute;tica do &oacute;rg&atilde;o. Por exemplo, os bot&otilde;es dos membros apresentavam susceptibilidade m&aacute;xima entre 18-28 dias de gesta&ccedil;&atilde;o ou, em outras palavras, 38-48 dias ap&oacute;s o primeiro dias do &uacute;ltimo per&iacute;odo menstrual. Este fato indica a import&acirc;ncia da n&atilde;o exposi&ccedil;&atilde;o de mulheres em idade de procria&ccedil;&atilde;o &agrave; medica&ccedil;&atilde;o desnecess&aacute;ria, pois os <B>efeitos teratog&ecirc;nicos podem ser produzidos antes que a gravidez seja diagnosticada ou mesmo suspeitada.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Muitas experi&ecirc;ncias t&ecirc;m sido realizadas em animais, numa tentativa de demonstrar a teratogenicidade da talidomida. A maioria n&atilde;o tem obtido sucesso, o que coloca em d&uacute;vida a precis&atilde;o e a utilidade dos experimentos com animais de laborat&oacute;rio na previs&atilde;o da toxicidade potencial de novas drogas em seres humanos.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Suspeita-se que muitos outros agentes farmacol&oacute;gicos potentes, drogas antineopl&aacute;sicas, compostos derivados da sulfonilur&eacute;ia e corticoster&oacute;ides produzem efeito teratog&ecirc;nicos durante a gravidez.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Masculiniza&ccedil;&atilde;o de fetos femininos.</B> </P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Antes que as estruturas sexuais embrion&aacute;rias se diferenciem, elas s&atilde;o suscept&iacute;veis &agrave; influ&ecirc;ncia de agentes end&oacute;crinos ex&oacute;genos. O <B>pseudo-hermafroditismo feminino</B>, por exemplo, &eacute; produzido pela testosterona (dada para a hiperemese grav&iacute;dica) e por uma variedade de agentes progestacionais sint&eacute;ticos usados no tratamento de aborto habitual ou de amea&ccedil;a de aborto. Neste &uacute;ltimo caso, o proget&oacute;geno acaba produzindo, em fetos do sexo feminino o encistamento dos ov&oacute;citos prim&aacute;rios que a menina j&aacute; produziu ao final do per&iacute;odo embrion&aacute;rio e apresentando o ov&aacute;rio polic&iacute;stico, cujos sintomas v&atilde;o aparecer apenas ap&oacute;s a puberdade, pois as "meninas-mo&ccedil;as" come&ccedil;am a queixar de dores abdominais, algomenorr&eacute;ia, oligomenorr&eacute;ia e dismenorr&eacute;ia. Podem tamb&eacute;m produzir os <B>teratomas embrion&aacute;rios</B>, esp&eacute;cies de tumores s&oacute;lidos de ov&aacute;rio que aparecem na gesta&ccedil;&atilde;o, mas com sintomatologia tornando-se evidente tamb&eacute;m ap&oacute;s a puberdade, com abaulamento da regi&atilde;o do hipog&aacute;strio. </P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos perinatais.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">As drogas administradas &agrave; m&atilde;e antes ou durante o parto podem atravessar a placenta, e o beb&ecirc; pode nascer ainda sob a sua influ&ecirc;ncia. Em muitas circunst&acirc;ncias, a droga &eacute; uma anest&eacute;sico, analg&eacute;sico, tranq&uuml;ilizante, agente hipoglicemiante, antibi&oacute;tico ou anti-hipertensivo. Esses efeitos adversos de uma superdose &uacute;nica tendem a se produzir, semelhantes &agrave;queles observados nos adultos. O &iacute;leo paral&iacute;tico causado por drogas anti-hipertensivas e a depress&atilde;o respirat&oacute;ria ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o de reserpina, hipn&oacute;ticos e narc&oacute;ticos s&atilde;o comuns. Ocasionalmente, os barbit&uacute;ricos induzem doen&ccedil;as hemorr&aacute;gicas no rec&eacute;m-nascido devido &agrave; depress&atilde;o do fator de Stuart-Power. </P>
<FONT FACE="Arial"><P ALIGN="JUSTIFY"><A NAME="_Toc426635233"></a><A NAME="_Toc426543367">Rea&ccedil;&otilde;es Diversas.</A> </P>
</FONT><B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos resultantes do uso de placebos.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">O perfil emocional b&aacute;sico de um paciente pode influenciar na sua resposta a drogas. Isto &eacute; particularmente verdadeiro para drogas que afetam o SNC e para os placebos. Muitos m&eacute;dicos observam rea&ccedil;&otilde;es moderadas aos placebos, como a depress&atilde;o, a ins&ocirc;nia, a sonol&ecirc;ncia, a palpita&ccedil;&atilde;o, a lassid&atilde;o, anorexia, a n&aacute;usea, tremores e tonturas. Algumas rea&ccedil;&otilde;es graves e embara&ccedil;osas, como erup&ccedil;&otilde;es da droga fixada, choque anafil&aacute;tico e at&eacute; mesmo a morte foram observadas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Um placebo &eacute;, por defini&ccedil;&atilde;o, in&oacute;cuo. &Eacute; um agente farmacol&oacute;gico inerte ou uma subst&acirc;ncia de alimenta&ccedil;&atilde;o (c&aacute;psula de ferro, p&iacute;lulas de a&ccedil;&uacute;car, comprimidos de vitamina C, de amido, etc.). Nenhuma subst&acirc;ncia deve ser usada como placebo se houver perigo, mesmo remoto, de um efeito prejudicial. Assim, o &aacute;cido acetilsalic&iacute;lico n&atilde;o deve ser utilizado como placebo, principalmente em crian&ccedil;as. Da mesma forma, o perigo sempre presente na hepatite por soro hom&oacute;logo torna imposs&iacute;vel garantir a inocuidade de inje&ccedil;&otilde;es parenterais de salina normal ( solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica de cloreto de s&oacute;dio &agrave; 0,9%), um placebo comum. Por outro lado, h&aacute; o perigo de se falhar em reconhecer a necessidade de um tratamento preciso, e de se substituir um placebo pela terapia por droga (ou psicoterap&ecirc;utica) necess&aacute;ria.</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Intera&ccedil;&otilde;es de drogas.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Rea&ccedil;&otilde;es adversas a drogas podem se desenvolver devido a intera&ccedil;&otilde;es das mesmas (veja <B>2.4</B>).</P>
<B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos nos procedimentos laboratoriais e de diagn&oacute;stico.</P>
</B><P ALIGN="JUSTIFY">Sabe-se, no presente, que muitas drogas comumente prescritas podem invalidar testes diagn&oacute;sticos. Al&eacute;m do mais, as drogas podem produzir mudan&ccedil;as patol&oacute;gicas nos tecidos; por exemplo, a supress&atilde;o da medula do tipo megalobl&aacute;stico pode estar associada &agrave; ingest&atilde;o de barbit&uacute;ricos, e mudan&ccedil;as nos g&acirc;nglios linf&aacute;ticos, sugestivas de sarcoidose ou linfoma, podem ser causadas pela administra&ccedil;&atilde;o de difenilhidanto&iacute;na.</P><DIR>
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<B><P ALIGN="JUSTIFY">Efeitos causados por falha no estabelecimento da terapia correta.</P></DIR>
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</DIR>

</B><P ALIGN="JUSTIFY">Via de regra, as drogas s&atilde;o prescritas porque o paciente espera uma p&iacute;lula. Nesses casos (devido ao fato de dar um agente potencialmente perigoso sem uma indica&ccedil;&atilde;o verdadeira para o seu uso), o m&eacute;dico pode ser criticado com raz&atilde;o. Por exemplo, a administra&ccedil;&atilde;o de antibi&oacute;ticos a pacientes com coriza sem complica&ccedil;&atilde;o &eacute; terapeuticamente desnecess&aacute;rio. Por outro lado, o adiamento da terapia correta pode causar um perigo indireto.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Um t&oacute;pico de particular import&acirc;ncia: nos Estados Unidos &eacute; o longo lapso de tempo que existe para a aprova&ccedil;&atilde;o, pelo FDA (Food and Drugs Administration), de drogas novas desenvolvidas em outros pa&iacute;ses, pois com certeza, o FDA tenta ganhar tempo para que algum "cientista" norte-americano registre a mesma droga em seu nome e como descoberta sua. O interessante &eacute; o imperialismo dos Estados Unidos. Tenta empurrar goela-&agrave;-baixo do Brasil, uma <B>lei de patentes</B> que protege at&eacute; as descobertas, que em sua grande maioria (uns 99,9%) <B>n&atilde;o</B> s&atilde;o deles, s&atilde;o usurpadas de outros pa&iacute;ses e que deveriam ser de dom&iacute;nio mundial, quer sejam: bact&eacute;rias patog&ecirc;nicas ou produtoras de toxinas antibi&oacute;ticas n&atilde;o s&atilde;o propriedade industrial de ningu&eacute;m e sim da <B>natureza</B> e por isso n&atilde;o devem ter reserva de dom&iacute;nio e nem ser obrigat&oacute;rio o pagamento de <B>royalts</B> (bela palavra, que significa nada mais, nada menos que um esp&uacute;rio e indecente <B>aluguel</B>). At&eacute; quando o Brasil vai suportar o <B>"entreguismo"</B> de nossos pol&iacute;ticos e governantes que almejam sucatear toda a atividade de ensino, pesquisa e extens&atilde;o das Universidades p&uacute;blicas que, apesar de toda a press&atilde;o e corte de verbas que sofre, ainda consegue dar um ensino de qualidade a seus alunos, e com isso ter desculpas e pretextos para privatizar o ensino p&uacute;blico que ainda tem qualidade e jog&aacute;-lo nas m&atilde;os dos mercen&aacute;rios que v&ecirc;em na educa&ccedil;&atilde;o um rico e rent&aacute;vel neg&oacute;cio, um verdadeiro fil&atilde;o de ouro.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">Falando ainda em Lei de Patentes, deveria ser acrescentado uma ressalva em forma de artigo ou par&aacute;grafo e que desse a seguinte reda&ccedil;&atilde;o: <B><I>"o Brasil n&atilde;o reconheceria patentes de produtos industrializados cuja pesquisa e/ou mat&eacute;ria prima tivesse sido ou desenvolvida ou extra&iacute;da dentro do territ&oacute;rio brasileiro".</B></I> Isso &eacute; particularmente &uacute;til nos casos de medicamentos desenvolvidos l&aacute; fora mas cuja mat&eacute;ria prima &eacute; retirada de nossas florestas.</P>
<P ALIGN="JUSTIFY">&nbsp;</P></BODY>
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