__ __ __ __ _____ _ _ _____ _ _ _ | \/ | \ \ / / | __ \ (_) | | / ____| | | | | | \ / |_ __\ V / | |__) | __ ___ ____ _| |_ ___ | (___ | |__ ___| | | | |\/| | '__|> < | ___/ '__| \ \ / / _` | __/ _ \ \___ \| '_ \ / _ \ | | | | | | |_ / . \ | | | | | |\ V / (_| | || __/ ____) | | | | __/ | | |_| |_|_(_)_/ \_\ |_| |_| |_| \_/ \__,_|\__\___| |_____/|_| |_|\___V 2.1 if you need WebShell for Seo everyday contact me on Telegram Telegram Address : @jackleetFor_More_Tools:
<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=ISO-8859-1"> <title>Jornalista iraniana narra divórcio de menina de 10 anos</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font></center> <br> <h2 style="text-align: center;" class="art-PostHeader">Jornalista iraniana narra divórcio de menina de 10 anos</h2> <h2 class="art-PostHeader"></h2> <div style="text-align: justify;"><span style="font-weight: bold;"></span>A jornalista e escritora franco-iraniana Delphine Minoui conta a história de Nojoud Ali, uma menina iemenita de 10 anos que foi a um tribunal e obteve o divórcio do marido, mais de 20 anos mais velho que ela, com a ajuda e determinação do juiz.<span id="more-7453"></span> </div> <p style="text-align: justify;"><strong>Katy Seleme</strong><br> Em Beirute (Líbano)</p> <p style="text-align: justify;">Em entrevista à Agência Efe, a autora explica que “Nojoud, 10 anos, divorciada” é a prova de que, apesar da permanência destas práticas, que atentam contra os direitos mais elementares da infância e das mulheres, “há esperança” para as meninas que são obrigadas a se casar.</p> <p style="text-align: justify;">“Apesar de seu caso ser trágico, assim como, infelizmente, da metade das meninas do Iêmen, a coragem da pequena” foi o que incentivou Minoui a escrever o livro, conta.</p> <p style="text-align: justify;">A menina “quebrou um tabu e foi se refugiar em um tribunal para pedir o divórcio, depois que a casaram com um homem 20 anos mais velho, que abusava sexualmente dela”.</p> <p style="text-align: justify;">“Teve a sorte de encontrar um juiz que aceitou ouvi-la, que se comoveu com sua história e prometeu ajudá-la, advertindo, no entanto, que a vitória não era certa”, conta a escritora, cujo pai é iraniano e que vive no Líbano.</p> <p style="text-align: justify;">Cumprindo o prometido, “o juiz se mobilizou, contratou uma advogada especialista em direitos das mulheres, que divulgou o caso à imprensa e pressionou para que Nojoud recebesse o divórcio”.</p> <p style="text-align: justify;">“Segundo estatísticas que encontrei na Universidade de Sana (capital do Iêmen), mais da metade das meninas no Iêmen se casa antes dos 18 anos e é comum ver menores de 11, 12 ou 13 anos carregando os filhos nos braços”, narra.</p> <p style="text-align: justify;">Segundo ela, “isso faz parte da normalidade, não só no Iêmen, mas também em países como Afeganistão, Egito e outros da região”, onde muitas vezes se impõe a lei do silêncio e transforma o tema em tabu.</p> <p style="text-align: justify;">No entanto, afirma que “o fabuloso por trás da tragédia de Nojoud é que há esperança, porque ela ousou fazer o que nunca ninguém tinha feito antes”, como conta o livro, já traduzido para mais de 20 idiomas.</p> <p style="text-align: justify;">Para a jornalista, as dificuldades da vida das mulheres nesta região do mundo são devido a vários fatores, “entre eles, o religioso, já que, em muitos países, as leis são inspiradas na lei islâmica, ou sharia”.</p> <p style="text-align: justify;">“Mas é um clichê atribuir a situação da mulher apenas à religião, já que existe também o fator tribal, onde prevalece a questão da honra, principalmente nas aldeias, onde e mal visto que uma menina cresça sem se casar”, explica.</p> <p style="text-align: justify;">“Temem que brinque com outras crianças, que seja sequestrada por um homem, que tenha relações – não necessariamente sexuais – antes do casamento, por que estas coisas sujariam a honra da família, da tribo e do bairro”, afirma a jornalista.</p> <p style="text-align: justify;">Outro fator para explicar os casamentos com meninas menores de idade é a pobreza.</p> <p style="text-align: justify;">“Tomemos o caso de Nojoud. Seu pai está desempregado, casou-se duas vezes e tem 16 filhos. Para ele, casá-la é livrar-se de uma carga, é uma boca a menos para alimentar”, diz.</p> <p style="text-align: justify;">A educação também tem papel crucial e Minoui ressalta que o fenômeno acontece no Afeganistão ou no Egito, mas não no Irã – por exemplo -, onde a mulher tem acesso à educação.</p> <p style="text-align: justify;">“Mais de 90% das mulheres são escolarizadas e, com isso, já conseguiram a primeira etapa para sua liberdade e emancipação”, opina.</p> <p style="text-align: justify;">Assim, “inclusive jovens de meios tradicionais, que vão ao colégio e à universidade, aprendem a refletir e a reivindicar seus direitos”.</p> <p style="text-align: justify;">“Sem educação e sem consciência de seus direitos, quando um pai diz à filha que esta se casará amanhã, ela não sabe que tem direito de dizer não. A mulher é submetida e vê que a mãe e as irmãs maiores tiveram o mesmo destino”, conta.</p> <p style="text-align: justify;">Mas há pessoas que lutam ativamente contra esta prática, mas, às vezes, a um preço muito alto.</p> <p style="text-align: justify;">“As mulheres que trabalham nas ONG são ameaçadas de morte, são emitidas fatwas (éditos religiosos) contra elas, acusam-nas de serem manipuladas pelo Ocidente e muitas acabam por abandonar”, conta.</p> <p style="text-align: justify;">Além disso, a jornalista fala que, muitas vezes, “as autoridades não fazem nada para que as meninas tenham acesso à educação ou aos serviços de saúde. A maioria delas dá à luz em casa e o planejamento familiar é nulo”.</p> <p style="text-align: justify;">No entanto, “o caso de Nojoud, que apareceu na imprensa local e nas televisões, contribuiu para que as coisas comecem a mudar, mas de modo muito lento”.</p> <p style="text-align: justify;">Depois de Nojoud, outras menores de entre 10 e 11 anos no Iêmen obtiveram o divórcio.</p> <p style="text-align: justify;">“Isso é encorajador. Na Arábia Saudita, uma menina era casada com um homem 50 anos mais velho, mas a mãe soube do caso de Nojoud e pediu o divórcio para a filha, e conseguiu”, afirma Minoui.</p> <div style="text-align: right;"> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="Imprimir" title="Imprimir" src="../img/print.png"></a></div> </div> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </body> </html>