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<!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.01 Transitional//EN"> <html> <head> <meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset="UTF-8"> <title>Esperanças frustradas</title> <link rel="stylesheet" href="estilo5.css" type="text/css" media="screen"> </head> <body> <div id="container"> <div id="header" title="sitename"> <h1 style="text-align: center;"><img style="width: 800px; height: 120px;" alt="" src="logo.jpg"></h1> </div> <div class="blogentry"> <div style="text-align: center;"><iframe src="indice.html" frameborder="0" height="20" width="800"></iframe></div> <center><font class="option" color="#000000"><b><br> </b></font> <div style="text-align: justify;"><br> </div> <font class="option" color="#000000"><b> </b></font></center> <div style="text-align: center;"> <h3>Esperanças frustradas ou a tecnologia que não veio?</h3> <div style="text-align: justify;">26 de outubro de 2015 | Autor: antonini <br> <br> Revendo revistas antigas encontrei em <span style="font-style: italic; font-weight: bold;">O Cruzeiro</span> um texto muito interessante publicado por Mário Soares em 1º de agosto de 1964, intitulado <span style="font-weight: bold;">"Na base do ano 2000"</span>, cheio de esperança de um futuro cheio de tecnologia no qual a saúde seria mera mercadoria e a morte poderia ser adiada indefinidamente e praticamente todos os órgãos do corpo humano estariam a venda em lojas comerciais, mas passamos do ano 2000 e as previsões do cronista não se concretizaram por completo, conforme previsto na crônica que você pode ler abaixo:<br> <br> <hr style="width: 100%; height: 2px;"><br> <br> <div style="text-align: center;"><span style="font-weight: bold;">Na base do ano 2000<br> <br> <div style="text-align: center;"><img style="width: 560px; height: 342px;" alt="" src="../img/livro_portugues2-560.jpg"><br> <br> </div> </span></div> <span style="font-style: italic;">Passo por um cinema e o nome do filme, que fala em mercado de corações, lembra-me um outro, que vi há muito tempo, e que, com este, tenho a certeza, não tem nenhuma relação.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Mais de vinte anos são passados, desde a sua exibição. Mostrava, creio, o século vinte e um. Época em que o pobre mortal, padecente de muitos males, poderia trocar, a seu bel-prazer, as peças gastas e enferrujadas do seu humano organismo. Lembro-me de um sujeito, americano alto e avermelhado, ue ia à procura de excelente coração, que o seu já estava pifado. E da velhota que buscava um figado novo em folha, para substituir o antigo. gasto pelo uso, procurando, entre vários, o mais adequado ao seu tipo</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Leio os jornais e revistas deste presente sessenta e quatro. E neles encontro muita realidade que não está longe daquela ficção. No Japão trocam o rim doente de um enfermo por igual órgão sei lá de que animal. Num país, dos subdesenvolvidos, colocam outro braço num acidentado. Coração artificial não é mais novidade. E nós mesmos, aqui no Brasil, temos um conterrâneo, que até reportagem mereceu nesta revista, que anda por Minas carregando seu transistor no peito.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Solto as rédeas da imaginação e vejo um supermercado, onde não faltam desde os melhores dedões do pé a bem refinados cérebros. E imagino algumas cenas. A pobre e desiludida mocinha, que recém levara um fora do namorado, sentindo destrocado o coração, junto ao balcão correspondente:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- A senhorita não teria, por aí, um coração para moça de dezenove anos? Daqueles que não estão sujeitos a paixonites?</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Vejo Mané Garrincha, meio encabulado, escondendo-se dos fãs, a procurar, numa ilha, um novo e sem problemas joelhocdireito. E a manchete, no dia seguinte, nas páginas esportivas:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">«Garrincha estreou joelho novo».</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Certos cronistas, de imaginação desgastada, a procurar afobados:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- Não terá aí um cérebro bem moderno, daqueles cheios de ideias? Mas, por favor, eu tenho pressa! Preciso usá-lo ainda hoje, quando for escrever o meu artigo.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">A velhota, que acabara de sair invejosa de uma roda de twist, a indagar interessada:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- Já chegou a nova partida de juntas? Estou louca para trocar as minhas.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Chego a ver o Leônidas, de molejo novo, a pedir vaga no selecionado brasileiro, afirmando convicto:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- E agora, Feola, o que o Vavá tem que eu não tenho?</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Como seria a bossa nova? Broto de quinze, para ter mais experiência, usando coração de trinta? ou balzaquiana voltando às suas dezoito primaveras, graças à rápida mudança na butique da esquina?</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">A inflação, por certo, influiria no preço dos artigos. E seriam naturais diálogos como este:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- Você viu como subiu o preço do estômago? E a vesícula? Anda pela hora da morte.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- E, olha, já não se fazem mais narizes como os de antigamente.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">Ou este:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- Como você cresceu, Eduardo!</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- Cresci nada, Roberto. Mudei foi de pernas. Comprei estas altas, bem mais elegantes do que as antigas.</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">O mal é que os rapazes iriam ficar na dúvida. À guria, que passasse teriam forçosamente que perguntar:</span><br style="font-style: italic;"> <br style="font-style: italic;"> <span style="font-style: italic;">- É mesmo modelo 1950, ou passou por reforma?</span><br> <br> <hr style="width: 100%; height: 2px;">Até por volta do ano 2000 algumas dessas previsões ou visões se concretizaram, como por exemplo as próteses articulares, apesar de não substituirem perfeitamente a articulação natural devido a limitações mecânicas e estruturais, mas permitem uma vida "quase normal" aos usuários.<br> <br> Neste mesmo ano 2000 surgiram os primeiros resultados do projeto genoma humano que se propunha mapear e decifar todo o código genético, gene-a-gene, do ser humano e cujo representante brasileiro era o médico Salmo Raquini, geneticista e doutor em genética pela Universidade Federal do Paraná. Após alguns anos, mais alguns bilhões de dólares gastos e com 97% do genoma humano decifrado, os pesquisadores começaram a se perguntar qual a utilidade de todo aquele trabalho colossal. <br> <br> A encruzilhada foi tão intransponível que o Dr. Salmo Rasquini publicou um artigo intitulado: <a target="_blank" href="http://www.parana-online.com.br/canal/vida-e-saude/news/442521/?noticia=O+GENOMA+HUMANO+E+A+REVOLUCAO+QUE+NAO+VEIO" rel="bookmark" title="Link permanente para O genoma humano e a revolução que não veio">O genoma humano e a revolução que não veio.</a><br> <br> Todos os dias aparece propagandas de drogas, alimentos, métodos ou equipamentos que prometem milhagres absurdos, além d e resultados de estudos clínicos sugerindo que comer ou beber tal coisa ou tomar tal droga ou fazer determinada atividade aumenta o tempo de vida e melhora a saúde, mas que não passam, tanto as propagandas, quanto as supostos resultados de pesquisas de embustes para arrancar dinheiro ou enganar trouxas. Muitos resultados de pesquisa são lançados na mídia e na Internet de forma pouco confiável com o único fito de catapultar as carreiras dos pesquisadores neles envolvidos.<br> <div style="text-align: right;"><a href="javascript:window.print()"><img style="border: 0px solid ; width: 18px; height: 18px;" alt="Imprimir" title="Imprimir" src="print.png"></a><br> </div> <div style="text-align: center;">[<a href="javascript:history.go(-1)">Voltar</a>]<br> </div> <span style="font-weight: bold;"></span></div> </div> <div id="footer"></div> <br> </div> </div> </body> </html>