Mais uma daquelas sandices pseudo científicas

Mais uma daquelas sandices pseudo científicas


Publicado em 9 de abril de 2026


Um médico angiologista falando uma asneria desse tipo é o cúmulo. O pior é que conheci os professores de bioquímica e fisiologia dele na Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, em Curitiba (hoje se chama Faculdade Evangélica Mackenzie de Medicina), que eram bem competentes e explicaram bem os mecanismo bioquímicos e fisiológicos da inflamação, dor e febre.

Respeitosamente, mas a técnica de produção de sardinhas em lata foi desenvolvida na França em 1810, há 216 anos e até hoje não há notícias de catástrofes causadas por elas e, também, os índices epidemiológicos de cânceres, não se alteraram por causa delas e, por último, na Europa, o consumo de sardinhas e outros peixes enlatados é altíssimo e não há registro de problemas.

O mimimi ridículo de que alimentos “inflamam o corpo” é coisa de lunático que deixa Vane (prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina pela descoberta do processo inflamatório), Berenice Borges Lorenzetti (orientanda do Vane e quem de fato descobriu a prostaglandina e de quem me orgulho ter sido aluno de pós-graduação), Sergio Henrique Ferreira e demais pesquisadores consagrados da área e que já passaram ao Oriente Eterno, rolarem de raiva no túmulo.

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