Cada um dos podres poderes da República Federativa do Brasil estabeleceu planos de carreira distintos, moldados por suas necessidades, conveniências políticas e, principalmente, pelos interesses financeiros e ganância de seus membros.
No poder executivo, cada ministério possui um plano de carreira próprio, o que desvirtua completamente o Regime Jurídico Único (RJU). Um exemplo disso é o Plano de Classificação de Cargos dos Técnicos Administrativos em Educação (PCCTAE), que rege os servidores do Ministério da Educação. Esses servidores, apesar de possuírem as maiores titulações acadêmicas e capacitações técnicas, recebem os menores salários entre todos os três poderes, sendo os favelados do Serviço Público Federal.
Um servidor público de nível E (nível superior), em fim de carreira, com mestrado e doutorado, e que atua nas universidades públicas federais e nos hospitais universitários, fazendo o ensino e a pesquisa científica acontecerem de fato, recebe no máximo cerca de R$ 16.000,00 mensais de salário. No entanto, um oficial de justiça de nível médio, com apenas o ensino médio completo, pode receber mais de R$ 20.000,00 entre salários, benefícios e penduricalhos instituídos para encabrestá-los politicamente e ideologicamente, sem contribuir com o progresso, as ciências e o desenvolvimento da nação e da humanidade.