{"id":7909,"date":"2009-12-16T12:59:09","date_gmt":"2009-12-16T15:59:09","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=7909"},"modified":"2022-02-15T03:26:47","modified_gmt":"2022-02-15T03:26:47","slug":"o-linux-e-a-sua-longa-jornada-ate-os-desktops","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=7909","title":{"rendered":"O Linux e a sua longa jornada at\u00e9 os desktops"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 de hoje que escuto as previs\u00f5es de supremacia do software livre em desktops, como tamb\u00e9m as mais absurdas teorias da conspira\u00e7\u00e3o. No entanto, parece que pouca coisa mudou em termos de ado\u00e7\u00e3o, visto que a base de usu\u00e1rios ainda se concentra na casa dos 1%. Ser\u00e1 isso mesmo? Ent\u00e3o, convido aos leitores a acompanharem o Tux e a sua longa jornada para os desktops&#8230;<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span>Por: <strong>Ednei Pacheco<\/strong><br \/>\nEm : <strong>15\/12\/2009<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1996\/1997 &#8211; As interfaces gr\u00e1ficas amig\u00e1veis<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 meados de 1996, as interfaces gr\u00e1ficas dispon\u00edveis para os sistemas GNU\/Linux eram simples e prec\u00e1rias em recursos e funcionalidades. O XFree86 &#8211; a antiga implementa\u00e7\u00e3o livre do servidor gr\u00e1fico X -, n\u00e3o dispunha dos recursos modernos at\u00e9 ent\u00e3o. E eis que surgem o KDE (1996) e o GNOME (1997), os dois maiores ambientes gr\u00e1ficos para os sistemas Unix-like. WindowMaker, IceWM e AfterStep at\u00e9 que eram bonitinhos na \u00e9poca, mas n\u00e3o chegavam aos p\u00e9s da grande dupla, assim que estiveram prontos! O Xfce ainda nem tinha nascido (2000)&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_0_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>KDE 1.0 <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>1999 &#8211; As distribui\u00e7\u00f5es friendly-users<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi no ano de 1995, o nascimento da distribui\u00e7\u00e3o Red Hat, mas s\u00f3 apenas \u00e0 partir de 1999 \u00e9 que as distribui\u00e7\u00f5es Red-likes &#8211; como o Conectiva, Mandrake e SuSE &#8211; \u00e9 que come\u00e7aram a ganhar for\u00e7a entre os usu\u00e1rios desktops. A maturidade do novo kernel linux (s\u00e9rie 2.4), a exist\u00eancia de bons utilit\u00e1rios de configura\u00e7\u00e3o e o surgimento das primeiras vers\u00f5es funcionais do KDE e GNOME foram os fatores preponderantes para a sua dissemina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_1_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_2_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Uma das vers\u00f5es do Mandrake na \u00e9poca: o amig\u00e1vel instalador e o desktop<\/em> (clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2001 &#8211; As aplica\u00e7\u00f5es poderosas<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora contasse com bons ambientes gr\u00e1ficos, um sistema operacional n\u00e3o \u00e9 nada, se n\u00e3o houverem bons aplicativos para ele, onde at\u00e9 ent\u00e3o, o GIMP era considerado o maior e mais popular aplicativo livre na \u00e9poca. Eis que surgem no horizonte, iniciativas interessantes: a Sun Microsystem libera o c\u00f3digo-fonte da su\u00edte de escrit\u00f3rios StarOffice. O novo projeto livre, ent\u00e3o batizado de OpenOffice.org, nasce com o objetivo de ser a melhor su\u00edte de escrit\u00f3rio livre. E conseguiu! Ali\u00e1s, o que seria de um desktop sem uma su\u00edte de escrit\u00f3rio?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_3_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>OpenOffice.org 1.0<\/em> (clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2002 &#8211; A popularidade dos live-CD<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos maiores inconvenientes dos usu\u00e1rios novatos que almejassem experimentar &#8220;esse tal de Linucs&#8221; estava no ato da instala\u00e7\u00e3o do sistema. Ainda que tais procedimentos fossem bem menos traum\u00e1ticos que antigamente, devido \u00e0 amigabilidade das novas distribui\u00e7\u00f5es, ainda assim era consideravelmente dif\u00edcil, devido ao pouco conhecimento t\u00e9cnico que esses usu\u00e1rios dispunham. Ent\u00e3o, com o nascimento dos live-CDs, a barreira deixou de existir, dando aos novos aventureiros uma possibilidade de testar o sistema sem gravar nada em seus HDs, preservando assim o sistema operacional pr\u00e9-instalado, seus aplicativos e dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_4_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Knoppix: uma das principais distros que popularizaram os LiveCDs <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h3>2004 &#8211; A ascens\u00e3o do Firefox<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos, a Funda\u00e7\u00e3o Mozilla vinha trabalhando em uma vers\u00e3o light de um navegador WEB baseado na engine Gecko, a mesma utilizada em sua su\u00edte de aplicativos WEB Mozilla. Mas foi em 2004, com o lan\u00e7amento da vers\u00e3o 1.0 que o Firefox se tornou a estrela da Internet. Simples, pr\u00e1tico, belo, seguro, eficiente e customiz\u00e1vel, o Firefox mostrou ao mundo que o software livre n\u00e3o \u00e9 apenas uma meia d\u00fazia de programinhas \u201cmeia-boca\u201d feito por nerds e que pode perfeitamente fazer parte de seu desktop.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_5_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Firefox 1.0 <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2005 &#8211; O suporte de integradores<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O empreendedorismo da Dell em disponibilizar distribui\u00e7\u00f5es GNU\/Linux pr\u00e9-instaladas em sua linha de produtos, a iniciativa do Governo Federal em prover incentivo aos integradores atrav\u00e9s do programa PC Popular, entre outras garantias de suporte, come\u00e7aram mostrar a for\u00e7a do Tux no mercado, mesmo sabendo que a proposta de adquirir produtos com uma distribui\u00e7\u00e3o bonita e plenamente funcional se transformou num pretexto para reduzir os pre\u00e7os praticados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_6_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Presidente Lula segura boneco do Tux, mascote do Linux <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2006 \u2013 A popularidade do Ubuntu<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora tenha sido lan\u00e7ado ainda no final de 2004, foi a partir de 2006 que o Ubuntu ganhou bastante popularidade. Constru\u00edda sobre uma distribui\u00e7\u00e3o forte e est\u00e1vel chamada Debian, o seu foco est\u00e1 na facilidade de instala\u00e7\u00e3o e na \u00f3tima experi\u00eancia em usabilidade, bem como o eficiente sistema de detec\u00e7\u00e3o de hardware. Nos anos seguintes, se tornou a distribui\u00e7\u00e3o n\u00famero um para o uso em desktops, sendo comercializada por grandes fabricantes e montadores de hardware, com destaque para a Dell.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_7_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Tela inicial do Ubuntu 6.04 <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2007 &#8211; A &#8220;for\u00e7a&#8221; do Windows Vista<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s 6 anos depois do lan\u00e7amento do Windows XP, \u00e9 anunciado o seu substituto. Mas infelizmente, os seus m\u00ednimos requerimentos de hardware se mostraram inadequados para a grande maioria dos PCs desktops que se encontravam nos lares dom\u00e9sticos. Portanto, enquanto que alguns preferiram continuar com o seu sistema antiquado (mas leve e funcional), outros aproveitaram a oportunidade de experimentar alternativas com grandes distribui\u00e7\u00f5es GNU\/Linux, com destaque para o Ubuntu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_8_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Windows Vista <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2008 &#8211; A simplicidade dos netbooks<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem poderia imaginar que uma classe de notebooks extremamente simples e baratos, com a capacidade de processamento limitada a de antigos processadores fabricados h\u00e1 6 ou 7 anos, as dimens\u00f5es minimalistas e a boa autonomia, voltado exclusivamente para a navega\u00e7\u00e3o WEB e editora\u00e7\u00e3o, se tornariam a sensa\u00e7\u00e3o do momento? Eis, os netbooks! Lan\u00e7ados a partir de 2007, a sua tela LCD claustrof\u00f3bica de 7\u201d adiou para o ano seguinte, a ascens\u00e3o das distribui\u00e7\u00f5es voltadas para este equipamento, como o Ubuntu Netbook Remix. Infelizmente, a natural resist\u00eancia dos usu\u00e1rios foi o fator preponderante para a ado\u00e7\u00e3o do Windows XP Home Edition por parte dos fabricantes como o sistema pr\u00e9-instalado, mesmo sendo mais lento e menos customiz\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_9_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A pequena tela exige uma reorganiza\u00e7\u00e3o da interface <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2009 &#8211; A computa\u00e7\u00e3o em nuvens<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">A proposta da computa\u00e7\u00e3o em nuvens \u2013 como todos j\u00e1 sabem \u2013 \u00e9 a de prover a execu\u00e7\u00e3o de aplicativos e a manuten\u00e7\u00e3o de dados \u201cnas nuvens\u201d, onde os servidores se tornam provedores de tais servi\u00e7os. Em termos pr\u00e1ticos, bastar\u00e1 t\u00e3o somente um sistema operacional, uma conex\u00e3o banda-larga e um navegador WEB, para usufruir todas estas maravilhas. Nestas condi\u00e7\u00f5es, o sistema operacional passa a ser (at\u00e9 certo ponto) \u201cirrelevante\u201d. Ent\u00e3o, porqu\u00ea n\u00e3o optar por uma distribui\u00e7\u00e3o GNU\/Linux, pois al\u00e9m de suas qualidades (gratuidade, rapidez, seguran\u00e7a, manuten\u00e7\u00e3o), n\u00e3o teremos mais aquelas cl\u00e1ssicas \u201camarras\u201d que nos obrigam a utilizar apenas um \u00fanico sistema operacional?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_10_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>EyeOS \u2013 um sistema de c\u00f3digo-aberto \u201cnas nuvens\u201d <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<h3>2010 \u2013 O Google Chrome OS<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se j\u00e1 n\u00e3o bastasse a exist\u00eancia de v\u00e1rias boas distribui\u00e7\u00f5es aptas para serem rodadas em netbooks, eis que surge no horizonte, o Google Chrome OS. Embora o kernel deste sistema operacional seja baseado no Tux, ele \u201cquebrar\u00e1\u201d o conceito tradicional de distribui\u00e7\u00e3o GNU\/Linux, substituindo as in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es &amp; bibliotecas ao disponibilizar uma estrutura de arquivos com pouqu\u00edssimas pend\u00eancias. Ao manter o navegador WEB Chrome OS como o cora\u00e7\u00e3o do sistema, sua usabilidade se concentrar\u00e1 nas aplica\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis nas nuvens, para as quais o Google possui um interessante leque de servi\u00e7os. Ainda assim, continuar\u00e1 sendo um sistema GNU\/Linux, que por sua vez, compartilhar\u00e1 com as demais distribui\u00e7\u00f5es cl\u00e1ssicas, todas as melhorias que ser\u00e3o implementadas, acelerando ainda mais a evolu\u00e7\u00e3o de todo o ecossistema livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_11_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Tela da primeira vers\u00e3o do Chrome OS publicada <\/em>(clique para ampliar)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o, quais seriam os futuros eventos a serem previstos \u00e0 favor do Tux &amp; Software Livre? A partir de agora, deixo por conta da imagina\u00e7\u00e3o de voc\u00eas! &amp;;-D<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:<br \/>\n<strong><a title=\"Permanent Link: Por que &quot;Linux nos desktops&quot; deixou de ser um tema relevante\" rel=\"bookmark\" href=\"http:\/\/www.gdhpress.com.br\/blog\/linux-desktop\/\">Por que &#8220;Linux nos desktops&#8221; deixou de ser um tema relevante<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Por Ednei Pacheco <\/strong>&lt;ednei.pacheco [at] gmail.com&gt;<br \/>\n<strong><a href=\"http:\/\/by-darkstar.blogspot.com\/\">http:\/\/by-darkstar.blogspot.com\/<\/a><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que escuto as previs\u00f5es de supremacia do software livre em desktops, como tamb\u00e9m as mais absurdas teorias da conspira\u00e7\u00e3o. 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