{"id":6885,"date":"2009-10-24T20:38:41","date_gmt":"2009-10-24T23:38:41","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=6885"},"modified":"2025-08-23T00:36:34","modified_gmt":"2025-08-23T00:36:34","slug":"darwin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=6885","title":{"rendered":"Darwin"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_0_placeholder<strong>CHARLES DARWIN <\/strong>(1809-1882) <strong><em>On the Origin of Species by Means of Natural Selection<\/em> <\/strong>( A Origem das Esp\u00e9cies por meio da Sele\u00e7\u00e3o Natural), de Charles Darwin , publicado em 1859, \u00e9 um dos mais importantes livros da hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. A teoria da evolu\u00e7\u00e3o nele apresentada libertou os cientistas de tradi\u00e7\u00f5es e supersti\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o inibidoras, tendo-os lan\u00e7ado na era da maturidade e respeitabilidade das ci\u00eancias da vida. A teoria da evolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m teria sido um tremendo impacto na psicologia americana contempor\u00e2nea, que deve sua forma e subst\u00e2ncia tanto \u00e0 influ\u00eancia da obra de Darwin como a qualquer outra id\u00e9ia ou indiv\u00edduo. Al\u00e9m disso, a teoria evolutiva exerceu uma grande influ\u00eancia sobre a obra de Sigmund Freud.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_1_placeholderA sugest\u00e3o de que os seres vivos mudam com o tempo, que \u00e9 a no\u00e7\u00e3o fundamental da evolu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teve origem em Darwin. Embora antecipa\u00e7\u00f5es intelectuais dessa id\u00e9ia geral remontem ao s\u00e9culo V a.C., s\u00f3 no final do s\u00e9culo XVIII a teoria foi investigada sistematicamente. Erasmus Darwin (o av\u00f4 de 170 quilos de Charles Darwin e Francis Galton) defendia a cren\u00e7a de que todos os animais de sangue quente tinham evolu\u00eddo a partir de um mesmo filamento vivo, animado por Deus. Em 1809, o naturalista franc\u00eas Jean Baptiste Lamarck formulou uma teoria comportamental da evolu\u00e7\u00e3o que acentuava a modifica\u00e7\u00e3o de forma corporal de um animal atrav\u00e9s dos seus esfor\u00e7os de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente, essas modifica\u00e7\u00f5es, sugeriu Lamarck, eram herdadas pelas gera\u00e7\u00f5es seguintes. De acordo com essa teoria, para dar um exemplo, a girafa desenvolveu o seu longo pesco\u00e7o no decorrer das gera\u00e7\u00f5es, por ter tido de alcan\u00e7ar ramos cada vez mais altos para encontrar comida. Em meados da d\u00e9cada de 1800, o ge\u00f3logo brit\u00e2nico Charles Lyell introduziu a no\u00e7\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o na teoria geol\u00f3gica, afirmando que a Terra tinha passado por v\u00e1rios est\u00e1gios de desenvolvimento at\u00e9 alcan\u00e7ar sua atual estrutura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que, passados tantos s\u00e9culos de aceita\u00e7\u00e3o do relato b\u00edblico da cria\u00e7\u00e3o, os cientistas foram impelidos a buscar uma explica\u00e7\u00e3o alternativa? Uma das raz\u00f5es \u00e9 que aumentavam os conhecimentos sobre as outras esp\u00e9cies que habitam a Terra. Os pesquisadores descobriam e estudava, curiosos tipos de vida animal existentes em v\u00e1rios continentes. Era inevit\u00e1vel, portanto, que alguns pensadores come\u00e7assem a perguntar como No\u00e9 poderia ter posto um par de cada um desses animais na arca. Havia simplesmente um n\u00famero grande demais de esp\u00e9cies para que se continuasse a crer na hist\u00f3ria b\u00edblica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exploradores e cientistas tinham encontrado f\u00f3sseis e ossos de criaturas n\u00e3o condizentes com o de esp\u00e9cies existentes &#8211; ossos que geralmente pertenciam a animais que um dia percorreram a Terra e desapareceram. Por conseguinte, deixara de ser poss\u00edvel considerar as formas vivas como constantes e imut\u00e1veis desde o come\u00e7o dos tempos; elas estavam sujeitas a modifica\u00e7\u00e3o. Antigas esp\u00e9cies foram extintas e novas apareceram, sendo algumas altera\u00e7\u00f5es de formas existentes. Talvez, especularam alguns cientistas, toda a natureza derive de mudan\u00e7as e ainda esteja em processo de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impacto da mudan\u00e7a continua estava sendo observado tanto no dom\u00ednio intelectual e cient\u00edfico como na vida quotidiana. A sociedade estava sendo transformada pela for\u00e7as da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Valores, rela\u00e7\u00f5es sociais e normas culturais que tinham sido constantes durante gera\u00e7\u00f5es estavam sendo destro\u00e7adas com a migra\u00e7\u00e3o de numerosos contingentes vindos de \u00e1reas rurais e cidadezinhas para os gigantescos centros urbanos fabris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobretudo, havia a crescente influ\u00eancia da ci\u00eancia. As pessoas contentavam-se menos em fundamentar seu conhecimento da natureza humana e da sociedade naquilo que a B\u00edblia e as autoridades antigas afirmavam ser verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mudan\u00e7a era o <em>Zeitgeist<\/em> da \u00e9poca. Ela afetou o lavrador, cuja vida passara a pular segundo o ritmo da m\u00e1quina, e n\u00e3o mais das esta\u00e7\u00f5es, assim como o cientista, que agora passava o tempo desvendando os segredos de um conjunto de ossos r\u00e9cem-descobertos. O clima social e intelectual tornava cientificamente respeit\u00e1vel a id\u00e9ia de uma teoria evolutiva. Houve muita especula\u00e7\u00e3o e teoriza\u00e7\u00e3o, mas, por muito tempo, foram poucas as provas capazes de sustent\u00e1-las. Ent\u00e3o, A Origem das Esp\u00e9cies forneceu tantos dados bem organizados que a id\u00e9ia de evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o p\u00f4de mais ser ignorada. A \u00e9poca exigia essa teoria, e Charles Darwin tornou-se seu ve\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando menino, Charles Darwin dava poucas indica\u00e7\u00f5es de vira a ser o zeloso cientista que o mundo iria conhecer. Na verdade, esperava-se que ele n\u00e3o fosse sen\u00e3o um ocioso cavalheiro, preocupado apenas com os esportes. Em seus primeiros anos de vida mostrou-se t\u00e3o pouco promissor que seu pai, um m\u00e9dico abastado, chegou a se preocupar em ver o jovem Charles ser a desgra\u00e7a da fam\u00edlia. Embora nunca tivesse gostado da escola nem ido bem nos estudos, Charle cedo mostrou interesse pela hist\u00f3ria natural e por colecionar moedas, conchas e minerais. Enviado pelo pai \u00e0 Universidade de Edimburgo para estudar medicina, ele a achou ma\u00e7ante. Percebendo que Charles ia mal, o pai decidiu que o jovem deveria tornar-se cl\u00e9rigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Darwin passou tr\u00eas anos na Universidade de Cambridge, e descreveu a experi\u00eancia como tempo perdido, ao menos do ponto de vista acad\u00eamico. Em termos sociais, foi uma \u00e9poca maravilhosa, que ele considerou o per\u00edodo mais feliz de sua vida. Colecionava besouros, ca\u00e7ava e passava boa parte do tempo bebendo, cantando e jogando cartas com um grupo de colegas que ele mesmo considerava dissipados e pouco dotados intelectualmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_2_placeholderUm de seus instrutores, o destacado bot\u00e2nico John Stevens Henslow promoveu a nomea\u00e7\u00e3o de Darwin como um naturalista a bordo do navio H.M.S. Beagle, que o governo brit\u00e2nico preparava para uma viagem cient\u00edfica ao redor do mundo. Essa famosa excurs\u00e3o que durou de 1831 a 1836, come\u00e7ou em \u00e1guas sul-americanas, rumou para o Taiti e a Nova Zel\u00e2ndia e voltou para a Inglaterra pela Ilha de Ascens\u00e3o e p\u00ealos A\u00e7ores, A viagem deu a Darwin a oportunidade \u00edmpar de observar uma imensa variedade de plantas e formas de vida animal, e ele coletou uma vasta quantidade de dados. Essa jornada modificou o car\u00e1ter de Darwin. Deixando a vida de diletante e amante dos prazeres, voltou \u00e0 Inglaterra como um cientista s\u00e9rio e dedicado, com uma paix\u00e3o e um objetivo na vida &#8211; promulgar sua teoria da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 1839, Darwin se casou; tr\u00eas anos mais tarde, mudou-se com a esposa para Down, uma cidadezinha a cerca de vinte e cinco quil\u00f4metros de Londres, para poder concentrar-se em sua obra sem as distra\u00e7\u00f5es da vida na cidade. Sempre mal de sa\u00fade, continuou a ser acometido por problemas f\u00edsicos, queixando-se de v\u00f4mitos, flatul\u00eancia, fur\u00fanculos, eczemas, vertigens, tremores e ataque de depress\u00e3o. Ao que parece, os sintomas eram neur\u00f3ticos, provocados por qualquer mudan\u00e7a na sua rotina di\u00e1ria. Sempre que o mundo exterior se fazia presente, impedindo-o de trabalhar, ele tinha um ataque. A enfermidade tornou-se um recurso \u00fatil, protegendo-o das quest\u00f5es da vida di\u00e1ria e propiciando-lhe a solid\u00e3o e a concentra\u00e7\u00e3o de que precisava par criar sua teoria. Um escritor denominou o problema de sa\u00fade de Darwin uma &#8220;doen\u00e7a criativa&#8221; (Pickering,1974).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a \u00e9poca do seu retorno com o Beagle, Darwin estava convencido da validade da teoria da evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Por que, ent\u00e3o, esperou vinte e dois anos antes de apresentar sua obra ao mundo? A resposta parece estar em sua atitude extremamente conservadora, um requisito de temperamento para um bom cientista. Darwin sabia que sua teoria era revolucion\u00e1ria e desejava ter certeza de que, quando a publicasse, ela tivesse provas suficientes em seu apoio. Por isso, agiu com meticulosa cautela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 em 1842 Darwin sentiu-se preparado para escrever um breve sum\u00e1rio de trinta e cinco p\u00e1ginas sobre o desenvolvimento de sua teoria. Dois anos mais tarde, ele o expandiu, redigindo um ensaio de duzentas p\u00e1ginas, mas ainda n\u00e3o estava satisfeito. Continuou a conservar suas id\u00e9ias para si, partilhando-as apenas com Charles Lyell e com o bot\u00e2nico Joseph Hoocker. Por mais quinze anos ele continuou a trabalhar com seus dados, conferindo, elaborando, revisando, para ter certeza de que, quando finalmente a publicasse, a teoria fosse inatac\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_3_placeholderNingu\u00e9m sabe quanto tempo mais Darwin teria demorado se n\u00e3o tivesse recebido, em junho de 1858, uma carta esmagadora de um certo <strong>Alfred Russel Wallace<\/strong>, um jovem naturalista. Este, enquanto convalescia de uma doen\u00e7a nas \u00cdndias Orientais, fizera o esbo\u00e7o de uma teoria da evolu\u00e7\u00e3o espantosamente semelhante \u00e0 de Darwin, embora n\u00e3o apoiada no volume de dados que Darwin acumulara. Wallace dizia que fizera o trabalho em tr\u00eas dias! Em sua carta pedia a opini\u00e3o de Darwin sobre sua teoria e a sua ajuda para conseguir public\u00e1-lo. Podemos imaginar o que Darwin sentiu diante disso, depois de mais de duas d\u00e9cadas de um trabalho penoso e cansativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Darwin tinha outra caracter\u00edstica que n\u00e3o \u00e9 incomum entre cientistas: ambi\u00e7\u00e3o pessoal. Mesmo antes de sua viagem no Beagle, ele escrevera em seu di\u00e1rio que tinha a &#8220;ambi\u00e7\u00e3o de ocupar um lugar justo entre os homens da ci\u00eancia&#8221;. E tamb\u00e9m escrevera: &#8220;Eu gostaria de atribuir menos valor a essa insignific\u00e2ncia que \u00e9 a fama&#8221; e &#8220;Detesto a id\u00e9ia de escrever para conseguir a prioridade, mas por certo ficaria aflito se algu\u00e9m publicasse as minhas doutrinas antes de mim&#8221; (Merton, 1957, pp. 647-648).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com invej\u00e1vel honestidade, contudo, Darwin refletiu sobre a carta de Wallace e decidiu: &#8220;Parece-me dif\u00edcil ter de perder a prioridade depois de tantos anos, mas n\u00e3o posso ter a certeza de que isso altere a justi\u00e7a dos caso&#8230;Seria uma desonra para mim publicar agora&#8221; (Merton, 1957, p. 648).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os amigos de Darwin, Lyelll e Hooker, sugeriram que ele lesse o trabalho de Wallace e partes de seu pr\u00f3prio livro a ser publicado numa reuni\u00e3o de Linnean Society em 1\u00ba de julho de 1858. O resto \u00e9 hist\u00f3ria. Todos os 1.250 exemplares da primeira edi\u00e7\u00e3o de A Origem das Esp\u00e9cies foram vendidas no dia da publica\u00e7\u00e3o. O livro gerou uma como\u00e7\u00e3o e uma controv\u00e9rsia imediatas, e Darwin, embora sujeito a muitos insultos e cr\u00edticas, conseguiu a &#8220;insignific\u00e2ncia que \u00e9 a fama&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra de Darwin no final do s\u00e9culo XIX foi uma importante for\u00e7a plasmadora da psicologia moderna. A teoria da evolu\u00e7\u00e3o fez surgir a estimulante possibilidade de uma continuidade no funcionamento mental entre os homens e os animais inferiores. Embora amplamente anat\u00f4micas, as provas sugeriam com vigor haver continuidade no desenvolvimento do comportamento e dos processos mentais. Se a mente humana tinha evolu\u00eddo a partir de mentes mais primitivas, existiriam semelhan\u00e7as no funcionamento mental dos homens e animais. A separa\u00e7\u00e3o entre animais e homens proposta dois s\u00e9culos antes por Descartes estava assim exposta a um s\u00e9rio questionamento, e o estudo do comportamento animal podia agora ser considerado vital para uma compreens\u00e3o do comportamento humano. Os cientistas voltaram-se para a pesquisa do funcionamento mental animal, introduzindo um novo objeto no laborat\u00f3rio de psicologia. Esse novo campo da psicologia animal iria ter amplas implica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_4_placeholderA teoria evolutiva tamb\u00e9m provocou uma mudan\u00e7a no objeto de estudo e no objetivo da psicologia. O foco dos estruturalistas era a an\u00e1lise do conte\u00fado consciente. A obra de Darwin inspirou alguns psic\u00f3logos, em especial norte-americanos, a levar em conta as poss\u00edveis fun\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia. Isso parecia a muitos investigadores mais importante do que a determina\u00e7\u00e3o dos elementos da consci\u00eancia. Assim, \u00e0 medida que a psicologia ia se voltando mais e mais para o modo de funcionamento do organismo em sua adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente, a pesquisa detalhada de elementos mentais come\u00e7ava a perder seu atrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A teoria de Darwin tamb\u00e9m influenciou a psicologia ao ampliar a metodologia que a nova ci\u00eancia podia legitimamente usar. Os m\u00e9todos empregados no laborat\u00f3rio de Wundt em Leipzig derivavam primariamente da fisiologia, em especial dos m\u00e9todos psicof\u00edsicos de Fechner. Os m\u00e9todos de Darwin, que produziam resultados aplic\u00e1veis tanto ao homem como aos animais, em nada se pareciam com t\u00e9cnicas de base fisiol\u00f3gica. Seus dados advinham de uma variedade de fontes, incluindo a geologia, a arqueologia, a demografia, observa\u00e7\u00f5es de animais selvagens e dom\u00e9sticos, e pesquisas sobre a cria\u00e7\u00e3o de animais. A sua teoria era apoiada por informa\u00e7\u00f5es vindas de todos esses campos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali estavam provas tang\u00edveis e impressionantes de que os cientistas poderiam estudar a natureza humana com outras t\u00e9cnicas al\u00e9m da introspec\u00e7\u00e3o experimental. Seguindo o exemplo de Darwin, os psic\u00f3logos que tinham sido influenciados pela teoria da evolu\u00e7\u00e3o e por sua \u00eanfase nas fun\u00e7\u00f5es da consci\u00eancia tornaram-se mais ecl\u00e9ticos no tocante a m\u00e9todos de pesquisa. Como resultado, ampliaram-se os tipos de dados reunidos p\u00ealos psic\u00f3logos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro feito da teoria da evolu\u00e7\u00e3o na psicologia foi o foco mais insistente nas diferen\u00e7as individuais. O fato da varia\u00e7\u00e3o entre membros da mesma esp\u00e9cie era evidente para Darwin em conseq\u00fc\u00eancia da sua observa\u00e7\u00e3o, durante a vigem no Beagle, de in\u00fameras esp\u00e9cies e formas. A evolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ocorrer se toda gera\u00e7\u00e3o fosse id\u00eantica \u00e0 dos seus pais. Portanto, a varia\u00e7\u00e3o era um importante pilar da teoria evolutiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os psic\u00f3logos estruturais continuavam a buscar leis gerais que abrangessem todas as mentes, os psic\u00f3logos influenciados pelas id\u00e9ias de Darwin come\u00e7aram a procurar os modos p\u00ealos quais as mentes individuais diferiam, e t\u00e9cnicas para medir essas diferen\u00e7as. A psicologia dos estruturalistas tinha pouco espa\u00e7o para considera\u00e7\u00e3o da mente dos animais ou das diferen\u00e7as individuais. Cabia aos cientistas de tend\u00eancia funcionalista a explora\u00e7\u00e3o desses problemas. Como resultado, a forma e a natureza da nova psicologia come\u00e7aram a mudar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CHARLES DARWIN (1809-1882) On the Origin of Species by Means of Natural Selection ( A Origem das Esp\u00e9cies por meio da Sele\u00e7\u00e3o Natural), de Charles Darwin , publicado em 1859, \u00e9 um dos mais importantes livros da hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o &hellip; <a href=\"https:\/\/antonini.com.br\/?p=6885\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-6885","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6885"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6885\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29958,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6885\/revisions\/29958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}