{"id":6102,"date":"2009-10-20T22:01:03","date_gmt":"2009-10-21T01:01:03","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=6102"},"modified":"2025-08-23T00:38:39","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:39","slug":"as-grandes-navegacoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=6102","title":{"rendered":"As grandes navega\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os descobrimentos mar\u00edtimos no in\u00edcio da Idade Moderna somente podem ser comparados com os de hoje, visando a conquista do espa\u00e7o. E, na verdade, a descoberta da Am\u00e9rica ou do caminho mar\u00edtimo para as \u00cdndias exigiu muito mais esfor\u00e7o e coragem dos homens daquela \u00e9poca do que, dos astronautas que viajam para a Lua. As dificuldades eram enormes e de toda a sorte. Era preciso vencer as id\u00e9ias dominadas pelas supersti\u00e7\u00f5es e fantasias. A ci\u00eancia praticamente n\u00e3o existia, pois estava misturada com crendices e absurdos. Os poucos que discordassem das verdades oficiais corriam risco de vida, sendo punidos por heresia. Al\u00e9m disso, ainda eram raros os recursos materiais \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos que desafiavam todas essas dificuldades, pelos mares desconhecidos &#8220;nunca d\u2019antes navegados&#8221;. <!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de toda sorte de dificuldades o esp\u00edrito do homem triunfou. Navegadores audazes (primeiro portugueses e espanh\u00f3is, mais tarde ingleses, franceses e holandeses) forma, pouco a pouco, vencendo os perigos dos mares e ampliando as terras conhecidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das grandes inven\u00e7\u00f5es (b\u00fassola, papel, imprensa, caravela), favoreceram as navega\u00e7\u00f5es: o desejo de aventuras; as lendas que corriam sobre os fabulosos tesouros do Oriente; a vontade de converter o cristianismo os pag\u00e3os que viviam em terras long\u00ednquas. Mas, o principal fator foi, certamente, o com\u00e9rcio das especiarias das \u00cdndias, que t\u00e3o grandes lucros alcan\u00e7avam na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa \u00e9poca, o fabrico de artigos de luxo para o vestu\u00e1rio e v\u00e1rios alimentos apreciados pelos europeus eram exclusividade do Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem controlasse as fontes de produ\u00e7\u00e3o das especiarias e seu transporte at\u00e9 a Europa teria o neg\u00f3cio mais rendoso daquele tempo. Em conseq\u00fc\u00eancia dos grandes lucros do com\u00e9rcio, vinha a prosperidade econ\u00f4mica, o crescimento das cidades e o aumento do poder pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa prosperidade foi conhecida pelas cidades da pen\u00ednsula italiana (especialmente G\u00eanova e Veneza) antes de 1553. A partir de ent\u00e3o, os turcos tomam Constantinopla e fecham o caminho seguido pelas mercadorias procedentes das \u00cdndias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a vez dos navegadores portugueses e espanh\u00f3is. Pouco a pouco se aventuram pelo Atl\u00e2ntico (at\u00e9 ent\u00e3o chamado &#8220;Mar Tenebroso&#8221;). Os portugueses contornam a \u00c1frica, atingem o Cabo das Tormentas, dobram-no e chegam \u00e0s \u00cdndias em 1498. Colombo, a servi\u00e7o dos espanh\u00f3is, j\u00e1 havia chegado \u00e0s terras americanas (pensando que fossem as \u00cdndias), em 1492.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de ent\u00e3o os descobrimentos se intensificam. Os mais remotos mares da Terra s\u00e3o singrados pelas caravelas. Novas terras e novos povos s\u00e3o descobertos. Ampliam-se os horizontes. E n\u00e3o deixam de vir as conseq\u00fc\u00eancias dessa extraordin\u00e1ria fa\u00e7anha do homem, explorando seu planeta.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Peculiaridades Sobre as Grandes Navega\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>ESPECIARIAS<\/strong> &#8211; Conjunto de mercadorias procedentes das \u00cdndias, que alcan\u00e7avam alto pre\u00e7o na Europa Medieval. As principais eram: pimenta, cravo, canela, alo\u00e9s, noz-moscada, gengibre, c\u00e2nfora, incenso, s\u00e2ndalo e perfumes.<\/li>\n<li><strong>MONOP\u00d3LIO<\/strong> &#8211; Regime de com\u00e9rcio em que um s\u00f3 comerciante controla a venda de uma ou v\u00e1rias mercadorias. Por isso o monopolista p\u00f4de quase sempre, impor pre\u00e7o elevado para seus produtos, obtendo grandes lucros. O monop\u00f3lio das especiarias fez a riqueza de Constantinopla, de Veneza e G\u00eanova, na Idade M\u00e9dia. Com a descoberta do caminho mar\u00edtimo para as \u00cdndias, o monop\u00f3lio passou para Portugal.<\/li>\n<li><strong>MARCO POLO<\/strong> &#8211; C\u00e9lebre viajante veneziano do s\u00e9culo XIII. Conheceu a Mong\u00f3lia, China, Sumatra e P\u00e9rsia. Publicou o &#8220;Livro das Maravilhas&#8221;, onde narra suas aventuras entre os povos que visitou, seus costumes e riquezas. A divulga\u00e7\u00e3o de seu livro muito influiu em seus contempor\u00e2neos, excitando-lhes o desejo de viajar pelas terras das \u00cdndias, onde havia fabulosas riquezas.<\/li>\n<li><strong>\u00cdNDIAS<\/strong> &#8211; Nome gen\u00e9rico pelo qual eram conhecidas na Europa as terras da Ar\u00e1bia, \u00cdndia, China, Jap\u00e3o e Ilhas de Sonda.<\/li>\n<li><strong>INFANTE D. HENRIQUE<\/strong> &#8211; Pr\u00edncipe portugu\u00eas, filho de D. Jo\u00e3o I, que fundou a Escola de Sagres, estimulando os estudos de Geografia, Astronomia e Navega\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7as a seu trabalho, Portugal se adiantou \u00e0s demais na\u00e7\u00f5es na fase dos descobrimentos mar\u00edtimos.<\/li>\n<li><strong>ESCOLA DE SAGRES<\/strong> &#8211; Nome pelo qual se costumam agrupar as id\u00e9ias portuguesas sobre Navega\u00e7\u00e3o, Astronomia e Geografia na fase dos descobrimentos. A escola como institui\u00e7\u00e3o parece n\u00e3o ter existido. A id\u00e9ia b\u00e1sica da Escola de Sagres, fundada na convic\u00e7\u00e3o da redondeza da Terra, era de que as \u00cdndias poderiam ser alcan\u00e7adas, contornando-se a \u00c1frica, isto \u00e9, navegando para oriente.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Conseq\u00fc\u00eancias dos Descobrimentos<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><a name=\"_Toc416803702\">I &#8211; Cient\u00edficas<\/a><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica provada a esfericidade da Terra, at\u00e9 ent\u00e3o negada pelos s\u00e1bios mais not\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Progride a Astronomia, pela necessidade de seguros pontos de refer\u00eancia para a navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aumentam os conhecimentos geogr\u00e1ficos, corrigem-se mapas, e catalogam-se novas terras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Zoologia e a Bot\u00e2nica s\u00e3o enriquecidas com o conhecimento de milhares de novas plantas e animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A arte da navega\u00e7\u00e3o e a t\u00e9cnica da constru\u00e7\u00e3o naval aperfei\u00e7oam-se bastante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><a name=\"_Toc416803703\">II &#8211; Pol\u00edticas<\/a><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pa\u00edses descobridores de novas terras projetam sua import\u00e2ncia sobre os demais, passando a formar imp\u00e9rios coloniais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G\u00eanova, Veneza e outros portos mediterr\u00e2neos perdem import\u00e2ncia, entrando em decad\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><a name=\"_Toc416803704\">III &#8211; Econ\u00f4micas<\/a><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As rotas comerciais deslocam-se do Mediterr\u00e2neo para o Atl\u00e2ntico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os portos portugueses, espanh\u00f3is e, mais tarde, ingleses, franceses e holandeses tornam-se as principais pra\u00e7as de com\u00e9rcio do globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cai o pre\u00e7o das especiarias na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Produtos americanos como o fumo, o algod\u00e3o, a batata e certas madeiras (entre as quais o pau-brasil) passam a ser usados pelos europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Am\u00e9rica introduzem-se produtos de fora, como a cana-de-a\u00e7\u00facar, o caf\u00e9, a manga, o coco da ba\u00eda e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As ricas minas de ouro e prata da Am\u00e9rica (Peru e M\u00e9xico) fazem cair o valor daqueles metais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado aumenta a circula\u00e7\u00e3o das moedas; crescem os bancos e a burguesia enriquece-se cada vez mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong><span style=\"font-family: Arial;\"><a name=\"_Toc416803705\">IV &#8211; Sociais<\/a><\/span><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><strong> <\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O enriquecimento da burguesia, atrav\u00e9s do aumento do com\u00e9rcio e do ac\u00famulo do ouro e prata nos bancos, faz subir sua influ\u00eancia social e pol\u00edtica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><span style=\"font-family: Arial;\"><a name=\"_Toc416803706\">V &#8211; Religiosas<\/a><\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong>Milh\u00f5es de habitantes das terras descobertas s\u00e3o catequizados. Aumenta a influ\u00eancia do cristianismo, pela sua expans\u00e3o geogr\u00e1fica e n\u00famero de fi\u00e9is.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Biografia &#8211; Vasco da Gama<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_0_placeholderGrande navegador portugu\u00eas a quem coube realizar a descoberta do caminho mar\u00edtimo para as \u00cdndias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nasceu em 1469. Destacou-se nas lutas travadas pelas for\u00e7as portuguesas na \u00c1frica. Em 8 de julho de 1497 parte de Lisboa comandando uma frota que, ap\u00f3s, agitada viagem, atinge Calicut dez meses depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de uma estada no Oriente, repleta de aventuras, Vasco da Gama retorna a Lisboa, levando grande volume de especiarias para o Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chega \u00e0 p\u00e1tria em agosto de 1499, sendo recebido com festas e comemora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em reconhecimento pelo seu trabalho, recebe os t\u00edtulos de Conde de Vidigueira, Almirante dos Mares das \u00cdndias, H\u00e1bito da Ordem de Cristo, uma pens\u00e3o anual (de trezentos mil r\u00e9is) e o tratamento de Dom.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volta \u00e0 \u00cdndia em 1502, onde reprime manifesta\u00e7\u00f5es com energia extrema. Morre no Natal de 1524, em Cochim, j\u00e1 no reinado de D. Jo\u00e3o III.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Documenta\u00e7\u00e3o &#8211; O Tratado de Tordesilhas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A descoberta da Am\u00e9rica em 1492 por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, genov\u00eas a servi\u00e7o da Espanha, provocou grande rea\u00e7\u00e3o em Portugal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde a subida ao trono de D. Jo\u00e3o I (1385), um s\u00e9culo antes, Portugal desenvolvia sua pol\u00edtica de expans\u00e3o mar\u00edtima, estimulando a navega\u00e7\u00e3o e conquistando palmo a palmo o caminho atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico, para tentar chegar \u00e0s t\u00e3o cobi\u00e7adas \u00cdndias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00e1rias tinham sido j\u00e1 suas vit\u00f3rias. O sul da \u00c1frica fora atingido em 1486 por Bartolomeu Dias e esperava-se, com pequeno esfor\u00e7o, chegar ao Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso era preciso garantir o controle do Atl\u00e2ntico Sul, a fim de evitar que outra pot\u00eancia (na \u00e9poca a Espanha) pudesse preceder Portugal na conquista do Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eis porque D. Jo\u00e3o II protesta junto \u00e0 Espanha e reivindica as terras descobertas por Colombo para a coroa portuguesa, baseado numa bula do Papa Sixto IV (1481).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os reis da Espanha, D. Fernando e D. Isabel, apelam para o novo Papa, o espanhol Alexandre VI. Este baixa outra bula, garantindo \u00e0 Espanha todas as terras situadas al\u00e9m de 100 l\u00e9guas a oeste das ilhas dos A\u00e7ores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portugal protesta e amea\u00e7a ir \u00e0 guerra contra a Espanha. S\u00e3o enviados emiss\u00e1rios \u00e0 corte espanhola, que procuram defender o direito de Portugal ao Atl\u00e2ntico Sul e \u00e0s terras que ali se encontrassem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim do debate, os soberanos ib\u00e9ricos acordam entre si por um documento chamado Tratado de Tordesilhas. Seriam portuguesas as terras localizadas a leste de um meridiano situado a 370 l\u00e9guas a ocidente das ilhas de Cabo Verde. As terras situadas a oeste do citado meridiano seriam espanholas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A linha de Tordesilhas passava por onde hoje est\u00e3o as cidades brasileiras de Bel\u00e9m (ao norte) e Laguna (ao sul). Por esse Tratado, grande parte do Brasil j\u00e1 pertencia a Portugal, antes mesmo da sua descoberta por Cabral.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Crist\u00f3v\u00e3o Colombo<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">ngg_shortcode_1_placeholderO descobridor da Am\u00e9rica nasceu em G\u00eanova, de fam\u00edlia humilde. Apesar de pouca cultura, era dotado de grande intelig\u00eancia e esp\u00edrito de observa\u00e7\u00e3o. Grande interessado pelo mar, procurava conhecer tudo que se relacionasse com a navega\u00e7\u00e3o. Atrav\u00e9s de documentos de seu sogro, Perestelo ficou convencido da exist\u00eancia de terras situadas a oeste das ilhas de Cabo Verde, A\u00e7ores e Can\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Portugal, prop\u00f4s realizar para o rei D. Jo\u00e3o II uma viagem \u00e0s \u00cdndias, navegando para oeste. Sendo repelido, dirige-se para a Espanha, onde, ap\u00f3s longa espera, \u00e9 atendido pela rainha Isabel, a Cat\u00f3lica que lhe fornece 3 caravelas: Santa Maria, Pinta e Ni\u00f1a. Vencendo in\u00fameras dificuldades para tripular seus navios, Colombo parte, a 3 de agosto de 1492, de Palos, na Espanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s acidentada viagem pelos mares desconhecidos, enfrentando a fome, a incerteza, a revolta dos marinheiros apavorados pela demora, \u00e9 avistada terra no dia 12 de outubro. Era a ilha de Guanaani, batizada por Colombo de S\u00e3o Salvador. Pouco mais tarde descobre Cuba e Haiti (batizada de Hispaniola).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recebido com honras na sua volta, Colombo ainda faz mais 3 viagens \u00e0 Am\u00e9rica. Na 3.\u00aa \u00e9 v\u00edtima de inimigos e volta algemado para a Espanha. Libertado, faz sua 4.\u00aa e \u00faltima viagem, regressando \u00e0 Espanha desgostoso. Morre pobre e esquecido em 1506, num convento em Valadolid.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os descobrimentos mar\u00edtimos no in\u00edcio da Idade Moderna somente podem ser comparados com os de hoje, visando a conquista do espa\u00e7o. 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