{"id":5941,"date":"2009-10-19T22:07:37","date_gmt":"2009-10-20T01:07:37","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5941"},"modified":"2025-08-23T00:38:42","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:42","slug":"os-persas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5941","title":{"rendered":"Os Persas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entre o mar C\u00e1spio e o golfo P\u00e9rsico fixaram-se, a partir do nono s\u00e9culo a.C., dois povos de origem indo-europ\u00e9ia: os Medos e os Persas. Os primeiros ocuparam as terras f\u00e9rteis do sul do mar C\u00e1spio e logo desenvolveram seu reino independente (800 a.C.). Mais tarde (612 a.C.) tiveram de libertar-se do jugo ass\u00edrio, que os havia submetido juntamente com toda a legi\u00e3o.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ci\u00e1xares, rei da M\u00e9dia, aliou-se a Nabopalasar, da Babil\u00f4nia, destruindo N\u00ednive. A M\u00e9dia passou a expandir suas fronteiras. Morto Ci\u00e1xares, seu filho Ast\u00edages n\u00e3o teve a simpatia dos nobres de sua corte, que se aliaram a Ciro, rei da P\u00e9rsia; este o derrotou, fundindo a M\u00e9dia e a P\u00e9rsia em um s\u00f3 reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os persas, habitando a regi\u00e3o mais ao sul, pr\u00f3xima do golfo P\u00e9rsico, n\u00e3o tinham os recursos naturais de seus vizinhos do norte. Sua vida era mais dura e assim tamb\u00e9m a disciplina com que eram criados seus filhos: aprendiam a montar a cavalo, a manejar o arco e a jamais mentir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a conquista da M\u00e9dia, o poder dos persas passou a crescer e a assustar alguns de seus vizinhos. Entre eles estava Creso, rei da L\u00eddia, que resolve fazer uma guerra preventiva contra Ciro. N\u00e3o \u00e9 feliz, por\u00e9m, e seu ex\u00e9rcito \u00e9 derrotado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vendo-se perdido, para fugir \u00e0 vingan\u00e7a de Ciro, Creso manda armar uma grande fogueira. Nela se atira com toda a fam\u00edlia. O rei persa, chegando a tempo, salva da fogueira seu advers\u00e1rio. E, demonstrando grande generosidade, transforma-o em um de seus conselheiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a conquista da L\u00eddia, Ciro estende seus olhos para a Mesopot\u00e2mia, de onde os Medas, um dos povos componentes da na\u00e7\u00e3o persa, sa\u00edram ap\u00f3s ajudarem a aniquilar o Imp\u00e9rio Ass\u00edrio, s\u00e9culos antes. Era preciso vencer a Babil\u00f4nia para dilatar seus dom\u00ednios at\u00e9 o Mediterr\u00e2neo. Em 538 as tropas persas derrotam os babil\u00f4nios com grande facilidade, sendo destronado Baltasar, \u00faltimo rei dos caldeus, famoso pelo seu gosto pelos prazeres e festins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao vencer a babil\u00f4nia, Ciro deu mais uma vez mostra do seu esp\u00edrito generoso: liberta o povo hebreu, ali cativo desde (612 a.C.), quando foi vencido, na Palestina, por Nabucodonosor. Os hebreus retornam \u00e0 sua terra e reedificam o templo de Salom\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00fanico grande imp\u00e9rio at\u00e9 ent\u00e3o livre do dom\u00ednio persa era o Egito. Ciro, por\u00e9m, n\u00e3o o conquista, tendo morrido em 529 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu filho Cambises, o novo rei, empreende a conquista do Egito. Em 525 a.C., na batalha de Pelusa, os eg\u00edpcios s\u00e3o vencidos com certa facilidade. Os persas demonstrando habilidade, colocaram numerosos gatos \u00e0 frente de seu ex\u00e9rcito. Sendo aqueles animais considerados sagrados, os eg\u00edpcios para n\u00e3o feri-los, acabaram sendo derrotados. Ao contr\u00e1rio de Ciro, Cambises n\u00e3o era inteligente nem generoso. N\u00e3o sabia respeitar os povos conquistados. Por sua ordem foi morto o Boi \u00c1pis, animal sagrado para os eg\u00edpcios, provocando grande como\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, n\u00e3o soube reprimir desordens nem abusos no pa\u00eds vencido. Tendo ordenado a morte de seu pr\u00f3prio irm\u00e3o, para n\u00e3o ter concorrente ao trono, Cambises n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de sufocar uma revolta ocorrida na P\u00e9rsia, durante sua campanha do Egito. Desesperado, suicidou-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu sucessor foi D\u00e1rio, o Grande Rei, cujos primeiros atos foram sufocar as revoltas que se espalhavam pelo reino e derrotar alguns rivais que pretendiam o trono. A seguir, tratou de expandir ainda mais seu imp\u00e9rio, que ia do rio Indo at\u00e9 a Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir, deu-lhe organiza\u00e7\u00e3o. Dividiu-o em 31 prov\u00edncias ou Satr\u00e1pias, \u00e0 frente de cada uma colocou um nobre de sua confian\u00e7a. Apesar disso tinha v\u00e1rios funcion\u00e1rios que visitavam as Satr\u00e1pias em seu nome, ouvindo o povo e vendo os atos do S\u00e1trapa. Eram os &#8220;olhos e ouvidos do rei&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a esses funcion\u00e1rios, Dario mantinha inteiro controle sobre seus vastos dom\u00ednios. Estradas reais ligavam todas as prov\u00edncias, permitindo o r\u00e1pido deslocamento de tropas e as transa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dario, apesar de n\u00e3o ser o criador da moeda, foi seu divulgador. Mandou cunhar o &#8220;D\u00e1rico&#8221;- moeda nacional, que circulava em todas as Satr\u00e1pias, facilitando o com\u00e9rcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi digno de admira\u00e7\u00e3o o sistema de correios, estabelecido no Imp\u00e9rio Persa. Mensageiros velozes faziam chegar a correspond\u00eancia a todas as cidades mais importantes, mantendo sua unidade pol\u00edtico-administrativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um perfeito sistema de cobran\u00e7a de impostos tornou pr\u00f3spero o tesouro real, aumentando cada vez mais o prest\u00edgio desse rei, quase Todo-Poderoso. A ocidente de seus dom\u00ednios, por\u00e9m, despertava um povo de navegadores, que come\u00e7ou a preocupar Dario. Eram os gregos, que haviam ajudado algumas col\u00f4nias persas do Mediterr\u00e2neo a revoltarem-se contra o Grande Rei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para punir os gregos, Dario ordena uma expedi\u00e7\u00e3o militar. Os persas s\u00e3o derrotados, na plan\u00edcie de Maratona, perto da cidade de Atenas (490 a.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dario morre sem vencer os gregos. Seu filho Xerxes, prosseguindo a guerra, tamb\u00e9m \u00e9 derrotado nas batalhas de Salamina e Plat\u00e9ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desistindo de combater os gregos em seu territ\u00f3rio, os persas recuam. Mais tarde, o grande conquistador maced\u00f4nio Alexandre, tendo dominado os gregos avan\u00e7a sobre o territ\u00f3rio persa, sem encontrar resist\u00eancia s\u00e9ria. Termina por conquistar o grande Imp\u00e9rio, cujo \u00faltimo rei, Dario III, fora assassinado por um de seus S\u00e1trapas, durante a campanha de Alexandre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O Grande Imp\u00e9rio Que Durou Dois S\u00e9culos<\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leste da Mesopot\u00e2mia ficam situadas terras elevadas &#8211; o planalto do Ir\u00e3. Seu clima \u00e9 extremamente rude. O calor abrasador e a pequena queda de chuvas faz aparecer o deserto no interior. Por outro lado sopram ventos velozes e, no inverno, a temperatura cai abaixo de zero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao sul do mar C\u00e1spio localizaram-se, a partir do ano 2000 a.C., os <strong>medas<\/strong>, de ra\u00e7a indo-europ\u00e9ia, formando o reino da <strong>M\u00e9dia<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas proximidades do Golfo P\u00e9rsico, ao sul do planalto, estabeleceram-se os <strong>persas<\/strong>, povo da mesma origem dos medas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Inicialmente, os medas dominam os persas e chegam a fazer guerra aos ass\u00edrios, sitiando sua capital (N\u00ednive) e derrotando os generais de Assurbanipal. O organizador dos medas foi <strong>Fravortes<\/strong>, sucedido por <strong>Ci\u00e1xares <\/strong>&#8211; o verdadeiro construtor do Imp\u00e9rio <strong>Meda<\/strong>. Aliado a Nabopalasar, rei da Babil\u00f4nia, destr\u00f3i N\u00ednive e o poderio dos ass\u00edrios. Ap\u00f3s Ci\u00e1xares, sobre ao trono da M\u00e9dia seu filho Ast\u00edages, que se revela fraco e indeciso. A M\u00e9dia \u00e9, ent\u00e3o, conquistada por Ciro, rei dos persas, que une os dois reinos sob sua dire\u00e7\u00e3o, come\u00e7ando a forma\u00e7\u00e3o do maior imp\u00e9rio at\u00e9 ent\u00e3o organizado no Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os persas, sob Ciro, estendem sua domina\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00eddia, salvando da morte o rei Creso, que tentara suicidar-se, ao ser vencido. A seguir, as tropas persas avan\u00e7am para as margens do Mediterr\u00e2neo, combatendo as col\u00f4nias gregas que se aviam aliado a Creso, contra Ciro. Marcha depois para leste, estendendo seus dom\u00ednios at\u00e9 o Rio Indo. Em seguida ataca a Babil\u00f4nia, onde \u00e9 recebido festivamente. Ali presta homenagem ao deus Marduk e \u00e9 generoso com os judeus, cativos desde os tempos de Nabucodonosor. Devolve-lhes os objetos sagrados que haviam sido roubados pelos babil\u00f4nios e lhes permite voltar \u00e0 Palestina, para reconstru\u00edrem o templo de Jerusal\u00e9m. A seguir anexa a seus dom\u00ednios a S\u00edria e a Palestina. Pretendeu conquistar o Egito, mas vem a falecer e \u00e9 sepultado em Pas\u00e1rgada. Seu filho Cambises herda o trono. Bastante diferente do pai, invejoso, cruel e sanguin\u00e1rio, seu reinado \u00e9 uma sucess\u00e3o de crimes e desastres. Antes de partir para conquistar o Egito, manda assassinar secretamente seu irm\u00e3o. No Egito, submetido \u00e0s suas tropas na batalha de Pelusa, pratica todos os excessos: executa o fara\u00f3, viola m\u00famias e templos, pune cruelmente a popula\u00e7\u00e3o. Suas tropas partem para conquistar Cartago, mas voltam do caminho, dizimadas pelas perdas de soldados no deserto. Tenta, a seguir, ocupar a N\u00fabia e a L\u00edbia, sem sucesso. Enfurecido e atribuindo aos eg\u00edpcios seu fracasso, mata o boi \u00c1pis, provocando geral consterna\u00e7\u00e3o. Em 522 a.C., retira-se do Egito e vem a saber que o trono persa estava ocupado por um usurpador, Gaumata, que se fazia passar pelo seu irm\u00e3o assassinado. Regressa \u00e0s pressas \u00e0 P\u00e9rsia, mas, desesperado, acaba por suicidar-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um per\u00edodo de lutas internas e nas col\u00f4nias, sobe ao trono Dario. Seu primeiro trabalho \u00e9 sufocar as revoltas e impor sua autoridade. Ap\u00f3s 7 anos de lutas \u00e9 o rei incontest\u00e1vel dos persas e de todo o seu imp\u00e9rio. A seguir estabelece uma organiza\u00e7\u00e3o administrativa extraordin\u00e1ria, atrav\u00e9s da qual dirige com m\u00e3o de ferro suas Satr\u00e1pias. Ao fim de seu governo faz guerra aos gregos da Europa e \u00e9 derrotado. Morre sem poder vingar-se. Seu filho Xerxes, bem como os outros sucessores, tamb\u00e9m n\u00e3o conseguem triunfar sobre os gregos, em guerras que se estendem por meio s\u00e9culo (492-449 a.C.). Ao fim, enfraquecido, o grande imp\u00e9rio \u00e9 conquistado por Alexandre da Maced\u00f4nia que, com a queda de Pers\u00e9polis (330 a.C.), liquida-o definitivamente. Menos de 200 anos bastaram para fazer ruir por terra o poderoso imp\u00e9rio de Ciro e Dario, apesar de sua grande vitalidade e magn\u00edfica organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alguns Aspectos do Imp\u00e9rio Persa<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\nngg_shortcode_0_placeholder<\/p>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>O GRANDE REI<\/strong> &#8211; Dario ficou conhecido pelos seus contempor\u00e2neos como &#8220;o Grande Rei&#8221;. Isso se deve em parte \u00e0 sua extraordin\u00e1ria capacidade administrativa: cria\u00e7\u00e3o das Satr\u00e1pias; constru\u00e7\u00e3o de estradas; eficiente sistema de correis; vulgariza\u00e7\u00e3o da moeda; controle s\u00e1bio de numerosos povos de cultura diferente que lhe pagavam tributos, respeitando sua soberania; eficiente dispositivo militar. O imp\u00e9rio persa estendia-se, ao tempo de Dario, dos mares Mediterr\u00e2neo, Negro, C\u00e1spio e Aral ao deserto da Ar\u00e1bia, Golfo P\u00e9rsico e Oceano \u00cdndico. A leste ia at\u00e9 o rio Indo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>ARQUITETURA <\/strong>&#8211; Ao contr\u00e1rio do Egito, na P\u00e9rsia, dominava uma religi\u00e3o sem \u00eddolos e templos. Assim as artes sofreram influ\u00eancia de outra ordem. A arquitetura, por exemplo, em vez de construir templos, edificou pal\u00e1cios majestosos, como os de Pers\u00e9polis, Susa, Ecb\u00e1tana e Pas\u00e1rgada. Apesar de sofrer forte influ\u00eancia dos povos vizinhos, a arquitetura persa teve algo de nacional, especialmente na forma de seus capit\u00e9is, representando cabe\u00e7as de touros. Al\u00e9m dos pal\u00e1cios reais, os arquitetos persas distinguiram-se na constru\u00e7\u00e3o dos t\u00famulos para seus reis.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>ESCULTURA<\/strong> &#8211; A escultura quase sempre est\u00e1 a servi\u00e7o da arquitetura. Na P\u00e9rsia ficaram famosas as est\u00e1tuas de touros alados, e as decora\u00e7\u00f5es em baixo-relevo nas paredes dos pal\u00e1cios reais, representando cenas da \u00e9poca. Eram feitas em pedra ou tijolos esmaltados, \u00e0 semelhan\u00e7a dos ass\u00edrios. Al\u00e9m desses materiais eram tamb\u00e9m utilizados: o ouro, o bronze e o marfim, sob a forma de placas, decorando as paredes dos pal\u00e1cios.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Adoradores do Fogo<\/strong><\/h4>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos primeiros tempos os persas eram adoradores dos elementos b\u00e1sicos da natureza: a luz (dividida em &#8220;luz do dia&#8221; &#8211; Sol e &#8220;luz da noite&#8221; &#8211; Lua); a \u00e1gua; a terra e o vento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do s\u00e9culo VII a.C. uma reforma profunda produziu-se. Inspirados em <strong>Zoroastro <\/strong>ou <strong>Zaratustra<\/strong>, o padroeiro da <strong>Alquimia<\/strong>,<strong> <\/strong>criou-se na P\u00e9rsia o <em>Mazde\u00edsmo<\/em>, religi\u00e3o que se baseia na exist\u00eancia de dois poderes: o Bem (Ormuz) e o Mal (Arim\u00e3).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As duas for\u00e7as est\u00e3o permanentemente em luta. Ormuz personifica todas as coisas e sentimentos bons da vida. Arim\u00e3, todos os v\u00edcios e atitudes negativas. Na luta entre o Bem e o Mal o homem deve participar ao lado de Ormuz. Ao fim dos tempos, o Bem triunfar\u00e1, mas os homens podem ajudar a antecipar sua vit\u00f3ria final, praticando a virtude, amando o trabalho, combatendo a mentira, lutando contra as ervas daninhas e os animais prejudiciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O homem tem uma alma imortal. \u00c0 sua morte ele \u00e9 julgado pelas obras que praticou. Se foi bom, atravessar\u00e1 uma ponte larga e segura sobre um abismo e herdar\u00e1 o para\u00edso. Se foi mau, a ponte se estreitar\u00e1 cada vez mais, e ele cair\u00e1 no abismo de trevas onde sofrer\u00e1 os castigos infernais. Se suas obras boas equivalerem \u00e0s m\u00e1s, ir\u00e1 para um terceiro local &#8211; um purgat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O corpo era considerado &#8220;propriedade&#8221; de Arim\u00e3 e, como tal, desprezado ap\u00f3s a morte. Para n\u00e3o profanar a terra, os cad\u00e1veres eram dependurados em postes, onde ficavam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos abutres. Em casos especiais eram cobertos de cera e enterrados. Somente aos reis, devido \u00e0 sua natureza divina, eram dados t\u00famulos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fogo era adorado ao ar livre, geralmente em pontos elevados, onde se erguiam altares para seu culto. Devido a isso, s\u00e3o desconhecidos templos religiosos na P\u00e9rsia, ao contr\u00e1rio de outros povos vizinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de Zoroastro sua religi\u00e3o sofreu modifica\u00e7\u00f5es. Ainda hoje, por\u00e9m, tem seguidores na \u00cdndia &#8211; os <em>P\u00e1rsis<\/em>, com cerca de 100 mil adeptos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mithrydathes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rei do Ponto, um reino no oriente m\u00e9dio em terras do atual Ir\u00e3 e que fora uma Satr\u00e1pia Persa durante muitos anos, foi o primeiro a pesquisar os venenos e a procurar seus ant\u00eddotos, fazendo seus ensaios imunol\u00f3gicos em seus prisioneiros de guerra, sendo ele considerado o precursor das horrendas e cru\u00e9is experi\u00eancias realizadas por m\u00e9dicos e &#8220;cientistas&#8221; durante as grandes guerras, como p\u00f4r exemplo o sombrio holocausto nazista da segunda guerra mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_1_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o mar C\u00e1spio e o golfo P\u00e9rsico fixaram-se, a partir do nono s\u00e9culo a.C., dois povos de origem indo-europ\u00e9ia: os Medos e os Persas. 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