{"id":5925,"date":"2009-10-19T21:28:37","date_gmt":"2009-10-20T00:28:37","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5925"},"modified":"2025-08-23T00:38:42","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:42","slug":"hipocrates-de-cos-e-outros-alquimistas-gregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5925","title":{"rendered":"Hip\u00f3crates de C\u00f3s e outros Alquimistas gregos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Diz uma lenda grega antiga que o deus <strong>ASCL\u00c9PIO<\/strong> tinha um descendente e ele se chamava <strong>HIP\u00d3CRATES DE C\u00d3S<\/strong><span style=\"font-family: Algerian;\">. <\/span>Segundo a lenda, <strong>Hip\u00f3crates <\/strong>era descendente do Deus <strong>Ascl\u00e9pio<\/strong> por parte de pai e do her\u00f3i <strong>H\u00e9rcules<\/strong> por parte de m\u00e3e.<!--more--><\/p>\nngg_shortcode_0_placeholder\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hip\u00f3crates <\/strong>(em grego, <strong>\u1f39\u03c0\u03c0\u03bf\u03ba\u03c1\u03ac\u03c4\u03b7\u03c2<\/strong>)<strong> <\/strong>era grego e nasceu em 460a.C., na ilha de <strong>C\u00f3s<\/strong> (por isso era cognominado de <strong>Hip\u00f3crates de C\u00f3s)<\/strong>, na costa da \u00c1sia Menor. A data de sua morte \u00e9 incerta: alguns dizem que viveu 85 anos, outros lhe d\u00e3o 110 anos. Foi sepultado em Larissa, na Tess\u00e1lia , e durante muitos s\u00e9culos o povo da cidade venerou o t\u00famulo de <strong>Hip\u00f3crates<\/strong>, onde um enxame de abelhas tinha constru\u00eddo seus favos. Supunha-se que o mel dali recolhido tinha grandes qualidades curativas. Essa cren\u00e7a demonstra at\u00e9 que ponto a fama do s\u00e1bio se havia propagado. Segundo seus bi\u00f3grafos, ele foi membro da <strong>Sociedade dos Asclep\u00edades <\/strong>(os filhos de <strong>Ascl\u00e9pio<\/strong>), uma associa\u00e7\u00e3o <strong>Ma\u00e7\u00f4nica <\/strong>daquelas \u00e9pocas, que congregava os s\u00e1bios, os estudiosos e os eruditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hip\u00f3crates <\/strong>viveu h\u00e1 quase 2500 anos e sua vida n\u00e3o \u00e9 conhecida com exatid\u00e3o. Como acontece com todos os homens de fama, os fatos reais ganham uma aura de lenda. Por esse motivo, as volumosas biografias de <strong>Hip\u00f3crates, <\/strong>encontradas em antigas bibliotecas, narram fantasiosamente epis\u00f3dios de sua inf\u00e2ncia, descrevem suas viagens, relatam mesmo suas \u00e1speras discuss\u00f5es com os terapeutas de seu tempo. Estes se utilizavam mais da magia do que da ci\u00eancia. <strong>Hip\u00f3crates<\/strong>, n\u00e3o. Como verdadeiro precursor que foi, realizava at\u00e9 trepana\u00e7\u00f5es do cr\u00e2nio, sob o olhar atento de seus disc\u00edpulos. Praticava essa opera\u00e7\u00e3o &#8211; audaciosa para sua \u00e9poca &#8211; a fim de eliminar o excesso de l\u00edquido encef\u00e1lico, causador da perda de vis\u00e3o. Este tipo de cirurgia perdurou por muitos s\u00e9culos, sendo abandonada no final da idade m\u00e9dia e retomada no come\u00e7o deste s\u00e9culo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a lenda, <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> teria inicialmente praticado sua proped\u00eautica em <strong>C\u00f3s<\/strong>, tratando os doentes que buscavam as fontes termais da cidade. Viajou pelas cidades e pa\u00edses do mundo grego, estudando a constitui\u00e7\u00e3o f\u00edsica das popula\u00e7\u00f5es e suas doen\u00e7as mais freq\u00fcentes. Teria chegado at\u00e9 <strong>Cnido<\/strong> (onde havia uma escola de <strong>Alquimia<\/strong>), <strong>Tess\u00e1lia<\/strong>, <strong>Egito <\/strong>e <strong>C\u00edtia<\/strong>. Entre seus clientes figuravam muitos chefes de Estado. Consta que recusou um convite de <strong>Artaxerxes I <\/strong>para atender ao ex\u00e9rcito persa, vitimado por uma epidemia. Para isso alegou que sua honra n\u00e3o lhe permitia socorrer inimigos de sua p\u00e1tria, pois Artaxerxes I era rei da <strong>P\u00e9rsia, <\/strong>e os <strong><em>m\u00e9dicos<\/em><\/strong> (como eram chamados os persas) eram inimigos figadais dos gregos e volta e meia tentavam invadir e dominar a pen\u00ednsula grega, sendo que o Egito antigo, outro grande centro de estudos e difus\u00e3o da <strong>alquimia<\/strong>, tanto que criaram at\u00e9 a <strong>neurocirurgia,<\/strong> foi dominado por <strong>Cambises<\/strong>, filho de <strong>Ciro,<\/strong> que conseguiu esse feito devido ao desgaste das dinastias de <strong>Fara\u00f3s <\/strong>que governavam o pa\u00eds naquelas \u00e9pocas, mas foram expulsos quando do hist\u00f3rico <strong>renascimento Sa\u00edta<\/strong>, uma revolu\u00e7\u00e3o que dominou o trono do Egito, levou a capital para a cidade de <strong>Sa\u00eds, <\/strong>por isso o nome de renascimento Sa\u00edta, e expulsou os invasores <strong>m\u00e9dicos<\/strong>, sendo que esse termo refere-se diretamente aos <strong>Persas<\/strong>, bastando para se comprovar isso, o t\u00edtulo que \u00e9 dado dentro da hist\u00f3ria da humanidade para as guerras travadas entre gregos e persas, chamadas classicamente de <strong><em>Guerras M\u00e9dicas. <\/em><\/strong>Como existiam diversas escolas de Alquimia na P\u00e9rsia antiga, provavelmente o nome <strong>Medicina<\/strong> tenha sido adotado pelos profissionais emancipados em 1240 devido aos estudos nelas realizados e que iam desde a anatomia at\u00e9 a alquimia pura com investiga\u00e7\u00f5es acerca da transmuta\u00e7\u00e3o de metais em ouro e muitos outros estudos. Como se sabe e se pode provar historicamente, a alquimia antiga \u00e9 a farm\u00e1cia de hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hip\u00f3crates <\/strong>estabeleceu os passos principais a serem seguidos pelo terapeuta: primeiro, a <strong><em>anamnese<\/em><\/strong> que \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o que leva \u00e0 formula\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses sobre a doen\u00e7a, depois vinha a <strong><em>diagnose<\/em><\/strong>, ou seja, a identifica\u00e7\u00e3o da mol\u00e9stia e por \u00faltimo a <strong><em>terapia<\/em><\/strong>, isto \u00e9, os meios de cura. Como que a pr\u00f3pria natureza humana reage \u00e0s doen\u00e7as, segundo os postulados <strong>Hipocr\u00e1ticos<\/strong>, a tarefa do terapeuta se resumia em ajudar ao m\u00e1ximo esta capacidade natural de restabelecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>&#8220;Os sintomas n\u00e3o s\u00e3o doen\u00e7a&#8221;.<\/em> <\/strong> Essa afirma\u00e7\u00e3o foi uma descoberta valiosa da <strong>escola Hipocr\u00e1tica<\/strong>. <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> descreveu sintomas de muitas doen\u00e7as e indicou seu tratamento. Deixou extenso receitu\u00e1rio, \u00e0 base de plantas, que hoje est\u00e1 inteiramente superado: na \u00e9poca n\u00e3o se conheciam bem a anatomia e a fisiologia. Seu m\u00e9rito foi apontar, com o dedo de mestre, o m\u00e9todo pelo qual a <strong>proped\u00eautica <\/strong>se tornaria uma ci\u00eancia, e colocar em <strong>papiros<\/strong>, o &#8220;caderno de anota\u00e7\u00e3o ou papel&#8221; daquelas \u00e9pocas, os ensinamentos e experi\u00eancias colhidas quando de sua passagem pelas escolas de Alquimia da <strong>P\u00e9rsia <\/strong>e do <strong>Egito antigo<\/strong>, principalmente neste \u00faltimo, em cujas escolas de alquimia ele aprendeu as pr\u00e1ticas cir\u00fargicas, especialmente a trepana\u00e7\u00e3o de cr\u00e2nios que deu origem a neurocirurgia, com os sacerdotes do <strong>Fara\u00f3<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta dos anos 300a.C., come\u00e7aram a circular textos de <strong>proped\u00eautica<\/strong> que ficaram conhecidos como <strong>Cole\u00e7\u00e3o Hipocr\u00e1tica<\/strong>. O nome de <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> merecia tanto respeito que servia para englobar num s\u00f3 grupo os trabalhos inspirados em sua doutrina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esta raz\u00e3o, tem sido colocada em d\u00favida a autoria desses livros: se alguns seguramente pertencem ao mestre, outros se devem a disc\u00edpulos e seguidores. A Cole\u00e7\u00e3o comp\u00f5e-se de 53 tratados, nos quais se pode descobrir os ensinamentos de <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> e ter uma id\u00e9ia do que pensava. A ele s\u00e3o atribu\u00eddos os seguintes escritos: <strong><em>O Juramento, Tratado Sobre o Mal Sagrado, Os Ares, As \u00c1guas e os Lugares, O Progn\u00f3stico, <\/em><\/strong>o primeiro e terceiro livros do <strong><em>Tratado sobre Epidemias<\/em><\/strong> e mais <strong><em>A Proped\u00eautica antiga <\/em><\/strong>e os <strong><em>Aforismos<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Cole\u00e7\u00e3o Hipocr\u00e1tica est\u00e1 entre as primeiras obras que abordaram a Proped\u00eautica como ci\u00eancia natural e experimental. Hip\u00f3crates separou a proped\u00eautica da filosofia, tirando-a do caminho da especula\u00e7\u00e3o abstrata para coloc\u00e1-la na trilha do estudo racional. Em outras palavras, recorreu \u00e0 raz\u00e3o para avaliar os dados extra\u00eddos da experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa orienta\u00e7\u00e3o contrariava os Sacerdotes-terap\u00eautas, que atribu\u00edam todas as doen\u00e7as a for\u00e7as divinas e misteriosas. A supersti\u00e7\u00e3o reinante na \u00e9poca dava margem a estranhas receitas. Por exemplo, exigia-se que o doente de epilepsia (chamada <em>o mal sagrado<\/em>) vestisse roupas negras, n\u00e3o colocasse um p\u00e9 sobre o outro e n\u00e3o usasse pele de cabra. Tudo isso para afastar o dem\u00f4nio causador da mol\u00e9stia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro <strong><em>Juramento<\/em><\/strong>, encontra-se o famoso <strong>Juramento de Hip\u00f3crates<\/strong> que os m\u00e9dicos de hoje adotam e propagam como se houvesse sido criado para eles, mas como se pode comprovar historicamente, na \u00e9poca em que ele foi escrito <strong>n\u00e3o existia medicina, ainda<\/strong>, e por isso, ele n\u00e3o \u00e9 o juramento dos m\u00e9dicos, mas sim o de todos os profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade e ainda, na \u00e2nsia de enfeitar e florear o juramento, os m\u00e9dicos de hoje ainda cometeram gafes hist\u00f3ricas, como por exemplo a coloca\u00e7\u00e3o inicial do deus grego <strong>Apolo<\/strong> como sendo o <strong>M\u00e9dico dos m\u00e9dicos<\/strong>, sendo que na realidade, <strong>Apolo<\/strong> (ou Febo), filho de Zeus e Hera, era o deus criador da poesia, da m\u00fasica, do canto e da lira. Era a personifica\u00e7\u00e3o do amor masculino. <strong>Ascl\u00e9pio<\/strong> sim era o deus protetor da <strong>sa\u00fade<\/strong>, esta citada no juramento como se fosse um deus ou deusa, mas que n\u00e3o \u00e9 encontrada em nenhuma refer\u00eancia hist\u00f3rica fidedigna sobre <strong>Mitologia Grega <\/strong>ou mesmo <strong>Hist\u00f3ria da Gr\u00e9cia Antiga<\/strong>. E ainda, deve-se lembrar que o termo <strong>m\u00e9dico <\/strong>se referia aos homens (e mulheres tamb\u00e9m) naturais ou nascidos nos dom\u00ednios <strong>Persas<\/strong> e os persas eram inimigos mortais dos gregos daquelas \u00e9pocas e por isso, <strong>Hip\u00f3crates <\/strong>n\u00e3o teria sido louco de usar este termo em um documento escrito em Atenas antiga, pois se o tivesse feito, certamente teria sofrido o mesmo destino do fil\u00f3sofo <strong>S\u00f3crates<\/strong>, ou seja: a morte por envenamento pelo extrato da <em>Cicuta sp.<\/em>. Por imposi\u00e7\u00e3o dos m\u00e9dicos (n\u00e3o os <strong>persas<\/strong>, mas os profissionais emancipados em 1240), ficou reservado aos farmac\u00eauticos um <strong>resumo<\/strong> do juramento de <strong>Hip\u00f3crates <\/strong>e que \u00e9 feito pelos farmac\u00eauticos quando lhes \u00e9 imposto o grau, mas que na realidade deveria ser feito o juramento original, sem as incongru\u00eancias e gafes que lhe foram incorporadas, como se v\u00ea abaixo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Juramento de Hip\u00f3crates &#8211; segundo a medicina atual<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong><em>&#8220;Juro por <\/em><span style=\"text-decoration: underline;\">Apolo<\/span><em>, o m\u00e9dico, por Ascl\u00e9pio e a <\/em><span style=\"text-decoration: underline;\">Sa\u00fade<\/span>, <em>e por todos os deuses e deusas que, de acordo com minha capacidade e meu julgamento, manterei este juramento e esta estipula\u00e7\u00e3o &#8211; para contar com aquele que me ensinou esta <span style=\"text-decoration: underline;\">arte<\/span> t\u00e3o cara para mim, como para meus pais, para compartilhar com eles as minhas posses, a aliviar suas necessidades conforme o preciso; olhar pelos seus descendentes do mesmo modo como por meus pr\u00f3prios irm\u00e3os, e ensinar-lhes esta <span style=\"text-decoration: underline;\">arte<\/span>, caso a desejem aprender, sem qualquer paga ou recompensa e que, por preceitua\u00e7\u00e3o, li\u00e7\u00e3o ou qualquer outro modo de instru\u00e7\u00e3o, conferirei os conhecimentos da <span style=\"text-decoration: underline;\">arte<\/span> a meus pr\u00f3prios filhos e aos de meus mestre aos disc\u00edpulos ligados por um compromisso e juramento de acordo com as leis da <span style=\"text-decoration: underline;\">MEDICINA<\/span> mas a nenhuma outra. 1- Seguirei o sistema e regime que, de acordo com minha capacidade e julgamento, considerar ben\u00e9fico para meus pacientes, abstendo-me de tudo que for nocivo ou malfazejo. N\u00e3o darei qualquer medicamento mortal \u00e0 ningu\u00e9m, caso solicitado, nem sugerirei qualquer conselho dessa esp\u00e9cie; de igual maneira, n\u00e3o darei pess\u00e1rio abortivo a uma mulher para causar abortamento. Com pureza e santidade, levarei minha vida e praticarei minha <span style=\"text-decoration: underline;\">arte<\/span>. 2 &#8211; N\u00e3o cortarei pessoas com c\u00e1lculos, mas deixarei isto para ser feito por pr\u00e1ticos de tal obra. Em qualquer casa que eu entrar, f\u00e1-lo-ei em benef\u00edcio aos doentes e me absterei de qualquer ato volunt\u00e1rio de maldade e corrup\u00e7\u00e3o, bem como da sedu\u00e7\u00e3o de mulheres ou homens, de livres ou de escravos. 3- Qualquer coisa que, em conex\u00e3o com minha pr\u00e1tica profissional ou n\u00e3o, eu escutar ou ver, sobre a vida humana que n\u00e3o deva ser comentado fora, eu n\u00e3o divulgarei, considerando que isso deva ser mantido em segredo. <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong><em>Enquanto eu prosseguir mantendo intacto este juramento, seja-me dado gozar a vida e a pr\u00e1tica da <span style=\"text-decoration: underline;\">arte<\/span>, respeitado por todos os homens, em todos os tempos. Por\u00e9m, caso eu transgredir e violar este juramento, o inverso seja minha sina.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sublinhado est\u00e3o as gafes e as incongru\u00eancias do juramento na sua forma atual. A palavra Medicina, com certeza, foi acrescentada ao juramento, e o deus <strong>Ascl\u00e9pio <\/strong>referido no juramento era o padroeiro ou patrono da Alquimia de Zoroastro. Sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 deus nem deusa, \u00e9 um estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os farmac\u00eauticos atuais, o juramento imposto pelos m\u00e9dicos ficou assim:<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Juramento do Farmac\u00eautico &#8211; forma atual<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>&#8220;Prometo, no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o farmac\u00eautica, ser sempre fiel aos deveres da honra, da ci\u00eancia e da caridade. Nunca me servirei da profiss\u00e3o para corromper os costumes ou favorecer o crime.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em>Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte, de boa reputa\u00e7\u00e3o entre os homens. Se eu o infringir ou dele me afastar, suceda-me o contr\u00e1rio&#8221;.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><strong><em> Hip\u00f3crates de C\u00f3s, 460 a.C.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Meditando acerca deste juramento e comparando-o com o dos m\u00e9dicos, v\u00ea-se nitidamente que est\u00e1 expl\u00edcita a inten\u00e7\u00e3o de submeter os farmac\u00eauticos tanto atrav\u00e9s de not\u00edcias e propagandas enganosas veiculadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, quanto atrav\u00e9s de artif\u00edcios filos\u00f3ficos como este que acaba de ser mostrado. O absurdo da coisa \u00e9 que sequer se preocuparam em pesquisar a mitologia grega antes de compor o seu juramento.<strong><em> <\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das doen\u00e7as do <strong>soma<\/strong>, <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> tamb\u00e9m se preocupou com as doen\u00e7as da <strong><em>Psique<\/em><\/strong> ou seja, da mente, elaborando aquela que pode ser considerada como a primeira <strong>Teoria da Personalidade. <\/strong>Acreditava-se ent\u00e3o que o organismo humano produzia quatro diferentes elementos, ou <strong>humores<\/strong>: <strong><em>a b\u00edlis preta, o sangue, a b\u00edlis amarela e a fleugma<\/em><\/strong>. Segundo Hip\u00f3crates, esses elementos seriam respons\u00e1veis pela determina\u00e7\u00e3o do temperamento individual. Assim, uma pessoa cujos humores estivessem misturados em propor\u00e7\u00f5es adequadas teria uma personalidade bem equilibrada. Caso contr\u00e1rio, as propriedades do humor dominante tenderiam a caracterizar sua personalidade. Um desequil\u00edbrio de sangue, por exemplo, produziria uma pessoa sang\u00fc\u00ednea (alegre, otimista), enquanto que uma abund\u00e2ncia de fleugma produziria uma pessoa fleugm\u00e1tica (calma, impass\u00edvel).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O empenho de Hip\u00f3crates em estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o entre o corpo e a alma, ou ainda, entre o f\u00edsico e o mental, revela uma preocupa\u00e7\u00e3o que tem acompanhado o homem em todos os tempos: conhecer a estrutura, o conte\u00fado e as fun\u00e7\u00f5es de sua mente. Devido a esse despertar de Hip\u00f3crates para os problemas da mente, a Gr\u00e9cia \u00e9 considerada tamb\u00e9m como o ber\u00e7o da Psicologia porqu\u00ea foram os gregos os primeiros a atribu\u00edrem causas ambientais e sociais \u00e0s doen\u00e7as da mente e todos eram tratados em liberdade e sob os ausp\u00edcios dos deuses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A bem da verdade hist\u00f3rica, pois que a hist\u00f3ria \u00e9 uma ci\u00eancia exata e imparcial, se faz mister dizer e assumir claramente que <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> n\u00e3o pode ser considerado o <strong>pai da medicina,<\/strong> pois simplesmente essa ainda n\u00e3o existia e o que se deve lhe atribuir sim, \u00e9 o m\u00e9rito de ter compilado os ensinamentos obtidos nas escolas de alquimia de <strong>Cnido, Tess\u00e1lia, Tr\u00e1cia, P\u00e9rsia<\/strong>, especialmente do <strong>Egito <\/strong>antigo, por onde andou e aprendeu as t\u00e9cnicas cir\u00fargicas com os <strong>Sacerdotes-cirurgi\u00f5es<\/strong> eg\u00edpcios que lhes revelaram tamb\u00e9m os conhecimentos de anatomia, fisiologia e ainda, a farmacoterapia utilizada na \u00e9poca. Se <strong>Hip\u00f3crates<\/strong> pode ser considerado pai de alguma ci\u00eancia, essa deve ser a <strong>Psicologia,<\/strong> pois foi ele quem escreveu a primeira <strong>teoria da personalidade<\/strong> de que se tem not\u00edcia, a famosa <strong>Teoria dos Humores<\/strong>, descrita anteriormente<strong>.<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-15629\" alt=\"herophilus\" src=\"https:\/\/antonini.com.br\/img\/heraphilus.jpg\" width=\"191\" height=\"196\" \/>\u00a0<\/span>HEROPHILUS<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao redor dos anos 335-280a.C., o grego <strong>HER\u00d3FILO <\/strong>(ou Her\u00e1filo), considerado o <strong>Pai da Anatomia<\/strong>, n\u00e3o aceitando a <strong>teoria dos humores <\/strong>de <strong>Hip\u00f3crates<\/strong>, passou a atribuir os dist\u00farbios mentais \u00e0 anomalias do enc\u00e9falo.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">ASCLEP\u00cdADES<\/h4>\n<p style=\"text-align: right;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-15628 alignright\" alt=\"asclepiades\" src=\"https:\/\/antonini.com.br\/img\/asclepiades.jpg\" width=\"151\" height=\"204\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta do ano 150a.C.<strong>Asclep\u00edades<\/strong> considerou que as anomalias mentais eram o resultado de transtorno emocionais. Recalcou a distin\u00e7\u00e3o entre enfermidades agudas e cr\u00f4nicas e diferenciou as ilus\u00f5es das id\u00e9ias delirantes. Recomendou os <strong>m\u00e9todos psicol\u00f3gicos <\/strong>no tratamento dos doentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h4 style=\"text-align: justify;\">CELSO<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CELSO <\/strong>(25a.C. a 50d.C)<strong> <\/strong>, em seu texto cl\u00ednico, recomendou tratamentos rudes ao paciente mentalmente enfermo para devolv\u00ea-lo bruscamente \u00e0 sa\u00fade. Seu livro <a href=\"?p=12456\"><strong><em>Malleus Maleficarum<\/em><\/strong><\/a> (<strong>Martelo das Feiticeiras<\/strong>), que influenciou muito, foi um dos primeiros que se imprimiram, por volta de 1478, e trazia uma a justificativa &#8220;bem argumentada&#8221; para os tratamentos desumanos dados aos doentes mentais e que perduraram por s\u00e9culos. Isso era a <strong>&#8220;Medicina&#8221;.<\/strong> Torturas, m\u00e9todos ortodoxos, espancamentos, vilip\u00eandios, etc..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h4 style=\"text-align: justify;\">THEOPHRATHUS<span style=\"font-family: Arial;\"><br \/>\n<\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Gr\u00e9cia surgiu a primeira classifica\u00e7\u00e3o bot\u00e2nica e sistem\u00e1tica, feita por <strong>THEOPHRATHUS<\/strong>, no s\u00e9culo VIIa.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_1_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diz uma lenda grega antiga que o deus ASCL\u00c9PIO tinha um descendente e ele se chamava HIP\u00d3CRATES DE C\u00d3S. Segundo a lenda, Hip\u00f3crates era descendente do Deus Ascl\u00e9pio por parte de pai e do her\u00f3i H\u00e9rcules por parte de m\u00e3e.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-5925","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5925","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5925"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33252,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5925\/revisions\/33252"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}