{"id":5912,"date":"2009-10-19T21:13:50","date_gmt":"2009-10-20T00:13:50","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5912"},"modified":"2025-08-23T00:38:42","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:42","slug":"magna-grecia-e-o-mundo-grego-antigo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5912","title":{"rendered":"Magna Gr\u00e9cia e o mundo grego antigo"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"text-align: justify;\"><!--more-->Gr\u00e9cia &#8211; Origens e Hist\u00f3ria Pol\u00edtica<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Gr\u00e9cia \u00e9 uma das pen\u00ednsulas da Europa situada no Mediterr\u00e2neo Oriental. Seu litoral \u00e9 muito recortado, dando origem a numerosos golfos, ba\u00edas e cabos. Isso veio a beneficiar os povos navegadores que nela habitaram, oferecendo-lhes muitos portos naturais. As ilhas s\u00e3o tamb\u00e9m bastante numerosas. O solo do pa\u00eds \u00e9 pouco f\u00e9rtil, mas o clima \u00e9 bastante saud\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os primeiros povos que habitaram a Gr\u00e9cia foram os Pel\u00e1sgios, que refletiam na sua cultura influ\u00eancias dos fen\u00edcios, eg\u00edpcios e cretenses. A partir do s\u00e9culo XIV a.C., a pen\u00ednsula passou a sofrer sucessivas invas\u00f5es de povos arianos. A primeira foi a do Aqueus. Povo combativo, dominou os naturais e destruiu o imp\u00e9rio cretense. Destes procurou imitar a civiliza\u00e7\u00e3o. Suas cidades mais not\u00e1veis foram Micenas e Tirinto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros povos ocuparam, mais tarde, a pen\u00ednsula: os E\u00f3lios (pouco depois dos Aqueus); os D\u00f3rios e os J\u00f4nios. Os dois \u00faltimos chegaram no s\u00e9culo XII e vieram a formar as duas mais not\u00e1veis cidades da pen\u00ednsula: Esparta (D\u00f3rios) e Atenas (J\u00f4nios).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os antigos gregos chamavam-se Helenos e o seu pa\u00eds, a H\u00e9lade. Desconhecendo sua verdadeira origem, procuravam explic\u00e1-la atrav\u00e9s de lendas e mitos. Os criadores e protetores dos helenos eram os deuses e os her\u00f3is, cultuados respeitosamente devido a seus poderes e \u00e0s proezas realizadas. At\u00e9 o s\u00e9culo VIII a.C., o que se sabe da vida dos helenos \u00e9 atrav\u00e9s da &#8220;Il\u00edada&#8221; e da &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221; &#8211; poemas de Homero que narram a guerra de Tr\u00f3ia e a volta do her\u00f3i Ulisses a seu reino. Essa fase da hist\u00f3ria grega \u00e9 conhecida por &#8220;Tempos Her\u00f3icos&#8221; ou &#8220;Tempos Hom\u00e9ricos&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do s\u00e9culo VIII a.C., a hist\u00f3ria grega torna-se mais clara. Obrigados, pela pobreza do solo, a emigrar, fundam col\u00f4nias na \u00c1sia Menor e na Magna Gr\u00e9cia (sul da It\u00e1lia e Sic\u00edlia). Tirando partido de seu litoral recortado e rico em portos naturais, desenvolvem numerosas cidades, entre as quais Atenas, Esparta, Tebas, Corinto, Ol\u00edmpia, Argos e Plat\u00e9ia. Tornam-se um povo de arrojados navegadores, substituindo os fen\u00edcios e os cretenses na tarefa de ligar, pelo com\u00e9rcio, os povos mediterr\u00e2neos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do VI ao IV s\u00e9culos a.C. a Gr\u00e9cia alcan\u00e7a o apogeu de sua cultura. \u00c9 a fase de maior desenvolvimento de suas principais cidades, Atenas e Esparta. \u00c9 a \u00e9poca das guerras greco-p\u00e9rsicas e da guerra civil do Peloponeso. Do s\u00e9culo III para diante a Gr\u00e9cia \u00e9 invadida pela Maced\u00f4nia e, mais tarde, pelos romanos. Finda sua hist\u00f3ria como povo independente. Sua cultura, por\u00e9m, passa a fazer parte dos povos conquistadores, que a espalham por todo o mundo antigo. \u00c9 a Heleniza\u00e7\u00e3o, que chegou at\u00e9 n\u00f3s, influindo nas artes, no esporte, na l\u00edngua e nas ci\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de sua origem comum e a pequenez de seu territ\u00f3rio, o povo grego jamais esteve todo unido. As poucas uni\u00f5es surgidas foram de algumas cidades e de dura\u00e7\u00e3o ef\u00eamera. Suas pr\u00f3prias cidades quase sempre estavam em luta, mantendo rivalidades constantes. Eram cidades &#8211; estado, cada uma independente e senhora de seus destinos. Com leis, tradi\u00e7\u00f5es, costumes, deuses e her\u00f3is particulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mais not\u00e1veis cidades gregas foram Esparta e Atenas. Esparta, situada na Lac\u00f4nia, celebrizou-se por sua vida totalmente voltada para o militarismo. Ao contr\u00e1rio das demais, n\u00e3o tinha muralhas. Sua prote\u00e7\u00e3o, dizia-se, estava no peito de seus soldados. Dos 7 aos 60 anos o homem era um soldado em Esparta, aprendendo a rude vida dos quart\u00e9is e dos acampamentos militares. Por isso mesmo, o espartano era o mais respeitado dos soldados hel\u00eanicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atenas, situada na \u00c1tica, era uma cidade de comerciantes e navegadores. Preocupava-se com a cultura e nela sempre foram bem acolhidos os artistas, escritores e fil\u00f3sofos. Embora n\u00e3o desdenhasse a arte militar, ela n\u00e3o era o ideal de Atenas. Gra\u00e7as \u00e0s suas aspira\u00e7\u00f5es culturais, Atenas passou \u00e0 hist\u00f3ria como um centro de arte e beleza, imortalizada nos seus templos, estatu\u00e1rias e pe\u00e7as liter\u00e1rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano 500 a.C., as col\u00f4nias gregas da \u00c1sia Menor haviam ca\u00eddo em poder dos persas. Era o expansionismo de Dario I para o Ocidente. Uma das col\u00f4nias, Mileto, revolta-se contra Dario I, recusando submiss\u00e3o. Foi ajudada por Atenas, mas apesar disso, derrotada. Esse incidente levantou a ira dos persas contra os gregos. Dario I jura vingan\u00e7a e prepara-se para invadir a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira tentativa persa de invas\u00e3o da Gr\u00e9cia malogrou por causa de uma tempestade. A seguir grande ex\u00e9rcito desembarca pr\u00f3ximo de Atenas, na plan\u00edcie de Maratona. Os gregos est\u00e3o em minoria (9 mil atenienses e mil plateenses). Mesmo assim, sob as ordens de Milc\u00edades, os dez mil gregos investem contra o invasor, pondo-o em fuga (490 a.C.). Vencidos, os persas regressam em seus navios para sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morto Dario I, Xerxes, seu filho e sucessor, reorganiza seus ex\u00e9rcitos. Com a maior for\u00e7a militar at\u00e9 ent\u00e3o vista, os persas pretendiam liquidar com a Gr\u00e9cia. Grande esquadra repleta de provis\u00f5es e poderoso ex\u00e9rcito invadem a Gr\u00e9cia, conseguindo vit\u00f3rias sobre algumas cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No desfiladeiro das Term\u00f3pilas, por onde deveriam passar os persas, Le\u00f4nidas, rei de Esparta, com 300 soldados de sua cidade resistiu at\u00e9 a morte aos milhares de invasores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A seguir Xerxes ataca Atenas. O saque e a destrui\u00e7\u00e3o quase arrasam a bela cidade. O templo de Minerva foi incendiado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No mar, por\u00e9m, a esquadra ateniense (300 navios altos, com 3 filas de remadores e um espor\u00e3o na proa) p\u00f5e a pique a esquadra persa, formada de navios grandes e pesados. Derrotados pela segunda vez, os persas retiram-se (Salamina &#8211; 480 a.C.).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prevendo outro ataque dos persas, Aristides sugere e Atenas organiza uma alian\u00e7a dos gregos. As cidades aliadas deveriam contribuir com ouro, armas e navios para, no caso de novo ataque, os gregos estarem prevenidos e fortes. Chamou-se a &#8220;Liga de Delos&#8221;, porque o tesouro ficava depositado no templo de Apolo, naquela ilha. Esparta n\u00e3o quis fazer parte desta liga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Novas batalhas s\u00e3o travadas entre gregos e persas at\u00e9 que Cimon, filho de Milc\u00edades, destr\u00f3i por completo a frota inimiga. Os persas s\u00e3o expulsos do mar Egeu e as col\u00f4nias gregas da \u00c1sia Menor reconquistam sua independ\u00eancia. O fim da guerra faz Atenas tornar-se a principal cidade grega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos no s\u00e9culo V, o do apogeu da Gr\u00e9cia. Este \u00e9 tamb\u00e9m chamado de S\u00e9culo de P\u00e9ricles &#8211; estadista que governou Atenas com rara sabedoria. Foi sincero democrata, amigo das artes e das letras, grande orador e h\u00e1bil pol\u00edtico. Sob seu governo, Atenas embelezou-se construindo os magn\u00edficos templos de sua Acr\u00f3pole. Foi a \u00e9poca de F\u00eddias, construtor do Partenon, escultor de v\u00e1rias estatuetas de ouro, de marfim, de m\u00e1rmore, que maravilharam os visitantes. Al\u00e9m de F\u00eddias, escultor, foram contempor\u00e2neos de P\u00e9ricles: o poeta P\u00edndaro, os teatr\u00f3logos Arist\u00f3fanes, \u00c9squilo, S\u00f3focles e Eur\u00edpedes, o fil\u00f3sofo S\u00f3crates, os historiadores Tuc\u00eddides e Her\u00f3doto e o m\u00e9dico Hip\u00f3crates, considerado o Pai da Medicina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e3o grande esplendor de Atenas levantaria a inveja de suas rivais, especialmente Esparta. Tamb\u00e9m havia ressentimentos contra Atenas da parte das cidades &#8211; membros da Liga de Delos, que acusavam P\u00e9ricles de desviar recursos da Liga para embelezar Atenas. Pequeno incidente bastou para dar origem \u00e0 mais longa das guerras travadas entre os gregos &#8211; a do Peloponeso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa guerra teve in\u00edcio com a invas\u00e3o da \u00c1tica pelas tropas espartanas, apoiadas pela maioria das cidades gregas. Os refugiados da \u00c1tica concentraram-se em Atenas, fugindo dos invasores. Pelo mar, os atenienses revidaram, atacando Esparta e seus aliados do Peloponeso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma peste assola Atenas, fazendo milhares de v\u00edtimas, entre as quais o pr\u00f3prio P\u00e9ricles. A luta prossegue, sem defini\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que \u00e9 celebrado o Tratado de N\u00edcias, que previa uma paz por 50 anos entre Esparta e Atenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa paz foi perturbada pelos maus conselhos de um ambicioso ateniense &#8211; Alceb\u00edades. Pretendia ele o ataque \u00e0 cidade de Siracusa, situada na Magna Gr\u00e9cia, aliada de Esparta. L\u00e1 havia muito trigo, que seria trazido para Atenas, onde era escasso. Grande frota ateniense \u00e9 preparada para o ataque a Siracusa. Alceb\u00edades, por\u00e9m, fugindo \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o de ter profanado as est\u00e1tuas do deus Hermes, busca abrigo em Esparta, onde trai sua p\u00e1tria, revelando o segredo do ataque a Siracusa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os atenienses s\u00e3o recebidos na Sic\u00edlia por poderosa frota espartana, que os derrota (413 a.C.). Novos combates travam-se entre as duas cidades. Esparta, ajudada pelos persas que lhe enviam ouro, reconstrui sua frota. Em Egos P\u00f3tamos, Lisandro destr\u00f3i definitivamente a for\u00e7a naval ateniense. Em 404 a.C. Atenas, depois de ficar sitiada e sem alimentos, rende-se. Esparta torna-se a cidade l\u00edder da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a fase de hegemonia espartana, as cidades gregas s\u00e3o submetidas a governos aristocr\u00e1ticos, muitas vezes desp\u00f3ticos, que se mantinham no poder gra\u00e7as ao apoio das tropas. At\u00e9 mesmo Atenas sofreu este regime. Entre as arbitrariedades cometidas, conta-se a condena\u00e7\u00e3o \u00e0 morte do fil\u00f3sofo S\u00f3crates &#8211; acusado de corromper a mocidade com suas id\u00e9ias filos\u00f3ficas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esparta, pressentindo a decad\u00eancia da P\u00e9rsia, procura invadir seu territ\u00f3rio, pretendendo submet\u00ea-la. Os persas, por\u00e9m, exploram os ressentimentos das cidades gregas contra os espartanos. Oferecendo-lhes farto ouro, conseguem a organiza\u00e7\u00e3o de uma coliga\u00e7\u00e3o de cidades gregas contra Esparta. Agesilau, rei de Esparta, consente em assinar um tratado de paz com os persas, entregando-lhes as col\u00f4nias da \u00c1sia Menor. Perdiam os gregos os esfor\u00e7os das guerras greco-p\u00e9rsicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desrespeitando o compromisso de n\u00e3o violar a autonomia das cidades gregas, os espartanos invadem Tebas. Dois grandes tebanos, Pel\u00f3pidas e Epaminondas organizam a resist\u00eancia. Em Leuctras (371 a.C.) um pequeno ex\u00e9rcito tebano consegue vencer os outrora poderosos espartanos. A Lac\u00f4nia \u00e9 invadida pelas tropas de Tebas. A cidade da Be\u00f3cia \u00e9 a nova l\u00edder da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao fim de tantos combates, os gregos est\u00e3o exaustos. Nenhuma suas cidades consegue impor-se definitivamente \u00e0s demais. Esgotados, divididos, enfraquecidos, os helenos encontram-se em via de perder sua exist\u00eancia aut\u00f4noma para cair em poder de outros povos. O primeiro deles ser\u00e1 um vizinho do norte &#8211; a Maced\u00f4nia.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A Voca\u00e7\u00e3o Autonimista das Cidades Gregas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo grego, formado pela mistura de pesl\u00e1gios, d\u00f3rios, j\u00f4nios. aqueus e e\u00f3lios, al\u00e9m de outros, apesar de ocupar um territ\u00f3rio min\u00fasculo, jamais esteve unido politicamente. Ao contr\u00e1rio, fundou numerosas cidades-estado, aut\u00f4nomas, voltada cada uma delas para seus pr\u00f3prios problemas. S\u00f3 se associavam em per\u00edodos muito breves, quando a necessidade as unia, diante de um inimigo comum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse amor \u00e0 liberdade era, talvez, conseq\u00fc\u00eancia, entre outros fatores, da pr\u00f3pria geografia da Gr\u00e9cia. Pen\u00ednsula em forma de m\u00e3o espalmada, \u00e9 extraordinariamente recortada, cheia de golfos, ba\u00edas, cabos, promont\u00f3rios, istmos, al\u00e9m de montanhosa. Tudo isso levou as cidades a instalarem-se junto ao mar, em portos naturais, vivendo sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cidades gregas estabeleciam-se a partir da escolha de um s\u00edtio prop\u00edcio, \u00e0 beira mar, de prefer\u00eancia. Numa eleva\u00e7\u00e3o era instalada a Acr\u00f3pole, onde se edificava uma fortaleza. A seu redor, em n\u00edvel mais baixo, espalhavam-se casas comerciais e de habita\u00e7\u00e3o, unidas por la\u00e7os familiares, religiosos, pol\u00edticos e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitas cidades, como Atenas, estavam situadas em regi\u00f5es de solo paup\u00e9rrimo. A agricultura era dif\u00edcil e a necessidade de sobreviv\u00eancia levou o povo a tentar encontrar, no mar, parte de seu sustento. Da\u00ed a voca\u00e7\u00e3o dos gregos para o com\u00e9rcio mar\u00edtimo &#8211; dignos sucessores dos fen\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suas cidades, a princ\u00edpio humildes, tornaram-se, com o tempo e a evolu\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, extraordin\u00e1rios centros de vida urbana, dotadas de imponentes edif\u00edcios, templos, teatros, est\u00e1dios, al\u00e9m de elaborados sistemas de servi\u00e7os p\u00fablicos. O melhor exemplo disso foi a cidade de Atenas, no s\u00e9culo de P\u00e9ricles (V a.C.). Muitas delas, destru\u00eddas totalmente por guerras cruentas, renasciam esplendorosamente tempos depois, sem mostrar, sequer, a marca das feridas.<\/p>\n<h4>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gregos se alimentavam, geralmente, de p\u00e3o (de centeio ou trigo), vinho, legumes, frutas, verduras, carne e peixe. Cada cidade tinha o seu mercado, sempre agitado pelos comerciantes e compradores, que faziam seus neg\u00f3cios entre alegre alarido.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Vestimenta<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grego se vestia muito simplesmente. A nudez era comum, especialmente nos est\u00e1dios e jogos ol\u00edmpicos. Geralmente, por\u00e9m, vestia uma t\u00fanica leve, sobre a qual colocava um manto, preso no ombro por um colchete. Cal\u00e7ava sand\u00e1lias de couro.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Col\u00f4nias Gregas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">O crescimento da popula\u00e7\u00e3o e a falta de recursos para mant\u00ea-la, levou os gregos \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias. Os e\u00f3lios fundaram v\u00e1rias delas, a partir do estreito de Dardanelos at\u00e9 o norte do Mar Negro. Os j\u00f4nios, Mileto, Foc\u00e9ia, C\u00f3lofon, \u00c9feso, Teos. Os d\u00f3rios estabeleceram Halicarnasso e Rodes. Outras col\u00f4nias gregas: N\u00e1poles (Nea-polis ou Nova Cidade), Nice, Marselha, Amp\u00farias, Denia. Os gregos estabeleceram-se em pontos da atual Espanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, \u00c1sia Menor e norte da \u00c1frica.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Duas Filosofias de Vida: Esparta X Atenas<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> A<\/strong>s principais diferen\u00e7as principais entre essas duas Cidades-Estado s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; O povo espartano era formado por em parte pelos d\u00f3rios, que submeteram os aqueus, enquanto o ateniense era composto pelos j\u00f4nios, que se fundiram com os primitivos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &#8211; O solo de Esparta era f\u00e9rtil (do vale do Eurotas, no Peloponeso), enquanto o de Atenas era pobre como todo o da regi\u00e3o da \u00c1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">3 &#8211; Em esparta haviam leis rigorosas criadas por Licurgo, regulando a vida do espartano do ber\u00e7o ao t\u00famulo, enquanto em Atenas as leis duras criadas por Dracon, acabaram substitu\u00eddas pelas de Solon, que deram uma constitui\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica ao Estado Ateniense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 &#8211; Esparta era um estado militarista, voltado para a guerra, enquanto Atenas era voltada para as artes, para o com\u00e9rcio e para a filosofia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 &#8211; A educa\u00e7\u00e3o espartana visava, antes de tudo, formar excelentes guerreiros, enquanto Atenas se preocupava em formar cidad\u00e3os s\u00e3o de corpo e de mente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 &#8211; Em Esparta as crian\u00e7as fracas eram sacrificadas; as fortes, a partir dos 7 anos, separadas dos pais, recebiam educa\u00e7\u00e3o do Estado (exerc\u00edcios f\u00edsicos, resist\u00eancia ao cansa\u00e7o e \u00e0 fome). Em Atenas as crian\u00e7as eram educadas para o culto da beleza e do amor \u00e0 p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 &#8211; A disciplina cega do guerreiro espartano foi o segredo da efici\u00eancia de seus soldados. Por outro lado, apesar de sua educa\u00e7\u00e3o liberal o ateniense foi, tamb\u00e9m, excelente soldado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 &#8211; Tr\u00eas classes sociais em Esparta: Peri\u00e9cos (descendentes dos povos conquistados); ilotas (escravos do Estado) e espartanos (descendentes dos d\u00f3rios conquistadores). Em Atenas tamb\u00e9m tr\u00eas classes sociais: escravos, estrangeiros e cidad\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">9 &#8211; O espartano era soldado, praticamente, dos 7 aos 60 anos. O ateniense era soldado, quando necess\u00e1rio, para a seguran\u00e7a de sua p\u00e1tria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">10 &#8211; A mulher recebia a mesma forma\u00e7\u00e3o que o homem e seu patriotismo era exaltado por ser ela a respons\u00e1vel pela geradora de prole (filhos), futuros soldados espartanos. Em Atenas a mulher era educada de forma distinta da do homem, n\u00e3o possuindo direitos pol\u00edticos e consideradas como m\u00e1quinas de gerar filhos. Muitos historiadores e tamb\u00e9m in\u00fameros fil\u00f3sofos n\u00e3o tem d\u00favidas ao apontar o modelo ateniense de machismo como fundamento do artigo da Summa Teol\u00f3gica de S\u00e3o Thomas de Aquino onde ele diz que a mulher n\u00e3o temalma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Que os Gregos Ganharam as Guerras M\u00e9dicas?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/em> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As guerras persas (ou m\u00e9dicas) foram as mais longas travadas pelos gregos contra um povo estrangeiro. Come\u00e7aram em 501 a.C. (com a revolta de Mileto, na \u00c1sia Menor) e s\u00f3 terminaram em 387 a.C. (com a paz de Ant\u00e1lcidas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A causa desse conflito foi o choque de interesses entre o expansionismo persa (para oeste) e grego (para leste) na regi\u00e3o do litoral da \u00c1sia Menor. Os persas haviam anexado as col\u00f4nias gregas daquela regi\u00e3o e lhes estavam impondo seu modo de vida, quando surgiu a revolta de Mileto, apoiada por Atenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para vingar-se de Atenas (que havia fornecido a Mileto 20 navios e 2 mil soldados), Dario ataca a Gr\u00e9cia com 700 navios e 100 mil soldados. Desembarcam na plan\u00edcie de Maratona, a 40 km de Atenas. Pedindo, mas n\u00e3o obtendo o aux\u00edlio de Esparta, os atenienses t\u00eam de combater sozinhos (e mais mil soldados da vizinha cidade de Plat\u00e9ia), sob o comando de Milc\u00edades. Habilmente, os gregos vencem os persas, que se retiram para a \u00c1sia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dez anos depois, Xerxes, filho de Dario, ataca a Gr\u00e9cia com poderos\u00edssimo ex\u00e9rcito (tinha 5 milh\u00f5es de homens, sendo 2 milh\u00f5es e meio de combatentes). Milhares de mulas, cavalos e camelos carregavam as armas e alimentos. No mar, 1.200 navios de guerra e 3 mil de transporte. Atenas e Esparta unem-se para enfrentar o inimigo comum. Epis\u00f3dios her\u00f3icos sucedem-se (como o de Le\u00f4nidas e seus 300 espartanos) e a batalha de Salamina, na qual a esquadra persa \u00e9 derrotada. Mais tarde os persas perdem em Plat\u00e9ia para os espartanos e no mar, para os atenienses (Micale). Mais uma vez os persas se retiram derrotados para o Oriente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os outros epis\u00f3dios dessa longa guerra desenvolvem-se em territ\u00f3rio persa (como o dos 10 mil gregos que combatem o rei Artaxerxes), at\u00e9 a vit\u00f3ria final dos helenos.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Por que foram vitoriosos os gregos?<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O ex\u00e9rcito persa era formado por mercen\u00e1rios (eg\u00edpcios, persas, hindus, fen\u00edcios, \u00e1rabes), enquanto os gregos defendiam sua pr\u00f3pria terra e seu modo de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Os persas vestiam pesados e desajeitados uniformes, enquanto os gregos combatiam com roupas leves.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Os persas tinham sobre suas cabe\u00e7as gorros de pano, ao inv\u00e9s de capacetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Os gregos eram superiores em disciplina e qualidade de seus soldados, al\u00e9m de possu\u00edrem armas mais aperfei\u00e7oadas, principalmente no mar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O terreno acidentado da Gr\u00e9cia favorecia a infantaria (base das for\u00e7as gregas) e era dif\u00edcil para as manobras da cavalaria persa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e9cia &#8211; A Cultura<\/p>\n<p><\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A base da organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica dos gregos era a fam\u00edlia. Ela estava estabelecida sob a lideran\u00e7a do chefe, respons\u00e1vel pelo culto dos antepassados. Acreditava-se que os antepassados, quando cultuados, protegessem a fam\u00edlia. Da\u00ed, em cada casa, existir um altar dedicado a esse mister.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As fam\u00edlias descendentes de um antepassado comum, ao reunirem-se sob as ordens de um patriarca, formavam os Genos. O conjunto de Genos deu origem \u00e0 fratria e a uni\u00e3o dessas ao Demos. Nos primeiros tempos de sua hist\u00f3ria, enquanto se estruturava a sociedade grega, a vida era simples e o povo vivia da agricultura e da pequena cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 pelo s\u00e9culo VIII a.C., os Demos unem-se, dando origem \u00e0 Polis. Surgem as cidades, que adotam deuses comuns a todos os seus habitantes. Tamb\u00e9m cultivam os mesmos her\u00f3is. Al\u00e9m do culto familiar, praticado no altar dom\u00e9stico, os habitantes das cidades adoravam coletivamente os deuses da Polis. Para isso foram constru\u00eddos os mais belos edif\u00edcios p\u00fablicos, os templos, e esculpidas as mais belas est\u00e1tuas dos deuses e her\u00f3is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os principais deuses gregos eram: <strong>Zeus<\/strong>, o maior de todos,<strong> Hermes<\/strong>, <strong>\u00c1rtemis<\/strong>, <strong>Hera<\/strong>, <strong>Febo<\/strong>, <strong>Palas<\/strong>, <strong>Ares<\/strong>, <strong>Afrodite<\/strong>, <strong>Hefa\u00edstos<\/strong>, <strong>Cronos<\/strong>, <strong>Poseidon<\/strong>, <strong>Dem\u00e9ter <\/strong>e <strong>Hestia<\/strong>. Os deuses habitavam o Olimpo, Monte Sagrado, onde decidiam o destino dos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cerim\u00f4nias de adora\u00e7\u00e3o dos deuses consistiam de ora\u00e7\u00f5es, c\u00e2nticos e sacrif\u00edcios de carneiros e bois e na oferta de frutos, mel, vinho, incenso ou leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade de Ol\u00edmpia possu\u00eda import\u00e2ncia especial no culto grego. Nela ficava o Olimpo, morada sagrada de Zeus e sua corte de deuses. Ali se realizavam, de 4 em 4 anos, as Olimp\u00edadas, jogos de que participavam os melhores atletas da Gr\u00e9cia. A primeira olimp\u00edada teria ocorrido no ano de 776 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo dos deuses, mas acima dos homens, os gregos tinham os Her\u00f3is. Eram mortais e cheios de paix\u00e3o, como os homens em geral. Entretanto, tinham realizado extraordin\u00e1rias fa\u00e7anhas em benef\u00edcio do povo. O maior dos her\u00f3is gregos foi <strong>H\u00e9rcules<\/strong>, autor de 12 trabalhos extraordin\u00e1rios. Entre eles matou o Le\u00e3o da Nem\u00e9ia, desceu ao inferno libertando Teseu, venceu a Hidra de Lerna e abriu, com os ombros, o estreito de Gibraltar, separando a \u00c1frica da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro importante her\u00f3i foi <strong>Teseu<\/strong>, que venceu o Minotauro, monstro que anualmente devorava 7 rapazes e 7 mo\u00e7as enviados de Atenas por sua exig\u00eancia. Ajudado por Ariadne, que lhe deu um fio comprido, p\u00f4de sair do Labirinto ap\u00f3s vencer o Minotauro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outros her\u00f3is: <strong>Perseu <\/strong>matou a Medusa, cujo olhar transformava os homens em pedra. <strong>\u00c9dipo<\/strong> venceu a Esfinge, decifrando seu enigma. Dessa lenda ou mito vem a trag\u00e9dia \u00c9dipo-Rei, que inspirou Freud no estabelecimento de suas Teoria sobre a personalidade humana e que leva o nome de &#8220;Complexo de \u00c9dipo (<a href=\"?p=5918\">vide resumo da obra na sess\u00e3o sobre Hist\u00f3ria da Psicologia<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cidades gregas eram constru\u00eddas em dois n\u00edveis. O mais elevado, chamado Acr\u00f3pole, abrigava os edif\u00edcios principais, templos e pal\u00e1cios; era fortificado. Na parte baixa, espalhava-se o casario, havendo \u00e1rea especial reservada para o mercado, onde o povo se abastecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independentes entre si, as cidades gregas formavam pequenos estados, compreendendo, al\u00e9m da \u00e1rea edificada, pequena zona rural, onde se praticava a agricultura da vinha, do trigo e da oliveira. O solo pobre limitava as colheitas, o que for\u00e7ava os gregos a emigrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emigra\u00e7\u00e3o levou \u00e0 funda\u00e7\u00e3o de col\u00f4nias. Estas surgiram em 2 pontos principais: a costa asi\u00e1tica do mar Egeu e o sul da It\u00e1lia e Sic\u00edlia (Magna Gr\u00e9cia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas col\u00f4nias geralmente n\u00e3o tinham nenhuma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia com suas fundadoras. Apenas adoravam os mesmos deuses, falavam as mesmas l\u00ednguas e mantinham rela\u00e7\u00f5es comerciais, trocando o excesso de sua produ\u00e7\u00e3o pelo de que necessitavam. Houve \u00e9poca, por\u00e9m, em que algumas col\u00f4nias estiveram sob a hegemonia de Atenas e de Esparta, pagando-lhes tributo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas col\u00f4nias foram famosas pela riqueza e pelo luxo de seus habitantes. Entre elas podem ser citadas: Esmirna, \u00c9feso, Mileto, Siracusa, S\u00edbaris. As atuais cidades francesas de Marselha e Nice foram, originariamente, col\u00f4nias gregas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gregos foram not\u00e1veis em quase todos os campos da atividade humana. Comprimidos entre o mar e as montanhas, tendo o solo pobre, tornaram-se grandes navegadores e comerciantes. Seus navios foram o elo de liga\u00e7\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, durante v\u00e1rios s\u00e9culos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua ind\u00fastria abrangeu a tecelagem, a cer\u00e2mica, a aliment\u00edcia (vinho e azeite), que fabricavam com grande maestria. Necessitavam de vasos para a armazenagem e transporte de vinho, de azeite e de trigo. Por isso a cer\u00e2mica alcan\u00e7ou alta qualidade pela perfei\u00e7\u00e3o e eleg\u00e2ncia de suas pe\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A constru\u00e7\u00e3o naval foi a grande ind\u00fastria grega. Os navios, fabricados com a madeira extra\u00edda de suas matas, destacaram-se pela versatilidade, facilidade de manejo e robustez. Tanto nas viagens comerciais, transportando mercadorias, como nas batalhas navais, os gregos sempre contaram com embarca\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas e eficientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No campo da ci\u00eancia, foram os gregos os pioneiros de numerosos conhecimentos da astronomia, da matem\u00e1tica, da geometria, da medicina, da anatomia e da f\u00edsica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No terreno da arquitetura, deixaram-nos alguns exemplos dos mais belos edif\u00edcios j\u00e1 constru\u00eddos pelo homem, como o Partenon, em Atenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na escultura foram mestres. Pela primeira vez no mundo antigo o homem consegue a perfei\u00e7\u00e3o no campo da estatu\u00e1ria: representam, na pedra ou no metal, o corpo humano, ou animal, em toda a sua beleza. Ficaram c\u00e9lebres as est\u00e1tuas de Atenas Promacos, de 9 metros de altura, a do Disc\u00f3bolo e a de Zeus &#8211; o maior dos deuses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pintura destacou-se pelo seu tra\u00e7o gracioso em vasos ou murais: ora representando deuses e her\u00f3is, ora cenas da vida dom\u00e9stica, ora competi\u00e7\u00f5es esportivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na arte dram\u00e1tica os gregos foram tamb\u00e9m not\u00e1veis. Ficaram-nos suas trag\u00e9dias e com\u00e9dias, representadas em teatros ao ar livre, estes tamb\u00e9m obras primas de arquitetura e de ac\u00fastica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na filosofia seu pensamento profundo varou os s\u00e9culos chegando at\u00e9 n\u00f3s e constituindo, muitas vezes, o fundamento de muitas concep\u00e7\u00f5es modernas. Poucos povos, como os gregos, deixaram tanto para seus p\u00f3steros, em todos os campos fundamentais do conhecimento humano.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Um Povo de Grande For\u00e7a Criadora<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong>Apesar de sua curta dura\u00e7\u00e3o, o apogeu da cultura grega atingiu o mais alto n\u00edvel at\u00e9 ent\u00e3o conquistado pela humanidade. Assim, quando o Egito dos fara\u00f3s durou mais de 4 mil anos, Creta 1.400 anos, o apogeu da Gr\u00e9cia estendeu-se apenas por 300 anos. Nesse curto espa\u00e7o de tempo, o povo grego cultivou a beleza em suas m\u00faltiplas formas, como nenhum outro antes.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Filosofia pontificaram na Gr\u00e9cia vultos como Arist\u00f3teles, S\u00f3crates, Plat\u00e3o e Zenon. Existe, entre os historiadores especializados em Gr\u00e9cia Antiga, uma controv\u00e9rsia envolvendo S\u00f3crates e Plat\u00e3o, acreditando, os pesquisadores, que ou S\u00f3crates era uma proje\u00e7\u00e3o de personalidade de Plat\u00e3o, que a usava para ensinar sua doutrina, ou vice-versa. At\u00e9 hoje n\u00e3o se chegou a um consenso.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Arquitetura, Ictinos e Cal\u00edcrates, construtores do Partenon.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Estatu\u00e1ria, F\u00eddias, Miron, L\u00edsipo, Policleto e Prax\u00edteles.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Pintura, Apeles, Zeuxis e Apolodoro.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Matem\u00e1tica, Tales de Mileto, Pit\u00e1goras e Euclides.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na F\u00edsica, Arquimedes (s\u00e9culo III a.C.).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Hist\u00f3ria, Her\u00f3doto (primeiro historiador do Egito Antigo), Tuc\u00eddides e Xenofonte.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"> Na Orat\u00f3ria, Dem\u00f3stenes, P\u00e9ricles e \u00c9squines.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todas as manifesta\u00e7\u00f5es do pensamento grego estavam voltadas para alcan\u00e7ar o belo e o perfeito. Nos menores detalhes e no conjunto de suas obras, nota-se a preocupa\u00e7\u00e3o em atingir o fim est\u00e9tico do equil\u00edbrio e da gra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo ap\u00f3s a decad\u00eancia das cidades gregas da Europa, sua for\u00e7a de cria\u00e7\u00e3o se expande atrav\u00e9s das col\u00f4nias da \u00c1sia Menor e do Mediterr\u00e2neo (Magna Gr\u00e9cia), ou do Egito (Alexandria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as \u00e0 conquista do oriente por Alexandre, a cultura grega ganha as terras antes pertencentes ao Imp\u00e9rio Persa. E o culto da beleza desse povo extraordin\u00e1rio estende-se at\u00e9 os limites da \u00cdndia, criando uma nova cultura &#8211; a helen\u00edstica. Mais tarde, \u00e0 \u00e9poca do Imp\u00e9rio Romano, os generais dos C\u00e9sares encontram, em t\u00e3o distantes terras, a semente grega da beleza, revelada atrav\u00e9s da l\u00edngua, das artes, das ci\u00eancias e do pensamento, que esse pequeno, mas extraordin\u00e1rio povo, soube t\u00e3o bem cultivar e expandir.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Algumas \u00e1reas de destaque dos gregos antigos<\/h4>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"text-align: justify;\">A <strong>POESIA<\/strong> &#8211; A Gr\u00e9cia produziu not\u00e1veis poetas. Entre eles podem ser citados Anacreonte (563-480 a.C.; P\u00edndaro (522-448 a.C.) e Safo, poetisa da ilha de Lesbos. O maior de todos foi o cego Homero, autor da Il\u00edada (em 24 cantos, sobre a guerra de Tr\u00f3ia) e da Odiss\u00e9ia (tamb\u00e9m em 24 cantos, narra a volta de Ulisses, de Tr\u00f3ia para sua p\u00e1tria, \u00cdtaca, onde o esperava sua esposa Pen\u00e9lope.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A <strong>HIST\u00d3RIA<\/strong> &#8211; Gra\u00e7as aos gregos ficamos conhecendo melhor alguns povos antigos como, por exemplo, o eg\u00edcpio. Pois, Her\u00f3doto6 (484-425 a.C.), considerado o &#8220;Pai da Hist\u00f3ria&#8221;, l\u00e1 andou e nos deixou registradas curiosas informa\u00e7\u00f5es sobre aquele povo do nordeste africano. Tamb\u00e9m Tuc\u00eddides (460-400 a.C.) nos deixou preciosos ensinamentos acerca da guerra do Peloponeso. Xenofonte descreve-nos a &#8220;Retirada dos Dez Mil&#8221;.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A <strong>CI\u00caNCIA<\/strong> &#8211; Alcan\u00e7ou not\u00e1vel progresso. A Matem\u00e1tica, a Geometria, a F\u00edsica, a Geografia, a Medicina, a Astronomia, entre outras, tiveram grande impulso entre os gregos. Eis algumas de suas Contribui\u00e7\u00f5es: o teorema de Pit\u00e1goras; o c\u00e1lculo correto do valor de p ; a Geometria euclidiana; o princ\u00edpio de Arquimedes; o c\u00e1lculo do meridiano terrestre; o c\u00e1lculo do raio da Terra; a prova de que a Terra era redonda; a dist\u00e2ncia da Terra ao Sol e da Terra \u00e0 Lua; a cataloga\u00e7\u00e3o das estrelas e constela\u00e7\u00f5es vis\u00edveis a olho nu; a id\u00e9ia de elemento em qu\u00edmica; a concep\u00e7\u00e3o de \u00e1tomo, entre v\u00e1rias outras.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A <strong>CASA GREGA<\/strong> &#8211; De um modo geral era bastante simples. A porta principal dava para um vest\u00edbulo. A seu lado estavam as depend\u00eancias utilizadas para atividades comerciais ou de artesanato. Por um corredor entrava-se num p\u00e1tio interno, onde se encontravam os dormit\u00f3rios, refeit\u00f3rio e cozinha. O teto era, via de regra, plano. As paredes pintadas de branco. Os m\u00f3veis simplesmente camas, mesas, bancos e cadeiras. Principais utens\u00edlios: jarros, bacias, cofres, l\u00e2mpadas de azeite, panelas e pratos. Apesar de singelas, as casas t\u00edpicas gregas eram de beleza singular: pelas propor\u00e7\u00f5es de suas pe\u00e7as, pelo aspecto do mobili\u00e1rio, confeccionado com bom gosto, ou pela harmonia da forma dos objetos de uso comum.<\/li>\n<\/ul>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Os Reis da Estatu\u00e1ria<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora existindo em fun\u00e7\u00e3o da arquitetura, como arte de decora\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios ou monumentos, a estatu\u00e1ria alcan\u00e7ou, na Gr\u00e9cia, o ponto mais alto das cria\u00e7\u00f5es do homem. A princ\u00edpio as est\u00e1tuas gregas n\u00e3o t\u00eam movimentos, guardando certo ar est\u00e1tico que lembra as eg\u00edpcias. Depois, com o passar do tempo, v\u00e3o ganhando desenvoltura e gra\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1tuas como o Disc\u00f3bolo (de <strong>Miron<\/strong>), apresentam um impressionante equil\u00edbrio nas suas propor\u00e7\u00f5es, not\u00e1vel conhecimento de anatomia e extraordin\u00e1ria sensa\u00e7\u00e3o de movimentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior nome da estatu\u00e1ria na Gr\u00e9cia foi <strong>F\u00eddias<\/strong>, que decorou o Partenon (as Panaten\u00e9ias) al\u00e9m de esculpir a est\u00e1tua de Atenas Promacos, (com 9 metros de Altura).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra not\u00e1vel obra de arte \u00e9 a V\u00eanus de Milo, encontrada em 1820 por um campon\u00eas, que a vendeu por 1.200 francos, ao oficial de marinha franc\u00eas Voutier. In\u00fameras outras obras de not\u00e1vel beleza podem ser acrescentadas tais como: o <em>Apolo de Belvedere<\/em>, o <em>Galo Moribundo<\/em> e a <em>Vit\u00f3ria de Samotr\u00e1cia<\/em>. V\u00e1rias dessas obras encontram-se hoje em museus da Europa, onde podem ser admiradas pelos visitantes.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Mestres da Arquitetura<\/p>\n<p><\/span><\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo grego revelou extraordin\u00e1rio poder criador em v\u00e1rios campos de atividade. Um dos mais not\u00e1veis \u00e9 o da arquitetura. Suas cidades exibiam edif\u00edcios de extraordin\u00e1ria beleza pl\u00e1stica, apesar da simplicidade de concep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os edif\u00edcios gregos n\u00e3o tinham arcos nem ab\u00f3boda. Tais formas, de cria\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica, eram desconhecidas na H\u00e9lade. Por outro lado, os templos e pal\u00e1cios de teto plano ostentavam grande beleza e dignidade, atrav\u00e9s de suas linhas s\u00f3brias, mas elegantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gregos usavam abundantemente colunas. Essas eram de tr\u00eas estilos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00f3rico<\/strong> &#8211; Esse estilo est\u00e1 celebrizado no Partenon, majestosa edifica\u00e7\u00e3o de Atenas, com 88 metros de comprimento por 33 metros de largura. 46 colunas externas, largas na base estreitando-se para cima, todas estriadas, est\u00e3o encimadas por um simples capitel de rara beleza.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00f4nico<\/strong> &#8211; estilo criado pelos gregos da \u00c1sia Menor, partindo do d\u00f3rico. A coluna se ap\u00f3ia numa base e o capitel, mais elaborado, termina formando duas volutas ou espirais.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>Cor\u00edntio<\/strong> &#8211; surgido \u00e0 \u00e9poca da invas\u00e3o da Gr\u00e9cia pelos romanos, apresenta a mistura dos estilos d\u00f3rico e j\u00f4nico al\u00e9m de introduzir, no capitel, folhas estilizadas. \u00c9 o capitel mais alto.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cidade grega que apresenta o mais not\u00e1vel conjunto arquitet\u00f4nico \u00e9 Atenas, onde, na sua Acr\u00f3pole, podem ser vistos, embora em ru\u00ednas, alguns dos mais belos edif\u00edcios j\u00e1 concebidos pelo homem.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">A Trag\u00e9dia e a Com\u00e9dia<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gregos foram os criadores da trag\u00e9dia, g\u00eanero teatral (tragos era o bode sacrificado em honra ao deus Dion\u00edsio). As trag\u00e9dias, os dramas (de movimento) e as com\u00e9dias (de comos &#8211; populacho), eram representados, horas a fio, em teatros ao ar livre, assistidos por grande parte da popula\u00e7\u00e3o das cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acompanhando o desenrolar da a\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica havia uma orquestra e coro que, atrav\u00e9s da m\u00fasica, contribu\u00edam para acentuar a for\u00e7a do texto. Essa orquestra e coro ficavam entre o palco (cena) e o p\u00fablico (sentado em uma arquibancada semicircular). Esses teatros impressionam pela sua ac\u00fastica absolutamente perfeita, o que mostra o alto grau alcan\u00e7ado pela arquitetura grega.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mais not\u00e1veis obras do teatro grego s\u00e3o:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li style=\"text-align: justify;\">De <strong>\u00c9squilo<\/strong> (525-456 a.C.): &#8220;Os persas&#8221;; &#8220;Prometeu acorrentado&#8221;; &#8220;Os sete contra Tebas&#8221; e &#8220;A Orest\u00edada&#8221;.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">De <strong>S\u00f3focles<\/strong> (496-406 a.C.): &#8220;Electra&#8221;; &#8220;Ant\u00edgona&#8221;; &#8220;\u00c9dipo Rei&#8221; (essas pe\u00e7as ainda hoje s\u00e3o representadas e voc\u00ea poder\u00e1 assisti-las em um bom teatro).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">De <strong>Eur\u00edpedes<\/strong> (480-406): &#8220;Med\u00e9ia&#8221;; &#8220;Alceste&#8221;; &#8220;Ifig\u00eania&#8221;.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">De <strong>Arist\u00f3fanes<\/strong> (444-380 a.C.): &#8220;Os cavaleiros&#8221;; &#8220;As R\u00e3s&#8221; (estas \u00faltimas s\u00e3o com\u00e9dias sat\u00edricas, em que o autor criticava os costumes de seu tempo).<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro f\u00e1rmaco reconhecidamente <strong>MARCA REGISTRADA<\/strong> <strong> <\/strong>ou <strong>TRADE<\/strong> <strong>MARK<\/strong> <strong> <\/strong>, surgiu nesta mesma \u00e9poca e chamava-se <em> <strong><span style=\"font-family: Arial;\">TERRA SIGILLATTA<\/span><\/strong><\/em> <em> <strong> <\/strong><\/em>, no ano 500 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_0_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advento da Farm\u00e1cia deu-se mesmo com os <strong>gregos<\/strong> que, em seus Templos dedicados ao Deus <strong>ASCL\u00c9PIO <\/strong>trataram, durante mais de mil anos, doentes vindos de todas as partes do mediterr\u00e2neo, utilizando a fitoterapia e secre\u00e7\u00f5es de animais para tratamento dos doentes do <strong>soma<\/strong> (corpo para eles), enquanto para os doentes da <strong>psique<\/strong> (<span style=\"font-family: Symbol;\">y<\/span> = alma, para eles e a mente para n\u00f3s) eles utilizavam tratamentos a base de saunas, exerc\u00edcios f\u00edsicos e discuss\u00f5es filos\u00f3ficas, sendo considerados os criadores da <strong>psicoterapia<\/strong> e os pais da <strong>PSICOLOGIA<\/strong>. Todas as formas de terapia praticada pelos grego era feita em nome do Deus <strong>ASCL\u00c9PIO.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_1_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as primeiras contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 psicologia, destacam-se as de <strong>Arist\u00f3teles<\/strong>, fil\u00f3sofo grego que precedeu <strong>Hip\u00f3crates,<\/strong> principalmente em seus estudos sobre os processos cognitivos do homem. Segundo o fil\u00f3sofo, \u00e9 atrav\u00e9s dos \u00f3rg\u00e3os sensoriais que o indiv\u00edduo forma a imagem, ou a representa\u00e7\u00e3o sens\u00edvel dos objetos. Sobre essas imagens o homem produz conceitos, ou seja, pensamentos sobre os objetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baseando-se nas id\u00e9ias de Arist\u00f3teles, <strong>S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino<\/strong>, na Idade M\u00e9dia, desenvolveu o pensamento psicol\u00f3gico que dominou as velhas faculdades europ\u00e9ias. Aceitando a concep\u00e7\u00e3o aristot\u00e9lica de que a alma eq\u00fcivale ao <strong><em>&#8220;princ\u00edpio da vida&#8221;<\/em><\/strong> Tom\u00e1s de Aquino definiu-a como <strong><em>&#8220;o princ\u00edpio imediato que \u00e9 a origem de todas as opera\u00e7\u00f5es que se cumprem no indiv\u00edduo&#8221;<\/em><\/strong>, controlando e ordenando o comportamento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-5912","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5912","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5912"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5912\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32553,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5912\/revisions\/32553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}