{"id":5902,"date":"2009-10-19T20:29:15","date_gmt":"2009-10-19T23:29:15","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5902"},"modified":"2025-08-23T00:38:42","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:42","slug":"a-mesopotamia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5902","title":{"rendered":"A Mesopot\u00e2mia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entre o <strong>Mar Negro <\/strong>e o <strong>Golfo P\u00e9rsico <\/strong>correm dois rios que atualmente se unem perto da foz, formado o <strong>Chat-el-arab.<\/strong> H\u00e1 600 anos, corriam paralelos e desembocavam separados, banhando fasta regi\u00e3o. Os dois rios s\u00e3o o <strong>Tigre <\/strong>e o <strong>Eufrates.<\/strong> A regi\u00e3o, <strong>Mesopot\u00e2mia.<!--more--><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao norte da Mesopot\u00e2mia ficava a Ass\u00edria &#8211; terra montanhosa e pobre de recursos. Al sul a Cald\u00e9ia, de clima quente e \u00famido no ver\u00e3o e frio, no inverno. A Cald\u00e9ia era periodicamente inundada pelos rios que fertilizavam suas terras. As enchentes, por\u00e9m, eram menos regulares que as do Nilo e, \u00e0s vezes, devastadoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro mil anos antes de Cristo, na baixa Cald\u00e9ia j\u00e1 se encontrava uma civiliza\u00e7\u00e3o bastante avan\u00e7ada: a dos <strong>Sum\u00e9rios<\/strong>. Eram um povo de baixa estatura, de cabe\u00e7a arredondada, olhos rasgados e de origem ainda desconhecida. Fundaram v\u00e1rias cidades que tinha vida independente e, \u00e0s vezes, guerreavam-se. Entre as principais estavam: <strong>Ur<\/strong> (onde nasceu o <strong>Patriarca Abra\u00e3o<\/strong>), <strong>Nippur <\/strong>e <strong>Lagash.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os <strong>Sum\u00e9rios <\/strong>eram governados pelos <strong>Patesis<\/strong> e dedicavam-se \u00e0 lavoura e ao com\u00e9rcio. Foram os primeiros a aproveitar as \u00e1guas dos rios para irriga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso empregavam barras de metais preciosos, com peso determinado, como moeda, em suas transa\u00e7\u00f5es. Eram polite\u00edstas. Seus principais deuses eram <strong>Shamash <\/strong>(Deus do Sol), <strong>Enlil<\/strong> (Deus da Chuva), e tinha apar\u00eancia humana (antropomorfismo). Seus templos, chamados de <strong>Zigurats<\/strong>, constru\u00eddos em tijolos de barro cozido, foram importantes edifica\u00e7\u00f5es em suas cidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criaram uma escrita especial, <strong>cuneiforme<\/strong>, que \u00e0 falta de papiro, produziam com um estilete sobre tijolinhos de barro ainda mole. Em tais tijolos, era escrita sua literatura, sua correspond\u00eancia e, especialmente, sua contabilidade, na qual eram feitos os controles sobre as colheitas e sobre os impostos devidos ao Patesi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao norte dos Sum\u00e9rios estabeleceram-se os <strong>Ac\u00e1dios<\/strong>, povo semita que deixou os desertos da S\u00edria em busca dos f\u00e9rteis solos da Mesopot\u00e2mia. Entre as cidades fundadas pelos Ac\u00e1dios estavam <strong>Ac\u00e1dia, Sipar <\/strong>e <strong>Babil\u00f4nia<\/strong>. A proximidade de Sum\u00e9rios e Ac\u00e1dios deu origem a v\u00e1rias guerras. Entretanto, terminaram por unir-se em um s\u00f3 povo, especialmente ap\u00f3s os esfor\u00e7os de <strong>Sarg\u00e3o I<\/strong>, em 2.550 a. C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s novas invas\u00f5es semitas surge o <strong>Primeiro Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico<\/strong> ou <strong>Caldeu<\/strong>. Embora desaparecidos como povo, os Sum\u00e9rios deixaram profunda influ\u00eancia nos caldeus. Estes aproveitando-se dessa experi\u00eancia herdada, passaram a realizar enormes obras de irriga\u00e7\u00e3o, secagem de p\u00e2ntanos e desenvolvimento da agricultura. Com isso, aumentaram a riqueza do pa\u00eds, que se tornou o mais importante da \u00e9poca. <strong>Hamurabi <\/strong>foi o soberano de maior destaque do <strong>Primeiro Imp\u00e9rio<\/strong> e ap\u00f3s a sua morte, a Babil\u00f4nia sofre invas\u00f5es, especialmente dos <strong>hititas <\/strong>e <strong>cassitas<\/strong>. Os <strong>ass\u00edrios<\/strong>, de origem semita, eram rudes e cru\u00e9is; at\u00e9 ent\u00e3o submissos aos caldeus, preparam-se para a desforra. Organizam um ex\u00e9rcito extraordinariamente bem treinado e disciplinado e passam \u00e0 conquista de toda a Mesopot\u00e2mia. Come\u00e7a o <strong>Imp\u00e9rio Ass\u00edrio<\/strong>. Empregam, pela primeira vez na hist\u00f3ria, o cavalo, como arma de guerra. Assim dominam seus inimigos pela extraordin\u00e1ria mobilidade de suas tropas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com os saques e os tributos que exigiam dos povos dominados, os ass\u00edrios transformaram suas cidades <strong>Assur<\/strong> e <strong>N\u00ednive<\/strong>, antes pobres, em centros de luxo e prazer. Os escravos trabalharam no seu embelezamento e fortifica\u00e7\u00e3o, construindo extensas e altas muralhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os mais famosos reis ass\u00edrios foram os da dinastia dos <strong>Sarg\u00f4nidas<\/strong>. Entre eles destaca-se <strong>Assurbanipal,<\/strong> que fez v\u00e1rias conquistas e embelezou N\u00ednive. A Ass\u00edria, ent\u00e3o, era o maior imp\u00e9rio da \u00c1sia Menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dom\u00ednio ass\u00edrio fazia-se a ferro e fogo. N\u00e3o satisfeitos em derrotar o inimigo, os prisioneiros eram decapitados e, quando escapavam \u00e0 morte, tinham os olhos vazados, os narizes e orelhas cortados e as unhas arrancadas. Al\u00e9m disso, as planta\u00e7\u00f5es eram arrasadas, as cidades saqueadas e incendiadas, e as mulheres e as meninas eram violentadas, e crian\u00e7as eram mortas em rituais de holocausto aos deuses ass\u00edrios. Esse regime de terror foi mantido pelos ass\u00edrios sobre seus inimigos durante 600 anos. O \u00f3dio comum aos ass\u00edrios, por\u00e9m, uniu os povos dominados. Em 612 a.C., babil\u00f4nios e <strong>Medas<\/strong> (os <strong><em>m\u00e9dicos<\/em><\/strong>, nativos do <strong>Reino da M\u00e9dia<\/strong>) conseguem vencer os ass\u00edrios e destruir N\u00ednive, sua capital. Come\u00e7a o <strong>Segundo Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vencedor dos ass\u00edrios foi <strong>Nabupolasar<\/strong>. Seu filho <strong>Nabucodonosor<\/strong>, por\u00e9m, passou \u00e0 hist\u00f3ria como o mais not\u00e1vel monarca do Segundo Imp\u00e9rio Caldeu. Militarmente ampliou seus dom\u00ednios at\u00e9 o Mediterr\u00e2neo. Tomou <strong>Tiro<\/strong>, na <strong>Fen\u00edcia<\/strong>, conquistou o reino de <strong>Jud\u00e1<\/strong>, dos <strong>Hebreus<\/strong>, incendiando o <strong>Templo de Jerusal\u00e9m<\/strong>, edificado pelo grande rei<strong> Salom\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embelezou Babil\u00f4nia, construindo magn\u00edficos templos, pal\u00e1cios, aquedutos, parques e os famosos <strong>jardins suspensos<\/strong>, considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a morte de Nabucodonosor a Babil\u00f4nia entra em decad\u00eancia. O excesso de riquezas levou a corte \u00e0 vida dissoluta, cultivando os v\u00edcios e os prazeres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 538 a.C. a Babil\u00f4nia cai em poder do rei dos persas, <strong>Ciro<\/strong>, que a transforma em uma de suas prov\u00edncias. Era rei, <strong>Baltazar<\/strong> que, debilitado pela vida de prazeres, pouco pode fazer para deter os invasores. Os persas foram recebidos com aplausos pelos pr\u00f3prios babil\u00f4nios, cansados das orgias palacianas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hamurabi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hamurabi <\/strong>foi o soberano de maior destaque no Primeiro Imp\u00e9rio Babil\u00f4nico. Fez guerra de conquista, abriu gigantesco canal, paralelo ao Rio Eufrates e reuniu, em c\u00f3digo de leis, toda a legisla\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o existente em seus dom\u00ednios. Foi o chamado <strong>C\u00f3digo de Hamurabi.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O C\u00f3digo de Hamurabi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mais not\u00e1vel documento liter\u00e1rio e jur\u00eddico deixado pelos Mesopot\u00e2micos foi o <strong>C\u00f3digo de Hamurabi<\/strong>. Herdando um imp\u00e9rio com popula\u00e7\u00f5es bastante heterog\u00eaneas, com variedades de costumes e tradi\u00e7\u00f5es, o monarca caldeu sentiu a necessidade de recolher e codificar as leis j\u00e1 existentes, mas esparsas e desordenadas. Procurava tornar mais f\u00e1cil e racional a aplica\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a em seus vastos dom\u00ednios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00f3digo consegue, ao lado de outras medidas de car\u00e1ter administrativo, manter a unidade do primeiro imp\u00e9rio universal. Hamurabi consente na sobreviv\u00eancia da religi\u00e3o dos antigos Sum\u00e9rios e dos acadianos, embora, nos templos, acima de todos os deuses, esteja o da Babil\u00f4nia &#8211; <strong>Marduk<\/strong>. A l\u00edngua oficial \u00e9 a Ac\u00e1dia, mas, nas cerim\u00f4nias religiosas, usa-se a sum\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00f3digo consagra a unidade da fam\u00edlia, \u00e0 qual se d\u00e3o as necess\u00e1rias garantias para a sobreviv\u00eancia. Estabelece r\u00edgida moral baseada na <strong>&#8220;Lei do Tali\u00e3o&#8221;<\/strong> que apregoa o seguinte: <strong><em>&#8220;olho por olho, dente por dente&#8221;<\/em><\/strong> (ressuscitada pelos \u00e1rabes na <strong>Suna<\/strong>). Esse princ\u00edpio visa responsabilizar os cidad\u00e3os em seus atos com os semelhantes, evitando o dom\u00ednio da injusti\u00e7a. Entretanto, como a sociedade babil\u00f4nica se baseava na exist\u00eancia de classes, n\u00e3o havia o princ\u00edpio de que todos s\u00e3o iguais perante a lei. A igualdade existia, sim, mas entre os da mesma classe social. Assim, &#8220;se um patr\u00edcio tirar o olho de outro patr\u00edcio, ser-lhe-\u00e1 tirado um olho tamb\u00e9m; se um plebeu quebrar um osso de outro plebeu, ser-lhe-\u00e1 quebrado um osso tamb\u00e9m&#8221;. Entretanto, se um patr\u00edcio causasse um mal a um plebeu, bastaria indeniz\u00e1-lo em dinheiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00f3digo era muito claro sobre o com\u00e9rcio, base da economia local. Fixava pre\u00e7os m\u00e1ximos de mercadorias e estabelecia o <strong><em>sal\u00e1rio m\u00e1ximo<\/em><\/strong> (n\u00e3o o m\u00ednimo). Estabelecia taxas de lucros, o m\u00e1ximo variando ao redor de 30%. A falta de pagamento de d\u00edvidas era punida com a escraviza\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, at\u00e9 que o devedor saldasse o compromisso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Praticamente todas as profiss\u00f5es existentes eram mencionadas no c\u00f3digo, e sua atividade regulamentada. O c\u00f3digo criou tamb\u00e9m os primeiros tribunais de apela\u00e7\u00e3o onde o Rei, fazendo o papel de jurisconsulto, tinha de resolver as pelejas e pend\u00eancias que surgiam at\u00e9 entre os <strong>pacientes<\/strong> e os <strong>Sacerdotes-Botic\u00e1rios,<\/strong> al\u00e9m dos problemas das outras profiss\u00f5es<strong>. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_0_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso permitiu a padroniza\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a em toda a extens\u00e3o do imp\u00e9rio do grande monarca babil\u00f4nico. Por outro lado, alguns princ\u00edpios de sua legisla\u00e7\u00e3o iriam, mais tarde, influenciar o direito de outros povos, como os hebreus, atrav\u00e9s dos quais, chegariam at\u00e9 n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As leis de Hamurabi foram escritas e reproduzidas numerosas vezes, para atender \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de fazer Justi\u00e7a em toda parte. Uma das c\u00f3pias do C\u00f3digo de Hamurabi, gravada em um bloco de diorita azul, foi encontrado nas escava\u00e7\u00f5es de <strong>Susa<\/strong>, em 1902. Encimando o texto aparece o rei, sentado em seu trono, ao lado de um s\u00fadito. Hamurabi fez o seu c\u00f3digo em 2.050 a.C.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Inventores do Hor\u00f3scopo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os deuses Mesopot\u00e2micos eram numerosos. Todos eram imortais e, mesmo quando puniam os homens, faziam-no com grande generosidade. A <strong>Trindade Suprema<\/strong> era formada por <strong><em>An\u00fa<\/em><\/strong>, rei e pai dos deuses, que vivia no c\u00e9u; <strong><em>Enlil<\/em><\/strong>, senhor da atmosfera e da Terra; <strong><em>\u00c9a<\/em><\/strong>, pai da civiliza\u00e7\u00e3o, senhor da sabedoria e patrono das artes. Outros deuses: <strong><em>Sin<\/em><\/strong>, Deus-Lua, media o tempo e providenciava para que os rei \u00edmpios terminassem seus dias com l\u00e1grimas; <strong><em>Samasse<\/em><\/strong>, Deus-Sol, supremo juiz, perseguidor da iniquidade, inspirador das leis s\u00e1bias e justas; <strong><em>Ishtar<\/em><\/strong>, planeta V\u00eanus, deusa da noite, da guerra e do prazer. Outros deuses, representando as for\u00e7as da natureza, povoavam as cortes celestiais. Al\u00e9m disso, cada cidade tinha seu deus. O mais not\u00e1vel de todos foi <strong><em>Marduk<\/em><\/strong>, deus da Babil\u00f4nia. Durante a supremacia babil\u00f4nica, todos os deuses locais estiveram subordinados a Marduk.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior deus ass\u00edrio foi <strong><em>Assur<\/em><\/strong>, o criador da humanidade, rei dos deuses, guerreiro supremo que busca submeter a seu jugo todos os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os <strong>Sacerdotes<\/strong>, classe privilegiada, eram representantes terrenos dos deuses. Al\u00e9m do prest\u00edgio que isso lhes dava, procuraram aument\u00e1-lo ainda mais atrav\u00e9s da inven\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento da <strong>astrologia<\/strong>, misto de ci\u00eancia e supersti\u00e7\u00e3o, que pretendia explicar as a\u00e7\u00f5es humanas atrav\u00e9s da influ\u00eancia dos astros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as a seus conhecimentos dos mist\u00e9rios dos astros, podiam prever o futuro, purificar enfermos e pecadores, curar v\u00e1rias doen\u00e7as mediante opera\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, realizar sacrif\u00edcios e interceder pelos semelhantes. \u00c0s vezes, usavam entranhas de animais para adivinhar, ou uma gota de \u00f3leo colocada sobre a \u00e1gua. Entretanto era observando os astros que mais efeito conseguiam. Foram os babil\u00f4nicos que descobriram as constela\u00e7\u00f5es do zod\u00edaco, do qual deriva o moderno calend\u00e1rio. Os hor\u00f3scopos modernos s\u00e3o, tamb\u00e9m, de inspira\u00e7\u00e3o caldaica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na cald\u00e9ia surgiu o maior de todos os alquimistas da antig\u00fcidade. <strong>Zoroastro<\/strong>, (ou <strong>Zaratustra<\/strong>) foi um dos reis da Babil\u00f4nia antiga e com ele a alquimia ganhou sistematiza\u00e7\u00e3o e ainda a id\u00e9ia da transmuta\u00e7\u00e3o de outros elementos em ouro surgiu com ele e foi difundida pelos <strong>M\u00e9dicos<\/strong> (ou <strong>Medas<\/strong>), estes levando os conhecimentos herdados das escolas alqu\u00edmicas da Babil\u00f4nia, ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o da Ass\u00edria, para seu territ\u00f3rio e ensinando-os ao povo <strong>Persa<\/strong> quando da fus\u00e3o entre eles dando origem \u00e0 grande na\u00e7\u00e3o Persa que veremos mais adiante. <strong>Zoroastro <\/strong>foi imortalizado na m\u00fasica cl\u00e1ssica por <strong>Richard Strauss<\/strong> na \u00f3pera <strong><em>Also Sprach Zaratustra<\/em><\/strong> (Assim Falou Zaratustra).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Basicamente, as formas de tratamento dos Sum\u00e9rios eram um misto entre <strong>religi\u00e3o<\/strong> e <strong>fitoterapia<\/strong>, onde o sacerdote era o terapeuta que invocava os deuses <strong>Anu, Enlil, \u00c9a, Sin,<\/strong> <strong>Ishtar e Marduk. <\/strong>Os Sum\u00e9rios tamb\u00e9m criaram, al\u00e9m da astrologia,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta mesma \u00e9poca, um grupo de dissidentes do culto polite\u00edsta dos Mesopot\u00e2micos liderados por <strong>ABRA\u00c3O, <\/strong>que nasceu em <strong>Ur<\/strong>, na <strong>Cald\u00e9ia<\/strong>, institu\u00edram o culto monote\u00edsmo \u00e0 <strong>IEVE<\/strong> (ou <strong>IAV\u00c9<\/strong> ou <strong>JEOV\u00c1<\/strong>), e emigram para a Palestina onde fundam os reinos de Israel e de Jud\u00e1. Estes foram os precursores do Cristianismo, denominados <strong>HEBREUS<\/strong> ou <strong>JUDEUS<\/strong>, e a religi\u00e3o que eles fundaram denominou-se <strong>JUDA\u00cdSMO.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Primeira Escrita<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos grandes templos, onde residiam as maiores autoridades da Cidade-Estado, eram armazenados os produtos provenientes do campo. Isso permitia aos administradores o perfeito controle do uso do solo, de modo que todos pudessem dele usufruir. Os artes\u00e3os, os comerciantes, os funcion\u00e1rios, na verdade n\u00e3o lavravam a terra, mas tinham direito, mesmo assim, \u00e0 sua &#8220;por\u00e7\u00e3o de gr\u00e3o&#8221;. O templo era, pois, o centro econ\u00f4mico de toda a cidade. Para ele os artes\u00e3os levavam seu produto, que seria trocado por v\u00edveres e mat\u00e9rias-primas; nele se encontravam com comerciantes provenientes de regi\u00f5es long\u00ednquas. A necessidade de registrar o montante que atingiam as transa\u00e7\u00f5es, ou o produto com o qual se negociava, levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de sinais convencionais, com os quais fosse poss\u00edvel ter-se uma verdadeira e adequada contabilidade. Esses sinais, que eram escritos sobre tapuias de argila, s\u00e3o a base da mais importante inven\u00e7\u00e3o humana: a escrita. No Egito a escrita era constitu\u00edda de sinais, que representavam objetos reconhec\u00edveis. Esses sinais chamam-se <strong>hier\u00f3glifos<\/strong>. Na Mesopot\u00e2mia, a necessidade de usar tijolinhos de argila fez com que fossem abandonados os sinais hierogl\u00edficos primitivos e se desenvolvessem outros, mais f\u00e1ceis de serem escritos, com o aux\u00edlio de um estilete. Esses sinais s\u00e3o chamados <strong>cuneiformes<\/strong> por se assemelharem a pequenas cunhas. O alfabeto foi inventado h\u00e1 cerca de 3.500 anos, pelos povos sem\u00edticos, que simplificaram os hier\u00f3glifos eg\u00edpcios. Foi aperfei\u00e7oado, ainda, pelos fen\u00edcios, que o espalharam pelos pa\u00edses mediterr\u00e2neos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A humanidade deve a decifra\u00e7\u00e3o da escrita cuneiforme ao franc\u00eas E. Bournonf, ao alem\u00e3o Grotefend (que descobriram o alfabeto de uma escrita persa &#8211; Zend &#8211; que empregava cuneiformes) e ao ingl\u00eas Rawlinson, que encontrou, em 1851, uma inscri\u00e7\u00e3o redigida nas l\u00ednguas ass\u00edria, babil\u00f4nica e Zend. Usando processo semelhante ao de Champollion, conseguiram o resultado almejado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>As Ci\u00eancias: Matem\u00e1tica e Astronomia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Mesopot\u00e2mia foi o ber\u00e7o de v\u00e1rias das ci\u00eancias at\u00e9 hoje desenvolvidas pela humanidade. Aquele povo praticamente partiu do zero, nada tendo para basear-se a n\u00e3o ser seu esp\u00edrito de observa\u00e7\u00e3o e sua perspic\u00e1cia. \u00c9 admir\u00e1vel o progresso que realizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das ci\u00eancias desenvolvidas na Mesopot\u00e2mia merecem destaque: a matem\u00e1tica, a geometria e a astronomia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Necessitando medir e dividir corretamente as propriedades agr\u00edcolas, espalhadas entre o Tigre, o Eufrates e os canais de irriga\u00e7\u00e3o, cedo tiveram curiosidade de encontrar f\u00f3rmulas que lhes facilitassem o trabalho. Os sacerdotes e os escribas, dada a sua condi\u00e7\u00e3o especial, eram bem dotados nessa ci\u00eancia. Conseguiram determinar o valor de <span style=\"font-family: Symbol;\">p<\/span> (pi), ficando-o em 3 (embora com certa margem de erro); compuseram tabelas onde se encontravam resultados de c\u00e1lculos, evitando fazer repetidas opera\u00e7\u00f5es; iniciaram o estudo das progress\u00f5es aritm\u00e9ticas e geom\u00e9tricas; calcularam o valor da hipotenusa e souberam decompor superf\u00edcies complexas em simples.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as \u00e0 matem\u00e1tica puderam construir uma admir\u00e1vel rede de canais de irriga\u00e7\u00e3o, t\u00e3o perfeita que ainda hoje se procura reconstru\u00ed-la em seu aspecto original, para ajudar a expans\u00e3o da lavoura do atual Iraque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m a astronomia foi um campo onde fizeram um grande progresso. Dividiram o dia em doze horas duplas, e o ano em doze meses lunares, aos quais, periodicamente, acrescentavam mais um para acertar com o ciclo solar. Descobriram as 12 constela\u00e7\u00f5es zodiacais. Inventaram o rel\u00f3gio solar e uma ampulheta para medir o tempo. Estabeleceram um engenhoso sistema de pesos e medidas, usando estatuetas de animais como refer\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixaram, tamb\u00e9m, precioso documento onde calcularam os eclipses lunares com precis\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tratamento de doen\u00e7as fizeram algum progresso tendo, inclusive, legislado sobre cirurgia (Hamurabi). Todo o tratamento dispensado era feito em nome dos deuses.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">ngg_shortcode_1_placeholder<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os Metais e as Armas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso do metal teve decisiva influ\u00eancia sobre a constru\u00e7\u00e3o das armas: os primitivos punhais de l\u00e2minas de pedra foram substitu\u00eddos por armas muito mais elaboradas e complexas. Com a introdu\u00e7\u00e3o do bronze, aumenta sua quantidade e qualidade. A facilidade com que o bronze pode ser fundido, permite fabricar adagas triangulares muito mais robustas do que as primitivas. Dessas adagas, que possu\u00edam uma nervura central, derivou a espada. Entretanto, o maior progresso obtido na constru\u00e7\u00e3o de armas surgiu, quando o homem come\u00e7ou a fundir o ferro. Os ass\u00edrios foram os primeiros Mesopot\u00e2micos a utilizarem o ferro em suas armas na conquista da Babil\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o Mar Negro e o Golfo P\u00e9rsico correm dois rios que atualmente se unem perto da foz, formado o Chat-el-arab. H\u00e1 600 anos, corriam paralelos e desembocavam separados, banhando fasta regi\u00e3o. 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