{"id":5881,"date":"2009-10-19T19:59:15","date_gmt":"2009-10-19T22:59:15","guid":{"rendered":"http:\/\/antonini.med.br\/blog\/?p=5881"},"modified":"2025-08-23T00:38:43","modified_gmt":"2025-08-23T00:38:43","slug":"um-milhao-de-anos-de-pre-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5881","title":{"rendered":"Um milh\u00e3o de anos de Pr\u00e9-hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os tempos hist\u00f3ricos t\u00eam a dura\u00e7\u00e3o de seis mil anos, a <strong>pr\u00e9-hist\u00f3ria <\/strong>durou, no m\u00ednimo, um milh\u00e3o de anos, apesar de que esta cifra hoje \u00e9 contestada p\u00f4r eminentes arque\u00f3logos, estes preconizando a dura\u00e7\u00e3o da pr\u00e9-hist\u00f3ria com aproximadamente um milh\u00e3o e quinhentos mil anos, e p\u00f4r isso, considerar-se-\u00e1, para este resumo da hist\u00f3ria, como um milh\u00e3o de anos mesmo. Um milh\u00e3o de anos porque existem testemunhos indiscut\u00edveis da presen\u00e7a do homem na terra desde o per\u00edodo <strong>plistoceno<\/strong>, o primeiro da era quatern\u00e1ria ou atual. <!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes testemunhos s\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; os f\u00f3sseis, restos de ossos conservados nas rochas;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &#8211; a cultura, objetos feitos e utilizados pelo homem, partindo de materiais que ele dispunha para faz\u00ea-los: ossos, pedras, chifres e outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os f\u00f3sseis humanos mais antigos at\u00e9 hoje encontrados s\u00e3o os de <strong>Pithecanthropus erectus<\/strong> (<strong>ou homem de Java<\/strong>), e do <strong>Sinanthropus pequinensis<\/strong> (<strong>homem de Pequim<\/strong>). O primeiro teria vivido h\u00e1, pelo menos 500 mil anos. O segundo h\u00e1 uns 300 mil anos. Apesar de que a humanidade apareceu na terra muito antes do <strong>Pithecanthropus<\/strong>. Na \u00c1frica do Sul foram encontradas numerosas ossadas human\u00f3ides associadas \u00e0s de outros animais. \u00c9 o tipo conhecido por <strong>Australoptecus africanus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NOSSOS LONG\u00cdNQUOS ANTEPASSADOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os principais f\u00f3sseis humanos e pr\u00e9-humanos que representam etapas marcantes na evolu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1 &#8211; <strong>Australoptecus africanus<\/strong> &#8211; encontrado na \u00c1frica do Sul em <strong>TAUNGS<\/strong> (no Transvaal), \u00e9, para alguns, um macaco antrop\u00f3ide bastante pr\u00f3ximo do tipo humano. Outros o julgam human\u00f3ide, j\u00e1 que v\u00e1rios de seus f\u00f3sseis se acham associados ao uso de ferramentas de osso, com as quais combatia e ca\u00e7ava os animais. O exemplar mais famoso \u00e9 do <strong>menino taung<\/strong>, de aproximadamente seis anos de idade &#8211; o primeiro ind\u00edcio no mundo de que se havia encontrado um elo entre os humanos e os antrop\u00f3ides. Viveu no plioceno a cerca de <strong>um milh\u00e3o e quinhentos mil anos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">2 &#8211; <strong>Pithecanthropus erectus\t&#8211; <\/strong>ou Homem Macaco de Java. Descoberto por Dubois \u00e0s margens do Rio Solo, impressiona pela mistura de aspectos simiescos e humanos. O tamanho de seu c\u00e9rebro \u00e9 superior ao dos antrop\u00f3ides atuais e inferior ao do homem moderno. Ao contr\u00e1rio dos grandes macacos antrop\u00f3ides, caminhava sempre em p\u00e9. J\u00e1 fabricava rudes ferramentas de pedra (s\u00edlex) e, possivelmente, de osso ou madeira. Viveu no Plistoceno, h\u00e1 uns quinhentos mil anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong>3 &#8211; <strong>Sinanthropus pequinensis<\/strong> &#8211; para muitos, \u00e9 apenas uma pequena varia\u00e7\u00e3o do Pithecanthropus. Viveu na China (Chu-Ku-Tien), h\u00e1 uns 250 mil ou 300 mil anos. Era mais delicado que o homem de Java, e seu c\u00e9rebro, um tanto maior. Usou o fogo, objetos de osso, e fabricava armas e instrumentos de pedra lascada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">4 &#8211; <strong>Homem de Neanderthal<\/strong> &#8211; encontrado em enormes \u00e1reas da Europa, \u00c1sia Menor e Norte da \u00c1frica, foi a ra\u00e7a predominante do <strong>paleol\u00edtico inferior<\/strong>. Viveu de uns 200 mil \u00e0 50 mil anos atr\u00e1s. Tinha estatura mediana, bra\u00e7os bastante compridos, ossos fortes, pesco\u00e7o robusto, f\u00eamures um tanto arqueados. Seu rosto era de aspecto grosseiro, o queixo um tanto recuado e sobre os olhos fundos destacavam-se suas proeminentes arcadas superciliares. O homem de Neanderthal era ca\u00e7ador e durante sua exist\u00eancia teve que lutar contra a fome e as terr\u00edveis ondas de frio que assolavam a terra, pois nesta \u00e9poca ocorreram as cinco \u00faltimas glacia\u00e7\u00f5es. O Homem de Neanderthal j\u00e1 enterrava seus mortos em sepulturas, trabalhava a pedra, o osso e a madeira. Ele desapareceu de forma ainda inexplicada. Foi substitu\u00eddo por outra ra\u00e7a mais evolu\u00edda, a de Cro-Magnon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">5 &#8211; <strong>Homem de Heidelberg<\/strong> &#8211; era uma variedade do Neanderthal. Seus restos reduzem-se a apenas um mand\u00edbula (de Mauer), encontrada na Alemanha em 1907.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">6 &#8211; <strong>Homem de Cro-Magnon<\/strong> &#8211; viveu no Paleol\u00edtico Superior. Era de estatura mais elevada (superior a 1,80m), ombros largos, capacidade craniana igual \u00e0 do homem atual. Foi a ra\u00e7a mais evolu\u00edda da idade da pedra lascada. Trabalhou com per\u00edcia a pedra, o osso, o chifre e as peles de animais. Morava em cavernas e em tendas, que aprendeu a edificar. Deixou bel\u00edssimas pinturas em cavernas, feitas em cores. Foi, talvez, dos primeiros seres humanos a ter preocupa\u00e7\u00f5es religiosas (magia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">7 &#8211; <strong>O homem f\u00f3ssil na Am\u00e9rica <\/strong>&#8211; o homem surgiu no velho mundo. A Am\u00e9rica, isolada do antigo continente, s\u00f3 veio a ser povoada h\u00e1 relativamente pouco tempo. Calcula-se que, h\u00e1 pouco mais de 20 mil anos, popula\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias da \u00c1sia Oriental tenham atravessado o estreito de Behring e alcan\u00e7ado o continente norte-americano. Dali eles se dirigiram para o sul, dando origem aos diversos grupos mais tarde encontrados pelos europeus no in\u00edcio da Idade Moderna. Para alguns pesquisadores, especialmente <strong>Paul Rivet<\/strong>, a Am\u00e9rica tamb\u00e9m teria sido povoada por <strong>Polin\u00e9sios<\/strong> vindos atrav\u00e9s do Oceano Pac\u00edfico em toscas embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">8 &#8211; <strong>O homem f\u00f3ssil brasileiro<\/strong> &#8211; por enquanto temos provas da presen\u00e7a do homem no Brasil, desde 10 mil anos atr\u00e1s. Dois grandes grupos j\u00e1 foram estudados e sua antig\u00fcidade comprovada atrav\u00e9s de testes do carbono 14 ( <strong><sup>*<\/sup>C<sup>14<\/sup>, <\/strong>m\u00e9todo capaz de avaliar a antig\u00fcidade de animais e plantas at\u00e9 25 mil anos atr\u00e1s). O primeiro deles \u00e9 o chamado <strong>Homem de Lagoa Santa, <\/strong>que viveu em Minas Gerais, na regi\u00e3o norte de Belo Horizonte. Outro ocupou o litoral, desde a Amaz\u00f4nia at\u00e9 o Rio Grande do Sul. Alimentava-se de moluscos e jogava suas cascas (conchas) em montes \u00e0 beira-mar. Tais montes s\u00e3o chamados concheiras ou <strong>sambaquis<\/strong> e seu autor, o <strong>Homem de Sambaqui.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DEZ MIL S\u00c9CULOS DE INVEN\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode-se estudar a evolu\u00e7\u00e3o cultural do homem atrav\u00e9s de suas <strong>ind\u00fastrias<\/strong> (objetos de pedra, osso, madeira, etc. por ele inventados e trabalhados). Os primeiros estudos dessa natureza foram realizados na Europa (Fran\u00e7a). Por isso cada ind\u00fastria tem o nome de <strong>s\u00edtios <\/strong>ou <strong>esta\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas<\/strong> daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e9-hist\u00f3ria compreende a <strong>Idade da<\/strong> <strong>Pedra<\/strong> (Paleol\u00edtico e Neol\u00edtico) e <strong>Idade dos Metais.<\/strong> Durante o <strong>Paleol\u00edtico<\/strong> (ou idade da pedra antiga) o homem atravessou v\u00e1rias etapas culturais. A primeira delas foi a do:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> eol\u00edtico<\/strong> (ou idade da &#8220;pedra Aurora&#8221;). Os homens eram t\u00e3o rudes, que teriam usado objetos de pedra como eram encontrados na natureza. Muitos desses objetos mostram seu uso como armas pelo homem, apesar de n\u00e3o serem por ele fabricados. Pertencem ao Eol\u00edtico os <strong>Australopithecus, <\/strong>os <strong>Pithecanthropus <\/strong>e os <strong>Sinanthropus.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> Ap\u00f3s o <strong>Eol\u00edtico <\/strong>o homem come\u00e7a a fabricar suas ferramentas de pedra. Primeiro, grosseiramente, consegue obter lascas de s\u00edlex perfurantes, com as quais vibra golpes nos animais que ca\u00e7a. Ele segurava as lascas na m\u00e3o ou em cabos de madeira. \u00c9 a fase da ind\u00fastria <strong>chelense.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> <\/strong>Ap\u00f3s a fase <strong>Chelense<\/strong>, o homem aperfei\u00e7oou suas armas e objetos de pedra (l\u00edticos) e deu-lhes forma sim\u00e9trica e pontas mais cortantes. \u00c9 a ind\u00fastria <strong>Acheulense.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> <\/strong>A ind\u00fastria seguinte \u00e9 a do <strong>Musteriense<\/strong> (70 mil anos atr\u00e1s). A perfei\u00e7\u00e3o dos objetos aumenta. S\u00e3o fabricados punhais, facas, raspadores, pontas de flecha e de lan\u00e7a, usados para <strong>ca\u00e7ar <\/strong>&#8211; principal atividade econ\u00f4mica do homem de ent\u00e3o. Essas tr\u00eas fases industriais (Chelense, Acheulense e Musteriense) compreendem o Homem de Neanderthal e o Homem de Heidelberg e fazem parte do <strong>Paleol\u00edtico inferior.<\/strong><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\"><strong>Paleol\u00edtico Superior<\/strong> compreende as ind\u00fastrias <strong>Aurinhacense, Solutrense <\/strong>e <strong>Madalenense.<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> Aurinhacense<\/strong> &#8211; as pe\u00e7as dessa fase aparecem com um ped\u00fanculo que tornava mais f\u00e1cil o manejo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> Solutrense<\/strong> &#8211; as l\u00e2minas do s\u00edlex s\u00e3o finas e alongadas, com pontas bastante agu\u00e7adas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Symbol;\">\u00b7<\/span> Madalenense <\/strong>&#8211; apresenta, ao lado dos objetos de pedra, outros feitos de osso, tais como arp\u00f5es, agulhas perfuradas e pontas de lan\u00e7a. O homem continuava ca\u00e7ador e tinha de viver em cavernas, para fugir ao frio das glacia\u00e7\u00f5es. Possivelmente passou a usar roupas, costurando peles de animais. \u00c9 a \u00e9poca do Homem de Cro-Magnon.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a idade da Pedra Velha (<strong>PALEOL\u00cdTICO<\/strong>) tem lugar um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o <strong>(Mesol\u00edtico)<\/strong> e come\u00e7a uma nova fase cultural para os homens, o <strong>Neol\u00edtico<\/strong> (ou Idade da Pedra Nova). O clima da terra passa a aquecer-se, as geleiras recuam para os p\u00f3los e passam a construir suas casas em aldeias lacustres (palafitas). As mulheres descobrem o <strong>trigo<\/strong> e outras plantas \u00fateis. Come\u00e7a a <strong>agricultura. <\/strong>O homem <strong>domestica<\/strong> os primeiros animais (c\u00e3o, boi, cavalo, cabra). Inventa-se a <strong>cer\u00e2mica, <\/strong>que permite cozinhar e armazenar alimentos. A pedra passa a ser trabalhada com uma per\u00edcia jamais vista. N\u00e3o \u00e9 mais lascada e rude. \u00c9 <strong>polida<\/strong> cuidadosamente e seu acabamento \u00e9 esmerado. O homem passa a viver em coletividades maiores, sob a chefia de um l\u00edder, escolhido segundo a for\u00e7a f\u00edsica ou a sabedoria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gra\u00e7as ao dom\u00ednio do fogo e \u00e0 cer\u00e2mica, o homem inventa a <strong>metalurgia. <\/strong>O primeiro metal que consegue produzir \u00e9 o <strong>cobre.<\/strong> Da\u00ed passa a fabricar toda a sorte de objetos desse metal. De armas a vasilhame dom\u00e9stico e objetos de adorno. Mais tarde descobre o <strong>estanho<\/strong> e, com a liga desse metal como o cobre, obt\u00e9m o <strong>bronze<\/strong>. \u00c9 a <strong>Idade do Bronze<\/strong>. Finalmente, surge o <strong>ferro.<\/strong> Desde ent\u00e3o, ele substitui os outros metais em tudo o que necessitasse de dureza e resist\u00eancia. Esse extraordin\u00e1rio metal possibilitou o progresso do homem de forma admir\u00e1vel (e podemos afirmar que, de certa forma, ainda nos encontramos na <strong>Idade do Ferro).<\/strong> O progresso das coletividades humanas a partir da\u00ed foi t\u00e3o not\u00e1vel, que as levou, cada uma a seu tempo, a inventar a <strong>escrita.<\/strong> Desse momento em diante deixaram o longo caminho da Pr\u00e9-hist\u00f3ria para ingressar nos <strong>Tempos Hist\u00f3ricos.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"font-family: Arial;\"> <\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A INCAN\u00c7\u00c1VEL BUSCA DA BELEZA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Paleol\u00edtico Superior o homem desperta para a <strong>arte<\/strong>. Em cavernas como as de <strong><em>Altamira<\/em><\/strong> e <strong><em>Alpera<\/em><\/strong>, na Espanha, <strong><em>Lascaux, Ruoffignac, Ari\u00e8ge<\/em><\/strong>, na Fran\u00e7a e <strong><em>Tassili<\/em><\/strong>, no Saara, s\u00e3o encontradas magn\u00edficas pinturas. Representam ora animais, ora cenas de ca\u00e7adas, ora dan\u00e7as, retratando, com uma fidelidade admir\u00e1vel, aspectos da vida do homem pr\u00e9-hist\u00f3rico. Nessas pinturas pr\u00e9-hist\u00f3ricas podem ser encontrados muitos relatos que atestam a antig\u00fcidade da farm\u00e1cia como ci\u00eancia, sendo poss\u00edvel ver em muitos pain\u00e9is cenas de procedimentos terap\u00eauticos de aplica\u00e7\u00e3o de cataplasmas de plantas e muitos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As cores mais usadas s\u00e3o o <strong><em>vermelho<\/em><\/strong>, o <strong><em>amarelo <\/em><\/strong>e o <strong><em>preto<\/em><\/strong>. A obten\u00e7\u00e3o das tintas (que, de t\u00e3o boas j\u00e1 resistiram a quase mil s\u00e9culos) era um segredo do artista das cavernas. Acredita-se que usasse clara de ovo, carv\u00e3o, \u00f3xido de ferro e de alum\u00ednio, sangue e certas madeiras ou frutas de cor. Sua habilidade no manejo de tons, trabalhando na escurid\u00e3o das cavernas, iluminadas \u00e0 luz de candeeiros de gordura de animais, muitas vezes em dif\u00edcil posi\u00e7\u00e3o, s\u00e3o alguns fatos que tornam ainda mais surpreendente seu trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pinturas, quase sempre, est\u00e3o localizadas nas parte mais profundas das cavernas. Isso leva a supor que se tratasse de cenas de magia. Ali seriam feitas ora\u00e7\u00f5es e invoca\u00e7\u00f5es dos esp\u00edritos para favorecerem aos ca\u00e7adores, numa \u00e9poca de fome para os reduzidos grupos humanos que perambulavam na florestas; tratamentos de enfermos, ou ainda, as pinturas seriam <strong><em>rituais<\/em><\/strong> e estariam ligadas ao despertar do sentimento religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao lado das pinturas, obra prima do homem do Paleol\u00edtico Superior, aparecem tamb\u00e9m estranhas estatuetas, representando mulheres gordas e deformadas. Acredita-se que eram usadas em tidos de fecundidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m outras figuras esculpidas ou pintadas em chifres de rena s\u00e3o encontradas, algumas de grande gra\u00e7a e beleza. Ao lado delas, j\u00e1 foram descobertos milhares de ornamentos feitos de pedra, osso, dentes, chifres de rena e outros materiais, demonstrando que, naqueles tempos remotos, o homem j\u00e1 se preocupava com a beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto os tempos hist\u00f3ricos t\u00eam a dura\u00e7\u00e3o de seis mil anos, a pr\u00e9-hist\u00f3ria durou, no m\u00ednimo, um milh\u00e3o de anos, apesar de que esta cifra hoje \u00e9 contestada p\u00f4r eminentes arque\u00f3logos, estes preconizando a dura\u00e7\u00e3o da pr\u00e9-hist\u00f3ria com aproximadamente um &hellip; <a href=\"https:\/\/antonini.com.br\/?p=5881\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-5881","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5881","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5881"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5881\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29789,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5881\/revisions\/29789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}