{"id":43,"date":"2008-10-23T14:31:08","date_gmt":"2008-10-23T17:31:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.antonini.med.br\/blog\/?p=43"},"modified":"2022-02-15T03:29:58","modified_gmt":"2022-02-15T03:29:58","slug":"abuso-sexual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=43","title":{"rendered":"Abuso sexual"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As crian\u00e7as v\u00edtimas abuso sexual podem apresentar altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que incluem problemas anogenitais, enurese ou encopresis.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Altera\u00e7\u00f5es comportamentais e sexuais, agress\u00e3o, depress\u00e3o, perturba\u00e7\u00f5es do apetite e regress\u00e3o. Como o exame f\u00edsico da maioria das crian\u00e7as v\u00edtimas de abuso sexual est\u00e3o dentro dos limites normais ou n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos, as declara\u00e7\u00f5es da crian\u00e7a s\u00e3o extremamente importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria da crian\u00e7a pode ser admitida como evid\u00eancia em processos judiciais e testes psicol\u00f3gicos tamb\u00e9m s\u00e3o imprescind\u00edveis na comprova\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica de abuso. Uma anamnese cuidadosa deve ser feita e um exame f\u00edsico minucioso deve ser feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando examinando a genit\u00e1lia da crian\u00e7a, \u00e9 importante estar familiarizado com variantes normais e com mudan\u00e7as e sinais inespec\u00edficos de abuso sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uso jur\u00eddico de testes de laborat\u00f3rio, juntamente com psicoterapia apropriada, devem ser avaliados individualmente. A cole\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias forenses \u00e9 indicada em certos casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A indica\u00e7\u00e3o para servi\u00e7os psicol\u00f3gicos \u00e9 importante porque v\u00edtimas de abuso s\u00e3o mais suscet\u00edveis de apresentar depress\u00e3o, desordens comportamentais e sexuais.Estima-se que entre 12 e 25 por cento das meninas e entre 8 e 10 por cento de meninos com idade inferior a 18 anos s\u00e3o v\u00edtimas de abuso sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esta preval\u00eancia alta, \u00e9 muito prov\u00e1vel que m\u00e9dicos e psic\u00f3logos que tratam de crian\u00e7as encontrem v\u00edtimas de abuso em suas pr\u00e1ticas cl\u00ednicas. Como o diagn\u00f3stico de abuso sexual frequentemente tem significado ps\u00edquico, ramifica\u00e7\u00f5es sociais e legais, a avalia\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as que foram supostamente abusadas sexualmente pode acarretar ansiedade tanto para terapeutas, quanto para as crian\u00e7as e suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante que o terapeuta tenha conhecimento s\u00f3lido sobre a avalia\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de crian\u00e7as abusadas sexualmente e tenha ci\u00eancia dos recursos dispon\u00edveis na comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO abuso sexual \u00e9 definido como qualquer atividade sexual que uma crian\u00e7a n\u00e3o pode compreender ou dar consentimento, ou que viola a lei. A atividade sexual pode incluir car\u00edcias, atividade oral-genital, contato genital e anal, como tamb\u00e9m exibicionismo, voyeurismo e exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pornografia. O abuso sexual deve ser diferenciado de &#8220;jogo sexual&#8221; ou \u201ccomportamento pr\u00f3prio da idade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em jogos sexuais, o n\u00edvel de desenvolvimento dos participantes deve ser semelhante, e a atividade deve acontecer sem coer\u00e7\u00e3o. Por exemplo, crian\u00e7as pr\u00e9-escolares visualizando a genit\u00e1lia um do outro sem serem for\u00e7adas, pode ser considerado como &#8220;normal,&#8221; enquanto um desenvolvimento ou um amadurecimento mais precoce do comportamento sexual da crian\u00e7a, pode ser uma evid\u00eancia de abuso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os molestadores podem ser parentes ou outras pessoas do conv\u00edvio da crian\u00e7a, nas quais ela confia, e s\u00e3o mais freq\u00fcentemente homens. Molestadores de adolescente n\u00e3o s\u00e3o incomuns, e muitos t\u00eam uma hist\u00f3ria pessoal de abuso sexual e\/ou f\u00edsico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A suspeita de abuso sexual deve ser levantada quando as crian\u00e7as apresentarem mudan\u00e7as s\u00fabitas de comportamento, terem problemas ano-genitais ou outros sintomas cl\u00ednicos mais freq\u00fcentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As modifica\u00e7\u00f5es comportamentais incluem desajustes sexuais, agress\u00e3o, problemas na escola, regress\u00e3o (por exemplo, voltar a chupar dedo polegar, usar de um cobertor de seguran\u00e7a), perturba\u00e7\u00f5es do sono, depress\u00e3o e dist\u00farbios do apetite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comportamento sexual desajustado \u00e9 o indicador mais espec\u00edfico de poss\u00edveis traumas sexuais. Desordens cl\u00ednicas podem incluir traumatismo ano-genital, sangramento, irrita\u00e7\u00e3o ou coceira, dis\u00faria, infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias frequentes, encopresis, enurese (especialmente depois que a contin\u00eancia foi alcan\u00e7ada), gravidez, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis (DSTs) e trauma oral. As crian\u00e7as podem apresentar reclama\u00e7\u00f5es som\u00e1ticas como dor abdominal constante ou enxaquecas frequentes, resultantes da tens\u00e3o emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entrevistando a Crian\u00e7a<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 em casos legalmente confirmados de abuso sexual, a maioria de crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam diagn\u00f3stico f\u00edsico de abuso sexual. Ent\u00e3o, a revela\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a \u00e9 frequentemente a fonte mais importante de informa\u00e7\u00e3o para se determinar a probabilidade de abuso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terapeuta deve fazer perguntas relevantes para o diagn\u00f3stico e o tratamento cl\u00ednico. A crian\u00e7a deve ser entrevistada de prefer\u00eancia sozinha, usando-se perguntas com temas abertos, tais como &#8220;algu\u00e9m um j\u00e1 tocou em voc\u00ea de um modo que voc\u00ea n\u00e3o gostou ou de um modo que fez que voc\u00ea se sentir desconfort\u00e1vel?&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 importante manter um tom neutro de voz que n\u00e3o constranja a crian\u00e7a. A entrevista cl\u00ednica pode ser admitida no tribunal como uma prova e todo o roteiro ou quesitos desta, deve estar escrito, redigido de forma bem cuidada e precisa e registrado em m\u00eddia ou qualquer outro meio que garanta o sigilo das informa\u00e7\u00f5es colhidas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Exame f\u00edsico<\/strong><br \/>\nO examinador devia manter um comportamento gentil e tranquilo e ter em mente que a crian\u00e7a est\u00e1 apreensiva e com medo. \u00c9 extremamente \u00fatil explicar antecipadamente para a crian\u00e7a como e porque ser\u00e1 feito o exame. Um exame f\u00edsico completo inclui a observa\u00e7\u00e3o cuidadosa de quaisquer dilacera\u00e7\u00f5es, equimoses ou pet\u00e9quias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exame f\u00edsico da cavidade oral inclui inspe\u00e7\u00e3o do palato duro e mole para verificar a presen\u00e7a de contus\u00f5es ou pet\u00e9quias, e inspe\u00e7\u00e3o da garganta deve ser feita, para verificar a presen\u00e7a de quaisquer dilacera\u00e7\u00f5es que possam evidenciar penetra\u00e7\u00e3o oral for\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o abuso sexual aconteceu at\u00e9 72 horas antes do exame f\u00edsico, a cole\u00e7\u00e3o de evid\u00eancia forenses deve ser conduzida. Os kits de diagn\u00f3stico de estupro est\u00e3o dispon\u00edveis no setor de emerg\u00eancia da maioria dos hospitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o de abuso sexual pode ser feita em um atendimento de emerg\u00eancia (Pronto Socorro) ou, se dispon\u00edvel, em centro especializado de atendimento \u00e0s crian\u00e7as. Em muitos casos, o consult\u00f3rio do m\u00e9dico da fam\u00edlia tem o benef\u00edcio de ser um local mais familiar para o paciente.<span style=\"color: #000000;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/4451-1.jpg\" width=\"558\" height=\"269\"\/><\/span><\/p>\n<div>\n<div>Na figura da esquerda, &nbsp;a posi\u00e7\u00e3o em dec\u00fabito dorsal com as pernas abertas e os joelhos dobrados \u00e9 apropriada para exame da genit\u00e1lia externa, mas tamb\u00e9m pode ser realizada a inspe\u00e7\u00e3o com a crian\u00e7a no colo (figura da direita.<\/div>\n<\/div>\n<p><span class=\"option\" style=\"color: #000000;\">&nbsp;<\/span><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large\" src=\"\/img\/4451-2.jpg\" width=\"249\" height=\"229\"\/><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A amplia\u00e7\u00e3o e boa ilumina\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais quando se examina a genit\u00e1lia de crian\u00e7as. Um otosc\u00f3pio ou, se dispon\u00edvel, um colposc\u00f3pio podem ser usados. A demonstra\u00e7\u00e3o dos instrumentos para a crian\u00e7a poder ser \u00fatil para aliviar o medo e o estado emocional da crian\u00e7a frente ao exame.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A colposcopia permite ilumina\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o, real\u00e7ando ou revelando altera\u00e7\u00f5es genitais, bem como a documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica tamb\u00e9m \u00e9 importante no caso de a\u00e7\u00f5es judiciais. Se documenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, diagramas podem ser usados para ilustrar as anormalidades ou altera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<table align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-1.jpg\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"160\"\/><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-2.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"160\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<div>\n<p>As mudan\u00e7as na posi\u00e7\u00e3o do exame podem afetar a visualiza\u00e7\u00e3o do h\u00edmen. &nbsp;Uma menina de 11 anos de idade examinada em dec\u00fabito dorsal (esquerda), e a mesma crian\u00e7a examinada em dec\u00fabito ventral (direita. Note que as irregularidades himenais aparecem melhor no dec\u00fabito ventral<\/p>\n<table align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-3.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"143\"\/><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-4.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"143\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\">Varia\u00e7\u00f5es normais do h\u00edmen: &nbsp;(A)&nbsp;crescente.&nbsp;(B)&nbsp;anelar\/&#8221;manga de camisa&#8221;<\/p>\n<table align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-5.jpg\" width=\"204\" height=\"143\"\/><\/td>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4461-6.jpg\" width=\"204\" height=\"143\"\/><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div>\n<div>\n<div style=\"text-align: center;\">Varia\u00e7\u00f5es normais do h\u00edmen: &nbsp;(C)&nbsp;em forma de colar.&nbsp;(D)&nbsp;septado.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a posi\u00e7\u00e3o de exame pode influenciar, \u00e9 importante documentar a posi\u00e7\u00e3o em que a crian\u00e7a foi examinada. O uso de tra\u00e7\u00e3o labial pode real\u00e7ar a visualiza\u00e7\u00e3o do h\u00edmen. Os grandes l\u00e1bios s\u00e3o suavemente puxados em dire\u00e7\u00e3o descendente e externo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando se fizer o exame ano-genital, \u00e9 importante estar familiarizado com a anatomia pr\u00e9-puberal e variantes normais. A formas himenais mais comuns s\u00e3o crescente, anular (ou anelar), como punho de manga, septado e fimbriado.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Exame f\u00edsico de Meninas Pr\u00e9-puberais e Puberais<\/strong><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exame da genit\u00e1lia da menina pr\u00e9-p\u00fabere deve ser feito, preferencialmente, com a crian\u00e7a em dec\u00fabito dorsal, deitada em um leito (Figura 1a). Se a crian\u00e7a estiver muito ansiosa, o exame pode ser feito com a crian\u00e7a sentada no colo da m\u00e3e (Figura 1b).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dec\u00fabito ventral, a crian\u00e7a \u00e9 posicionada com joelhos, t\u00f3rax e cabe\u00e7a em contato com a mesa, e as costas em arco (lordose). \u00c9 necess\u00e1rio um exame em dec\u00fabito ventral para confirmar ou excluir anormalidades do h\u00edmen. As p\u00faberes podem ser examinadas na posi\u00e7\u00e3o de dec\u00fabito ventral (Figura 1c).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/4471-1.jpg\" alt=\"\" width=\"404\" height=\"142\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estrog\u00eanio muda a apar\u00eancia do h\u00edmen. \u00c0 esquerda um h\u00edmen anelar de menina n\u00e3o p\u00fabere e \u00e0 direita o h\u00edmen de uma p\u00fabere<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"T\u00e9cnica do cateter de Foley para exame do h\u00edmen puberal\" src=\"\/img\/4471-2.jpg\" alt=\"T\u00e9cnica do cateter de Foley para exame do h\u00edmen puberal\"\/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">T\u00e9cnica do cateter de Foley para exame do h\u00edmen puberal. Um cateter de Foley \u00e9 introduzido atrav\u00e9s do h\u00edmen. O bal\u00e3o \u00e9 inflado provocando leve retra\u00e7\u00e3o do h\u00edmen. Este m\u00e9todo permite visualizar melhor as \u00e1reas reduntantes do h\u00edmen.<\/div>\n<div><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/449.png\" alt=\"\" width=\"359\" height=\"560\"\/><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A figura acima mostra um caso de dif\u00edcil diagn\u00f3stico e interpreta\u00e7\u00e3o. Ou \u00e9 um himen roto (rompido), ou um himen normal com uma hipertrofia do \u00f3stio himenal. Neste caso, apenas uma confiss\u00e3o de abuso da crian\u00e7a pode esclarecer o achado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na figura abaixo v\u00ea-se uma hipertrofia do \u00f3stio himenal (orif\u00edcio himenal) sendo este um achado raro, mas que pode confundir o examinador, imputando-se um quadro de abuso sexual sem que isto tenha ocorrido de fato.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/450.jpg\" alt=\"\" width=\"558\" height=\"419\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Hipertrofia do orif\u00edcio himenal<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Mudan\u00e7as himenais condizentes com trauma vaginal por penetra\u00e7\u00e3o.\" src=\"\/img\/abuso-6-1.jpg\" alt=\"Mudan\u00e7as himenais condizentes com trauma vaginal por penetra\u00e7\u00e3o.\"\/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">Mudan\u00e7as himenais condizentes com trauma vaginal por penetra\u00e7\u00e3o. Na figura da esquerda,&nbsp;transecc\u00e7\u00f5e curadas est\u00e3o pesentes nas posi\u00e7\u00f5es 4&#8242; e 7&#8242; horas (de um mostrador de rel\u00f3gio), e um entalhe est\u00e1 presente na posi\u00e7\u00e3o 6&#8242; horas. Na figura da direita, o h\u00edmen est\u00e1 ausente como resultado de abuso sexual cr\u00f4nico nesta p\u00fabere.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"\/img\/554.jpg\" alt=\"\" width=\"407\" height=\"560\"\/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p>Crian\u00e7a que sofreu abuso constante e por muito tempo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os locais de anormalidades deve ser descritos como um mostrador de rel\u00f3gio com a uretra na posi\u00e7\u00e3o 12 horas e o \u00e2nus na posi\u00e7\u00e3o 6 horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em meninas pr\u00e9-puberes, o uso do especulo deve ser reservado para hemorragia de origem inexplicada e pode exigir um exame sob seda\u00e7\u00e3o. Em meninas p\u00faberes, o estrog\u00eanio faz o tecido himenal ficar mais espesso e mais complacente, ficando a descoberta de traumas mais complicada (Figure 4).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso de um cotonete de algod\u00e3o umedecido suavemente para mover o h\u00edmen pode ser \u00fatil na visualiza\u00e7\u00e3o de todos os aspectos de um h\u00edmen fimbriado ou h\u00edmen redundante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro m\u00e9todo de melhorar a visualiza\u00e7\u00e3o do h\u00edmen puberal exige o uso de um cateter de Foley. O cateter \u00e9 inserido na vagina, o bal\u00e3o \u00e9 inflado e, com retra\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel, o h\u00edmen \u00e9 estirado, ficando mais vis\u00edvel .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um sintoma de abuso sexual que tem passado despercebido pelas fam\u00edlias \u00e9 o desenvolvimento precoce das meninas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O est\u00edmulo sexual pode levar o organismo a produzir fatores de libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios sexuais que levar\u00e3o ao desenvolvimento dos caracteres sexuais secund\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Evid\u00eancias dessa hip\u00f3tese podem ser encontradas simplesmente analisando as not\u00edcias que aparecem em programas policiais em r\u00e1dios e televis\u00f5es, bem como em jornais e na pr\u00f3pria Internet, nas quais aparecem descri\u00e7\u00f5es de casos onde meninas de nove ou dez anos apareceram gr\u00e1vidas ap\u00f3s abusos sexuais constatados e com rela\u00e7\u00f5es sexuais completas. Leia um caso <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u529301.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/abuso-mini-4.jpg\" alt=\"\"\/>Imagem de uma menina de 7 anos que sofreu viol\u00eancia sexual<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/452.jpg\" alt=\"\" width=\"560\" height=\"423\"\/><\/p>\n<p>Imagem de uma menina de 4 anos que sofreu viol\u00eancia sexual \u2013 necropsia<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"\/img\/454.jpg\" width=\"558\" height=\"421\"\/>Imagem de uma menina de 4 anos que sofreu viol\u00eancia sexual \u2013 necropsia<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia mais sobre abuso sexual:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a title=\"Adolescente d\u00e1 \u00e0 luz trig\u00eameas em Ribeir\u00e3o Preto\" href=\"?p=7709\">Adolescente d\u00e1 \u00e0 luz trig\u00eameas em Ribeir\u00e3o Preto<\/a><\/li>\n<li><a title=\"Arcebispo n\u00e3o teve pena da crian\u00e7a que interrompeu gravidez\" href=\"?p=2059\">Arcebispo n\u00e3o teve pena da crian\u00e7a que interrompeu gravidez<\/a><\/li>\n<li><a title=\"Ap\u00f3s curetagem, menina de 9 anos recebe alta nesta tarde\" href=\"?p=2028\">Ap\u00f3s curetagem, menina de 9 anos recebe alta nesta tarde<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u529585.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igreja Cat\u00f3lica protesta contra aborto de menina violentada em Alagoinha (PE)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha\/cotidiano\/ult95u529301.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Menina de 9 anos estuprada interrompe gravidez de g\u00eameos em Recife (PE)<\/a><\/li>\n<li><a title=\"Microsoft PhotoDNA: software ajuda no combate \u00e0 pedofilia\" href=\"?p=7924\">Microsoft PhotoDNA: software ajuda no combate \u00e0 pedofilia<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<ol>\n<li>Hymel KP, Child JC. Child sexual abuse. Pediatr Rev 1996;17:236-50.<\/li>\n<li>Krugman SD, Wissow LS, Krugman RD. Facing facts: child abuse and pediatric practice. Contemp Pediatr 1998;15:131-44.<\/li>\n<li>Lanning KV. Child molesters: a behavioral analysis for law enforcement officers investigating cases of child sexual exploitation. 3d ed. Washington, D.C.: National Center for Missing and Exploited Children, 1992:12-13.<\/li>\n<li>Borowsky IW, Hogan M, Ireland M. Adolescent sexual aggression: risk and protective factors. Pediatrics 1997;100:e7.<\/li>\n<li>Guidelines for the evaluation of sexual abuse of children: subject review. American Academy of Pediatrics Committee on Child Abuse and Neglect. Pediatrics 1999;103:186-91 [Published erratum appears in Pediatrics 1999;103(5 pt 1):1049].<\/li>\n<li>Hanes M, McAuliff T. Preparation for child abuse litigation: perspective of the prosecutor and the pediatrician. Pediatr Ann 1997;26:288-95.<\/li>\n<li>7. Bays J, Chadwick D. Medical diagnosis of the sexually abused child. Child Abuse Negl 1993;17:91-110.<\/li>\n<li>McCann J, Voris J, Simon M, Well R. Comparison of genital examination techniques in prepubertal children. Pediatrics 1990:85:182-7.<\/li>\n<li>Adams JA, Harper K, Knudson S, Revilla J. Examination findings in legally confirmed child sexual abuse: it&#8217;s normal to be normal. Pediatrics 1994; 94:310-17.<\/li>\n<li>Girardin BW, Faugno DK, Seneski PC, Slaughter L, Whelan M. Findings in sexual assault and consensual intercourse. In: Color Atlas of Sexual Assault. St. Louis: Mosby, 1997:19-65.<\/li>\n<li>Adams JA. Evolution of a classification scale: medical evaluation of suspected child sexual abuse. Child Maltreatment (In press).<\/li>\n<li>Santucci KA, Nelson DG, McQuillen KK, Duffy SJ, Linakis JG. Wood&#8217;s lamp utility in the identification of semen. Pediatrics 1999;104:1342-4.<\/li>\n<li>Sigel RM, Schubert CJ, Myers PA, Shapiro RA. The prevalence of sexually transmitted diseases in children and adolescents evaluated for sexual abuse in Cincinnati: rationale for limited STD testing in prepubertal girls. Pediatrics 1995;96:1090-4.<\/li>\n<li>Hammerschlag MR, Ajl S, Larague D. Inappropriate use of nonculture tests for the detection of Chlamydia trachomatis in suspected victims of child sexual abuse: a continuing problem. Pediatrics 1999;104:1137-9.<\/li>\n<li>Centers for Disease Control and Prevention. 1998 guidelines for treatment of sexually transmitted diseases. MMWR Morb Mortal Wkly Rep 1998;47.<\/li>\n<li>Gold MA. Providing emergency contraception in the office. Contemp Pediatr 1999;16:53-77.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Berliner L, Elliot DM. Sexual abuse of children. In: Brier J, ed. The APSAC handbook on child maltreatment. Thousand Oaks, Calif.: Sage Publications, 1996.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as v\u00edtimas abuso sexual podem apresentar altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que incluem problemas anogenitais, enurese ou encopresis. Altera\u00e7\u00f5es comportamentais e sexuais, agress\u00e3o, depress\u00e3o, perturba\u00e7\u00f5es do apetite e regress\u00e3o. Como o exame f\u00edsico da maioria das crian\u00e7as v\u00edtimas de abuso sexual est\u00e3o &hellip; <a href=\"https:\/\/antonini.com.br\/?p=43\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-43","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ginecologia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=43"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29471,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions\/29471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=43"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=43"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/antonini.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=43"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}