{"id":10294,"date":"2010-05-27T22:40:04","date_gmt":"2010-05-27T22:40:04","guid":{"rendered":"http:\/\/opatriota.org\/?p=10294"},"modified":"2022-02-15T03:26:27","modified_gmt":"2022-02-15T03:26:27","slug":"eliminando-dados-com-seguranca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/antonini.com.br\/?p=10294","title":{"rendered":"Eliminando dados com seguran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 quase  sempre poss\u00edvel recuperar dados deletados de HDs previamente  formatados. Isso cria um problema para quem precisa vender ou descartar  HDs usados. Afinal, voc\u00ea n\u00e3o vai querer que seus arquivos pessoais, ou  informa\u00e7\u00f5es confidenciais da sua empresa sejam dadas &#8220;de brinde&#8221; junto  com o HD passado adiante.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Carlos Eduardo Morimoto<\/strong><\/p>\n<p>Muitos \u00f3rg\u00e3os governamentais e militares possuem pol\u00edticas estritas quanto ao descarte de HDs. Em  muitos casos um HD s\u00f3 pode ser descartado depois de passar por um software de elimina\u00e7\u00e3o de dados e, em outras, os HDs s\u00e3o realmente destru\u00eddos fisicamente, para eliminar qualquer possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destruir um HD \u00e9 f\u00e1cil. &#8220;Amacie&#8221; usando uma marreta de 20 kg, depois incinere. Se preferir, voc\u00ea pode usar o HD como alvo em um clube de tiro, ou destruir a superf\u00edcie magn\u00e9tica dos discos com \u00e1cido. ;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Claro, nada disso \u00e9 realmente necess\u00e1rio se voc\u00ea sabe o que est\u00e1 fazendo. Da mesma maneira que \u00e9 poss\u00edvel recuperar dados usando as ferramentas corretas, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel apag\u00e1-los de forma que seja imposs\u00edvel recuper\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maneira mais rudimentar seria simplesmente reescrever todos os dados. Uma boa op\u00e7\u00e3o neste caso \u00e9 utilizar o comando <strong>dd<\/strong>, no Linux, o mesmo que utilizamos para fazer imagens de baixo n\u00edvel do HD. D\u00ea boot com a distribui\u00e7\u00e3o live-cd de sua prefer\u00eancia e use o comando abaixo, logado como root:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Bitstream Vera Sans Mono;\"><strong># dd if=\/dev\/zero of=\/dev\/hda<br \/>\n<\/strong><span style=\"font-family: Bitstream Vera Sans,sans-serif;\">(onde o \/dev\/hda \u00e9 o dispositivo referente ao HD)<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, todos os dados do HD s\u00e3o sobrescritos com bits zero e j\u00e1 n\u00e3o poderiam mais ser recuperados por via normais. Entretanto, grandes empresas de recupera\u00e7\u00e3o, como a Seagate, Ontrack, etc. possuem aparelhos capazes de ler a carga residual das m\u00eddias. Como todo o HD passa a armazenar bits zero, um resqu\u00edcio de carga positiva sob a superf\u00edcie indicaria que l\u00e1 estava antes armazenado um bit um. Seria um processo caro e demorado, mas ainda assim seria poss\u00edvel recuperar grande parte dos dados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma forma mais segura seria encher o HD com bits aleat\u00f3rios, modificando o comando para ler as informa\u00e7\u00f5es de entrada a partir do &#8220;\/dev\/urandom&#8221;, outro dispositivo virtual, que fornece bits aleat\u00f3rios, criados com base em interrup\u00e7\u00f5es, opera\u00e7\u00f5es realizadas e outras vari\u00e1veis geradas pela atividade da m\u00e1quina:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Bitstream Vera Sans Mono;\"><strong># dd if=\/dev\/urandom of=\/dev\/hda<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, a recupera\u00e7\u00e3o fica muito mais complicada. Mas, em teoria, ainda seria poss\u00edvel recuperar alguns trechos dos arquivos usando os processos adequados. A Ontrack e alguns fabricantes oferecem servi\u00e7os de recupera\u00e7\u00e3o neste n\u00edvel a pre\u00e7os exorbitantes (bem al\u00e9m do custo de uma simples recupera\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 \u00e9 cara).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para realmente eliminar qualquer possibilidade de recupera\u00e7\u00e3o, voc\u00ea poderia executar o comando v\u00e1rias vezes. A cada passada a chance de recuperar qualquer coisa fica exponencialmente menor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em vez de fazer isso manualmente, voc\u00ea pode usar o &#8220;<strong>shred<\/strong>&#8220;, um pequeno utilit\u00e1rio encontrado na maioria das distribui\u00e7\u00f5es. Voc\u00ea pode us\u00e1-lo tamb\u00e9m a partir de um CD de boot do Kurumin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo bem efetivo de uso seria:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Bitstream Vera Sans Mono;\"><strong># shred -n 5 -vz \/dev\/hda<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Usado com estas op\u00e7\u00f5es, o shred vai encher o HD com bits aleat\u00f3rios, repetindo a opera\u00e7\u00e3o 5 vezes (-n 5). Como o processo \u00e9 demorado, usamos a op\u00e7\u00e3o &#8220;-v&#8221; (verbose) para que ele exiba um indicador de progresso, concluindo com o &#8220;z&#8221;, que faz com que, depois de conclu\u00eddo o processo, ele encha o HD com zeros, para despistar e esconder o fato de que voc\u00ea fez o apagamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">[<a href=\"javascript:history.go(-1)\">Voltar<\/a>]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 quase sempre poss\u00edvel recuperar dados deletados de HDs previamente formatados. Isso cria um problema para quem precisa vender ou descartar HDs usados. 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