O silêncio dos culpados e o barulho dos inocentes

Na edição deste sábado, dia 15, da folha de são paulo, o comandante-geral da polícia militar, coronel benedito roberto meira disse que os repórteres deveriam saber se posicionar na cobertura de confrontos.

Disse ele que, se não quiserem se machucar, ficassem atrás da linha dos policiais.
pura verdade.

Em direção aos policiais, as armas eram os gritos de “fora a repressão”, “sem violência”, “abaixo a tarifa” e outras palavras de ordem que poderiam machucar somente ouvidinhos muito sensíveis, não os de profissionais tão acostumados aos estampidos de tiros e bombas.
na linha de frente dos manifestantes, ninguém com pau, pedras ou qualquer outro instrumento de guerra, como demonstram as centenas de fotos espalhadas pela web, jornais e revistas.

Tiros de borracha podem matar. e se não matam, podem causar sérios danos. machucam, mutilam e se a intenção é dispersar, são totalmente dispensáveis.
vítimas desses tiros, jornalistas acabaram não só por cobrir o evento, mas por abrir os olhos intactos de seus patrões e editores.

A partir de quinta o tom da cobertura mudou radicalmente. finalmente percebeu-se que essa movimentação toda não trata dos R$0,20 da passagem mas é muito mais o reflexo do descontentamento generalizado. tarifas, educação, saúde, caos urbano, violência, inflação, corrupção, descaso.

Prova disso, a sonora vaia que a presidente dilma levou ontem na abertura da copa das confederações, em brasília.

Enquanto o pau comia fora do estádio entre polícia e manifestantes, os 70 mil pagantes mostraram todo o seu descontentamento a uma presidente que se portou como uma colegial tomando um pito do diretor da escola na frente dos pais.

O constrangimento era visível e ela se limitou a recitar a frase decorada e dar como aberto o campeonato.

As câmeras focalizavam Joseph Blatter e Dilma. José Maria Marin, desafeto da presidente, foi cortado fora.

ê, edição!
mas o que tem me chamado a atenção nos últimos dias, é o estrondoso silêncio da classe política, a verdadeira culpada por tudo isso.

Nenhum representante do povo nas ruas, nenhum dando declarações, nenhum se posicionando contra ou a favor.

Nem mesmo o arroz de festa das causas perdidas, o senador eduardo suplicy, deu as caras.
certamente estão muito ocupados nos bastidores tentando achar uma solução para o impasse que as manifestações têm causado ao destino de seus partidos.

Declarações ou posicionamento desastrados podem melar algumas intenções para as eleições do ano que vem.

A imobilidade do prefeito haddad, político que respeita as decisões do partido, pode ser o resultado desse imbróglio em que o pt se meteu.

A governador alckmin, por sua vez, tem menos a perder. endurecendo, ele pode tentar agradar a ala da chamada “onda conservadora”, especialmente de são paulo.

Dilma parece cada vez mais se isolar no poder. se isolar e ser isolada.

As balas de borracha do fracasso nas urnas dóem para esse povo. melhor não botar o nariz na rua.

Não sou dado a teorias da conspiração mas não posso deixar de imaginar uma situação de fritura da atual presidente e uma eleição disputada com a volta de um lula salvador da pátria.

Não sei.

Fica registrado aqui e só o tempo dirá.

Blog do Orlando

http://blogdoorlando.blogosfera.uol.com.br/2013/06/16/o-silencio-dos-culpados-e-o-barulho-dos-inocentes/

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Médicos formados terão de atuar dois anos no SUS, anuncia governo; curso de medicina terá oito anos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (8) que médicos brasileiros recém-formados que ingressarem nos cursos a partir de janeiro de 2015 serão obrigados a trabalhar os dois primeiros anos no SUS (Sistema Único de Saúde). O tempo do curso de medicina subirá de seis para oito anos também a partir de 2015.

As medidas foram anunciadas junto com o Programa Mais Médicos, pacote de ações do governo federal para ampliar e descentralizar a oferta de médicos no país. O programa será criado por medida provisória assinada hoje pela presidenta Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

Em pronunciamento feito na tarde desta segunda (8) em Brasília, Mercadante afirmou também que serão criadas 3.615 vagas em medicina nas universidades federais até 2017 –1.815 nos cursos já existentes e 1.800 em novos cursos, que serão criados em 60 municípios que não dispõem de cursos de medicina –atualmente, os cursos estão distribuídos em 57 municípios.

O ministro anunciou também medidas para que as universidades particulares ampliem as vagas nos próximos quatro anos. A meta do governo é criar 11.447 novas vagas em medicina até 2017, somando as vagas públicas e particulares. O governo também irá contratar 3.154 docentes e 1.882 técnicos-administrativos para as universidades federais.

Segundo o governo federal, a quantidade de vagas disponíveis só será conhecida a partir da demanda apresentada pelos municípios. Todas as prefeituras poderão se inscrever no programa, mas o foco será em 1.582 áreas consideradas prioritárias, incluindo 1.290 municípios de alta vulnerabilidade social, 201 cidades de regiões metropolitanas, 66 cidades com mais de 80 mil habitantes de baixa receita pública per capita e 25 distritos de saúde indígena.

Os municípios que receberem esses médicos precisarão oferecer moradia e alimentação aos profissionais.

Estrangeiros

O programa ofertará bolsa federal de R$ 10 mil a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob a supervisão de instituições públicas de ensino.

Para selecionar os profissionais, serão lançados três editais: um para atração de médicos, outro para adesão dos municípios interessados em recebe-los, e um último para escolher as instituições supervisoras.

No caso dos médicos, poderão participar médicos formados no Brasil e também no exterior, que só serão chamados a ocupar as vagas que não tiverem sido preenchidas por brasileiros.

Só poderão participar médicos estrangeiros com conhecimento de língua portuguesa, com autorização para exercer medicina no seu país de origem e que forem de países onde a proporção de médicos para cada grupo de mil habitantes for superior à brasileira, hoje de 1,8 médicos para mil habitantes.

Todos os médicos estrangeiros passarão por um curso de especialização em Atenção Básica e serão acompanhados por uma instituição de ensino. Eles ficarão isentos de participar do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) e terão apenas registro temporário, para trabalhar no Brasil por período máximo de três anos e nos municípios para os quais forem designados. Os profissionais serão supervisionados por médicos brasileiros.

Com o registro temporário, os médicos estrangeiros não receberão a validação do seu diploma, o que daria a eles o direito de atuar em qualquer parte do país.

Educação

A partir de janeiro de 2015, todos os alunos que ingressarem nos cursos de medicina, tanto em faculdades públicas ou privadas, terão que trabalhar dois anos no SUS. Nesse período, eles continuarão vinculados à faculdade e receberão bolsa custeada pelo governo federal. Durante esses dois anos, os estudantes receberão uma autorização provisória para exercício da medicina. Só depois da aprovação nessa etapa é que a autorização será convertida em inscrição plena no Conselho Regional de Medicina.

Esse segundo ciclo de formação fará parte do curso convencional de medicina e poderá ser aproveitado como uma das etapas da residência ou pós-graduação caso o profissional opte por uma especialização no ramo da atenção básica.

Esse modelo é inspirado em países como Inglaterra e Suécia, onde os estudantes passam por um período de treinamento com registro provisório para só depois exercer a profissão com o registro definitivo.

Os dois anos de treinamento no SUS não eliminarão o internato realizado no quinto e no sexto anos do curso de medicina, período em que os estudantes passam por diversas áreas da saúde. De acordo com informações do governo, a diferença é que, ao atuar no SUS, irão assumir gradativamente mais responsabilidades, “exercendo de fato procedimentos médicos em UBS e urgência e emergência”.

No mês passado, já haviam sido anunciadas 12 mil novas vagas de residência médica até 2017. Dessas, 4.000 serão abertas até 2015. Com a alteração no currículo de medicina, o governo espera que entrem na atenção básica 20,5 mil médicos em 2021.

Quadro da saúde pública

O gargalo da saúde pública do Brasil não se limita à quantidade de médicos: há problemas de distribuição e fixação dos profissionais, de infraestrutura e de financiamento. Os dados mais recentes, divulgados em fevereiro deste ano, mostram que o país tem dois médicos a cada mil habitantes (o dado do Ministério da Saúde é um pouco diferente: 1,83 médico para cada mil). A média mundial é de 1,4.

O Ministério da Saúde pretende alcançar 2,5 médicos para cada mil pessoas – índice similar ao da Inglaterra, que tem 2,7. E, para suprir o déficit, quer trazer estrangeiros para atuar em áreas distantes e nas periferias sem a necessidade de revalidação do diploma, com um contrato temporário de até três anos e salário de R$ 10 mil. Segundo o governo, para atingir essa meta, o país teria de ter mais 168.424 médicos.

Porém, a proposta do governo Dilma Rousseff de recorrer a profissionais do exterior para suprir a falta de médicos no sistema de saúde nacional foi recebida com mais resistência por parte de organizações da categoria e se tornou alvo de manifestações em várias partes do país.

À parte aos protestos da classe médica, o governo federal vai abrir cerca de 10 mil vagas para médicos para atuação exclusiva na atenção básica em periferias de grandes cidades, municípios de interior e no Norte e Nordeste do país. O salário deles deve ficar em torno de R$ 10 mil. A carga horária e outros detalhes serão anunciados nesta tarde pr

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2013/07/08/medicos-formados-terao-de-atuar-dois-anos-no-sus-anuncia-governo.htm

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Governo quer dobrar número de municípios com curso de medicina

A política de expansão do número de vagas de medicina no país vai dobrar o número de municípios que hoje abrigam a graduação.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante (Educação), hoje todos os cursos de medicina no Brasil estão concentrados em 57 cidades. A intenção é que novos cursos sejam abertos em 60 novos municípios, chegando a um total de 117 até 2017.

“O nosso modelo de expansão são faculdades com poucos médicos. Somos o segundo país com maior número de faculdades, mas quando olhamos o número de matrículas e concluintes, é muito aquém do que a população brasileira precisa hoje e precisará no futuro”, disse Mercadante em cerimônia no Palácio do Planalto.

O governo anuncia na tarde desta segunda-feira (8) uma série de medidas para a área de saúde, como as regras para “importação” de médicos estrangeiros e ampliação da graduação de medicina. Segundo o ministro, hoje o Brasil tem uma proporção de 0,84 ingressantes para cada 10 mil habitantes, “patamar muito pequeno” para a necessidade nacional, argumentou.

CONCURSO

O ministro afirmou que como parte das novas vagas, estimadas em cerca de 12 mil, estarão nas federais, haverá concurso para contratação de 3.154 novos professores e 1.881 técnicos administrativos.

A maior parte das novas vagas estará nas regiões nordeste e sudeste e serão abertas a partir de uma nova lógica: o governo vai passar a indicar onde elas serão criadas. Assim, critérios como relevância do curso para a população e necessidades do SUS (Sistema Único de Saúde) serão considerados.(FLÁVIA FOREQUE, JOHANNA NUBLAT, TAI NALON E BRENO COSTA)

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/07/1308043-governo-quer-dobrar-numero-de-municipios-com-curso-de-medicina.shtml

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Quem manda na Internet? O roteador

Publicada em 10/07/2013 10:28

Diante das revelações sobre o monitoramento de e-mails, telefonemas e outras formas de comunicação no Brasil pelos EUA, o governo brasileira pretende retomar o debate sobre mudanças na gestão da internet. Mira na ICANN, Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, como o nome mesmo diz, uma empresa sediada na Califórnia encarregada de organizar a atribuição de “nomes e números” na Internet. Uma tarefa fundamental para a rede funcionar, mas longe de representar algum controle. E sem qualquer relação com o atual escândalo dos grampos.

Seria o equivalente a descobrir que alguém está espionando o conteúdo das cartas e atacar o correio pelo fato dele definir o CEP das ruas. Ou melhor: atacar a lista telefônica da internet, quando o grampo, de fato, ocorre na linha telefônica. Os servidores-raiz da Internet, administrados pela ICANN, nada tem a ver com o tráfego da rede. Eles são a raíz da “agenda” que transforma um nome em um número IP.

Há hoje dezenas de servidores espelho dos servidores-raiz, localizados em solo americano, espalhados pelo mundo. O próprio Brasil mantém mais de uma dúzia deles. Se houver algum absurdo, certamente a coordenação da ICANN se quebrará e o tráfego internet poderá fluir por outras rotas, na América do Sul e na Europa. Mais que isso, a ICANN tem contratos com essas entidades, como é o caso do NIC.br, vinculado ao Comitê gestor da Internet, bo Brasil, mas não interfere neles. O .br criou sua árvore e a gerencia com autonomia. Não precisamos perguntar a ninguém se cobramos 30 reais anuais pelo registro de domínios ou se o registro é gratuito, se criamos o ECO.BR ou o JUS.BR, ou não…

Como diz o pioneiro da Internet, Jon Postel, “os servidores-raiz sabem que procuramos algo pelo nome e o traduzem para um endereço IP”. Apenas isso. Roteamento é algo totalmente diferente e não administrado pela ICANN, nem por ninguém. Um protocolo específico – o BGP – faz com que hierarquicamente as operadoras troquem em sua bordas as informações de que trecho de rede se encontra atrás de cada borda. E isso é dinâmico…

Estivesse realmente preocupado e indignado com a espionagem, melhor faria o Itamaraty se levasse à ONU e à UIT um pleito para fazer o governo americano explicar o projeto Communications Assistance for Law Enforcement Act 2 (CALEA2), como bem lembrou o pesquisador e ativista Gustavo Gindre. Gestado pelo Federal Bureau of Investigation, promove uma ampla reforma das leis de vigilância que tornam mais fácil grampear pessoas que se comunicam usando a Internet. Como? Obrigação a criação de “portas dos fundos” nos equipamentos de rede, da infraestrutura aos dispositivos terminais, como os celulares, computadores e roteadores domésticos, lembra Gindre. Aí sim, mora o perigo, não na ICANN.

Erra o governo brasileiro em não separar a governança global da Internet em dois grandes ramos, cada um com características e desafios específicos: a governança dos recursos críticos (nomes de domínio e números IP) e a governança relacionada a temas que geralmente são alvo de políticas públicas, como a privacidade, o acesso à infraestrutura e a conteúdos, a segurança, dentre outros.

Mas erra por desconhecimento ou por conveniência?

Faz tempo que o governo brasileiro defende _ e perde, no âmbito internacional _ que a ICANN deixe de ser a responsável pela organização dos nomes e números da Internet, em nome de uma governança multilateral da internet. A última derrota foi em dezembro passado, durante a Conferência Mundial das Telecomunicações de Dubai (WCIT-12), quando os países membros da UIT estiveram perto de aprovar resoluções que teriam dado atribuições da ICANN à entidade, possibilitando às nações que pedem censura maior voz na coordenação do sistema de Domain Name System (DNS).

É sabido e notório que o atual governo brasileiro considera a ICANN excessivamente americana. “Um controle norte-americano da internet”, costuma dizer o ministro Paulo Bernardo. Mas isso é uma falsa verdade.

É verdade que, hoje, qualquer conflito jurídico entre países envolvendo domínios Internet seria resolvido conforme a legislação da Califórnia. E que o desejo do Brasil, como o da maioria dos países, incluindo aqueles integrantes da União Europeia, é o de que a ICANN tivesse um caráter mais independente, localizada em território neutro. O problema é como fazer isso.

Certamente, defender que o controle da internet passe para a UIT _ como aparentemente defende Paulo Bernardo, junto com Rússia, China, Arábia Saudita e África do Sul _ não é a melhor forma. Pode impactar negativamente o mercado e o princípio basilar da Internet de neutralidade da rede. A governança dos recursos críticos deve se tornar mais democrática, sem que isso comprometa o bom funcionamento técnico do sistema.

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Há outros dois caminhos possíveis: a própria ICANN deve sofrer modificações para libertá-la dos vínculos com o governo americano (o que já vem acontecendo) e a criação de um órgão de supervisão, que não interfira no dia a dia do funcionamento técnico da rede, mas seja acionado caso problemas venham a acontecer – uma espécie de órgão gestor de crises.

A julgar pelas declarações do embaixador Tovar Nunes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty acredita que o clima de indignação pós revelação da atuação da Agência Nacional de Segurança norte-america (NSA)e seu programa Prism, pode favorecer a volta dos debates sobre essas opções. Para reativar na ONU as discussões para a democratização no gerenciamento dos recursos críticos da rede, o governobrasileiro pretende buscar apoio de países da União Europeia. Muitos países membro, a França entre eles, estão incomodados com o fato dos EUA ter o poder de controlar a integração constante da internet na economia capitalista transnacional, através da Internet Assigned Numbers Authority (Iana), ligada por contrato ao Ministério do Comércio, e hoje membro ativo da ICANN.

E, como bem diz Owen DeLong, pesquisador e evangelista IPv6, ainda que o ICANN tenha poder significativo sobre a Internet, existem controles e formas de contrabalançar esse poder. O processo de controle de recursos de numeração, por exemplo, é muito limitado, e é restringido pela necessidade de consenso com os RIRs (N.T.: Registros Regionais da Internet), organizações que seguem processos transparentes.

A nós, cabe torcer para que o bom senso prevaleça, apesar de todo o escândalo em torno do Prism. Até porque, os debates sobre liberdade de expressão, privacidade, acesso à infraestrutura e aos conteúdos, principalmente, segurança, se fazem muito mais urgentes, hoje, do que as atribuições da ICANN.

Onde quer que se viva, não faltam razões para temer que a relativa abertura da internet seja corrompida, manipulada ou parasitada. Seja pelos exércitos de censores, pelas “grandes muralhas eletrônicas” erguidas no Irã ou na China, pelos centros de escuta da NSA, que monitoram o conjunto das comunicações eletrônicas que passam por cabos e satélites norte-americanos, ou pelas empresas comerciais (Gooogle, Facebook, Microsoft, etc), ligadas ao Prism.

Em artigo recente, Dan Schiller, professor de comunicação na universidade Urbana-Champaign (Illinois), autor de How to think about information, lembra que empresas norte-americanas, como Facebook e Google, transformaram a web em uma “máquina de monitoramento” que absorve todos os dados comercialmente exploráveis sobre o comportamento dos internautas. Talvez aí resida o maior dos problemas.

Schiller lembra também que os padrões técnicos da Internet foram estabelecidos por duas outras agências norte-americanas, a Internet Engineering Task Force (IETF) e a Internet Architecture Board (IAB), elas próprias integradas a outra organização sem fins lucrativos, a Internet Society. “Em vista de sua composição e de seu financiamento, não é surpreendente que essas organizações deem mais atenção aos interesses dos Estados Unidos do que às solicitações dos usuários”, afirma o professor.

Na opinião dele, a atual transição para a “computação em nuvem” (cloud computing), cujos principais atores são norte-americanos, deve aumentar ainda mais a dependência da rede em relação aos Estados Unidos. O desequilíbrio estrutural do controle da internet garante a supremacia norte-americana no ciberespaço, tanto no plano comercial como no militar, deixando pouca margem a outros países para regular, apertar ou afrouxar o sistema de acordo com seus próprios interesses.

“Por meio de várias medidas técnicas e legislativas, cada país é, certamente, capaz de exercer um grau de soberania sobre o ramo “nacional” da rede, mas sob a supervisão bem próxima do policial planetário. Desse ponto de vista, como observa o estudioso Milton Mueller, a internet é uma ferramenta de política norte-americana de globalismo unilateral.” Como resolver? A Índia, há anos, tem uma proposta: a criação, pela ONU, de um Comitê para Políticas Relacionadas à Internet (CIRP) como forma de democratizar a governança global da Internet.

O Comitê das Nações Unidas para Políticas Relacionadas à Internet (CIRP) lidaria com questões como o papel e as responsabilidades dos intermediários da Internet (mecanismos de busca, sites de relacionamento pessoal), comércio eletrônico, fluxos de dados transnacionais, propriedade intelectual e acesso ao conhecimento, comércio e impostos, mídia online, diversidade cultural, privacidade, segurança, direitos humanos, etc. Hoje, são aplicadas globalmente tanto a lei norte-americana – na medida em que a maioria das empresas monopolistas da Internet estão baseadas nos Estados Unidos, bem como muitos dos fabricantes de equipamentos de rede – quanto estruturas políticas desenvolvidas por grupos de países ricos, como a OCDE.

Na opinião de Parminder Jeet Singh, diretor executivo da IT for Change, é importante não ignorar o grave risco no âmbito mundial colocado pelo aumento da concentração de poderes – sejam econômicos, sociais, políticos ou culturais – nas mãos de entidades políticas do hemisfério Norte (principalmente os Estados Unidos) e de umas poucas empresas de Internet, monopolistas e globais. “O mais importante é observar como estes poderes políticos e econômicos se fundem num novo complexo digital-político, que tem tudo para se tornar um dos principais desafios globais num futuro próximo”, escreveu em artigo recente.

De fato, a proposta do CIRP oferece uma alternativa mais viável para os países em desenvolvimento do que propostas mais autoritárias aventadas por países como China e Rússia, ou políticas de controle técnico que são concebidas na União Internacional de Telecomunicações (ITU).

A ver.

http://idgnow.uol.com.br/blog/circuito/2013/07/10/quem-manda-na-internet-o-roteador/

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CFM diz que médicos se sentem traídos por Padilha após vetos

JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA

O presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), Roberto D’Ávila, afirmou, nesta quinta-feira (11), que a presidente Dilma Rousseff foi “muito mal assessorada” ao vetar trechos da lei do “Ato Médico”, “revelando incompetência do seu assessor para a saúde”. Disse ainda que a nova lei é um ‘monstro’.

Perguntado sobre a quem exatamente se referia, D’Ávila apontou para o ministro Alexandre Padilha (Saúde). “Só existe um assessor na área da saúde próximo a ela, infelizmente é um médico”.

A presidente Dilma vetou os principais trechos da proposta que regulamenta a profissão do médico, sob o argumento de que traria impactos negativos ao SUS.

Foram vetados dez trechos no total, entre eles a espinha dorsal da proposta: a que estabelece como atividades privativas do médico a formulação do diagnóstico das doenças e a prescrição terapêutica.

Segundo a justificativa dada para o veto, o trecho “impediria a continuidade de inúmeros programas do SUS que funcionam a partir da atuação integrada dos profissionais de saúde. Poderia comprometer as políticas públicas da área da saúde, além de introduzir elevado risco de judicialização da matéria”.

O “Ato Médico” foi alvo de grande polêmica ao longo da década de tramitação no Congresso, separando de um lado as entidades médicas –que respaldavam a proposta– e as demais profissões da saúde –que a rejeitavam.

O presidente do CFM questionou a intenção política do ministro tanto pelo veto parcial quanto pelo programa “Mais Médicos”, lançado na segunda-feira (8) e que propõe a abertura do país ao médico estrangeiro. “Penso que é motivado por interesses outros, talvez eleitorais”, disse em coletiva nesta quinta.

Nos onze anos de tramitação, o projeto do “Ato Médico” foi fortemente defendido pelo conselho e rejeitado pelas demais profissões da saúde.

D’Ávila afirmou que os médicos se sentem traídos pelos conselhos das demais profissões da saúde, que teriam fechado um acordo em torno do texto aprovado pelo Congresso, e pelo próprio ministro Padilha.

Frente a isso, o presidente do CFM diz que vai propor ao plenário do conselho que a entidade abandone todas as comissões e câmaras técnicas que integra na esfera do governo federal. “Há uma grave crise (…) Não há mais confiança.”

D’Ávila disse que os médicos tentarão mobilizar o Congresso, para que derrube os vetos “autoritários” que criaram uma lei “mutilada” e vazia, na sua avaliação.

“[A lei] é um monstro que fala em coisas, tira coisas do médico, não diz o que é privativo. Não sei dizer o que significa, não significa nada”, disse.

Para o CFM, os vetos parciais não vão dar autorização para que as demais profissões da saúde passem a realizar procedimentos que não faziam até então. “As outras profissões continuam com as restrições de suas leis.”

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Plebiscito, NÃO

Diante dos protestos por todo o Brasil, a presidente Dilma anunciou que vai realizar um plebiscito sobre a reforma política. Não quis e não quer saber de referendo. Por que será?

Você vai entender a jogada da Dilma e seus comparsas ao ver como fica o cidadão no caso de um Plebiscito ou de um Referendo?

Qual a diferença entre um e o outro?

Num PLEBISCITO, – para usar uma linguagem bem simples, – é como se perguntassem a você: Pizza ou Cachorro Quente?

Você escolhe um dos dois quitutes. Vamos dizer que o preferido seja o Cachorro Quente. Aí entra a cozinha (o CONGRESSO) e determina como vai ser preparado. Ou seja, você escolheu e não sabe se vai ser de salsicha ou linguiça, se terá batata-palha ou não e qual o tempero. Você receberá um cachorro quente. Se vai te satisfazer, isto não interessa à cozinha, pois alegará que serviu o que você pediu.

Num REFERENDO, a cozinha ( o CONGRESSO) te apresenta o Cachorro Quente já pronto e você, ao ver como foi preparado e os ingredientes que há nele, decide se vai ou não querê-lo. Ou seja, antes de decidir, você sabe como foi feito, qual o recheio e os temperos. No referendo você decide se vai ou não comer o cachorro quente, sabendo se é ou não se seu agrado. Não lhe empurram um cachorro quente goela abaixo…

PRESTE MUITA ATENÇÃO NO QUE QUEREM QUE VOCÊ ENGULA !!!

PLEBISCITO É ENGANAÇÃO. É A SAÍDA QUE A DILMA ENCONTROU COM AJUDA DE SEUS COMPARSAS PARA SUPERAR A CRISE CRIADA PELOS PROTESTOS POPULARES.

COM O PLEBISCITO O GOVERNO QUER GANHAR TEMPO E DESVIAR A ATENÇÃO DO FOCO DO MOVIMENTO.

OS ATUAIS GOVERNANTES E PARLAMENTARES PERDERAM IRREMEDIAVELMENTE A CONFIANÇA DO POVO.

É INGENUIDADE PENSAR QUE ELES FARÃO A REFORMA POLÍTICA DE QUE O PAÍS NECESSITA, POIS CONTRARIA SEUS INTERESSES PESSOAIS.

A DILMA E OS POLÍTICOS NÃO ENTENDERAM O RECADO DAS RUAS.

NÃO QUEREMOS PLEBISCITO NEM REFORMA FEITA POR CORRUPTOS!

As ruas mostraram que a propaganda lulo-petista, exaustivamente repetida nos últimos dez anos, é uma farsa. Os manifestantes, ao exigirem “mais saúde e educação”, “mais hospitais e menos estádios”, “mais segurança”, “menos impostos” “chega de corrupção” etc, mostraram que os problemas cruciais do País continuam sem solução, e escancararam o abismo entre o discurso oficial e a realidade.

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Alerta dos espíritos

MENSAGEM PSICOFÔNICA ALERTANDO O BRASIL
(Vejam a preocupação dos Espíritos no final)

Fonte: Jornal Notícias do Movimento Espírita – Araçatuba, 25/06/2013

(Mensagem psicofonica recebida por Marlene Nobre em 19/6/2013 no Grupo Espírita Cairbar Schutel.

A médium esclarece que José Maria da Silva Paranhos Jr. (Barão do Rio Branco) assumiu a autoria da mensagem, mas que o mentor deixou claro que falava em nome de uma falange.

Fazem parte dela e estavam ali presentes: Pedro de Alcântara, Bezerra de Menezes, Rui Barbosa, Tiradentes, Freitas Nobre, Frei Caneca, Cairbar Schutel e inúmeros outros brasileiros ilustres.)

“Caros irmãos! O Brasil vive hoje um momento delicado de sua história.

Brasileiros, na sua maioria irmãos nossos ainda jovens na vestimenta física, exprimem nas ruas suas angústias, incertezas e mesmo revoltas subjacentes, acumuladas ao longo de decênios de insatisfação, ante a falta de respostas concretas com relação ao futuro e ao destino real que almejam para suas existências.

É preciso que as forças vivas da nação aglutinem-se em torno de todas as figuras históricas e heróicas, que serviram com idealismo ao País, a fim de encontrarem soluções justas aos anseios legítimos das pessoas, que se vêem, cada vez mais, entregues a si mesmas, sem contar com o respaldo de interlocutores compassivos, que façam do diálogo um instrumento real de crescimento e aprimoramento da sociedade como um todo.

As reivindicações diversas expressam o grau de insatisfação popular com o aumento crescente da coleta de impostos, com os desvios de dinheiro público e com o mau emprego de bens e patrimônios da Nação, responsáveis por frustrações repetidas, principalmente, dos mais jovens, ante a precariedade de investimentos nas áreas essenciais como saúde e educação, entre outras.

As insatisfações são dirigidas principalmente aos que têm a responsabilidade de cuidar das questões político-administrativas do País, pedindo especial atenção aos projetos que verdadeiramente interessam ao bem-estar e ao progresso da coletividade.

Há algum tempo esses interesses vêm sendo administrados, em determinados setores do País, por espíritos que se locupletam indebitamente da rica produção nacional, espoliando o País justamente no momento em que avança para o seu mais amplo desenvolvimento. Continuam encarcerados no egocentrismo, na visão estreita do personalismo inferior, incapazes de enxergar as necessidades do conjunto, formado pela grande família brasileira, que deveria na verdade ser a usufrutuária dos bens produzidos.

Por isso, meus amigos, enfrentamos, na hora presente, momentos difíceis que exigem oração, vigilância, cautela.

Permita Jesus a união das criaturas nobres, que já despertaram para as verdadeiras responsabilidades sociais e democráticas, dentro de uma visão holística e abrangente, que contemple todos os setores da sociedade em suas necessidades espirituais mais profundas.

Que essas forças vivas, verdadeiras estacas de sustentação do Brasil livre, possam defendê-lo dos movimentos radicais, que buscam nessas horas difíceis lançá-lo nos caminhos da violência, na tentativa de usurpar-lhe o clima pacífico, seu apanágio maior, desde a fundação.

Meus irmãos, o tempo é de vigilância, de cuidado, de oração.

Que todos se unam em torno dessas forças vivas, que estão voltadas para a espiritualidade superior, a fim de que possam neutralizar os arremessos das trevas, promovendo as mudanças necessárias, mas sem violência.

Há pouco mais de 20 anos, seguindo a voz das ruas, os poderes constituídos destituíram um presidente da república; a partir de então, era de se esperar que os responsáveis pelos destinos da nação priorizassem em suas ações a probidade administrativa em todas as áreas, mantendo como objetivo maior a distribuição mais justa e igualitária da riqueza.

Era de se esperar que amadurecessem, procurando servir às camadas mais pobres da população, e, sobretudo, à valorosa Nação, que lhes deu o berço, e que foi dotada pelo Criador de grandes jazidas naturais, do maior reservatório de água do mundo e que permanece emoldurada pela beleza ímpar de sua natureza exuberante.

O mundo cibernético, todavia, abriu imensas possibilidades para que as gargantas se exprimissem em conjunto, em uníssono, e os jovens saíram às ruas. Mas se isso representou um avanço nas formas de expressão das almas, trouxe também imensas preocupações quanto aos rumos do País, porque não se sabe se as forças negativas tomarão a frente, tentando impedir o cumprimento da importante missão que o Brasil tem a desempenhar perante si mesmo e perante as demais nações do mundo.

Por isso, meus amigos, diante do mostruário desta noite, solicitamos silêncio, meditação, prece e, sobretudo, entranhado amor pelo País que vos recebeu de braços abertos depois de inúmeras encarnações de falência para vos reabilitardes perante o Pai. Que Ele nos abençoe!

Recebido de Nelio Possobom

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Bilderberg: um clube secreto governa o mundo

Criado há 53 anos, o Clube Bilderberg reúne anualmente, em caráter sigiloso, nomes influentes da política, da economia e da mídia do Ocidente para debater assuntos de interesse mundial.

É tudo muito discreto: quem atende o telefone do Clube Bilderberg, em Leiden, na Holanda, é uma impessoal voz feminina que, após repetir o número, sugere que a pessoa deixe uma mensagem após o sinal. Alguém mais desavisado poderia até pensar que ligou por engano para uma residência.Mas o que está por trás do tal número de telefone vai muito além disso: para muitos, o Clube Bilderberg é o maestro oculto da política e da economia ocidental há mais de cinco décadas. Todo o segredo que cerca suas atividades(nem portal na Internet ele tem) só contribui para essa imagem.

Fundado em 1954 pelo príncipe Bernhard, da Holanda, pelo primeiro-ministro belga Paul Van Zeeland, pelo conselheiro político Joseph Retinger e pelo presidente da multinacional Unilever na época,o holandês Paul Rijkens, o Clube Bilderberg é uma organização não-oficial que nasceu supostamente para promover a “cooperação transatlântica” e debater “assuntos relevantes em nível mundial” – o que, em plena Guerra Fria,equivalia a discutir a ameaça comunista. O nome Bilderberg vem do hotel holandês que abrigou a primeira reunião, em 1954. O sucesso desse evento convenceu os seus organizadores a realizá-lo anualmente, em algum país europeu,nos Estados Unidos ou no Canadá.

Atualmente, os encontros do Clube reúnem cerca de 120 personalidades europeias e norte-americanas influentes na política, na economia e na mídia. Eles ocorrem em hotéis sofisticados e preferencialmente isolados, que são fechados por ocasião do evento.

Nesse período, um fortíssimo esquema de segurança, a cargo de agentes norte-americanos e de vários outros países europeus, além da polícia local, garante a privacidade dos participantes. A conferência mais recente foi realizada no Ritz-Carlton de Istambul, na Turquia,entre os dias 31 de maio e 3 de junho.

O COMITÊ organizador das conferências tem sido bastante criterioso nas suas seleções de convidados, como se pode constatar pelas listas disponíveis. O polêmico ex-secretário de Defesa norte-americano Donald Rumsfeld era nome habitual nos encontros, assim como Peter Sutherland (ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, atual diretor-executivo da British Petroleum e da Goldman Sachs International e membro do comitê-organizador do Bilderberg), Paul Wolfowitz (ex-subsecretário de Defesa do governo de George W. Bush e ex-presidente do Banco Mundial) e Henry Kissinger(ex-secretário de Estado norte-americano).

… Clã de seletos

Na página oposta, o príncipe Bernhard, da Holanda, um dos fundadores do Clube Bilderberg. Ao lado, no sentido horário,alguns dos nomes que já o integraram ou que ainda fazem parte dele: a rainha Beatrix, da Holanda; o bilionário David Rockefeller; Henry Kissinger,ex-secretário de Estado norte-americano; Donald Rumsfeld, ex-secretário deDefesa dos Estados Unidos; e Javier Solana, ex-secretário-geral da Otan.

Bill Clinton, Tony Blair, o ex-secretário- geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) Javier Solana e os bilionários David Rockefeller e Bill Gates também já integraram essa exclusiva relação (veja no quadro alguns dos nomes convidados para a conferência desteano).

Ao reunir tanta riqueza e poder e zelar pela privacidade absoluta em seus eventos (nenhum participante pode falar sobre o que viu e ouviu nos encontros), o Clube Bilderberg se tornou prato cheio para as teorias conspiratórias. Segundo elas, a organização manipula políticas nacionais e eleições, provoca guerras e recessões e chega a ordenar assassinatos e renúncias de líderes mundiais – como teria acontecido,respectivamente, com o presidente norte-americano John Kennedy e aprimeira-ministra britânica Margaret Thatcher.

PARA MUITOS sérvios, o Bilderberg foi o responsável pela queda de Slobodan Milosevic. Fala-se ainda que três famosos terroristas – Timothy McVeigh (responsável pelo atentado de Oklahoma City),David Copeland (um dos responsáveis pelo atentado ao metrô de Londres) e Osama Bin Laden – também pensam que os governos nacionais dançam conforme a música tocada pelo Clube.

O curioso é que o Bilderberg incomoda tanto conservadores quanto liberais. Para os primeiros, a organização é um plano sionista liberal. Para os outros, com tanto cacife e sigilo envolvidos, coisa boa não deve sair dali. “Quando tanta gente com tanto poder se reúne em um só lugar, acho que nos devem uma explicação sobre o que está acontecendo”,disse o ex-jornalista britânico Tony Gosling ao jornalista Jonathan Duffy, do BBC News Online Magazine (“Bilderberg: The Ultimate Conspiracy Theory”, de 3 de junho de 2004).

Por mais verossímeis ou DESCABELADAS que sejam,as ESPECULAÇÕES sobre a verdadeira ATUAÇÃO do Clube Bilderberg dificilmente poderão ser CONFIRMADAS ou refutadas

Segundo Gosling, o economista britânico Will Hutton, ex-participante das

… Influência

Na página oposta, a ex-primeira-ministrabritânica Margaret Thatcher, possível vítima do Clube; Bill Gates já teriaparticipado das reuniões secretas; e o terrorista Osama Bin Laden, que acreditano poder de decisão do Bilderberg.

conferências do Bilderberg, comparou o evento aoencontro anual do Fórum Econômico Mundial, no qual “o consensoestabelecido é o pano de fundo contra o qual a política é feita em nívelmundial”. Gosling exemplificou os perigos desse “consenso”:”Um dos primeiros lugares onde ouvi sobre a determinação de as forçasnorte-americanas atacarem o Iraque foi no encontro de 2002 do Bilderberg,graças a um vazamento de informação.”

Os organizadores se defendem. Para o belga ÉtienneDavignon, exvice- presidente da Comissão Européia, vice-presidente damultinacional francesa Suez-Tractebel e atual presidente da conferência doClube Bilderberg, é impossível pensar em comando mundial único.

“Não creio numa classe governante globalporque não creio que tal classe exista”, disse ele ao jornalista da BBCBill Hayton (“Inside the secretive Bilderberg Group”, de 29 desetembro de 2005). “Apenas penso que são pessoas influentes interessadasem conversar com outras pessoas influentes.”

O jornalista Martin Wolf, do diário inglêsFinancial Times, que foi convidado para alguns encontros, também pensa que nãohá fogo atrás dessa fumaça: “A idéia de que tais eventos não podem serrealizados na privacidade é fundamentalmente totalitária”, disse a Duffy.”Não é um organismo executivo. Nenhuma decisão é tomada lá.”

O EX-CHANCELER britânico Denis Healey, uma daspresenças de primeira hora das conferências do Clube Bilderberg, tambémminimizou as críticas: “Nunca procuramos atingir um consenso sobre osgrandes temas nas conferências”, disse a Duffy.

“É simplesmente um lugar paradiscussões.” Healey é só elogios ao Clube: “O Bilderberg é o grupointernacional mais útil do qual participei. A confidencialidade permite àspessoas falarem honestamente, sem medo das repercussões”, acrescentou ele.

Por mais verossímeis ou descabeladas que sejam,as especulações sobre a verdadeira atuação do Clube Bilderberg dificilmentepoderão ser confirmadas – ou refutadas – por completo. Elas, aliás, nãosurpreendem o pesquisador britânico Alasdair Spark, especialista em teoriasconspiratórias ouvido por Duffy.

“A idéia de que uma panelinha sombria estámandando em todo o mundo não é nada nova”, comentou Duffy. “Porcentenas de anos as pessoas acreditaram que o mundo é governado por um grupo dejudeus. Não deveríamos esperar que os ricos e poderosos organizassem as coisasem seu próprio interesse? Isso é chamado de capitalismo.”

Lista seleta

Os 20 nomes relacionados a seguir, convidadospelo Clube Bilderberg para a conferência deste ano em Istambul, são uma amostrada elite ocidental reunida pela organização.

  • Rainha Beatrix, da Holanda.
  • Lloyd Blankfein, presidente e chefe-executivo do banco Goldman Sachs.
  • Paul Gigot, editor da página de editoriais do Wall Street Journal.
  • Jaap de Hoop Scheffer, secretário-geral da Organização do Tratado do AtlânticoNorte.
  • ReiJuan Carlos I, da Espanha.
  • Muhtar Kent, presidente e diretor de operações da Coca-Cola.
  • Henry Kissinger, ex-secretário do ex-presidente Richard Nixon e atualpresidente da Kissinger Associates.
  • Klaus Kleinfeld, presidente da Siemens.
  • John Mickletwait, editor do The Economist.
  • Jorma Ollila, chairman da Nokia e da Shell.
  • Príncipe Philippe, da Bélgica
  • Eric Schmidt, presidente e chefe-executivo do Google.
  • Klaus Schwab, presidenteexecutivo do Fórum Econômico Mundial
  • Javier Solana, secretário-geral do Conselho da União Européia.
  • Michael Tilmant, presidente do ING Group.
  • Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu.
  • Daniel Vasella, presidente e chefe-executivo da Novartis.
  • Jeroen van der Veer, chefeexecutivo da Shell.
  • Paul Wolfowitz, presidente do Banco Mundial.
  • Robert Zoellick (na época, executivo do Goldman Sachs. Assumiu a presidência doBanco Mundial em julho).

http://youtu.be/cYsGOTjO4CA

e ver também…

http://youtu.be/qkB7JePiQ50

Manuel A Alves
Cedido
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Tel.+55.21.2629.2039
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O papa é pop na Globo e criticado na Record

Análise: O papa é pop na Globo e criticado na Record; canal católico vende recordação

NELSON DE SÁ
DE SÃO PAULO

Papa no Brasil Ligada à Universal, a Record repisou exaustivamente as cenas “exclusivas” de um ataque de tubarão em Recife, para não abrir as câmeras ao papa Francisco. Recorreu também a uma interminável viagem de trem por Maranhão e Pará, no “Jornal da Record”.

Quando entrou no assunto, afinal, aproveitou para anotar que manifestantes “reclamam do posicionamento da Igreja Católica sobre o aborto”, destacando que no Uruguai, após a legalização, nenhuma mulher morreu do procedimento. Não é a primeira vez que a rede evangélica apela ao aborto para questionar a igreja concorrente.

Por outro lado, a Globo relatou com sorrisos largos a passagem pelas ruas do Rio, que deixou os fiéis “encantados com a simplicidade do santo padre”, na locução do “Jornal Nacional”.

“O papa é pop”, dizia uma entrevistada. “Ele é gente como a gente”, acrescentava outro. “A cada esquina ele faz novos amigos”, ecoava o próprio repórter. O tom só mudou um pouco ao abordar o “confronto” entre manifestantes e policiais.

Ao longo de tarde e noite na Globo News, além dos padres comentaristas que dão ao canal de notícias um tom católico quase oficial, a apresentadora Leilane Neubarth anunciou a certa altura que o papa Francisco alcançou o que buscava: “Todos os corações já estão abertos para ele”.

Entre as emissoras católicas, a Rede Vida foi mais sóbria, como é característica sua.

Já a carismática Canção Nova, entre pedidos de doação de dinheiro e até ouro nos intervalos, inclusive um que oferecia foto de Francisco em troca de R$ 20, avisou que quem assistisse às transmissões podia “lucrar com indulgências”.

Explicou serem “graça de Deus” para os vivos ou para quem enfrenta “a purgação final no purgatório”.

Das redes nacionais, a que abriu mais espaço à chegada do papa ao Rio foi a Band. José Luiz Datena narrou ao vivo no “Brasil Urgente”, entre brincadeiras mais ou menos respeitosas, o congestionamento enfrentado por Francisco na avenida Presidente Vargas.

A seu lado, o filósofo Mário Sérgio Cortella, da PUC-SP, era chamado para comentar não só “o desprendimento desse argentino humilde”, no dizer do apresentador, mas se os carros da comitiva “erraram o caminho”.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2013/07/1315118-analise-o-papa-e-pop-na-globo-e-criticado-na-record-canal-catolico-vende-recordacao.shtml

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Quem quer dar aulas?

É urgente que se apliquem políticas de valorização dos educadores, sob risco de um apagão no sistema de ensino

Os universitários brasileiros não querem trabalhar na sala de aula. Pesquisa após pesquisa – como a realizada anos atrás pela Fundação Carlos Chagas –, o veredicto se confirma, acenando uma das mais graves crises do país. Parem o bonde. Sem professores das disciplinas do ciclo fundamental e médio, não veremos país nenhum. Estima-se que a carência possa chegar a 300 mil educadores, o que deixa o sistema de ensino nas raias de um apagão.

As regiões mais afetadas pela ausência de mestres encontram dificuldades homéricas, como se dizia, para vencer a pobreza e ficam mais expostas às raízes da violência. De resto, o atraso e a treva, na qual estamos nos movendo faz algum tempo. Só sobra uma saída – políticas públicas que atraiam alunos para as licenciaturas, programas de permanência, estágios remunerados por tempo determinado em sala de aula, de preferência no interior do país.

Não se fala aqui em obrigatoriedade ou em qualquer sorte de residência compulsória, como tenta fazer o governo federal em relação aos alunos de Medicina. Fala-se numa tática de valorização do professor, uma bandeira já hasteada aqui e ali, mas cujo discurso, de tão repetido, está pálido como um soneto. Os Programas Institucionais de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibids) ajudam, mas se está falando de uma situação de emergência. É preciso mais.

Há exemplos nos quais nos mirar. Países nórdicos, por exemplo, conhecidos pela relevância dada à função de ensinar. Ou mesmo a alquebrada Cuba. A valorização – com todo o respeito aos que proclamam que o problema dos professores passa, acima de tudo, pelo bolso – supera todas as outras causas. São muitas as categorias mal remuneradas, mas nem todas mal amadas. O desapreço por quem ensina é vexame em par.

A pressão salarial, a ação sindical, a negociação estão aí para resolver impasses de categoria. Vencer uma cultura de menosprezo, contudo, exige mais estratégia dos governos. Passa pelo salário, mas passa também pelas regras de atração. É preciso levar os melhores alunos – e não importa se cursem licenciaturas ou não – para as salas de aula. Igualmente, deve-se levar os melhores professores para as escolas mais problemáticas e de Ideb mais baixo, valorizando o conhecimento adquirido desses profissionais na resolução dos nossos índices educacionais subsaarianos.

É tarefa de casa ver e rever o documentário Pro dia nascer feliz, do cineasta João Jardim. Resumo da ópera. Nas sequências se pode ver uma legião de professores cansados de guerra, com dificuldades de serem ouvidos. Os professores derrubados pela síndrome de Burnout. Os professores que faltam às aulas, deixando às moscas o processo de ensino-aprendizagem. Mas sobretudo os professores que não sabem o que fazer porque se sentem vozes que clamam no deserto. Não há pior expediente profissional que o de não ser ouvido e o de não se sentir parte de nada. Quem está numa escola, por incrível que pareça, sabe do que se trata.

Urge, de fato, uma reforma educacional brasileira. Motivos para tanto não faltam – da ausência de professores ao fato, denunciado pela Fundação Ioschpe, de que há mais pessoas trabalhando na burocracia escolar do setor público do que propriamente ensinando. Dos 5 milhões de educadores contratados, 3 milhões não lecionam. Toda essa multidão de profissionais de gabinete não consegue o que lhes caberia de fato: subsidiar o professor a lidar com a violência, com a indisciplina, com os novos conteúdos e demandas da juventude. O resultado dessa falta de respostas é a frustração profunda, que só pode resultar em desejo de pular do barco.

Como se vê nos dados do Instituto Lobo, a partir do Censo Escolar, muitos o fazem antes mesmo de se graduar. A evasão nas licenciaturas, na média brasileira, chega a 48%. Em áreas como Física, podem alcançar 60%. Deve-se aventar também que carreiras como Física, Química ou Letras se tornaram menos concorridas, o que afeta a seleção. Mas não são fáceis. Muitos alegam desistir por causa do mercado, mas são favas contadas que muitos o fazem por não conseguir acompanhar o curso.

Vale mais um alerta. Parte do problema da evasão de alunos das licenciaturas começa dentro das próprias universidades. É assunto espinhoso. Os cursos que formam professores não raro funcionam como redomas, pouco afáveis a pesquisas que contemplem, de forma mais pragmática, os problemas reais da escola. Não são questões menores, como se pode alegar. O preço é que muitos licenciados acabam chegando ao chão de fábrica despreparados ou desmotivados para lidar com situações que vão além da teoria.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/conteudo.phtml?tl=1&id=1392555&tit=Quem-quer-dar-aulas

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