Um engodo chamado carro elétrico

Por trás de todo este entusiasmo com a tal energia limpa, a elétrica, esconde-se um grande problema: energia elétrica não é facilmente “estocável” como os combustíveis líquidos fósseis ou renováveis.

Energia elétrica uma vez produzida deve ser consumida imediatamente porque ela se dissipa mais rapidamente.

A acumulação de eletricidade em baterias não é eficiente porque a própria bateria consome parte da energia que acumula e ainda, quando houver um grande número de veículos elétricos no mercado e aumentar em muito o consumo de eletricidade, como esta será produzida rapidamente? Resposta curta e grossa: termelétricas, usinas nucleares, ambas gerando poluentes. As primeiras despejam em grande quantidade na atmosfera os mesmos gases que se pretende eliminar dos automóveis, enquanto estas últimas têm o problema do resíduo nuclear que não pode ser descartado facilmente.

Outro grande empecilho é a lentidão no reabastecimento dos veículos elétricos. Enquanto um tanque de 50 litros de álcool leva cerca de cinco minutos para encher em uma bomba de combustível convencional, uma tomada elétrica de alta voltagem de pontos comerciais leva no mínimo 30 minutos para carregar parcialmente a bateria e mais de oito horas em uma tomada doméstica para enchê-la completamente.

Quem está por trás do desespero em empurrar o carro elétrico goela a baixo no cidadão comum? Certamente há grandes interesses comerciais ou políticos em limitar a mobilidade do cidadão. Comerciais das operadoras de transporte coletivo (empresas aéreas e de ônibus) e políticos de governantes e magistrados desesperados com a possibilidade dos cidadãos viajarem para as capitais e engrossarem o coro de descontentes com a corrupção política que é protegida pela tirania togada.

A epopeia vivida pela equipe da Revista Autoesporte (vídeo abaixo) mostra os problemas do carro elétrico. A viagem que fizeram de São Paulo ao Rio de Janeiro, quando gastaram mais de um dia e tiveram de parar em todos os pontos de reabastecimento, é concluída em no máximo seis horas sem paradas em um veículo à álcool.

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